CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 880 DE 20 DE NOVEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 880 | 20 de Novembro de 2018

NOTÍCIAS

China deve habilitar mais plantas do Brasil para exportação de carnes, diz secretário

A China deverá habilitar mais plantas produtoras de carnes bovina e de frango do Brasil para exportação ao gigante asiático, disse na segunda-feira o Secretário-Executivo da pasta, Eumar Novacki

A declaração ocorre no mesmo dia em que o México comunicou a habilitação de 26 unidades brasileiras para venda de carne de frango, incluindo estabelecimentos das gigantes BRF e JBS. “Temos agora ampliação para a China já certa…”, afirmou Novacki em coletiva de imprensa na sede do ministério, em Brasília, acrescentando que uma missão de autoridades chinesas já está no Brasil para fazer uma inspeção. Segundo o ministério, o universo é de 78 plantas que estão com questionários, 10 serão visitadas efetivamente. A expectativa é que as 78 sejam liberadas, se as 10 visitadas passarem na visita. Novacki também afirmou que a Indonésia está prestes a abrir seu mercado para a carne bovina brasileira e que as conversas com os Estados Unidos quanto à reabertura daquela nação à proteína nacional prosseguem, mas sem nenhuma sinalização concreta por enquanto. Em paralelo, Novacki disse que o Ministério da Agricultura aguarda a publicação de um decreto estabelecendo o credenciamento de auxiliares em linhas de produção para fiscalização de frigoríficos. Com isso, não seria mais permitido às empresas contratar seus próprios auxiliares de produção, destacou. “Fiscalização é atividade de Estado, isso não pode ser delegado. Agora é possível que a gente tenha auxiliares em linha de produção sendo credenciados pelo ministério… A ideia é que a gente edite decreto que dê condições para criar um fundo, que seria pago pela iniciativa privada”, afirmou. “O fundo é privado, mas vai ser misto. Vai ter tutela do Ministério da Agricultura observando. Quem vai credenciar é o Ministério da Agricultura”, acrescentou Novacki, destacando que, com essa medida, acabar-se-iam eventuais “conflitos de interesse” pelo fato de empresas colocarem seus próprios auxiliares. De acordo com o secretário, a pasta está aguardando apenas o “timing” da Casa Civil quanto ao decreto, mas a expectativa é de tê-lo publicado ainda neste ano.

REUTERS

Entre as carnes, só a bovina mantém receita cambial positiva

Quatro principais carnes exportadas pelo Brasil fecharam os 10 primeiros meses de 2018 com recuo de 3,5% no volume embarcado e de 6,2% na receita cambial

As quatro principais carnes exportadas pelo Brasil fecharam os 10 primeiros meses de 2018 com recuo de 3,5% no volume embarcado e de 6,2% na receita cambial. Determinaram esses retrocessos as carnes de frango, suína e de peru. Na de frango, o volume exportado foi 6,6% menor; na suína, quase 10% inferior; e na de peru, o volume exportado caiu mais de 30%. Apenas a carne bovina obteve volume crescente – em mais de 10%. E ainda que seu preço médio tenha decrescido em relação aos mesmos 10 meses de 2017, a receita cambial obtida pelo produto também aumentou de forma significativa frente ao desempenho das demais carnes em 8,7%. Houve queda de 12%, 28% e 45% nas receitas das carnes de frango, suína e de peru, respectivamente. Neste ano, a carne bovina como principal geradora da receita cambial das carnes – posição tradicionalmente ocupada pela carne de frango.

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Mercado calmo e sem rumo definido

Poucos foram os negócios nesta segunda-feira, o Feriado comemorativo da proclamação da república (na última quinta-feira) e da consciência negra amanhã em grandes centros consumidores de alimentos esfriaram o mercado

Esses Feriados em cadeia, desembocam na segunda quinzena do mês, quando normalmente o consumo é pior, por isso também esse mercado nada entusiasmante. Por outro lado, o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro está próximo e as contratações de fim de ano podem limitar o efeito de redução de consumo de carne.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Ibovespa fecha em queda; Petrobras tem dia volátil

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda na segunda-feira, contaminado pelo declínio nos pregões norte-americanos, enquanto as ações da Petrobras tiveram uma sessão volátil mesmo com o anúncio de que Roberto Castello Branco assumirá o comando da estatal no próximo ano.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,69 por cento, a 87.900,83 pontos. O volume financeiro somou 17,975 bilhões de reais, amplificado pelo exercício dos contratos de opções sobre ações na bolsa paulista nesta sessão, que totalizou 6,49 bilhões de reais, com opções de compra de papéis da Petrobras respondendo pelos maiores volumes financeiros. Nos Estados Unidos, a volta do fim de semana foi minada pelo tombo das ações da Apple, que se alastrou pelo setor de tecnologia, em meio a preocupações sobre a demanda por iPhones. Ao mesmo tempo, sinais divergentes sobre o embate comercial entre EUA e China mantiveram investidores apreensivos. Profissionais da área de renda variável citaram que o clima negativo em Wall Street abriu espaço para movimentos de realização de lucros em ações brasileiras, após o Ibovespa fechar em alta nos dois pregões anteriores, acumulando valorização superior a 4 por cento. No mês, o Ibovespa contabiliza um acréscimo de 0,55 por cento e em 2018 o ganho alcança 15,05 por cento. A ausência de negócios da B3 na terça-feira, em razão do feriado do Dia da Consciência Negra, corroborou a cautela nesta sessão, uma vez que os mercados globais estarão funcionando normalmente neste dia 20.

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Dólar sobe ante real com ajuste e liquidez menor

O dólar terminou a segunda-feira em alta ante o real, num movimento de correção de parte da queda dos últimos dois pregões ampliado pela menor liquidez por conta do feriado doméstico no dia seguinte, sem perder o cenário externo do horizonte

O dólar avançou 0,66 por cento, a 3,7645 reais na venda, depois de terminar a sessão anterior em queda de 1,12 por cento, a 3,7399 reais. Na mínima, a moeda foi a 3,7432 reais e, na máxima, a 3,7739 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,50 por cento. A liquidez foi baixa na sessão, com muitos investidores emendando o feriado do Dia da Consciência Negra, que deixa os mercados fechados no dia seguinte. Na quinta-feira, é a vez de os mercados norte-americanos não abrirem devido ao dia de Ação de Graças —o que promete deixar toda a semana com liquidez curta. O dólar bateu a máxima cotação da sessão ante o real à tarde, após declarações do presidente do Fed de Nova York, John Williams. Um dos mais influentes membros votantes de política monetária do Federal Reserve, ele disse esperar a continuidade do ciclo de aumento gradual das taxas de juros no encontro do mês que vem, de modo a prolongar a expansão econômica dos EUA. Na sexta-feira, o recém-nomeado Vice-Chairman do Fed, Richard Clarida, havia alertado sobre uma desaceleração no crescimento global, dizendo que “isso é algo que será relevante” para as perspectivas para a economia dos EUA. E o Presidente do Federal Reserve de Dallas, Robert Kaplan, em entrevista separada à Fox Business, também disse que está vendo uma desaceleração do crescimento na Europa e na China.

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Economistas veem inflação mais baixa neste ano, mantêm estimativa para juros

O mercado voltou a reduzir as perspectivas para a inflação neste ano na pesquisa Focus do Banco Central, pela quarta semana seguida, em levantamento que ainda não deve ter refletido o anúncio do novo presidente da autoridade monetária

A expectativa agora segundo o levantamento divulgado na segunda-feira é de uma inflação de 4,13 por cento em 2018, conta 4,23 por cento estimados há uma semana. Para 2019, a projeção foi ajustada em 0,01 ponto percentual para baixo, a 4,20 por cento.  centro da meta oficial para este ano é de 4,50 por cento e, para 2019, de 4,25 por cento. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A perspectiva para o dólar no levantamento permaneceu em 3,70 reais para este ano e em 3,76 reais para 2019. Já em relação à economia, não houve alterações nas contas de que o Produto Interno Bruto (PIB) deve apresentar crescimento respectivamente de 1,36 por cento e de 2,50 por cento. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não mudou a perspectiva de que a Selic terminará este ano a 6,5 por cento e 2019, a 8 por cento. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a taxa básica de juros a 6,5 por cento e a 7,5 por cento ao final de cada um desses anos.

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IGP-M recua 0,35% na 2ª prévia de novembro com queda de combustíveis para produção, diz FGV

Os preços de combustíveis e lubrificantes para produção caíram e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) recuou 0,35 por cento na segunda prévia de novembro, depois de avançar 0,97 por cento no mesmo período do mês anterior, de acordo com os dados divulgados na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

O IGP-M já havia recuado na primeira prévia de novembro, quando caiu 0,11 por cento, em sua primeira deflação desde novembro de 2017. Na segunda prévia do mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, registrou queda de 0,62 por cento, depois de subir 1,24 por cento no período anterior. Os preços dos Bens Intermediários recuaram 0,27 por cento, ante avanço de 2,07 por cento em outubro, com destaque para a deflação de 2,07 por cento do subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção. Para o consumidor a pressão ficou mais fraca uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, passou a avançar 0,11 por cento na segunda prévia de novembro, contra alta de 0,48 por cento no mês anterior. O destaque ficou para o grupo Transportes, que registrou avanço de 0,15 por cento, desacelerando em comparação ao aumento de 1,31 por cento no levantamento anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou alta a 0,28 por cento, ante avanço de 0,36 por cento na segunda leitura de outubro.

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IPC-S desacelera alta a 0,28% na 2ª quadrissemana de novembro, diz FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou a alta a 0,28 por cento na segunda quadrissemana de novembro, contra 0,43 por cento na primeira leitura do mês, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

No período, o grupo Transportes deu a maior contribuição para o resultado ao subir 0,25 por cento, depois de avanço de 0,56 por cento na primeira quadrissemana de novembro, com destaque para o recuo de 0,18 por cento nos preços da gasolina.

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BNDES reabre linha para renegociação de dívidas agropecuárias

O BNDES informou que reabriu na segunda-feira, 12, a linha de renegociação de operações contratadas pelos programas agropecuários do governo federal operados com recursos do banco. As renegociações estavam suspensas desde o início do ano por causa da substituição da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de Longo Prazo (TLP)

O Ministério da Fazenda já havia autorizado, em julho, o BNDES a renegociar as dívidas contratadas originalmente pela TJLP até 31 de dezembro de 2017. Segundo o BNDES, o banco vinha trabalhando desde então para implementar as novas condições, sobretudo em relação aos trâmites para equalizar as taxas de juros, em seus sistemas de tecnologia da informação. Os produtores só podem renegociar cada operação até duas vezes durante sua vigência. Podem ser renegociadas as parcelas com vencimento no ano civil e prorrogado o vencimento final do contrato em até um ano, mantidas as demais condições financeiras pactuadas. Os pedidos de renegociação devem ser acompanhados de informações técnicas que permitam aos bancos credenciados pelo BNDES comprovar os motivos da incapacidade de pagamento e seu impacto na renda do produtor rural. As operações de financiamento poderão ser contratadas com os 55 agentes financeiros (bancos públicos, privados, de cooperativas, de montadoras de veículos, agências de fomento e cooperativas de crédito) credenciados para operar com recursos do BNDES. Os agentes podem solicitar novas garantias e são responsáveis pela análise e aceitação dos pedidos de renegociação.

Valor Econômico

EMPRESAS

Minerva quer exportar bois para o Irã em 2019

A Minerva Foods pretende fortalecer a relação com o Irã, para onde já exportou carne bovina, e o plano é começar a vender gado vivo ao país a partir do ano que vem

O Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que os embarques de boi em pé representam 8% a 9% do faturamento da empresa. “A companhia trata a exportação de gado vivo como um nicho e entende que a atividade agrega valor para a empresa, por isso pretende avançar neste mercado, mas a proteína em si continuará sendo o foco”, afirma. No mês passado, a Organização Veterinária do Irã confirmou ao Departamento de Saúde Animal (DSA) do Brasil que o País está apto a exportar animais vivos aos iranianos. Fontes do setor afirmam que falta apenas estabelecer alguns protocolos quanto a regras para embarque. A expectativa da companhia é de que os iranianos alcancem a mesma importância da Turquia para o setor de boi em pé no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav), os turcos respondem por mais de 80% dos embarques deste segmento no Brasil e a entidade espera que a receita com essas vendas chegue a US$ 700 milhões em 2018.

Broadcast Agro

FRANGOS & SUÍNOS

México vai importar carne de frango de mais 26 unidades do Brasil, incluindo JBS e BRF

O México habilitou 26 novos estabelecimentos do Brasil para embarques ao país de carne de aves, basicamente de frango, informou o Ministério da Agricultura brasileiro na segunda-feira, já projetando uma expansão consistente nas vendas do maior exportador global de carne de frango.

As unidades habilitadas incluem plantas da BRF e da Seara, controlada pelo grupo de alimentos JBS, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou em nota. O Ministério da Agricultura disse que a medida representa um aumento de 130 por cento no número de unidades brasileiras aptas a exportar carne de aves à nação da América do Norte, que agora totaliza 46 plantas. “A expectativa é que a habilitação de novas plantas permita a retomada da tendência de ampliação nas exportações brasileiras de carne de frango para o México”, comentou o Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério, Odilson Silva, no comunicado. Segundo a ABPA, foram habilitadas plantas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, das empresas Coasul, Copacol, Somave, Bello Alimentos, GT Foods, Aurora Alimentos, Frangos Granjeiro, Frangos Pioneiro, Jagua Frangos, Seara, BRF, Nova Araça, Agrosul, Nutriza, São Salvador, Pif Paf, Dip Frangos, Safrio e Vapza. O México produz anualmente 3,9 milhões de toneladas de carne de frango e importa mais 640 mil toneladas, ou 13,4 por cento do seu consumo, segundo dados do Ministério da Agricultura. Os principais fornecedores são Estados Unidos, Brasil e Chile. De janeiro a outubro deste ano, os envios brasileiros somaram 138 milhões de dólares, acrescentou o ministério, dizendo que as habilitações foram resultado de missão de auditoria efetuada por autoridades mexicanas em agosto. Segundo o Ministério da Agricultura, está sendo discutida a vinda, ainda em 2018, de outra missão mexicana, desta vez para avaliar a ampliação do número de estabelecimento habilitados a exportar carne bovina termoprocessada.

REUTERS

Desempenho do frango vivo na 3ª semana de novembro

Na terceira semana de novembro as condições de comercialização do frango vivo disponibilizado no interior paulista apenas se agravaram

O preço referencial alcançado no último dia 7 – quando, numa redução de 10 centavos, o frango vivo passou a ser cotado a R$3,00/kg – não sofreu qualquer alteração. Mas o piso das negociações, iniciadas com descontos de até 20 centavos, se ampliou de forma significativa, chegando agora a 50 centavos. Isto significa que boa parte dos negócios efetivados volta a ser realizada nos mesmos níveis observados no período pré-greve dos caminhoneiros (segunda quinzena de maio), ocasião em que, por cerca de duas semanas, prevaleceu como cotação-base o valor de R$2,50/kg. Agora, infelizmente, a tendência é, apenas, de desvalorização. O fechamento de negócios com descontos crescentes pode se ampliar, inclusive porque vêm ocorrendo atrasos na retirada de lotes, o que gera sensíveis aumentos de peso e desconformidade com os padrões normais. A saída, nestes casos, é a ampliação dos descontos. Esse drama se concentra no produtor paulista. Em Minas Gerais, o mercado permanece firme, com o frango vivo sendo comercializado por R$3,20/kg há 10 semanas, ou seja, desde 10 de setembro passado. 

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