
Ano 4 | nº 756 | 22 de maio de 2018
NOTÍCIAS
Rússia reabrirá seu mercado às carnes do Brasil
Depois de quase seis meses, o embargo da Rússia às carnes bovina e suína do Brasil deve ser levantado ainda neste mês
A sinalização de Moscou foi repassada pelo Ministério da Agricultura aos exportadores brasileiros. Segundo o Vice-Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, as dúvidas técnicas que ainda restavam foram dirimidas na última reunião entre representantes do serviço sanitário russo e do Ministério da Agricultura, em 24 de abril, em Bruxelas. Sem problemas técnicos, a última pendência era de ordem política. Aguardava-se a posse de Vladimir Putin no novo mandato e a definição do novo Ministro da Agricultura da Rússia, Dmitri Patrushev, que assumiu na sexta-feira.
VALOR ECONÔMICO
Pressão de baixa perde força no mercado do boi gordo
Após semanas com o mercado do boi gordo pressionado, o viés de baixa, aos poucos, vai perdendo força
Em Goiás, a arroba do boi gordo subiu 0,8% na última segunda-feira (21/5), frente ao fechamento de sexta-feira (18/5) e ficou cotada em R$125,00, à vista, livre de Funrural, em ambas as regiões pesquisadas pela Scot Consultoria. No estado, a programação de abate gira em torno de quatro dias e a disponibilidade de boiadas para o abate diminuiu frente a semana anterior, o que colaborou para este cenário. A mudança de rumo do mercado do boi pode ser um indicativo de que a desova de fim de safra está perto do fim em estados como São Paulo, Mato Grosso e Goiás. Já em estados como Pará e Rondônia, o atraso nas chuvas gera expectativa de que o maior volume de boiadas ainda está por vir.
SCOT CONSULTORIA
Intenção de confinamento tem leve alta em Mato Grosso
Segundo levantamento do Imea, pecuaristas pretendem confinar 707.680 cabeças em 2018
Cautela e planejamento marcam o desempenho da pecuária este ano.
O primeiro levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) sobre a intenção de confinamento em 2018 indica pequena alta de 1,95% com relação ao número de animais confinados em 2017. De acordo com estudo solicitado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), os produtores pretendem confinar 707.680 cabeças este ano. A pesquisa, realizada no último mês de abril, registrou um volume 0,83% maior que o levantamento realizado em abril de 2017, quando foi apurada a intenção de confinar 701.850 animais. Este valor, porém, não se concretizou e o ano fechou com total de 694.145 animais confinados. Para o Diretor-Executivo da Acrimat, Luciano Vacari, os pecuaristas estão calculando os custos e a analisando o comportamento do preço da arroba na hora de tomar a decisão. “O confinamento é a atividade que mais exige planejamento para que seja rentável dentro da pecuária. Com alta dos insumos e instabilidade no preço da arroba, os produtores não devem investir na ampliação do plantel confinado”, afirma Vacari. O planejamento inclui o cálculo de custo, do preço no mercado futuro e a aquisição dos insumos antecipadamente. Este ano, 67,9% dos animais que serão confinados já foram comprados pelos produtores, o representa mais de 480 mil cabeças. Outro insumo importante é o chamado proteinados utilizado na alimentação. O milho e o farelo de soja estão mais caros, enquanto a torta de algodão está 52% mais barata. Outra alternativa este ano será o DDG (derivado no milho processado na fabricação de etanol). Assim, quem já comprou a ração no período da safra passada economizou. Mas o fator que mais tem pesado na tomada de decisão é o preço da arroba do boi. De janeiro para cá houve uma desvalorização de 1,4% e se comparar com a cotação do mercado futuro a queda é de 3%. Em abril de 2017, a arroba do boi para outubro era cotada em R$ 153. Este ano, a arroba do boi para outubro está em R$ 148,75 no mercado futuro (B3) e descontando o diferencial de base, o preço é de R$ 131,5 em Mato Grosso.
Acrimat
MAPA abre consulta pública para normas de abate humanitário
Proposta prevê controle das cargas desde a propriedade até o frigorífico e redução do tempo de jejum dos animais
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) editou a portaria 62, publicada nesta sexta-feira (18), no Diário Oficial da União, que abre prazo de 30 dias para consulta pública do regulamento de manejo pré-abate e abate humanitário. O objetivo das normas é evitar dor e sofrimento desnecessários aos animais em todos os estabelecimentos inspecionados oficialmente, que realizam abates e aproveitamento dos animais para fins comerciais. É proibido espancar os animais, agredi-los, erguê-los pelas patas, chifres, pelos, orelhas ou cauda, ou qualquer outro procedimento que os submeta a dor, medo ou sofrimento desnecessários. As informações são do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) do MAPA. As principais propostas de normatização determinam que haverá controle das cargas de animais destinados ao abate desde o embarque na propriedade, passando pelo transporte até o desembarque no frigorífico. Esses controles serão baseados na inspeção dos caminhões – incluindo tacógrafos para fiscalização da velocidade – e exames nos animais para verificação de possíveis lesões antes do abate. Anteriormente, o controle era feito apenas na chegada ao abatedouro. A nova regra deverá reduzir o tempo de jejum dos animais, que varia conforme a espécie (bovino, suíno ou ave). Outra novidade será a obrigatoriedade de os frigoríficos manterem um responsável pelo cumprimento das normas de bem-estar animal (BEA), que prestará orientações no pré-abate (operações de embarque na propriedade de origem até a contenção para insensibilização) e no abate dos animais. Este responsável deverá orientar os motoristas dos veículos utilizados para transportar animais.
MAPA
Especulações aumentaram no mercado de animais para reposição
Com a venda do boi gordo, naturalmente há maior procura por animais de reposição e isso aumentou as especulações no mercado
Entretanto, o volume de negócios efetivados é baixo, pois o cenário de pressão baixista no mercado do boi gordo nas últimas semanas diminui o ímpeto de compras dos recriadores e invernistas, que aguardam um melhor momento para negociar. Pelo lado da ponta vendedora, o momento é de atenção às pastagens. Conforme o período de seca se intensifica os pastos começam a perder qualidade e a resistência em segurar os animais já não é mais a mesma. Diante disso, já se nota cotações mais frouxas em algumas praças onde as pastagens estão mais castigadas. No balanço geral, na média de todas as categorias e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam com queda de 0,1% frente ao levantamento da última semana.
SCOT CONSULTORIA
Sebo bovino: preços estáveis desde março
Com a oferta ajustada à demanda, a cotação do sebo bovino segue estável
Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,10/kg, livre de imposto. Estabilidade desde meados de março. Já no Rio Grande do Sul, o sebo está cotado, em média, em R$2,25/kg, nas mesmas condições. Apesar do cenário de estabilidade já perdurar há algum tempo, na comparação anual o preço da gordura animal teve valorização em ambas as regiões (10,5% no Brasil Central e 9,8% no Rio Grande do Sul). Para o curto prazo a expectativa é de que a oferta regulada à demanda mantenha o mercado estável.
SCOT CONSULTORIA
Fim do embargo russo a carnes está próximo
Após praticamente um semestre, o embargo da Rússia às carnes bovina e suína brasileiras pode ser levantado neste mês. A sinalização positiva de Moscou foi repassada pelo Ministério da Agricultura do Brasil aos exportadores.
Segundo o vice-presidente de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, as dúvidas técnicas que restavam foram dirimidas na última reunião entre representantes do serviço sanitário russo (Rosselkhoznadzor) e do Ministério da Agricultura. Realizado em Bruxelas no dia 24 de abril, o encontro teve a participação do Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do ministério, José Luis Vargas. “Entregamos tudo e estamos esperando a reabertura. Não estamos devendo nada”, confirmou Vargas ao Valor. Sem problemas técnicos, a última pendência seria de ordem política. Entre os exportadores, aguardava-se com ansiedade a posse de Vladimir Putin para seu novo mandato (o que ocorreu em 7 de maio) e a definição do novo ministro da Agricultura da Rússia. Na sexta-feira, Dmitry Patrushev assumiu o ministério. Com isso, os exportadores de carnes do Brasil se animaram com as chances de que reabertura russa seja anunciada em breve. Em Paris, onde o Ministro Blairo Maggi participa da assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), houve até quem se animasse com a possibilidade de Blairo aproveitar a brecha que terá na agenda no dia 23 para se reunir com o ministro russo a fim de sacramentar a reabertura. Até a noite de ontem, porém, o encontro não estava confirmado. A retomada das vendas à Rússia é particularmente importante para a indústria de carne suína. Até novembro, quando Moscou anunciou o embargo alegando ter detectado resíduos do promotor de crescimento ractopamina em lotes de carnes do Brasil, a Rússia era o principal destino dos embarques de carne suína do país. Os russos respondiam por 40% do volume exportado e 50% das receitas. Com o embargo, os principais frigoríficos de carne suína (BRF, Seara/ JBS e Aurora) amargaram sobras de produtos. De janeiro a abril, as exportações totais de carne suína do Brasil caíram 14%, para 194,7 mil toneladas. Em faturamento, a redução foi de 22%, a US$ 411,7 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. No caso da carne bovina brasileira, a Rússia também é relevante, mas a dependência é menor. O mercado russo representava cerca de 10% das exportações dos frigoríficos brasileiros até o embargo. Além disso, como a demanda da Ásia – sobretudo da China – vem se mostrando aquecida, as exportações registraram forte alta mesmo sem a Rússia. No primeiro quadrimestre, o Brasil exportou 504,4 mil toneladas de carne bovina, incremento de 21% na comparação anual. Em receita, o aumento chegou a 20%, para US$ 1,943 bilhão. Uma das três maiores exportadoras de carne bovina do Brasil, a Minerva Foods também trabalha com a expectativa de que Moscou anuncie a reabertura do mercado russo “muito em breve. No entanto, a empresa admitiu que a decisão russa não será totalmente positiva. Em teleconferência com analistas na semana passada, o presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, afirmou que a Rússia deve promover uma reabertura “limitada”. Na prática, o número de frigoríficos autorizados a vender aos russos será menor do que o observado até novembro. Nesse cenário, as restrições à carne suína podem ser maiores do que para a carne bovina do Brasil, segundo uma fonte. A questão é que a Rússia busca há anos se tornar autossuficiente na produção de carne suína.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar cai e vai abaixo de R$3,70 com maior intervenção do BC
A atuação mais forte do Banco Central no mercado de câmbio e o aviso de que poderia ir além surtiu efeito e o dólar fechou a segunda-feira com queda superior a 1 por cento e abaixo do patamar de 3,70 reais, após ter subido nos seis pregões anteriores diante da cena externa de pressão
O dólar recuou 1,35 por cento, a 3,6890 reais na venda, tendo batido 3,6808 reais na mínima do dia. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,35 por cento no final do dia. Nos seis pregões anteriores, o dólar havia subido e acumulado valorização de 5,44 por cento, chegando próximo do patamar de 3,80 reais. “O BC, que foi bastante criticado na semana passada, mostrou as caras para tentar conter a volatilidade do dólar”, trouxe a Correparti Corretora em relatório. Na noite de sexta-feira, após o fechamento dos mercados, o BC reforçou, pela segunda semana consecutiva, a atuação no mercado de câmbio, triplicando a oferta de novos swaps cambiais e frisou que sua atuação era separada da política monetária. E acrescentou que reservava o “direito de realizar atuações discricionárias, caso seja necessário”. Na semana passada, o BC vendeu por dia apenas 5 mil novos swaps —equivalentes à venda futura de dólares. Nesta sessão, então, a autoridade monetária vendeu a oferta total de até 15 mil novos swaps, totalizando 2 bilhões de dólares em novos contratos. “O BC deixou novas ofertas em suspenso, o que faz o mercado acalmar um pouco”, comentou o operador de uma corretora local ao ponderar. Desde abril até o pregão passado, a moeda norte-americana havia subido quase 45 centavos, ou pouco mais de 13 por cento frente ao real, em meio à percepção de que os juros nos Estados Unidos podem subir mais intensamente do que o inicialmente previsto. Taxas elevadas na maior economia do mundo têm potencial de atrair recursos aplicados hoje em outros mercados, como o brasileiro, considerados de maior risco. Apesar da atuação mais firme do BC, a trajetória de alta da moeda norte-americana não foi alterada, avaliaram especialistas ouvidos pela Reuters. Isso não só por causa da perspectiva de mais juros nos Estados Unidos, como também diante dos desafios domésticos, com eleições bastante indefinidas à frente. O recuo do dólar no mercado doméstico nesta sessão contou com a ajuda ainda do exterior, onde a moeda norte-americana recuava ante divisas de países emergentes e rondava a estabilidade ante a cesta de moedas.
Redação Reuters
Prévia da confiança da indústria indica nova queda em maio com deterioração das expectativas, diz FGV
A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Brasil aponta piora pelo segundo mês seguido em maio diante da deterioração das expectativas para os meses seguintes, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Com queda de 0,3 por cento, a prévia do ICI alcançou 100,7 pontos em maio, devido principalmente ao recuo de 0,7 ponto no Índice de Expectativas (IE), para 100,8 pontos. Já o Índice da Situação Atual (ISA) indica estabilidade em 100,5 pontos. A preliminar do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria aponta redução de 0,4 ponto percentual, para 76,1 por cento, retornando ao valor registrado em março. A indústria brasileira encerrou o primeiro trimestre estagnada após queda inesperada de 0,1 por cento na produção em março, em sinal de que a economia vem mostrando desempenho aquém do esperado.
Redação Reuters
EMPRESAS
Fitch remove observação negativa de rating da JBS
A Fitch Ratings retirou a observação negativa dos ratings da JBS S.A., o que remove o risco de um novo rebaixamento pela agência de classificação de risco no curto prazo, segundo relatório divulgado na sexta-feira (18)
A Fitch também afirmou o rating de emissor de longo prazo em moedas local e estrangeira da JBS em ‘BB-‘. O rating em escala nacional foi reafirmado em ‘A(bra)’. A perspectiva para os ratings é estável. A ação da Fitch reflete o acordo de renegociação de R$ 12,2 bilhões em dívida que a JBS fechou com bancos na semana passada, que reduz riscos de refinanciamento, e também o sólido desempenho operacional e forte geração de caixa livre. Incertezas em torno das várias investigações que ainda envolvem a JBS e seus acionistas controladores ainda podem pressionar os ratings da companhia, segundo a Fitch. Na semana passada, a agência de classificação de risco S&P elevou os ratings da JBS S.A. e da subsidiária localizada nos Estados Unidos JBS USA, também como resultado da renegociação de dívida com bancos.
CARNETEC
SUINOS&AVES
Custo de produção de suínos e frangos de corte sobe em 2018
Índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab
Os custos mensais de produção de suínos e de frangos de corte calculados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias), da Embrapa, voltaram a subir no mês de abril em comparação a março. O ICPSuíno/Embrapa fechou em 226,53 pontos, alta de 1,76%, enquanto o ICPFrango/Embrapa chegou aos 219,91 pontos, aumento de 5,14% no período. Novamente, os aumentos foram devidos, principalmente, às variações no item de custo “nutrição animal”. Os gastos com as rações subiram 5,20% em relação a março no caso dos frangos de corte e 1,77% no caso dos suínos. No ano, a inflação apenas da nutrição já acumula 13,89% para os frangos de corte e 12,61% para os suínos. O ICPSuíno aumenta desde julho de 2017, quando marcou 180,78 pontos. Apenas em 2018, o índice já subiu 12,85%. O ICPFrango também aumenta sucessivamente desde agosto de 2017, quando marcava 173,91 pontos. Em 2018, o índice dos frangos de corte já acumula 14,89%. Com o aumento nos ICPs, o custo de produção do quilo de suíno vivo em ciclo completo em Santa Catarina passou de R$ 3,89 em março para R$ 3,96 em abril. Já o custo de produção de frango de corte no Paraná, calculado a partir dos resultados de custos de produção para aviário tipo climatizado em pressão positiva, passou de R$ 2,70 para R$ 2,84 por quilo vivo em abril. Ambos os estados são usados como referência por serem os maiores produtores nacionais.
Cotações do frango reagem na granja e no atacado
Os preços no mercado de frango tiveram recuperação em maio.
Na parcial do mês, as cotações nas granjas paulistas subiram 2,7% em relação à média do mês anterior. Foi a primeira recuperação observada em 2018. O preço médio até o dia 18/5 ficou em R$2,30 por quilo. No atacado, em igual comparação, a valorização foi de 20,7%, com o preço médio em R$3,37/kg. O ajuste de oferta, devido à redução no alojamento de pintos de um dia, junto ao aumento nas vendas, foi a razão da melhoria do cenário para o mercado, que vinha em queda desde dezembro.
SCOT CONSULTORIA
Preços recebidos pelos produtores registram queda, diz IEA
Índice de Preços Recebidos pela Agropecuária no subgrupo de origem animal apresentou queda de 2,64% em abril/2018 na comparação com março/2018, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Separado por grupos de produtos, enquanto o IqPR-V (grupo de produtos de origem vegetal) subiu 4,29%, o IqPR-A (produtos de origem animal) apresentou queda de 2,64%. Dentro deste grupo, houve retração nos itens carne de frango (-7,14%), ovos (-5,42%) e carne suína (-5,35%).
AGROLINK
MERCADO
14% dos brasileiros se declaram vegetarianos, mostra pesquisa Ibope
Hippie pós-moderno? Comedor de alface? O perfil do vegetariano ultrapassou os estereótipos das últimas décadas e hoje atrai de adeptos da alimentação natural até quem não dispensa junk food. Inédita, nova pesquisa Ibope Inteligência aponta que 14% dos brasileiros com mais de 16 anos – cerca de 22 milhões de pessoas – concordam parcial (6%) ou totalmente (8%) com a afirmação “sou vegetariano”
Na mesma tendência, estudo da Kantar Ibope Media aponta que, de 2012 até o ano passado, cresceu de 8% para 12% o total de adultos (de 18 a 75 anos) que se declaram vegetarianos nas Regiões Sul e Sudeste do País e nas áreas metropolitanas de Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília. “Deixou de ser uma escolha restrita a um grupo. Hoje toda família tem um vegetariano, um vegano”, diz Cynthia Schuck, Coordenadora da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Para ela, mesmo que nem todos sigam o vegetarianismo de forma estrita (mais informações nesta página), se reconhecer como tal é positivo. “São pessoas que se identificam e estão no caminho. E, para o mercado, já é um público que conta.” A Professora do Departamento de Sociologia e Política da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Juliana Abonizio aponta que a religião foi o motivo predominante décadas atrás, enquanto hoje cresce a motivação ambiental, por saúde ou por não concordar com a exploração animal. “Tem gente que começa pela saúde e depois vira militante.” O movimento ganhou força na internet, especialmente nas redes sociais. O vegetarianismo “saiu do obscurantismo”, resume a professora de Psicologia da Universidade Brasil, Pâmela Pitágoras, que estudou o tema no doutorado. “Quando uma coisa começa a crescer, a ser divulgada, atrai mais pessoas”, explica. Vice-presidente da Associação Alagoana de Nutrição, Viviane Ferreira aponta que a procura de um nutricionista especializado e a realização de um check-up são importantes na transição. “É preciso aprender a comer mais vegetais, o que as pessoas no geral não comem, mas é um mito achar que vegetariano é anêmico”, aponta. A pesquisa Ibope ouviu 2 mil pessoas em 142 municípios de todas as regiões do País e classes sociais. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais.
Estadão
INTERNACIONAL
Autoridade da UE vê acordo comercial com Mercosul no fim do ano
A União Europeia e o Mercosul podem chegar a um acordo comercial neste ano, disse a presidente do Conselho Europeu nesta segunda-feira, seguindo tensões entre os dois blocos regionais durante negociações no mês passado
“Achamos que vamos terminar as negociações perto do fim do ano”, disse Ekaterina Zaharieva, Ministra de Assuntos Exteriores da Bulgária, que agora tem a presidência rotativa da UE. “Mas, é claro, que é muito mais importante ter um bom acordo do que um pior, porém mais rápido”, acrescentou Zaharieva em entrevista à Reuters na reunião do G20 em Buenos Aires. A rodada de conversas mais recente, em abril, progrediu em exportação de carros, mas terminou com um apontando o dedo para o outro para acusar o culpado pela falta de novos avanços. Conversas comerciais entre os dois blocos regionais se intensificaram nos últimos anos, após mais de uma década de estagnação, porém planos de fechar um acordo no fim de 2017 foram prejudicados por divergências sobre as exportações agrícolas da América do Sul. O Mercosul inclui Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Redação Reuters
Número de bovinos confinados ultrapassa a marca de um milhão na Austrália
As condições de seca no leste da Austrália durante o primeiro trimestre de 2018 fizeram com que o número de bovinos confinados ultrapassasse um milhão de cabeças apenas pela quarta vez já registrada
O número de bovinos confinados no final de março de 2018 aumentou em 52.506 cabeças (ou 5%) no trimestre de dezembro de 2017 para 1.03 milhão de cabeças – 12% acima da média de cinco anos. A deterioração das condições ao longo de janeiro, fevereiro e março em muitas regiões produtoras de gado resultou em mais estoque sendo transferido para confinamento. Enquanto os preços dos alimentos para animais continuaram caindo, os preços do gado terminado permaneceram razoavelmente firmes até agora em 2018, ajudando a compensar o aumento continuado dos preços dos grãos. Há também preocupações crescentes com a próxima temporada de inverno, sem chuvas decentes previstas.
Meat and Livestock Australia (MLA)
Millennials impulsionam crescimento de compra de carne fresca nos EUA: estudo
Os compradores estão comprando mais carne fresca em comparação com um ano atrás, liderados pelos Millennials, que estão comprando mais do que todas as outras gerações juntas, segundo um estudo da Acosta, empresa de vendas e marketing do setor de bens de consumo embalados
No geral, 18% dos compradores estão comprando mais carne fresca do que no ano passado, enquanto 12% estão comprando menos, principalmente devido ao preço e se esforçando para se alimentar de forma mais saudável, segundo o relatório. A carne bovina e o frango dominam, representando 70% de toda a carne fresca vendida. O estudo também descobriu que as vendas de carne natural/orgânica estão superando as opções convencionais. Entre os Millennials, as compras de carne fresca aumentaram 41% em relação ao ano passado. Oitenta e um por cento dos Millennials, 74 por cento dos Gen X e 66 por cento dos Boomers disseram que o conteúdo de proteína é extremamente ou muito influente ao fazer compras de alimentos. O estudo mostrou que as gerações veem as proteínas de maneira diferente, com os consumidores mais velhos mais preocupados com os benefícios para a saúde das proteínas, e as gerações mais jovens preocupados com os efeitos na recuperação após exercícios físicos e com a possibilidade de se sentirem saciados. “Nossa pesquisa mostra que a proteína continua sendo a base das cestass de compras, mas o tipo de proteína que os compradores estão comprando está evoluindo”, disse Colin Stewart, vice-presidente sênior de insights da Acosta. “As vendas de carne alternativas à base de vegetais estão crescendo e são populares entre os vegetarianos e comedores de carne. Outra tendência que estamos vendo com proteínas é que os compradores estão prestando mais atenção aos rótulos e às declarações de produtos, mas estão confusos sobre o que eles significam.” Entre as descobertas: as alternativas da carne à base de plantas cresceram 11% em unidades ano após ano, e 71% dos compradores que compram alternativas vegetais também comem carne. Consumidores de carne, especialmente Millennials, estão interessados em dietas alternativas que são menos focadas em carnes ou não contêm carne misturada. Vinte e seis por cento dos Millennials já são vegetarianos/veganos, e 34% dos Millennials que comem carne comem quatro ou mais refeições vegetarianas a cada semana. Os Millennials foram os que tiveram mais confusão sobre os rótulos, com 58% com algum nível de confusão. A Gen X é a geração mais informada de compradores.
MeatingPlace.com
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