CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 886 DE 28 DE NOVEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 886 | 28 de Novembro de 2018

NOTÍCIAS

Oferta restrita sustenta cotações da arroba do boi gordo

A oferta de boiadas confinadas cada vez menor é sentida pelo mercado e não abriu espaço para desvalorizações no fechamento da última terça-feira (27/11), pelo contrário, o cenário foi de preços firmes, com alta em cinco praças

No Norte de Minas Gerais a valorização foi de R$1,50/@, o que significa alta de 1,0% na comparação diária, considerando os preços a prazo. Essa alta reflete a dificuldade das indústrias em adquirir matéria-prima, sendo que na região as escalas de abate giram em torno de quatro dias. Próximo a entrada de dezembro, os frigoríficos buscam reabastecer os estoques, a fim de atender a demanda esperada para a próxima semana. Isso também colaborou para as altas nos preços. Em São Paulo a arroba permaneceu estável frente ao fechamento anterior, porém, houve ofertas acima da referência. As programações paulistas atendem, em média, seis dias. A margem de comercialização das indústrias que não fazem a desossa está em 18,3%, valor acima da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina brasileira enfrentará maior competição na Rússia

O fim do embargo russo à carne bovina brasileira deverá ter uma contribuição limitada para o aumento das exportações brasileiras neste ano em decorrência da maior competição enfrentada naquele mercado, segundo analistas do Rabobank em relatório divulgado à imprensa na terça-feira (27)

A carne bovina brasileira retomou o acesso ao mercado russo em novembro, após quase um ano de embargo, com a habilitação de cinco plantas. Antes do embargo, 30 plantas estavam habilitadas a vender carne bovina à Rússia.  “O Brasil também vai encontrar competição na Rússia já que a Argentina aumentou sua presença no país durante a ausência brasileira, com estimadas 50 mil toneladas exportadas em 2018.” O governo brasileiro e processadoras de carne bovina do país já afirmaram que esperam que a Rússia continue a elevar progressivamente o número de plantas habilitadas a exportar ao país após o fim do embargo. Além das plantas de carne bovina, quatro frigoríficos de carne suína brasileira também foram autorizados a retomar as vendas para a Rússia a partir de novembro. Mesmo sem as compras da Rússia, a indústria de carne bovina brasileira já exportou 1,3 milhão de toneladas do produto de janeiro a outubro, um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O Rabobank estima um cenário positivo para o mercado de carne bovina brasileiro em 2019, impulsionado por aumento das exportações, mas também pela melhora nas condições do mercado doméstico que poderão resultar em maiores preços de carne no atacado. A produção de carne bovina deve crescer 2% em 2019, após um aumento estimado de 4% em 2018, quando houve alta significativa nos abates.

CARNETEC

Desempenho externo das carnes na 4ª semana de novembro

Exportações de carnes in natura da quarta semana de novembro (18 a 24, cinco dias úteis) apresentaram resultado sensivelmente melhor

Comparativamente às duas semanas anteriores, as exportações de carnes in natura da quarta semana de novembro (18 a 24, cinco dias úteis) apresentaram resultado sensivelmente melhor, pois, por exemplo, a receita cambial do período, medida pela média diária, ficou próxima de US$80 milhões, contra US$55 milhões da segunda semana e perto de US$46 milhões da terceira semana. Registraram-se melhoras, também, no volume embarcado – mas apenas das carnes bovina e de frango. Assim, se no fechamento dos 10 primeiros dias úteis do mês a carne suína sinalizava embarque mensal próximo de 57 mil toneladas, agora projeta volume da ordem de 55,5 mil toneladas. Já as projeções para a carne bovina passam de135,1 mil/t para 143,8 mil/t e as de frango de 323 mil/t para 332,6 mil/t. Se esses volumes se confirmarem, o incremento em relação a novembro de 2017 (também com 20 dias úteis) será de 24% para a carne suína, de 17% para a carne bovina e de 8,5% para a carne de frango. No entanto, em relação a outubro passado (mais longo, com 22 dias úteis) ocorrerá redução de quase 5% no volume de carne de frango e de pouco mais de meio por cento no volume de carne bovina. Aqui, curiosamente, só o volume de carne suína registrará expansão mensal, no caso, de quase 5%.

AGROLINK

Carne Fraca: Justiça condena 11 pessoas em nova sentença

A Justiça Federal condenou, ontem, 11 pessoas em uma nova sentença da Operação Carne Fraca – que apura irregularidades no âmbito da Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

O processo apurou o pagamento de propina, entre 2014 e março de 2017, por empresários do ramo de produtos de origem animal para servidores do Mapa que atuavam na Unidade Técnica Regional de Agricultura (Ultra) de Londrina, no norte do Paraná, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo o MPF, os empresários pagavam propina aos servidores públicos para evitar fiscalizações ou então para que irregularidades nas indústrias fossem ignoradas. Os réus foram condenados por crimes como organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, prevaricação – que é quando o funcionário público deixa de praticar o seu dever –, advocacia administrativa –que é atuar em prol de interesses privados – e concussão – que é a extorsão praticada por servidores públicos. Atualmente, nenhum dos condenados está preso. Cabe recurso da sentença. A sentença é do juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14a Vara Federal de Curitiba. Entre os condenados com a maior pena, de 32 anos, está Juarez José de Santana, chefe da Unidade Técnica Regional de Agricultura de Londrina, apontado como chefe do esquema de corrupção pelo MPF.

VALOR ECONÔMICO

https://www.beefpoint.com.br/carne-fraca-justica-condena-11-pessoas-em-nova-sentenca/

Maggi quer saber nomes dos fiscais da delação da JBS

Conforme o Ministro, 600 novos veterinários contratados vivem sob incertezas das fiscalizações

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defendeu na terça-feira, 27, a divulgação “o mais rápido possível” da lista de 200 servidores da pasta que estariam sendo investigados por envolvimento em supostas irregularidades no processo de inspeção animal. A lista foi citada pelo empresário Wesley Batista, da JBS, em depoimento durante delação premiada feita ao Ministério Público. Segundo o empresário, a companhia pagaria servidores para trabalhar fora do expediente em suas plantas de abate animal. De acordo com Maggi, os 600 novos veterinários contratados pelo ministério após a série de operações de Polícia Federal e do Ministério Público vivem sob incerteza no sistema de fiscalização. Essa insegurança, segundo ele, ocorre porque os novos fiscais sanitários, 300 concursados e 300 temporários, não sabem se estariam trabalhando com investigados. “Quanto mais rápido vier à tona a tal da lista de 300, ou de 200, que todo mundo fala, seria melhor para o sistema, para o ministério, para todo mundo”, disse. “Esses novos (veterinários) estão trabalhando com fiscais mais velhos e eles não sabem quem está ao seu lado. O grau de confiança é afetado e estou vendo esse nosso serviço com muitos problemas em função de não saber quem é quem nesse processo. Estamos passando por momentos muito difíceis”, completou.

ESTADÃO CONTEÚDO

Missão chinesa vistoria frigorífico em Mato Grosso

Expectativa é que a partir do dia 20 de janeiro se inicie o processo de habilitação de novas unidades

Uma missão técnica da China realiza auditorias em unidades frigoríficas de todo o país. Em Mato Grosso, duas indústrias foram vistoriadas na última semana, sendo uma de aves e uma de bovinos. A expectativa é que nas primeiras semanas do próximo ano os técnicos encaminhem os relatórios referentes às auditorias e, a partir de 20 de janeiro de 2019, se inicie o processo de habilitação. A última missão técnica chinesa é do início do ano 2000. As informações foram confirmadas pelo Secretário de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Eduardo Rangel. De acordo com o executivo, a missão vem sendo planejada desde 2015, quando as indústrias nacionais deram início ao preenchimento dos questionários exigidos pela China para se tornarem aptas à exportação. “Esta missão era para ter acontecido ano passado, mas devido à uma reestruturação do órgão responsável pela aduana chinesa acabou sendo adiada. Este era um processo muito aguardado e que teve início em 2015. Trabalhamos para viabilizar a missão e temos condições de habilitar mais unidades”, afirma Luís Eduardo Rangel. A unidade de abate e processamento de bovinos visitada em Mato Grosso está instalada no município de Tangará da Serra (a 240 km da capital). Esta indústria será a primeira planta a ter o sistema de verificação de origem do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) em operação. A auditoria realizada pela China é por amostragem, ou seja, foram selecionadas algumas unidades que deverão representar todas as 78 indústrias em processo de habilitação. De acordo com Luís Eduardo Rangel, neste momento somente frigoríficos de aves e de bovinos passaram por auditorias – as de suínos deverão passar por inspeção futuramente. Somente depois da conclusão deste processo de certificação para exportação para a China um novo programa deverá ser aberto para que as indústrias que não preencheram os questionários desta edição possam requerer a habilitação.

Portal DBO

ECONOMIA

BC atua, dólar recua e termina abaixo de R$3,90

Após subir por cinco sessões seguidas, o dólar cedeu e terminou abaixo de 3,90 reais nesta terça-feira, num movimento de correção impulsionado pelo anúncio de leilão de 2 bilhões de dólares em linha —venda com compromisso de recompra— pelo Banco Central, numa tentativa de aliviar a pressão altista.

O dólar recuou 1,04 por cento, a 3,8767 reais na venda, depois de registrar na véspera a maior alta percentual desde junho e encerrar a 3,9175 reais, maior valor desde 2 de outubro. Na mínima, a moeda foi a 3,8704 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,70 por cento. A influência negativa externa continuou nesta sessão, patrocinada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que espera seguir em frente com o aumento de tarifas sobre 200 bilhões de dólares em importações chinesas, jogando um balde de água fria sobre o otimismo vigente diante do encontro dele com o presidente da China, Xi Jinping, no G20, no final da semana. “O mercado exagerou ontem e a atuação do BC com oferta de liquidez e o exterior ajudam na correção… mas nada impede que o excesso volte a ser visto. Temos Ptax à frente e muita gente está comprada”, avaliou o operador de câmbio da H.Commcor Cleber Alessie Machado. O Banco Central fez na terça-feira leilão de linha no qual colocou 2 bilhões de dólares em novos contratos, com vencimento em 4 de fevereiro. Em dezembro, vencem outros 1,250 bilhão de dólares em linha e o BC ainda não se pronunciou se fará ou não rolagem.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com Petrobras EM expectativa sobre cessão onerosa

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em alta nesta terça-feira, favorecido principalmente pelo avanço das ações da Petrobras, com as preferenciais saltando mais de 5 por cento após senadores considerarem votar o projeto que trata da cessão onerosa ainda nesta semana

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,74 por cento, a 87.891,18 pontos. O giro financeiro da sessão somou 14,7 bilhões de reais, ficou acima da média do ano, de 12 bilhões de reais. A alta nesta sessão colocou o Ibovespa novamente no azul no acumulado do mês, com variação positiva de 0,5 por cento. Após recuar mais de 2 por cento nas duas sessões anteriores, o Ibovespa abriu com tom mais positivo, com agentes financeiros mais calmos diante da trégua do mercado de câmbio, com o Banco Central anunciando leilão de linha para dar liquidez, após o dólar ter fechado a 3,9175 reais na segunda-feira. Dados da B3 mostram que o saldo de capital externo no segmento Bovespa está negativo em mais de 4 bilhões de reais em novembro até o dia 23, último dado disponível, com as saídas líquidas no ano somando quase 10 bilhões de reais. Na véspera, estrangeiros reduziram a posição vendida em contratos futuros do Ibovespa (normal e mini) em 19.154 ativos, para 135.488 mil contratos.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva diz que EUA aprovam volta de importações de carne bovina in natura da Argentina

A Minerva disse na terça-feira que a companhia passa a acessar o mercado norte-americano também por meio de suas operações na Argentina, após o Departamento de Agricultura Norte-Americano (USDA) aprovar a retomada das importações de carne bovina in natura da Argentina

Em comunicado, a processadora brasileira de carne afirmou que a decisão foi tomada após auditoria pelo Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS) dos EUA no sistema de inspeção para abate de bovinos da Argentina, o que tornou o país elegível para exportar carne bovina in natura para os EUA. Na segunda-feira, a Reuters noticiou que a Argentina estava próxima de fechar um acordo com os Estados Unidos sobre comércio de carne bovina in natura entre os dois países pela primeira vez em quase duas décadas, citando a Secretária de Comércio Exterior argentina, Marisa Bicher. A Minerva já acessava o mercado norte-americano por meio de operações no Uruguai. De acordo com a empresa, a Argentina, que já exportava carne bovina cozida e processada para os EUA, tem a sua disposição uma cota de 20 mil toneladas/ano para acessar o mercado norte-americano, isento de tarifas.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Surto de peste suína deve limitar importações de soja pela China

As importações chinesas de soja devem cair à medida que um surto de peste suína africana atinge seu enorme rebanho de suínos e afeta a demanda pelo ingrediente para ração animal, tornando mais fácil para os compradores evitarem as cargas norte-americanas em meio à guerra comercial sino-americana

A peste suína africana, mortal para porcos, mas não nociva para as pessoas, espalhou-se rapidamente pela China, com mais de 70 casos registrados em fazendas desde o início de agosto. Isso e os já grandes estoques de soja estão reduzindo o apetite por grãos no que é de longe o maior importador mundial da commodity, disseram traders e analistas, o que significa que os compradores provavelmente não precisarão retomar a importação de produtos agrícolas norte-americanos tão cedo. “Se não fosse pela peste suína, a China teria enfrentado uma escassez de grãos no início do ano que vem”, disse um executivo de uma empresa de comércio internacional em Pequim. “Agora, parece que os processadores de soja poderão ficar sem a oleaginosa dos EUA”, acrescentou, recusando-se a ser identificado por não estar autorizado a falar com a mídia. Washington e Pequim estão presos em uma guerra comercial, com a soja sendo uma das commodities no centro do conflito.  “A China não compra grãos americanos há meses e agora a demanda por soja brasileira também caiu significativamente”, disse um trader de Cingapura em uma empresa internacional que possui instalações de processamento de sementes oleaginosas na China.

REUTERS

Suíno Vivo: alta de 1,60% em SC

Na terça-feira (27), o suíno vivo teve alta de 1,60% em Santa Catarina, a R$3,82/kg. As demais cotações permaneceram estáveis

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (26), trouxe estabilidade para quase todas as praças, com exceção do Paraná, que teve alta de 1,08%, a R$3,76/kg e de Minas Gerais, com alta de 0,99%, a R$4,09/kg. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, as valorizações do suíno vivo estão superando as verificadas para os principais insumos que compõem a ração, como milho e farelo de soja. Os produtores paulistas e catarinenses, em especial, possuem melhor poder de compra frente a esses insumos.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: queda de -16,67% em SP

Na terça-feira (27), o frango vivo teve queda de -16,67% em São Paulo, a R$2,50/kg. As demais cotações se mantiveram estáveis

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg e queda de -1,83% para o frango no atacado, a R$4,30/kg. Segundo o AviSite, as condições de comercialização se deterioraram após a baixa do dia 7, que foi inesperada para a época do mês. Considerando o final do mês, também se faz presente uma redução de preço por conta do cenário das negociações.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Embaixador chinês alerta de consequências desastrosas caso EUA não ceda sobre acordo

A China participa da cúpula do G20 nesta semana torcendo por um acordo para amenizar uma danosa guerra comercial com os Estados Unidos, disse o embaixador de Pequim em Washington nesta terça-feira, alertando sobre consequências desastrosas se linhas-dura dos EUA tentarem separar as duas maiores economias dos EUA

Falando à Reuters antes de se unir à delegação do presidente chinês Xi Jinping na cúpula do G20 em Buenos Aires, Cui Tiankai disse que a China e os EUA têm uma responsabilidade conjunta de cooperar pelos interesses da economia global. Questionado se pensa que linhas-dura na Casa Branca estão buscando separar as economias da China e dos EUA, Cui disse que ele não acha ser possível ou útil fazê-lo, acrescentando: “Eu não sei se pessoas realmente percebem as possíveis consequências – o impacto negativo – se houver tal descasamento”. Ele desenhou paralelos entre as guerras tarifárias de 1930 entre países industriais, que contribuíram para o colapso do comércio global e elevaram tensões nos anos antes da Segunda Guerra Mundial. “As lições da história ainda estão aí. No último século, tivemos duas guerras mundiais. E entre elas, a Grande Depressão. Eu não acho que ninguém deveria realmente tentar ter uma repetição da história. Essas coisas nunca deveriam acontecer de novo, então as pessoas têm de agir de forma responsável”. Cui disse que a China não quer uma guerra comercial e buscou uma solução negociada para o impasse cuja origem está nas demandas do Presidente Donald Trump por concessões chinesas de longo alcance para corrigir um grande desequilíbrio comercial. “Acreditamos que a chave para uma solução negociada para questões comerciais é uma abordagem equilibrada às preocupações de ambos os lados e até o momento eu não vi resposta suficiente do lado dos EUA às nossas preocupações”, disse Cui. “Não podemos aceitar que um lado coloque na mesa uma série de demandas e o outro lado só possa satisfazer essas coisas”.

REUTERS

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