CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 763 DE 01 DE JUNHO DE 2018

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Ano 4 | nº 763 | 01 de junho de 2018

ABRAFRIGO

Veja as Tabelas com os preços mínimos do Transporte Rodoviário de Carga

No link:

http://www.antt.gov.br/cargas/Tabelas_de_Precos_Minimos_do_Transporte_Rodoviario_de_Cargas.html

NOTÍCIAS

Plenário do Senado aprovou no dia 29/05/2018, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 52/2018. A proposição revoga a desoneração da folha de pagamentos para diversos setores da economia, mantendo no regime diferenciado para pouco mais de 25 setores, até 31 de dezembro de 2020.

Foi acordado com o Presidente da República e sua equipe econômica que a redução a zero, até 31/12/2018, das alíquotas do PIS, da Cofins e da Cide para o óleo diesel será vetada. Será editado decreto para determinar novas fontes que custearão a redução de R$ 0,46 centavos no litro do óleo diesel. O projeto prevê ainda a permissão para compensação de créditos tributários com débitos previdenciários para contribuintes que utilizarem o e-social, exceto quando houver procedimento fiscal em andamento ou o contribuinte apurar o imposto de renda no regime de estimativa. Setores que continuam sujeitos à Contribuição Previdenciária incidente sobre a Receita Bruta – CPRB na proposta original: empresas de transporte rodoviário, ferroviário e metroviário de passageiros (todas na alíquota de 2), de construção civil e de obras de infraestrutura (ambas na alíquota de 4,5), e jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens (alíquota de 1,5%). Foram incluídas mais 23 (vinte e três) setores, dentre eles: tecnologia da informação e comunicação (alíquota de 4,5%), “call center” (alíquota de 3), projeto de circuitos integrados (alíquota de 4,5%), couro (alíquota de 2,5%), calçado (alíquota de 1,5%), confecção/vestuário (alíquota de 2,5%), empresas estratégicas de defesa (EED) (alíquota de 2,5%), fabricante de ônibus e de carroceria de ônibus (alíquota de 1,5% para ônibus e de 2,5% para carroceria), máquinas e equipamentos industriais (alíquota de 2,5%); móveis (alíquota de 2,5%), transporte rodoviário de cargas (alíquota de 1,5), indústria ferroviária (2,5%), fabricantes de equipamentos médicos e odontológicos (2,5%), fabricantes de compressores (2,5%), transporte aéreo de carga e de passageiros regular (1,5%), serviços auxiliares ao transporte aéreo de carga e de passageiros regular (1,5%), proteína animal (1%), têxtil (2,5%), empresas editoriais (1,5%), de manutenção de aeronaves (2,5%), de construção e reparação naval (2,5%), comércio varejista de calçados e artigos de viagem, enquadrado na Classe CNAE 4782-2 (2,5%), de pescado.

SISTEMA FIEP

Governo reduz de 28 para 17 o número de setores da economia que seguirão com desoneração da folha de pagamento

Presidente Michel Temer vetou desoneração de 11. Com isso, reoneração atinge empresas de 39 setores, que voltarão a pagar mais tributos. Os 17 desonerados mantêm benefício até 2020.

O Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, afirmou na quinta-feira (31) que 17 dos 56 setores permanecerão com folha de pagamentos desonerada até o final de 2020. Com isso, empresas de 39 setores da economia perderam o benefício fiscal. Nesta quinta-feira, o “Diário Oficial da União” publicou a sanção do Presidente Michel Temer ao projeto de lei da reoneração. Com isso, as empresas reoneradas perderão a isenção tributária que tinham. Pelo projeto, 28 setores seguiriam desonerados até 2020, mas Temer vetou 11 e, portanto, restaram 17. O benefício da desoneração da folha acabará, portanto, no final de 2020 para todos os setores. Com a mudança nas regras, a Receita Federal espera arrecadar R$ 830 milhões a mais neste ano. Com o aumento da tributação, que o governo vinha tentando fazer desde o ano passado, os setores, que perderão o benefício, voltarão a contribuir para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a folha de pagamento com alíquota de 20%. Pela lei atual, esses segmentos contribuem sobre o valor da receita bruta, de 2% a 4%, com alíquotas específicas para cada setor. Além da reoneração da folha, o governo também eliminou benefícios para os exportadores, para a indústria química, reduziu créditos para para os concentrados de refrigerantes e cortou gastos públicos. O objetivo foi viabilizar redução no preço do litro do diesel, uma das reivindicações dos caminhoneiros em greve atendidas pelo governo. Veja abaixo quais são os 17 setores cujas empresas permanecem com a folha de pagamentos desonerada: Calçados, Call Center, Comunicação, Confecção/vestuário, Construção civil, Empresas de construção e obras de infraestrutura, Couro, Fabricação de veículos e carroçarias, Máquinas e equipamentos, Proteína animal, Têxtil, TI (Tecnologia da informação), TIC (Tecnologia de comunicação), Projeto de circuitos integrados, Transporte metroferroviário de passageiros, Transporte rodoviário coletivo,

Transporte rodoviário de cargas.

G1/OGLOBO

Governo diz que país caminha para normalidade com fim da greve dos caminhoneiros

Após 11 dias de bloqueios e manifestações de caminhoneiros por rodovias de todo país, o governo anunciou nesta quinta-feira que o Brasil está retornando à normalidade com o fim da paralisação da categoria, que teve suas principais demandas atendidas por meio de um pacote com impacto bilionário

Pela primeira vez, desde o início da paralisação dos caminhoneiros em 21 de maio, não houve registro de pontos de aglomeração de pessoas e veículos, ou qualquer outra anormalidade no fluxo normal de veículo, em estradas do país, de acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal, por volta do meio-dia de quinta-feira. “Brasil está rodando e voando normalmente”, afirmou o Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, a jornalistas, após reunião no Palácio do Planalto do grupo instaurado pelo governo para acompanhar a situação do desabastecimento provocado pela paralisação. “Hoje de manhã operações importantes foram levadas a efeito, trazendo as últimas boas notícias. Nós terminamos o dia ontem e iniciamos hoje com o país voltando à normalidade”, acrescentou. O Porto de Santos, o maior da América Latina, voltou a ter movimentação de cargas nesta manhã por meio de uma operação coordenada pelo Exército, após vários dias seguidos de bloqueios, e cerca de 70 por cento do abastecimento de combustível do país já tinha voltado ao normal, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No entanto, um representante da operadora de logística Maersk Line disse que o acesso a Santos havia sido liberado, mas os portões continuavam fechados. “Vimos algumas importações-chave sendo liberadas de terminais no complexo de Santos. Ainda assim, esperamos que os volumes de exportações do Brasil continuarão sendo seriamente impactos pelas próximas semanas”, disse Antonio Dominguez, Diretor para da costa leste da América do Sul da Maersk. Além do fim da paralisação dos caminhoneiros, também foi anunciada na quinta-feira a suspensão da greve de 72 horas convocadas por petroleiros contra o que afirmam ser um processo de privatização da Petrobras. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) recomendou aos sindicatos da categoria o fim da greve depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) declarou a greve ilegal e estabeleceu multas de 2 milhões de reais por dia de paralisação.

Redação Reuters

Caminhoneiros autônomos encerram greve no Porto de Santos

Os caminhoneiros autônomos que ocupavam há 11 dias o Porto de Santos, no litoral sul de São Paulo, decidiram na noite de quinta-feira retomar as atividades

Na manhã de ontem, cerca de 1,5 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica chegaram ao local com a missão de desobstruir as entradas do porto. Contaram com o apoio de Polícia Militar do Estado e da Polícia Rodoviária Federal. O governador do Estado, Márcio França (PSB), participou das negociações. Ele recebeu na quinta-feira os representantes da categoria no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. Ainda mantinham a paralisação três associações, que concentram cerca de 1,6 mil caminhoneiros autônomos.

Redação Reuters

Indústrias frigorificas não produzem e nem vendem carne bovina

Até o fechamento da última quarta-feira (30/5), em função da greve dos caminhoneiros, as indústrias frigoríficas não compravam matéria-prima. As vendas eram raras, aconteciam em pequenos volumes, para poucas localidades onde era possível fazer entregas

Em função disso, muitos frigoríficos trabalhavam com estoques completamente cheios e estes não mexiam nos preços há duas semanas. Sem movimentação de compra e venda é impossível encontrar uma referência. Já aqueles poucos que negociavam regionalmente impuseram pequenos reajustes aos preços. Com isso, na média geral, os preços subiram 0,3% no acumulado dos últimos sete dias. Com isso, a trajetória de preços firmes completa oito semanas. É prejuízo para todos os lados. Os pecuaristas que tinham programado a venda das boiadas terminadas, não podem cumprir. Ou seja, é mais desembolso não programado, afinal, a seca já chegou, é preciso suplementar. As indústrias não estão operando, não estão gerando receita, portanto, os custos fixos e variáveis indiretos não estão sendo “cobertos”. Os estoques parados custam para os empresários. E a coisa continua atrapalhando cadeia afora, refletindo em menos movimentação também nos segmentos que direta ou indiretamente atendem pecuaristas e indústrias. Por fim, quanto mais tempo levar para que o movimento que impede a circulação de mercadorias seja dissolvido, maior será o “acúmulo” de demanda. Isso pode puxar fortemente os preços da carne quando os frigoríficos voltarem a distribuir a produção.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição em compasso de espera

Em função da paralisação dos caminheiros, o mercado de reposição ficou estagnado. Os leilões interromperam suas atividades e as negociações diretas entre pecuaristas também foram afetadas

Os negócios que ocorreram foram acordados garantindo a entrega dos animais apenas após o final da paralisação. Com toda essa paradeira do mercado as referências não sofreram nenhuma alteração frente ao levantamento de semana passada. Além de toda a questão de logística de transporte, as incertezas e a imprevisibilidade do mercado do boi gordo também deixam o recriador e invernista com o pé no freio. Do lado da ponta vendedora, ao passo que o período seco se intensifica a qualidade das pastagens cai e a retenção dos animais no pasto fica comprometida. Isso tende a deixar as cotações mais frouxas. A estratégia dos frigoríficos, o apetite do varejo na recomposição dos estoques e o comportamento da demanda após o fim da paralização determinarão os rumos do mercado do boi gordo e, consequentemente o de reposição.

SCOT CONSULTORIA

Com animais no pasto, pecuaristas tentam minimizar efeitos da greve

Entre os setores mais atingidos aves, suínos e leite parecem ser os mais fragilizados diante da atual greve dos caminhoneiros

Dentre os 30 mercados levantados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, os de aves, suínos e leite parecem ser os mais fragilizados diante da atual greve dos caminhoneiros. Isso porque, além de se tratarem de animais, que precisam ser alimentados, são setores que já estavam passando por fortes dificuldades antes da atual paralisação.  AVES – Ainda que este seja um setor integrado, as negociações envolvendo o frango estão travadas. Enquanto o avicultor não consegue receber insumos para alimentar os animais, frigoríficos reduziram o abate – muitos estão parados – porque não há mais espaço em seus estoques. Colaboradores do Cepea indicam que têm alimentos para os animais até o meio desta semana e, por isso, muitos têm racionado a alimentação – cenário que deve reduzir a produtividade. O setor avícola é fortemente dependente do mercado internacional – quase 35% da produção brasileira da proteína é exportada – e o mercado enfrenta embargo por parte de um importante comprador (União Europeia). O atual contexto pode dificultar os recentes avanços em acordos estabelecidos com outros países demandantes da carne. SUÍNOS – O cenário verificado no mercado de suínos é bastante parecido com o de aves, com muitos produtores racionando o uso de insumos, enquanto frigoríficos reduzem ou paralisam os abates. LEITE – As atividades na indústria estão limitadas ou suspensas no estado de São Paulo. De acordo com levantamentos, 90% da amostra do Cepea não registra negociação e não há expectativa de retomada. Dentro da porteira, a dieta dos animais está restrita ou paralisada pela escassez de insumos. O pico de lactação pode ser comprometido, acarretando em queda de produtividade, e a expectativa é de que o funcionamento fisiológico das vacas volte ao normal apenas daqui um ano. PECUÁRIA DE CORTE – No campo, pecuaristas têm deixado os animais no pasto, na tentativa de reduzir a necessidade de uso de suplementos. No frigorífico, novas cargas de animais para abate não chegam e também as carnes já processadas estão acumuladas nos estoques, sem escoamento.

Cepea

Campanha de vacinação contra a aftosa é prorrogada

Por conta da paralisação dos caminhoneiros, prazo foi adiado para 15 de junho

Diversos Estados decidiram prorrogar o fim da campanha de vacinação contra a febre aftosa até 15 de junho por conta da greve, que afetou a logística do processo. Segundo nota do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), documento enviado pelo Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou a extensão para evitar o comprometimento dos resultados da imunização dos rebanhos na etapa de vacinação de maio. “Em razão da paralisação dos caminhoneiros, a distribuição e venda de vacinas foram afetadas o que comprometeu a execução normal da etapa de vacinação não só em Mato Grosso, como em outros Estados, sendo necessária a prorrogação”, afirma a presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), Daniella Bueno. Até o momento Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraná, Espírito Santo, Pará e São Paulo (que também prorrogou a vacinação contra brucelose) já confirmaram a prorrogação. Os produtores devem checar com a defesa agropecuária do Estado para mais detalhes e também qual o novo prazo para comunicar a vacinação, que varia de acordo com o local. Todo o rebanho de bovinos e búfalos, de todas as idades, deve ser vacinado nesta campanha, com exceção dos estados do Acre, Espírito Santo e Paraná, que imunizarão apenas os animais de até 24 meses. Em novembro, a maioria dos estados vacinará os animais de até 24 meses.

Portal DBO

ECONOMIA

Preço mínimo do frete vai encarecer produtos no mercado interno

Avaliação é de produtores e da indústria, que reclamam por não terem participado da discussão sobre valores de transporte

A definição de um frete mínimo rodoviário vai resultar no aumento dos custos de produção e consequentemente aumentar os preços de alimentos. É como avaliam representantes do setor agrícola brasileiro, principal usuário do transporte rodoviário do país. O entendimento é de que o estabelecimento de um preço mínimo para o frete (proposto por meio da Medida Provisória 832/2018) fere o princípio de livre mercado e prejudica a competitividade dos produtores rurais, especialmente aqueles que produzem commodities e exportam parte da colheita. Entidades como a Associação Brasileira de Agronegócio (ABAG), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Associação Nacional das Indústrias Exportadoras de Sucos Cítricos (CitrusBR) endossam essa análise. Já os itens destinados ao consumo interno, como hortaliças, devem ser comercializados com o custo do frete maior embutido no preço final. Ou seja, quem vai pagar a conta é o consumidor. Cálculos iniciais estimam um impacto entre 15% e 30% no custo para a cadeia produtiva. Outro motivo de insatisfação para o setor agropecuário é o fato de que os produtores rurais não foram chamados a participar da mesa de negociações que define os novos valores para os fretes. A tabela com preços mínimos foi divulgada na tarde desta quarta-feira (30/5) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A Presidência informou que a tabela da ANNT apresenta “os preços mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes, por eixo carregado”. Ainda de acordo com o Planalto, os valores dos fretes estabelecidos pela agência são válidos até 20 de janeiro de 2019. Os valores serão atualizados no ano que vem.

GLOBO RURAL

PESsimismo com o ano começa a levar projeções do PIB para 1,5%

Atropelado pelos acontecimentos de maio, o PIB do primeiro trimestre – em linha com o esperado – pareceu um número relativo a um período ainda mais distante

Mesmo antes de conhecido o resultado de janeiro a março, a greve dos caminhoneiros já havia provocado uma onda de revisões para baixo nas projeções para 2018. Se antes da paralisação o sentimento entre os economistas era de que a recuperação tinha descido um degrau, depois dela falar em expansão abaixo de 2% parece algo prestes a virar lugar comum. De 16 instituições financeiras ou consultorias que responderam ao Valor, 12 revisaram para baixo a projeção para o crescimento do PIB deste ano. Com isso, a estimativa média caiu de 2,25% para 1,86%. Além disso, a projeção de pelo menos quatro dessas casas tem viés de baixa. Já não são tão raras projeções mais próximas de 1,5%, como a do Bank of America, e já há quem, como a 4E ou a Arx Investimentos fale em algo até abaixo disso. Na última quarta, uma frase bastante ouvida entre os analistas foi a de que o ano seria “daqui para pior”. A piora na percepção sobre o ritmo da atividade fica clara nas previsões para o segundo trimestre. Antes, se esperava taxa em torno de 0,8%, acima da registrada nos três primeiros meses do ano, Agora, a expectativa é de algo próximo de zero O PIB de 2018 aponta ” claramente para abaixo de 2%”, diz o Economista-Chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, que cortou sua estimativa para 1,8%. Um cenário externo menos amigável aos emergentes, as incertezas políticas e a greve dos caminhoneiros não deixam espaço para crescimento no segundo trimestre. Bráulio Borges, economista-sênior da LCA Consultores, observa que a herança estatística deixada pelo período de janeiro a março para o resto do ano, de 0,9%, torna difícil o crescimento de 2,4% projetado pelo consenso mais recente de mercado do Boletim Focus. A decepção de janeiro a março foi a alta de 0,6% no investimento que estimava 1,1%.

VALOR ECONOMICO

Dólar é a melhor aplicação em maio; Ibovespa é a pior

O dólar foi o investimento financeiro mais bem-sucedido no mês de maio, com valorização de 6,65% no mês fechado, com 12,74% acumulados no ano

Em um mês desastroso para a maioria das aplicações, o ouro foi a segunda melhor opção, com retorno de 5,9% em maio e 15,45% desde janeiro. O desempenho desses ativos, considerados mais seguros em tempos conturbados, reflete o conjunto de turbulências visto no mês: greve de caminhoneiros, as incertezas eleitorais, o derretimento das ações da Petrobras e a desvalorização dos ativos brasileiros em geral. A isso se soma o cenário externo menos favorável para os países emergentes, dado o aumento da percepção de risco por parte dos investidores. Na renda variável, o Ibovespa teve seus ganhos de 2018 praticamente anulados pela má performance de maio, com desvalorização de 10,87%. No ano, o principal índice da bolsa brasileira acumula ligeira alta de 0,46%. A postura mais cautelosa dos estrangeiros em relação aos mercados emergentes desencadeou, desde meados de abril, uma saída de recursos da bolsa brasileira. Tal movimento, no entanto, foi compensado pela atuação na ponta compradora de investidores institucionais, que intensificaram a presença no mercado acionário. De acordo com dados da B3 até o último dia 28, somente em maio, os estrangeiros retiraram R$ 6,45 bilhões da bolsa. Na renda fixa, o CDB fechou o mês com retorno de 0,54%, somando 2,6% no ano. O CDI apontou alta de 0,52% em maio e de 2,65% desde janeiro.

VALOR ECONOMICO

Maggi divulga projetos de US$ 4 bilhões voltados para investidores estrangeiros

No Fórum de Investimentos Brasil, o Ministro da Agricultura defendeu a produção brasileira e anunciou criação de selo para produtos de exportação. Ministro falou de investimentos, lançamento de selo para exportação e da defesa da produção brasileira de alimentos

Durante o Fórum de Investimentos Brasil (FIB 2018), o Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa) divulgou portfólio de projetos do setor com potencial para atrair mais de US$ 4 bilhões em investimentos externos. São 161 projetos nas cinco regiões brasileiras em diferentes áreas da agropecuária, desde a produção vegetal e animal, passando pela infraestrutura, até a logística. O portfólio inclui projetos privados de avicultura, logística, celulose, frigoríficos, usinas, portos, pescado, reflorestamento, entre outros setores. Na sua exposição, Maggi enfatizou que o país tem condição de enfrentar com facilidade críticas de natureza ambiental feitas por concorrentes no exterior. Mas há outros desafios a enfrentar no mercado internacional para aumentar a participação brasileira no setor do agro, disse Maggi. “Agora mesmo, nós temos problemas na área de alimentos processados e frangos, por exemplo. Há resistência muito forte de produtores europeus.” O Ministério da Agricultura tem adotado a estratégia de divulgar no exterior oportunidades de negócios no Brasil e vem colhendo resultados. Um exemplo é o investimento dos Emirados Árabes Unidos na ampliação de um frigorífico, que pode chegar a US$ 300 milhões em cinco anos. Entre os empreendimentos estão, portos para escoamento da safra no Maranhão, produção de suínos, aves e peixes no Acre. Neste último caso, um dos projetos envolve a cadeia do pirarucu – peixe típico da Amazônia –, desde a produção de alevinos até o frigorífico, incluindo o tratamento do couro para produção de bolsas e calçados. Maggi anunciou ainda o lançamento em breve do selo “O Melhor do Agro Brasileiro”. Inicialmente, produtos como café, grãos, suco de laranja e carnes contarão com marca, criada a partir da bandeira do Brasil. Códigos serão impressos em embalagens permitindo aos consumidores obter informações detalhadas dos itens.

MAPA

Agropecuária cresceu 1,4% no primeiro trimestre do ano

Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,4% em relação ao último trimestre de 2017

Crescimento do agro em quatro trimestres é de 6,1%. A produção de soja cresceu 0,6% sobre o primeiro trimestre de 2017 O IBGE divulgou nesta quarta-feira o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao 1º trimestre deste ano, que apresentou crescimento de 0,4% em relação ao último trimestre de 2017. Foi o quinto resultado positivo após oito quedas consecutivas, com participação destacada da Agropecuária, que cresceu 1,4%. Os setores de Indústria e Serviços, aumentaram 0,1%. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,64 trilhão. A Agropecuária representou R$ 93,94 bilhões, Indústria, R$ 291,65 bilhões e Serviços, R$ 1,015 trilhão. A distribuição percentual dos setores no PIB corresponde a 5,7%, 17,8% e 61,9%, respectivamente. Na comparação com primeiro trimestre de 2017, o PIB registra crescimento de 1,2%, e decréscimo de 2,6% na Agropecuária. A Indústria cresceu 1,6%, e Serviços, 1,5%. De acordo com o coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Gasques, as estimativas de safra, referentes a abril deste ano mostram que algumas lavouras apresentaram redução de produção e de produtividade no primeiro trimestre do ano. Entre as quedas estão arroz, de 6,8%, em relação a igual período de 2017, laranja, 9,4%, e milho primeira safra, 17,5%. Essas lavouras também apresentam produtividade inferior à do ano passado. Mas soja apresenta crescimento da produção de 0,6% sobre o primeiro trimestre de 2017, e seus resultados contribuíram para a formação do PIB do trimestre, explica Gasques. O PIB acumulado nos últimos quatro trimestres cresceu 1,3%, enquanto a agropecuária teve variação de 6,1%, Indústria, 0,6% e Serviços, 1,0%. Essa taxa elevada para a Agropecuária deve-se a resultados dos últimos três trimestres de 2017, e aos primeiros levantamentos deste ano que apontaram resultados favoráveis para diversas lavouras, observou o coordenador do Mapa.

MAPA

Para atender caminhoneiros, governo corta R$ 12 milhões da Agricultura

Produção familiar, reforma agrária e exportações estão entre as áreas atingidas pela decisão. Para atender o pedido dos caminhoneiros e baixar o preço do óleo diesel, o governo federal aceitou bancar a redução de R$ 0,07 por litro do combustível até o dia 7 de junho e R$ 0,30 a partir dessa data

 O Ministério da Agricultura esse corte chega a R$ 12,35 milhões. A área de Defesa Agropecuária, por exemplo, vai perder quase R$ 3 milhões para ações e programas de fortalecimento da sanidade animal e de modernização de laboratórios oficiais, por exemplo. O seguro rural também será afetado com menos R$ 3,4 milhões para serem aplicados em 2018. Outros programas, como o Plano ABC e a agricultura irrigada, também terão menos dinheiro. A Embrapa teve o cancelamento de R$ 2,826 milhões em programas de pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologias e o projeto de construção e implantação da Embrapa Quarentena Vegetal, no Distrito Federal. Até mesmo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) sofreram cortes, com o cancelamento de R$ 660 milhões e R$ 226 mil, respectivamente. Procurado pelo Canal Rural, o Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, não quis se posicionar sobre os cortes no orçamento e ressaltou que a pasta está trabalhando para que o produtor rural não seja afetado. Novacki também confirmou que estuda mecanismos para a renegociação de dívidas causadas pela greve. Ele ressaltou que mantém conversas com os ministros do Planejamento, Esteves Colnago, e da Fazenda, Eduardo Guardia, para o fechamento do Plano Safra e deve ter novidades na próxima segunda-feira, dia 4. O objetivo é encontrar mecanismos dentro do programa para atender as demandas causadas pela greve. As políticas de reforma agrária e regularização fundiária, bem como a assistência técnica e extensão rural foram fortemente afetadas.

CANAL RURAL

EMPRESAS

JBS USA anuncia emissão de US$ 500 milhões em títulos de dívida

A JBS informou que sua subsidiária JBS USA concluiu na quinta-feira a captação de um “Term Loan B”, adicional a um título semelhante já emitido pela companhia, no montante de US$ 500 milhões

O custo foi de taxa Libor + 2,5%, com vencimento em outubro de 2022. Segundo a empresa, a JBS USA optou por expandir o montante inicial de US$ 450 milhões para US$ 500 milhões e obteve um custo 25 pontos base melhor em relação ao inicialmente indicado, ambos devido à uma demanda mais de 2,5 vezes superior à originalmente prevista. “Todos os recursos levantados serão destinados ao pagamento da dívida nos Estados Unidos e para as necessidades usuais de fluxo de caixa. A emissão bem-sucedida reforça a confiança do mercado financeiro na capacidade de gestão da companhia e na perspectiva para as operações internacionais da JBS”, comentou em nota José Batista Sobrinho, Executivo-Chefe global da JBS.

VALOR ECONOMICO

AVES&SUÍNOS

Produtores de aves prejudicados por greve deverão obter crédito via Plano Safra

Produtores de aves que tiveram prejuízos relacionados à greve dos caminhoneiros poderão ter necessidades de crédito atendidas dentro do Plano Agrícola e Pecuário (Plano Safra), que será apresentado pelo governo federal na semana que vem, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

“Temos um Plano Safra bastante grande. E é claro que o ministério tem na sua atribuição fazer política agrícola. Se neste momento for importante deslocar algum recurso para as cooperativas, para os produtores se reorganizarem, em detrimento até de um novo projeto de investimento, faremos isto, sem nenhum problema”, disse o ministro Blairo Maggi durante o Fórum de Investimentos Brasil 2018 que ocorreu em São Paulo, na terça-feira (29), segundo nota divulgada pelo Mapa. Segundo o Ministro, a utilização do Plano Safra é colocada como única alternativa para atender às necessidades de crédito do setor, considerando a atual situação fiscal do governo. “Com o teto de gastos que temos, para colocar algo, outro tem que sair, e a política agrícola vai seguir isto também com muito cuidado”, disse Maggi. A circulação normal de ração, insumos agrícolas e produtos acabados dos frigoríficos foi impedida por bloqueios nas estradas durante protestos da greve que durou mais de uma semana, provocando a paralisação de grande parte das plantas frigoríficas brasileiras. A retomada gradativa das operações foi iniciada na quarta-feira (30). A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a indústria de carnes de aves e suína, informou que cerca 70 milhões de aves tinham morrido devido à falta de ração durante a greve até segunda-feira (28). Maggi disse que a falta de estoque de suprimentos nas granjas é comum no mundo inteiro e que as perdas não ocorreram por má gestão ou falta de providências imediatas.

CARNETEC

46 plantas produtoras de aves, suínos e ovos iniciam retomada de atividades

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou por meio de comunicado que 46 unidades produtoras de aves, suínos e ovos no país tinham iniciado a retomada da produção de forma parcial e gradativa até as 17 horas de quarta-feira (30)

Diversos frigoríficos de carnes de aves, suína e bovina no país anunciaram paralisação ou redução de atividades na semana passada, diante da greve de caminhoneiros que impediu o fluxo de produtos e insumos nas estradas do país. A ABPA disse que as exportações seguem paralisadas nos portos. “Há confiança de que, em breve, as cargas de aves, rações e caminhões frigoríficos consigam transitar normalmente”, disse a entidade. A Marfrig Global Foods confirmou que está restabelecendo atividades operacionais, diante da redução de protestos de caminhoneiros no Brasil. “Algumas das plantas frigoríficas já retomaram suas operações de processamento e desossa, sendo que a distribuição e o escoamento de produtos vêm crescendo em todas as unidades”, informou a empresa em comunicado. Na terça-feira, a Aurora Alimentos já havia informado que retomaria as operações de forma gradativa. JBS e BRF não responderam à solicitação da CarneTec por informações sobre suas operações até o final da tarde de quarta-feira (30).

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