CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 755 DE 21 DE MAIO DE 2018

clipping

Ano 4 | nº 755 | 21 de maio de 2018

NOTÍCIAS

Pressão da baixa no mercado do boi gordo se dispersando

Apesar do viés baixista ainda caracterizar este período do mercado, a intensidade da queda diminuiu e gradativamente o rumo tomado está caminhando para o equilíbrio

A concentração intensa da oferta de boi gordo parece ter ficado para trás e aos poucos os compradores têm mais dificuldade para impor preços abaixo das referências. Contudo, vale salientar que apesar de os frigoríficos não comprarem com a mesma facilidade que compravam nas primeiras semanas deste mês, não há espaço para valorizações concretas em curto prazo. Primeiro porque as escalas estão confortáveis na maioria das regiões e segundo por estarmos na segunda quinzena do mês, período de lentidão no escoamento de carne.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

Araçatuba (SP): 139,00

Belo Horizonte (MG): 129,00

Goiânia (GO): 124,00

Dourados (MS): 128,00

Mato Grosso: 126,00 – 129,50

Marabá (PA): 124,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)

Paraná (noroeste): 139,00

Tocantins (norte): 122,00

Scot Consultoria

Semana cheia em Paris: Brasil livre de aftosa na OIE

No domingo (20) à tarde, em Paris, Botlhe Michael Modisane, Presidente da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e delegado da África do Sul, deu início a um encontro histórico da entidade: enfim, o Brasil recebeu o reconhecimento de livre de febre aftosa com vacinação

Trata-se da 86ª Sessão Anual da OIE, que reúne nesta semana, até sexta-feira (25), mais de 700 participantes, entre os quais 22 ministros. Um deles presente na abertura de ontem era o brasileiro Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que em seu discurso afirmou que o reconhecimento do Brasil como país livre da aftosa com vacinação é “a vitória de uma longa e dura trajetória de muita dedicação de pecuaristas e do setor veterinário oficial brasileiro”, segundo nota no site do Mapa. “Motivo de muito orgulho dos brasileiros que lutaram e lutam para o bem do Brasil”, continuou o Ministro. O Ministro citou dados de 2017 em que somente a pecuária representou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 175,7 bilhões. No mesmo período, apenas o complexo carnes teve um crescimento nas exportações da ordem de 8,9%, atingindo uma receita de US$ 15,5 bilhões. “E ainda temos potencial para crescer muito mais no mercado internacional, pois exportamos somente uma pequena parte da nossa produção de bovinos e suínos. Esse crescimento das exportações brasileiras se deve, além da inquestionável qualidade e competitividade dos nossos produtos, sobretudo à melhoria da condição sanitária do rebanho nacional.” O Ministro falou sobre a próxima etapa: o Brasil atingir o status de país livre de aftosa sem vacinação. Santa Catarina é o único estado reconhecido desde 2007 como livre de aftosa sem vacinação. “Nosso novo grande desafio será enfrentar a etapa final do processo de erradicação da doença em nosso país e na América do Sul, ampliar nossas zonas livres sem vacinação, e, em especial no Brasil, alcançar a condição de país livre de aftosa sem vacinação. Assim, esperamos seguir contribuindo com a erradicação da febre aftosa no mundo e oferecendo aos mercados produtos cada vez melhores e saudáveis e contribuindo para a segurança alimentar mundial.”

CARNETEC

Auditores da receita tentam barrar Refis do Funrural

Unafisco move ação na justiça pedindo que anistias sejam negadas e valor seja incluído nas parcelas a serem pagas

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) entrou com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal de São Paulo para barrar de imediato o perdão das multas tributárias concedidas no Refis (parcelamento de débitos tributários) do Funrural. No pedido de liminar, a Unafisco quer que as anistias sejam negadas e que o valor correspondente seja incluído nas parcelas ainda a serem pagas. Na ação, a entidade argumenta que o artigo 180 do Código Tributário Nacional (CTN) impede anistia (perdões de multas) para maus contribuintes que sonegam e fraudam o Fisco. Segundo a Unafisco, no Refis do agronegócio, o perdão das multas foi total, de 100%, o que não apenas fere o CTN como afeta negativamente a chamada “moral tributária”, desestimulando o bom contribuinte a cumprir suas obrigações. “Os parcelamentos especiais, entre eles o do agronegócio, precisam respeitar o art. 180 do CTN. Empresa que foi autuada por sonegação, fraude ou conluio não pode ter perdão de multa. A multa pode ser parcelada, mas não perdoada nesses casos”, disse o diretor técnico da Unafisco, Mauro Silva. Segundo ele, a ação civil ajuizada alcança só o Refis do agronegócio, mas o argumento vale para todos os Refis, inclusive para contribuintes pessoas físicas. Por isso, segundo ele, a importância da decisão pela Justiça. De acordo com a Unafisco, essa ação, se acolhida pela Justiça, deve criar despesa para a BRF, Marfrig, J&F e outras grandes empresas do agronegócio beneficiadas com o Refis. Em outra frente, a Unafisco impetrou ação para que os benefícios fiscais à indústria petroleira respeitem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e se limitem a cinco anos. Para Mauro Silva, a Unafisco quer barrar essas medidas, que de forma continuada desrespeitam o CTN, que existe desde 1966.

ESTADÃO CONTEÚDO

Pecuária deve sofrer novo apagão de bezerros em 2020

Maior abate de fêmeas causará escassez de animais jovens nos próximos dois anos

Em um ano cercado de incertezas, a pecuária passa por um cenário morno nos cinco primeiros meses de 2018. Enquanto a arroba tem sofrido baixas em diversas regiões do país, o preço do bezerro tem reagido. No entanto, o cenário de alta na categoria é um movimento sazonal e deve permanecer até meados de junho, de acordo com a analista Lygia Pimentel, da Agrifatto. “O bezerro costuma ter um aumento de preço no início do ano, quando a capacidade de suporte das pastagens ainda está alta. Mas, com a entrada da seca, os pecuaristas costumam se desfazer desses animais e com isso a oferta cresce e as cotações recuam”. A entrada da seca também deve provocar o crescimento da participação de fêmeas no abate, o que causará uma escassez na oferta de animais jovens nos próximos dois anos, característica do ciclo de alta na pecuária. “Teremos um novo apagão de bezerros em 2020. E a oferta será ainda mais restrita dessa vez”, destaca a analista. Lygia acredita que a intensificação do sistema produtivo e os constantes investimentos em tecnologia contribuirão para que a escassez de bezerros no mercado seja maior do que no último “apagão”, em 2015/16. “A redução da idade de abate faz com que o giro seja mais rápido, agilizando também a necessidade de compra de reposição. A relação de troca boi gordo/bezerro tende a piorar ainda mais com o passar dos anos”. Em relação às expectativas para 2018, Lygia acredita que o aumento da oferta em decorrência da entrada da seca deverá pressionar as cotações nos próximos meses e a arroba só deve se recuperar em meados do segundo semestre, podendo chegar a R$ 150 em outubro.

Portal DBO

Exportação da carne bovina sul-mato-grossense apresenta aumento superior a 5% em 2018

Aumento se deu em razão da maior demanda dos principais clientes
Mato Grosso do Sul apresentou, no primeiro quadrimestre de 2018, se comparado ao mesmo período do ano passado, um aumento de 5,6% na exportação da carne bovina in natura. Os dados são da Secex – Secretaria de Comércio Exterior, apurados pela Unidade Técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS. “O volume exportado deste ano foi superior ao igual período do ano passado pelo fato de que os embarques para o mercado externo de janeiro a março foram mais vantajosos, já que abril não apresentou bom desempenho e foi menor que em 2017”, ressalta a analista técnica do Sistema Famasul, Eliamar Oliveira. Foram totalizadas, entre janeiro e abril desse ano, mais de 40 mil toneladas de carne bovina exportada, rendendo uma receita superior a US$ 168 milhões. No ranking dos principais importadores do estado, divulgados no último Boletim Rural, o Chile aparece em primeiro lugar, sendo responsável por 25% da receita.   Países como o Paraguai e Uruguai compõem agora a lista de clientes sul mato-grossense, ocupando 12º e 13º lugar respectivamente. De acordo com as informações do SIPOA – Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, o quadrimestre foi fechado com a produção de 288 mil toneladas de carne, e mais de um milhão de animais abatidos, número superior ao mesmo período de 2017.

FAMASUL

CNA lança Sistema de Rastreabilidade de Carnes em Paris

CNA vai lançar em Paris, durante a 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, de 20 a 25 de maio, uma ferramenta de fortalecimento da pecuária brasileira

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai lançar em Paris, durante a 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, de 20 a 25 de maio, uma ferramenta de fortalecimento da pecuária brasileira. O Agricultural Traceability System CNA Brasil (Agri Trace) é uma ferramenta desenvolvida pela CNA para realizar a gestão de protocolos de rastreabilidade de adesão voluntária da cadeia produtiva da carne bovina. Essa ação é um complemento às garantias sanitárias oferecidas pelo Governo Federal. O sistema utiliza dados oficiais de cadastro de propriedades rurais e controle de trânsito de animais, permitindo a elaboração de protocolos privados, para atendimento de requisitos específicos de mercados importadores. Os produtores, assim como os frigoríficos, interessados em fornecer carnes nas condições estabelecidas nos protocolos privados, devem se comprometer a atender os requisitos e seguir as regras estabelecidas.  CNA verifica se essas regras foram cumpridas por meio do uso de ferramentas, como um aplicativo que permite a coleta de informações (coordenadas geográficas, fotos e vídeos). O Agri Trace também vai trazer transparência para os compradores por meio de painéis de monitoramento e controle que vão mostrar a quantidade de produtores e frigoríficos que estão dispostos a atender as exigências daquele mercado, além da quantidade de animais abatidos em determinado período. O Coordenador dos Protocolos de Rastreabilidade de Adesão Voluntária do Instituto CNA, Paulo Costa, explica que se um mercado comprador, onde o Brasil já possui Certificado Sanitário Internacional (CSI), fizer algum tipo de exigência específica em relação à qualidade da carne, ele vai apresentar os requisitos à CNA. “Assim que o país nos mandar as exigências, nós incluímos no sistema de rastreabilidade e colocamos à disposição dos produtores e dos frigoríficos. Aqueles que se interessarem, podem se comprometer a atender as demandas”, disse. De acordo com o coordenador do Grupo Técnico de Defesa Sanitária da CNA, Decio Coutinho, “com o sistema, vamos ter condições de atender atributos de qualidade mandando para o cliente o produto específico que ele quer”.

CNA – CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL

Há especulação, mas o olhar está direcionado para reposição em Rondônia

Em Rondônia as chuvas ainda regulares, principalmente na região Sudeste do estado, garantem a capacidade de suporte das pastagens

Este cenário limita a pressão baixista imposta pelos frigoríficos, tendo em vista que os pecuaristas conseguem endurecer as negociações, retendo a boiada no pasto. Desta forma, a sustentação no mercado do boi gordo aumenta a disposição dos recriadores e invernistas em investir no mercado de reposição. Pelo lado da demanda, há maior procura por garrotes (9,5@) e bois magros (12@) para serem fechados no cocho ainda neste semestre. Pelo lado da oferta, há disponibilidade, principalmente, de animais mais jovens. No entanto, a especulação se sobressai em relação aos negócios efetivados. Usando como exemplo o garrote, desde o início do ano os preços subiram 2,1% e a troca com o boi gordo piorou, saindo de 1,71 garrote para 1,61. Com isso, daqui em diante o resultado do confinamento no estado dependerá da atratividade do boi gordo no mercado futuro e também da consolidação dos preços do milho de segunda safra.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Dólar mantém trajetória de alta e ronda R$3,75 com mercado esperando BC

A alta do dólar não dá trégua e a moeda assumiu novos patamares nesta sexta-feira, perto de 3,75 reais e renovando os maiores níveis em mais de dois anos, com os investidores acompanhando o movimento da moeda ante divisas de países emergentes

O dólar avançou 1,04 por cento, a 3,7396 reais na venda, maior patamar desde os 3,7630 reais de 15 de março de 2016. Na semana, o dólar ficou 3,85 por cento mais caro no Brasil. Foi a sexta sessão consecutiva de elevação, período no qual subiu 5,44 por cento. Também foi a quarta semana seguida de valorização, período no qual o dólar ficou 9,61 por cento mais caro. Na máxima da sessão, a moeda chegou a 3,7774 reais, com um movimento de zeragem de posições vendidas, quando o investidor se desfaz de posições que apostam na queda do dólar. O dólar futuro tinha alta de 1,15 por cento. Com essa forte valorização no pico do pregão, os profissionais das mesas estavam se questionando se o BC iria ampliar sua intervenção no câmbio, para além da rolagem de contratos de swap cambial, que equivalem à venda futura da moeda. “O dólar vai continuar subindo aqui enquanto lá fora a moeda não acalmar”, destacou um gestor de derivativos de uma corretora local. No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, ajudado pela fraqueza do euro em meio à cautela dos investidores com as incertezas políticas na Itália. O índice do dólar subiu 5 por cento desde meados de fevereiro, com os investidores apostando que a taxa de juros nos Estados Unidos terá que subir mais para conter a inflação. A moeda norte-americana também tinha alta firme ante as divisas de países emergentes, como a lira turca e o peso chileno. Internamente, apesar da forte valorização da moeda norte-americana nos últimos dias, que ajudou o Banco Central a se decidir por manter a Selic em 6,50 por cento ao ano no seu encontro de política monetária desta semana, a autoridade monetária não promoveu por ora mudanças em sua política de swaps. “Uma atuação mais firme por parte do Banco Central poderia contribuir para aliviar a pressão no câmbio”, acredita o gestor citado acima. Nesta sessão, o BC vendeu os 5 mil novos contratos de swaps cambiais tradicionais —equivalentes à venda futura de dólares—, totalizando 1,250 bilhão de dólares em cinco dias de leilões. Também vendeu integralmente os 4.225 de swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, já rolando 4,171 bilhões de dólares do total de 5,650 bilhões de dólares que vencem em junho. “O discurso do BC de que o movimento do dólar está alinhado ao exterior tem um limite. Seria prudente atuar (com mais firmeza) para conter a volatilidade. O movimento de alta do dólar está muito rápido”, avaliou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.

Redação Reuters

Ibovespa recua, mas busca por barganhas sustenta patamar de 83 mil pontos

A bolsa brasileira fechou em baixa na sexta-feira, tendo como pano de fundo um quadro desfavorável a mercados emergentes, mas o Ibovespa encerrou longe das mínimas em meio à busca por barganhas após quedas mais fortes na primeira etapa do pregão.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 0,65 por cento, a 83.081 pontos. No pior momento, contudo, tocou 81.390 pontos, em queda de 2,67 por cento. O volume financeiro no pregão foi novamente forte e somou 17,7 bilhões de reais, contra uma média diária de 13 bilhões em maio e 11 bilhões em 2018. Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 2,5 por cento, ampliando as perdas no mês para 3,5 por cento e reduzindo a alta no ano para 8,7 por cento. “Fizeram uma pescaria nessa bolsa agora à tarde”, afirmou um gestor, destacando que vários papéis reduziram as perdas e vários passaram para o território positivo. “Foi um dia bem volátil”, acrescentou. As operações domésticas também foram influenciadas pelo movimento no câmbio, com o dólar chegando a disparar 2 por cento para 3,7774 reais, ajudando companhias como Suzano, que liderou as altas do Ibovespa. No exterior, o índice MSCI para ações de mercados emergentes cedeu 0,62 por cento. Estrategistas do UBS avaliam que o recente clima negativo nas ações de mercados emergentes decorre de uma rodada de alta de rendimentos de títulos e do dólar, que está tirando dinheiro de ativos arriscados, não uma crise, segundo nota a clientes.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Temer rebate críticas sobre desemprego e diz que Caged apontou abertura de 115.898 vagas em abril

O Presidente Michel Temer rebateu na sexta-feira as críticas sobre a alta do desemprego e disse que em abril 115.898 postos de trabalho foram criados, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho

Temer anunciou o número ao participar de um fórum promovido pela revista Exame e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo. “Acabo de receber aqui que no mês de abril, dados do Caged, nós tivemos mais 115.898 postos de trabalho, portanto nós temos que confiar no que está acontecendo no Brasil”, disse o presidente no evento. No discurso, Temer afirmou ainda que seu governo olha para o futuro e não se apega ao passado. Apontou, no entanto, o que considera realizações de seus dois anos de governo, como a reforma trabalhista e a criação de um teto para os gastos públicos.

REUTERS

EMPRESAS

Moody’s eleva rating da JBS para B1, com perspectiva estável

A agência de classificação de risco Moody’s elevou na sexta-feira o rating corporativo da JBS (JBSS3.SA) de B3 para B1, com perspectiva estável

A medida vem na esteira do anúncio do acordo de normalização de dívida da JBS com bancos na semana passada, que inclui manter o acesso a certas linhas de crédito até 2021, o que reduz o risco de liquidez, assim como os contínuos resultados operacionais da companhia, afirmou a Moody’s. Mais cedo nesta sexta, outra agência, a Fitch, manteve as notas de crédito de longo prazo em moeda estrangeira e local da JBS em ‘BB-‘, mas retirou a observação negativa dos ratings. No dia 15 de maio, a agência S&P elevou o rating global da JBS de B para B+, com perspectiva positiva, um dia após a empresa ter anunciado o acordo de refinanciamento com bancos no país para dívidas de curto prazo.

Redação Reuters

 

Unidades da JBS e BRF estão entre as 4 liberadas a exportar para Coreia do Sul

As fábricas da JBS na cidade de Seara e da BRF em Campos Novos estão entre os quatro frigoríficos catarinenses autorizados a exportar carne suína para a Coreia do Sul, de acordo com nota do governo de Santa Catarina

Na véspera, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou que aquele país abriu seu mercado à carne suína do Brasil, inicialmente para quatro estabelecimentos de Santa Catarina, afirmando que a que a expectativa é de que em breve outros estabelecimentos possam ser habilitados. A previsão é de que o mercado sul-coreano deva importar mais de 30 mil toneladas do produto brasileiro ao ano, de acordo com avaliação do setor citada em nota do Ministério na quinta-feira. Santa Catarina é o único Estado brasileiro considerado livre de febre aftosa sem vacinação, o que garante ao Estado a primazia de iniciar as vendas à Coreia do Sul, terceiro maior importador mundial de carne suína, atrás apenas do Japão e da China. Também foram autorizados a exportar frigoríficos da Aurora Alimentos e da Pamplona Alimentos (Presidente Getúlio), segundo o governo catarinense. A Coreia do Sul é um dos mercados mais almejados pelos exportadores, pelo preço que paga pela carne, e as negociações com o país foram iniciadas em setembro de 2016, durante a visita do ministro. As conversas prosseguiram em fevereiro e missões técnicas coreanas foram enviadas ao Brasil para habilitação dos frigoríficos.

Redação Reuters

JBS fará a primeira exportação de carne suína para a Coreia do Sul

Menos de uma semana após o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciar a abertura do mercado da Coreia do Sul à carne suína de Santa Catarina, a JBS fará o primeiro embarque do produto brasileiro para o país asiático

Em visita à Coreia do Sul neste fim de semana, a Presidente da Seara, Joanita Karoleski, fechou uma venda de 50 toneladas de cortes de carne suína. Os produtos (pernil, paleta, barriga e copa de lombo) serão embarcados nos próximos dias a partir do porto de Itajaí (SC) e levarão cerca de 45 dias para chegar até ao país. A Seara (companhia que reúne os negócios de aves, suínos e alimentos processados da JBS no Brasil) foi uma das quatro empresas brasileiras que tiveram autorização para exportar aos coreanos. Além da Seara, BRF, Aurora e Pamplona tiveram um frigorífico de suínos habilitados pelos coreanos. “O mercado sul-coreano há bastante tempo é almejado pelos exportadores brasileiros”, afirmou a Presidente da Seara, em nota enviada ao Valor. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Coreia do Sul é a quarta maior importadora global de carne suína (China, Japão e México são os principais compradores). No ano passado, os coreanos importaram mais de 600 mil toneladas em equivalente carcaça de carne suína. Segundo o Ministério da Agricultura do Brasil, a Coreia do Sul é um mercado de US$ 1,5 bilhão. De acordo com o Diretor Executivo de mercado externo da Seara, Antonio Augusto de Toni, os coreanos importam, em média, 35 mil toneladas de carne suína por mês, o que representa “um enorme potencial para o suíno brasileiro”, disse. Na semana passada, o Vice-Presidente de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse que a abertura do mercado coreano dá mais uma opção para o Brasil escoar sua produção, o que é relevante tendo em vista que a Rússia ainda mantém embargo contra a carne suína brasileira. A expectativa de Santin é que as exportações brasileiras de carne suína à Coreia do Sul ganhem força ao longo dos próximos anos. No curto prazo, porém, ainda há desafios a serem superados. Entre os principais está a tarifa de importação de 25% para vender aos coreanos, um imposto considerado alto. Segundo Santin, um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Coreia pode ajudar a destravar o mercado. Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor mundial de carne suína. No ano passado, o país exportou cerca de 700 mil toneladas de carne suína, de acordo com dados da ABPA. Rússia, Hong Kong e China foram os principais destinos do produto brasileiro.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

França se aproxima mais da exportação de carne bovina para a China

A França deu mais um passo em direção ao início das exportações de carne bovina para o imenso mercado da China, depois que autoridades chinesas inspecionaram sete unidades de carne do país na Europa, disse uma autoridade da indústria francesa

A China, segundo maior importador de carne bovina do mundo, já concordou em permitir a importação de carne bovina francesa, mas Pequim precisa certificar plantas de processamento antes que qualquer carne possa ser embarcada. Não está claro quando os resultados das inspeções da semana passada serão conhecidos, mas Marc Feunteun, Presidente da associação francesa Meat Export, disse que espera ver os primeiros contêineres rumo à China em agosto. “Até a visita de Macron, eu teria dito que levaria outros dois anos. Agora há vontade política “, disse ele à Reuters durante uma feira em Xangai na quarta-feira. Durante uma visita a Pequim em janeiro, o presidente francês Emmanuel Macron disse que a carne bovina francesa alcançaria o mercado chinês dentro de seis meses. “As autoridades chinesas estão realmente sob pressão para que isso seja feito”, acrescentou Feunteun, citando a velocidade com que as auditorias e inspeções ocorreram. A China importou quase 700 mil toneladas de carne bovina em 2017, no valor de US$ 3,3 bilhões, com um crescimento de 20% em relação ao ano anterior, segundo a alfândega chinesa. A Irlanda foi o primeiro país da União Europeia a conquistar acesso ao mercado chinês, com total aprovação no mês passado, dois anos depois de Pequim ter suspendido a proibição da carne bovina irlandesa. O comissário da União Europeia para Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan, disse a repórteres na quarta-feira que a aprovação irlandesa poderia ajudar a acelerar as aprovações de outros países da UE, com mais de uma expectativa de acesso ao mercado em 2018. Enquanto os pequenos produtores europeus não rivalizam com os principais fornecedores de carne bovina da China, o Brasil e a Austrália, o acesso ao mercado chinês chega em um momento crítico. A demanda por carne bovina está caindo no mercado doméstico da França e na vizinha Itália, disse Feunteun, devido à mudança nos hábitos de consumo. A China deve comprar partes do animal que não são tão populares no mercado doméstico.

Reuters

Importações da China deverão crescer 10%; exportações 8%; PIB, 6,7%

A economia da China deve expandir cerca de 6,7 por cento no segundo trimestre deste ano, afirmou o Centro de Informação Estatal em um artigo no estatal China Securities Journal deste sábado

A projeção é ligeiramente mais fraca do que os 6,8 por cento registrados no primeiro trimestre. O Centro de Informação Estatal é um órgão de pesquisa oficial afiliado à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal agência de planejamento econômico do país. O instituto de pesquisa oficial projeta que as exportações denominadas em dólares crescerão cerca de 8 por cento no segundo trimestre contra o ano anterior e que as importações aumentarão cerca de 10 por cento. Ele prevê inflação ao consumidor de cerca de 2 por cento e que a inflação ao produtor acelerará para cerca de 3,8 por cento no segundo trimestre ante o ano anterior. Os dados de atividade de abril divulgados nesta semana sugerem que a segunda maior economia do mundo começa a perder força, como analistas preveem há tempos, conforme o governo continua a reprimir tipos mais arriscados de financiamento. Embora ainda esteja expandindo a um bom ritmo, as vendas no varejo e o investimento em ativo fixo cresceram de forma mais modesta do que o esperado enquanto as vendas de propriedades caíram pela primeira vez em seis meses diante da repressão do governo à especulação e do aumento das taxas hipotecárias.

Reuters

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