CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 671 DE 16 DE JANEIRO DE 2018

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Ano 3 | nº 671 16 de janeiro de 2018

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo: Ao legislar sobre as dívidas passadas do Funrural, nova lei diminui mais as chances de redução das dívidas do agro

A ABRAFRIGO interpôs Embargos de Declaração ao acórdão exarado pelo Supremo Tribunal Federal na questão do Funrural e nós sempre entendemos e defendemos que não se deveria antes da análise destes embargos haver uma MP ou PL que tratasse das dívidas passadas como esta Lei

“Oferecendo propostas de parcelamento para uma dívida considerada nula em face da Resolução 15 do Senado, o Projeto de Lei da Câmara 165/2017 sancionado pelo Presidente da República e transformado com vetos na Lei 13.606/2018, com vigência a partir de 01 de janeiro deste ano, está reduzindo as chances de se modular para o futuro os efeitos da decisão de março/2017 do STF na qual o Supremo reconheceu constitucional a contribuição para o Funrural, o que criou um enorme passivo para o setor. A ABRAFRIGO interpôs Embargos de Declaração ao acórdão exarado pelo Supremo Tribunal Federal na questão do Funrural e nós sempre entendemos e defendemos que não se deveria antes da análise destes embargos haver uma MP ou PL que tratasse das dívidas passadas como esta Lei. A ABRAFRIGO sempre defendeu que uma MP ou projeto de lei sobre o Funrural deveria regular e abordar apenas as questões futuras”. Neste sentido, a entidade considerou como “muito positiva” a redução da alíquota do Funrural de 2% para 1,2% “porque isso realmente beneficia o produtor rural”. A avaliação da recente sanção presidencial da Lei do Funrural é da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) para quem o Projeto de Lei da Câmara 165/2017, atrapalhou toda a luta pela modulação das dívidas no STF. “Infelizmente, no mesmo dia em que caducou a MP 793, o Deputado Nilson Leitão, mesmo contra todas as evidências e reclamações de grande parte da cadeia produtiva, trabalhou na edição do Projeto de Lei da Câmara 165/2017, o qual tramitou celeremente, como nunca se viu antes, sendo aprovado pela Câmara e Senado Federal em tempo recorde”, criticou a entidade. Segundo a ABRAFRIGO, a discussão apressada no Congresso agravou ainda mais o problema do setor porque no projeto foi introduzido o artigo 25 da agora Lei 13.606 e ele diz que a União poderá bloquear bens sem ordem judicial, em face de supostas dívidas fiscais e previdenciária de todos os produtores rurais e empresas. “Mais uma consequência perversa e maldosa para os contribuintes. Como decretar a indisponibilidade de bens dos contribuintes sem ordem judicial? Um absurdo contido na lei e não observado devidamente quando da discussão no Congresso Nacional”, explicou a entidade em nota. A ABRAFRIGO também criticou o Deputado Nilson Leitão pelo seu posicionamento pela derrubada de um dos vetos do Presidente Michel Temer que excluiu da Lei a possibilidade das dívidas passadas serem compensadas com créditos e prejuízos fiscais, o que beneficiaria somente os grandes frigoríficos como a JBS.  “Estão esquecendo por completo que a quase totalidade dos frigoríficos brasileiros não têm os créditos e prejuízos fiscais que aqueles possuem, criando uma enorme desigualdade entre empresas do mesmo segmento. O veto de certa forma restaura o devido equilíbrio concorrencial entre os frigoríficos, sem que obviamente o tesouro nacional seja prejudicado por esta indevida e indesejável compensação”, concluiu a entidade.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGÊNCIA SAFRAS/AGROLINK

NOTÍCIAS

Boi gordo: preço da arroba cai com lento escoamento da carne

O mercado físico de boi gordo teve preços mais baixos nesta segunda-feira, dia 15

Os frigoríficos devem continuar testando o mercado ao longo da semana, considerando o lento escoamento da carne bovina esperado para a segunda quinzena do mês. A oferta de animais terminados ainda é discreta diante de uma boa condição das pastagens, o que que favorece a retenção dos animais. O mercado atacadista teve preços mais baixos para alguns cortes a perspectiva é que continuem caindo nos próximos dias face ao tradicional arrefecimento do consumo durante a metade final de cada mês. Em relação às exportações de carne bovina in natura, os embarques atingiram 37 mil toneladas, com média diária de 4,1 mil toneladas. Na comparação com janeiro de 2017, houve alta de 3,8% na quantidade média diária exportada.

CANAL RURAL

Oferta enxuta não é suficiente para sustentar o mercado do boi gordo

O mercado do boi gordo iniciou a terceira semana de janeiro em queda

Em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo caiu 0,7% na última segunda-feira (15/1), frente ao fechamento de sexta-feira. O boi gordo ficou cotado em R$147,00/@, à vista, livre de Funrural. As programações de abate atendem em torno de quatro dias. Além de São Paulo, houve queda em mais onze praças. No Pará, o recuo foi de 0,4% em cada uma das três praças pecuárias (regiões de Marabá, Redenção e Paragominas). Mesmo com a menor disponibilidade de boiadas terminadas, devido ao lento escoamento da carne bovina, as indústrias trabalham com estoques regulados, o que limita as altas no mercado.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de bovinos para reposição ganhando ritmo

Após a pausa nas negociações, em decorrência das festividades de final de ano, o mercado de bovinos para reposição começa a ganhar ritmo, com a volta dos pecuaristas aos negócios

A boa situação de suporte das pastagens, devido ao período do ano, estimula a compra de animais de reposição. A demanda por machos está maior do que por fêmeas e as categorias mais procuradas são as mais eradas, garrote e boi magro. Diante da maior atratividade, as cotações destas categorias estão em alta. Em São Paulo, por exemplo, a referência para o boi magro anelorado (12@) está em R$1,99 mil/cabeça e negócios acima da referência são comuns. Para o curto prazo, a expectativa é de que a demanda, principalmente pelas categorias mais eradas, permaneça aquecida, fator que pode dar sustentação às cotações.

SCOT CONSULTORIA

A demanda de carnes Halal para a comunidade muçulmana está crescendo

O gasto muçulmano com a economia halal atingiu US$ 2,1 trilhões em 2016

A busca por produtos Halal no mundo aumenta a cada ano. O alimento permitido no Islã, de acordo com a regras de Deus escritas no Alcorão, é denominado Halal, que em árabe significa lícito, autorizado, ou seja, alimentos que seguem 100% todas as normas da jurisprudência islâmica para consumo dos muçulmanos. O gasto muçulmano com a economia halal atingiu US$ 2,1 trilhões em 2016, representando 11,9% das despesas globais. Só o setor de alimentos e bebidas leva os muçulmanos a gastarem US$ 1,24 trilhão, de acordo com o Centro de Desenvolvimento da Economia Islâmica de Dubai (DIEDC). Em segundo lugar as roupas e acessórios consomem US$ 254 bilhões, em seguida vem o segmento de mídia e entretenimento com US$ 198 bilhões, turismo US$ 169 bilhões e produtos farmacêuticos e cosméticos US$ 83 bilhões e US$ 57,4 bilhões respectivamente. Globalmente, as despesas muçulmanas em alimentos e bebidas devem alcançar as cifras de US $ 1,58 bilhão em 2020. São 60 países muçulmanos no mundo. Atualmente, há em torno de 1,8 bilhão de islâmicos, ou seja, praticamente ¼ da população. O Brasil é considerado o maior produtor e exportador mundial de carne bovina segundo maior de frangos e líder nas vendas de carne Halal, especialmente comercializada para muçulmanos. O país exporta para 22 países islâmicos, num total de dois milhões de toneladas ao ano. “Produzimos somente 33% de nossa capacidade. A expectativa é que até 2020 as exportações cresçam em 60%. Temos uma grande novidade que o Brasil poderá iniciar a exportação para Indonésia a partir deste ano. O mercado da Indonésia representa um potencial em torno de US$ 80 milhões”, diz Ali Saifi, Diretor Executivo da Cdial Halal. Os Emirados Árabes Unidos importam US$ 20 bilhões de produtos de consumo Halal, segundo a consultoria Farrely & Mitchell (em recente pesquisa), especializada em alimentos e agroindústria.

AGROLINK

Brasil busca ampliar vendas de produtos agrícolas para a Ásia

Em um momento em que em alguns produtos agropecuários do Brasil são alvo de restrições ou ameaças de proibição por parte de importadores relevantes como União Europeia e Rússia, o Ministério da Agricultura decidiu focar esforços para a abertura ou ampliação, neste ano, de mercados na Ásia a produtos nacionais, como carnes bovina, de frango e suína, frutas, lácteos, ovos e farinhas.

Da lista de 49 negociações bilaterais em andamento desenhada pelo Ministério da Agricultura e que envolvem novas oportunidades para o agronegócio brasileiro, 80% focam nos países asiáticos. Entre as prioridades da agenda comercial traçada pela Pasta na Ásia estão acelerar ou concluir a celebração de certificados sanitários para exportações de carnes in natura, processadas ou miúdos de bovinos, aves e suínos para China, Japão, Coreia do Sul, Indonésia e Taiwan; lácteos para o Egito; ovos para Cingapura; farinhas de origem animal para a Tailândia e frutas para China e Vietnã. As negociações se encontram em estágios diferentes. Desde a venda de carne bovina in natura aos japoneses, que está em fase inicial – o setor privado deseja em acionar o Japão na Organização Mundial de Comércio (OMC) -, até os embarques de melão ao Vietnã, cuja análise de risco de pragas está mais avançada, de acordo com o Ministério da Agricultura. Como parte da agenda que foca as exportações de produtos agropecuários ao continente asiático, entre 6 e 18 de fevereiro, o Secretário-Executivo da Pasta da Agricultura, Eumar Novacki, irá em missão internacional para Coreia do Sul, Vietnã, Tailândia, Malásia e Cingapura. Desde o ano passado, a Pasta já sinaliza que daria mais importância ao mercado da Ásia. Dos 10 novos adidos agrícolas enviados pelo Ministério da Agricultura ao exterior no ano passado, seis foram para países asiáticos: China, Coreia do Sul, Índia, Vietnã,Tailândia e Arábia Saudita. A ampliação de negócios com países asiáticos é a última grande pauta internacional que o Ministro Blairo Maggi — que retorna hoje de férias — buscará avançar até abril, antes de se licenciar do cargo para disputar a reeleição para senador por Mato Grosso.

Valor Econômico

INTERNACIONAL

EUA retomam posto de maior exportador de carne bovina à Coreia do Sul

Em 2018, as importações da Coreia do Sul deverão crescer cerca de 1,8 por cento, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)

Os Estados Unidos recuperaram o posto de maior exportador de carne bovina para a Coreia do Sul em 2017, 14 anos depois de um surto de doença da vaca louca que levou os norte-americanos a enfrentarem um embargo e a perderem liderança de mercado para a Austrália. Os embarques de carne bovina dos Estados Unidos para a Coreia do Sul cresceram 13,7 por cento no ano passado, para 177.445 toneladas, representando quase metade das importações da proteína pelo país asiático, mostraram dados de alfândega nesta segunda-feira. Em contrapartida, os embarques australianos diminuíram cerca de 4 por cento, para 172.804 toneladas. A nação asiática, onde a carne bovina é o pilar da dieta local, é o quarto maior importador do produto do mundo e foi o terceiro maior comprador de carne bovina dos EUA em 2016, no valor de 1 bilhão de dólares, de acordo com dados da indústria dos EUA. No total, a Coreia do Sul importou 379.415 toneladas de carne bovina em 2017, alta de 3,5 por cento na comparação anual. EUA e Austrália responderam por mais de 90 por cento do mercado. Em 2018, as importações da Coreia do Sul deverão crescer cerca de 1,8 por cento, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

REUTERS

Importações russas de carne bovina aumentam, rebanho doméstico diminui

Moscou está importando enormes volumes de carne bovina da América do Sul e da Sérvia, ao mesmo tempo em que os produtores de carne russos aumentam a produção em meio a uma queda nos números de gado

As importações de carne da Rússia – lideradas pela Argentina e pela Sérvia – estão aumentando junto com uma queda do rebanho doméstico, de acordo com o analista da indústria da carne russa, EMEat. O EMeat disse que o “número de gado na Rússia ainda está em declínio”, mas não forneceu números para apoiar isso e não explicou por quanto tempo o rebanho de gado estava caindo. Os dados de EMeat, que abrange janeiro a outubro de 2017, mostraram que a produção de carne aumentou marginalmente, em 0,8% com relação ao ano anterior. A produção poderia aumentar ainda mais nos próximos anos, com o maior produtor de carne bovina do país, Miratorg, com planos para construir um enorme projeto de carne bovina, integrado verticalmente. Quando concluído, este será o maior projeto desse tipo na Rússia pós-soviética. Paralelamente ao aumento da produção, as importações russas “continuam crescendo”, afirmou a EMeat. Os principais parceiros comerciais da carne fresca são a Argentina, a Sérvia e a Bielorrússia, enquanto o Brasil e o Paraguai são fornecedores notáveis de carne e subprodutos congelados para a Rússia. Mas enquanto a produção e as importações de carne continuam aumentando na Rússia, o consumo doméstico está caindo. O consumo de carne bovina no país era de cerca de 14 kg per capita no final de 2016, queda de 5% com relação ao ano anterior, de acordo com a EMeat.

GlobalMeatNews.com

Produção de carnes nos EUA foi recorde

Preços baixos de grãos, após cinco safras robustas, estão contribuindo para o boom de animais de produção. Em 2017, 45,2 milhões de toneladas de carne vermelha e de frango foram produzidas nos EUA

Pecuaristas e companhias processadoras de carne nos Estados Unidos produziram um recorde de 45,2 milhões de toneladas de carne vermelha e de frango no ano passado, de acordo com estimativas do Departamento de Agricultura do país (USDA), e podem superar esse volume em 2018. Tyson Foods, Sanderson Farms e outras empresas estão construindo novas unidades que devem resultar em um aumento de 3,8% na produção norte-americana de carnes em 2018, o maior crescimento em mais de 20 anos. O rebanho bovino nos EUA se expandiu em 12% nos últimos quatro anos. Empresas produziram um recorde de 21,6 milhões de toneladas de carne de frango no ano passado, e o ritmo de abate de suínos foi o mais rápido já registrado. O aumento dos rebanhos e dos plantéis vem se traduzindo em custos mais baixos e maiores lucros. Em novembro, a Tyson Foods disse que seu lucro por ação no ano fiscal 2017 foi recorde, enquanto a Hormel Foods obteve sua maior margem anual de lucro. Já a Sanderson Farms disse que vendeu 1,9 milhão de toneladas de carne de aves no ano passado. Preços baixos de grãos estão contribuindo para o boom de animais de produção. Cinco anos consecutivos de safras robustas pressionaram as cotações de milho e de soja, com reflexos nos preços de ração animal. Além disso, a demanda robusta nos EUA e no exterior estimulou empresas processadoras de carne a construir mais e maiores frigoríficos. Segundo analistas, esse aumento de produção pode resultar em preços mais baixos nos restaurantes e em supermercados este ano. Mas os americanos também devem consumir mais carne do que nunca em 2018, graças em parte ao fortalecimento da economia. A expectativa é de um consumo per capita de 101 quilos este ano, de acordo com projeção do USDA. As exportações também devem crescer, com a expansão da classe média e o maior consumo de proteína no Sudeste Asiático, na América Latina e em outras regiões. Cerca de 15% da produção de carne dos EUA é exportada. Essa perspectiva, porém, pode não se concretizar se a oferta superar a demanda ou se disputas comerciais prejudicarem as exportações norte-americanas. Para alguns analistas, o consumo dificilmente vai acompanhar a rápida expansão da indústria de carnes. “Acho que o aumento da oferta vai superar o crescimento da demanda pelos próximos dois a três anos”, disse a analista Heather Jones, do Vertical Group.

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