CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 743 DE 03 DE MAIO DE 2018

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Ano 4 | nº 743 | 03 de maio de 2018

NOTÍCIAS

Pressão baixista no mercado do boi gordo

As indústrias voltaram às compras após o feriado do dia do trabalho pressionando o mercado. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, foram seis as quedas da cotação da arroba na última quarta-feira (2/5)

Apesar da semana curta, com menos dias de negociação, as programações não estão apertadas. E o que chama atenção, principalmente no estado de São Paulo, é uma quantidade significativa de indústrias ainda fora das compras. Na praça paulista a arroba do boi gordo iniciou maio cotada em R$140,00, à vista, livre de Funrural, mas alguns frigoríficos estavam com ofertas de compra abaixo desse nível. Do lado da demanda, as vendas de carne dão sinais de melhora e o varejo se abastece para o dia das mães e para o aumento sazonal das vendas de início de mês. No mercado de carne bovina sem osso, as duas semanas seguidas de valorização não foram suficientes para dar fôlego para o boi gordo. O incremento da oferta de bovinos terminados é um fator baixista que, por ora, fala mais alto.

SCOT CONSULTORIA

Desajuste entre oferta e demanda no mercado de reposição em Mato Grosso do Sul

Oferta aumentando gradativamente e compradores se retraindo na mesma velocidade. Esse é o cenário que caracteriza o mercado de reposição em Mato Grosso do Sul

A falta de sustentação da arroba, ocasionada pela associação da desova de final de safra com a demanda por carne bovina andando de lado, traz instabilidade ao mercado do boi gordo e, por consequência, afasta os pecuaristas do mercado de reposição. Por ora, alguns vendedores ainda conseguem reter os animais com respaldo das pastagens e, por isso, as cotações não descolam das referências, desde o início do ano os preços médios de todas as categorias tiveram ajustes negativos menores que 0,5%. Entretanto, para o próximo mês, com a chegada do período de desmama, esse cenário tende a se alterar. Com isso, para quem vende, oportunidades melhores podem ser encontradas agora, e para quem compra, maio pode trazer consigo preços melhores, principalmente para os bezerros. Atualmente, com a venda de um boi gordo de 16,5@ compram-se 2,01 bezerros desmamados, mesma relação observada no início do ano.

SCOT CONSULTORIA

Governo cria plano para recuperar credibilidade da fiscalização

O Ministério da Agricultura tenta recuperar a confiança do consumidor aplicando mudanças que passam pela descentralização de decisões da defesa agropecuária

A operação trapaça, deflagrada pela Polícia Federal, afetou a credibilidade do Sistema de Defesa Agropecuária brasileira, já que as investigações apontaram supostas fraudes laboratoriais para esconder irregularidades sanitárias em carnes processadas pela BRF. Diante disso, o Ministério da Agricultura tenta recuperar a confiança do consumidor aplicando mudanças que passam pela descentralização de decisões até mais autonomia financeira para o sistema. Reuniões entre representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária e entidades ligadas à cadeia produtiva têm se tornado rotina. A pasta quer convencer o setor de que uma reestruturação na secretaria é fundamental para recuperar a imagem da carne brasileira no mercado internacional e a ideia central é que a secretaria se torne uma autarquia, trabalhando com autonomia financeira. “Eu preciso me apoderar de algumas questões que foram feitas por outras agências para poder ter um organismo mais autônomo, independente e dinâmico para auxiliar na execução logística da defesa agropecuária”, contou o Secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel. Na proposta, o novo departamento de defesa agropecuária deixaria de ser administrado por superintendências estaduais e passaria a ser gerido por polos regionais. “As questões da geopolítica que separam os estados em 27 nem sempre representam as características de controle da defesa agropecuária. A ideia é identificar as similaridades existentes entre esses estados, demandas da defesa agropecuária e de fiscalização, e criar regiões com características mais similares e poder fazer uma gestão mais inteligente e economicidade de recursos”, falou Rangel. Para entidades como o Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri) e Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), as mudanças podem ajudar na recuperação da credibilidade do setor. “Esse novo sistema poderá ser um grande fator de fortalecimento da defesa, com mais autonomia técnica, administrativa, financeira, e poderá igualar essas grandes diferenças que existem no serviço dos estados”, falou o Presidente do Fonesa, Inácio Kroetz. As mudanças, no entanto, não são unanimidade entre os envolvidos no processo. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) diz que a proposta terceiriza o serviço de verificação de sanidade agropecuária. “A precarização pode acontecer com a contratação de pessoas terceirizadas para exercer funções na área de fiscalização. Isso precarizaria o serviço e nós estamos vendo várias falhas, inclusive com nós, servidores, na função. Imagina se terceirizar?”, questionou o Vice-Presidente da Anffa Sindical, Marcos Lessa. Para Rangel, no entanto, as funções dos fiscais serão mantidas. Ele garante que só devem ser transferidas responsabilidades assumidas pelo estado, mas que não são obrigatórias aos órgãos públicos. Para que a secretaria seja reestruturada, a proposta precisa passar pelo congresso nacional e sanção do presidente Temer, através de uma lei.

CANAL RURAL

EMPRESAS

BRF: Ministério do Trabalho propõe diminuição de salário para evitar demissões

Os funcionários da BRF, principal empresa atingida pelo embargo europeu, podem ter o salário reduzido para evitar uma demissão em massa

A proposta é do Ministério do Trabalho, que prevê salário e carga horária 30% menores e, em contrapartida, um fundo de amparo ao trabalhador, que pagaria 15% do salário. O projeto ainda está em discussão com os sindicatos e também com a BRF. Nesta quarta, dia 2, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, falou sobre o início dos estudos para reverter o embargo europeu da carne de frango brasileira. Ele diz que é necessário provocar a União Europeia, mas não descarta um acordo com o bloco econômico.

Canal rural

JBS investe R$ 20 milhões para ampliar produção em Goiânia

A JBS S.A. investiu R$ 20 milhões na sua unidade de carne bovina em Goiânia (GO), ampliando a atividade de desossa em 35% nesta planta, informou a empresa em comunicado na quarta-feira (02)

A unidade passará a desossar 800 bois por dia, com possibilidade de aumento da capacidade a depender da demanda de mercado. As câmaras de maturação, com capacidade de abrigar carcaças por até 48 horas antes do processo de desossa, tiveram sua capacidade ampliada em 30%. A planta, adquirida pela JBS em 1996 e que emprega 1.050 pessoas, ficou em reforma por 90 dias. A JBS espera que a unidade esteja funcionando a toda capacidade ainda neste segundo trimestre, quando a empresa deve abrir outras 150 vagas. “Goiânia é uma de nossas plantas mais importantes, pois além de abastecer o mercado interno conta com uma lista de mais de 60 países atendidos”, disse o presidente da JBS Carnes, Renato Costa. Além do aumento da capacidade de produção, a JBS investiu em melhorias que visam atender aos padrões de qualidade e segurança exigidos pelos diversos mercados consumidores. A JBS já havia anunciado em abril que investiu R$ 13 milhões, entre o início do ano passado e fevereiro de 2018, para ampliar a produção de hambúrgueres em duas unidades no estado de São Paulo, elevando a capacidade de produção da companhia no Brasil para 7 mil toneladas de hambúrgueres por mês a partir de maio.

CARNETEC

Santander vai diversificar sua atuação na área rural

A ofensiva do Santander no agronegócio está longe de acabar. Após dobrar sua participação na carteira de crédito rural total do país, o banco vislumbra um crescimento ainda mais agressivo do que o observado desde 2016

Também estão no radar o lançamento de um instrumento financeiro que faça frente às tradings na oferta de hedge aos agricultores e uma maior participação no mercado de seguro rural. Quando lançou sua nova estratégia para o campo, o Santander detinha uma carteira rural de R$ 6 bilhões, que representava 2,3% do total, conforme dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Em dezembro de 2017, o montante chegou a R$ 12,9 bilhões e a participação da instituição atingiu 4,6%. No Brasil, o segmento é dominado pelo Banco do Brasil, que tem uma fatia de mais de 60% de uma carteira que beira os R$ 280 bilhões. Em entrevista ao Valor, o Presidente do Santander no Brasil, Sergio Rial, reforçou a aposta. “Nossa ambição é ter dois dígitos”, afirmou. Em valores atuais, 10% significariam quase R$ 28 bilhões. A carteira de crédito total do banco é superior a R$ 350 bilhões. A estratégia do Santander para o agronegócio – setor que Rial conhece de longa data, uma vez que foi diretor financeiro global da americana Cargill e CEO da brasileira Marfrig – está ancorada no ambiente de taxa de juros estruturalmente menor no Brasil. “A gente fez uma aposta de que o Brasil iria convergir para um nível de taxa de juros que permitiria a um banco privado atuar de maneira mais concreta [no segmento rural]”, afirmou. Para Rial, essa convergência chegou, e a taxa Selic a 6,5% por ano já estimula os bancos privados a atuarem no campo. Num passado ainda recente, no qual as taxas de juros do Plano Safra eram inferiores à Selic, a obrigatoriedade de emprestar com juros controlados geravam distorções. “O crédito rural subsidiado acaba fazendo com que quem não precisa tome muitos recursos”, disse Rial. Do outro lado, os bancos preferem emprestar aos produtores de menor risco, tendo em vista que a rentabilidade da instituição financeira está “travada”. Com a Selic mais baixa, a tomada de risco se faz necessária para a tesouraria dos bancos, enfatizou o presidente do Santander Brasil. E é nesse contexto que o banco se prepara aquele que pode ser o início de uma nova era no financiamento da agricultura nacional. “Temos que sair do Brasil do crédito rural para o Brasil do mercado livre e com sofisticação de risco “, disse. Embora otimista com a convergência dos juros no Brasil, Rial não deixa de reconhecer riscos. E entre os principais está a eleição presidencial. Segundo ele, o quadro positivo depende da continuidade da agenda reformista. Também há riscos globais, como o impacto inflacionário da reforma fiscal adotada nos Estados Unidos. Além disso, há dúvidas sobre se o Estado “indutor” do governo Donald Trump não é uma “bolha” que resultará em recessão em “18 ou 24 meses”. A despeito dos riscos, o Santander vê uma oportunidade “gigantesca” no agronegócio. Até o fim deste ano, o banco terá instrumentos de hedge. Além desses instrumentos de hedge, o Santander vê oportunidades no mercado de certificados de carbono, que será viabilizado com a regulamentação do programa do governo federal para aumentar a produção de biocombustíveis (RenovaBIo). Em outra frente, o banco trabalha em um modelo de seguro rural, sem qualquer subsídio ao prêmio. Segundo Rial, o banco fez uma proposta nesse sentido para a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A ideia é que leilões eletrônicos por região – e faixas de risco, ponderado por variáveis climáticas – sejam feitos.

VALOR ECONÔMICO

FEIRAS&EVENTOS

O Serviço Comercial dos Estados Unidos no Brasil está organizando delegação para visitar a Global Cold Chain Expo 2018

A Global Cold Chain Expo reúne anualmente em Chicago milhares de inovações e experts na cadeia do frio

A feira de negócios e as conferências educacionais oferecem o que há de mais moderno e abrangente em oportunidades de negócio dentro desta indústria. Oportunidade para conhecer as inovações e fazer networking com representantes da indústria global de alimentos e cadeia do frio – do produtor ao consumidor! Benefícios aos participantes da Delegação Brasileira (Inscritos pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos no Brasil) Entrada gratuita na feira; Desconto no Pacote Educacional que inclui acesso à feira e às sessões educacionais no primeiro dia de evento (economia de 50%); Pré-agendamento de reuniões com empresas americanas; Acompanhamento de um Especialista Comercial do Departamento de Comércio dos Estados Unidos no local da feira; Possível auxílio com tradução (dependendo da disponibilidade); Lista dos expositores americanos interessados em exportar para o Brasil; Opcional: programa de visitas técnicas a dois grandes centros logísticos na região metropolitana de Chicago; Serviço: Global Cold Chain Expo 2018 Data: 25-27 de junho, 2018 Local: McCormick Place – Chicago  (81) 3416-3124 www.globalcoldchainexpo.org

Serviço Comercial dos EUA no Brasil

Ital promove neste mês seminário “Embalagens com Atmosfera Modificada para Alimentos”

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), por meio do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), oferece o seminário “Embalagens com Atmosfera Modificada para Alimentos”

O evento será realizado em 16 e 17 de maio, no auditório Décio Alvim do instituto, em Campinas (SP). O foco do seminário é discutir o potencial de aplicação de embalagens com atmosfera modificada para conservação e aumento de vida útil de alimentos. Questionamentos sobre a conservação de alimentos com o uso de mistura gasosa, tempo útil de alimentos em embalagens com atmosfera modificada e embalagens a vácuo são alguns dos temas que serão respondidos no seminário. Claire Sarantópoulos, pesquisadora do Ital e coordenadora do seminário, conta que as embalagens com atmosfera modificada são amplamente utilizadas na Europa e EUA para manter a qualidade e aumentar a durabilidade de alimentos. No entanto, no Brasil, ainda se trata de uma tecnologia pouco conhecida por conta do desconhecimento sobre as vantagens da tecnologia e os parâmetros críticos para seu sucesso. As aulas serão ministradas por profissionais excepcionais, segundo Claire, que por sua vez apresentará os fundamentos da tecnologia de embalagens com atmosfera modificada e suas aplicações para alimentos e a especificação de embalagem para atmosfera modificada. Representantes das empresas: Air Products, Bemis Latin America, Daymon Worldwide, Euromonitor, Flamboiã Alimentos, MultiVac, Poli Instrumentos, Saberpack, Stepack, Terphane e da Ulma Packaging também contribuirão com palestras técnicas nos dois dias. O evento é destinado aos profissionais e estudantes da área de embalagens e de alimentos.   http://www.ital.agricultura.sp.gov.br/cetea/eventos/18_am/am2018_apresentacao.htm

CARNETEC

INTERNACIONAL

Austrália está de olho nos grandes consumidores de carne da Europa

Oportunidades sem precedentes para liberalizar o acesso da carne bovina a mercados europeus enormes e ricos estão se desdobrando e os líderes o setor de carne vermelha da Austrália estão ansiosos

Na esteira da viagem recém-concluída do Primeiro-Ministro Malcolm Turnbull, que pressiona por um acordo de livre comércio com a União Europeia, a indústria australiana está determinada a incluir o acesso à carne bovina como um componente imperativo. Foi criada uma Força Tarefa de Acesso ao Mercado da Carne Vermelha da União Europeia e do Reino Unido, chefiada pelo líder da indústria, Jason Strong. A UE é um dos mercados mais importantes da Austrália para carne bovina australiana premium de alta qualidade. O mercado representa mais de 500 milhões de pessoas que consomem uma grande quantidade de carne vermelha – cerca de 8 milhões de toneladas por ano, o que as torna as segundas maiores consumidoras de carne bovina e terceira maior consumidora de carne vermelha do mundo, segundo o gerente do MLA para Europe e Rússia, Josh Anderson. “Eles não apenas são uma população imensa, mas, principalmente, a UE é uma região rica e pode pagar por nossa carne bovina”, disse ele. “As exportações de carne bovina tiveram um valor de cerca de US $ 228 milhões em 2016-17. É um dos nossos mercados mais valiosos por quilo.” Por 40 anos, o acesso da Austrália praticamente não mudou. Tarifas e cotas restringem a competitividade do país e sua capacidade de suprir a oferta, disse Anderson. “A cota específica da Austrália para carne bovina é de apenas 7.150 toneladas – o que é uma gota no oceano, considerando que isso está em um mercado de cerca de 8 milhões de toneladas”, disse ele. “Ao tentar fornecer produtos fora dessa cota, enfrentamos tarifas proibitivamente altas que adicionam cerca de US $ 6,40 por kg ao preço – essencialmente nos tornando não competitivos”, disse Anderson. A UE exporta mais do que o dobro da quantidade de carne suína para a Austrália (mais de 80.000 toneladas) do que todas as nossas exportações de carne bovina e ovina para a UE combinadas (aproximadamente 37.000 toneladas).” O grande obstáculo é a preocupação dos produtores da UE de que o aumento das importações agrícolas terá um impacto negativo sobre sua lucratividade. “Na realidade, os altos custos de produção da Austrália, a flutuação da moeda, as condições sazonais imprevisíveis e o amplo repertório de mais de 100 mercados de exportação tornam isso impossível”, disse Anderson. Alan Oxley, Diretor de Consultores da ITS Global e um dos consultores mais respeitados da Austrália em comércio internacional, disse que, dada a situação atual da oferta de gado bovino da Austrália, o acesso melhorado à Europa foi “tiro a longo prazo”. “No contexto da indústria de carne bovina da Austrália em geral, vale a pena lembrar que estamos procurando aumentar as exportações para a China, bem como capitalizar as provisões para o abate de gado em solo chinês”, disse ele.  “Em segundo lugar, os Estados Unidos competirão com a Europa como um mercado atraente e de alto nível para nós. Sob o TLC australiano com os EUA, há um comprometimento de aberturas adicionais significativas para nossa carne bovina, particularmente os cortes de maior valor, nos próximos anos. Pode haver um impacto Trump, mas a longo prazo, espera-se que os EUA sejam um mercado ainda mais significativo para a carne bovina australiana”.

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