CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 754 DE 18 DE MAIO DE 2018

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Ano 4 | nº 754 | 18 de maio de 2018

ABRAFRIGO INFORMA

Julgamento no STF sobre recursos do Funrural é adiado

O aguardado julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sete embargos de declaração que pedem a modulação da cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) foi adiado

Os embargos declaratórios do Funrural agora são o primeiro item da pauta da próxima sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorrerá na quarta-feira, dia 23/05. O caso estava pautado para análise dos ministros em plenário na sessão de quinta-feira, mas como havia outros processos na frente a discussão do assunto foi postergada. A intenção dos referidos Embargos é modular os efeitos da decisão, em face de julgamentos favoráveis em 2010 e 2011 aos produtores e adquirentes. Em março do ano passado, a Suprema Corte, por decisão apertada (seis votos a cinco), mudou o seu entendimento e julgou constitucional a cobrança do Funrural.

IMPRENSA ABRAFRIGO

NOTÍCIAS

Rússia pode retomar importação de carne ainda em maio

Todos os esclarecimentos já foram dados ao país e expectativa é de uma reabertura em breve; país suspendeu importações em novembro

A retomada das importações de carnes bovina e suína pela Rússia pode acontecer nas próximas semanas, diz Luís Rangel, Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “A expectativa era que fosse nessa semana ou na próxima, mas era uma expectativa, depende muito deles. E ainda tem um componente político, com nomeação de ministro essa semana lá, mas a perspectiva é boa”. A Rússia suspendeu as compras em novembro de 2017 alegando detecção de ractopamina (promotor de crescimento autorizado para suínos no Brasil, mas proibido na Rússia). Em encontro com membros do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) há algumas semanas, Rangel diz que todas as argumentações foram apresentadas, inclusive de que a substância é proibida para bovinos no país. “Esclarecemos tudo, apresentamos documentos e agora aguardamos ansiosos pela retomada”. Uma missão técnica brasileira foi aos Estados Unidos na semana passada para debater o que o país ainda precisa, em termos de informação, sobre a carne processada do Brasil. “A negociação foi ótima, mas falta a entrega de alguns documentos formais. Esclarecemos 95%, porém faltam 5% de algumas comprovações que foram ditas lá, mas precisam ser entregues. Isso deve acontecer essa semana”, explica Rangel. Segundo ele, isso deve facilitar as conversas para reabertura de proteína bovina in natura. Em relação à carne fresca, o Secretário diz que as medidas já tomadas, como a alteração na composição da vacina (com a retirada da saponina para 2019), e no toalete, com o retalho do processo, em tese já são suficientes. “Mas existe uma percepção do FSIS [Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos EUA] de trabalhar as carnes in natura e processada em conjunto, então estamos oferecendo todos os argumentos”. Depois de todos os documentos entregues, os ministros da Agricultura dos dois países devem se reunir para finalizar as negociações.

Portal DBO

BOI/CEPEA: Maior oferta de animais pressiona valores

Primeira quinzena de maio termina marcada por operadores recuados e intensificação da queda nos preços do boi gordo

A primeira quinzena de maio termina marcada por operadores recuados e intensificação da queda nos preços do boi gordo. Segundo colaboradores do Cepea, o aumento da oferta de animais, proporcionado pelas condições dos pastos, que vão sendo desfavorecidas pela proximidade da seca, gerou à indústria o alongamento das escalas de abate e a consequente diminuição da demanda. A retração de compradores foi preponderante para os lotes que visavam abastecer o mercado doméstico. Até o dia 15, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo acumulou baixa de 1,42%, fechando em R$ 138,50 na última terça, 15.

CEPEA/ESALQ

Viés de baixa perde força no mercado do boi gordo

O mercado do boi gordo apresenta sinais de equilíbrio entre oferta e demanda

Apesar de ser suficiente para atender a demanda, a oferta está diminuindo e dessa forma a pressão de baixa é menor. Vale ressaltar, que o escoamento da carne segue lento e mesmo com a queda na oferta de boiadas terminadas as indústrias conseguem trabalhar com estoques ajustados e as escalas de abate estão alongadas. No Norte do país, o cenário de oferta é diferente, pois devido aos bons níveis de chuvas, as pastagens estão com maior qualidade o que permite a retenção de boiadas. Diante disso a desova de final de safra, diferentemente do restante do país, deve ser adiada na região.

SCOT CONSULTORIA

Pressão de baixa perde força, mas sem intensidade para valorização

Após a queda de preço observada na primeira quinzena de maio (7,7% no Brasil Central e 3,1% no Rio Grande do Sul), o mercado de couro verde começa a dar sinais de melhora

A pressão de baixa vista no mercado nas últimas semanas, começa a perder força. Entretanto, apesar do aumento da demanda (pelo produto final), os preços ficaram estáveis. No Brasil Central, o couro verde está cotado, em média, em R$1,20/kg, considerando o produto de primeira linha. Na comparação anual, houve queda de 51,0%. No Rio Grande do Sul, o couro verde comum está cotado, em média, em R$1,55/kg. Para o curto prazo a expectativa é de que os preços sigam andando de lado.

SCOT CONSULTORIA

China pode liberar número expressivo de frigoríficos

Associação Brasileira de Angus está otimista com iminente missão chinesa para verificar unidades industriais no Brasil

A visita de uma missão da China ao Brasil deve resultar na habilitação de um número expressivo de frigoríficos para exportar para o país. A avaliação é da Associação Brasileira de Angus, entidade que integra a deleção do Brasil na Sial China, feira internacional de alimentos realizada em Shangai.

“Essa missão é um sinal visível do interesse da China em ampliar as aquisições de carne do Brasil”, disse, em nota, o Gerente do Programa Carne Angus, Fabio Medeiros, que está na China, integrando a delegação brasileira na China. Nesta semana, representantes dos governos brasileiro e chinês se reuniram para discutir o comércio bilateral. O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informou ter pedido a habilitação de pelo menos 84 plantas frigoríficas. E recebeu a informação de que uma missão chinesa irá inspecionar as unidades em território brasileiro, com previsão de vir ainda neste mês. Segundo a Associação Brasileira de Angus, a carne brasileira atraiu visitantes brasileiros e estrangeiros. Fábio Medeiros, avalia que isso mostra o potencial da carne de alta qualidade no mercado chinês. A Sial China termina nesta sexta-feira (18/5). Reúne mais de 3 mil expositores de pelo menos 21 segmentos da alimentação de 67 países. A expectativa é que cerca de 110 mil pessoas visitem o evento. Através do Brazilian Beef, iniciativa de divulgação da carne bovina feita em parceria com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações (Apex-Brasil), 17 empresas do setor estão representadas no evento. Segundo a Apex, essa participação acontece em um momento de expectativa de aumento nos negócios com a China que, nos últimos anos, tem sido um importante destino para a carne bovina nacional. Em 2017 os embarques somaram 214 mil toneladas e fecharam em US$ 939 milhões, crescimento de 28% e 33%, respectivamente, em relação a 2016. Com isso a China já representa o segundo principal mercado para o Brasil, com 14% do volume e 15% do faturamento do setor, conforme divulgado pela Apex.

Revista Globo Rural

ECONOMIA

Dólar tem quinta alta seguida e termina em R$3,70 com cenário

O dólar não conseguiu sustentar a queda da abertura, em resposta à manutenção da Selic em 6,50 por cento ao ano definida na véspera pelo Banco Central, e terminou mais uma sessão, a quinta seguida, com valorização e na casa de 3,70 reais, o maior nível em mais de dois anos

O dólar avançou 0,62 por cento, a 3,7012 reais na venda, maior nível desde os 3,7391 reais de 16 de março de 2016. Foi o quinto pregão em alta, período no qual acumulou elevação de 4,39 por cento. Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,7141 reais, ajudada por um movimento de stop loss. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,70 por cento. “A decisão do BC foi acertada, mas o dólar está com a dinâmica das moedas lá fora”, comentou o analista econômico da gestora Rio Gestão, Bernard Gonin.No cenário internacional, o dólar subia ante uma cesta de moedas e também divisas de países emergentes, como o peso mexicano e a lira turca. O rendimento do Treasury dos Estados Unidos de 10 anos também subia e se mantinha acima do nível de 3 por cento nesta sessão, já a 3,10 por cento. Os investidores têm reforçado suas apostas de mais altas de juros no país este ano, depois de dados firmes sobre a economia norte-americana. Pelo menos no início deste pregão, o dólar chegou a recuar, batendo 3,6438 reais na mínima. O BC surpreendeu na noite passada ao manter a Selic em 6,50 por cento ao ano, contrariando as apostas majoritárias de novo corte de 0,25 ponto percentual. Mas o movimento durou pouco. Para Gonin, a manutenção da Selic pode não ser suficiente para segurar os recursos aplicados no Brasil diante da perspectiva de alta de juros mais firme este ano nos Estados Unidos.

Redação Reuters

EMPRESAS

Após investimentos, Frigol amplia venda de carne à China em mais de 7 vezes

O Frigol, quarto maior frigorífico do Brasil, tem exportado recentemente cerca de 2 mil toneladas de carne bovina à China por mês, sete vezes acima da média mensal registrada em todo o ano de 2017, refletindo a maturação de investimentos e a maior demanda no país asiático.

Na mesma base de comparação, o faturamento da empresa com essas vendas aumentou para 9,5 milhões de dólares por mês, de 1,2 milhão de dólares obtidos mensalmente em 2017, disse à Reuters o CEO, Luciano Pascon, há três anos no cargo. O Frigol opera quatro unidades de bovinos nos Estados de São Paulo, Goiás e Pará, mas apenas a de Lençóis Paulista (SP) está, desde 2016, apta a exportar carne bovina à China. Trata-se de um mercado que responde por mais de 50 por cento de todas as vendas externas da empresa, as quais atingem 60 países em todos os continentes. “Investimos 10 milhões de reais em Lençóis Paulista no último um ano e meio, em infraestrutura, com um túnel de congelamento, mais câmaras de estocagem e melhoria de processos e controles”, destacou Pascon. “Nossa estratégia está funcionamento muito bem, como demonstra esse consistente aumento das exportações.” A planta de Lençóis Paulista abate atualmente em torno de 14 mil animais e produz 2,7 mil toneladas de carne desossada por mês. Além desta, o Frigol também trabalha para que a unidade de Água Azul do Norte (PA) receba o sinal verde da China para exportação. Pascon afirmou, sem abrir cifras, que há investimentos em curso na unidade de Lençóis Paulista para a ampliação da capacidade de produção de carne suína, produto que está na “origem” da empresa de quase 50 anos. “Não é o volume representativo da companhia, mas desde 2016 a gente vem com várias obras. Estamos programando para o segundo semestre um abate de 800 suínos por dia, de 400 hoje em dia”, afirmou o CEO —no caso de bovinos, são 3 mil por dia. É em meio a esse cenário que o CEO viu com bons olhos a abertura do mercado sul-coreano à carne suína do Brasil, confirmada mais cedo pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi. “A Coreia do Sul, além de ser um grande mercado, é uma referência em questão de qualidade e rigor sanitário”, comentou. Com faturamento de 1,5 bilhão de reais em 2017 e previsão de 1,6 bilhão em 2018, o Frigol tem capacidade de produção de 12 mil toneladas de carnes por mês, considerando-se todas as unidades em operação.

Redação Reuters

Agência Fitch rebaixa avaliação de risco para a BRF

A Fitch reafirmou o rating BBB- da BRF, mas alterou a perspectiva dele de estável para negativa

Segundo a agência, a mudança reflete o desempenho operacional fraco da empresa durante os anos de 2016 e 2017 e também suas métricas de crédito “fracas” para essa categoria de rating. Na opinião da Fitch, a redução orgânica de alavancagem da empresa poderia ser mais atrapalhada pelo veto da União Europeia a produtos de algumas fábricas no Brasil, o que forçaria a BRF a redirecionar exportações para outros mercados e a ajustar sua capacidade de produção.

Globo Rural com informações do Estadão Conteúdo

NovaProm, da JBS, começa a exportar colágeno para a África do Sul neste mês

A NovaProm, empresa produtora de colágeno da JBS, está entrando no mercado sul-africano neste mês, quando serão exportadas 10 toneladas de colágeno fibra e em pó, informou a companhia, acrescentando que a expectativa é de que esse número chegue a 250 toneladas por ano, a partir de 2020

“O mercado da África do Sul é uma ótima oportunidade para expandirmos ainda mais nossos negócios, já que o país possui uma localização estratégica e representa, hoje, uma das mais importantes economias do continente africano”, disse Walter Lene, diretor da NovaProm, em comunicado. A companhia, que faz parte da unidade de Novos Negócios da JBS, já está presente na África, além de América Latina, América do Norte, Ásia, Europa e Oceania. A linha de produtos que será comercializada na África do Sul é a Novapro, disponível em colágeno fibra, utilizado para conferir uma textura diferenciada em vários produtos alimentícios, principalmente os cárneos; e colágeno em pó, que tem várias aplicações, principalmente produtos injetados. De acordo com a JBS, a NovaProm, fundada em 2002, é líder na produção de colágeno bovino do mundo. Sua capacidade de produção anual é de 5 mil toneladas de colágeno e 4 mil toneladas de ingredientes funcionais para produtos industrializados.

Redação Reuters

LEGISLACÃO&TRIBUTOS

Reforma trabalhista limita qualidade do emprego formal e não impede avanço de informais

Seis meses depois de entrar em vigor, a reforma trabalhista do governo Michel Temer não foi capaz de limitar o crescimento do mercado informal ou impedir a deterioração do emprego formal no país, quadro que adia a melhora do mercado de trabalho e da demanda interna, necessária para a recuperação econômica

“Ainda tem taxa de desemprego muito alta e não vai cair muito rapidamente neste ano, especificamente porque ainda temos cenário de incerteza que faz com que os empresários fiquem mais contidos para contratar”, avaliou o diretor de Macroeconomia do Ipea, José Ronaldo de Souza, referindo-se às eleições presidenciais de outubro. Dados do Caged, do Ministério do Trabalho, mostram que os modelos de contratação parcial e intermitente, criados pela reforma trabalhista, representam fatia cada vez maior do saldo de novas vagas criadas mensalmente, atingindo 11,38 por cento de todos os postos com carteira de trabalho gerados em março. Foram abertos 6.392 postos intermitentes e parciais em março, diante do total de 56.151 vagas no geral, segundo último dado disponível. A fatia mais que dobrou em relação ao início do ano, quando é possível fazer a primeira comparação com o saldo positivo no Caged. De modo geral, esses empregos se concentram em funções de baixos salários, como digitador, professores, servente de obras, faxineiro, entre outros, segundo o ministério. A nova legislação trabalhista entrou em vigor em meados de novembro passado, com mudanças em mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Prevê, entre outros pontos, que acordos entre empregados e empregadores se sobrepõem à legislação vigente, busca diminuir a ação da Justiça trabalhista nas negociações entre as partes, permite o trabalho intermitente e o fatiamento das férias em três períodos. Segundo o IBGE, o lento avanço do emprego tem ocorrido em vagas informais, sem benefícios trabalhistas como férias e 13º salário, que cresceram 3,95 por cento no primeiro trimestre deste ano, ante queda de 1,22 por cento nos postos formais, que além de benefícios também pagam salários maiores. Empregados com carteira assinada receberam, em média, uma remuneração 68 por cento maior que trabalhadores informais no primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, ante 60 por cento no mesmo período de 2017. A deterioração na qualidade dos empregos formais, segundo analistas ouvidos pela Reuters, afeta a demanda doméstica, componente que sustentou o crescimento da economia na década anterior à recessão de 2015-2016, uma vez que este trabalhador consome menos que empregados com carteira assinada e por tempo indeterminado pela falta de segurança sobre quanto tempo continuará na função e sua renda.

Redação Reuters

AVES&SUÍNOS

Quatro frigoríficos em SC podem exportar carne suína para Coreia do Sul

A Coreia do Sul abriu o mercado para a carne suína brasileira na quinta-feira (17), autorizando quatro unidades da Aurora, BRF, Pamplona e Seara, em Santa Catarina, a iniciar exportações para o país, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Santa Catarina é o único estado brasileiro com status de livre de febre aftosa sem vacinação. Segundo a ABPA, esse status é uma pré-condição estabelecida por países como Coreia do Sul e Japão para a habilitação de plantas exportadoras de carne suína.  A abertura de mercado foi anunciada pelo ministro Blairo Maggi durante missão oficial na China. Ele espera que em breve outros estabelecimentos além dos quatro autorizados inicialmente possam ser habilitados a vender para o mercado sul-coreano, já que o Brasil receberá oficialmente no sábado (19) o certificado de livre de febre aftosa com vacinação da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) em Paris.  A Coreia do Sul é a quarta maior importadora mundial de produtos suínos, tendo comprado 645 mil toneladas em 2017, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) citados pelo Vice-Presidente de Mercados da ABPA, Ricardo Santin. “Após enfrentar um cenário de crise no setor, temos boas expectativas com as vendas para este mercado, que poderá se posicionar em breve entre os maiores destinos do nosso produto exportado”, disse Santin por meio de nota enviada à imprensa. A expectativa do setor é de que o Brasil exporte para a Coreia do Sul mais de 30 mil toneladas de carne suína por ano, segundo o Mapa. A abertura de mercado da Coreia do Sul pode trazer um alívio para a agroindústria de carne suína brasileira, que enfrenta embargo russo desde dezembro do ano passado e um cenário de excesso de oferta do produto no mercado doméstico.

CARNETEC

Exportações de carne suína em maio superam média de abril

Bom desempenho das exportações, contudo, pode ser reflexo das mudanças de metodologia dos dados da balança comercial

As exportações de carne de porco in natura contribuíram para um superávit de US$ 3,1 bilhões da balança comercial brasileira registrado nas duas primeiras semanas de maio, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). Apenas em oito dias úteis, o País exportou US$ 44,2 milhões desse produto. Em valores monetários, a exportação de carne suína in natura em abril representou aumento de 38% sobre volume exportado em maio, levando-se em consideração a média diária. Ou seja, enquanto em abril se exportou US$ 5,5 milhões por dia, em maio esse montante chegou a US$ 4 milhões. Na comparação com maio de 2017, o avanço nas exportações do produto foi de 8,2%. Naquele período, o País enviou ao mercado externo US$ 5,1 milhões em carne de porco in natura por dia. O avanço nos valores exportados, contudo, não foi igualmente acompanhado pelo volume. Nas duas primeiras semanas de maio, o Brasil enviou ao exterior 15,2 mil toneladas de suínos in natura. Isso representa média de 1,9 mil t por dia, o que supera em 14,9% a 1,7 mil t diária de abril. O bom desempenho das exportações da carne suína in natura brasileira, contudo, pode ser reflexo das mudanças de metodologia dos dados da balança comercial adotadas pelo Mdic. Essa é a avaliação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “A partir da adoção do novo sistema, o levantamento passou a ser realizado com o efetivo embarque, o que gera uma lacuna de tempo e um delay no cômputo da informação”, aponta a entidade. Também de acordo com a ABPA, o avanço nas exportações de carne suína in natura pode significar uma situação momentânea dos dados, pois o cenário poderá mudar no decorrer do mês. Contudo, a entidade aguarda um saldo “significativamente positivo, decorrente do ajuste mencionado anteriormente e de eventuais incrementos de compras por mercados como China, México e África do Sul, aliado a taxa de câmbio”. Além disso, continua a ABPA, os mercados da Ásia, especialmente China, seguem reduzindo os impactos causados pelo embargo russo, que ainda perdura. “A China vinha apresentando níveis de crescimento superiores a 100%, na comparação com o ano passado”, conclui.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Frango abatido: preço volta a se igualar ao de um ano atrás

Preços do frango abatido agora dão os primeiros sinais de retrocesso, ocorrência que não surpreende

Após altas consecutivas e agudas iniciadas logo no primeiro dia útil do mês (2), os preços do frango abatido agora dão os primeiros sinais de retrocesso, ocorrência que não surpreende, pois estamos entrando na segunda quinzena do mês, período de vendas em decréscimo.

Mesmo assim vale registrar que – pela primeira vez nos últimos 12 meses! – o produto obtém remuneração que (ao menos nominalmente) se iguala ao preço registrado um ano atrás, nesta mesma data (base: frango inteiro resfriado negociado no Grande Atacado da cidade de São Paulo). Retrocedendo a maio de 2017, constata-se que na segunda quinzena daquele mês os preços do frango abatido começaram a ficar abaixo dos alcançados um ano antes. Não que a ocorrência fosse inédita, mas jamais se imaginaria, então, que a diferença negativa persistiria por 12 meses. Nesse espaço de tempo, os preços do frango abatido foram, em média, 17% inferiores aos de idêntico período anterior. Em valores relativos, o pior momento foi registrado em setembro de 2017, ocasião em que o decréscimo registrado atingiu a casa dos 27%. Mas o momento mais crucial, sem dúvida foi registrado em abril passado. Pois enquanto os preços médios do período foram cerca de um quarto menores, os dois principais fatores de custo do frango (milho e farelo de soja) registravam alta de 40%. Isso, porém, ainda não foi superado. Pois ainda que as condições de mercado (queda na oferta + chegada dos salários + comemoração do Dia das Mães) tenha propiciado ao frango abatido valorização da ordem de 30% na primeira quinzena de maio, seu preço médio no mês continua inferior ao de um ano atrás. Continua aquém, portanto, do custo de produção.

AGROLINK

Blairo pede para que China não aplique sobretaxa ao frango brasileiro

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, pediu ontem ao governo chinês que não aplique uma tarifa antidumping para as exportações de carne de frango do Brasil

A China é segunda maior compradora de carne de frango do país, respondendo por 11% dos embarques. No ano passado, a pedido de criadores de frango chineses, Pequim iniciou uma investigação sobre a possível aplicação de uma taxa antidumping às exportações do produto proveniente do Brasil. Na prática, a China pode aplicar uma tarifa antidumping preventiva de até 40% sobre o frango brasileiro. Os chineses devem tomar uma decisão entre o fim deste mês e o início de junho. Segundo Blairo, que está em missão comercial em Pequim com o chanceler brasileiro Aloysio Nunes, a medida ainda não foi aplicada e o Brasil entende não ser preciso efetivá-la por “falta de fundamentação técnica”. No momento, a expectativa dos exportadores de carne de frango é otimista. Segundo o Vice-Presidente de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o Ministro Aloysio Nunes e Blairo ressaltaram hoje que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) não aplicará uma sobretaxa contra o aço chinês. A avaliação é que, com isso, a disposição dos chineses em taxar o frango brasileiro deve ficar menor. O governo brasileiro também solicitou à China que crie uma cota de 2 milhões de toneladas para as exportações brasileiras de açúcar. Há um ano, Pequim vem aplicando salvaguardas ao produto fabricado por usinas do Brasil, ou seja, vem aplicando tarifas adicionais a volumes de açúcar que ultrapassem a atual cota de 1,95 milhões de toneladas anuais. “A medida [salvaguarda sobre o açúcar brasileiro] praticamente eliminou a presença do produto brasileiro no mercado chinês. Após 1 ano de aplicação da salvaguarda, foi solicitada cota de 2 milhões de toneladas para o Brasil e mencionado que a aplicação da medida aumentou o contrabando do produto na China”, concluiu o Ministro.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Vendas do campo ao Irã em risco

A tensão geopolítica causada pela saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã poderá trazer impactos ao financiamento das exportações do agronegócio brasileiro àquele país

O Brasil é o maior fornecedor de soja, milho, carnes e açúcar para os iranianos. No ano passado, as exportações do agronegócio ao país do Oriente Médio renderam US$ 2,2 bilhões. Na avaliação do governo brasileiro, a polêmica medida tomada pelo presidente Donald Trump deve agravar o embargo financeiro ao Irã. A consequência seria o aumento das travas financeiras que os bancos americanos já impõem às transações comerciais envolvendo os bancos brasileiros com empresas brasileiras e iranianas. O Embaixador do Brasil no Irã, Rodrigo de Azeredo Santos, explica que muitos bancos brasileiros de grande porte são impedidos hoje de operar no Irã devido às cláusulas contratuais firmadas com instituições financeiras americanas das quais são parceiros. Logo, não financiam exportações devido ao risco embutido nessas operações, mesmo que os alimentos geralmente fiquem fora dessas sanções. “Pelo acordo nuclear de 2015 os EUA tinham se comprometido a levantar todas as barreiras financeiras, mas agora, com a saída dos bancos americanos, devem endurecer mais ainda e isso pode complicar a questão financeira para os exportadores do Brasil”, diz Azeredo. “No caso do agronegócio, as tradings multinacionais com atuação no Brasil fazem a maioria das operações usando seus bancos em outros países, mas exportadores menores têm dificuldades”, conclui. De acordo com o Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, o problema financeiro já tem afetado os abatedouros de menor porte do Brasil. Diante disso, a associação pedirá apoio do governo. Na tentativa de contornar esse problema, Banco Central, Itamaraty e Ministério da Agricultura já vêm procurando incentivar pequenos e médios bancos brasileiros a atuarem no Irã. Ou, ainda, negociar a vinda de instituições financeiras do Irã ao país. No Ministério da Agricultura, o Irã é visto como um mercado a ser explorado. A Pasta estima que as receitas com as exportações ao país podem atingir US$ 5 bilhões no médio prazo. Com o intuito de aumentar as vendas ao Irã, uma comitiva do Ministério da Agricultura promoveu uma missão comercial no Irã em setembro do ano passado. Além dos produtos já exportados, o Brasil tem interesse em acessar o mercado iraniano de frutas, café, arroz e gado. “O Irã tem um mercado consumidor em expansão, mas sabemos das dificuldades financeiras. Já conversamos com o Banco do Brasil e estamos tentando destravar isso”, diz o Secretário-Executivo do Ministério, Eumar Novacki. O Valor apurou que o Banco do Brasil não tem financiado negócios de exportadores brasileiros no Irã, por determinação do departamento de compliance.

VALOR ECONÔMICO

Produção de carne sobe nos EUA em 2019, e concorrência com Brasil será maior

O Brasil pode se preparar para uma concorrência maior dos Estados Unidos no setor de carnes no próximo ano

Produção e exportação deverão ser recordes em alguns dos setores de proteína deste país, concorrente direto do Brasil. Uma das apostas dos americanos é exatamente a Ásia, mercado onde o Brasil também vem conseguindo avançar nos últimos anos. Estimativas do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgadas nesta quarta-feira (16) indicam que a produção de carne bovina deverá atingir 12,6 milhões de toneladas, 1,8% acima da estimada para este ano. Os Estados Unidos são os líderes mundiais na produção de carne bovina, mas o Brasil é o maior exportador. As estimativas de vendas externas de carne bovina dos americanos são de um volume recorde de 1,43 milhão de toneladas em 2019. As importações também ficarão no mesmo patamar das exportações, e o Brasil tem participação de 4,5% no volume de carne bovina importado pelos Estados Unidos.

Folha de São Paulo

Uruguai: INAC assina convênio com a China para facilitar processos

O Uruguai assinou um memorando de entendimento com a China que agiliza o intercâmbio comercial de carne entre os dois países e estabelece ações de assessoria, consulta e informação sobre segurança alimentar

O acordo foi assinado entre as autoridades do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC) e a Associação dos Inspetores de Alimentos da China (CIQA). “É um guarda-chuva de aconselhamento, consulta e informação, pois, sendo mais bem informados, cometemos menos erros, e isso tem impacto em uma melhor eficiência na cadeia de distribuição”, informou Federico Stanham, Presidente do INAC. Para o executivo, este acordo não influenciará diretamente o valor da carne, mas terá impacto na melhoria de custos, uma vez que “facilita o processo comercial” e “elimina os riscos” na relação comercial entre a China e o Uruguai. Antes da assinatura, representantes do INAC, do Ministério da Pecuária do Uruguai e de várias empresas exportadoras participaram de um workshop organizado pelo CIQA sobre segurança alimentar. “A Associação (CIQA) promove acordos com organizações de países, a fim de trocar informações, realizar workshops e seminários e convocar exportadores para instruir sobre como trabalhar e atender aos padrões”, explicou Stanham. A delegação do INAC participa da feira SIAL_China. Além de Stanham, os delegados são formados por produtores e industriais, Ricardo Reilly e Carlos Pagés, respectivamente, e pela equipe de marketing. Reilly disse, em Xangai, que a primeira vantagem do Uruguai na China é que é um mercado no qual “não há cotas estabelecidas”, como é o caso dos Estados Unidos e da União Europeia. E também tem uma tarifa de 12%, que é “relativamente baixa” em comparação com outros destinos. No entanto, ele garantiu que isso “não significa que não devamos avançar em direção a um acordo comercial, algo que custa tanto ao Uruguai, para nos proteger contra qualquer mudança inesperada nas regras do jogo”. Outra oportunidade é a demanda por todos os tipos de cortes. “Eles comem todas as partes do animal. É um mercado competitivo em preço e a carne que entra pelo canal cinza vem diminuindo proporcionalmente ao canal legal, algo que favorece o Uruguai ”, afirmou Reilly.

El País Digital

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