CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 794 DE 16 DE JULHO DE 2018

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Ano 4 | nº 794 | 16 de julho de 2018

NOTÍCIAS

Oferta restrita de boiadas e lentidão no escoamento de carne travam mercado do boi

A associação entre oferta restrita de boiadas e demanda patinando mantém o mercado travado

Vale lembrar que apesar do lento escoamento de carne bovina, dificilmente se observa indústrias testando o mercado. O comum é compradores ofertando acima da referência. Entretanto, atenção à margem de comercialização das indústrias que desossam pois, desde o início do mês, caiu seis pontos percentuais e está em 23,6%. A implicação prática disso no mercado é uma possível resistência dos compradores em pagar mais pela arroba.

SCOT CONSULTORIA

Aberta consulta pública sobre normas de monitoramento de carcaças bovinas e suínas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou em seu site na sexta-feira que está submetendo à consulta pública, desde aquele dia (13), proposta de instrução normativa (IN) que estabelece o controle e o monitoramento microbiológico em carcaças de suínos e de bovinos em abatedouros frigoríficos

O objetivo dessa IN, segundo a nota, é avaliar a higiene do processo e reduzir a prevalência de agentes patogênicos, entre os quais Enterobacteriaceae e Salmonella. O controle e monitoramento será exercido nos abatedouros frigoríficos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/Mapa). As sugestões de alteração, inclusão ou exclusão nos textos deverão ser enviadas para o endereço cnt.dipoa@agricultura.gov.br, no prazo de 60 dias a contar da publicação no Diário Oficial da União da Portaria nº 75, da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério.

CARNETEC

Exportação do agronegócio cresceu 2,9% no semestre, a US$ 49,5 bilhões

Na primeira metade deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro tiveram um aumento de 2,9% em receita na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 49,5 bilhões, puxadas mais uma vez pelos embarques de soja e derivados, de acordo levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Agricultura a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic).  No semestre, os embarques de carnes ficaram em US$ 6,379 bilhões, um recuo anual de 12,7%.

As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, recuaram 3,6% na mesma comparação, para US$ 7,036 bilhões no primeiro semestre do ano. Com isso, o setor obteve um superávit comercial de US$ 42,498 bilhões, alta de 4% na comparação anual. Na série histórica iniciada em 1997, o atual foi o maior superávit registrado para o intervalo de janeiro a junho, enquanto a receita com exportação foi a segundo maior. Apenas a receita com os embarques com soja no primeiro semestre avançou 11,8%, para US$ 22,317 bilhões — crescimento alimentado tanto pelo maior volume exportado como pela valorização dos produtos. Outro segmento que também aumentou sua receita com exportação foi o de produtos florestais, que inclui papel e celulose. No semestre, o faturamento com as exportações desses produtos cresceu 30,1%, para US$ 7,076 bilhões. Esse resultado desbancou, inclusive, o obtido pelo setor de carnes com exportações, que desde 2007 vinha à frente do segmento de produtos florestais. No semestre, os embarques de carnes ficaram em US$ 6,379 bilhões, um recuo anual de 12,7%. No primeiro semestre do ano passado, a receita com as exportações de carnes ainda foi maior do que as de produtos florestais. Segundo o Ministério da Agricultura, “embargos impostos à carne brasileira têm prejudicado o desempenho das exportações, como exemplos da União Europeia, da Rússia e da Arábia Saudita, cujos mercados significaram redução US$ 1,02 bilhão no primeiro semestre de 2018 ante idêntico intervalo de 2017”.

VALOR ECONÔMICO

Volume de bovinos vivos exportado pelo Brasil chega a 388,3 mil cabeças em 2018

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em junho foram exportadas 46,3 mil cabeças de bovinos vivos, com faturamento total de US$31,8 milhões de dólares

O volume total exportado é 58,9% menor que o registrado em maio último. Entretanto, em relação ao mesmo período do ano passado houve aumento de 84,0%. Todas as cabeças exportas no mês foram enviadas para a Turquia, atualmente principal comprador do Brasil. Nos seis primeiros meses do ano o país comprou 309,4 mil animais, o que representa 79,7% do total exportado pelo Brasil. Vale destacar, que no primeiro semestre do ano foram exportadas 388,3 mil cabeças de bovinos vivos, o que representa 96,9% do total exportado nos doze meses de 2017.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição ganhando ritmo

A especulação ganhou força no mercado de reposição e, aos poucos, o volume de negócios concretizados aumenta no mercado de reposição

A firmeza no mercado do boi gordo, assim como a maior atratividade para o confinamento de segundo giro animaram compradores e essa maior movimentação refletiu em alta nas cotações. No balanço geral, em todas as praças pesquisadas, na média de todas categorias de machos e fêmeas de reposição as cotações tiveram alta semanal de 0,4%. Vale ressaltar que essa foi a primeira alta semanal desde o início de abril. Para o curto prazo, o mercado deve se manter aquecido e com maior procura, principalmente por categorias mais eradas, uma vez que o confinamento aponta maior atratividade para o segundo giro. Pelo lado da ponta vendedora, as baixas temperaturas devem diminuir ainda mais a capacidade de suporte das pastagens e isso pode gerar menor resistência para os negócios.

SCOT CONSULTORIA

Instituto aponta queda de 57% nas exportações de carne bovina em MT

Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no início desta semana, apontam uma redução de 57% no índice de exportação de carne bovina, em junho de 2018, comparado ao mesmo período do ano passado

Em junho deste ano, 9,4 mil toneladas de carne bovina foram exportadas pelo estado. Já em junho de 2017 foram 22 mil toneladas. Ou seja, 57% a menos. Esse foi o menor desempenho nas exportações desde 2004, para o mês de junho. De acordo com o superintendente do IMEA, Daniel Latorraca, essa queda ainda é reflexo da paralisação realizada pelos caminhoneiros, no mês de maio. “A paralisação interferiu diretamente no abate de animais que, em maio, teve uma redução 18,5%. Consequentemente, tivemos menos oferta de produto para exportação no mês seguinte”, explicou ele. Normalmente, Mato Grosso abate mais de 400 mil cabeças de gado por mês, segundo o instituto. E é o estado com maior rebanho bovino do país, com quase 30 milhões de animais.

G1/MT

Aftosa: PR mantém meta de retirar vacinação em 2019

Programa estadual de combate à doença será auditado pelo Mapa entre agosto e setembro

Dez anos após retomar o status de livre de febre aftosa com vacinação, o Paraná se prepara para tentar antecipar o fim da imunização no Estado. Integrante do Bloco V, que pelo cronograma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está agendado para parar de vacinar em 2021, o Estado pretende que a campanha de vacinação de maio de 2019 seja sua última. Para isso, ainda precisará passar por auditoria do Mapa neste ano e convencer parte do setor produtivo de que chegou o momento de interromper a imunização. No início de 2018, o serviço veterinário do Estado passou por auditoria ampla do Mapa e obteve bons resultados, segundo Rafael Gonçalves Dias, Gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A nova auditoria, que deve ocorrer em agosto ou setembro, focará exclusivamente no programa de febre aftosa, com atenção especial para o controle do trânsito de animais nas fronteiras – o Paraná faz divisa com São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraguai e Argentina. Além dos 33 postos de vigilância já existentes, três novos nas divisas com São Paulo (Santa Mariana, Ribeirão Claro e BR-116) estão sendo viabilizados pelo Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec-PR) e há uma lei que permite que todo posto da Polícia Rodoviária Estadual faça fiscalização de trânsito agropecuário, de acordo com Dias. A questão do fechamento do trânsito de animais vindos de lugares sem o status de livre sem vacinação é o ponto que gera polêmica no setor produtivo. https://portaldbo.com.br/aftosa-pr-mantem-meta-de-retirar-vacinacao-em-2019/

Portal DBO

ECONOMIA

Dólar cai frente ao real e acumula queda pela 2ª semana seguida

O dólar fechou em queda ante o real na sexta-feira, com a cena externa mais positiva para os mercados emergentes, mas os investidores ainda mantinham postura de cautela sobretudo diante da cena política eleitoral no Brasil

O dólar recuou 0,86 por cento, a 3,8508 reais na venda, fechando a semana com leves perdas de 0,46 por cento, a segunda seguida. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,90 por cento no final da tarde. No exterior, o dólar era negociado praticamente estável frente a uma cesta de moedas e em baixa ante algumas divisas de países emergentes, como o peso mexicano. A pressão nos mercados emergentes era um pouco menor com os investidores mantendo suas visões de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não deve subir juros mais do que o indicado neste ano. Mais cedo, o Fed reforçou as previsões de forte crescimento econômico dos Estados Unidos em relatório enviado ao Congresso. Reiterou que “entende que aumentos graduais adicionais” na taxa de juros sejam apropriados, dado o crescimento “sólido”. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de 14,023 bilhões de dólares.

Redação Reuters

Ibovespa fecha em alta e acumula ganho de 2% na semana

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, ajudado pelo cenário externo relativamente tranquilo, com ações de empresas relacionadas a consumo entre as maiores altas, em meio à avaliação positiva dos dados de vendas do Grupo Pão de Açúcar no segundo trimestre, apesar do efeito da greve dos caminhoneiros

O principal índice de ações da bolsa paulista subiu 0,97 por cento, a 76.594,35 pontos. O volume financeiro somou 9,3 bilhões de reais, novamente abaixo da média do ano, de 11,7 bilhões de reais. Em julho, o giro médio diário está em 8,3 bilhões de reais. No mês anterior, foi de 13 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 2,11 por cento, contabilizando três semanas consecutivas de ganhos. Profissionais da área de renda variável têm citado que o mercado acionário brasileiro está mais vulnerável a movimentos no exterior, dado o ambiente de menor liquidez, em meio ao período de férias no Hemisfério Norte e sem novidades relevantes no quadro político-eleitoral no Brasil. Em Wall Street, nesta sessão, o índice S&P 500 fechou em alta de 0,10 por cento. O último pregão da semana também foi influenciado por operações visando o vencimento dos contratos de opções sobre ações na segunda-feira, uma vez que o exercício costuma ter entre as séries mais líquidas papéis com relevante peso no Ibovespa, como as ações de Petrobras, Itaú e Vale.

REUTERS

Crescimento da China no 2º tri desacelera e disputa comercial provoca preocupações

A economia da China expandiu a um ritmo mais lento no segundo trimestre uma vez que os esforços de Pequim para conter a dívida afetaram a atividade, enquanto o crescimento da produção industrial em junho enfraqueceu para a mínima de dois anos em um sinal preocupante para os investimentos e os investidores no momento em que se intensifica a disputa comercial com os Estados Unidos.

A segunda maior economia do mundo cresceu 6,7 por cento no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior, em linha com as expectativas, e deve atingir a meta oficial de cerca de 6,5 por cento apesar do embate comercial com Washington, da desaceleração do mercado imobiliário e dos embarques mais fracos terem ampliado os riscos. “Projetamos que o crescimento no segundo semestre seja ameaçado pelo crescimento lento do crédito e pela atividade imobiliária mais fraca. Também, a intensificação do conflito comercial com os EUA começará a pesar sobre o crescimento”, disse em nota Louis Kuijs, chefe de economia asiática do Oxford Economics. O dado do segundo trimestre ficou ligeiramente abaixo da expansão de 6,8 por cento registrada nos três primeiros meses, informou a Agência Nacional de Estatísticas, com as exportações pesando sobre a economia no primeiro semestre.

REUTERS

Serviços no Brasil despencam 3,8% em maio com greve dos caminhoneiros, maior perda desde 2011

O volume de serviços do Brasil registrou em maio a maior queda em sete anos, afetada pela forte contração na atividade de transportes causada pela greve dos caminhoneiros

O volume de serviços recuou 3,8 por cento em maio na comparação com abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. Esse foi o pior resultado da série iniciada em janeiro de 2011. Na comparação com o mesmo período de 2017, o volume de serviços também encolheu 3,8 por cento em maio, leitura mais fraca desde a perda de 5,7 por cento vista em abril de 2017 e contra projeção de recuo de 3,7 por cento. As perdas foram generalizadas entre os setores, mas lideradas pelos danos provocados pela greve dos caminhoneiros no final de maio. O transporte terrestre despencou 15 por cento no mês, recuo mais intenso na série histórica, o que levou a perdas de 9,5 por cento na atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, também a mais forte já registrada. “O cerne dessa queda generalizada foi a greve dos caminhoneiros que afeta transporte, pedágio, estocagem de produtos, deslocamento de pessoas e funcionários”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Em junho, a confiança do consumidor apurada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) atingiu o menor nível em 10 meses, enquanto a de serviços chegou ao nível mais fraco em nove meses.

Redação Reuters

Para Guardia, LRF anula pauta-bomba

A criação de despesas pelo poder Legislativo não tem como prosperar se não houver previsão no Orçamento ou vier acompanhada de contrapartidas, como aumento de imposto ou corte de despesa, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)

Segundo o Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, ele e sua equipe não descumprirão em hipótese alguma a LRF e devem atuar como no caso das dívidas rurais, quando, após o Congresso derrubar o veto do governo, ele se apoiou no TCU para embasar a decisão de não ferir a LRF, dizendo a parlamentares: “precisamos de R$ 17 bilhões para fazer o que vocês mandaram. De onde querem tirar?”. Guardia lembra que as propostas ainda não foram aprovadas e é importante discutir a “absoluta inoportunidade” da “suposta pauta-bomba”. “Não questionamos a competência do Legislativo de aprovar. O que o Congresso não pode fazer é não cumprir a Lei. Isso não vamos fazer”, disse. Ele também avaliou a política de preços dos combustíveis, que culminou na greve dos caminhoneiros. “O reajuste diário com monopólio de refino é complicado. A Petrobras precisa vender o refino”, afirmou o Ministro.

VALOR ECONÔMICO

IGP-10 desacelera alta a 0,93% em julho com queda de agropecuários no atacado, diz FGV

Passados os efeitos da greve dos caminhoneiros sobre os preços, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou a alta a 0,93 por cento em julho, de 1,86 por cento em junho

O Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, teve em julho alta de 0,99 por cento, ante 2,50 por cento no mês anterior. Os preços dos Produtos Agropecuários registraram no período queda de 0,83 por cento, depois de terem avançado 2,78 por cento em junho. Já o Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10), que responde por 30 por cento do índice geral, avançou 0,78 por cento, contra alta de 0,74 por cento em junho. O destaque ficou para o grupo de Habitação, cuja alta acelerou a 1,63 por cento em julho de 1,04 por cento antes, sob a influência principalmente da eletricidade residencial. Já a alta dos preços Alimentação desacelerou a 0,51 por cento, de 0,98 por cento. O Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) acelerou a alta a 0,92 por cento em junho, de 0,36 por cento anteriormente.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Frango: alta de preços no atacado, mas nas granjas estabilidade

O bom desempenho nas vendas no mercado atacadista mantém os preços em movimento ascendente neste elo da cadeia

Em São Paulo, a carcaça passou de R$3,60/kg para os atuais R$3,85/kg, uma alta de 6,9% em sete dias. Apesar da boa movimentação no atacado, na granja as ofertas vêm atendendo a demanda com tranquilidade, o que manteve os preços nos mesmos patamares da última semana. Nas granjas paulistas, a ave terminada segue negociada, em média, em R$3,00/kg. Em curto prazo, o início da segunda quinzena do mês deverá desacelerar as vendas deixando os preços mais vulneráveis.

SCOT CONSULTORIA

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