CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 885 DE 27 DE NOVEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 885 | 27 de Novembro de 2018

NOTÍCIAS

Exportações de carne: alta de 20% em 2018?

A demanda externa por carne bovina deve continuar aquecida em 2019 e vir acompanhada de uma leve recuperação no mercado interno, projetam analistas. Os embarques devem crescer 20% em volume em 2018 e manter o ritmo de alta no ano que vem

A perspectiva de aumento das exportações de carne bovina está amparada na recente reabilitação de cinco unidades de abate para exportação à Rússia – que barrou a entrada do produto brasileiro em dezembro do ano passado – e na expectativa de que a China autorize novas plantas para exportar ao país asiático. “Os embarques devem crescer 20% em volume neste ano e acredito que esse patamar deve se repetir no ano que vem”, projetou o Diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres. Em 2018, o Brasil exportou 1,5 milhão de toneladas de carne bovina, com receita de US$ 6,2 bilhões. Conforme o CEO do Frigol, Luciano Pascon, há “muito espaço” para repetição do cenário de exportações deste ano em 2019. “Os embarques devem crescer pelo menos em 50 mil toneladas por mês no próximo ano.” O Presidente do Conselho do Centro de Conhecimento em Agronegócio (Pensa/USP), Decio Zylbersztajn, criticou os posicionamentos do novo governo em relação à política externa, a exemplo do atrito diplomático entre Brasil e Egito, após o presidente eleito Jair Bolsonaro manifestar a intenção de mudar a embaixada de Israel de Tel Aviv para Jerusalém. “São pequenas ações que poderiam ter sido evitadas”, disse. O Diretor da Radar Investimentos, Leandro Bovo, lembra que a China responde hoje por metade das exportações de carne brasileira e que o País tem condições de ampliar a parceria. Na avaliação do pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Sérgio De Zen, a expectativa é de um aumento de renda, mas que não deve se refletir em incremento expressivo no consumo. “Teremos um aumento moderado [na demanda], não dá para esperar milagre”, salienta. Na avaliação de Torres, da Scot Consultoria, a demanda no mercado interno não chegou de fato a recuar, mas também não cresceu. “Com o aumento de produção de carne, o preço deveria ter desabado, o que não aconteceu.” Para 2019, ele projeta cotações de boi gordo sustentadas pela menor oferta de animais.

DCI

Mercado do boi gordo equilibrado e a expectativa é positiva

No Norte e no Nordeste, a demanda patinando permite aos frigoríficos testarem o mercado, ofertando preços abaixo da referência. É o caso do Maranhão, Sul da Bahia, Norte do Tocantins e Rondônia, por exemplo

Nas demais praças pecuárias, a oferta limitada de boiadas mantém o preço sustentado. No levantamento da última segunda-feira (26/11), a cotação da arroba do boi gordo caiu em cinco e subiu em outras cinco regiões. Destaque para a região Sul de Minas Gerais, onde o preço do boi gordo subiu 4,0% desde o início do mês. Por outro lado, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria) alcançou 113,6 pontos em novembro, este é o maior patamar desde janeiro de 2014. Na prática, caso essa expectativa se concretize, isso pode resultar em melhora na demanda e repercutir no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Pará: relação de troca piorando para o recriador e invernista

Na região sul do Pará, onde há predomínio da pecuária de corte, as chuvas estão caindo em bons volumes e as pastagens se recuperam gradativamente

Com a melhoria das pastagens e, consequentemente, aumento da capacidade de suporte, a ponta vendedora consegue ofertar preços acima da referência, fato que deu sustentação para as cotações de reposição. Tanto que, de outubro para novembro, na média de todas as categorias de machos, houve alta de 2,0%. Na contramão, a arroba do boi gordo teve retração, no mesmo período, de 1,6%, o que levou a queda no poder de compra do recriador e invernista. O boi magro, por exemplo, categoria que está mais demandado recentemente, para a terminação em pastagem, teve a maior queda mensal na relação de troca. Em outubro, com a venda de um boi gordo (16,5@), comprava-se 1,39 boi magro anelorado de 12@. Atualmente, compra-se 1,32 boi magro. Para o curto prazo, com a menor oferta de boiadas e maior consumo devido ao período do ano, a arroba do boi gordo deve ganhar firmeza, fator positivo para quem deseja fazer a troca. Por outro lado, com a recuperação das pastagens ganhando intensidade, o poder de barganha da ponta vendedora tende a ser maior.

SCOT CONSULTORIA

Paraná vai fechar fronteira para o gado

O Paraná vai fazer o fechamento sanitário de divisas territoriais, principalmente com Mato Grosso do Sul, para se tornar em 2021 área livre de febre aftosa sem vacinação. A ideia já foi incorporada pelo governador eleito Ratinho Júnior (PSD), que deseja encerrar a imunização obrigatória de bovinos no primeiro semestre de 2019

“O Paraná recebe muitos bois de Mato Grosso do Sul para engorda antes do abate, então vamos criar barreiras para impedir esse trânsito, pois não poderemos ter animais vacinados no Estado”, reforça. Após deixar de vacinar, os paranaenses terão de buscar o reconhecimento do novo status sanitário pelo Ministério da Agricultura e, em seguida, pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Tornar o Paraná área livre da doença sem vacinação visa a conquistar mercados internacionais. E nem tanto para a carne bovina, pois o rebanho local é pequeno, mas para suínos. Países que pagam mais pela carne de porco, como Japão e Coreia, exigem esse status sanitário. Investimentos bilionários estão sendo feitos no setor paranaense. “Entre eles está o da Frimesa, de R$ 2,5 bilhões, para a construção da maior planta de abate e processamento de suínos da América Latina”, diz Ratinho Júnior.

Portal Estadão

Juiz condena fiscal chefe do esquema da Carne Fraca

Essa é a quarta sentença dos processos da Carne Fraca. Ao todo, 20 pessoas já foram condenadas

O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da Operação Carne Fraca, condenou na segunda-feira, 26, o fiscal federal agropecuário Juarez José de Santana, Chefe da Unidade Técnica do Ministério da Agricultura em Londrina, PR, a 32 anos de prisão. Foram condenados por corrupção e organização criminosa ainda outros dez acusados, entre eles o delator Daniel Gonçalves Filho, ex-fiscal que confessou os crimes de corrupção e fraudes. Essa é a quarta sentença dos processos da Carne Fraca. Ao todo, 20 pessoas foram condenadas pelo juiz da 14.ª Vara Federal de Curitiba. O fiscal, que chefiava a Unidade Técnica Regional de Agricultura de Londrina, foi condenado como líder de uma organização criminosa, que fraudava as fiscalizações do órgão em troca de propinas. O juiz condenou Santana por 11 crimes: nove crimes de corrupção, advocacia administrativa e organização criminosa. A sentença desta segunda é a quarta da Carne Fraca. Ao todo, seis processos penais foram abertos na 4.ª Vara Federal em Curitiba. Na condenação, Josegrei escreve que “restou absolutamente cristalina a existência de omissão e violação contumaz de dever funcional” dos servidores condenados, como Luiz Carlos Zanon Júnior. Responsável pela fiscalização no frigorífico Frigomax, ele foi condenado a 11 anos, um mês e 10 dias de prisão.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar tem maior alta em mais de 5 meses e passa de R$3,90 com fluxo de saída e política local

O dólar subiu quase 2,5 por cento e fechou no maior patamar ante o real desde o começo de outubro com fluxo de saída de recursos em ambiente de aversão ao risco no exterior e cautela com o cenário político local

O dólar avançou 2,49 por cento, a 3,9175 reais na venda, maior patamar desde os 3,9349 reais de 2 de outubro. Foi a maior alta percentual desde 14 de junho, quando havia saltado 2,64 por cento. Em cinco sessões consecutivas, o dólar já acumulou valorização de 4,75 por cento ante o real. O dólar futuro subia cerca de 2,3 por cento.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda de 0,8%

A bolsa paulista fechou a segunda-feira em queda, descolada do tom positivo de praças acionárias no exterior, tendo as ações de bancos e da mineradora Vale entre as principais pressões negativas, em sessão com expressivo volume financeiro

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,79 por cento, a 85.546,51 pontos. O volume financeiro alcançou 18 bilhões de reais, acima da média diária do mês, de 14,7 bilhões de reais. Profissionais da área de renda variável citaram efeito na bolsa de possíveis movimentos de zeragem de posição por fundos multimercados com posições vendidas em dólar, conforme estrangeiros voltaram a comprar contratos da moeda contra o real e ajudaram no fortalecimento da divisa norte-americana. Dados da B3 também mostraram novo saldo negativo de capital externo no último dia 22, dado mais recente disponível, com a saída líquida de estrangeiros acumulada no mês já próxima de 3,6 bilhões de reais. “Investidores locais estão indo atrás dos estrangeiros e vendendo também”, disse um operador.

REUTERS

BC fará leilão de linha para prover liquidez ao mercado no fim do ano

O Banco Central fará uma operação de venda de dólares com compromisso de recompra nesta terça-feira com o objetivo de prover liquidez ao mercado, como é normal nesta época do ano, informou na segunda-feira a assessoria de imprensa da instituição

O BC vai ofertar 2 bilhões de dólares em dois leilões de linha, quantidade superior ao montante de 1,25 bilhão de dólares que vence no próximo mês, informou a assessoria.

“Será um leilão de 2 bilhões. Depois será vista a rolagem”, disse a assessoria ao ser questionada se a operação seria para rolagem de contratos já existentes. O dólar subiu 2,5 por cento nesta segunda-feira e fechou no maior patamar ante o real desde o começo de outubro, a 3,9175 reais na venda, afetado pelo fluxo de saída de recursos e cautela com o cenário político local.

REUTERS

Juros futuros voltam a acompanhar dólar e fecham em forte alta

O mercado de juros futuros saiu da tendência positiva observada na semana passada e voltou a acompanhar de perto o movimento do câmbio. Enquanto o dólar subia mais de 2% e tocava o nível de R$ 3,90, o DI janeiro/2025, de longo prazo e bom termômetro para a percepção de risco, passou de 9,51% no ajuste para 9,75% no fim da sessão regular de segunda-feira (26)

Até a sexta-feira (23), os DIs estavam descolando do movimento da moeda americana. Prevalecia a perspectiva benigna para a inflação, com os índices de preços surpreendendo para baixo. Ontem, o dólar voltou a pesar, em um dia de desempenho pior do que os pares emergentes. O câmbio vem de uma sequência de cinco pregões com alta, com influência do fluxo de saída de recursos do Brasil e do desempenho de outros ativos globais, como é o caso das commodities. O momento pede que o Banco Central anuncie leilões de linha, aqueles de venda de dólar com compromisso de recompra, na opinião de Bruno Marques, gestor dos fundos multimercados da XP Gestão. “O BC poderia ter a sensibilidade de que o real está pior que as outras moedas [emergentes]”, afirma. Bruno chama atenção para o movimento recende de saída do investidor estrangeiro de ativos brasileiros, o que também tem influenciado os negócios. “O estrangeiro está claramente desinteressado por Brasil, cansado de promessas sobre reformas. Ele quer reforma efetiva”, diz.

REUTERS

Mercado reduz expectativa para juros básicos em 2019 a 7,75% e vê inflação abaixo de 4% este ano

O mercado reduziu a expectativa para a taxa básica de juros em 2019 pela primeira vez depois de 44 semanas e passou a ver a inflação neste ano abaixo de 4 por cento, de acordo com a pesquisa Focus do BC

O levantamento divulgado na segunda-feira mostrou que o cenário para a política monetária passou a ser de uma Selic a 7,75 por cento no final do ano que vem, contra 8 por cento previsto antes. Para este ano, permanece a expectativa de que ela seja mantida em 6,5 por cento no último encontro do BC, em 11 e 12 de dezembro. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a Selic a 6,5 por cento em 2018, mas reduziu ainda mais a estimativa para o próximo ano, a 7 por cento, de 7,5 por cento antes. As contas para a inflação continuam em trajetória de queda no levantamento semanal com uma centena de economistas. Para 2018, a projeção foi reduzida a 3,94 por cento e, para 2019, a 4,12 por cento, de 4,13 e 4,20 respectivamente na semana anterior. O centro da meta oficial para este ano é de 4,50 por cento e, para 2019, de 4,25 por cento. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a projeção de crescimento este ano subiu 0,03 ponto percentual e chegou a 1,39 por cento, avançando a 2,5 por cento em 2019.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva planeja IPO de unidade Athena no 1º semestre de 2019

A processadora de carne Minerva planeja completar a oferta pública inicial de ações da subsidiária Athena Foods no Chile no primeiro semestre de 2019, afirmou o Presidente-Executivo da companhia, Fernando Queiroz, na segunda-feira. O executivo afirmou durante conferência com analistas e investidores que a Minerva vai se concentrar em redução de dívida depois do IPO e conclusão de um aumento de capital privado.

REUTERS

Avança plano da Minerva Foods para corrigir rota

“Não espere nada transformador apenas em função de a alavancagem ter caído. Não é assim que a gente funciona”. Há um ano, o Diretor Financeiro da Minerva Foods, Edison Ticle, descartava aquisições e conjecturava sobre um aumento da distribuição de dividendos, algo raro para um frigorífico que, nesta década, lucrou somente em três anos (2010, 2011 e 2017), o que não deverá mudar em 2018 — de janeiro a setembro, o prejuízo líquido superou R$ 1 bilhão

Os planos, apresentados durante o tradicional encontro anual dos executivos da companhia com investidores, não se concretizaram. Pelo contrário. O índice de alavancagem (relação entre a dívida líquida e o Ebitda), que deveria cair de 4 vezes para 3 vezes até o fim de 2018, atingiu 5 vezes em 31 de setembro. A Minerva atribuiu essa trajetória à maior necessidade de capital de giro para sustentar suas operações no Mercosul — onde adquiriu nove frigoríficos da JBS no ano passado — e ao impacto da depreciação do real. A escalada do índice de endividamento azedou o humor dos investidores. Ao longo deste ano, as ações da Minerva caíram mais de 50% na B3, o que fez a empresa perder R$ 1,2 bilhão em valor de mercado na bolsa. Diante desse cenário negativo, a companhia já vem tentando, há alguns meses, corrigir o rumo. Na manhã de segunda-feira, durante a edição deste ano do encontro com investidores, a companhia controlada pelos Vilela de Queiroz assegurou que a dívida, desta vez, será reduzida. Na melhor das hipóteses, a Minerva levantará cerca de R$ 2,5 bilhões e reduzirá seu índice de alavancagem para 2,1 vezes até o fim de 2019. Na pior, o índice cairia para 3,7 vezes. A empresa está na fase final de um aumento de capital privado de R$ 1 bilhão — os dois principais acionistas, os Vilela de Queiroz e o fundo saudita Salic, injetarão a maior parte dos recursos. Para atingir os R$ 2,5 bilhões, a Minerva conta com a listagem da subsidiária Athena Foods na bolsa de Santiago (Chile). A subsidiária responde por 40% do faturamento anual de mais de R$ 15 bilhões da Minerva e reúne os frigoríficos da companhia em Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Paraguai. Na semana passada, a empresa brasileira deu o pontapé inicial na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Athena e entrou com pedido de registro da oferta no órgão que regula o mercado de capitais do Chile.

https://www.valor.com.br/agro/6000515/avanca-plano-da-minerva-foods-para-corrigir-rota

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Proliferação do surto chinês continua

Por Problema de grandes proporções, a proliferação de casos de peste suína africana em território chinês não para. No sábado passado, o país reportou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a descoberta de dois novos casos, em Pequim

Cerca de 1,6 mil animais foram sacrificados depois que 86 suínos testaram positivo para o vírus. Ontem, o Ministério da Agricultura chinês confirmou a ocorrência de um novo foco na Província de Hubei. Desde agosto, quando a crise começou a fugir do controle, já foram reportados mais de 70 focos em território chinês, com dezenas de milhares de animais sacrificados. Para analistas, em virtude dessa crise o país poderá ser obrigado a reduzir em até 10% sua produção, que equivale à metade da produção global. Os chineses são os maiores consumidores de carne suína do mundo.

VALOR ECONÔMICO

Exportações brasileiras para o país asiático já dispararam

Não fossem as vendas para a China, as exportações brasileiras de carne suína estariam gerando resultados ainda mais fracos em 2018

Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pela ABPA, entidade que representa produtores e exportadores do Brasil, os embarques para o mercado chinês cresceram 243% nos primeiros dez meses deste ano em relação ao mesmo período de 2017, para 131,1 mil toneladas. Para todos os destinos, caíram 10%, para 530,5 mil toneladas, sobretudo em virtude de barreiras na Rússia que apenas recentemente começaram a ser derrubadas. Outro destaque positivo relacionado à China foi o aumento das exportações para Hong Kong, que se consolidou como principal destino das vendas brasileiras do produto – foi de 8% de janeiro a outubro, para 137 mil toneladas.

VALOR ECONÔMICO

Volume exportado de carne suína cai 10% no ano

O Brasil exportou 530,5 mil toneladas de carne suína (in natura e processada) nos primeiros dez meses de 2018, 10% a menos que no mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

A queda nas exportações se deve em parte ao embargo russo que vigorou durante o período. A partir de novembro, a Rússia retomou as compras de carne suína nacional, após reabrir seu mercado para quatro plantas frigoríficas brasileiras. “Embora sejam clientes tradicionais do setor produtivo, os importadores russos deverão voltar com níveis de demanda semelhantes ao de um novo destino de exportação”, disse o Presidente da ABPA, Francisco Turra, em nota. O faturamento dos exportadores de carne suína brasileiros de janeiro a outubro somou US$ 1 bilhão, queda de 27,7% ante o mesmo período do ano passado.  Apenas no mês de outubro, as exportações atingiram 63 mil toneladas, alta de 8,1% ano a ano. Em receita, as vendas externas em outubro somaram US$ 108,1 milhões, queda de 20,1%.  Nos primeiros dez meses do ano, Hong Kong foi o principal destino das exportações de carne suína brasileira, tendo adquirido 137 mil toneladas, ou 26,3% do total de carne suína exportada pelo Brasil. Esse volume também representa um aumento de 8% nas importações de Hong Kong na comparação com igual período de 2017. A China, que comprou 25,1% do volume total exportado pelo Brasil, elevou suas compras em 243%, para 131,1 mil toneladas de carne suína de janeiro a outubro. Angola foi o principal comprador no continente africano e importou 33,4 mil toneladas de carne suína brasileira, aumento de 33% ante o importado de janeiro a outubro de 2017.  A Argentina liderou as compras entre os países da América do Sul, com 30,9 mil toneladas adquiridas, 17% a mais que nos dez primeiros meses do ano passado. 

CARNETEC

Demanda fraca e queda no preço do frango no atacado

As vendas perderam o ritmo nas últimas semanas. Os feriados e também a segunda quinzena do mês tiraram a sustentação dos preços no mercado de frango

No atacado, a carcaça teve recuo de 4,2% nos últimos sete dias, com o quilo cotado, em média, em R$4,38. Mesmo com o recuo no mercado atacadista, os preços nas granjas de São Paulo continuaram estáveis, porém fracos. Os frigoríficos seguem trabalhando com o controle de estoque. A ave terminada segue negociada, em média, em R$3,00/kg. Para o curto prazo recuos não estão descartados.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

EUA anunciam abertura do mercado de carne bovina in natura à Argentina

O Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (26) a abertura de seu mercado de carne bovina in natura para a Argentina. Até então, os argentinos só podiam exportar carne bovina processada e cozida para os americanos. A notícia é positiva para a brasileira Minerva Foods, que é a maior produtora de carne bovina da Argentina

VALOR ECONÔMICO

Cadeia de carnes do Uruguai deixa de ganhar US$ 35 milhões anuais devido ao manejo errado do gado

A cadeia uruguaia de carne deixa de ganhar US $ 35 milhões por ano devido ao manejo incorreto dos animais

Com o objetivo de conscientizar os produtores e seus colaboradores, o Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária (INIA) e o Instituto Nacional de Carnes (INAC) estão desenvolvendo algumas palestras nos 10 frigoríficos que participaram da última auditoria de qualidade da carne. Parte destas perdas poderiam ser evitadas se em algumas propriedades o uso de bastões, golpes, o uso de cães ou mesmo, se o gado fosse melhor transportado para o frigorífico, evitando, assim, que se machucassem as carcaças. Na semana passada, os dados da terceira auditoria de qualidade da carne foram apresentados em Frigroyí (Durazno). Marcia Del Campo Gigena, pesquisadora principal do Programa Carne e Lã do INIA, que tem doutorado em qualidade de carne, relembrou em diálogo com o El País que se perde US $ 17,5 por cada boi gordo abatido. Do total de 1.980.577 cabeças anuais, a cadeia de carnes deixa de ganhar US $ 35 milhões. Desta perda global, tomando como base o abate de quase 2 milhões de cabeças bovinas por ano, o especialista apontou que US $ 3 milhões correspondem a contusões e US $ 16,5 milhões à alta acidez e cortes escuros (pH). Essas contusões não são causadas apenas por golpes no caminhão quando os animais estão indo ao abate, a maioria vem dos próprios estabelecimentos, onde usam golpes e pancadas, além do mau manejo durante as vacinações que prejudicam os animais.

El País Digital

Trump diz que espera aumentar de tarifas sobre importações chinesas, segundo WSJ

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira que espera seguir em frente com o aumento das tarifas sobre 200 bilhões de dólares em importações chinesas dos atuais 10 por cento para 25 por cento, e repetiu sua ameaça de taxar todas as importações restantes da China

Em entrevista ao Wall Street Journal quatro dias antes de sua reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, na Argentina, Trump afirmou que é “altamente improvável” que ele aceite o pedido da China de segurar a alta, que entrará em vigor em 1º de janeiro. “O único acordo seria que a China tem que abrir seu país para a competição dos Estados Unidos”, disse Trump ao jornal. “Em relação a outros países, cabe a eles.” Trump, que vai se reunir com Xi durante a cúpula do G20 em Buenos Aires nesta semana, afirmou que se as negociações não tiverem sucesso, ele irá taxar o restante das importações chinesas. “Se não chegarmos a um acordo, vou adotar os 267 bilhões de dólares adicionais”, a uma tarifa de ou 10 ou 25 por cento, disse Trump ao Journal.

REUTERS

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