CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 889 DE 03 DE DEZEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 889 | 03 de Dezembro de 2018

NOTÍCIAS

Segunda maior alta mensal do ano para a carne bovina no atacado

Somam-se quatro semanas de valorização da carne bovina vendida pelos frigoríficos no atacado. Desde o começo de novembro os preços da carne sem osso só sobem e já acumulam alta de 4,0%, na média de todos os cortes

É o segundo maior aumento mensal desde o começo do ano, perdendo somente para a valorização acumulada ao longo de setembro (4,4%). Mas os fatores responsáveis pela subida de preços foram divergentes nestes dois meses. Em setembro, a demanda estava contida em função das incertezas eleitorais, mas os volumes recordes de carne bovina in natura vendida para o mercado internacional melhoraram o escoamento e encareceram os preços destes produtos no mercado doméstico. E como o Brasil exporta mais carne de dianteiro, esses cortes foram os grandes responsáveis por puxar as altas. Ao longo daquele mês, em média, os cortes de dianteiro subiram 7,0% e os cortes de traseiro 3,6%. Lembrando também que em setembro, a oferta de gado restrita foi outro fator responsável pela elevação dos preços. Já em novembro, o cenário ao logo do mês foi de mais oferta de boiadas de cocho em comparação com setembro, e exportações sem grandes surpresas. Inclusive, se continuarmos neste ritmo de embarques, a retração em relação a setembro será ao redor de 5,0%. Portanto, o fator que tem alavancado os preços é a expectativa de aumento do consumo de carne no final de ano. No decorrer deste mês os cortes de traseiro ficaram em média 6,1% mais caros e os de dianteiro 3,1% mais baratos. Fator este que consolida a perspectiva do mercado de melhora da demanda.

Scot Consultoria

Arroba do boi fecha novembro em alta

Em novembro, na média de todas as praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a valorização do boi gordo foi de 1,2%. A título de comparação, ao longo de outubro a cotação da arroba caiu 1,0% na média de todas as regiões levantadas

Esse cenário observado durante o penúltimo mês do ano ocorreu porque a pressão de baixa causada pelas boiadas confinadas perdeu força. Fator que acabou devolvendo a firmeza ao mercado. Para dezembro, os décimos terceiros salários, as contratações temporárias e as bonificações aumentam a demanda pela carne e é comum que os preços aumentem neste período. Inclusive, as consequências destes fatores já começaram a refletir no acatado sem osso, os preços dos cortes vendidos pelos frigoríficos subiram 4,0% em novembro. A demanda por si só se projeta positiva só em função dos efeitos da sazonalidade de dezembro, mas a economia acelerando melhora ainda mais as perspectivas. Portanto, com o aquecimento da demanda e a oferta de gado de pasto ainda tímida, é possível que a firmeza se estabeleça nas primeiras semanas de dezembro, mas lembrando que, ao passo que o final de ano se aproxima, o volume de negócios diminui.

SCOT CONSULTORIA

Prorrogado prazo de vacinação contra aftosa

Campanha deveria ser encerrada nesta sexta na maioria dos estados

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai prorrogar até 10 de dezembro a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, nos Estados do Acre, Mato Grosso, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e no Ceará. No Amazonas a prorrogação se estenderá até 14 de dezembro. O calendário nacional de vacinação previa inicialmente que a imunização encerraria na sexta-feira (30), na maior parte do país. Nesses estados que irão ampliar o prazo da campanha, foram registradas duas situações frequentes: falta de vacina, pois as revendas de produtos agropecuários adquiriram estoques menores, devido às mudanças na dosagem da vacina previstas para o próximo ano, e por problemas nos sistemas informatizados de controle oficial dos estados. O Paraná, por exemplo, recebeu quantidade de doses de vacina abaixo da necessidade do rebanho. A previsão era aplicar 10 milhões de doses e as revendas do produto fizeram estoque de apenas 8,3 milhões de unidades. O Rio Grande do Sul informou que faltam vacinas principalmente nas regionais de Erechim, Ijuí e Passo Fundo. Já o Maranhão enfrenta focos de incêndio, que dificultam acessos a propriedades, além de problemas no sistema informatizado. No Amazonas, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável (Idam) informou que possuí 1,3 milhão de doses, suficientes para a imunização do rebanho. Mas as autoridades sanitárias do estado alegam que precisam de mais tempo para a distribuição das vacinas.

MAPA

Confinamento já alcança 5 milhões de bois no país

Para acelerar os ganhos de produtividade, permitindo a ampliação da produção de carne bovina ao mesmo tempo em que cedem áreas de pastagens para a agricultura, os pecuaristas intensificaram o uso de grãos alimentação do gado em ritmo mais acelerado que o previsto

Levantamento recém-concluído pela multinacional holandesa DSM, empresa que detém 30% do mercado brasileiro de sal mineral para bovinos, mostrou que o número de bois engordados nos confinamentos do país alcançou em torno de 5 milhões neste ano. A partir de entrevistas com 3 mil pecuaristas que têm confinamentos, a DSM estimou que 4,987 milhões de animais foram “terminados” nos confinamentos. Na comparação com o ano passado, quando 4,850 milhões de bovinos foram confinados, o crescimento foi de 3%, segundo a DSM. O levantamento, animou Marcos Baruselli, Gerente de Confinamento da DSM.  Nos últimos anos, os pecuaristas passaram a utilizar um modelo conhecido como “confinamento a pasto”. Nesse modelo, os bois recebem uma dieta de grãos (milho e farelo de soja) muito próxima à da estrutura dos confinamentos, onde os animais ficam lotados em um espaço reduzido, mas em cochos distribuídos na área de pastagem. De acordo com as estimativas da DSM, outros 5 milhões de bovinos são alimentados, em maior ou menor medida, com grãos em modelos semelhantes ao “confinamento a pasto”. Juntos à atividade intensiva tradicional, são cerca de 10 milhões de animais abatidos por ano no Brasil são criados de forma intensiva. Segundo ele, é possível que em 2025 cerca de 10 milhões de bovinos sejam engordadas apenas no confinamento tradicional. Se as outras estratégias intensivas (como o confinamento a pasto) foram consideradas na conta, é “provável” que metade do gado abatido no Brasil seja alimentado com grãos, afirmou Baruselli.

VALOR ECONÔMICO

Produção de carne bovina deve crescer menos no Brasil em 2019, diz Rabobank

Aumento do descarte de vacas deve ter impacto na oferta de animais para abate no ano que vem, em meio a um cenário de maior demanda

A produção brasileira de carne bovina deve reduzir o ritmo de crescimento em 2019, avalia o banco holandês Rabobank em relatório de mercado. Depois de um crescimento estimado em 4% para este ano, deve haver um acréscimo de 2% no próximo ano. “O crescimento deve ser menor em função do significativo aumento do abate de vacas em 2018”, diz o documento. De acordo com os analistas, esse movimento deve ocorrer em meio a um cenário de demanda maior pelo produto. O próximo ano deve ser de continuidade da recuperação do consumo interno, depois de dois anos de “modesto crescimento pós recessão de 2015-2016”. E as exportações, que cresceram 10% de janeiro a outubro deste ano, também tendem a ficar maiores. Mercados considerados importantes como Hong Kong, China, Egito e Chile vêm comprando mais carne bovina do Brasil neste ano. E em novembro, a Rússia levantou o embargo ao produto. O embargo russo foi imposto no final de 2017 e durou quase 12 meses. Naquele ano, o Brasil ainda embarcou 151,6 mil toneladas, o que rendeu aos exportadores US$ 487,18 milhões. Neste ano, com a sanção em vigor, foram apenas 3,26 mil toneladas e US$ 14,12 milhões de receita, conforme os números divulgados no sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura. Apesar de publicado em novembro, o relatório não menciona eventuais riscos ao comércio internacional em função de declarações do Presidente eleito Jair Bolsonaro. Há o temor, por exemplo, de que uma eventual transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém afete a relação com os mercados árabes. Bolsonaro também já fez críticas à postura da China que, de janeiro a outubro deste ano, comprou 258,7 mil toneladas de carne bovina brasileira, de acordo com os dados do Ministério da Agricultura.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Expansão do PIB do Brasil acelera a 0,8% no 3º tri com serviços e investimentos após greve

O crescimento da economia do Brasil acelerou no terceiro trimestre com o avanço do setor de serviços, do consumo e do investimento e registrou o melhor ritmo desde o início do ano passado, mostrando recuperação após a greve dos caminhoneiros ainda que em um ritmo gradual

Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8 por cento sobre o segundo trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. O dado representa a leitura mais forte desde a alta de 1,1 por cento verificada no primeiro trimestre de 2017 e mostra aceleração em relação ao período de abril a junho, em um efeito diretamente ligado ao fato de a atividade ter sido fortemente deprimida pela greve dos caminhoneiros, em maio. No segundo trimestre, houve expansão de 0,2 por cento, taxa que não foi revisada pelo IBGE. Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, a economia do país apresentou expansão de 1,3 por cento, resultado mais forte desde o quarto trimestre de 2017 (2,2 por cento). A pesquisa do IBGE mostrou que no período o destaque foi o aumento de 6,6 por cento por cento na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em um cenário em que os juros permanecem em mínima histórica e em que os investimentos ficaram travados durante a greve. Essa é a taxa de crescimento mais forte dos investimentos desde o quarto trimestre de 2009 (7,1 por cento). Parte disso está ligada aos efeitos da adoção do Repetro, um regime tributário especial para as atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás no país. Ainda do lado das despesas, o consumo das famílias avançou 0,6 por cento no terceiro trimestre sobre o anterior, enquanto o consumo do governo teve alta de 0,3 por cento. Na ótica da produção, o aumento de 0,5 por cento da atividade de serviços exerceu a principal influência para o resultado do PIB do terceiro trimestre, ainda que a agropecuária tenha subido 0,7 por cento. Já a indústria apresentou crescimento de 0,4 por cento no período.

REUTERS

Guardia: PIB do 3º tri comprova recuperação “consistente”, mas poderia ter sido melhor

O desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre indica uma “recuperação consistente e gradual”, mas o resultado poderia ser melhor, não fossem a deterioração de condições financeiras e volatilidade por causa das eleições, disse na sexta-feira o Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia

Outros dois fatores que influenciaram negativamente o PIB foram ainda a fraqueza da construção civil e a paralisação da refinaria de Paulínia, que responde por 16 por cento do refino no país, disse o Ministro a jornalistas em Buenos Aires, antes da reunião de cúpula do G20, segundo áudio divulgado pelo ministério. “Tudo indica uma recuperação consistente e gradual da economia brasileira”, afirmou Guardia. “Evidente que no terceiro trimestre poderíamos ter um resultado melhor, tivemos o problema da paralisação da refinaria de Paulínia… sem isso o resultado da indústria poderia ser melhor”, acrescentou. “Deterioração das condições financeiras, mais volatilidade no período eleitoral, isso também afetou o crescimento.” Guardia ressaltou que o avanço de 0,8 por cento do PIB na comparação com o trimestre anterior está em linha com as projeções do governo de um crescimento de 1,4 por cento da economia neste ano, mas deve ser visto com cautela uma vez que a economia ainda sofre efeitos da paralisação dos caminhoneiros. Para o futuro, o Ministro defendeu a aprovação de reformas estruturais e projetos de lei sugeridos pela atual equipe econômica ao Congresso, como o que trata do distrato de contratos imobiliários e que poderia impulsionar a atividade no setor de construção civil. Os investimentos cresceram 6,6 por cento no terceiro trimestre, o ritmo mais forte desde os 7,1 por cento do quarto trimestre de 2009, também por causa da base de comparação deprimida no segundo trimestre devido à greve dos caminhoneiros.

REUTERS

Ibovespa fecha no vermelho após superar 90 mil pts pela 1ª vez na história

O Ibovespa fechou em leve baixa na sexta-feira, após ter superado os 90 mil pontos pela primeira vez na história, mas acumulou alta de mais de 2 por cento em novembro. Investidores aproveitaram o último pregão do mês para ajustar carteiras, em dia de cautela no exterior antes da cúpula do G20.

Referência no mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,23 por cento, a 89.504,03 pontos. O indicador chegou a subir 0,6 por cento na máxima da sessão, quando atingiu nova máxima intradia de 90.245,54 pontos. Na semana, a alta foi de 3,8 por cento. Em novembro o índice subiu 2,38 por cento, elevando o ganho no ano a 17,15 por cento. O giro financeiro da sessão somou 19,6 bilhões de reais, superando com folga a média diária de cerca de 12 bilhões de reais no ano. “O fechamento de mês se refletiu nos volumes negociados”, disse o economista-chefe da Infinity Asset Management, Jason Vieira, acrescentando que muitos agentes aproveitaram para ajustar posições e carteiras. Ele disse que o movimento não se sustentou porque ainda restam muitas incógnitas nos cenários local e internacional. Para o gerente de renda variável da H.Commcor, Ari Santos, o mercado monitora com atenção os anúncios da equipe de transição do Presidente eleito Jair Bolsonaro. Vieira avalia que ainda falta visibilidade sobre a capacidade de articulação de Bolsonaro para promover reformas. “Falta compreensão de como o governo Bolsonaro vai avançar nesse contexto de negociação política”, afirmou.

REUTERS

Dólar fecha praticamente estável ante real, mas sobe em novembro após duas quedas mensais

O dólar terminou a sexta-feira com leve baixa ante o real, com investidores evitando tomar qualquer posição enquanto aguardavam o desfecho do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, no final de semana, com expectativa de que um acordo entre eles alivie as preocupações com o crescimento global

Essa preocupação com o mercado externo vista nesta sessão também predominou em novembro, quando o dólar fechou em alta ante o real, após dois meses consecutivos de retração. O dólar recuou 0,04 por cento, a 3,8558 reais na venda. No mês, subiu 3,58 por cento e, na semana passada, avançou 0,88 por cento ante o real. Foi a quinta semana consecutiva de valorização. O dólar futuro tinha alta de 0,34 por cento. “A aprovação da cessão onerosa pode trazer o dólar a 3,75-3,80 reais”, acrescentou o especialista em câmbio da Frente Corretora, Robert Awerianow, ponderando que a questão comercial EUA-China pode manter a cautela nos negócios. Internamente, a formação da taxa Ptax de final de mês, usada na liquidação de diversos derivativos cambiais, influenciou na primeira metade do pregão, deixando as cotações mais voláteis e sem tendência. No exterior, o dólar operava com pequena em alta ante a cesta de moedas e também ante as divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

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Vendas de supermercados no Brasil sobem 1,6% em outubro e acumulam alta de 1,9% em 2018, diz Abras

As vendas de supermercados no Brasil em outubro cresceram 1,58 por cento em termos reais ante igual período de 2017 e 0,45 por cento sobre setembro, informou na sexta-feira a Associação Brasileira de Supermercados (Abras)

No ano até outubro, o setor apurou crescimento real de 1,9 por cento em relação aos 10 primeiros meses do ano passado. O desempenho acumulado fica aquém da alta de 2,53 por cento projetada pela Abras para 2018, mas a associação pondera que dezembro será um mês significativo para os supermercados, com a chegada do 13º salário e as festas de Natal e Ano Novo. “Estamos otimistas e acreditamos que o rendimento adicional auxiliará em bons resultados para o nosso setor”, afirmou o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, em nota à imprensa. Segundo ele, o consumidor vinha se mostrando cauteloso nos últimos meses, principalmente, por causa das incertezas no cenário político-econômico desencadeadas pelo processo eleitoral, mas já se percebe sinais de retomada da confiança. Em outubro, a cesta de produtos Abrasmercado teve alta nominal de 3,83 por cento sobre igual mês de 2017 e de 0,78 por cento ante setembro, para 463,88 reais.  Conforme o levantamento, os itens que mais encareceram em relação ao mês anterior foram tomate (+57,8 por cento), batata (+9,09 por cento), cebola (+7,74 por cento) e arroz (+3,68 por cento). Na outra ponta, leite longa vida, ovo, massa sêmola espaguete e café torrado e moído foram os que registraram as maiores quedas de preço. Ainda segundo a pesquisa, todas as regiões tiveram alta na cesta Abrasmercado, com exceção do Norte, onde houve retração de 2,25 por cento.

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EMPRESAS

Marfrig recebeu US$1,4 bi por venda da Keystone Foods à Tyson após exclusão de dívida e outros ajustes

A empresa de alimentos Marfrig informou na sexta-feira que recebeu 1,4 bilhão de dólares referente à venda da subsidiária Keystone Foods para a norte-americana Tyson Foods, após ajustes contratuais como a exclusão da dívida da unidade que opera nos EUA

O contrato foi fechado em 20 de agosto pelo valor de cerca de 2,4 bilhões de dólares, em um movimento que buscava reduzir a alavancagem financeira da Marfrig e concentrar as operações no segmento de carne bovina. “A conclusão dessa transação melhora a estrutura de capital da companhia, reduzindo de forma significativa o seu nível da alavancagem financeira, e está em linha com sua visão de ser uma empresa mais simples e focada”, disse a Marfrig em comunicado. A Keystone Foods é fornecedora importante de produtos de frango para o McDonald’s. A unidade foi adquirida em 2010 pela Marfrig por 1,2 bilhão de dólares.

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Marfrig reduz dívida quase à metade e faz oferta por 2 ativos da BRF

Após anos lutando contra o endividamento excessivo, a brasileira Marfrig Global Foods, segunda maior produtora de carne bovina do mundo, sacramentou na última sexta-feira passada aquele que pode ser o passaporte para uma “nova era”. Ao concluir a venda da subsidiária Keystone à Tyson Foods, por US$ 2,2 bilhões, a Marfrig reduziu sua dívida líquida de US$ 4,2 bilhões praticamente pela metade

A situação de caixa confortável e o baixo endividamento também abriram oportunidades. O Valor apurou que a Marfrig fez recentemente uma oferta pelos ativos de bovinos da BRF na Argentina e também propôs assumir a produção de hambúrguer da BRF no Brasil, que hoje é feita em Várzea Grande (MT) e passaria a ser terceirizada. Na prática, a Marfrig compraria os equipamentos da unidade. Procurada, a BRF não comentou. A Marfrig não respondeu. A proposta foi bem recebida na BRF, mas ainda não está fechada disseram duas fontes. Pelos termos da oferta, a Marfrig forneceria hambúrguer para a BRF, que é líder desse mercado no Brasil com as marcas Sadia e Perdigão. Para a Marfrig, crescer em hambúrguer se tornou essencial, por ser mais rentável que a produção de carne bovina. Além da oferta pelos ativos da BRF, a Marfrig está investindo R$ 90 milhões na construção de uma fábrica de hambúrguer Bataguassu, no Estado de Mato Grosso do Sul. Nos EUA, onde controla a National Beef — o quarto maior frigorífico do país —, a Marfrig quer ampliar a produção de hambúrguer da megafábrica de Ohio, que deixará de ter o McDonald’s como cliente exclusivo. Essa unidade tem capacidade para produzir cerca 90 mil toneladas ao ano, mas só ocupa 75% do total. Em entrevista concedida ao Valor na sexta-feira para comentar a conclusão da venda da Keystone, o CEO da Marfrig, Eduardo Miron, não descartou a possibilidade de fazer pequenas aquisições. No caso da Argentina, o interesse da Marfrig mostra uma mudança de status. Com a venda da Keystone, US$ 1,4 bilhão entraram no caixa na última sexta-feira. Desse total, já usou US$ 1 bilhão para quitar o empréstimo-ponte feito com Rabobank e Bradesco. Sobram, US$ 400 milhões.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Expectativa de melhora da demanda no mercado de suínos

A demanda na ponta final da cadeia foi fraca na última semana de novembro, nem mesmo o recebimento da primeira parcela do décimo terceiro salário deu fôlego as vendas

Com isso, os preços no atacado recuaram nos últimos sete dias. A carcaça está cotada, em média, em R$6,00/kg, queda de 3,2% no período. Já nas granjas paulistas a estabilidade permaneceu. O animal terminado segue negociado, em média, em R$76,00/@. Oferta e demanda estão equilibradas. Apesar do cenário fraco no momento, o mês de novembro deve fechar com os maiores preços médios registrados este ano. No mercado externo, as exportações vêm apresentando bom ritmo este mês. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país embarcou, em média, diariamente, nas quatro primeiras semanas de novembro, 2,8 mil toneladas de carne in natura. Na comparação com igual período do ano passado, o volume aumentou 21,0%. Para o curto prazo, pensando na demanda interna, o início do novo mês e a expectativa de melhora nas vendas do varejo, devido as antecipações das festividades de final de ano, devem trazer reajustes positivos aos preços.

SCOT CONSULTORIA

Frango Vivo: diminui poder de compra frente ao milho

Na sexta-feira (30), as cotações do frango vivo permaneceram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$3,00/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg e queda de -1,87% para o frango no atacado, a R$4,20/kg. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, os valores do frango vivo têm registrado quedas em diversas praças. Dessa forma, o poder de compra do avicultor diminui frente ao milho. No mercado atacadista, os preços se elevam em função de uma menor oferta de animais para abate e maior ritmo de embarques da carne in natura.

Notícias Agrícolas

Suíno Vivo: cotações estáveis na sexta (30)

Na sexta-feira (30), as cotações do suíno vivo permaneceram estáveis nas principais praças do país. O maior valor de negociação continua sendo anotado em São Paulo, a R$4,16/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (29), trouxe estabilidade para quase todas as praças, com exceção de Minas Gerais, que teve queda de -0,49%, a R$4,05/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP destaca que as três carnes mais consumidas do Brasil (bovina, suína e de frango) têm apresentado seguidas recuperações no segundo semestre. A carne de frango, entretanto, tem perdido a competitividade frente à carne suína, cuja produção tem uma menor oferta de animais para abate, em decorrência da saída de produtores da atividade e exportações com bom desempenho.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

EUA e China suspendem novas tarifas por 90 dias após reunião entre Trump e Xi

A China e os Estados Unidos concordaram em não aplicar tarifas adicionais, em um acordo que evita que a guerra comercial cresça, no momento em que ambos os lados tentam resolver as divergências em novas negociações que visam alcançar um acordo dentro de 90 dias

A Casa Branca disse no sábado que o Presidente dos EUA, Donald Trump, falou ao Presidente chinês, Xi Jinping, durante negociações de grande importância na Argentina que ele não aumentará as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em bens chineses para 25 por cento em 1 de janeiro, como anunciado anteriormente. Pequim, por sua vez, concordou em comprar uma quantidade não especificada, mas “muito substancial” de produtos agrícolas, energéticos e industriais, disse a Casa Branca em comunicado. Os dois lados também terão novas negociações comerciais para tratar de assuntos que incluem transferência de tecnologia, propriedade intelectual, barreiras não-tarifárias, roubo cibernético e agricultura, afirmou Washington. Caso não se chegue a um acordo dentro de 90 dias, ambos os lados concordaram que as tarifas de 10 por cento serão elevadas para 25 por cento, disse a Casa Branca. Neste domingo, a mídia estatal da China saudou o “importante consenso” alcançado pelos dois líderes, mas não mencionou o prazo de 90 dias. Trump impôs tarifas de 10 por cento sobre 200 bilhões de dólares em bens chineses em setembro. A China respondeu com suas próprias tarifas. “Eu não acho que isso é um avanço – é mais para evitar um colapso. Esse não é o pior resultado, mas o trabalho duro está pela frente”, disse Paul Haenle, Diretor do Carnegie-Tsinghua Center em Pequim.

REUTERS

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