CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 764 DE 04 DE JUNHO DE 2018

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Ano 4 | nº 764 | 04 de junho de 2018

 NOTÍCIAS

Instrução Normativa agiliza registro de carnes e miúdos temperados

O Ministério da Agricultura informou que a Secretaria de Defesa Agropecuária da Pasta publicou no Diário Oficial da União Instrução Normativa (nº 17) que aprovou o Regulamento Técnico sobre a Identidade e Requisitos de Qualidade de “produto cárneo” temperado

“Agora, 31% desses produtos, que ainda passavam por aprovação prévia de registro, terão registro automático. Isso agilizará o registro para as empresas produtoras e reduzirá o tempo de análise das solicitações dos demais produtos que dependem da aprovação prévia do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa). A norma abrange carnes e miúdos temperados de diferentes espécies animais (bovinos, suínos, aves, ovinos, outros animais de açougue e peixes)”, informou o ministério. Segundo a Pasta, “os estabelecimentos que já possuem produtos cárneos temperados registrados terão prazo de 365 dias, a partir da publicação da IN, para atualizar o registro de seus produtos e atender aos requisitos estabelecido no regulamento técnico aprovado. Uma das exigências é de que tenham embalagens específicas que garantam proteção contra contaminação, devendo ser mantidas sob condições adequadas de armazenagem e transporte”.

VALOR ECONÔMICO

Muitos frigoríficos voltaram a abater, de Norte a Sul; inclusive bois ‘novos’

Indústria deverá forçar preços… a necessidade de liquidez determinará o rumo do mercado

Aos poucos, os frigoríficos pelo Brasil já estão girando seus estoques de carne, abatendo os bois escalados antes da greve e fazendo o mercado funcionar. Há relatos até de indústrias que já estão fazendo compras novas e abatendo. Há muita expectativa, pois o mercado sabe que a pressão sobre os preços vai ser forte, uma vez que, além da oferta que vinha em alta antes da crise gerada pela paralisação. “Queda de braço”, resume Marcos Jacinto, de Canarana (MT), contando que o JBS de Barra do Garças já está trabalhando os animais comprados, mas sem preço para as novas aquisições, programadas para terça próxima. Também dia 5 o Marfrig de Ji-Paraná (RO) sairá escalando novamente. Até lá, a planta vai girar os mil animais negociados – R$ 132,00 a @ bois e R$ 123,00 vaca, 30 dias para descontar -, começando pelas duas carretas liberadas nesta quinta (31) já. O JBJ de Santa Fé e o JBS de Mozarlândia, os dois de Goiás, estão carregando. Terças disseram que voltam a comprar. No Noroeste do Paraná, já abateram no feriado e domingo. Em Colider (MT), o JBS já está mandando os fornecedores enviarem suas cargas. Também há informações semelhantes, como o Marfrig de Promissão (SP) já abatendo. Em Três Marias, no Pará, Roberto Paulinelli já gira seu frigorífico. Igual ao Frigorífico Verdi, de Pouso Redondo (SC).

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

BOI/CEPEA: Negociações de arroba e reposição travam

Mercado de boi gordo, que já registrava fraco ritmo de negócios nas primeiras semanas de maio, está paralisado diante do atual cenário

O mercado de boi gordo, que já registrava fraco ritmo de negócios nas primeiras semanas de maio, está paralisado diante do atual cenário. O Cepea praticamente não registrou negócios envolvendo boi gordo e bezerro em algumas praças, o que fez com que muitas ficassem sem indicações de preços em alguns dias. De um lado, pecuaristas têm deixado os animais no pasto, na tentativa de reduzir a necessidade do uso de suplementos. Muitas indústrias de ração estão sem matéria-prima para processamento e, no caso das que têm derivados estocados, a dificuldade está na distribuição. Esse cenário pode resultar em menor produtividade. De outro lado, no frigorífico, novas cargas de animais não chegam e, mesmo onde houve abate no correr da semana, a impossibilidade de distribuição da carne fez com que a indústria interrompesse as atividades nesta semana.

CEPEA/ESALQ

Estou esperando a reabertura da Rússia às carnes do Brasil, diz Blairo

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que ainda está esperando a reabertura da Rússia às carnes bovina e suína do Brasil

Moscou embargou ambos os produtos no fim do ano passado alegando ter detectado uma substância proibida na carne brasileira. Desde então, o Ministério da Agricultura vem negociando a reabertura do mercado da Rússia, país que representava 40% das exportações de carne suína e 10% das vendas externas de carne bovina. Em entrevista a jornalistas em São Paulo, o Ministro afirmou que o governo brasileiro já respondeu a todos os questionamentos dos russos. “Já entreguei tudo o que eu tinha para entregar”, disse. Na semana passada, os exportadores brasileiros de carnes e secretários do Ministério da Agricultura estavam otimistas com a possibilidade da reabertura russa. A expectativa deles era que Moscou reabrisse o mercado ainda em maio, o que não ocorreu.

Valor Econômico

Greve não deve causar grande impacto no confinamento

Segundo a Assocon, paralisação apenas obrigou os pecuaristas a segurarem o gado no pasto por mais tempo

Apesar dos impactos que a paralisação deve causar na indústria de rações, o confinamento não deve ser tão afetado, como prevê o Presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), Alberto Pessina. “A maior oferta de animais para o confinamento é proveniente do pasto e a greve apenas obrigou os pecuaristas a deixarem os animais mais tempo na fazenda”, afirmou. Na visão do executivo, a resolução da paralisação antes do fim de maio também não deve causar muitos prejuízos ao primeiro giro da atividade, que começa a partir de junho. “Os maiores impactos serão sentidos nas exportações de carne, já que os embarques não foram cumpridos e os contratos para entregas futuras tiveram de ser prorrogados”, acrescentou. O confinamento responde hoje por menos de 5% do volume total de abates do país. No início do ano, a Assocon projetou crescimento de 12% em animais confinados em 2018 em comparação ao ano passado, atingindo de 3,8 milhões a 4 milhões de cabeças. No entanto, as projeções devem ser revistas após a alta nos preços dos insumos desde o primeiro bimestre.

Portal DBO

O volume das exportações surpreendeu positivamente em maio/18, diz a Radar

Mesmo com a greve dos caminhoneiros no final do último mês houve recuperação dos embarques de 29,2% na comparação mensal e em linha com o mesmo período do ano passado.

Esta é uma notícia positiva. O maior promotor de crescimento da pecuária é o escoamento da produção. Neste caso, no mercado externo, além da recuperação citada acima, o preço médio em dólares subiu 11,5%.

Exportações de carne bovina in natura do Brasil em mai/18.      
abr/17 consolidado estimativa var. (%) abr/18 MoM % mai/17 YoY %
Volume (mil t) 90,5 77,3 17,1% 70,1 29,2% 90,4 0,2%
Preço médio (USD/t) 4.185 4.000 4,6% 4.236 -1,2%
Preço médio (R$/t) 15.206 13.637 11,50% 13.588 11,91%

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

FRANGO & SUÍNOS

ABPA diz que 163 unidades frigoríficas retomam atividade; vê normalização em 60 dias

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que 163 unidades frigoríficas em todo o Brasil retomaram atividades até esta sexta-feira, após uma suspensão de abates e processamento devido à greve dos caminhoneiros nos últimos dias

Em nota, a entidade que representa produtores disse que todas unidades produtoras e processadoras da avicultura e da suinocultura deverão restabelecer atividades e que a situação deverá recuperar o padrão normal em 60 dias. A retomada acontecerá de forma gradativa… os pontos onde ocorreram falta grave de ração estão sendo supridos. Até a próxima semana, os níveis de abastecimento de alimentos nas granjas deverão voltar à normalidade”, adicionou a associação. A estimativa inicial da ABPA é de mais de 3 bilhões de reais em perdas para o setor, devido à comercialização prejudicada no mercado interno, animais mortos, custos logísticos e perdas de contratos de exportação, entre outros.

Redação Reuters

Ainda não decidimos abrir painel contra UE na OMC, diz Blairo

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o governo brasileiro ainda não decidiu se entrará com um painel na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra a União Europeia para questionar as barreiras do bloco à carne de frango do Brasil

No momento, os estudos sobre a abertura do painel ainda estão sendo feitos, disse o Ministro em entrevista a jornalistas em São Paulo, depois de participar debate sobre agricultura no final da semana. “Se vai entrar ou não [com o painel], é outra história”, afirmou Blairo. Paralelamente às discussões sobre o contencioso na OMC, o Ministério da Agricultura quer negociar com a União Europeia a reabilitação dos 20 abatedouros de carne de frango — a maior parte deles da BRF — que foram embargados pelos europeus. “Estamos negociando. Não fechamos as portas [para o diálogo]”, acrescentou o ministro. Apesar disso, Blairo admitiu que as reabilitações devem demorar. De acordo com ele, é preciso corrigir os problemas apontados pelos europeus para solicitar uma visita de técnicos do bloco europeu. “Não posso pedir par a vir amanhã. Tem que pedir para eles virem daqui três, seis meses”, afirmou o Ministro. O Ministério da Agricultura prevê reabilitar as primeiras unidades somente a partir de dezembro.

VALOR ECONÔMICO

FRANGO/CEPEA: Recuperação do mercado é interrompida pela greve

Avicultura registrava preços mais elevados da carne e reação das exportações e das vendas domésticas

No início deste mês, a avicultura registrava preços mais elevados da carne e reação das exportações e das vendas domésticas. Porém, de acordo com pesquisadores do Cepea, a greve dos caminhoneiros interrompeu esse cenário positivo para a atividade. Enquanto o avicultor não consegue receber insumos para alimentar os animais, frigoríficos reduziram o abate porque não há mais espaço em seus estoques, que não estão sendo escoados. Colaboradores do Cepea indicam que têm racionado a alimentação dos animais, cenário que deve reduzir a produtividade. A paralisação travou o setor e a maior parte dos agentes consultados pelo Cepea está fora do mercado. Apenas negócios esporádicos têm sido coletados, envolvendo produtores e indústrias que têm logística por vias municipais.

CEPEA/ESALQ 

SUÍNOS/CEPEA: Paralisação de caminhoneiros traz incertezas ao setor

Greve dos caminhoneiros tem trazido incertezas, visto que a suinocultura é um dos setores que mais tem sentido os efeitos da paralisação

Segundo pesquisadores do Cepea, a greve dos caminhoneiros tem trazido incertezas, visto que a suinocultura é um dos setores que mais tem sentido os efeitos da paralisação. Os efeitos disso podem, inclusive, ser estendidos para o médio prazo, refletindo em queda na produção e, consequentemente, na oferta de carne suína. Nas indústrias, frigoríficos têm dificuldades para escoar as carnes ao setor varejista. Nas granjas, suinocultores não conseguem enviar o animal pronto para o abate à indústria. Além disso, sem receber a ração, a alimentação dos suínos está sendo prejudicada. De acordo com informações do Cepea, os descompassos causados pela greve resultaram em baixo volume de negócios, com apenas efetivações pontuais nesta semana e a preços mais elevados. 

CEPEA/ESALQ

ECONOMIA

Ibovespa fecha em alta de 0,6%, apesar de derrocada de Petrobras após renúncia de Parente

O principal índice de ações da B3 fechou a sexta-feira em alta, apesar da forte queda das ações da Petrobras, após a renúncia de Pedro Parente como presidente da estatal.

O Ibovespa subiu 0,63 por cento, a 77.239 pontos, após subir 1,84 na máxima da sessão e cair 1,6 por cento na mínima. O volume financeiro somou 14,95 bilhões de reais. Na semana, encurtada pelo feriado de Corpus Christi na véspera, o indicador caiu 2,1 por cento. Em 2018, a alta acumulada é de 1,1 por cento. As ações começaram esta sexta-feira no azul, espelhando a firmeza das bolsas no exterior após indicadores favoráveis nos Estados Unidos, mas devolveu os ganhos da abertura em meio ao recuo acentuado dos papéis da Petrobras na esteira do pedido de demissão do Presidente-Executivo. Na outra ponta, os papéis da BRF Foods foram destaque de alta, subindo mais de 9 por cento em meio a especulações de que Parente pode assumir o comando da empresa de alimentos, depois de ser eleito para presidir o conselho da mesma no fim de abril.

Redação Reuters

Dólar sobe a R$3,76 após Parente deixar Petrobras

O dólar terminou nesta sexta-feira o maior nível de fechamento desde março de 2016, com a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras impondo desconfiança aos investidores sobre a condução da economia brasileira

O dólar avançou 0,8 por cento, a 3,7667 reais na venda, maior nível desde os 3,7937 reais de 7 de março de 2016. Na semana, a moeda subiu 2,68 por cento. O dólar futuro DOLc1 avançava 1,04 por cento. Na máxima da sessão, a moeda foi a 3,7711 reais, justamente quando saiu a notícia de Pedro Parente deixar a gestão da principal estatal do país. Na abertura, a moeda subia ante o real, depois que dados mais fortes do mercado de trabalho norte-americano endossaram a força da economia do país e reforçaram as apostas de mais juros nos EUA neste ano. No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, e operava misto ante as moedas emergentes. Internamente, o Banco Central manteve atuação no mercado de câmbio, vendendo 15 mil novos contratos de swap cambial tradicional —equivalente à venda futura de dólares—, totalizando 750 milhões de dólares. Em maio, o BC vendeu 7,250 bilhões de dólares em novos contratos.

Redação Reuters

Brasil registra superávit comercial de US$ 5,981 bilhões em maio, sob impacto da greve dos caminhoneiros

O Brasil registrou superávit comercial de 5,981 bilhões de dólares em maio, mês fortemente impactado pela greve dos caminhoneiros, que reduziu os volumes embarcados e desembarcados, divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) na sexta-feira.

Em pesquisa da Reuters, a expectativa era de saldo positivo em 7,5 bilhões de dólares no mês passado. Segundo o Diretor de Estatísticas e apoio às exportações da Secex, Herlon Brandão, houve queda de 36 por cento nas exportações nas últimas duas semanas de maio, enquanto nas importações o impacto foi uma redução de 26 por cento. As importações em maio prosseguiram em alta, com aumento de 14,5 por cento em relação a um ano antes, pela média diária, a 13,260 bilhões de dólares. As exportações também cresceram, 1,9 por cento na mesma base de comparação, a 19,241 bilhões de dólares. Nos primeiros cinco meses de 2018, o superávit das trocas comerciais soma 26,155 bilhões de dólares, recuo de 9,9 por cento na comparação com igual intervalo de 2017. Para 2018, o Ministério já havia previsto que a aceleração da atividade iria elevar as importações e reduzir o superávit da balança comercial brasileira a 50 bilhões de dólares, ante 67 bilhões de dólares de 2017.

Redação Reuters

Demanda fraca e instabilidade política desaceleram crescimento da indústria em maio, mostra PMI

A fraqueza da demanda e a instabilidade política desaceleram o crescimento da atividade industrial de forma generalizada em maio, atingindo o ritmo mais fraco em 15 meses, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta sexta

O PMI da indústria apurado pelo IHS Markit caiu a 50,7 em maio de 52,3 em abril, mantendo-se pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, com o setor de bens de investimento registrando o pior desempenho. O crescimento do volume de novos pedidos atingiu em maio o ritmo mais fraco nos 15 meses atuais de expansão, com os entrevistados citando as condições contidas do mercado e a instabilidade gerada pelas incertezas políticas. Ao mesmo tempo, as vendas para exportação caíram depois de terem aumentado nos últimos dois meses. Diante desse cenário, a recuperação das compras diminuiu consideravelmente em maio, com sugestões de que os preços elevados dos insumos dificultaram o crescimento. A taxa de inflação alcançou o segundo nível mais elevado desde meados de 2016, em meio ao aumento dos preços dos combustíveis, gás, metais e petróleo.

Redação Reuters

Decreto prorroga até 31/12 prazo para inscrição no Cadastro Ambiental Rural

O Presidente Michel Temer editou decreto que prorroga o prazo para requerer inscrição de propriedades e posses rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O prazo, que terminaria nesta quinta-feira, 31, agora será estendido até 31 de dezembro de 2018

Criado por lei em 2012, o CAR funciona dentro do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima). Trata-se de um registro público eletrônico de âmbito nacional e obrigatório para todos os imóveis rurais. A finalidade do cadastro é “integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento”. O decreto foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (30).

Estadão

EMPRESAS

JBS anuncia emissão de US$ 500 mi em títulos de dívida com vencimento em 2022

A JBS anunciou nesta sexta-feira que concluiu a emissão de 500 milhões de dólares em títulos de dívida, com vencimento em outubro de 2022, ao custo de taxa de Libor mais 2,5 por cento

Os recursos da emissão, realizada pela subsidiária JBS USA, serão destinados ao pagamento de dívida nos EUA e para as necessidades usuais de fluxo de caixa, disse a empresa em fato relevante. “A emissão bem-sucedida de títulos de dívida pela JBS USA reforça a confiança do mercado financeiro na capacidade de gestão da companhia e na perspectiva para as operações internacionais da JBS”, disse José Batista Sobrinho, Presidente Executivo global da JBS, segundo fato relevante. De acordo com a empresa, a demanda foi 2,5 vezes superior ao montante originalmente previsto, de 450 milhões de dólares.

Redação Reuters

Parente pode ser definido como CEO da BRF ainda nesta semana

A renúncia da presidência da Petrobras, anunciada na sexta-feira, abriu caminho para que Pedro Parente assuma o cargo de CEO da BRF, como esperam analistas e fontes próximas à companhia

A decisão sobre a condução do executivo ao comando da empresa de alimentos poderá ser tomada já nesta semana, conforme apurou o Valor. Tão logo a notícia da renúncia se espalhou, o mercado deixou clara a sua aposta e as ações da BRF dispararam na B3. Os papéis fecharam a sessão com alta de 9,2%, e o valor de mercado da companhia registrou aumento de R$ 1,6 bilhão, para R$ 19 bilhões. As ações movimentaram mais de R$ 314 milhões na sexta-feira, ante uma média diária de R$ 190 milhões desde o início do ano. Mesmo antes de Parente anunciar sua saída da Petrobras, já existia expectativa de que ele pudesse assumir a presidência-executiva da BRF. Um dos motivos que alimentaram essa possibilidade foi o fato de o processo de seleção para o cargo de CEO, vago desde a renúncia de José Aurélio Drummond em meio às negociações que levaram à eleição de Parente à presidência do conselho, não ter sido sequer iniciado depois que o novo colegiado foi escolhido. O Diretor Financeiro Lourival Luz está como presidente interino desde então. Parente foi eleito Presidente do Conselho de Administração da BRF em 26 de abril.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Mercado de carne mantém demanda, segundo Inac

O Presidente do Instituto Nacional da Carne (Inac) do Uruguai, Federico Stanham, disse que nos últimos tempos há bons fundamentos para o comércio de carnes, porque “na Ásia a demanda está aumentando e em outros mercados os níveis de demanda são mantidos”

Esclareceu que pode haver algumas surpresas de fatores fora do mercado de carne, como questões geopolíticas e “sempre alguma surpresa que podemos encontrar”, como as guerras comerciais, bem como situações econômicas e financeiras de alguns países que podem complicar, no futuro, o comércio de carnes. “Hoje vemos alguma turbulência na Europa, seja política ou financeira”, disse Stanham, acrescentando que “é preciso olhar de perto”, porque “o que é bom para o mercado de carne como um todo, às vezes outras variáveis trazem surpresas” que estão um pouco fora do que é esperado, o que afeta o comércio internacional como um todo.” Quanto à China, o Presidente da Inac lembrou que desde o ano passado há um mercado de carne muito dinâmico que se refletiu no fato de que os preços dos produtos exportados vêm melhorando. “Mantivemos uma demanda significativa por produtos da China e, se olharmos para os valores médios em que o Uruguai está exportando carne, nesses cinco primeiros meses do ano, estamos entre 10% e 12% acima do que estávamos vendendo há um ano”, afirmou Stanham.

El País Digital

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