CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 879 DE 19 DE NOVEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 879 | 19 de Novembro de 2018

NOTÍCIAS

Preço da carne bovina ganha força

Depois de sete semanas de oscilações tímidas, o mercado de carne bovina teve mais força. Nos últimos sete dias, na média de todos os cortes desossados vendidos pelas indústrias, a valorização foi de 1,1%

Os estoques, principalmente de cortes com maior valor agregado, estão curtos. O preço do contrafilé, por exemplo, subiu 2,7% esta semana, na comparação com a semana anterior. Esse comportamento dos preços refletiu a expectativa de aquecimento das vendas ao longo do feriado nacional do dia 15/11 e do dia 20/11 em alguns municípios, incluindo São Paulo. Feriados significam menos dias de produção e maior consumo, conjuntura que explica a valorização. Com essas reações, a margem das indústrias que fazem a desossa alcançou 22,3%, melhor patamar desde agosto deste ano. Além da demanda doméstica, o mercado externo tem ajudado no escoamento. Por dia, os volumes embarcados em novembro estão 36,7% superiores aos de outubro.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo pede atenção nesta semana

Em função do feriado do dia 15/11, o marasmo tomou conta do mercado do boi gordo na última sexta-feira (16/11). Boa parcela das indústrias e muitos pecuaristas não negociaram

O que chamou a atenção, foi que a oferta de bovinos de confinamento está diminuindo, e já impactou as programações de abate dos frigoríficos. Isso está limitando as pressões de baixa, cenário observado desde outubro. Diante disso, houve poucas variações nas cotações da arroba do boi gordo. Para esta semana, o mercado deve voltar ao seu ritmo normal, com o retorno de pecuaristas e frigoríficos às negociações e vale ficar de olho na situação da oferta de boiadas. Com um dia a menos de abate e uma sexta-feira “morna”, os estoques de carne devem enxugar e dar firmeza para a cotação arroba do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Melhor margem para os frigoríficos dos últimos três meses

Em São Paulo, o feriado do 15/11, embora tenha tirado um dia de negociação da semana, não pressionou as compras

Mercado do boi gordo sem viés definido no fechamento da última quarta-feira (14/11). Houve oscilações de preços em dez praças, considerando os negócios com 30 dias, mas sem tendência de rumo. As cotações subiram em Minas Gerais e Bahia e caíram em estados do Norte e Centro-Oeste. Em São Paulo, o feriado do 15/11, embora tenha tirado um dia de negociação da semana, não pressionou as compras. Pelo contrário, como os contratos de parceria garantiram escalas confortáveis para as indústrias, ofertas de compra a preços menores ganharam corpo. Mas essas ofertas não conseguem robustez para serem referência, já que o volume de boiadas prontas não tem sido compatível com o tamanho da pressão que as indústrias tentam impor ao mercado. Já os preços da carne desossada começaram a refletir o aquecimento do consumo de final de ano. E como a receita obtida com a venda de carne tem subido mais do que o preço pago pela matéria-prima, a margem das indústrias que desossam aumentou. Atualmente a diferença está em 22,3%, é o melhor patamar desde o começo de agosto. Esse fator, associado à redução da oferta de gado, pode a ajudar a aliviar a pressão do mercado.

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: aumento no abate mostra retomada de produtividade

Número de animais abatidos no Brasil voltou a crescer após quatro anos de queda consecutiva

O número de animais abatidos no Brasil voltou a crescer após quatro anos de queda consecutiva. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário mostra uma retomada do rebanho e da produtividade, depois das reduções ocasionadas pela forte seca que atingiu o Centro-Sul do País entre 2013 e 2014. Segundo dados divulgados nesta semana pelo IBGE, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, foram abatidos 23,73 milhões de animais no Brasil, número 4,06% superior ao do mesmo período do ano passado, 6,45% acima do de 2016 e 3,38% a mais que em 2015. No entanto, a quantidade abatida ficou 7% e 6,5%, respectivamente, abaixo das registradas em 2014 e em 2013. Considerando-se, especificamente, o terceiro trimestre, o volume de animais abatidos cresceu 7,2% frente ao mesmo período de 2017 e também o maior desde 2014. Esses dados ajudam a entender os movimentos de preços que ocorreram nos últimos anos e também em 2018. A maior oferta de animais em 2017 e 2018, devido ao aumento de produtividade, somada a um mercado doméstico desaquecido pressionaram as cotações ao longo do primeiro semestre de 2018. 

CEPEA/ESALQ

Europa aponta falhas no controle sanitário de exportações agrícolas do Brasil

A União Europeia voltou a criticar o controle sanitário nas exportações agrícolas brasileiras. Uma auditoria feita pelos técnicos do bloco europeu no que se refere às carnes bovina, de frango, de cavalo, peixes e mel indicou falhas nos controles nacionais

Desde a eclosão do escândalo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, a Europa voltou a implementar controle rigoroso para a entrada de produtos brasileiros no mercado da União Europeia. Progressivamente, fazendas vêm sendo recolocadas na lista de estabelecimentos autorizados a exportar para o bloco. Em maio deste ano, essa lista incluía 1,4 mil fazendas autorizadas em sete Estados brasileiros que são dedicados à carne bovina. Atualmente, apenas 50 abatedores brasileiros podem exportar carne bovina para a UE, além de 30 no setor de frango e 30 em peixes. Dos 175 locais de processamento de mel no Brasil, 35 estão aptos a exportar. No caso da carne de cavalo, o embargo total à importação ainda está em vigor. Desta vez, o foco da inspeção se refere a resíduos encontrados nas carnes e o monitoramento do uso de remédios nos animais. Auditores examinaram a implementação do plano de monitoramento de resíduos, além da autorização, distribuição e uso de produtos veterinários. De acordo com as autoridades europeias, ainda que o plano de monitoramento de resíduos siga os padrões internacionais, as garantias oferecidas são “em parte enfraquecidas” pelo número de amostras de pescados e mel que não são testados em relação a várias substâncias autorizadas nacionalmente para uso na produção de alimento anual e não alinhada com os padrões aplicados na UE. No setor de carne bovina, a Europa registrou uso de substâncias autorizadas no gado que não podem ser usadas nos países do bloco. Além disso, a UE aponta que o sistema de receituário de remédios veterinários e a falta de dados mantidos sobre o tratamento médico “não adiciona garantias de que os produtos veterinários médicos são usados em linha com as indicações”. Os europeus criticam ainda o manual criado pelo Ministério da Agricultura sobre como implementar o plano de monitoramento de resíduos. De acordo com os auditores, faltam instruções sobre questões como o uso de esteroides na carne bovina. A UE também estima que os planos de controles de resíduos na carne são “enfraquecidos” diante da ausência da análise de várias substâncias autorizadas para uso no frango, nem sempre dentro dos padrões aplicados na Europa. Os auditores também questionaram os laboratórios nacionais, alertando para a falta de dados e instâncias em que controles não existiam ou não estavam sendo implementados.

Estadão

Tecnologia da Embrapa pode tornar inspeção animal mais ágil e transparente

Empresa estudo uso de scanner para identificar doenças em carcaças de animais em frigoríficos

Uma tecnologia da Embrapa Informática Agropecuária poderá auxiliar o trabalho dos auditores fiscais agropecuários na identificação de doenças em carcaças de animais. A ideia é utilizar uma espécie de scanner, com uso de visão computacional e inteligência artificial, para detectar as inconformidades que atualmente são analisadas manualmente pelos técnicos. O objetivo é reduzir custos com pessoal que atuam na linha de inspeção e dar mais agilidade e transparência ao processo. Uma proposta para o desenvolvimento de projeto nessa área foi apresentada ao Ministério da Agricultura no final de outubro e deve ser autorizada pela pasta ainda este ano. Caso seja viabilizada, a novidade pode estar à disposição das indústrias a partir de 2020. A inovação pode ajudar o Brasil a resolver dois grandes problemas. O primeiro é o déficit atual de quase dois mil auditores fiscais federais agropecuários necessários para atuar, entre outras atividades, na inspeção de frigoríficos. O segundo são as falhas no controle sanitário ocorridas recentemente que geraram fechamento de mercados internacionais e constantes questionamentos de países importadores de carnes. “Ainda é muito inicial, mas é muito bem-vindo. Temos um comitê científico que vai avaliar como podemos validar e realizar um piloto do assunto. É bem inovador. Mas pode sim (dar mais agilidade e transparência ao processo). O mais importante é estarmos seguros que poderá ser sustentado tecnicamente com os mercados compradores. O que uma nova tecnologia agrega é segurança adicional no processo de inspeção. Acabamos de avaliar um novo modelo para suínos. Levamos quase 18 meses e várias tratativas técnicas para chegar a um bom termo, mas queremos ser vanguardistas e sempre inovar”, afirmou o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel.

CANAL RURAL

Expectativa de maior movimentação no mercado de reposição em curto prazo

Em algumas regiões as exportações de gado vivo têm aumentando a procura por bezerros cruzados

A campanha de vacinação contra a Febre Aftosa diminuiu a liquidez no mercado de reposição e, diante disso, houve poucas variações nas cotações nesta semana, principalmente das categorias mais jovens. Na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam a semana com leve ajuste positivo, de 0,2%. Com as pastagens já recuperadas do período seco, na maior parte do país, e com a expectativa de maior firmeza para a arroba do boi gordo em função do aquecimento nas vendas da carne neste período do ano, o mercado de reposição tende a ganhar ritmo após o período de vacinação. Em algumas regiões as exportações de gado vivo têm aumentando a procura por bezerros cruzados.  No Pará, a maior demanda para a exportação de bezerros tem sido originada pelo Egito e Líbano, fator que tem dado firmeza às cotações destes animais no estado. Já no Rio Grande do Sul, novos contratos estão sendo feitos para as exportações de terneiros para o Iraque, o que pode movimentar este mercado no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição no Tocantins: troca está atrativa para o recriador

No Tocantins, as chuvas ainda não foram suficientes para a recuperação das pastagens. Cenário, oposto ao observado na região Centro-Sul do país

Devido a isso, o ímpeto por parte de recriadores e invernistas para a compra de animais de reposição está menor por lá, limitando as altas no mercado de reposição. A título de comparação, do início do segundo semestre até aqui, a arroba do boi gordo teve valorização média de 6,9% no estado. Já a média de todas as categorias de reposição, as cotações registraram alta de 3,3%. Com a arroba do boi gordo subindo mais do que as cotações da reposição, houve melhora no poder de compra para o recriador e invernista. Atualmente no Tocantins o pecuarista compra 2,04 bezerros desmamados anelorados (6@) com a venda de um boi gordo de 16,5@. Em julho, com essa mesma relação de troca comprava-se 1,94 bezerro. Ou seja, melhora de 4,7% na relação de troca para o recriador. Com o maior poder de compra atual e a expectativa de melhora nas pastagens no curto prazo, a procura por negócios no mercado de reposição tende a aumentar, o que pode trazer recuperação nas cotações para a reposição.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Atividade econômica cai 0,09% em setembro, mas termina 3º tri no azul, indica BC

A economia brasileira registrou recuo em setembro, mas ainda assim terminou o terceiro trimestre com expansão, voltando a mostrar crescimento trimestral após duas quedas seguidas, em uma recuperação principalmente após a greve dos caminhoneiros ter deprimido a atividade no período entre abril e junho

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou contração de 0,09 por cento em setembro na comparação com o mês anterior, de acordo com dado dessazonalizado divulgado na sexta-feira pelo BC. Com isso, o indicador fechou o terceiro trimestre com expansão de 1,74 por cento sobre os três meses anteriores, também em dado dessazonalizado, após contração de 0,15 por cento no primeiro trimestre e de 0,79 por cento no segundo, sendo que no período entre abril e junho houve forte pressão da greve dos caminhoneiros. Na comparação com setembro de 2017, o IBC-Br registrou crescimento de 0,72 por cento e no acumulado em 12 meses teve alta de 1,45 por cento, segundo dados observados do BC. Os indicadores de atividade em setembro mostraram que a economia apresentou desempenho fraco no fim do terceiro trimestre. A produção industrial registrou queda de 1,8 por cento sobre agosto, acima do esperado, enquanto as vendas no varejo sofreram contração de 1,3 por cento, no pior desempenho para o mês em 18 anos. Já o setor de serviços teve recuo inesperado na comparação com agosto, de 0,3 por cento, na performance mais fraca para setembro em três anos. A mais recente pesquisa Focus realizada pelo BC junto a economistas mostra que a expectativa é de um crescimento do PIB este ano de 1,36 por cento, acelerando a 2,5 por cento em 2019.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta de 3% com exterior positivo

O Ibovespa fechou em alta de quase 3 por cento na sexta-feira, acima dos 88 mil pontos, com o noticiário externo amplificando o tom positivo

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,96 por cento, a 88.515,27 pontos, quase na máxima do dia. O giro financeiro somou 16,3 bilhões de reais. Na semana, marcada por feriado na quinta-feira, o Ibovespa acumulou alta de 3,36 por cento, Na véspera, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o economista Roberto Campos Neto aceitou convite para comandar o Banco Central no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. A equipe de Bolsonaro também anunciou que o economista Mansueto Almeida seguirá como Secretário do Tesouro Nacional, cargo que ocupa desde abril de 2018. Apesar da alta na sessão, Edson Hydalgo Junior, Gerente Comercial na Intrader DTVM, prevê volatilidade na bolsa até o fim do ano pelo menos, com o Ibovespa reagindo principalmente ao noticiário sobre os planos e equipe do próximo governo. Do cenário externo, comentários de um membro do banco central dos Estados Unidos e do presidente norte-americano acentuaram a trajetória positiva dos mercados. O recém-nomeado Vice-Chair do Federal Reserve, Richard Clarida, disse que a taxa de juros dos EUA está se aproximando das estimativas do Fed de uma faixa neutra. Donald Trump, por sua vez, afirmou que a China tem interesse em fazer acordo comercial e que os Estados Unidos podem não adotar novas tarifas contra o gigante asiático.

REUTERS

Exportação do agronegócio do Brasil cresce 5,7% em outubro, diz ministério

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram 8,48 bilhões de dólares em outubro, alta de 5,7 por cento em relação ao mesmo mês de 2017, impulsionadas pelos embarques de soja, celulose e carne bovina, informou o Ministério da Agricultura na sexta-feira

As vendas externas do complexo soja (grão, farelo e óleo) cresceram 78,8 por cento em relação a outubro de 2017, somando 2,62 bilhões de dólares, com os embarques dos grãos seguindo fortes pela demanda da China. “A maior parcela desse valor foi gerada pelas exportações de soja em grãos, que alcançaram volume recorde para todos os meses de outubro com 5,35 milhões de toneladas (+115,1 por cento), o que resultou em uma cifra também recorde para o mês de outubro de 2,11 bilhões de dólares (+124,2 por cento)”, disse o ministério. As vendas de carnes totalizaram 1,35 bilhão de dólares no período, uma redução de 5 por cento ante o mesmo mês do ano anterior. Houve aumento de 3,5 por cento no volume comercializado, com 608 mil toneladas. O principal item negociado no mês foi a carne bovina, com 619 milhões de dólares (+3,3 por cento). Em relação à quantidade, verificou-se novo recorde de comercialização da carne bovina in natura para os meses de outubro, com 136 mil toneladas negociadas, segundo o ministério. Em terceiro lugar no ranking dos setores do agronegócio que mais exportaram em valor, os produtos florestais registraram a soma de 1,12 bilhão de dólares, com crescimento de 10,2 por cento ante mesmo mês do ano anterior. O principal produto negociado foi a celulose.

REUTERS

Dólar recua ante real com sinais do Fed

O dólar encerrou em queda de mais de 1 por cento por cento ante o real na sexta-feira após integrantes do Federal Reserve darem sinais sobre trajetória futura de juros dos Estados Unidos em entrevistas

O dólar recuou 1,12 por cento, a 3,7399 reais na venda. Na semana, subiu 0,1 por cento. Na mínima da sessão a moeda chegou a 3,7307 reais e na máxima foi a 3,7837 reais. O dólar futuro caía cerca de 1,20 por cento. “Há bom humor em função da confirmação do Mansueto no Tesouro e a escolha do Roberto Campos Neto para presidência do BC”, afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva. Nos Estados Unidos, o vice-chair do Federal Reserve, Richard Clarida, declarou que a taxa de juros norte-americana está perto das estimativas do banco central de uma taxa neutra e que o neutro “faz sentido”, influenciado na cotação do dólar ante uma cesta das principais moedas. “Dados dos EUA estão mostrando para o Fed que estão com menos ímpeto de alta de juros”, afirmou o diretor de operações da corretora Mirae, Pablo Spyer. O Fed já elevou os juros três vezes neste ano e há ampla expectativa de uma nova alta em dezembro. Declarações de Clarida e do Presidente do Federal Reserve de Dallas, Robert Kaplan, levaram o dólar a cair a uma mínima de uma semana contra uma cesta de moedas. Além disso, permaneceu a cautela em relação ao Brexit, depois que a premiê britânica, Theresa May, anunciou que se mantém firme à retirada do Reino Unido da União Europeia em março, mesmo após renúncia de importantes ministros. Parlamentares planejam submeter May a uma moção de censura na próxima semana caso consigam as cartas necessárias, o que ameaçaria seu governo e colocaria a aprovação do seu plano de Brexit em xeque.

REUTERS

EMPRESAS

Pilgrim’s disputa ativos da BRF na Europa e Tailândia

A americana Pilgrim’s Pride, empresa de carne de frango controlada pela JBS, é uma das cinco interessadas que continuam na disputa para adquirir os ativos que a BRF pôs à venda na Europa e na Tailândia, disseram duas fontes ao Valor.

Procurada, a BRF não comentou. A JBS não respondeu. A Pilgrim’s foi uma das oito empresas que fizeram propostas não vinculantes pelos ativos da BRF na Tailândia e Europa, apurou a reportagem. Das oito, a BRF escolheu cinco para seguir no processo. Conforme o cronograma divulgado semana passada pela BRF, os interessados devem fazer suas ofertas vinculantes até 15 de dezembro. O banco Morgan Stanley assessora a BRF na venda dos ativos. Segundo uma fonte, a Pilgrim’s não fez a melhor proposta, mas os valores podem ser alterados na oferta vinculante, se de fato for feita. Em relatório divulgado em julho, o BTG Pactual estimou que a BRF gastou US$ 463 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) nas aquisições que resultaram na plataforma que a companhia brasileira tem na Tailândia e na Europa. Em teleconferência com analistas na quarta-feira, o Executivo-Chefe de operações da JBS, Gilberto Tomazoni, disse que a Pilgrim’s avalia aquisições. O executivo não revelou os alvos. “A Pilgrim’s tem olhado aquisições. É uma coisa que não depende de nós”, disse Tomazoni, sustentando que as decisões da Pilgrim’s são independentes. No ano passado, a Pilgrim’s adquiriu, da própria JBS, a irlandesa Moy Park. Com isso, ingressou no mercado europeu de aves. Se vencer a concorrência pelos ativos da BRF, fortalecerá sua posição na Europa e chegará à Ásia, a região do planeta onde a demanda por carnes mais cresce. Indiretamente, a aquisição dos ativos da BRF pela Pilgrim’s também fortaleceria a Seara, empresa brasileira de carne de frango controlada integralmente pela JBS.

VALOR ECONÔMICO

JBS USA faz acordo de US$ 4 milhões para encerrar ações trabalhistas

A JBS USA, subsidiária responsável pelas operações da JBS nos Estados Unidos, chegou a um acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA para encerrar duas ações trabalhistas nas quais a empresa era acusada de discriminação racial e de gênero nos processos de contratação das unidades que a JBS em Hyrum (Estado de Utah) e em Cactus, no Texas

Embora sem assumir culpa, a JBS USA pagará US$ 4 milhões em indenizações para encerrar os processos, informou o Departamento do Trabalho dos EUA, em nota divulgado ontem. A JBS USA também concordou em contratar um consultor independente para avaliar o processo de contratação para as áreas de produção de todos os frigoríficos do grupo. Procurada, a JBS negou veementemente ter discriminado funcionários. “Como uma das organizações com maior diversidade dos Estados Unidos, representada por mais de 80 nacionalidades em seus 65 mil funcionários nos EUA, a discriminação simplesmente não faz parte da cultura da JBS USA”, informou a companhia, em comunicado à imprensa. A JBS USA ponderou que, embora negue as acusações, “mais pode ser alcançado” por meio de parcerias. O acordo firmado seria uma parceria nesse sentido, informou a empresa.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

China relata novos surtos de peste suína africana em Jiangxi, Yunnan, Sichuan e Xangai

Quatro novos focos de peste suína africana foram registrados nas províncias chinesas de Jiangxi, Yunnan e Sichuan, bem como no município de Xangai, informou o Ministério da Agricultura neste sábado

Dez porcos morreram da doença e outros 10 adoeceram em uma fazenda com 150 porcos na província de Jiangxi, no sudeste do país, informou o ministério em seu site. Outros 348 porcos serão abatidos na província de Yunnan, no sudoeste do país, acrescentou. Uma fazenda com 314 porcos no distrito de Jinshan, em Xangai, foi afetada, informou o ministério. Onze dos porcos morreram enquanto outros 50 estavam infectados.

Reuters

Diagnóstico de peste suína africana em javali selvagem aprofunda crise na China

Os esforços da China para conter a disseminação da peste suína africana sofreram um novo golpe nesta sexta-feira (16) com a confirmação pelo Ministério da Agricultura do primeiro caso da doença em um javali selvagem, aprofundando a crise de três meses no maior produtor de porcos do mundo

O país também confirmou o primeiro surto na província de Sichuan, a maior região criadora de suínos da China, aumentando a probabilidade de um grande impacto na oferta de porco nos próximos meses. A doença foi diagnosticada em um javali morto na cidade de Baishan, na província de Jilin, no noroeste do país, disse o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais em comunicado publicado em seu site. “O novo caso significa que será ainda mais difícil controlar a peste suína africana. Como você controla javalis selvagens?” disse Yah Guiding, analista na consultoria China-America Commodity Data Analytics. A China proibiu o transporte de porcos vivos das regiões infectadas e províncias vizinhas para controlar a disseminação da doença altamente contagiosa, proibindo também o uso de dejetos de cozinha como ração.

Reuters

CNA debate normas técnicas da avicultura

CNA, ABPA e Mapa se reuniu para debater questões relacionadas à rastreabilidade de salmonela nas carcaças de aves para exportação de carne

O Comitê Técnico formado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) se reuniu na terça (13) para debater questões relacionadas à rastreabilidade de salmonela nas carcaças de aves para exportação de carne de frango. Para a indústria, uma das dificuldades é o tempo necessário para ter um resultado das análises laboratoriais que pesquisam o tipo de salmonela presente na carne de frango quando o teste rápido é positivo. A análise é feita por laboratórios credenciados pela Coordenação-Geral de Laboratórios Agropecuários (CGAL) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa. “A indústria precisa de protocolos mais rápidos de diagnóstico. Estamos no caminho certo: os dois lados estão conversando para encontrar um meio de como fazer uma análise que garanta a qualidade do produto, com segurança e celeridade. Por isso a importância do diálogo”, destacou o Diretor-Técnico da ABPA, Rui Vargas. A coordenadora de Gestão de Demandas Laboratoriais do Ministério da Agricultura, Josinete Barros de Freitas, afirmou que caso seja identificada a presença de salmonela em uma amostra, é necessário esperar de sete a dez dias para os resultados das novas análises e somente depois, e se cumpridos os requisitos, o produto é liberado para exportação. Rodrigo Nazareno, Coordenador-Geral de Laboratórios Agropecuários do Mapa, sinalizou que a demanda do setor por novos protocolos de sorotipificação da bactéria na carne de frango está avançando no órgão.

CNA – CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL

Frango Vivo: feriado impulsiona demanda por carne

Na sexta-feira (16), as cotações do frango vivo seguiram estáveis nas principais praças do país, com o maior valor de negociação sendo anotado em São Paulo, a R$3,00/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo traz estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg e para o frango no atacado, a R$4,50/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP destacou que há uma maior demanda por carne de frango em função do feriado. Assim, os valores do produto terminado estão em alta na maior parte das regiões acompanhadas.

Notícias Agrícolas

Suíno Vivo: alta de 4,00% em SP

Na sexta-feira (16), a cotação do suíno vivo teve alta de 4,00% em São Paulo, a R$4,16/kg. As demais cotações permaneceram estáveis

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente à quarta-feira (14), trouxe alta para todas as praças, sendo a mais expressiva registrada no Paraná, de 1,42%, a R$3,58/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP aponta que a boa performance das exportações e o aquecimento da demanda doméstica trazem alta para as cotações no mercado brasileiro. Eles também destacam que as festas de final

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Nos EUA exportação de carne de frango cresce 4%

USDA mostram que as exportações norte-americanas de carne de frango permanecem crescentes em relação a 2017

Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que as exportações norte-americanas de carne de frango permanecem crescentes em relação a 2017. Desde junho o volume exportado mensalmente tem-se mantido positivo em relação a idêntico período do ano anterior. O setor chegou a setembro acumulando embarques próximos de 2,360 milhões de toneladas, resultado 4% superior ao dos mesmos nove meses de 2017. O acumulado em 12 meses apresenta os mesmos 4% de evolução. Mantido esse índice no trimestre final do ano, o total anual irá girar em torno dos 3,2 milhões de toneladas, superando em cerca de 9% o que foi registrado dois anos atrás, quando os EUA ainda sentiam os efeitos da perda de mercado em decorrência de surtos internos de Influenza Aviária.

USDA

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