
Ano 4 | nº 792 | 12 de julho de 2018
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Exportação total de carne bovina em junho cai 47% em volume, diz Abrafrigo
A exportação brasileira total de carne bovina (in natura e processada) apresentou queda de 47% em volume e de 37% na receita cambial no mês passado
As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados finais de movimentação até junho divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Exterior (MDIC), por meio da Secex/Decex. Segundo a Abrafrigo, foi o terceiro mês consecutivo de baixa, prejudicado pela greve dos caminhoneiros, que não permitiu embarques, além da ausência das importações da Rússia, que não compra o produto brasileiro desde dezembro de 2017. Em junho, foram exportadas 64.910 toneladas de carne bovina com receita de US$ 317,7 milhões. Em 2017, no mesmo mês, foram exportadas 122.681 toneladas com receita de US$ 507,4 milhões. Conforme a Abrafrigo, o primeiro semestre de 2018 foi encerrado com um crescimento de apenas 4% em toneladas e de 3% na receita cambial. Nos primeiros seis meses do ano, as exportações atingiram 681.910 toneladas e receita de US$ 2,71 bilhões, em comparação com 655.947 toneladas e US$ 2,63 bilhões no primeiro semestre do ano passado. Para a Abrafrigo, o segundo semestre de 2018 será um período de recuperação das exportações de carne bovina porque tradicionalmente os maiores clientes elevam suas compras e porque se espera o retorno da Rússia ao mercado, que representava quase 10% das vendas brasileiras do produto. Em 2017, a Rússia já havia adquirido 75.105 toneladas de carne bovina brasileira no período. Segundo a entidade, mesmo com os resultados ruins de junho será possível atingir a meta de um crescimento de 10% nas exportações do ano. A maior parcela das exportações (43%) foi para a China, por meio da cidade Estado de Hong Kong e do continente, que adquiriu 296.428 toneladas no primeiro semestre de 2018, com receita de US$ 1,21 bilhão. O segundo maior cliente foi o Egito, com importações de 70.943 toneladas; em terceiro lugar veio o Chile, com 51.172 toneladas; em quarto, o Irã, com 30.805 toneladas e na quinta posição a Arábia Saudita, com 16.231 toneladas. No total, 78 países aumentaram suas compras enquanto que outros 61 reduziram as compras, informou a Abrafrigo.
EstadãoConteúdo/TERRA/DBO/NOTÍCIASAGRÍCOLAS/AGENCIA SAFRAS/REVISTADINHEIRO/ISTOé/AGROEMDIA/BRASILAGRO/FEEDFOOD/BRAZILNEWS/UNIVERSOAGRO/CARNETEC
NOTÍCIAS
Congresso aprova MP que estabelece preço mínimo para frete rodoviário
A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram nesta quarta-feira medida provisória que estabelece preços mínimos para o frete rodoviário, editada pelo governo do presidente Michel Temer para encerrar a greve dos caminhoneiros que paralisou o país no final de maio. O texto aprovado nas duas Casas do Congresso vai agora à sanção de Temer
A medida estabelece que a tabela com os valores mínimos deverá ser publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nos dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano. Para tanto, levará em conta prioritariamente os custos do óleo diesel e dos pedágios. O relator do texto, deputado Osmar Terra (MDB-RS), afirmou que a proposta final seguiu acordo construído com a Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), dando, por exemplo, anistia a quem não estava pagando o frete mínimo em função de ter firmado contrato anterior, o que valerá até o dia 20 deste mês. O texto manteve, em outra frente, o perdão às multas de trânsito aplicadas aos caminhoneiros e empresas de transporte que não desobstruíram as estradas no período da greve conforme determinado pelo governo e pela Justiça. Segundo Terra, contudo, ficou acordado com o Palácio do Planalto que este trecho da lei será vetado por Temer. Terra também afirmou que, pelo texto, uma comissão mais ampla será responsável pela confecção de uma nova tabela de preços. Participarão da discussão representantes dos produtores, indústria e caminhoneiros autônomos. “Vai ser reduzido (em relação à tabela atualmente vigente), os próprios caminhoneiros têm interesse nisso”, disse o relator. “A ideia é que o ministro (dos Transportes, Valter Casimiro) chame reunião e publique nova tabela já com valor reduzido em relação a essa que existe (desde o fim da greve) para que ela seja cumprida provisoriamente”, acrescentou.
Redação Reuters
Boi gordo: pressão de alta
É a oferta curta que está ditando o ritmo do mercado. As boiadas provindas de confinamento não aumentam e as de pasto diminuem
Em São Paulo, desde o início do mês, a cotação da arroba do boi gordo subiu 1,4% e as escalas de abate atendem, em média, de quatro a cinco dias, tendo algumas indústrias com escalas de apenas dois dias. Estas tendem a pagar mais, especialmente agora que o mercado de carne tomou novo fôlego. Destaque também para o Paraná, onde a combinação de estiagem e frio têm acelerado o processo de redução da qualidade das pastagens tropicais. Está cada vez mais difícil engordar os animais. A cotação da arroba subiu 2,1% em julho e as ofertas de compras acima da referência são comuns. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,28/kg, alta de 3,2% nos últimos sete dias.
SCOT CONSULTORIA
Custos de confinamento aumentam em São Paulo e caem em Goiás
Na décima terceira edição do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC), identificou que os custos da diária-boi (CDB) foram de R$ 9,75, R$ 9,62 e R$ 7,93 para os confinamentos de São Paulo médio (CSPm), grande (CSPg) e de Goiás (CGO), nesta ordem
Houve aumento nos CDB para o estado de São Paulo enquanto para Goiás os custos reduziram. O preço do milho grão, base da alimentação animal, reduziu em média 7,0% para ambos os estados pesquisados. No entanto, o destaque da alimentação no mês de junho foi a redução do preço do sorgo grão: enquanto em São Paulo reduziu aproximadamente 11%, em Goiás esse insumo reduziu 18%. Como as propriedades representativas possuem trituradores para grãos, o sorgo moído foi substituído integralmente pelo milho, sem prejuízo ao desempenho pretendido. Aliás, essa característica de alterar insumos e quantidades é peculiar de poucos índices de preços e/ou custos. Apesar das reduções de preços dos insumos alimentares, houve aumento da inflação no mês de maio, divulgado por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (INPC/IBGE). A Taxa de Longo Prazo (TLP), utilizada para calcular a remuneração do capital imobilizado, que antes era de 5,16% ao ano (a.a.), passou para 8,00% a.a. Isso implicou em aumento dos custos de oportunidade e, consequentemente, no Custo Operacional diário (COPd). Esses custos aumentaram, em média, 7,57% entre maio e junho. Por fim, a evolução do Indicador de Custos de Bovinos Confinados (ICBC) demonstrou que houve redução para a propriedade de Goiás (CGO) e que a evolução do indicador foi semelhante entre todas as propriedades representativas (Gráfico 1). Nos últimos doze meses os custos aumentaram 27%.
BEEFPOINT
ECONOMIA
Dólar salta mais de 2% e volta a se aproximar de R$3,90 com cena externa
O dólar saltou mais de 2 por cento e voltou a se aproximar do patamar de 3,90 reais nesta quarta-feira em meio ao ambiente de aversão ao risco no exterior, depois que os Estados Unidos ameaçaram adotar novas tarifas sobre produtos da China, enquanto investidores seguiram atentos a possível atuação extraordinária do Banco Central
O cenário de maior cautela endossou também um movimento de correção após a moeda norte-americana acumular perdas de quase 3,50 por cento nos dois pregões passados. O dólar avançou 2,20 por cento, a 3,8811 reais na venda. O dólar futuro subia cerca de 1,65 por cento no final da tarde. “A busca por risco observada nos últimos dias sofre sério revés (em escala global) após (o presidente dos EUA) Donald Trump voltar a engrossar o tom em termos de guerra comercial”, apontou a corretora H.Commcor em relatório. O governo norte-americano elevou as tensões na disputa com Pequim ao ameaçar impor tarifas a uma lista de 200 bilhões de dólares em importações chinesas, medida que atingiu os ativos de maior risco do mundo todo. Na sequência, a China acusou o país de intimidação e alertou que vai responder, chamando as ações dos EUA de “completamente inaceitáveis” e dizendo que precisa contra-atacar para proteger seus interesses. No exterior, o dólar tinha leve alta ante uma cesta de moedas e subia frente algumas moedas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de 14,023 bilhões de dólares.
Redação Reuters
Ibovespa fecha em queda com exterior em meio a aumento de tensão comercial EUA-China
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado pelo viés negativo nos mercados globais, após os EUA ameaçarem implementar mais tarifas sobre importações chinesas, reavivando os temores que tinham arrefecido nos últimos pregões sobre uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
O principal índice da bolsa paulista encerrou em baixa de 0,62 por cento, a 74.398 pontos. O volume financeiro somou 9,9 bilhões de reais. O governo norte-americano anunciou na véspera decisão de impor tarifas sobre o equivalente a mais 200 bilhões de dólares em importações da China. Pequim acusou os EUA de intimidação e alertou que vai responder, inclusive por meio de “medidas qualitativas”. O Ibovespa tocou a mínima da sessão no meio da tarde, com queda de 0,89 por cento, acompanhando a deterioração nos mercados externos, com o petróleo Brent chegando a cair mais de 7 por cento no pior momento e o índice acionário S&P 500 atingindo o menor patamar da sessão. No fechamento, o S&P 500 registrou queda de 0,71 por cento. “O mau humor externo ditou o rumo da Bovespa. E a questão das tarifas comerciais é o que pesou no mercado internacional”, disse o sócio da gestora Galt Capital, Igor Lima. Profissionais da área de renda variável citaram que a bolsa brasileira está sem liquidez, em razão do período de férias no Hemisfério Norte e manutenção de incertezas com o cenário político doméstico, enquanto a economia ainda se mostra debilitada, com uma recuperação mais lenta do que o esperado.
Redação Reuters
IGP-M desacelera alta a 0,41% na 1ª prévia de julho após efeito da greve dos caminhoneiros perder força
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,41 por cento na primeira prévia de julho, contra 1,50 por cento no mesmo período do mês anterior, conforme perdem força os efeitos da greve dos caminhoneiros sobre os preços
A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou na quarta-feira que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou no período avanço de 0,34 por cento, depois de subir 2,06 por cento no mês anterior. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral. No IPA, os preços dos Produtos Agropecuários passaram a cair no período 3,43 por cento após alta de 2,72 por cento na primeira quadrissemana de junho, quando foram impactados pelo desabastecimento provocado pela paralisação dos caminhoneiros no final de maio. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, mostrou que no varejo a pressão foi menor na primeira prévia de julho ao subir 0,39 por cento, de 0,54 por cento na primeira leitura de junho. O destaque para o resultado partiu do grupo Alimentação, que apresentou queda de 0,14 por cento na primeira leitura de julho, ante 0,61 por cento em junho, com forte queda nos preços de hortaliças e legumes também com o fim do efeito da greve. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, avançou 0,91 por cento na primeira prévia de julho, contra alta de 0,18 por cento no mesmo período do mês anterior. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.
Redação Reuters
Congresso aprova LDO, mas derruba mecanismos para conter gastos
Pressionados pelos servidores públicos e preocupados com as eleições em outubro, deputados e senadores derrubaram os principais mecanismos para a contenção de gastos que haviam sido incluídos pelo relator, senador Dalírio Beber (PSDB-SC), no projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019
Com a LDO aprovada na madrugada desta quinta-feira, os parlamentares poderão oficialmente entrar em recesso parlamentar a partir do dia 17. Na volta dos trabalhos, em agosto, a ideia é que o Legislativo se reúna apenas em regime de “esforço concentrado”, em poucas datas, a fim de votar matérias urgentes. No resto do tempo, ficarão liberados para fazer campanha política em seus Estados. Principal proposta para conter gastos do governo, a proibição à concessão de reajustes e criação de cargos para servidores públicos no ano que vem foi retirada da LDO a partir de um destaque apresentado pelo PT. Foi apoiada fortemente por boa parte da base do governo do Presidente Michel Temer. Na Câmara, foram 209 votos pela mudança no texto e 45 contra. No Senado, tal era a maioria a favor de permitir os reajustes aos servidores que a matéria foi aprovada simbolicamente. O Congresso também derrubou o dispositivo que exigia do governo, no envio do projeto de lei orçamentária para o próximo ano, a previsão de corte de 5% do custeio administrativo, envolvendo despesas do dia a dia, como luz, telefone e diárias. Uma das poucas inovações preservadas parlamentares é em relação aos incentivos fiscais concedidos pelo governo. A LDO prevê um plano para conduzir, em 10 anos, à redução pela metade das atuais renúncias fiscais, como proporção do PIB. “Essa nossa diretriz é motivada pelos extraordinários valores que as renúncias fiscais alcançaram nos últimos anos. O montante atual, somente na União, gira em torno de R$ 300 bilhões anuais, o que representa algo como 20% da arrecadação federal, ou 4% do nosso PIB – o dobro da média mundial”, apontou o relator.
VALOR ECONÔMICO
Safra de grãos deve alcançar 228,5 milhões de toneladas
Resultado é o segundo melhor da história. Produção de soja é recorde
A estimativa da safra de grãos do Brasil, a segunda maior da história, deve ser de 228,5 milhões de toneladas, com redução de 3,9% ou 9,2 milhões de toneladas em relação à safra passada, quando chegou a 237,7 milhões de toneladas. A expectativa para a área de colheita é de 61,6 milhões de hectares, a maior já registrada. Os números são do 10º levantamento divulgado nesta terça-feira (10), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em comparação com o último levantamento, realizado no mês passado, a produção diminuiu 1,2 milhão de toneladas. O resultado da queda se deve aos impactos climáticos que refletiram em nova estimativa de produtividade para o milho segunda safra. Mesmo com menor desempenho neste índice, o cereal terá produção total de 82,9 milhões de toneladas, sendo grande parte desse volume devido à colheita da segunda safra, algo próximo a 56 milhões de toneladas. Entre as culturas avaliadas, a soja registrou o maior volume de área semeada, passando de 33,9 milhões para 35,1 milhões de hectares, com ganho absoluto de 1,2 milhão de ha. Outros ganhos ocorreram com o algodão que chegou a 1,2 milhão de hectares, graças ao aumento de 236,9 mil ha, e com o feijão segunda-safra, com 1,5 milhão de hectares e aumento de 108,3 mil ha. Neste caso, contribuiu muito o feijão caupi que, pelo acréscimo de 158,5 mil ha, obteve 1 milhão de hectares.
MAPA
AVES&SUÍNOS
Brasil vai avaliar consulta à OMC sobre restrições da China a carne de aves e açúcar
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou na quarta-feira a produção de estudos para consultas à Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as decisões da China que restringiram exportações de carne de aves e açúcar do Brasil ao país asiático
As medidas impostas recentemente pelo governo chinês são salvaguarda para importação de açúcar e aplicação de direito antidumping sobre carnes de aves. “O governo brasileiro também poderá fazer consultas ao órgão multilateral sobre o Sistema de Licenciamento de Importação Automático chinês”, afirmou a Camex em nota à imprensa. “Medidas de defesa comercial adotadas pela China já foram alvo de oito disputas na OMC. O país asiático foi condenado em todos os casos que evoluíram para fase de painel”, disse a Camex. A China anunciou em 22 de maio que vai cobrar tarifa adicional de 45 por cento sobre importação de açúcar, atendendo pleitos de produtores domésticos e afetando grandes exportadores do produto como Brasil e Tailândia. Já no início de junho, a China impôs direito antidumping provisório sobre as importações de carne de frango brasileira, que passaram a ter de pagar tarifas de 18,8 e 38,5 por cento sobre o valor dos produtos. Em comunicado, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que apoia os estudos para consultas do Brasil à OMC com relação às vendas de carne de aves e que as vendas externas brasileiras “complementam o atendimento à demanda local”. Segundo a entidade, a decisão final sobre a continuidade da tarifação será anunciada no próximo mês pelo governo chinês.
Redação Reuters
Exportações de carne suína têm forte expansão na semana
Nos primeiros cinco dias úteis do mês, o Brasil enviou US$ 31,8 milhões desse produto ao exterior
As exportações brasileiras de carne suína in natura registraram forte crescimento na primeira semana de julho, segundo dados da balança comercial semanal, divulgada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Nos primeiros cinco dias úteis do mês, o Brasil enviou US$ 31,8 milhões desse produto ao exterior, o que equivale a uma média diária de US$ 6,4 milhões. No mês passado, a média de exportação havia sido de US$ 2,8 milhões. Ou seja, houve um aumento de 128,2%. Em relação ao volume de carne suína exportada, em apenas uma semana o montante já é mais da metade de todo o mês de junho. O País remessou 17,1 mil toneladas da proteína animal, ante 30 mil toneladas do mês passado. As exportações de carne suína, na primeira semana de julho, também se mostraram positivas em relação ao mesmo mês de 2017. Isso porque, em valores, o Brasil exportou US$ 5,8 milhões por dia naquele período, o que mostra avanço de 8,7% em julho deste ano. Em volume, foram 3,4 mil toneladas neste mês, ante 2,3 mil toneladas diárias em julho de 2017.
Avicultores de GO temem interrupção de plantas da BRF e pedem apoio do governo
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás se reuniu com o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi
O Presidente em exercício da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Bartolomeu Braz, se reuniu na terça-feira (10/7) com o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para pedir apoio à avicultura no Estado. Segundo comunicado da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor teme o fechamento em Goiás de frigoríficos da BRF que produzem carne de aves. “A nossa expectativa é que possamos nos reunir com a diretoria da BRF, juntamente com o Ministro da Agricultura, para resolver a situação de Goiás. É preciso garantir que os produtores rurais permaneçam na atividade e continuem gerando emprego”, ressaltou Braz. A preocupação do setor se deve a declarações da BRF, dadas no mês passado, informando o fechamento da unidade de abate de perus em Mineiros (GO), devido à impossibilidade de exportação. “Buscamos outras saídas para que transformassem os aviários de peru para frangos para manter os empregos na região. Na audiência, o vice-presidente da BRF nos garantiu que não fecharia nenhuma unidade em Goiás, mas fomos surpreendidos com a notificação da diminuição dos abates na unidade de Rio Verde”, declarou o representante da federação na nota.
ESTADÃO CONTEÚDO
INTERNACIONAL
Exportações de carne bovina da UE têm queda rápida
As perspectivas para as exportações de carne bovina da União Europeia (UE) parecem desanimadoras, com as vendas caindo, de acordo com uma previsão dos mercados agrícolas da UE para 2018 e 2019, divulgada pela Comissão Europeia
As exportações de carne bovina começaram a cair em dezembro de 2017, e isso continuou neste ano, com as exportações quase 15% menores nos primeiros quatro meses de 2018 com relação ao ano anterior. Hong Kong (-7%) e Bósnia e Herzegovina (-17%) foram os principais mercados problemáticos, especialmente porque foram o segundo e terceiro destinos de exportação mais importantes para a carne bovina da UE. Em janeiro-abril de 2018, as exportações de carne bovina da UE para outros destinos importantes, como Suíça, Noruega, Filipinas e Argélia, também caíram, embora as vendas para a Turquia (agora o maior importador) e Israel tenham subido. Uma razão para a queda é que o Brasil aumentou suas exportações de carne bovina em 25% nesses meses em relação ao ano anterior, principalmente para Hong Kong, China, Egito, UE e Chile. Os EUA, a Argentina, a Nova Zelândia e o Paraguai também expandiram suas exportações, inclusive para os tradicionais parceiros de exportação da UE. “As perspectivas para as exportações da UE em 2018 são, portanto, desanimadoras (-6%), pois há pouco potencial para expansão e dependerá principalmente de dois mercados: Turquia e Israel”, disse a nota da Comissão. Enquanto isso, as importações de carne bovina da UE devem aumentar em 8% em 2018, com o Brasil aumentando as entregas após a recuperação do escândalo da carne bovina em 2017 e as exportações da Argentina crescendo 40% ano a ano para janeiro-março de 2017.
GlobalMeatNews.com
Condições secas continuam impulsionando as exportações de carne da Austrália
As exportações australianas de carne bovina continuaram bem acima dos níveis de 2017, passando de 100.000 toneladas de peso embarcado pelo segundo mês consecutivo, uma vez que as condições secas continuaram a influenciar o fornecimento de gado
De fato, em 101.200 toneladas, foi o terceiro maior mês da Austrália em junho e maior do que em qualquer mês anterior a 2013. O total de exportações de carne bovina no acumulado do ano até junho é de 536.700 toneladas, um aumento de 13% em relação aos níveis de 2017. Este continua a ser o terceiro maior começo de ano da Austrália, atrás de 2014 e 2015, já que todos os principais destinos de exportação estão experimentando algum nível de crescimento em relação ao ano passado. As exportações de carne bovina resfriada e congelada estão contribuindo com aumentos de 8% e 15%, respectivamente. A produção de carne bovina está atualmente crescendo de acordo com as exportações mais amplas de carne bovina em 13%, com mercados como o Japão, China, Indonésia e Filipinas crescendo perto ou acima deste nível. A queda no valor do dólar australiano até junho também ajudou a competitividade global da Austrália. As exportações de carne bovina da Austrália para o Japão totalizaram 154,4 mil toneladas para o ano até junho, um aumento de 11% ano a ano. Em seguida vieram os EUA, totalizando 113.800 toneladas no acumulado do ano, um aumento de 1% em relação aos níveis do ano passado. Os volumes para a Coreia subiram em 11% em relação aos níveis do ano passado, para 75.200 toneladas. A China aumentou em 46% em relação ao ano anterior, para 74.400 toneladas, aproximando-se do total da Coreia e tornando-se o terceiro maior parceiro comercial de carne bovina da Austrália.
Meat and Livestock Australia (MLA)
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