CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 822 DE 23 DE AGOSTO DE 2018

abra

Ano 4 | nº 822 | 23 de agosto de 2018

 NOTÍCIAS

Dificuldade na compra de boiadas trava o mercado do boi gordo

Mercado do boi gordo com poucas alterações nas referências na última quarta-feira (22/8)

A oferta restrita de boiadas dificulta os frigoríficos adquirirem lotes maiores para o abate e o modelo de comercialização mais visto é o de compra de lotes “picados”. As escalas de abate atendem em torno de cinco dias e são suficientes para atender a demanda vigente, que por sinal está enfraquecida. Estamos no fim do mês e sazonalmente nesse período há queda no consumo e, consequentemente, o escoamento da carne é menor. Esse é o fator que está limitando as altas no mercado. No mercado atacadista de carne bovina com osso as referências estão estáveis frente ao levantamento anterior. O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,05/kg.

SCOT CONSULTORIA

Receita com exportações de carne bovina em MT é a menor em dois anos

O estado de Mato Grosso registrou receita de US$ 516,29 milhões com exportações de carne bovina de janeiro a julho, o menor faturamento do setor para o período desde 2016, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (Imea)

“Tal fato é mais um fundamento que tem impedido a cotação do boi gordo de avançar neste ano”, escreveram analistas do Imea em relatório publicado no website do instituto nesta semana. Em maio e junho, as vendas externas de carne bovina do estado foram afetadas pela greve dos caminhoneiros. No mês passado, houve uma recuperação de 145,26% no desempenho, quando o estado exportou o equivalente a US$ 97,45 milhões em carne bovina in natura (22,83 mil toneladas).

CARNETEC

Gestão de custos é a principal preocupação do pecuarista brasileiro

Entender melhor como calcular os índices econômicos da propriedade é a principal preocupação do pecuarista de corte brasileiro na atualidade

Qual o custo de produzir carne bovina no Brasil? Entender melhor como calcular os índices econômicos da propriedade é a principal preocupação do pecuarista de corte brasileiro na atualidade. A informação foi levantada na maior pesquisa com o setor pecuário já realizada no País, envolvendo 1.630 entrevistados de 542 municípios diferentes de todos os estados do Brasil. O trabalho foi executado por meio de parceria entre Embrapa, Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NESPro/UFRGS). No ranking geral da enquete, realizada entre os meses de abril e maio, o item custos de produção foi apontado como extremamente prioritário por 57,6% dos participantes, o que revela preocupação com a gestão e organização da propriedade. O questionário englobou 39 perguntas em cinco diferentes áreas do conhecimento: saúde e bem-estar animal; nutrição animal e forrageiras; melhoramento animal; ciência e tecnologia da carne; e gestão e sistemas de produção. Os itens que se destacaram como prioritários dentro de cada um dos cinco grandes temas foram: controle de ectoparasitas, com índice de 37,8%; técnicas de manejo de pastagens cultivadas e nativas, com 43,1%; qualidade e segurança da carne, com 43,2%; seleção animal baseada em índices econômicos, com índice correspondente a 30%; além do primeiro da lista, custos de produção, com índice de 57,6%. Os temas como controle de ectoparasitas, manejo de pastagens e qualidade da carne foram índices categorizados como de prioridade extremamente alta.

EMBRAPA 

ECONOMIA

Criação de vagas em julho supera estimativa de analistas

O mercado de trabalho brasileiro registrou em julho criação de 47.319 vagas com carteira assinada. Os dados mostram uma reação após o fechamento de 661 vagas observado no mês anterior. O saldo do mês é resultado de 1.219.187 admissões e de 1.171.868 desligamentos

Os números estão no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho, e estão sem ajuste — ou seja, não consideram informações entregues pelas empresas fora do prazo. O dado veio melhor que a estimativa de criação líquida de 27,7 mil vagas, em média, projetada pelas instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data. Dessa forma, o país volta ao movimento de criação de vagas observado antes de junho. Considerando os dados sem ajuste, foram criadas 77.822 vagas em janeiro, 61.188 em fevereiro, 56.151 em março, 115.898 em abril, 33.659 em maio e houve fechamento de 661 postos em junho. Ainda considerando dados sem ajuste, o saldo líquido do mês é melhor que o de julho de 2017, quando foram criadas 35.900 vagas. Também é melhor do que julho de 2016, quando houve fechamento líquido de 94.724 vagas. No acumulado do ano, já considerando dados com ajustes (exceto julho, que ainda não tem os dados atualizados), o saldo está positivo em 448.263 empregos. Em 12 meses, o saldo está positivo em 286.121 vagas. Em termos setoriais, houve crescimento em cinco dos oito setores econômicos. Houve expansão do emprego na agropecuária (17.455 vagas criadas), serviços (14.548 postos), construção (10.063), Indústria (4.993), e serviços industriais de utilidade pública (1.335). Por outro lado, houve fechamento em administração pública (menos 1.528 vagas) e comércio (fechamento de 249 postos). Os dados mostram que o Sudeste apresentou a maior criação de vagas em julho. Já a região Sul foi a única a registrar saldo negativo (com fechamento de 413 vagas).

VALOR ECONÔMICO

Dólar tem 6ª alta e vai a R$4,05 com preocupação eleitoral

O dólar fechou em alta na quarta-feira e foi ao patamar de 4,05 reais após recentes pesquisas de intenção de votos para a eleição presidencial mostrarem cenário difícil ao candidato que mais agrada ao mercado, Geraldo Alckmin (PSDB), e a possibilidade de segundo turno com a participação do PT

A moeda norte-americana, entretanto, encerrou longe da máxima do dia, num movimento de correção alimentado também pelo banco central dos Estados Unidos, que reforçou a indicação que continuará subindo os juros de forma gradual, movimento que influencia o fluxo de capital global. O dólar avançou 0,46 por cento, a 4,0559 reais na venda, maior nível desde 16 de fevereiro de 2016 (4,0705 reais). Foi o sexto pregão de alta seguido, acumulando ganhos de 4,89 por cento. O maior patamar de fechamento do dólar foi batido em 21 de janeiro de 2016, quando foi a 4,1655 reais. Na máxima deste pregão, já tocou 4,0917 reais. O dólar futuro subia cerca de 0,10 por cento no final da tarde. “As pesquisas, no geral, não mostram muitas divergências… Estamos num contexto em que Alckmin não decola”, afirmou o Analista-Chefe da corretora Rico Investimentos, Roberto Indech. Pesquisa Datafolha mostrou que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, lidera a corrida presidencial com 22 por cento das intenções de voto quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não aparece na disputa, seguido por Marina Silva (Rede), com 16 por cento. Neste cenário, Alckmin tem 9 por cento. Na semana, pesquisas da CNT/MDA e Ibope já haviam mostrado quadro semelhante, que acabou estressando os mercados e levando o dólar ao patamar de 4 reais.

REUTERS

Em dia de recuperação, Ibovespa sobe mais de 2% com ajuda de estrangeiros

A bolsa paulista teve recuperação nesta quarta-feira, com o Ibovespa fechando em alta de mais de 2 por cento, após atingir mínima em quase seis semanas na véspera, em meio à cobertura de posições vendidas e compra por parte de estrangeiros, embora persistam preocupações com o quadro eleitoral no país

O principal índice de ações da B3 subiu 2,29 por cento, a 76.902,30 pontos, revertendo a fraqueza do começo da sessão, quando chegou a cair 0,4 por cento. Das 67 ações que compõem o Ibovespa, apenas duas caíram. O volume financeiro da sessão alcançou 9,6 bilhões de reais. Na véspera, o Ibovespa tinha fechado em baixa de 1,5 por cento, a 75.180,40 pontos. Com o desempenho desta quarta-feira, o Ibovespa voltou a ficar no azul em 2018, com acréscimo de 0,65 por cento. No mês de agosto, contudo, ainda acumula queda de 2,93 por cento. Segundo o chefe da área de renda variável de uma corretora de banco em São Paulo, o fato de haver muitos investidores com posições vendidas na bolsa, em razão de receios com o quadro eleitoral, dita recuperações pontuais dada a necessidade de cobertura de parte dessas posições vendidas (com compras). Profissionais de renda variável citaram presença de estrangeiros para explicar a melhora no pregão, apoiados em dados recentes de fluxo no segmento Bovespa da B3, que apenas no último dia 20, mostram entrada líquida de 1,5 bilhão de reais. “O mercado de ações no Brasil voltou a atrair compradores estrangeiros com Ibovespa em dólar voltando a ser cotado em 18 mil pontos, com destaque para os bancos e setores exportadores ligados à commodities”, notou o analista Régis Chinchila, da corretora Terra Investimentos.

REUTERS

EMPRESAS

10 anos depois, Marfrig deixa para trás a carne de frango

2018 marca a saída da Marfrig da indústria do frango e da própria avicultura uma década depois de ter entrado no setor

Talvez poucos ainda se lembrem, mas a Marfrig já foi a segunda maior produtora de carne do frango do Brasil, atrás apenas da BRF. Fez sua estreia na atividade em 2008, com a aquisição da DaGranja e da Pena Branca (esta, pertencente à Moinhos Cruzeiro do Sul), além de realizar operações do Grupo OSI, através das quais se tornou proprietária da Moy Park, uma das líderes europeias na produção de carne de frango. Mas foi no ano seguinte, 2009, que obteve maior relevância ao adquirir, da Cargill, a Seara Alimentos. No mesmo ano assumiu, também, as operações de carne de peru da Doux-Frangosul. Em 2012 criou a Seara Foods. Foi quando – graças às decisões do CADE – incorporou à empresa 10 plantas industriais, oito centros de distribuição e 13 marcas então pertencentes à BRF.  Mas o “core businnes (e, parece, a própria capacidade administrativa) continuava na carne bovina. Tanto que, já no ano seguinte, 2013, a Marfrig sai da avicultura brasileira ao vender suas operações para a JBS. A partir daí suas operações na área avícola ficam restritas ao exterior, através da KeystoneFoods (adquirida em 2010) e da Moy Park. Mas em 2015 esta é vendida à JBS (que em 2017 a vendeu à Pilgrim’s, do próprio grupo), restando no setor apenas a Keystone, da qual acaba de se desfazer – a favor da Tyson Foods.

AGROLINK

Frigorífico fechado em Caarapó (MS) desperta interesse de empresários chineses por suas instalações e habilitação para exportar

Unidade foi da Fribrasil e está parada desde 2015 (nunca se comprovou que o JBS o alugava para ficar desativado), quando chegou a abater até 700 animais por dia. Hoje pecuaristas da região abatem em Amambai, por exemplo, com @ a R$ 140, encurtando muito o diferencial de base para SP

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

FRANGOS & SUÍNOS

Custo de produção de suínos cai após 11 altas consecutivas

O custo de produção de suínos medido pela Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (Cias) caiu pela primeira vez em julho após 11 altas mensais consecutivas, enquanto o custo de produção de frangos intensificou o movimento de redução já observado em junho

A queda de 1,69% no custo de nutrição dos animais foi o principal influenciador desse movimento no mês passado e ocorreu durante período de colheita da segunda safra de milho. Em Santa Catarina, maior produtor de suínos do país, o custo de produção do quilo de suíno ficou em R$ 4,10, uma queda de R$ 0,07 em relação a junho, informou a Cias/Embrapa na quarta-feira (22).  O ICPSuíno, índice para o custo de produção de suínos, caiu 1,7% em julho em relação ao mês anterior, para 234,39 pontos. No ano, o índice sobe 16,35%. No caso do frango, houve queda de 2,46% no ICPFrango em julho, para 219,75 pontos, em grande parte influenciado pela retração de 2,6% no custo de nutrição. No ano, o índice ainda acumula alta de 14,88%. O custo de produção por quilo vivo de frango de corte no principal estado produtor do país, o Paraná, fechou julho em R$ 2,84. Em junho, esse custo tinha ficado de R$ 2,91. Apesar da queda no custo de nutrição de aves e suínos observada em julho, os preços do milho seguem em alta no Brasil no mês de agosto, em meio às incertezas sobre a produtividade do grão principalmente no Paraná e no Centro-Oeste, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

CARNETEC

Custo de produção do frango retrocede a valores de abril

Levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves aponta que em julho passado o custo de produção do frango (base: estado do Paraná, criação em aviário com climatização positiva) recuou ao menor nível dos últimos três meses. Na prática, retrocedeu ao mesmo valor registrado em abril passado

O custo levantado – R$2,84/kg – correspondeu a uma redução de 2,4% sobre os R$2,91/kg do mês de junho. Mas permaneceu 24% acima dos R$2,29/kg de julho de 2017, mês marcado pelo segundo menor custo dos últimos três anos. Na média dos sete primeiros meses de 2018, o custo do frango gira em torno dos R$2,75/kg, valor quase 15% superior aos R$2,40/kg registrados entre janeiro e julho de 2017. Só para comparar, nesse período, o frango vivo (base: interior de São Paulo) obteve valorização de apenas meio por cento em relação aos primeiros sete meses do ano passado.

AGROLINK

Suíno: altas de preços nas granjas e no atacado

Mercado firme

Nas granjas paulistas o cevado tem sido negociado, em média, por R$69,00/@, uma alta de 6,2% em relação à semana anterior. Os suinocultores trabalham com a oferta ajustada à demanda, o que favorece este cenário. No atacado o cenário não é diferente. A carcaça está cotada em R$5,60/kg, uma valorização de 3,7% nos últimos sete dias. A expectativa é de uma menor movimentação em curto prazo, considerando a segunda quinzena do mês, normalmente de menor consumo.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Uruguai: Estimativa de baixo volume de gado para cota 481

A Associação Uruguaia de Produção de Carne Natural Intensiva (Aupcin), estima que para a próxima janela de exportações de carne para a cota de 481, por uma questão física, não haverá um grande volume de gado para o abate

O Presidente da Aupcin, Álvaro Ferrés, lembrou que as janelas de exportação “estão encolhendo cada vez mais” e considerou que isso “impactará o volume de gado abatido e o volume de carne exportada dentro da cota”. A próxima janela será aberta por volta de 10 de novembro e durará entre três ou quatro semanas, estima-se que fechará em 10 de dezembro próximo. “O fato de o Uruguai abater menos gado para a cota de 481 e exportar menos carne trará consequências nos negócios”, afirmou o Presidente da Aupcin. A situação fará com que “cada vez mais, os negócios alternativos à cota de 481, venham a ser estudados ou planejados, para que os currais de engorda (confinamento) continuem trabalhando no Uruguai”, disse Ferrés. Para Aupcin, a alternativa que está sendo vista são os negócios em outros destinos, basicamente China e Ásia e alguns outros que estão atualmente procurando gado de cota com 100 dias de engorda em confinamento antes do abate. O Uruguai é um forte fornecedor de carne dentro da cota 481, a cota de carne de alta qualidade destinada à União Europeia para rebanhos com menos de 24 meses terminados em grãos nos últimos 100 dias antes do abate (exportações acima de 9.300 toneladas). Por outro lado, os currais de engorda estavam recriando gado suficiente para exportar em pé. “Muitos confinamentos foram transformados em quarentenas para exportação em pé”, mas algumas complicações com a moeda turca, complicam temporariamente o negócio, gerando uma incerteza adicional para os currais de engorda uruguaios.

El País Digital

Guerra comercial entre EUA e China se intensifica com novas tarifas

Os Estados Unidos e a China intensificaram sua guerra comercial nesta quinta-feira com a adoção de tarifas de 25 por cento sobre 16 bilhões de dólares em mercadorias um do outro, mesmo que autoridades de ambos os lados tenham retomado negociações em Washington

As duas maiores economias do mundo adotaram agora tarifas sobre um total combinado de 100 bilhões de dólares em produtos desde o início de julho, com mais por vir, ampliando os riscos ao crescimento econômico global. O Ministério do Comércio da China disse que Washington “permanece obstinado” em implementar as mais recentes tarifas, que entraram em vigor por ambos os lados como previstos à 01h01 (horário de Brasília). “A China se opõe firmemente a isso, e continuará a adotar contramedidas necessárias”, disse o ministério em comunicado, acrescentando que Pequim entrará com uma reclamação junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou colocar tarifas sobre quase todos os mais de 500 bilhões de dólares em bens chineses exportados aos EUA anualmente a menos que Pequim concorde com mudanças a suas práticas de propriedade intelectual, programas de subsídio à indústria e estruturas tarifárias, e compre mais produtos norte-americanos. Esse número representaria bem mais do que a China importa dos EUA, levantando preocupações de que Pequim poderia avaliar outras formas de retaliação.

REUTERS

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment