
Ano 4 | nº 881 | 21 de Novembro de 2018
NOTÍCIAS
Duas semanas seguidas de quedas da carne bovina no varejo em São Paulo
Os preços dos cortes bovinos subiram, em média, 0,7% nos supermercados em Minas Gerais e 0,4% no Paraná. Estabilidade no Rio de Janeiro (ajuste positivo de 0,05%)
Em São Paulo as cotações registraram a segunda semana consecutiva com variações negativas, mesmo que tímida nesta semana. Nos últimos sete dias a cotação dos cortes caiu 0,1% nos mercados e açougues paulistas. As oscilações são pequenas, mas ilustram uma dificuldade em impor preços maiores para os consumidores na ponta final da cadeia.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preço da arroba deve continuar firme
A cotação da arroba do boi gordo deve continuar firme neste fim de novembro. A Scot Consultoria explica que o aquecimento das exportações de carne bovina in natura e a diminuição da oferta de animais de confinamento podem elevar as chances de alta do preço.
A analista da consultoria Marina Zaia explica que o volume diário exportado do produto em novembro atingiu 8,4 mil toneladas, contra 6,2 mil toneladas no mês anterior. “Essa diferença já ilustra a exportação ganhando mais ritmo, em função do dólar e da retomado do acesso ao mercado russo”, afirma. A expectativa é que se os embarques continuarem neste ritmo, é possível que o Brasil atinja volume recorde exportado, alcançando 168,0 mil toneladas no mês. Em outubro, o total de carne enviado pelo Brasil foi de 135,0 mil toneladas. Em setembro, o montante chegou a 150,0 mil toneladas. A Scot revela que a menor oferta de animais também é fator que influencia o mercado. Segundo o analista de mercado Breno de Lima, além do menor volume de boiada, ainda não houve tempo hábil para recuperação das pastagens. Além disso, a combinação da proximidade das festas de fim de ano, com pagamentos do 13º salário, e uma disposição de compra maior por parte dos frigoríficos fazem com que o cenário indique para uma possível elevação do preço da arroba. “A margem de comercialização das indústrias que fazem a desossa está em 22,0%, melhor patamar desde agosto. Isso mostra que se precisar, há espaço para melhores precificação para o boi gordo”, comenta Zaia.
CANAL RURAL
Mercado do boi gordo sem rumo definido
Poucos foram os negócios no mercado do boi gordo na última segunda-feira (19/11)
O feriado comemorativo da proclamação da república (15/11) e da consciência negra (20/11) em grandes centros consumidores de alimentos esfriaram o mercado. Esses feriados em cadeia desembocam na segunda quinzena do mês, quando normalmente o consumo é pior, por isso, também esse mercado nada entusiasmante. Por outro lado, o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro está próximo e as contratações de fim de ano podem limitar o efeito de redução de consumo de carne.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Goldman Sachs vê recuperação “modesta” dos mercados emergentes em 2019
O banco de investimentos Goldman Sachs disse na terça-feira que espera que as ações, moedas e bônus dos mercados emergentes registrem uma modesta recuperação no ano que vem
“Esperamos retornos positivos modestos nos principais índices de mercados emergentes no próximo ano, embora com retornos ajustados ao risco baixos”, disseram analistas do Goldman em um relatório de previsões para 2019. Eles prevêem que as ações dos mercados emergentes vão ter os maiores ganhos, com alta de 12 por cento dólares, enquanto as moedas emergentes deverão se valorizar em cerca de 2 por cento em média, devido a melhoras econômicas e a um dólar norte-americano modestamente mais fraco.
REUTERS
Balanços: 84% das empresas do Ibovespa fecham 3º trimestre com lucro
A maioria das empresas do Ibovespa, o principal índice da B3, fechou o terceiro trimestre de 2018 no azul
Das 62 companhias que compõem o indicador válido para o período de setembro a dezembro, 52 — o equivalente a 83,9% do total — tiveram lucro no período de julho a setembro de 2018 ante igual intervalo de 2017, enquanto dez, ou 16,1%, registraram prejuízo. Do total de empresas que reportaram resultado positivo, 35 (67,3%) tiveram alta do lucro na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, 16 (30,8%) divulgaram queda dos números e uma (1,9%), caso da Cemig, reverteu o prejuízo para lucro. Entre essas empresas, a CSN, por exemplo, obteve lucro líquido de R$ 721,5 milhões no terceiro trimestre, aumento de 218,6% ante um ano atrás. Do lado negativo, a Eletrobras foi de lucro de R$ 537 milhões para prejuízo de R$ 1,62 bilhão. A BRF amargou prejuízo de R$ 812 milhões, um resultado muito abaixo do ano passado, quando a empresa ainda não sofria com os embargos decorrentes da Operação Carne Fraca, e lucrou R$ 138 milhões.
VALOR ECONÔMICO
Instrução sobre novo prazo de adesão ao Refis do Funrural
Pagamento da primeira antecipação do parcelamento deve ser feito até o dia 28 de dezembro
A Secretaria da Receita Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) instrução normativa que regulamenta a prorrogação do prazo do Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), mais conhecido como Refis do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural).
De acordo com lei já sancionada, o novo prazo para produtores rurais renegociarem suas dívidas com o Fisco termina em 31 de dezembro deste ano. No entanto, alerta a Receita, como não haverá expediente bancário nessa data, o pagamento da primeira antecipação do parcelamento deve ser feito até o dia 28 de dezembro, uma sexta-feira. “Os contribuintes que já aderiram ao programa em momento anterior não necessitam efetuar novamente o procedimento”, avisa a Receita.
ESTADÃO CONTEÚDO
EMPRESAS
Minerva contrata BTG Pactual e JPMorgan para coordenar IPO de unidade no Chile, dizem fontes
A processadora de carnes Minerva contratou o Banco BTG Pactual BPAC11.SA e o JPMorgan Chase como coordenadores para a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de sua unidade internacional Athena Food no Chile, afirmaram duas fontes com conhecimento do assunto
Entre as outras instituições que ajudarão na oferta estão o HSBC Holdings e a chilena Larrain Vial SA Corredora de Bolsa BEAG.SN, acrescentaram as fontes, pedindo anonimato porque as discussões são privadas. Mais bancos serão contratados para ajudar a administrar a oferta, segundo as fontes, acrescentando que a Minerva planeja pedir a autorização ao SVS, órgão regulador de valores mobiliários do Chile, nas próximas semanas. A Athena Food, subsidiária da Minerva no Chile, incorporou as operações do frigorífico no Paraguai, no Uruguai e na Colômbia. Será a primeira empresa de processamento de alimentos listada em Santiago, e os fundos de pensão chilenos estão interessados na oferta, acrescentaram as fontes. A intenção de listar Athena foi anunciada pela Minerva há três meses. A receita da Athena equivale a cerca de 40 por cento da receita bruta total da Minerva. A Minerva adquiriu ativos da rival produtora de proteína JBS no Paraguai, Uruguai e Argentina por 300 milhões de dólares um ano e meio atrás. Minerva, JPMorgan e Larrain não comentaram imediatamente. BTG e HSBC não comentaram.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Ampla oferta de suínos prejudica os negócios da paranaense Capal
A sobreoferta de suínos no país, reflexo de uma atividade que ficou quase um ano sem acesso à Rússia, tira o sono do contador Adilson Fuga. Há 20 anos à frente da Capal, o dirigente verá a cooperativa paranaense encerrar 2018 com a rentabilidade castigada pela crise do segmento
“Temos que absorver os resultados negativos da parte de carnes”, disse Fuga, ao Valor. Fundada em 1960 em Arapoti, o norte do Paraná, a Capal entrou na produção e industrialização de carne suína há três anos, quando inaugurou a Alegra Foods, abatedouro de suínos construído em Castro (PR) em sociedade com as cooperativas Frísia e Castrolanda. Dona de 20% do capital da Alegra Foods, a Capal ajuda a manter o frigorífico, que ainda está na fase de amortização dos investimentos. Ao todo, as três cooperativas investiram cerca de R$ 250 milhões para erguer a Alegra, um dos frigoríficos de suínos mais modernos do país. Diante dos problemas da suinocultura, a melhora dos resultados da área agrícola da Capal – os 3 mil cooperados plantam soja, milho, trigo, feijão cevada e aveia – foi anulada pelo desempenho do negócio de carne suína. Neste ano, a Capal deve faturar R$ 1,4 bilhão, o que representa um crescimento superior a 20% ante o total de R$ 1,1 bilhão reportado no em 2017. No entanto, suas sobras (equivalentes ao lucro) ficarão praticamente estáveis, em R$ 40 milhões, afirmou o presidente da cooperativa. Na prática, a margem líquida foi corroída pela área de carne suína, que é responsável por menos de um terço das vendas. A área agrícola da Capal representa 65% das vendas. Os indicadores de mercado mostram que a suinocultura brasileira encarou mesmo um ano difícil. Conforme dados da consultoria MB Agro, a margem bruta da produção de carne suína no sistema de integração ficou negativa em 15% no acumulado do ano até outubro.
VALOR ECONÔMICO
Custos de produção de frangos e suínos caem em outubro
Os custos de produção de frangos e suínos medidos pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa caíram em outubro, na comparação com setembro, impactados pela redução nos custos de nutrição.
O índice que mede o custo de produção de frango ICP/Frango caiu 1,63% em outubro em relação a setembro, após dois meses consecutivos de alta, afetado principalmente pela redução de 2,44% no custo de nutrição. O custo de produção de frango de corte vivo no maior estado produtor do país, o Paraná, ficou em R$ 2,90/quilo, uma queda de R$ 0,05 em relação ao custo de setembro, que tinha sido o maior valor mensal do ano. De janeiro a outubro, o ICPFrango acumula alta de 17,01%. Já o custo do suíno medido pelo ICPSuíno caiu 2,69% em outubro, diante de uma queda de 2,65% no custo de nutrição. Em Santa Catarina, maior produtor de suínos do país, o custo de produção do suíno vivo ficou em R$ 3,97 por quilo em outubro, ficando abaixo de R$ 4 pela primeira vez desde abril. No ano, o ICPSuíno cai 13,3%.
CARNETEC
INTERNACIONAL
EUA fazem alerta sobre lote de carne bovina da JBS com salmonela
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), do governo americano, emitiu um relatório em que alerta o consumidor para não ingerir nenhum tipo de carne bovina da JBS produzido na unidade de Tolleson, no Arizona, que foram objeto de recall
Segundo o centro, os produtos podem estar contaminados com salmonela. A empresa retirou 6,9 milhões de libras (3,1 mil toneladas) de produtos de carne bovina em 4 de outubro de 2018. Os produtos foram produzidos e embalados entre 26 de julho e 7 de setembro de 2018 e foram enviados para varejistas em todo o país sob muitas marcas. Mais de 100 varejistas, incluindo lojas de varejo e lojas locais, venderam a carne do lote contaminado. De acordo com o CDC, de 5 de agosto até 15 de novembro de 2018, foram registradas 246 pessoas infectadas com salmonela proveniente dessas carnes contaminadas em 25 Estados americanos. Os casos mais frequentes foram registrados na Califórnia (66), Colorado (50) e Arizona (42).
VALOR ECONÔMICO
Mercosul e UE concluem nova reunião com pouco avanço
Representantes do Mercosul e da União Europeia (UE) encerraram ontem mais uma rodada de negociações, em Bruxelas, com avanços técnicos ainda insuficientes para levar os ministros a uma barganha política final para um acordo de livre comércio
Conforme o Valor apurou, na rodada de discussões que começou na segunda-feira da semana passada, certas questões técnicas puderam ser resolvidas. Mas outras continuam sem solução, como por exemplo envolvendo proteção de indicações geográficas, que é do mais alto interesse dos europeus. A questão de acesso ao mercado tanto para produtos como carnes, etanol e açúcar, tanto outros de interesse europeu não foi discutida. Está claro para negociadores que agora ficará para os ministros baterem o martelo, em decisão política em algum momento. Segundo fontes, a dinâmica das discussões em Bruxelas em nenhum momento mostrou que os europeus tentavam apressar ou retardar as negociações em função da mudança de governo no Brasil. O nome de Jair Bolsonaro ou a questão de uma tentativa futura de acordo do Brasil com os EUA não apareceram nas discussões, segundo as fontes. Os negociadores concluíram a rodada com o entendimento de continuar as discussões técnicas por telefone e ver se será possível até o fim do ano partir para a barganha política, desta vez com os ministros do Mercosul e os comissários da UE. Parece excluída, assim, a possibilidade de um anúncio de acordo à margem da cúpula do G-20, no fim do mês em Buenos Aires. A questão é se será possível colocar nas mãos dos ministros um mínimo de temas centrais para eles baterem o martelo, ou seja, politicamente fazerem as concessões para a barganha final.
VALOR ECONÔMICO
Rússia vai reduzir importação de carne bovina em 2019, prevê USDA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos previu uma redução de 20.000 toneladas na importação de carne bovina russa durante 2019. Segundo o relatório publicado pela Eurocarnes, as compras do país podem estar localizadas em cerca de 495.000 toneladas
A queda deve-se a uma motivação nacional de produção devido à proibição de importação de carne bovina brasileira em 2017, quando 190 mil toneladas entraram no país euroasiático. Portanto, os produtores russos conseguiram, em 2018, quebrar dois anos consecutivos de baixas. O USDA estima que a Rússia produzirá 1,35 milhão de toneladas nos próximos anos, 1,1% a mais que o esperado em 2018 (1,34 milhão). O documento explica que os produtores locais continuarão desfrutando do benefício das restrições à importação. Além disso, indica que 84% dos animais abatidos nesta categoria são provenientes de gado leiteiro não produtivo.
El País Digital
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