CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 793 DE 13 DE JULHO DE 2018

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Ano 4 | nº 793 | 13 de julho de 2018

NOTÍCIAS

Preços da carne bovina em queda no varejo

Carne sem osso sem força no varejo

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo a queda no preço foi de 0,3% nesta semana. Em Minas Gerais, houve recuo de 0,2%. Já no Paraná e no Rio de Janeiro, mercado estável. Esse comportamento explica a dificuldade de precificação que as indústrias encontram no atacado. Apesar disso, o markup dos varejistas paulistas está no melhor patamar desde junho, em 67,8%.

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: Preços da arroba do boi estão firmes; Carne está em queda

Neste começo de julho, segundo informações do Cepea, enquanto os preços da arroba do boi estão firmes, os da carne estão em queda
Neste começo de julho, segundo informações do Cepea, enquanto os preços da arroba do boi estão firmes, os da carne estão em queda. No acumulado parcial do mês (de 29 de junho a 11 de julho), a carcaça casada bovina (negociada no atacado da Grande São Paulo) registra desvalorização de 0,94%, negociada a R$ 9,50/kg nessa quarta-feira, 11. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, essa queda se deve ao fraco volume de vendas, que, por sua vez, é reflexo das baixas demandas interna e externa (vale lembrar que as exportações têm registrado desempenho ruim desde abril deste ano). Quanto ao boi gordo, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) fechou a R$ 141,10 nessa quarta, alta de 1,22% no acumulado parcial de julho. No geral, as negociações seguem em ritmo lento.

CEPEA/ESALQ

Dificuldade na compra de boiadas e escoamento lento mantém cotações equilibradas

Os negócios ocorrem de forma mais comedida no mercado do boi gordo. De maneira geral há irregularidade na oferta. É cada vez mais difícil encontrar animais de pasto

Além disso, os animais de confinamento não chegam em grande volume ao mercado e, a somatória destes fatores, gera dificuldade de compra para as indústrias. Os frigoríficos, em sua maioria, adotam a postura de pagar um pouco mais quando encontram animais com melhor acabamento. Porém, apesar da oferta restrita, a arroba não decola, o escoamento lento da carne permite aos frigoríficos trabalharem com estoques mais enxutos. Diante desse “equilíbrio”, tivemos poucas alterações para a arroba do boi gordo no fechamento da última quinta-feira (12/7). No mercado atacadista de carne bovina com osso a carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$9,25/kg, recuo de 0,3% frente ao levantamento anterior (11/7).

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Vendas no varejo do Brasil recuam 0,6% em maio, diz IBGE

As vendas no varejo brasileiro recuaram 0,6 por cento em maio na comparação com o mês anterior e subiram 2,7 por cento sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 1,20 por cento na comparação mensal e de avanço de 2,15 por cento sobre um ano antes.

Redação Reuters

Governo reduz projeção de crescimento do PIB deste ano para 1,6% ante 2,5%, diz fonte

O governo vai reduzir sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano a 1,6 por cento, afirmou uma fonte da equipe econômica à Reuters nesta quinta-feira, em meio ao cenário de menor confiança dos agentes econômicos e fortes impactos negativos da greve dos caminhoneiros

Até então, o governo vinha mantendo a perspectiva de expansão de 2,5 por cento do PIB para 2018, mas na divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas dos Ministério da Fazenda e do Planejamento, que acontecerá até o próximo dia 22, a nova projeção será divulgada. A nova conta é a mesma do Banco Central, que no final de junho justificou sua análise citando não apenas os efeitos da greve dos caminhoneiros, mas também a queda da confiança de empresas e consumidores e a perda de fôlego da atividade vista desde o início do ano. As projeções sobre o desempenho da economia têm se tornado cada vez mais pessimistas. Pesquisa Focus do BC, que ouve uma centena de economistas todas as semanas, mostra que a estimativa de expansão do PIB do país neste ano estava em 1,53 por cento, depois de ter chegado a 3 por cento alguns meses antes.

Redação Reuters

Ibovespa sobe 2% e fecha na máxima em cinco semanas com exterior favorável

O Ibovespa fechou em alta de quase 2 por cento nesta quinta-feira, na máxima em cinco semanas, favorecido pelo avanço de commodities e bolsas no exterior, com ações de companhias de mineração e siderurgia entre as maiores altas, embora o giro financeiro tenha sido novamente mais fraco

O principal índice de ações da B3 subiu 1,96 por cento, a 75.856 pontos, encerrando próximo da máxima da sessão, de 75.897 pontos. O volume financeiro totalizou 9,7 bilhões de reais, novamente abaixo da média do ano, de 11,7 bilhões de reais. Em julho, o giro médio diário está em 8,14 bilhões de reais. No mês anterior, foi de 13 bilhões de reais. Profissionais da área de renda variável tem atribuído a menor liquidez ao começo da temporada de férias no Hemisfério Norte, além do quadro ainda bastante indefinido para as eleições no Brasil, economia doméstica debilitada e expectativa para o começo da temporada de resultados de segundo trimestre na próxima semana. “O mercado aguarda novas notícias que possam gerar impacto para impulsionar o índice e melhorar o volume”, disse o analista de ações Filipe Villegas, da corretora Genial. Apesar da menor liquidez, o analista Leandro Martins, da Modalmais, vê uma tendência de recuperação na bolsa desde junho, quando o Ibovespa bateu a mínima do ano, apoiada por papéis que tinham ficado “largados” nos últimos meses, como as ações de bancos, que ajudam mais em razão do peso que tem no índice. Desde a mínima de fechamento do ano, de 69.814 pontos, em 18 de junho, o Ibovespa já acumula elevação de 8,66 por cento, incluindo o desempenho desta quinta-feira.

REUTERS

Dólar tem leve alta frente ao real mesmo com exterior mais favorável

O dólar fechou em leve alta frente ao real na quinta-feira, tendo como pano de fundo da cena política do país, com as eleições presidenciais cada vez mais próximas

O dólar avançou 0,08 por cento, a 3,8841 reais na venda, depois de ter fechado o pregão passado com forte alta de quase 2 por cento. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,17 por cento no final da tarde. “Os mercados globais operam no campo positivo, dissipando parte do movimento de aversão ao risco observado ontem”, escreveu a equipe de economistas do banco Bradesco em relatório, referindo-se à afirmação do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o comprometimento de Washington com a Otan “continua muito forte”. No exterior, o dólar era negociado em alta frente a uma cesta de moedas e recuava frente a divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. Também ajudava no movimento o dado de inflação ao consumidor dos Estados Unidos menor que o esperado em junho, trazendo certo alívio de que os juros na maior economia do mundo não devem subir mais do que o esperado. Mas a atenção sobre guerra comercial global continuava.

Redação Reuters

BNDES anuncia R$ 20,4 bi para investimentos agrícolas no ano safra 2018/2019

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que disponibilizará 20,4 bilhões de reais em investimentos para o ano safra 2018/19, o equivalente a 50 por cento do crédito direcionado ao setor

Também serão disponibilizados 100 milhões de reais para financiamento de custeio, disse o BNDES em nota. “São enquadrados como investimentos financiáveis a construção de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades dos pequenos e médios produtores rurais, a recuperação de reserva legal e de áreas de preservação permanente no âmbito do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), a aquisição de matrizes e reprodutores com registro genealógico e aumento do limite de renda para enquadramento dos produtores no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural”, informou o banco de fomento.

Redação Reuters

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de frango registra fraco desempenho no 1º semestre

Na Grande São Paulo, o frango congelado teve valorização de 9,7%, a R$ 4,10/kg na quarta-feira

Relações instáveis com os países compradores e situações internas têm dificultado os resultados do setor avícola. Ao longo deste ano, já foram ao menos três medidas internacionais que restringiram a entrada de frango brasileiro em importantes países demandantes. Além disso, a greve dos caminhoneiros no final de maio no Brasil e o consequente impasse no tabelamento dos preços de frete causados por esta paralisação também prejudicaram as negociações. Assim, de janeiro a junho de 2018, foram embarcadas 1,8 milhão de toneladas de carne de frango (considerando-se produtos in natura e processados), segundo dados da Secex, 13,4% a menos que o mesmo período do ano passado e 19,2% abaixo do primeiro semestre de 2016. Especificamente em junho, os embarques de carne de frango somaram 230 mil toneladas, o menor volume desde janeiro de 2007, sendo também 30% abaixo do de maio/18 e 36,5% inferior ao de junho/17, ainda de acordo com a Secex.  A receita de maio para junho caiu 30% e frente a junho/17, 41,3%. Entre 4 e 11 de julho, agentes do mercado tinham expectativa de que as vendas se aquecessem, fundamentados no período de início de mês, quando, tradicionalmente, o recebimento dos salários eleva a quantidade demandada. No entanto, em apenas parte das regiões acompanhadas pelo Cepea essa expectativa foi concretizada.

CEPEA/ESALQ

SUÍNOS/CEPEA: Julho avança e valores não reagem

Início do mês e as temperaturas mais baixas elevam, tipicamente, a demanda por carne suína
O início do mês e as temperaturas mais baixas elevam, tipicamente, a demanda por carne suína. Esse cenário, no entanto, não tem sido observado, de acordo com pesquisadores do Cepea. Isso porque julho começa a avançar e os valores ainda não reagiram. Pelo contrário, os preços do animal vivo e da carne no atacado seguem em queda na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea e o ritmo de negócios, lento. No geral, a expectativa do setor é de que a demanda se aqueça caso as temperaturas se mantenham baixas. Quanto às exportações totais da carne suína, ainda registram fraco desempenho, o que está atrelado principalmente ao embargo russo, que vem sendo mantido desde o final de 2017.

CEPEA/ESALQ

Exportações de carne de frango crescem nos primeiros dias de julho

Em apenas cinco dias, o País enviou US$ 197,1 milhões desse produto ao exterior

As exportações de carne de frango in natura na primeira semana de julho superam o mês passado e o mesmo período de 2017, segundo a balança comercial semanal divulgada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Em apenas cinco dias, o País enviou US$ 197,1 milhões desse produto ao exterior. O montante representa média de US$ 39,4 milhões por dia. Na comparação com junho deste ano, a média diária de carne de frango exportada é 151% superior. No mês passado, o Brasil exportou US$ 15,7 milhões por dia. Em volume de carne exportada, o avanço é de 148%, aponta o MDIC. Foram 26 mil toneladas por dia neste mês, ante 10,5 mil toneladas de junho. As exportações de carne de frango in natura nos primeiros dias de julho também demonstram avanço em termos de média diária na comparação com o mesmo mês de 2017. Naquele período, o Brasil exportou US$ 26,3 milhões dessa proteína por dia. Em volume, a proporção é de 26 mil toneladas contra 16,9 mil toneladas diárias. Em ambos os casos, o aumento ultrapassou os 50%.

AVICULTURA INDUSTRIAL 

Carne salgada: vendas externas a caminho do fim?

Exportações de carne de frango salgada caíram drasticamente

Com o embargo imposto pela União Europeia a cerca de duas dezenas de frigoríficos brasileiros, as exportações de carne de frango salgada caíram drasticamente. Apenas um ano atrás, por exemplo, no terceiro trimestre de 2017, elas giraram em torno das 12 mil toneladas mensais. Em junho último retrocederam para 3.795 toneladas – quase 70% menos que o registrado entre julho e setembro do ano passado. Isso fica mais claro quando se observa, por exemplo, que nos nove anos (108 meses) decorridos entre julho de 2007 e junho de 2016 os embarques médios ficaram próximos das 16 mil toneladas mensais. Já nos 12 meses seguintes (julho/16 a junho/17) essa média recuou para 14.285 toneladas/mês. Por fim, nos últimos 12 meses (julho/17 a junho/18) caiu para 8.569 toneladas/mês. 

AGROLINK

Queda no preço do suíno nas granjas em São Paulo

O mercado físico de cevados apresentou queda nas cotações na semana. A demanda está fraca, mesmo estando no início do mês e com o clima ameno, que comumente influenciam positivamente nas vendas

Nas granjas de São Paulo, o animal terminado está cotado, em média, em R$59,00/@, redução de 1,7% na semana, ou R$1,00/@ a menos. No atacado, os preços permaneceram nos mesmos patamares observados na semana passada. A carcaça segue negociada em R$4,70/kg. Para o curto prazo, o avançar do mês diminui o poder aquisitivo da população o que acaba limitando o aumento da demanda. Este fato poderá deixar o mercado fraco.

SCOT CONSULTORIA

EMPRESAS

Frigorífico Supremo investirá R$ 60 milhões até 2020

O Grupo Supremo Carnes, com sede em Ibirité, na região Central de Minas Gerais, investirá R$ 60 milhões entre 2018 e 2020. O aporte tem como objetivo instalar o sistema de desossa nas plantas de abate de bovinos localizadas nos municípios de Campo Belo, na região Centro-Oeste, e Abaeté, região Central

Parte do montante também será aplicada em melhorias na planta de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, onde já é feito o abate dos bovinos e a desossa da carne. Com o investimento, haverá expansão de 35% a 40% na produção de carne, o que permitirá o aumento da participação no mercado. Para 2018, as expectativas são positivas e a projeção é fechar o ano com aumento de 9% no faturamento. De acordo com o Diretor Executivo do Grupo Supremo Carnes, Sandro Silva de Oliveira Júnior, os aportes serão iniciados até o final do ano e a previsão é concluir todo o investimento em 2020. Com 30 anos de atuação no mercado, com a expansão, a empresa pretende ocupar o espaço deixado pelos grandes frigoríficos envolvidos na operação Carne Fraca. “Atualmente, 70% da produção do frigorífico é destinada ao mercado nacional e 30% exportada para cerca de 30 países. No exterior, a maior demanda é proveniente do Oriente Médio e do Sudeste Asiático. Com o aporte, a expectativa é adaptar as fábricas e atender a mercados mais exigentes, como a União Europeia e os Estados Unidos.

Diário do Comércio.

Aposta da Cargill em carnes surte efeito e traz lucro recorde

As vendas de ração e de carnes se tornaram as maiores fontes de lucro da Cargill e ajudaram a gigante agrícola a neutralizar as pressões enfrentadas por sua área mais tradicional de operações, de comercialização de grãos.

A empresa divulgou na quinta-feira lucro líquido de US$ 3,1 bilhões no ano fiscal encerrado em 31 de maio, 9% a mais do que no exercício de 2017. O lucro operacional, que não leva em conta itens extraordinários, foi de US$ 3,2 bilhões, 6% a mais do que no ano fiscal anterior. Os dois números, excluindo operações e investimentos descontinuados, são os maiores nos 153 anos de história da Cargill. Pelo segundo ano consecutivo, a divisão de proteína e nutrição animal foi a que mais contribuiu para o lucro do ano. A empresa investiu pesadamente em carnes e na ração para bovinos, aves e peixes, apostando que a demanda por proteína iria aumentar. O avanço no mercado de proteínas chega em meio ao aumento do consumo de carnes nos países emergentes. Os criadores também passaram a alimentar suas galinhas e suínos com mais rações compostas de proteínas vegetais, como farelo de soja. A indústria de carne bovina da América do Norte teve grandes margens de lucro neste ano graças ao declínio nos preços do gado. No segundo trimestre de 2018, a diferença média entre o preço da libra-peso (454 gramas) dos cortes de carne e do boi vivo era de US$ 3,47, 23% a mais do que um ano antes, de acordo com o Livestock Marketing Information Center. A unidade Cargill Protein, de ovos, aves e carne bovina na América do Norte, tem sede em Wichita, Kansas, e tem 28 mil funcionários – quase 20% do quadro pessoal da empresa. Na Tailândia, as grandes operações avícolas da Cargill empregam mais de 13 mil pessoas.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Argentina confirma primeira exportação de carne bovina para o Japão

A Argentina confirmou a primeira exportação de carne bovina da Patagônia para o Japão na próxima segunda-feira, 16 de julho. A venda foi concluída pela Fridevi S.A., empresa rionegrina integrada pela Associação das Cooperativas Argentinas e a Cooperativa de Patagones e Viedma Ltda

Sergio Seisdedos, gerente da empresa, disse que dois contratos de teste com um trader internacional foram fechados para enviar o produto para o país asiático. “Está previsto enviar uma primeira carga aérea de 200 quilos de bifes e lombos. Alguns dias depois, faremos um embarque de 11 toneladas, com um conjunto de cortes”, explicou. Todos os produtos são embalados a vácuo individualmente e em caixas de 13 a 14 quilos. O empresário explicou que os cortes vêm de bois de 450 a 500 quilos, raças Hereford, Angus e de excelente genética. “Uma vez que os consumidores experimentarem, vamos ver o que eles nos dizem e como continuamos com a operação”, disse ele. Seisdedos disse que “os clientes vieram várias vezes nos visitar, desde o final de fevereiro, eles queriam nos conhecer e ver como trabalhamos. Explicamos que precisamos recompensar os produtores por terem a matéria-prima. E que seria importante embarcar em um conjunto de cortes para poder fazer um programa de entrega duradouro”. É por isso que ele enfatizou: “embora os valores possam ser interessantes, somos muito cautelosos. Gostaríamos de ver quais cortes eles comprariam em uma base regular e, com base nisso, projetar o negócio”, disse ele.

El País Digital

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