
Ano 4 | nº 850 | 03 de Outubro de 2018
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo continua com preços sustentados
A oferta restrita de boiadas não deixa espaço para os preços caírem, com isso, o mercado segue com preços em alta
Mesmo em São Paulo, onde parte das indústrias conseguiram alongar as programações de abate, o período de início de mês e a expectativa de melhora do escoamento fazem com que os frigoríficos mantenham o ritmo de compra, a fim de atender a demanda. Na terça-feira, das trinta e duas praças pesquisadas, houve alta em sete. Na média de todas as praças pecuárias pesquisadas, a arroba do boi gordo teve alta de 3,6% nos últimos trinta dias. Destaque para a região de Goiânia-GO, que em trinta dias teve valorização de 6,0%, considerando o preço da arroba do boi gordo, à vista, livre de Funrural. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado, em média, em R$10,01/kg. Alta de 4,7% em 30 dias.
Scot Consultoria
Sauditas abrem mercado de mel e mantém importações de aves e de bovinos
É o saldo de viagem realizada ao país. Técnicos virão inspecionar estabelecimentos que fazem o abate religioso no Brasil
Em reunião no Ministério da Agricultura do país foram fechados os últimos detalhes dos certificados zoosanitários internacionais relativos à exportação de gado vivo, de acordo com o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, que lidera a missão. “É um mercado interessante, que importa de diversas origens cerca de 7 milhões de animais por ano”, disse o secretário. Rangel lembrou que está tendo início uma missão de um mês da Arábia Saudita no Brasil para verificar, não só garantias sanitárias às exportações, mas também as características do abate halal, abate religioso que tem uma exigência complementar sanitária”. O Brasil é um tradicional exportador, cumpre com as regras halal, tem certificadoras privadas que fazem essa complementação e a Arábia Saudita vai verificar os aspectos relacionados aos abates para manter as exportações, explicou. Ainda sobre a viagem ao país, acrescentou que, além de dar todas as garantias e manter os mercados principalmente de frangos e bovinos abertos, ficou a possibilidade de futuramente ampliar a área de pescado. A última rodada da missão, agora, será em Singapura onde devem ser feitos esclarecimentos do mesmo nível feito na Arábia Saudita. A viagem foi iniciada pela China, passando por Hong Kong e Vietnã.
MAPA
Em dois anos, dobra exportação de gado vivo no porto de São Sebastião
Alvos de críticas de entidade de proteção animal, mas vistas como um importante mercado pelos pecuaristas brasileiros, as exportações de gado vivo dobraram no período de dois anos no porto de São Sebastião, no litoral norte paulista
Conforme dados da Companhia Docas de São Sebastião, enquanto em 2016 foram embarcadas 46 mil cabeças de gado no porto, o total subiu para 51 mil, em 2017, e já alcançou, 92.388 cabeças de gado somente nos sete primeiros meses deste ano. O total, porém, já é maior que esse, pois no último dia 12 5.400 bois vivos embarcaram no navio Queensland. O Brasil é o segundo maior exportador de gado vivo, atrás da Austrália, num mercado que também tem como fortes concorrentes EUA e México. Os portos paulistas —Santos e São Sebastião— representaram 18% das exportações de bois vivos do país em 2017, sendo 6,6% em Santos. Além deles, o país exporta o chamado gado em pé principalmente por meio dos portos de Barcarena (PA) e Rio Grande (RS). Barcarena transportou 267 mil bois vivos em navios no ano passado, mais de 60% do total do país. Para os pecuaristas, a exportação de animais vivos é até 35% mais vantajosa em relação à comercialização do gado no mercado interno. O principal destino é a Turquia.
Folha de São Paulo
Tendência para pecuária é de preços firmes e alta de custos de insumos
Segundo analistas da Scot Consultoria, a demanda interna será incerta nesse período, em virtude do turbulento panorama político e econômico
O cenário para a pecuária brasileira no curto prazo, ao menos até o início de 2019, é de preços firmes e de alta nos custos puxada pela valorização do dólar, segundo analistas da Scot Consultoria, durante encontro em Ribeirão Preto (SP). A demanda interna será incerta nesse período, em virtude do turbulento panorama político e econômico. Segundo o Sócio-Diretor da Scot Alcides Torres e a analista Marina Zaia, apesar de a oferta de gado de confinamento nesse segundo semestre ser mais remuneradora para pecuaristas do que no primeiro trimestre, a pressão dos preços da arroba já tem viés de alta. “Os preços já sazonalmente são melhores no último trimestre de cada ano e isso deve ocorrer no curto prazo”, afirmou Torres. Também analistas da Scot, Breno de Lima e Juliana Pila lembraram que o crescimento do abate de fêmeas, de 9,4% em 2017 e de 7,8% em 2018, deve puxar para cima o preço de bezerro em 2019. “Como o período é de redução de abate de fêmeas, a oferta desses animais para frigoríficos também será menor e isso ajuda o ciclo de alta”, disse Juliana. “O preço vai caminhar na linha tênue entre certeza de oferta e, pelo lado da demanda, a incerteza”, completou Breno. Do lado dos custos, o cenário já é negativo para o pecuarista com o encarecimento de insumos e de commodities como soja e milho durante o ano. Rafael Ribeiro, analista da Scot, lembra que a dependência da importação de adubos pelo país é de 75% da demanda e, com dólar valorizado, os preços desse insumo cresceram até 50%. “Começaremos 2019 com menor disponibilidade de adubo no mercado interno, o que deve forçar alta na importação com um dólar incerto”, afirmou.
ESTADÃO CONTEÚDO
ECONOMIA
Dólar tem maior queda em três meses e meio e termina a R$3,93
O dólar registrou a maior queda percentual diária em três meses e meio e fechou em 3,93 reais nesta terça-feira, depois de ter flertado com os 3,90 reais na mínima
O dólar recuou 2,08 por cento, a 3,9349 reais na venda, para o menor nível desde os 3,9147 de 17 de agosto. Foi ainda a maior queda percentual desde a baixa de 2,15 por cento ocorrida no pregão de 15 de junho passado. Na mínima, a moeda caiu quase 2,8 por cento, para 3,9064 reais. O dólar futuro tinha baixa de 2,10 por cento. “A pesquisa de ontem mostrou uma ruptura numa tendência e é natural o mercado ajustar os preços”, explicou o economista da Elite Corretora, Hersz Ferman. No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas com a Itália puxando a aversão ao risco. O euro foi à mínima de seis semanas mais cedo após uma autoridade do partido governista Liga da Itália dizer que a maioria dos problemas do país seria resolvida se trocasse o euro por uma moeda nacional, provocando vendas generalizadas no mercado. O dólar também avançava ante as divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e a lira turca.
REUTERS
Ibovespa sobe quase 4% e tem maior alta desde 2016 com especulações sobre desfecho eleitoral
O Ibovespa fechou em alta de quase 4 por cento na terça-feira em sessão com forte volume financeiro na bolsa paulista.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 3,78 por cento, a 81.593,85 pontos, maior alta desde 7 de novembro de 2016, em movimento capitaneado por papéis de empresas de controle estatal. Na máxima, saltou 4 por cento. O giro financeiro alcançou 16,4 bilhões de reais. O chefe da área de renda variável da corretora de um banco em São Paulo citou bastante fluxo comprador na bolsa, tanto local como estrangeiros. “Muitos fundos estavam com posições elevadas de caixa, com pouca alocação em bolsa”, afirmou, citando que o enfraquecimento de Haddad animou compras. Desde o mês passado, profissionais do mercado financeiro têm citado retorno de capital externo para a bolsa brasileira, em movimento que acompanha fluxo para emergentes. Em setembro, houve entrada líquida de mais de 3 bilhões de reais, ajudando o saldo do ano a ficar positivo em 294,6 milhões de reais.
REUTERS
IPC-Fipe sobe 0,39% em setembro pressionado por Transportes e Despesas Pessoais
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou alta de 0,39 por cento em setembro após ter terminado agosto com avanço de 0,41 por cento, em meio à pressão dos preços de Transportes e Despesas Pessoais
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou nesta terça-feira que os preços do grupo Transportes avançaram 0,97 por cento, exercendo um peso de 0,1416 ponto percentual, após queda de 0,42 por cento em agosto. Já Despesas Pessoais subiram 0,95 por cento, exercendo o segundo maior peso no mês, de 0,1297 ponto, apesar de ter desacelerado após avanço de 1,29 por cento no mês anterior. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.
REUTERS
EMPRESAS
Frigorífico tenta justificar dívida milionária
O Frigorífico Qualifrig, de Iporá (GO), enviou nota à imprensa em que tenta justificar as dificuldades financeiras, que o levaram a acumular um valor estimado em R$ 7 milhões em dívidas junto a pecuaristas da região
Segue a íntegra da nota: “NOTA À IMPRENSA O Frigorífico Qualifrig se estabeleceu em Iporá em dezembro de 2014, atendendo a uma demanda antiga da população, já que há mais de dez anos o local onde funciona o frigorífico estava parado, sem gerar emprego e renda. Apesar de todo trabalho, esforço e investimentos, o resultado da empresa não foi o esperado, haja vista a atual crise financeira que assola todo país e especificamente a área de produção, com o fechamento de mais de trezentas mil empresas nos últimos três anos, segundo o IBGE. Porém, sempre buscamos reverter esse quadro negativo, cientes da importância desta empresa que emprega mais de 160 colaboradores diretos, adquire bovinos dos pecuaristas da região e é uma das principais contribuintes de ICMS do município. Buscando alternativas para sair da crise, fizemos grande esforço financeiro para ampliação da linha de abate, que passou de 220 cabeças para 380 cabeças por dia e aprovamos a planta no SIF – Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, para exportação. Porém, os esforços não foram suficientes para alterar o quadro financeiro da Qualifrig e não tivemos outra alternativa, senão parar momentaneamente a operação e propor o parcelamento do débito com os pecuaristas até uma solução definitiva para a retomada da empresa. Temos convicção, que muito em breve a empresa voltará a operar normalmente e asseguramos que todos os fornecedores receberão seus créditos.”
PECUARIA.COM.BR
Frigorífico para projeto por medo da eleição
Primeiro foram dois anos de estruturação e maturação do projeto, iniciado em 2014. Em 2016 ele foi concluído e tinha como meta sair do papel a partir de 2018, mas os planos começaram a mudar diante das incertezas polícias e econômicas vividas pelo Brasil nos últimos anos
Após ser totalmente estruturado em todas as fases, seriam investidos R$ 1,4 bilhão. E, depois de tudo isso, o maior projeto de infraestrutura em andamento no País para plantas industriais na cadeia do agronegócio pode ser interrompido. Segundo o Diretor da Frimesa, Elias Zydek, o investimento pode ser engavetado sem data prevista para ser retomado. Segundo Zydek, se for eleito um presidente “sem características reformistas, que não esteja voltado ao direito à propriedade, à desburocratização e as inseguranças jurídicas permaneçam”, o projeto vai parar e sem data prevista para ser retomado. “Por outro lado, se entrar um Presidente reformista, que der segurança econômica, nós continuamos. “A obra em si começaria em janeiro [de 2019] e nesta primeira fase seriam investidos R$ 750 milhões, com início das operações dois anos depois”, reforça o diretor da cooperativa. Em números O frigorífico tem amplas proporções e será o maior em abate de suínos do Brasil. Em um primeiro momento, o cronograma indicava início das atividades nesta primeira estrutura em 2021, abateria inicialmente 7,5 mil cabeças de suínos por dia. Até a conclusão da sua segunda fase, com ampliação da planta prevista para ser concluída em 2027, esse número saltaria para 15 mil cabeças por dia. Para se ter dimensão do tamanho desse projeto, 15 mil cabeças abatidas por dia é o que todo o oeste do Paraná abate hoje. Na primeira fase do abatedouro ele empregaria 3,8 mil funcionários dentro da fábrica e com a conclusão da segunda esse número saltaria para 5,5 mil trabalhadores. O reflexo direto seria sentido ainda no alojamento de matrizes. Hoje elas somam 90 mil cabeças, esse número precisaria saltar para 210 mil cabeças. A Frimesa hoje responde por 28% do abate estadual e suínos e 6% da nacional. Esses números mais que dobrariam caso o projeto saia do papel, em sua plenitude, nos próximos nove anos.
O Paraná
FRANGO & SUÍNOS
Exportação de carne de frango do Brasil em setembro recua 6 por cento ante 2017, diz ABPA. Carne suína caiu 8,6 por cento
As exportações de carne de frango do Brasil em setembro alcançaram 363,8 mil toneladas, queda de 6 por cento ante o registrado em igual mês de 2017, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na terça-feira
O volume leva em conta todos os produtos, entre in natura e processados, e gerou receita de 582,3 milhões de dólares, 8,8 por cento abaixo do reportado há um ano. “O volume de exportações registrado em setembro foi expressivo diante do número menor de dias úteis do período, se compararmos com outros meses do ano”, disse o Presidente da ABPA, Francisco Turra, em comunicado. No acumulado do ano, os embarques de carne de frango do Brasil totalizam 3,06 milhões de toneladas, ante quase 3,31 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2017, uma redução de 7,5 por cento. Já a respeito dos envios de carne suína do país, as exportações chegaram a 48 mil toneladas em setembro, um volume 8,6 por cento menor frente as 52 mil toneladas registradas em 2017. O total acumulado até o nono mês de 2018 é de 395,9 mil toneladas, versus 453 mil toneladas em igual período do ano passado, disse a ABPA.
REUTERS
Suíno Vivo: alta de 0,28% em SC
Na terça-feira (02), a cotação do suíno vivo teve alta de 0,28% em Santa Catarina, a R$3,53/kg. As demais cotações ficaram estáveis
O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (01), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a alta de 1,66% no Rio Grande do Sul, a R$3,07/kg. A Scot Consultoria destaca que os preços nas granjas paulistas permaneceram estáveis na última semana. A análise é de que as ofertas estão equilibradas à procura cadenciada do momento.
Notícias Agrícolas
Frango Vivo: cotações estáveis nesta terça (02)
Na terça-feira (02), as cotações do frango vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, com a maior cotação sendo anotada em São Paulo, a R$3,25/kg
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo manteve a estabilidade para o frango na granja, a R$3,25/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 6,17%, a R$4,30/kg.
O destaque foram os dados da SECEX/MDIC, nos quais as exportações de carne de frango in natura de setembro passado corresponderam – pela média diária embarcada – ao segundo maior volume dos últimos 12 meses: atingiram 17.644 toneladas/dia e, na verdade, ficaram apenas meio por cento aquém do que foi registrado um ano atrás, em setembro de 2017.
“Comparativamente ao mês anterior (agosto de 2018) e ainda pela média diária houve incremento ligeiramente superior a 10%”.
Notícias Agrícolas
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