CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 851 DE 04 DE OUTUBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 851 | 04 de Outubro de 2018

NOTÍCIAS

Exportação e preços mais altos favorecem carne bovina

Indústria tende a seguir com margens de lucro positivas, segundo relatório do BB Investimentos

Depois de bater recorde na exportação em setembro, a indústria de carne bovina tende a seguir com margens de lucro positivas, ainda beneficiadas pela demanda externa e também por preços médios mais altos no Brasil. Além disso, com a proximidade das festividades de fim de ano, o consumo no mercado doméstico deve melhorar. Em contrapartida, nos setores de aves e suínos o cenário é de margens pressionadas pela queda nos embarques e custos elevados, seja por causa da tabela de fretes ou pelos valores dos grãos utilizados na ração. A análise foi divulgada em relatório do BB Investimentos, na quarta-feira, assinado pela analista sênior Luciana Carvalho. “A carne bovina brasileira se tornou mais competitiva devido à valorização do dólar, que não apenas induziu volumes, mas também pressionou os preços médios em dólar para baixo, como notamos pelo segundo mês consecutivo. Também destacamos como positivos os preços domésticos, que permaneceram em tendência ascendente e cresceram 2% ante o ano anterior”, ressaltou o documento do BB. No mercado físico, a analista observa um aumento contínuo das cotações do boi gordo. Já para as indústrias de aves e suínos, a expectativa ainda é adversa. Os volumes exportados continuaram em quedas de 6% e 9%, respectivamente, ante setembro de 2017. Como aspectos negativos, o BB destaca restrições de exportação para a União Europeia e Rússia, medidas antidumping da China, e exigências mais rigorosas vindas da Arábia Saudita que podem continuar a limitar os volumes exportados.

ESTADÃO CONTEÚDO

Oferta pequena continua dando sustentação ao mercado do boi gordo

Mercado do boi gordo segue firme em função da baixa disponibilidade de boiadas terminadas. No fechamento da última quarta-feira (3/10) foram registradas altas em sete praças

A maior valorização ficou por conta da região de Paragominas-PA, 1,5% de ajuste diário. Na praça a arroba ficou cotada em R$139,00, à vista, livre de Funrural, segundo levantamento da Scot Consultoria. Em São Paulo, os preços permaneceram estáveis. No estado, os frigoríficos estão melhores posicionados do que estavam algumas semanas atrás e, as escalas confortáveis seguram ofertas de compra maiores. A arroba do boi gordo é negociada, em média, em R$151,50, à vista, livre de Funrural. No mercado atacadista, os preços não se alteraram. O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$10,01/kg. Já no mercado internacional, pelo segundo mês seguido foi batido o recorde em volume exportado. Em setembro foram embarcadas 150,7 mil toneladas de carne bovina in natura. Aumento de 4,3% em relação à quantidade vendida no mês anterior.  

Scot Consultoria

Inspeção privada em indústrias ainda não decola no RS

Mais de um ano depois de aprovada a lei que autoriza inspeção privada em indústrias sob fiscalização estadual, o número de empresas que aderiram ao novo modelo ainda é baixo: sete, com outras duas em processo

A Secretaria da Agricultura, que sugeriu a mudança apresentando argumentos como o de que havia novos empreendimentos e expansões emperrados por falta de fiscais do quadro do governo, reconhece que o ritmo ainda é lento. “Queríamos que a coisa andasse mais rápido, mas sabíamos que a desconfiança geraria polêmicas e atrasos. A expectativa era chegar ao final do ano com 20 empresas”, disse Antônio de Aguiar, Diretor-Geral da Secretaria. O Rio Grande do Sul optou por um modelo misto. Ou seja, as empresas podem solicitar a contratação da inspeção privada ou seguir dentro das regras antigas, com o serviço sendo executado por fiscais estaduais agropecuários. A escolha pelo modelo novo, no entanto, traz custos. E esse é um dos fatores apontados para explicar a baixa procura até o momento. Foi pensado em uma estrutura que, para funcionar e ser viável, a indústria tem de abater, no mínimo, 200 animais por dia. Aguiar avalia que empresas com mais condições de aderir são as que fazem parte do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). O problema é que o Ministério da Agricultura só aceita acordos de cooperação técnica com entes públicos não há modelo definido para contrato ou licitação de empresas. As duas pastas estão conversando sobre o assunto e nova reunião deve ocorrer nesta semana.

Zero Hora

MT: uso da capacidade frigorífica atinge maior valor da história

Tendência é de que os frigoríficos continuem a registrar ociosidade menor do que a média histórica

A utilização da capacidade frigorífica em Mato Grosso atingiu o maior valor da história em agosto. O uso das instalações ficou em 63,85%, de acordo com boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com a nota, o novo recorde é fruto, principalmente, da evolução no abate de bovinos dentro do Estado, que atingiu em agosto o número de 524,79 mil animais, maior volume dos últimos 55 meses. “Como a oferta de animais em Mato Grosso tem apresentado sinais de manutenção nos atuais patamares, a tendência é de que os frigoríficos continuem a registrar uma ociosidade menor do que a média histórica. Diante disto, com o ciclo pecuário ainda apresentando sinais de expansão na oferta, as plantas frigoríficas observam um melhor panorama”, diz o instituto no boletim.

Portal DBO

Na reposição, o mês de setembro encontrou a menor cotação dos últimos sete meses

Com o planejamento da atividade pecuária para o ano de 2019 já se iniciando em algumas propriedades do Estado, a necessidade de compra de bovinos para repor o estoque, mesmo que timidamente, já começa a aparecer

“Diante disto, o pecuarista que foi ao mercado em busca de boi magro, garrote ou bezerro desmama (8 meses) durante o mês de setembro encontrou a menor cotação dos últimos sete meses para todas estas categorias, estabelecendo-se em R$ 1.708,74/cab, R$ 1.484,40/cab e R$ 1.046,33/cab, respectivamente”, afirma o Imea. Ainda que tenham visualizado um melhor cenário na compra de bovinos, os recriadores e “engordadores” mato-grossenses observam que o ágio dessas categorias de reposição ante o boi gordo ainda está maior que a média histórica. Desta forma, o panorama que se desenha é de uma recria/engorda com um leve alívio dos custos, no entanto, ainda com a rentabilidade pressionada.

Portal DBO

ECONOMIA

Prazo de adesão ao Refis do Funrural pode acabar na próxima semana

O esvaziamento do Congresso Nacional nas últimas semanas pode atrapalhar os planos do setor agropecuário de prorrogar mais uma vez o prazo do Refis do Funrural. Pior ainda, pode encurtá-lo

Sem conseguir votar as propostas que tratam do tema durante o período eleitoral, a Medida Provisória que prevê a data para a adesão vai expirar na próxima quarta-feira, dia 10 de outubro, e perderá a validade. Mesmo que deputados e senadores corram para aprovar uma nova prorrogação, por meio de emenda em uma outra MP, não vai existir tempo hábil para a sanção do presidente da República, Michel Temer. Sem respaldo da lei, a Receita Federal afirma que deve encerrar o recebimento de pedidos para o refinanciamento das dívidas a partir da quarta-feira que vem. Sem a renegociação, os agricultores perdem os descontos e a possibilidade de parcelar o passivo em até 176 vezes. “Considerando que a validade da MP é até 10 de outubro, hipoteticamente caso a MP expire sem ser votada, o dia 10 será o último dia para adesão. As adesões regularmente realizadas enquanto a MP estiver em vigor permanecerão válidas, independente da expiração ou não da MP”, destaca a Receita Federal em nota ao Canal Rural. Na prática, a data final para aderir ao programa de refinanciamento do passivo do Funrural é 30 de outubro, como prevê a Medida Provisória 834/2018 que ainda está em vigor. Mas essa matéria não caminhou no Congresso e vai perder a validade na próxima quarta-feira, dia 10 de outubro. Por outro lado, os parlamentares já criaram uma emenda em outra MP, a 842/2018, para estender a adesão ao Refis até 31 de dezembro. A proposta vai ser votada no Senado na semana que vem. Mas para esse novo prazo realmente valer e a Receita Federal continuar recebendo os pedidos normalmente, sem interrupções, a matéria teria que ser aprovada e sancionada antes do dia 10. O deputado federal Jerônimo Goergen (Progressistas/RS), articulador do assunto em Brasília, garante que não há riscos. “Não tem problema nenhum, o governo negociou conosco na 842. A votação está marcada para o dia 9 no Senado, já foi aprovada na Câmara e vai ser aprovada no Senado. Está tudo dentro do normal. Não tem risco a partir da aprovação”, declarou.

CANAL RURAL

Dólar tem 3ª queda seguida e fecha abaixo de R$3,90

O dólar terminou em queda pela terceira sessão consecutiva e abaixo de 3,90 reais na quarta-feira

O dólar recuou 1,20 por cento, a 3,8876 reais na venda, no menor valor do dólar ante o real desde 14 de agosto, quando fechou a 3,8669 reais. Nestes três pregões, acumulou queda de 3,70 por cento. Na mínima da sessão, a moeda chegou a ser cotada a 3,8229 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,30 por cento. À tarde, a alta do dólar no exterior acabou influenciando uma realização de lucros no mercado doméstico, após dados robustos sobre o mercado de trabalho norte-americano, que também içaram o rendimento dos Treasuries e a percepção de aumento de juros nos Estados Unidos em dezembro. O dólar também subia ante emergentes, como o peso chileno e a lira turca. O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 1,155 bilhão de dólares do total de 8,027 bilhões de dólares que vence em novembro.

REUTERS

Ibovespa sobe 2% em sessão de giro expressivo

O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira pelo segundo pregão seguido, mas se afastou das máximas do começo da sessão, quando superou 85 mil pontos, com agentes financeiros embolsando lucros à espera de nova sondagem sobre a preferência dos eleitores

O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 2,04 por cento, a 83.273,40 pontos. Na máxima, disparou 4,69 por cento, a 85.441,79 pontos. Em dois dias, o Ibovespa acumulou acréscimo de 5,91 por cento. O volume financeiro no pregão somou 22,36 bilhões de reais. O giro recorde, de 17 de dezembro de 2014, foi de 44 bilhões de reais, em sessão marcada por vencimento de opções. Excluindo-se o exercício, o volume no mercado à vista naquela data somou 26 bilhões de reais, também máxima histórica.  No entanto, as operações na bolsa no momento são de ‘tiro curto’, com muitos investidores comprando de manhã para vender à tarde. O enfraquecimento do índice mais à tarde refletiu isso: muitos preferiram zerar posições e colocar dinheiro no bolso para esperar por nova pesquisa.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Carne de frango retoma posições na pauta cambial

Carne de frango recuperou duas posições e, no fechamento dos nove primeiros meses do ano, retorna ao sexto lugar da pauta cambial brasileira

Rebaixada ao oitavo posto um mês atrás, a carne de frango recuperou duas posições e, no fechamento dos nove primeiros meses do ano, retorna ao sexto lugar da pauta cambial brasileira. Mas a carne de frango saltou não apenas uma, mas duas posições. Porque – pela primeira vez em mais de um ano – a receita cambial acumulada pelos automóveis foi inferior. Apesar, no entanto, da retomada, a carne de frango permanece uma posição aquém da registrada no mesmo período de 2017, pois sua receita cambial – pelos valores divulgados pela SECEX/MDIC – recuou quase 11%. Em função desse recuo, a participação do produto na pauta cambial brasileira – próxima de 3% no acumulado de janeiro a setembro de 2017 – sofreu redução de 17% e se encontra agora ligeiramente abaixo de 2,5%.

AGROLINK

Valor da tonelada do suíno sobe em setembro

Dados mostram que mesmo com menos dias úteis, setembro teve um volume maior na exportação na média diária

No mês de setembro o valor pago por tonelada foi maior referente a agosto. O valor da tonelada em setembro foi de US$ 2.306,5 27% maior que o mês anterior, segundo dados divulgados na segunda-feira (1) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). Os dados mostram que mesmo com menos dias úteis, setembro teve um volume maior na exportação na média diária, representando um aumento de 7,4%.  Em relação ao mesmo período de 2017 houve queda de 3,8% na quantidade exportada e de 4,2% no valor da tonelada exportada.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Na quarta-feira (03), os preços do suíno vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país

A maior cotação é anotada em São Paulo, a R$4,00/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (02), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a queda de -0,65% no Rio Grande do Sul, a R$3,05/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destacou nesta semana que os preços do milho, um dos principais insumos da cadeia, encerraram o mês de setembro em queda na maioria das praças. Segundo pesquisadores, a pressão vem de um maior interesse de venda por parte dos produtores, que desejam fazer caixa para a próxima safra.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: quarta-feira (03) sem mudanças nas cotações das principais praças

O maior valor de negociação foi anotado em São Paulo, a R$3,25/kg

Na quarta-feira (03), os preços do frango vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país. O maior valor de negociação foi anotado em São Paulo, a R$3,25/kg. O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,25/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 0,47%, a R$4,32/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destacou nesta semana que os preços do milho, um dos principais insumos da cadeia, encerraram o mês de setembro em queda na maioria das praças. Segundo pesquisadores, a pressão vem de um maior interesse de venda por parte dos produtores, que desejam fazer caixa para a próxima safra.

Notícias Agrícolas

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