CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 823 DE 24 DE AGOSTO DE 2018

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Ano 4 | nº 823 | 24 de agosto de 2018

 NOTÍCIAS

BOI/CEPEA: Indicador oscila, mas fecha semana em alta

Preços do boi gordo têm oscilado no mercado brasileiro, de acordo com dados do Cepea

A oferta de boi gordo está limitada, mas frigoríficos estão cautelosos para novas aquisições, ficando mais ativos para a compra de determinados lotes, muitas vezes específicos ao mercado externo. Já para o atendimento do varejo doméstico, que segue enfraquecido, frigoríficos se mostram recuados. Esse cenário resulta em entrada e saída de operadores do mercado e efetivação de negócios em valores diferenciados. Entre 15 e 22 de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo subiu 1,47%, fechando em R$ 144,75 nessa quarta-feira, 22. No acumulado de agosto (até o dia 22), o aumento é de 2,15%.

CEPEA/ESALQ

Mercado do boi gordo subindo lentamente

Das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a arroba do boi gordo teve alta em sete na última quinta-feira (23/8), puxada ainda pela oferta restrita de animais terminados

No Paraná, a arroba ficou cotada em R$148,00, a prazo, livre de Funrural. Isso significa valorização de 2,1% desde o início do mês. O único estado que teve queda na cotação da arroba do boi gordo foi o Rio Grande do Sul, devido à oferta de lotes grandes que aumentaram pontualmente a disponibilidade de animais nesta semana. No estado o boi gordo está cotado em R$4,70/kg. Em São Paulo as escalas de abate médias giram em torno de três a quatro dias e são suficientes para atender a demanda retraída vista na penúltima semana do mês. A margem de comercialização das indústrias que fazem a desossa está em 19,9%, o que representa queda de 1,8 ponto percentual frente ao dia anterior (22/8).

SCOT CONSULTORIA

Dois meses de quedas da carne bovina no varejo

Desde o início de julho o mercado varejista de carne bovina em São Paulo não sabe o que é valorização ou mesmo estabilidade de preços. Já são oito semanas seguidas de queda

No estado, na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, os preços acumulam recuo de 2,6% neste intervalo. Há inclusive cortes de traseiro que quase alcançaram o patamar de 10% de queda. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, nos últimos sete dias houve estabilidade. No Paraná, alta de 0,2%. Para curto prazo não são esperadas mudanças nesse cenário, já que, à medida que o fim do mês se aproxima, o consumo na ponta final tende a perder força.

SCOT CONSULTORIA

Mato Grosso define área que não será vacinada

O Grupo Gestor Estadual do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), se reuniu nesta semana, na sede do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), para definir detalhes da delimitação das propriedades mato-grossenses que integrarão a zona livre de febre aftosa sem vacinação, em maio de 2019, junto com os estados do Bloco I, Rondônia e Acre

Nos dias 21 e 22 de agosto foram realizadas reuniões em Comodoro (MT) e Vilhena (RO), onde s discutiu-se os detalhes da transição de status sanitário e delimitação da zona livre do Bloco I, com a presença da Presidente do Indea, Daniella Bueno, e representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) e produtores rurais da região. Em março deste ano foi realizado um trabalho conjunto com a Idaron de atualização cadastral de propriedades com produção de bovinos nos municípios de Rondolândia, Colniza, Aripuanã, Comodoro e Juína. Algumas propriedades poderão ser incluídas na zona livre de febre aftosa sem vacinação, por manterem relação comercial com Rondônia e a difícil ligação geográfica dos municípios e propriedades com outras áreas de Mato Grosso.

PECUARIA.COM.BR

ECONOMIA

Eleições congelam agenda prioritária para economia, governo mira medidas que não precisam do Congresso

Apenas uma dentre as quinze medidas estabelecidas pelo governo do Presidente Michel Temer como prioritárias para a economia neste ano foram aprovadas até agora pelo Congresso Nacional e, com o início da campanha eleitoral, a tendência é que as demais sigam estacionadas, o que tem levado a equipe econômica a trabalhar em iniciativas que não precisam do aval dos parlamentares

Da lista original apresentada após o naufrágio da reforma da Previdência, em fevereiro deste ano, só a reoneração da folha de pagamento virou lei. Com isso, ficaram pelo caminho projetos importantes do ponto de vista fiscal, como o da privatização da Eletrobras, que poderia render arrecadação de 12,2 bilhões de reais aos cofres públicos, e o da regulamentação do teto remuneratório no funcionalismo. Também não foram apreciados projetos que o governo defendeu que melhorariam o ambiente de negócios no Brasil, ligados à melhoria regulatória e concessão de crédito. Entram no pacote, por exemplo, a criação do cadastro positivo, da duplicata eletrônica e o que regulamenta o distrato, rompimento do contrato imobiliário por desistência. As iniciativas ligadas ao Banco Central, incluindo autonomia formal da autarquia e criação de depósitos voluntários, tampouco foram votadas pelos parlamentares. “O grande problema, como vejo, nem é a sensibilidade dos temas, mas a dificuldade de quórum em ambas as Casas e o surgimento de pautas mais palatáveis do ponto de vista eleitoral”, afirmou uma fonte do BC, em condição de anonimato. O próprio presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), descartou a tramitação de projetos polêmicos como o da cessão onerosa e o da privatização de distribuidoras da Eletrobras. Dadas as condições, o Senado deve se concentrar em projetos das áreas de educação e segurança que contem com acordo.

14) Extinção do Fundo Soberano (MP 830/2018).

REUTERS

Arrecadação sobe 12,83% em julho, a R$129,615 bi, diz Receita

A arrecadação do governo federal registrou alta real de 12,83 por cento em julho sobre igual mês do ano passado, a 129,615 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal nesta quinta-feira.

De janeiro a julho, o crescimento da arrecadação foi de 7,74 por cento, em dado já corrigido pela inflação, a 843,870 bilhões de reais.

Redação Reuters

Investidor reforça posição defensiva por temor eleitoral, dólar dispara e fecha em R$4,12

O dólar tentou corrigir parte da alta acumulada nos seis pregões anteriores, mas, depois de ir à mínima de 4,0403 reais, voltou a ganhar tração até fechar acima de 4,10 reais, com os investidores reforçando posições defensivas diante do quadro externo de maior aversão ao risco e temores com o cenário eleitoral doméstico.

O dólar avançou 1,65 por cento, a 4,1230 reais na venda, depois de ter tocado a máxima de 4,1289 reais neste pregão. Foi o maior patamar de fechamento do dólar desde 21 de janeiro de 2016, quando foi a 4,1655 reais – recorde do Plano Real. Foi o sétimo pregão consecutivo de valorização, período no qual ficou 6,44 por cento mais cara. O dólar futuro subia cerca de 2 por cento. “É o conjunto da obra. Problemas lá fora, China e Estados Unidos, eleição no Brasil, a decisão do TSE e ainda o fator especulação”, afirmou o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello. No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas impulsionado pela incerteza política, nova rodada de tarifas comerciais entre Estados Unidos e China e pela ata da última reunião do banco central dos Estados Unidos, que sinalizou aumento da taxa de juros em setembro. O dólar também subia ante divisas de países emergentes, com destaque para o rand sul-africano, depois que o Presidente norte-americano, Donald Trump, expressou no Twitter suas preocupações sobre a reforma agrária do país. Internamente, o Banco Central brasileiro seguiu sem atuações extraordinárias no mercado de câmbio e, segundo analistas ouvidos pela Reuters, pelo menos por enquanto não deve interferir porque o movimento do real não está muito diferente do comportamento de outras divisas emergentes. Além disso, não falta liquidez no mercado.

REUTERS

Após trégua, IbovesPa fecha em queda com exterior e receios eleitorais

O Ibovespa fechou em baixa na quinta-feira, em meio a um cenário externo negativo, com fortalecimento global do dólar, o que afetou emergentes, enquanto o panorama eleitoral no Brasil deixa os agentes financeiros temerosos.

O principal índice de ações da B3 caiu 1,65 por cento, a 75.633,77 pontos. O giro financeiro do pregão somou 9,9 bilhões de reais. Na véspera, o Ibovespa subira 2,29 por cento. O ambiente ainda de incerteza global subiu com o acirramento da disputa comercial entre Estados Unidos e China, com tarifas de ambos os lados entrando em vigor nesta quinta-feira. Em Wall Street, o índice S&P 500 caiu 0,17 por cento. O dólar subiu ante uma cesta de moedas, principalmente ante divisas de mercados emergentes. A alta frente ao real foi de 1,65 por cento, a 4,1230 reais. No Brasil, o fraco desempenho de candidatos vistos como reformistas em pesquisas de intenção de voto tem sido um agravante. “Esse cenário de incerteza (sobre a disputa presidencial) traz muita volatilidade à bolsa e não deve arrefecer até uma definição mais clara do cenário eleitoral”, afirmou o Gestor Igor Lima, sócio da Galt Capital.

REUTERS

Alta do IPCA-15 desacelera a 0,13% e tem menor nível para agosto em 8 anos

A prévia da inflação oficial do país do Brasil desacelerou em agosto diante da menor pressão dos preços de alimentos e transportes e registrou o menor nível para o mês em oito anos, mantendo aberto o caminho para que o Banco Central mantenha os juros na mínima histórica mesmo diante da pressão do dólar

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,13 por cento em agosto após alta de 0,64 por cento no mês anterior, enfraquecendo à medida que os efeitos provocados pela greve dos caminhoneiros se dispersam. O dado divulgado na quinta-feira pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o mais baixo para agosto desde a queda de 0,05 por cento vista em 2010, e também o patamar mais fraco desde março (0,10 por cento), antes de os caminhoneiros bloquearem estradas em todo o país no final de maio, prejudicando o fluxo de alimentos e combustíveis. Com isso, o indicador acumulou nos 12 meses até agosto avanço de 4,30 por cento, voltando a ficar abaixo do centro da meta, de 4,5 por cento pelo IPCA com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, após ter chegado a 4,53 por cento no mês anterior. Os dados do IBGE mostram que o principal impacto negativo foi exercido pela queda de 0,87 por cento nos preços de Transportes, após alta de 0,79 por cento em julho. Isso porque os preços das passagens aéreas caíram 26,01 por cento e os combustíveis recuaram 1,32 por cento, segundo mês seguido de queda.

Redação Reuters

LEGISLAÇÃO & TRIBUTOS

STJ decide que é crime não recolher ICMS

Não recolher ICMS foi considerado crime pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por seis votos a três, os ministros da 3ª Seção negaram um pedido de habeas corpus de empresários que não pagaram valores declarados do tributo, depois de repassá-los aos clientes. A prática foi considerada apropriação indébita tributária, com pena de seis meses a dois anos, além de multa

A decisão, que uniformiza o entendimento do STJ sobre a questão, é de extrema importância pelo impacto que pode ter sobre sócios e administradores de empresas que discutem o pagamento do tributo na esfera administrativa ou judicial. Havia divergência entre as turmas de direito penal. Os ministros da 5ª consideravam a prática crime. Os da 6ª, não. O habeas corpus (nº 399.109) foi proposto pela Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina. No processo, alega que deixar de recolher ICMS em operações próprias, devidamente declaradas, não caracteriza crime, mas “mero inadimplemento fiscal”. O recurso foi ajuizado depois de o Tribunal de Justiça (TJ-SC) afastar sentença com absolvição sumária. No caso, a fiscalização constatou que, apesar de terem apresentado as devidas declarações fiscais, os denunciados, em determinados meses dos anos de 2008, 2009 e 2010, não recolheram aos cofres públicos os valores apurados. O montante foi inscrito em dívida ativa e ainda não foi pago nem parcelado, de acordo com o processo. No STJ, após algumas sessões e pedidos de vista, prevaleceu o entendimento do relator, ministro Rogério Schietti Cruz. Em 2017, ele havia negado o pedido de liminar dos empresários. Ele iniciou o voto destacando a relevância social e econômica do tema. Para o relator, a prática deve ser considerada crime para não prevalecer, entre o empresariado, o entendimento de que é muito mais vantajoso deter valores do tributo do que se submeter a empréstimos no sistema financeiro. https://www.valor.com.br/legislacao/5763029/stj-decide-que-e-crime-nao-recolher-icms

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Minerva nega oferta de compra pelos sauditas

O frigorífico Minerva negou na quarta-feira (22) ter recebido uma proposta de sua acionista Salic UK relacionada à oferta pública de aquisição de ações, conforme reportagem da Coluna do Broad, do Estadão

O comunicado da empresa destacou ainda que “tampouco recebeu qualquer comunicado do referido acionista sobre eventual pretensão quanto à realização de dita operação”. A reportagem argumentava que o Salic, que detém 21,4% das ações da Minerva, estaria disposto a ofertar um valor por ação de R$ 9. Os papéis terminaram a sessão de hoje a R$ 6,37, em baixa de 2,9%.

Moneytimes

JBS pode fazer novas aquisições “na hora certa”

Última aquisição feita pela JBS, a americana Plumrose, especializada em alimentos processados à base de carne suína, tem tudo para protagonizar a volta da companhia brasileira às compras no exterior — possivelmente, em 2020

Em entrevista concedida na última segunda-feira em Greeley, no Colorado, o Presidente da JBS USA, André Nogueira, afirmou que o foco de crescimento da empresa nos próximos anos é o mercado de alimentos processados com marca. A Seara, no Brasil, e a Primo Smalgoods, na Austrália, são os exemplos de atuação. Ambas têm participação relevante no mercado de alimentos processados à base de carnes. A Primo, por exemplo, detém cerca de 50% do mercado de bacon da Austrália e da Nova Zelândia. “Nos Estados Unidos, estamos um pouco atrás nessa parte de preparados até porque é um mercado bem mais competitivo. Mas a direção é a mesma”, afirmou Nogueira. A Plumrose, que atua nesse segmento, é “pequenininha”, com vendas anuais de US$ 500 milhões. A companhia foi comprada da Danish Crown pela JBS em maio do ano passado, por US$ 230 milhões. As fábricas da Plumrose estão localizadas em Council Bluffs (Iowa), Cooneville (Mississippi), Swanton (Vermont) e Elkhart (Indiana). O tamanho da ambição da JBS no segmento de processados veio com a contratação, no início deste ano, de Tom Lopez para a presidência da Plumrose. O executivo estava na Kraft-Heinz, onde comandava as divisões de bebidas e de snacks, com vendas da ordem de US$ 5 bilhões, segundo Nogueira. “Ele está muito acima do tamanho do nosso negócio hoje, mas foi contratado para crescer”, disse. Indagado pelo Valor, Nogueira disse que a estratégia de crescimento da Plumrose inclui aquisições. “Será com crescimento orgânico e aquisição no momento certo”, afirmou, ressaltando que 2018 ainda não é o ano da aquisição.

VALOR ECONÔMICO

Perfil de crédito da Marfrig melhora após transações, dizem agências de risco

A Marfrig Global Foods teve sua nota de crédito elevada pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings e recebeu avaliação positiva da Fitch Ratings após completar a aquisição de controle da norte-americana National Beef e venda da Keystone Foods

Ambas as agências esperam que essas operações colaborem para a melhora no perfil de alavancagem da companhia, segundo relatórios divulgados separadamente nesta semana. A S&P elevou o rating da Marfrig em escala global de B+ para BB-, com perspectiva estável. A agência espera que a empresa use recursos obtidos com a venda da Keystone para pagar um empréstimo-ponte de US$ 900 milhões contratado para a aquisição da National Beef. “Isso deverá reduzir a carga de juros da Marfrig em cerca de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões por ano e sustentar forte geração de fluxo de caixa”, disse a S&P. A Marfrig tornou-se a segunda maior processadora de carne bovina do mundo após a aquisição da National Beef, expandindo sua atuação geográfica e focando apenas nesta proteína animal. A Fitch reafirmou a classificação de crédito em BB-, com perspectiva estável. A agência considera as transações realizadas pela Marfrig como positivas para fortalecer o perfil de crédito da empresa, reduzindo a dívida líquida em cerca de US$ 800 milhões.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA prevê queda na exportação de carnes suína e de frango em 2018

As exportações de carnes de frango e suína do Brasil em 2018 devem cair ante 2017, em meio a restrições comerciais e custos mais altos, projetou na quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), ponderando que compras por outras regiões têm compensado as perdas observadas até agora

Os embarques de carne de frango do Brasil, maior exportador global, devem recuar neste ano entre 2 a 3 por cento, para 4,2 milhões de toneladas, ante uma perspectiva no início do ano de crescimento de 1 a 3 por cento, conforme a entidade, que representa a indústria do setor. A revisão para baixo ocorre após uma suspensão de plantas produtoras do Brasil pela União Europeia (UE), algo que impactou principalmente a gigante BRF. Também reflete os custos mais altos com ração, dada a disparada do milho e os protestos de caminhoneiros, que complicaram a logística nacional em maio. Pelas projeções da associação, o tabelamento de fretes, instituído como medida para acabar com as manifestações dos caminhoneiros, elevou o custo logístico do setor em 35 por cento, em média. Os custos maiores devem fazer com que os preços ao consumidor final aumentem em 15 por cento neste semestre. Quanto à carne suína, a ABPA espera agora exportações entre 10 e 12 por cento menores em 2018, em torno de 620 mil toneladas, frente uma expectativa de alta de até 5 por cento no início do ano. As vendas dessa proteína foram fortemente impactadas pelo embargo russo, anunciado no fim do ano passado. A produção de carne suína deve aumentar 1 por cento em 2018, para perto de 3,8 milhões de toneladas, enquanto a de frango tende a cair de 1 a 2 por cento, para 13 milhões de toneladas. Anteriormente, a ABPA esperava crescimentos de até 3 por cento para a carne suína, e de até 4 por cento para a de frango. Até agora em 2018, de janeiro a julho, o Brasil já exportou 2,3 milhões de toneladas de carne de frango (queda de 8,2 por cento na comparação anual) e 346,5 mil toneladas de carne suína (recuo de 13,6 por cento).

Redação Reuters

ABPA vê alta de 15% em preços de carnes de frango e suína para os consumidores

As indústrias de carnes de frango e suína brasileiras deverão ter que elevar preços de seus produtos para o consumidor final em cerca de 15% para repassar a alta nos custos do setor neste ano, segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

O custo logístico deverá aumentar em média 35% após a aprovação de tabela de frete no início do mês, que define valores mínimos que deverão ser pagos aos transportadores. Em algumas modalidades, como no caso do transporte de ração, a alta de custo chega a 80%, segundo a ABPA. “O tabelamento veio pra matar. Num regime de liberdade poderia haver um entendimento maior entre o usuário e o transportador”, disse o Presidente da ABPA, Francisco Turra, em coletiva de imprensa na quinta-feira (23). A aprovação da tabela de frete foi um dos compromissos assumidos pelo governo federal para encerramento da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio deste ano, que afetou exportações, distribuição de produtos no mercado interno e recebimento de insumos pelos frigoríficos. A indústria de carnes defende que a tabela deveria servir apenas como uma referência nas negociações. O setor de carnes também enfrenta neste ano a elevação do custo de nutrição animal. O preço do milho subiu em média 53% e o do farelo de soja aumentou 43% em relação a agosto do ano passado. O aumento de preços de produtos ao consumidor deverá colaborar para elevar as margens da indústria nos meses restantes deste ano. A JBS é um dos frigoríficos brasileiros que já anunciou que tem elevado preços de produtos da marca Seara neste ano para repassar aumentos nos custos de produção. 

CARNETEC

SUÍNOS/CEPEA: Demanda aquecida para exportação eleva preços

Cotações do suíno vivo e da carne estão em alta no mercado brasileiro, diferente do que é tipicamente observado

As cotações do suíno vivo e da carne estão em alta no mercado brasileiro, diferente do que é tipicamente observado. De acordo com pesquisadores do Cepea, os aumentos estão atrelados à maior procura por animais para abate por parte de frigoríficos, que, por sua vez, precisam de novos lotes para atender ao ritmo acelerado das exportações neste mês. Em algumas regiões do Sul do País, principal polo exportador, as altas nos preços na semana se aproximam dos 10%, segundo dados do Cepea. O relatório parcial da Secex indica que os embarques de carne suína in natura até a terceira semana de agosto (13 dias úteis) tiveram média diária de 2,6 mil toneladas. Caso esse ritmo se mantenha até o final do mês, o setor terá embarcado 60,14 mil toneladas em agosto, volume 5,4% superior ao de julho.

CEPEA/ESALQ

Menor movimentação e queda no preço da carcaça de frango no atacado

Oferta e demanda ajustadas resultaram em mais uma semana de preços do frango estáveis nas granjas paulistas. Com isso, já são 42 dias de estabilidade em R$3,00/kg

Já no atacado, a entrada da segunda quinzena do mês e, consequentemente, a diminuição na demanda, resultou em desvalorizações. A carcaça de frango in natura passou de R$3,60/kg para os atuais R$3,42/kg, queda de 5,0% em sete dias. No mercado externo, até a terceira semana de agosto, foram exportadas 225,6 mil toneladas de carne de frango in natura, com média diária de 17,4 mil toneladas. Caso o ritmo continue nos próximos dias, o total exportado deverá ser de 399,2 mil toneladas, alta de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

China continuará a responder aos EUA em disputa comercial e aumentará gastos do governo, diz ministro

A China continuará a responder aos Estados Unidos conforme mais tarifas comerciais forem impostas pelos norte-americanos, mas suas contramedidas serão adotadas de forma a evitar danos a empresas na China, sejam elas locais ou estrangeiras, disse o Ministro das Finanças, Liu Kun.

Por enquanto, o impacto dos “atritos comerciais” entre China e EUA sobre a economia chinesa tem sido pequeno, mas ele está preocupado com a potencial perda de empregos, disse Liu à Reuters na quinta-feira, em entrevista no Ministério das Finanças, a primeira à imprensa desde que assumiu o cargo em março. Ele explicou que o governo chinês irá aumentar os gastos para dar apoio aos trabalhadores e desempregados que forem afetados pelo conflito comercial, e prevê o aumento da emissão de títulos por governos locais para investimento em infraestrutura neste ano, superando a marca de 1 trilhão de iuanes (145,48 bilhões de dólares) até o final do trimestre atual. O conflito comercial se intensificou na quinta-feira, quando os EUA e a China adotaram mais tarifas sobre produtos um do outro. Desde o início de julho, as duas maiores economias do mundo adotaram tarifas sobre um total somado de 100 bilhões de dólares em bens. Até a gora, a China impôs ou propôs tarifas sobre 110 bilhões de dólares em produtos dos EUA, representando a maior parte de suas importações de produtos norte-americanos. Petróleo e grandes aeronaves são importantes produtos dos EUA que ainda não foram alvos de taxas. Negociações comerciais entre autoridades norte-americanas e chinesas terminaram na quinta-feira sem qualquer sinal de grande avanço.

REUTERS

Você compraria um bife em uma máquina automática?

NOVA YORK – O atrativo de uma máquina de venda automática é que ela fornece comida que você pode comer na hora, como os coloridos M&M, batata frita, Oreo ou refrigerante. Inovações mais recentes, como o caixa eletrônico de cupcakes e o Farmer’s Fridge com saladas, também cumprem essa função. Mas para a maioria das pessoas, um bife cru não está pronto para ser consumido, a menos que sigam uma dieta paleolítica extrema

Mas Joshua Applestone, fundador da Applestone Meat, vê o futuro em máquinas de venda automática 24 horas, cheias de bifes, costeletas de porco e linguiça. Ele instalou quatro na loja que tem há quatro anos em Stone Ridge, no condado de Ulster, Nova York, perto da badalada cidade de Woodstock. Cada uma tem um tipo de proteína diferente: carne bovina, de porco, de cordeiro, e carne moída e linguiça. Ele tem que reabastecer as máquinas constantemente para acompanhar a demanda. Neste ano, a Applestone se expandirá para Hudson, onde a loja terá pelo menos sete máquinas. No começo do ano que vem, a empresa chegará a Scarsdale, onde ele pretende ter 10 máquinas. Ainda em 2019, ele abrirá em Manhattan, possivelmente com mais máquinas. A acessibilidade é a chave deste sucesso improvável; os clientes não precisam ir ao açougue antes das 19h ou comprar carne questionável em um mercado aberto à noite. “Nós não estamos mais na década de 1950, onde todos trabalhavam das 9h às 17h e jantavam no mesmo horário todas as noites”, diz Applestone sobre a possibilidade de poder comprar carne 24 horas por dia, sete dias por semana. “A vida é caótica. No melhor dos casos.”

BLOOMBERG/VALOR ECONÔMICO

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