
Ano 3 | nº 681 | 30 de janeiro de 2018
NOTÍCIAS
Boi gordo: volta às aulas pode aumentar o consumo de carne
O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos nesta segunda-feira, dia 29
Os frigoríficos continuam testando os mercados locais, diante de um escoamento bastante lento da carne bovina entre as cadeias. Por parte destes não existe interesse em aumentar ou até mesmo manter o ritmo aquecido do final de 2017, uma vez que as margens operacionais caíram, os estoques aumentaram e a atividade ficou, consequentemente, menos atrativa. De acordo com a Radar Investimentos, a dificuldade da indústria em encontrar animais terminados nos últimos dias trouxe a média das escalas para o menor patamar desde setembro de 2017 e próximo aos níveis da entressafra de 2016. O baixo escoamento via exportações também não favorece compras maiores e os testes de preços menores no balcão continuam. Porém, a Scot Consultoria indica que o retorno das aulas nesta semana pode elevar o consumo de carne. Já o mercado atacadista operou com preços estáveis. Ainda há pressão de baixa devido ao período de fim de mês. Para efeito comparativo, o boi casado registrou o menor preço desde o dia 10 de novembro do ano passado (52 dias úteis) no atacado paulista. Para a carne sem osso, na média de todos os cortes pesquisados, a cotação caiu 3,9% em um mês.
Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba
Araçatuba (SP): 145,50
Belo Horizonte (MG): 136,00
Goiânia (GO): 134,00
Dourados (MS): 133,00
Mato Grosso: 128,00 – 132,00
Marabá (PA): 129,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)
Paraná (noroeste): 140,00
Tocantins (norte): 127,00
CANAL RURAL
Ofertas de compra abaixo da referência no mercado do boi gordo
O cenário foi de pressão de baixa na última segunda-feira (29/1) no mercado do boi gordo
As escalas de abates, contudo, estão curtas e a oferta de boiadas está reduzida. Por outro lado, a demanda não evolui e talvez com o retorno às aulas nesta semana o consumo de carne aumente. Das trinta e duas praças pesquisadas, a cotação da arroba do boi gordo caiu em doze delas. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a referência ficou em R$145,50/@, à vista, livre de Funrural, queda de 0,6% no acumulado do mês. No estado, as escalas de abate giram em torno de três a quatro dias. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$8,96/kg. A cotação da carne sem osso, na média de todos os cortes pesquisados, caiu 3,9% em trinta dias. A margem de comercialização dos frigoríficos que desossam está em 19,7%, são 0,7 pontos percentuais abaixo da média histórica.
SCOT CONSULTORIA
US$ 200 milhões vão financiar controle de pragas vegetais e doenças em animais
São US$ 195 milhões do BID com contrapartida de US$ 5 milhões. Recursos serão destinados ainda à vigilância veterinária e à implantação de parque tecnológico
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou nesta segunda-feira (29) reunião com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que irá repassar US$ 195 milhões para implantar o Programa de Modernização e Fortalecimento da Defesa Agropecuária (Prodefesa). O total deverá chegar a US$ 200 milhões com a contrapartida do governo brasileiro. O financiamento do BID deverá ser dividido da seguinte forma: US$ 80 milhões para o controle e erradicação de pragas vegetais e de doenças de animais (aftosa e outras); US$ 80 milhões para melhoria na prestação dos serviços de defesa agropecuária; US$ 35 milhões à cooperação técnica para o fortalecimento institucional (fortalecimento do Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias – Sisbravet), implantação do Parque Tecnológico em Defesa Agropecuária junto ao Laboratório Nacional Agropecuário – Lanagro de Pedro Leopoldo (MG) e do Centro Regional de Avaliação de Risco. Os US$ 5 milhões de contrapartida serão direcionados a gastos com equipamentos e infraestrutura. Segundo o Secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, trata-se de recurso barato concedido da mesma forma como já vigora em outros países da América. “A novidade é o fato de ser feito como contraprestação de serviço. Apresenta-se um programa, criam-se indicadores submetidos ao financiador, demonstram-se os avanços para então receber as parcelas restantes”. De acordo com o secretário, o BID tem esse conceito “que garantiu um salto em países como o Peru, como o México, do ponto de vista da defesa”, explicou Rangel. O condicionamento do repasse de recursos ao cumprimento de metas acordadas com o BID também foi destacado pelo responsável pela Divisão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural do BID, Octavio Damiani. O desembolso inicial será de até 15% do total. Durante esta semana serão definidos, cronograma e detalhes sobre o início dos repasses.
MAPA
UE oferece cota de 99 mil toneladas para carne bovina do Mercosul
A União Europeia (UE) oferece ao Mercosul agora cota de 99 mil toneladas para a entrada de carne bovina com tarifa menor, segundo informação obtida pelo Valor nesta terça-feira em Bruxelas
A oferta anterior era de 70 mil toneladas, volume que já tinha provocado tanto decepção do Mercosul como irritação de produtores protecionistas europeus. O Valor apurou que a oferta foi colocada na mesa durante jantar que os comissários de Comércio, Cecilia Malmström, e da Agricultura, Phil Hogan, ofereceram ontem à noite aos ministros das Relações Exteriores do Mercosul. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, participou do encontro, sinalizando o interesse europeu em concluir o que pode ser o maior acordo comercial dos dois blocos até agora. Hoje haverá reunião ministerial da UE e Mercosul, quando detalhes da oferta da carne poderá ser discutida. Os europeus fazem oferta melhorada, mas sempre condicionada a mais ganhos, de forma que o Mercosul será cobrado a fazer mais concessões.
VALOR ECONÔMICO
Baixa movimentação no mercado de reposição no Pará
No decorrer de 2017, principalmente no segundo semestre, houve maior movimentação no mercado de reposição no Pará.
Entretanto, no início deste ano está mais difícil concretizar as negociações nesse mercado. Dois fatores são os principais responsáveis por essa situação. Primeiro, o viés baixista no mercado do boi gordo, causa dúvidas e desestimula o pecuarista para investir na reposição do rebanho. Desde o início do ano a arroba caiu nas três praças pecuárias pesquisadas no estado. Em Marabá a queda foi de 2,2%, em Redenção 1,5% e em Paragominas, 2,5%. Além deste recuo no preço do boi gordo, as ocorrências de pragas nas pastagens prejudicam sua qualidade e interferem negativamente na capacidade de suporte. Por essas razões, em curto prazo, não são esperadas movimentações expressivas no mercado de reposição estado. Mas para o pecuarista que deseja investir na troca, importante destacar que o poder de compra caiu 2,2% na comparação mensal na média de todas as categorias. Com isso, atualmente com a venda de um boi gordo de 16@ compra-se 1,36 boi magro de 12@, ou 1,66 garrote de 9,5@, ou compram-se 2,03 bezerros de 7,5@ ou 2,27 bezerros desmamados de 6@.
SCOT CONSULTORIA
Precoce MS completa 1º ano triplicando meta de animais abatidos
O programa Precoce MS completa no mês de abril um ano de implantação com 886 propriedades rurais cadastradas, 10 frigoríficos, além de seis em processo de adesão e quatro que farão as adaptações necessárias para participar e assim, receberem incentivos fiscais do governo de Mato Grosso do Sul
Além disso, no mesmo período, foram abatidos 373 mil animais e certificados 318 mil, por atenderem as condições propostas no programa de Boas Práticas Agropecuárias (BPA). Quando foi implantado, o Precoce MS tinha meta de abater 100 mil animais e o resultado motivou a equipe técnica a adaptar os incentivos para os suinocultores e avicultores do Estado. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, o objetivo da iniciativa é incentivar produtores rurais a tecnificarem a criação pecuária, aplicando boas práticas agropecuárias que resultem no melhor acabamento das carcaças. “Observamos que o formato anterior não contemplava adequadamente os critérios de seleção exigidos e muitos animais acabavam recebendo a certificação de precoce sem estarem terminados. Diante disso, iniciamos um trabalho que contempla todas etapas produtivas e com isso, descadastramos 40 produtores que não se adequaram ao Precoce MS”, revelou.
Correio do Estado
Queda na cotação do sebo bovino
A menor demanda pela gordura animal, consequência da maior oferta de óleo de soja no mercado interno (concorrente do sebo na produção de biodiesel), resultou em queda nos preços tanto no Brasil Central quanto no Rio Grande do Sul
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em ambas as regiões o produto está cotado, em média, em R$2,25/kg, livre de imposto. Os preços caíram 2,2% frente ao fechamento da semana anterior. A expectativa fica com relação a demanda, que é o fator que deverá ditar o rumo do mercado para as próximas semanas.
SCOT CONSULTORIA
ONG planeja financiamento para pecuária sustentável
Iniciativa prevê investimento em propriedades da Amazônia e do Cerrado que adotem boas práticas de intensificação; pagamento variará conforme os lucros. Plano é que iniciativa comece a operar no segundo semestre de 2018
Com o objetivo de fomentar uma pecuária mais sustentável no país, a ONG The Nature Conservancy (TNC) está desenvolvendo um instrumento de financiamento para pecuaristas que querem intensificar a produção. Uma das ideias escolhidas pelo Brasil Lab, iniciativa que apoia produções mais sustentáveis no país, em 2017, a Climate Smart Cattle Ranching prevê a criação de uma nova companhia que oferecerá assistência técnica e capital para quem aderir ao projeto. “A TNC não é uma instituição financeira, é a maior ONG de conservação ambiental do mundo. E, quando falamos em sustentabilidade, uma das partes importantes é a financeira”, diz Anna Lucia Horta, Business and Investment Officer da ONG no Brasil. Com a intensificação da pecuária e a adoção de boas práticas, a ONG espera reduzir o desmatamento. “Se o produtor tiver acesso a uma pecuária melhor, vai conseguir produzir a mesma quantidade de carne em uma área menor e vai parar de desmatar”. Com isso, segundo Anna, ele ainda pode liberar espaço para a soja – como tem acontecido há anos – sem abrir novas áreas. “Você consegue também diminuir a emissão de carbono por quilo de carne produzida, porque associa recomposição da floresta, proteção das Áreas de Preservação Permanente (APPs), manejo do pasto, menor tempo até o abate, entre outras práticas”, explica. De acordo com ela, apesar de a Embrapa ter desenvolvido mecanismos de intensificação da pecuária há muitos anos, eles ainda são desconhecidos de boa parte dos pecuaristas, culminando em 80% das pastagens com algum grau de degradação. “Temos uma média de 0,7 cab/ha no país, mas conseguimos elevar para 4 cab/ha com operações como colocar calcário no solo, fazer manejo de pasto e colocar cercas para proteger as APPs e para rodar o gado. Só que muitos produtores não têm acesso a crédito para fazer isso”, conta. Para colocar o instrumento em prática, uma nova companhia será criada. Empresa e produtor assinarão um contrato em que a companhia oferecerá assistência técnica – por meio de um diagnóstico e um plano de intensificação personalizado – e crédito e o produtor se comprometerá a aderir totalmente ao Código Florestal e seguir as boas práticas de produção da Embrapa, incluindo rastreabilidade do gado. “Cobra-se muito dos frigoríficos que não comprem gado de região desmatada e você só consegue provar isso se esse gado puder ser rastreado”, afirma Anna. A gestão da propriedade continuará a cargo do pecuarista. “A decisão é dele. A companhia não vai impor nada, até o plano individual feito pela assistência técnica o pecuarista pode decidir aceitar ou não”. Segundo ela, é importante que o conhecimento técnico seja incorporado pelo pecuarista para que, quando a parceria acabar, ele continue implementando as técnicas. “Se pensarmos que vários desses produtores têm mais de uma propriedade, é razoável supor que a nova companhia invista em uma e o produtor aplique a técnica nas outras”. O modelo exato de negócios ainda não está definido, mas companhia e produtor dividirão o investimento inicial. “Estamos pensando em 85% pela nova companhia e 15% pelo produtor. Isso vem de alguns estudos que fizemos do fluxo de caixa disponível do produtor. Quando nada, ele tem gado para colocar lá dentro”. A porcentagem, porém, não seria rígida e o produtor mais capitalizado poderia investir mais. Os lucros, então, seriam divididos nessa mesma proporção e o retorno dos investidores não teria um prazo fixo para ser pago. “A ideia é que sejam investidores pacientes, que estejam dispostos a esperar um tempo maior e dividir o risco”. O ganho esperado seria determinado na assinatura do contrato, mas como clima e mercado podem afetar os rendimentos no período da parceria, a duração dela variaria de acordo com o tempo necessário para o retorno do investimento. “Na hora que esse investimento for pago, a parceria acaba. Isso pode acontecer de 7 a 8 anos em média”. Nesse período, é possível que sejam feitos investimentos menores de manutenção para que o retorno ao investidor seja garantido, mas isso dependerá do que for acordado no contrato. Por enquanto, a TNC está buscando parceiros e investidores para a criação da nova companhia. O objetivo é iniciar os trabalhos no segundo semestre de 2018 com foco inicialmente na Amazônia e no Cerrado. Na Amazônia, a ONG já tem o programa ‘Do Campo à Mesa’, então é possível que o projeto comece por essas fazendas – sem ficar limitado a elas -, mas a nova iniciativa será diferente. “Naquele primeiro programa, a TNC deu muitos insumos, o alcance era muito limitado. Aqui a ideia é que essa limitação de financiamento não seja tão forte”. Para Anna, a iniciativa pode trazer benefícios para diversos elos da cadeia. A TNC ganha ao garantir que práticas mais sustentáveis estão sendo adotadas, os investidores têm seu retorno e o mercado passa a ter acesso a uma carne de qualidade ainda melhor. Já o pecuarista consegue aumentar a produção – e pode até receber prêmio na arroba pela qualidade e sustentabilidade da carne. De acordo com ela, essa forma de acesso a crédito ainda teria o benefício da divisão de risco, já que os valores pagos não são fixos e variam com o rendimento da propriedade. “E nesse caso o produtor também não está sozinho, tem assistência técnica com interesses totalmente alinhados ao dele. Quanto melhor sucedido for o produtor, mais dinheiro o produtor e companhia ganham”.
Portal DBO
EMPRESAS
Desempenho dos papéis da Minerva é o pior entre os títulos de dívida das empresas brasileiras
Os detentores de títulos de dívida emitidos pela Minerva não conseguiram aproveitar os ganhos recentes dos títulos corporativos brasileiros
Segundo investidores, os papéis do frigorífico ficaram caros demais em meio a preocupações com a alavancagem da empresa. Além disso, uma onda de emissões de títulos no mercado doméstico aumentou a concorrência nessa classe de ativos. Os títulos da Minerva com vencimento em 2026, no valor total de US$ 1,35 bilhão, bateram recorde a 104,4 por cento do valor de face em 6 de novembro, mas recuaram desde então para 100,98 por cento. Com isso, o rendimento do bônus no mercado secundário subiu de 5,86 por cento para 6,35 por cento. Excluindo os papéis da construtora Odebrecht, é o pior desempenho entre os títulos de dívida das empresas brasileiras, que, na média, tiveram ganho de 1,6 por cento no período. Os títulos da Minerva passaram a enfrentar maior concorrência após uma série de emissões recentes. Empresas como Oncologia Rede D’or e Hidrovias do Brasil emitiram US$ 7 bilhões em dívidas de grau especulativo, semelhantes às da Minerva, nos últimos dois meses. Essas ofertas deram aos investidores mais oportunidades de diversificação, prejudicando títulos considerados sem potencial de valorização adicional, de acordo com Ian McCall, que ajuda a administrar US$ 190 milhões em ativos de mercados emergentes na First Geneva Capital Partners. McCall observa que a alavancagem da Minera é elevada e deve permanecer assim por mais algum tempo após a aquisição, no ano passado, de ativos da JBS no Paraguai, Uruguai e Argentina. “A companhia, repetidas vezes, indicou que iria diminuir a alavancagem e consistentemente não entregou o prometido”, disse McCall. A Minerva, entre os concorrentes globais, é quem gasta a maior fatia dos lucros operacionais com o serviço da dívida, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Os recentes investimentos em expansão levantaram dúvidas sobre a sua capacidade de reduzir a alavancagem. Atualmente, a dívida líquida da empresa equivale a 4,2 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA). A Minerva continuará queimando caixa neste ano devido ao aumento da necessidade de capital de giro após a expansão recente em meio a um cenário menos favorável do que o esperado para o custo com a aquisição de boi gordo, afirmou Gustavo Gregori, analista de renda fixa do Bradesco BBI, em relatório enviado a clientes na quarta-feira. “Acreditamos que a Minerva vai demorar mais para se desalavancar”, afirmou o analista, que rebaixou para neutra a sua recomendação para os títulos da Minerva. Em dezembro, a Minerva emitiu US$ 500 milhões em títulos com vencimento em 2028 e rendimento de 6,13 por cento para abater dívidas mais caras e ampliar prazos. Desde então, os títulos caíram para 96,68 por cento do valor de face, elevando o rendimento para 6,32 por cento. A Minerva se recusou a comentar sobre o desempenho dos títulos. Na semana passada, a companhia anunciou que o Diretor Financeiro Edison Ticle, que assumiu o cargo em 2010, vai sair no fim do mês. O fato de a empresa não ter explicado as razões para a saída ou nomeado um sucessor causou apreensão entre os investidores, o que também pode ter prejudicado o desempenho dos títulos, disse Soummo Mukherjee, estrategista da Mizuho Securities USA. A Minerva também se recusou a comentar sobre Ticle. Ainda assim, Mukherjee recomenda a compra de títulos da Minerva diante do cenário favorável para o setor de carnes no Brasil. “Fundamentalmente ainda não vi nada pra mudar a trajetória de melhora que sustenta minha recomendação”, ele disse.
Revista Exame
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