
Ano 5 | nº 913 | 16 de janeiro de 2019
NOTÍCIAS
Margem dos frigoríficos apertada
Depois de um final de ano com vendas superando as expectativas, as duas primeiras semanas de janeiro foram marcadas pela queda nos preços da carne bovina
Na média dos preços de todos os cortes de carne bovina sem osso vendidos no mercado atacadista, nos últimos sete dias a redução foi de 0,7%, variação que resultou no acumulado de 2,4% de desvalorização desde o início do ano. Esse cenário não é novidade, visto que em janeiro o consumo é menor. A população fica descapitalizada em função das dívidas contraídas no final do ano, das obrigações com impostos, dentre outros gastos. Refletindo a maior dificuldade em vender a carne, a margem de comercialização da indústria recuou 2 pontos percentuais na comparação mensal. A margem de comercialização está em 20,4%, a menor desde meados de outubro do ano passado, embora próxima da média histórica. A relativa manutenção dos preços da arroba nestes primeiros dias de janeiro tem respaldado o achatamento da margem.
SCOT CONSULTORIA
Presença diária de fiscais em frigoríficos deverá ser mantida
“O autocontrole, em tese, é uma coisa muito boa, até para o abate. O ministério não tem gente para fiscalizar tudo. Mas caso alguém [empresas] faça algo errado, tem que ter um mecanismo para evitar problemas”, afirmou Péricles Salazar, Presidente da Abrafrigo, entidade que representa frigoríficos de pequeno e médio porte.
Ciente do risco de perda de importantes mercados para as exportações de carne do Brasil, o Ministério da Agricultura, agora sob o comando de Tereza Cristina, prepara um projeto de lei para ampliar o alcance do “autocontrole” na inspeção de frigoríficos, uma antiga demanda das indústrias. No entanto, a presença diária dos auditores fiscais federais agropecuários nas linhas de abate não será dispensada. Tratado como prioridade “zero” pela nova gestão do ministério, a ideia é estender o autocontrole não só para a inspeção de carnes e de produtos como lácteos, mel, ovos e pescado, mas principalmente para bebidas e insumos agropecuários como fertilizantes, rações e sementes. Caso implantado o novo modelo, os fiscais poderão reduzir as auditorias anuais –– uma ao invés de duas, por exemplo –– em agroindústrias que cumprem à risca os padrões de qualidade exigidos e tirar o peso do sistema de fiscalização, que sofre com a crônica falta de pessoal, sobretudo em abatedouros. Na visão do Ministério da Agricultura, a medida também permitiria aumentar a frequência de inspeção sobre os estabelecimentos com problemas sanitários. A carência de fiscais alimenta críticas frequentes de importadores como os europeus, cujas exigências aumentaram após a Carne Fraca, operação policial que revelou em 2017 um esquema de corrupção entre os fiscais do ministério e funcionários de frigoríficos. Incumbido da difícil tarefa de ampliar o autocontrole, missão tentada — e não cumprida — pelos ex-ministros Kátia Abreu e Blairo Maggi, o novo Secretário de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, o fiscal de carreira e engenheiro agrônomo José Guilherme Tollstadius Leal, diz que a ideia é encaminhar a proposta ao Legislativo ainda no primeiro semestre. Pela frente, contudo, o secretário terá pela frente um Congresso em grande parte renovado e uma bancada ruralista que encolheu à metade nas últimas eleições.
https://www.valor.com.br/agro/6066069/presenca-diaria-de-fiscais-em-frigorificos-devera-ser-mantida
VALOR ECONÔMICO
Atenção com as vacas e novilhas
O mercado do boi gordo trabalhou firme em São Paulo na última terça-feira (15/1)
O volume de oferta de gado está regulado e as escalas atendem em média cinco dias, o que limita pagamentos menores. Contudo, o lento escoamento da produção segura ofertas de preços maiores. Vale evidenciar que a disponibilidade de vacas tem aumentado na praça paulista e alguns frigoríficos têm optado por compor boa parte das escalas de abate com fêmeas. Ainda em São Paulo, a demanda por novilhas está em ascensão e as indústrias oferecem em média de R$4,00 a R$5,00 a mais por arroba desta categoria, em relação ao preço da vaca. No restante do país, no levantamento de 15/1, considerando o preço do boi gordo a prazo, houve seis praças com valorizações e seis com desvalorizações. Dentre os estados com ajustes positivos, destaque para o Rio Grande do Sul que segue o movimento de alta e acumula 3,0% de aumento no preço da arroba desde o começo do mês. Do outro lado, em algumas praças de Minas Gerais, o consumo não cresce, e as ofertas de preços menores têm ganhado força.
SCOT CONSULTORIA
Mercado de reposição firme no início de 2019
Apesar de poucos negócios efetivados, o aumento das especulações nos primeiros dias do ano já vai desenhando como será o mercado em janeiro: procura aquecida e vendedores segurando a produção
Diante deste cenário, desde o começo do mês, na média de todos os estados e categorias pesquisas, os preços dos animais de reposição subiram 0,4%. Destaque para estados como Rondônia, onde a recuperação antecipada das pastagens, em função do acúmulo de chuvas, tem estimulado a reposição do plantel da fazenda. Por lá, o aumento da demanda valorizou o preço dos animais de reposição. Para uma comparação, a cotação atual do bezerro desmamado rondoniense esta 3,7% superior à observada em meados de novembro. Já na Bahia, a oferta restrita tem ditado o preço dos animais de reposição até o momento, mas como nos últimos dias tem chovido pouco na região, compradores não estão cedendo a preços maiores, por isso as negociações no estado estão andando com o freio de mão puxado. Em outros importantes estados pecuários, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, a movimentação do mercado de reposição está menor. Para os próximos dias, o volume de precipitação e as cotações do boi gordo ditarão o poder de retenção e o poder de compra dos agentes do mercado. Para quem for negociar, atenção a essas variáveis.
SCOT CONSULTORIA
Desempenho externo das carnes na 2ª semana de janeiro
Em comparação a janeiro de 2018 somente a carne bovina apresentará aumento de volume (de cerca de 18%)
A receita retrocedeu aproximadamente aos fraquíssimos níveis registrados em junho do ano passado quando, como efeito principal da greve dos caminhoneiros, os resultados cambiais do mês apresentaram os mais baixos indicadores de quase uma década. A receita cambial da semana que passou, avaliada pela média diária, ficou em US$38,957 milhões, valor 45% inferior aos US$71,813 milhões computados pela SECEX/MDIC nos primeiros três dias úteis do ano. Em consequência, a média diária dos primeiros oito dias úteis de janeiro corrente (com um total de 22 dias úteis) caiu para US$51,278 milhões, valor apenas 2% inferior aos US$52,382 milhões/dia de um ano atrás, mas quase 19% menor que os (perto de) US$63 milhões/dia de dezembro passado. Projetando-se os volumes ora alcançados para a totalidade do mês – as três carnes registrarão redução de embarque em relação ao mês anterior (a carne suína, de quase 20%; a bovina, de 6%; e a de frango, de 13%), enquanto em comparação a janeiro de 2018 somente a carne bovina apresentará aumento de volume (de cerca de 18%). Ou seja: carne suína e de frango tendem a volumes 15% e 7% menores que os de janeiro de 2018 (então, respectivamente, 45,4 mil/t e 305,8 mil/t).
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ECONOMIA
Ministério corta previsão de valor da produção agropecuária do Brasil em 2019
O valor bruto da produção agropecuária do Brasil (VBP) deve alcançar 581,6 bilhões de reais neste ano, projetou na terça-feira o Ministério da Agricultura, em um corte ante a estimativa anterior, mas ainda assim cerca de 2 por cento acima do registrado em 2018.
Em dezembro, a pasta projetava, de modo preliminar, um VBP de 584,6 bilhões de reais em 2019. A redução ocorre após lavouras de soja do país, principal item da pauta de exportação brasileira, serem prejudicadas pelo tempo quente e seco, em especial nos Estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. Entretanto, graças “à melhoria da pecuária, que mostra crescimento em quase todas suas atividades”, o VBP em 2019 deve ser 2,1 por cento superior ao de 569,8 bilhões de reais do ano passado, que, por sua vez, ficou aquém dos 582,3 bilhões de 2017. Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos que deram maior sustentação ao VBP no ano passado foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também tenham se destacado por “expressiva participação no valor gerado”. Os valores da produção de algodão e de soja, por sinal, foram os maiores registrados na série iniciada em 1989, destacou o ministério. O Brasil colheu um recorde de 120 milhões de toneladas de soja em 2017/18. Ao contrário do esperado para 2019, o ano que passou não foi favorável para a pecuária, que teve redução de valor em suas principais atividades, como carne bovina, frango, carne suína, leite e ovos. Preços internacionais e retração do consumo interno estão associados a esse desempenho, analisou o Coordenador-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. Do VBP total de 2018, 383,9 bilhões de reais vieram das lavouras e 186 bilhões da pecuária.
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Dólar sobe ante real com exterior, em dia de votação do Brexit
O dólar terminou a terça-feira em alta, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no mercado internacional, em dia de expectativa pela votação do Brexit no Parlamento do Reino Unido e tendo como pano de fundo a cautela sobre a guerra comercial Estados Unidos e China
O dólar avançou 0,71 por cento, a 3,7253 reais na venda, depois de oscilar entre a mínima de 3,6947 reais e a máxima de 3,7285 reais. O dólar futuro subia 0,76 por cento. A libra caía ante o dólar, à espera da votação, da mesma forma que o euro, após dados mostrarem que a economia da Alemanha desacelerou em 2018, em meio aos temores de desaceleração econômica também na Europa. O dólar, assim, subia ante a cesta de moedas, movimento também influenciado pelas preocupações sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, depois que o senador republicano Chuck Grassley disse que o representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, viu muito pouco progresso em questões estruturais durante as negociações comerciais com a China na semana passada. Do lado doméstico, os investidores estavam na expectativa das medidas de ajuste fiscal, sobretudo a proposta de reforma da Previdência. Desta forma, acabou gerando alguma pressão adicional sobre o câmbio a informação de que o presidente Jair Bolsonaro só deve bater o martelo sobre a proposta de reforma da Previdência de sua equipe econômica depois que voltar de viagem de Davos, no final do mês.
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Ibovespa sofre embolso de lucros após recordes, mas sustenta 94 mil pts no fechamento
A bolsa paulista fechou em queda na terça-feira com agentes financeiros realizando lucros enquanto aguardam novidades sobre a proposta da reforma da Previdência, entre outras medidas do novo governo
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,44 por cento, a 94.055,72 pontos. O volume financeiro totalizou 14,95 bilhões de reais. “Não há nada de novo, então muitos aproveitam para realizar um pouco dos lucros”, afirmou o chefe da área de renda variável da corretora de um banco de investimentos em São Paulo. No ano, o principal índice de ações da B3 acumulava até a véspera valorização de 7,49 por cento. Profissionais da área de renda variável também citaram que, apesar da votação sobre o Brexit no parlamento britânico, o cenário era relativamente tranquilo nas praças acionárias globais, ajudado principalmente por expectativas de estímulos para a economia chinesa. No final do dia, o parlamento britânico rejeitou acordo do Brexit negociado pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, trazendo alguma volatilidade. Ainda assim, em Wall Street, o S&P 500 tinha alta de mais de 0,9 por cento, com Netflix fortalecendo o setor de tecnologia.
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Brasil fecha 2018 com recorde de 62,6 milhões de inadimplentes
O Brasil teve em 2018 a maior alta em seis anos no total de consumidores com contas em atraso, chegando a um recorde de 62,6 milhões de inadimplentes, segundo dados divulgados na terça-feira pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)
O levantamento, que inclui dados do sistema bancário, do comércio e de prestadoras de serviços públicos, apontou avanço de 4,4 por cento no total de pessoas com alguma conta em atraso e o CPF restrito para tomar crédito, o maior crescimento desde 2012, quando a expansão tinha sido de 6,8 por cento. O número total significa que 41 por cento da população adulta residente no Brasil tinha contas vencidas. Segundo o Presidente da CNDL, José Cesar da Costa, mesmo com a lenta recuperação econômica em curso, as famílias ainda enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos. “A reversão desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica, incluindo emprego e renda”, afirmou Costa em nota.
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FRANGOS & SUÍNOS
Preços do suíno vivo se mantêm em principais estados no início do ano
Cotações do suíno vivo se mantiveram estáveis pela segunda semana neste início de 2019, de acordo com principais associações de criadores do País
Apenas em Santa Catarina, principal estado produtor, houve variação negativa de 0,52% na comparação entre 11 de janeiro com 14 de dezembro. Neste caso, os preços do quilo do suíno vivo passaram de R$ 3,84 para R$ 3,82, segundo a Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS). Os preços do suíno vivo permaneceram os mesmos nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. No Mato Grosso, na mesma comparação entre 14 de dezembro e 11 de janeiro deste ano, houve queda de 4,04%. O quilo do suíno vivo nesse estado passou de R$ 3,22 a R$ 3,35, apontam dados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). No Rio Grande do Sul, o quilo do suíno vivo permaneceu no mesmo patamar do fim do ano passado. Segundo a Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), o quilo do suíno vivo independente ficou em R$ 3,87. O número de animais da pesquisa foi de 19.680, com peso médio de 114 quilos. A redução de peso dos animais e a entrada de salários, injetando mais dinheiro na economia e estimulando o consumo, foram fatores que influenciaram na manutenção dos preços também em São Paulo. Segundo a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), a arroba do suíno vivo chegou na última semana a R$ 78. Com isso, o preço do quilo permaneceu em R$ 4,16. No mesmo patamar de dezembro passado ficaram ainda as cotações do suíno vivo em Minas Gerais, segundo a Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg). Neste caso, o quilo do suíno vendido vivo fechou a semana em R$ 4,00 e deve permanecer no mesmo patamar até a quinta-feira (17).
Queda drástica nos embarques de frango da semana passada
Depois de iniciarem o ano com um volume médio diário superior a 20 mil toneladas (mais de 60 mil toneladas nos três primeiros dias úteis de 2019), as exportações de carne de frango in natura registraram fortíssimo declínio na semana passada (segunda do mês, com cinco dias úteis), pois, no período, a média diária embarcada recuou para 8,468 mil toneladas
A média diária exportada nos oito primeiros dias úteis de janeiro (com um total de 22 dias úteis) recuou para pouco mais de 12,9 mil toneladas, volume 7% e 21% menor que os registrados em, respectivamente, janeiro e dezembro de 2018 – resultado que significou embarques, até aqui, de pouco mais de 103 mil toneladas. Mantida a atual média nos restantes 14 dias úteis do mês, o volume de carne de frango in natura exportado em janeiro ficará em torno das 284 mil toneladas, recuando 13% e 7% em relação a dezembro passado e a janeiro de 2018, meses em que o total embarcado chegou a, respectivamente, 326,5 mil/t e 305,8 mil/t.
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INTERNACIONAL
Austrália exporta mais gado vivo em 2018
As exportações de gado vivo da Austrália ganharam força ao longo de 2018, sustentadas por uma razoável estação chuvosa do Norte em 2017-18 (seguida por condições secas sobre partes do resto do país) e um ponto de preço mais favorável apoiando um aumento nos embarques para a Indonésia e o Vietnã.
O surgimento da China como importador de gado para abate, três grandes carregamentos de gado para engorda para a Rússia e um forte número enviado para Israel também impulsionaram o comércio de gado vivo em 2018. Para o ano civil até novembro, as exportações totalizaram 1.008.000 cabeças, um aumento de 27% ano a ano. As exportações para a Indonésia neste ano foram impulsionadas pelo gado para engorda, que aumentou 15% em relação ao ano anterior, para 538 mil cabeças. Olhando para o próximo ano, qualquer potencial aumento de chuva induzido nos preços do gado australiano, a presença contínua de carne de búfalo e a ameaça de acesso à carne bovina brasileira poderia pressionar as exportações de gado para o mercado. O estabelecimento de exportações de gado para abate para a China, combinado com um aumento nos embarques de gado para cria este ano, fez com que o comércio ao vivo aumentasse 62% em relação ao ano anterior, para 99.000 cabeças. Outros mercados (exportações de bovinos – ano até novembro): Vietnã, aumento de 21%, para 181.000 cabeças; Israel, aumento de 100%, para 56.000 cabeças; Malásia, queda de 8%, para 19.000 cabeças; Turquia, queda de 7%, para 19.000 cabeças; Rússia totalizou 42.000 cabeças (sem embarques registrados em 2017).
Meat and Livestock Australia (MLA)
Pela primeira vez, Uruguai exporta mais de US $ 2 bilhões em carnes
Considerando o total de carnes negociadas com os mercados externos no ano recém-concluído, US$ 2,002 bilhões entraram no país. Isso significa 8% a mais em relação ao valor obtido em 2017 (US$ 1,857 bilhão), segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional da Carne (INAC).
No caso da carne bovina, em 2018 as exportações aumentaram 7% se medidas em dólares e cresceram 5% em volume. No ano passado, o Uruguai exportou 328.198 toneladas por US $ 1,65 bilhão. As exportações de carne ovina, por sua vez, aumentaram 13% em dólares em 2018 e aumentaram 7% em volume. Durante 2018 foram enviadas 12.277 toneladas ao exterior por US$ 68,8 milhões. As carnes bovinas respondem por 82,70% da receita total obtida pelas exportações do setor em 2018. As de carne ovina correspondem a 3,44% do total obtido em valor. Destaca-se a participação de 5,65% para os miúdos (US $ 113 milhões para 34.299 toneladas) e de 1,38% para a carne de cavalo (US $ 27,5 milhões para 6.315 toneladas). Em 2018, o preço médio da tonelada de carne bovina exportada (469.208 toneladas de peso de carcaça) foi de US$ 3.529, acima dos US$ 3.453 em 2017. A China foi considerada o principal destino das carnes exportadas pelo Uruguai. Em 2018, esse mercado foi responsável por 44,7% do valor obtido com as exportações pelo Uruguai. Em seguida, vieram União Europeia (UE), com 18,8%, Nafta com 14,1%, Mercosul, com 7,1%, Israel com 4,3%, Rússia, com 3,8%, Ilhas Canárias, com 1,7% e outros destinos com 5,6%. Na carne bovina, considerando o volume, a China capturou 52% dos embarques, enquanto na ovina, capturou 30% das exportações. Medido em dólares, em bovinos, explica 43% da renda e em ovinos responde por 22%. As compras de carne pela China no Uruguai alcançaram nos 12 meses de 2018, para US $ 894,5 milhões, do total de US$ 2,002 bilhões que o país obteve. Em 2017, o peso da China também foi o principal da carteira de clientes, situando-se em 40,9%. Em relação ao abate local acumulado em 2018, o de bovinos cresceu 0,2% em relação a 2017 (totalizou 2.343.974 cabeças); e o de ovinos aumentou 17% (atingiu 967.523 cabeças).
El Observador
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