
Ano 4 | nº 765 | 05 de junho de 2018
NOTÍCIAS
Scot Consultoria: Indústrias retornam às compras no mercado do boi gordo
O mercado do boi gordo está retomando a normalidade e a maioria das indústrias estão comprando nesta segunda-feira. Os negócios acontecem compassadamente, compradores e vendedores estão “sentindo o mercado”
Há ofertas de compra abaixo e acima das referências de preços pré-greve. A maior parte dos frigoríficos trabalha com programações de abate para a próxima semana, pois o gado negociado antes da paralisação foi remanejado para esses dias. Ou seja, nesse período de reestruturação do mercado não deverão acontecer surpresas e os próximos dias definirão os rumos que o mercado tomará no curto prazo. Estamos no início do mês, período que sazonalmente o consumo é maior. Isso deve trazer fôlego para o mercado atacadista, que por enquanto permanece nos mesmos patamares de preço do período pré-greve. A carcaça de bovinos castrados permanece cotada em R$ 9,32/kg.
Estoques menores e alta de preço da carne bovina no varejo
Situação ainda não é de desabastecimento nos açougues e supermercados, embora os estoques de carne bovina estejam reduzidos
A situação ainda não é de desabastecimento nos açougues e supermercados, embora os estoques de carne bovina estejam reduzidos e alguns estabelecimentos não possuem mais alguns cortes. Porém, este cenário e a falta de previsão de quando as indústrias voltarão a abastecer os pontos de venda fizeram os preços subir em pleno final de mês, quando era normal que os varejistas reduzissem os preços para ajudar no escoamento. Em são Paulo, n a última semana houve alta de 0,5%, em média, no preço da carne bovina, de 0,4% em Minas Gerais e de 1,2% no Paraná e no Rio de Janeiro.
SCOT CONSULTORIA
Sebo bovino: mercado parado e cotações estáveis
Assim como no mercado do couro, a ausência de negociação manteve a cotação de sebo bovino estável na última semana
Assim como no mercado do couro, a ausência de negociação (devido à greve dos caminhoneiros) manteve a cotação de sebo bovino estável na última semana. Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central e no Rio Grande do Sul, a gordura animal segue cotada, em média, em R$2,10/kg e R$2,25/kg, livre de imposto, respectivamente. A expectativa é de que com a volta dos caminhoneiros às estradas, o mercado ganhe movimentação, o que pode colaborar, pelo menos em curto prazo, com preços firmes.
SCOT CONSULTORIA
Abate de bois deve normalizar em até dois meses
A paralisação dos caminhoneiros afetou vários setores da agropecuária, inclusive o abate de bois. Durante a greve, o pecuarista Ricardo Carvalho, de Rondonópolis (MT) deixou de embarcar pouco mais de 100 animais que já estavam vendidos para um frigorífico da região
Com os bovinos ainda na propriedade, os gastos ficaram maiores. “Esses animais tem um custo aqui em torno de R$ 130 por mês, então nessa conta vai ficar uns R$ 4,50 por animal a mais por dia que eu tenho”, explica Carvalho. Já para o Fábio Neves, que trabalha com o sistema de confinamento, a conta será maior. Um lote com 300 animais não foi abatido e continuou consumindo ração no cocho. Os impactos ainda devem ser sentidos no setor por algum tempo, já que há muitos produtores na espera para enviar os animais para o abate. “Ainda não temos uma resposta da indústria frigorífica de que quando nossos animais serão escalados para o abate”, esclarece Neves. Em Mato Grosso, todas as 29 plantas frigoríficas com inspeção federal e habilitadas para o envio de carne para outros estados e países paralisaram as atividades. Segundo o sindicato que representa as empresas, cerca de 160 mil animais deixaram de ser abatidos no estado – um prejuízo que passa dos R$ 500 milhões. Segundo o Presidente do Sindifrigo, Luiz Antônio Freitas Martins, o abate deve ser normalizado em até dois meses.
Globo Rural
Relação entre preços de carne bovina e frango acima da média histórica em MT
A relação entre os preços de carne bovina e de frango em Mato Grosso continuou acima da média histórica em maio, limitando aumentos de preço da proteína bovina, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em relatório divulgado na segunda-feira (04)
O consumidor cuiabano pôde adquirir em maio 3,95 quilos de frango pelo mesmo preço pago por 1 quilo de carne bovina, segundo o Imea. O preço da carne bovina vem recuando desde o início do ano na região acompanhada pelo Imea, devido à fraca demanda pelo produto. Já os preços de carnes de frango e suína subiram 5,53% e 13,36%, respectivamente, entre março e maio deste ano. “Tal condição melhora a competitividade da carne bovina, principalmente em relação à carne de frango, sua maior concorrente”, escreveram analistas do Imea. A expectativa da indústria de carne bovina é de que uma melhora na situação econômica no país incentive o aumento do consumo de proteína animal no mercado interno neste ano, incluindo a carne bovina. Mas a reação de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre ainda não foi o suficiente para permitir um aumento do consumo que permitisse significativa elevação nos preços da carne bovina.
CARNETEC
Exportações de carne bovina in natura avançaram 30% em maio
As exportações de carne bovina in natura referentes aos embarques realizados em maio/18 contabilizaram um volume total de 90,55 mil toneladas
A média diária registrada foi de 4,31 mil toneladas, avanço de 29,05% em relação à abril/18 e ampliação de 5,05% em relação à média diária referente ao mesmo período de maio/17. Assim, o volume embarcado em maio ficou 0,27% superior à exportação do mesmo período do ano passado, que registrou 90,30 mil toneladas. Além disso, o volume embarcado neste mês, ficou 11,55% superior que o projetado no início de maio, avanço importante apesar da paralisação dos caminhoneiros. Deste modo, os primeiros cinco meses do ano fecharam com alta de 13,15% para os embarques do produto.
Agrifatto
ECONOMIA
Tabelar frete prejudica consumidor, trava PIB e afeta exportações, diz parecer do Ministério da Fazenda
O tabelamento nacional do frete rodoviário, decidido pelo governo para atender os caminhoneiros, prejudica a economia, reduz a competitividade e a produtividade, eleva preços ao consumidor e aumenta custos em praticamente toda a economia, mostra parecer elaborado pelo Ministério da Fazenda e obtido pela Reuters
“Caso seja estabelecida uma política de preços mínimos espera-se tanto a redução da competitividade e da produtividade da economia brasileira… como elevação do custo de vida, resultando em elevação da inflação”, diz o documento produzido em julho, assinado por técnicos e pelo atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, então à frente da Secretaria de Acompanhamento Econômico do ministério. O impacto na economia ocorreria “em razão do acréscimo dos custos logísticos, com possíveis impactos negativos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e a balança comercial”, aponta o texto, classificado como de acesso “restrito” pelo governo. “Haveria certa rigidez na estrutura de custos das diversas atividades produtivas no que se refere à substituição do insumo transporte rodoviário, de forma que eventuais reduções na demanda seriam correlacionadas com reduções no nível dessas atividades produtivas.” A tentativa de exigir um piso para os fretes já entrou na pauta da agência antitruste brasileira algumas vezes e, atualmente, a instituição conduz tanto uma investigação contra empresas que teriam atuado na greve das últimas semanas quanto contra transportadoras que teriam criado uma tabela regional de frete.
Redação Reuters
Ibovespa fecha em alta de 1,76% com recuperação de Petrobras e ajuda do exterior
A bolsa paulista começou a semana no azul, tendo como pano de fundo o viés benigno em praças acionárias no exterior, com a alta das ações da Petrobras
O Ibovespa, principal índice de ações da B3 fechou em alta de 1,76 por cento, a 78.596 pontos. O volume financeiro do pregão somou 16,57 bilhões de reais, influenciado pela oferta de aquisição das ações da Eletropaulo, que movimentou 5,55 bilhões de reais. Com a operação, a italiana Enel adquiriu o controle da elétrica. No exterior, o índice MSCI de ações de mercados emergentes subiu 1,5 por cento. Para profissionais de renda variável ouvidos pela Reuters, o pregão encontrou reforço no cenário externo tranquilo, com alta nas bolsas de Estados Unidos e Europa e da fraqueza do dólar. Para um gestor ouvido pela Reuters, a alta nesta sessão refletiu alívio depois das fortes perdas no mês passado. “Mas tende a ser algo momentâneo, uma vez que a percepção de risco ainda é ruim e a eleição está cada vez mais próxima.” Em maio, o declínio do Ibovespa alcançou quase 11 por cento.
Redação Reuters
Governo considera encerrada crise dos caminhoneiros e foca agora na fiscalização, diz Etchegoyen
O governo federal considera encerrada a crise de abastecimento e os problemas de segurança causados pela greve dos caminhoneiros e deverá centrar agora esforços na fiscalização do cumprimento dos acordos, principalmente a redução do valor do litro do diesel em 46 centavos, disse nesta segunda-feira o Ministro do Gabinete de Segurança Institucional
“Todo o poder de polícia e esforço do governo será colocado para garantir o desconto de 46 centavos nos postos”, disse o Ministro, acrescentando que o grupo de trabalho criado para monitorar a crise mudará o foco. “As questões de normalização do abastecimento e de segurança estão desmobilizadas. Agora o protagonismo é a fiscalização do cumprimento dos acordos”, afirmou. Questionado sobre a falta de gás de cozinha, que ainda se verifica em alguns locais do país, Etchegoyen disse que não há mais nada a ser feito em relação à logística e cabe às distribuidoras fazer chegar o produto aos consumidores.
Redação Reuters
Dólar termina abaixo de R$3,75 com maior apetite por risco no
O dólar encerrou a segunda-feira em queda e abaixo dos 3,75 reais, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior em dia de maior busca pelo risco
O dólar recuou 0,62 por cento, a 3,7434 reais na venda, após ter marcado a mínima de 3,7266 reais. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,60 por cento. “Os recentes dados econômicos positivos ao redor do mundo, que mostram um crescimento global ainda saudável e relativamente robusto, parecem estar dando suporte ao humor global ao risco”, escreveu o chefe de multimercados da Icatu Vanguarda, Dan Kawa. Na sexta-feira, os dados mais fortes do mercado de trabalho norte-americano deram força ao dólar ante outras divisas, uma vez que alimentam, na visão de economistas, uma atuação mais forte do banco central dos Estados Unidos neste ano. Na segunda-feira, esses números ofuscavam as preocupações de que a guerra comercial entre EUA e o resto do mundo poderia retardar o crescimento da economia global. Além disso, o fortalecimento do euro com a redução das preocupações com a Itália também favoreceu a busca pelo risco. O euro subia ante o dólar com sinais de menos incertezas na Itália, após notícias de um acordo sobre um governo de coalizão.
Redação Reuters
Economistas reduzem expectativa de crescimento neste ano a 2,18% na esteira de greve de caminhoneiros, mostra Focus
Economistas de instituições financeiras voltaram a reduzir com força suas expectativas para o crescimento da economia brasileira neste ano na esteira da greve dos caminhoneiros que afetou o país, elevando também as contas para a inflação
A pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira mostrou que a projeção mediana para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 caiu agora a 2,18 por cento, de 2,37 por cento antes, na quinta redução seguida. Para o ano que vem, permanece a estimativa de crescimento de 3 por cento. A greve dos caminhoneiros terminou na semana passada e a paralisação provocou escassez de alimentos e outros insumos, e com isso as contas para a alta do IPCA neste ano subiram pela terceira semana seguida, chegando a 3,65 por cento, 0,05 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior. Para 2019, o ajuste foi de 0,01 ponto a mais, para 4,01 por cento. As estimativas para o dólar também voltaram a subir no Focus e agora são de 3,50 reais tanto para 2018 quanto para 2019, ante respectivamente 3,48 e 3,47 reais na semana anterior. Para a taxa básica de juros, não houve mudanças nas expectativas de que a Selic terminará o ano a 6,5 por cento, indo a 8 por cento no final de 2019, mesmos cálculos do Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões.
Redação Reuters
Exportações em maio crescem 1,9%
As exportações de produtos básicos foram de US$ 10,868 bilhões
Em maio, as exportações brasileiras foram de US$ 19,241 bilhões. Sobre maio de 2017, os embarques ao exterior tiveram crescimento de 1,9%, pela média diária. No mês, as importações totalizaram US$ 13,260 bilhões, o que representou aumento de 14,5% sobre igual período comparativo. O saldo comercial de maio foi de US$ 5,981 bilhões, terceiro melhor resultado para o período ficando atrás de 2017, US$ 7,661 bilhões, e 2016, US$ 6,432 bilhões. No acumulado do ano, as vendas ao exterior foram de US$ 93,625 bilhões, valor 6,5%, maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já as importações, de janeiro a maio, somaram US$ 67,470 bilhões, aumento de 14,6%, na mesma comparação. No ano, o superávit acumulado é de US$ 26,155 bilhões. Apesar de as exportações terem crescido no mês de maio como um todo, o desempenho das exportações nas duas últimas semanas do mês pode ter sido afetado pela paralisação dos caminhoneiros. Ao se comparar a média diária das exportações de maio até a terceira semana do mês (US$ 1,063 bilhão) com a média registrada nas duas últimas semanas (US$678 milhões), percebe-se uma retração de 36%.
MDIC
EMPRESAS
Irmãos Batista são acusados em novo processo na CVM
Os controladores da JBS, Wesley e Joesley Batista, enfrentam novo processo sancionador na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
Agora, o regulador do mercado de capitais acusa os executivos de descumprimento ao determinado no parágrafo 1º do artigo 115 da Lei nº 6.404, conhecida como Lei das S.A. Esse dispositivo trata do abuso de direito de voto e afirma que o acionista não poderá votar em assembleia relativa ao laudo de avaliação de bens com que concorrer para a formação do capital social e à aprovação de suas contas como administrador. Diz também que o acionista não pode ser beneficiado de modo particular, ou se tiver interesse conflitante com o da companhia. As informações públicas disponíveis no site da CVM mostram que o processo foi aberto em 26 de abril. O caso atualmente se encontra na coordenação de controle de processos administrativos da CVM, para intimação das defesas. Os processos sancionadores envolvendo a JBS à luz da delação premiada dos Batista figuraram entre as principais acusações instauradas pela CVM em 2017. Até o momento, são oito investigações, dois inquéritos e três processos sancionadores.
VALOR ECONÔMICO
O apetite da Marfrig
Na manhã do dia 9 de abril, quando a brasileira Marfrig Global Foods, uma das maiores empresas de proteína animal do mundo, anunciou a compra do controle da americana National Beef, frigorífico com sede em Kansas City, a notícia pegou o setor do agronegócio de surpresa. Mas o negócio fechado por US$ 969 milhões com a holding de investimentos americana Leucadia National Corporation, dona da empresa, caiu como uma luva nos planos da Marfrig, empresa que faturou R$ 19 bilhões no ano passado
“A compra da National Beef reflete a nossa estratégia de crescimento sustentável”, disse Marcos Molina, fundador e Presidente do Conselho de Administração da Marfrig, em um comunicado ao mercado. Nas mãos da brasileira ficarão 51% das ações da National Beef. A Leucadia manterá 31% e o restante será da associação de produtores americanos US Premium Beef e demais acionistas. Com a aquisição, a Marfrig torna-se a segunda maior companhia de carne bovina do mundo, com faturamento consolidado de RS 43,3 bilhões, atrás apenas da conterrânea JBS, da família Batista, com receita de R$ 163,2 bilhões. A National Beef comercializa carne in natura, pratos prontos à base de carne bovina e suína, couro e produtos derivados de carne. Nas suas duas unidades de processamento localizadas em Dodge City e Liberal, no Estado de Kansas, ela abate 12 mil cabeças de gado por dia ou 13% da capacidade do mercado americano, sendo a quarta maior do país. Com a compra, o abate global da Marfrig passa a 35 mil bovinos por dia…
Dinheiro Rural
FRANGOS & SUÍNOS
SECEX: 314,3 mil/t de carne de frango embarcadas em maio
Brasil exportou 314.356 toneladas de carne de frango in natura
De acordo com os resultados divulgados pela SECEX/MDIC na última sexta-feira, 1º de junho, em maio passado (21 dias úteis) o Brasil exportou 314.356 toneladas de carne de frango in natura, volume um terço maior que o registrado em abril (235.712 toneladas) e apenas 1,5% inferior ao alcançado em maio de 2017 (319.023 toneladas). O preço permaneceu em queda. A média registrada no mês (US$1.513,09/t) ficou abaixo tanto dos (corrigidos) US$1.548,84/t de abril passado (queda de 2,31%), como dos US$1.653,56/t de maio do ano passado (neste caso, redução mais sensível, de praticamente 8,50%). Uma vez que – a despeito do menor preço médio – o volume embarcado no mês apresentou aumento expressivo em relação ao mês anterior, a receita cambial de maio, da ordem de US$475 milhões, aumentou 30% em comparação a abril. Mas em relação a maio de 2017 foi quase 10% menor.
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