
Ano 3 | nº 657 | 13 de dezembro de 2017
NOTÍCIAS
Boi gordo: preço da arroba chega a R$ 146
Procurando recompor os estoques de carne, as indústrias mantêm os compradores de boiadas ativos
A procura firme e a oferta bamba na maior parte do país, têm garantido a sustentação da cotação da arroba do boi gordo. Em Goiás, por exemplo, o valor fechou em alta nas duas regiões definidoras de preço e com negócios acima da referência com maior frequência. Nos últimos trinta dias, a cotação da arroba do boi gordo subiu 10,5% na praça de Goiânia (GO) e 9,2% na região sul do estado. A consultoria XP Investimentos indica que por mais que a média dos frigoríficos tenham ganho um “fôlego” nas compras, ainda existem indústrias descasadas que aceitam, com facilidade, pagar bonificações para boiadas maiores e uniformes. No entanto, a expectativa da consultoria Safras & Mercado é que o movimento se prolongue no curto prazo. Já a partir do dia 20 a situação deve mudar, pois a partir de então as redes varejistas já estarão com suas estratégias para o final de ano definidas. No mercado atacadista, os preços ficaram mais altos em alguns cortes.
CANAL RURAL
Oferta restrita e demanda aquecida garantem firmeza ao mercado do boi gordo
Procurando recompor os estoques de carne, as indústrias frigoríficas mantêm os compradores de boiadas ativos
A procura firme e a oferta bamba na maior parte do país têm garantido a sustentação da cotação da arroba do boi gordo. No fechamento da última terça-feira (12/12), das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo subiu em quinze delas. Mercado firme, portanto. Em Goiás, por exemplo, a cotação fechou em alta nas duas regiões definidoras de preço e com negócios acima da referência com maior frequência. Nos últimos trinta dias, a cotação da arroba do boi gordo subiu 10,5% na praça de Goiânia e 9,2% na região sul do estado. O mercado atacadista de carne bovina, por sua vez, ficou estável frente ao levantamento de ontem. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,99/kg.
SCOT CONSULTORIA
Moody’s estima alta de 9% no lucro de setor de carnes da América Latina em 2018
A agência de classificação de risco Moody’s Investors Service considera que as perspectivas para a indústria de proteína animal da América Latina em 2018 são positivas, com expectativa de aumento nos lucros, câmbio mais estável e demanda mais forte, segundo estudo divulgado na terça-feira (12)
“A agência de ratings espera que o lucro operacional do setor de proteína (na América Latina) cresça acima de 9% em 2018”, disse a agência. O aumento da disponibilidade de animais para abate e o crescimento da demanda, com recuperação dos volumes de vendas de carnes e de preços, tendem a beneficiar a indústria de proteína animal. A Moody’s acrescenta que o preço de bois para abate deve continuar alto, diante da esperada elevação da demanda por carnes em 2018. As margens do setor de carne de aves no ano que vem devem ser maiores que as registradas em 2017, já que a indústria não estará mais influenciada pela alta nos preços de milho verificada no ano passado e que ainda elevou custos de produção no primeiro semestre deste ano. Os mercados de exportações ainda apresentam oportunidades de crescimento para carne bovina e de frango, com continuada demanda por parte da Ásia e do Oriente Médio”, segundo analistas da Moody’s. No caso da carne bovina, a demanda global pelo produto continua em crescimento sustentado, refletindo aumento da urbanização, da renda e da população, sendo que a China continuará um importante mercado a liderar esta alta. Mas a elevação do escrutínio de países importadores em relação aos produtos brasileiros, após a Operação Carne Fraca neste ano, tende a atrasar a curva de crescimento das vendas para os EUA e a potencial abertura de novos mercados. A Moody’s também projeta recuperação na demanda do mercado doméstico brasileiro em 2018, o que permitirá aos frigoríficos repassarem custos aos produtos.
CARNETEC
EUA deve reabrir mercado de carne bovina in natura no início de 2018
O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse ontem que os EUA devem reabrir o mercado de carne bovina in natura para o Brasil no início de 2018
Os americanos embargaram o produto brasileiro em meados deste ano, depois de terem detectado abcessos (acúmulo de pus) relacionados à reação dos bovinos à aplicação da vacina contra o vírus da febre aftosa. “Estamos prontos para reabilitar as plantas para lá e queremos habilitar as que vendem carne fresca (in natura). Acredito que deve ser no começo do ano que vem”, afirmou Blairo, após participar do lançamento do selo de compliance Agro Mais, em cerimônia no Palácio do Planalto. Segundo o Ministro, o Brasil mantém conversas com os EUA para reabrir o mercado. “Estamos negociando com o governo americano e dissemos a eles que se eles têm problemas políticos que impedem a retomada das nossas exportações de carne brasileira que nos informem”, disse. Lembrando que os EUA já retomaram este ano as compras de carne bovina processada do Brasil. Em entrevista a jornalistas, o Ministro da Agricultura fez questão de comemorar o aumento de 9% nas receitas com exportação das carnes brasileiras no período de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período de 2016. “Por conta da Carne Fraca, preocupava bastante que os países depreciassem a qualidade da carne brasileira. O governo ajudou, mas quem correu atrás foram as empresas que não tiveram medo de fazer o enfrentamento”, afirmou o Ministro. Blairo também lembrou que no próximo dia 15 de janeiro de 2018 uma comitiva do governo brasileiro, liderada pelo presidente Michel Temer, irá para a Ásia em busca da abertura ou ampliação de mercado para a carne brasileira.
VALOR ECONÔMICO
Categorias mais eradas movimentam o mercado de reposição de bovinos
Com as pastagens em plena recuperação, os invernistas buscam animais de categorias mais eradas para serem terminados no período das águas, realizando o giro rápido
Outro manejo comum para a época é a compra de garrotes para aproveitarem toda a safra de capim e serem terminados no confinamento. Diante da maior procura, as cotações destas categorias estão em alta. Em São Paulo, por exemplo, a cotação do boi magro (12@) teve valorização de 7,9% desde o início de novembro. Outro fator de relevância atualmente no mercado, é a demanda da Turquia para exportação de gado vivo. O padrão de animais procurado pelos turcos são machos inteiros, cruzados, com peso entre 6@ e 9@. No Rio Grande do Sul, os preços para atender esta demanda chegam até R$6,50/kg. O mercado de fêmeas segue com baixa procura e pouca movimentação. No balanço semanal, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações fecharam em alta de 0,3%.
SCOT CONSULTORIA
Exportação de bovinos vivos chega a 340,34 mil animais até novembro
Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em novembro, o Brasil exportou 33,87 mil cabeças de bovinos vivos, com faturamento total US$20,62 milhões
Os animais foram enviados para a Turquia, Egito, Jordânia e Bolívia. Em relação ao mesmo período do ano passado o volume total embarcado em novembro deste ano foi 4,5% maior. Entretanto, em relação a outubro último, houve queda de 41,5%. De janeiro a novembro deste ano o Brasil exportou 340,34 mil bovinos vivos, uma alta de 31,5%, frente a igual período de 2016. Do total exportado até então, 47,5% foram enviados para a Turquia, principal comprador do Brasil em 2017. Em 2013, o Brasil chegou a exportar 722 mil animais vivos e em 2014 o total alcançou 676 mil.
MDIC/SCOT CONSULTORIA
Funrural: Câmara conclui votação e proposta segue para Senado
Destaques do texto-base do Projeto de Lei 9206/2017, do Programa de Regularização Tributária Rural, foram votados no plenário da Câmara dos Deputados
A proposta abrange renegociações de dívidas para diversos setores. Débitos da agricultura familiar foram incluídos no PL, além das negociações referentes aos microempreendedores individuais (MEIs) e Simples Nacional do meio rural. Também houve mudança no prazo de adesão ao programa, que passou para 28 de fevereiro de 2018. O texto aprovado autoriza, até 27 de dezembro de 2018, a repactuação das dívidas em operações de crédito rural inscritas em dívida ativa da União, com o Banco do Nordeste ou Banco da Amazônia relativas a empreendimentos localizados na área de abrangência da Sudene e Sudam, e no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em empreendimentos familiares rurais, agroindústrias familiares e cooperativas de produção agropecuária. Fica concedida também a prorrogação, até dezembro de 2022, na renegociação das operações que foram contratadas junto à Embrapa referentes aos pagamentos do licenciamento para a multiplicação e a exploração comercial de sementes. Fica autorizado também à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a repactuação dos débitos, até dezembro de 2022, das operações com Cédula de Produto Rural – CPR. Com o mesmo teor do relatório da deputada Tereza Cristina, vice-presidente FPA, o projeto de lei é uma alternativa à perda de validade da Medida Provisória 793/2017, vencida no dia 28 de novembro deste ano. “Trabalhamos fortemente para que esta ferramenta de renegociação das dívidas pudesse ser aprovada. O produtor rural precisava de uma opção. Continuaremos nossa mobilização no Senado”, disse a deputada que também relatou a matéria em plenário. Os benefícios garantidos foram mantidos, como a redução de 4% para 2,5% da alíquota de entrada, à vista, a ser paga sobre o valor total das dívidas e o aumento de 25% para 100% de desconto das multas e encargos sobre as dívidas acumuladas com o Funrural até agosto de 2017. Permanece também a opção de pagamento sobre a folha (INSS) ou sobre a produção, a partir de 2019, para pessoas jurídicas, e a partir de 2018, para pessoas físicas. A pedido do PRB, foi aprovado destaque que incluí dívidas de 40 famílias de agricultores, assentadas por meio do Programa de Desenvolvimento do Cerrado, o Prodecer 3, criado pelo governo federal, para desbravar o sul do Maranhão. “A proposta tem acordo no Senado e vamos sensibilizar a Casa sobre a necessidade de votar o projeto ainda nesta semana. Não podemos perder mais tempo e o setor espera uma resposta do Congresso Nacional”, informou o Presidente da FPA, Nilson Leitão.
FPA
Embargo russo deve ser resolvido até janeiro de 2018
Segundo Ministro, Brasil vai liberar as exportações russas de pescado, trigo e carne bovina. Com isso, suspensão de proteínas bovina e suína deve ser revertida
Em coletiva, Ministro também disse que setor leiteiro terá compras governamentais em 2018. A suspensão russa das importações de carnes bovina e suína do Brasil deve ser revertida até janeiro de 2018, acredita o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. “Já estou cumprindo os três compromissos que o país tinha feito com eles, de liberar exportações de pescado, trigo e carne bovina, então esperamos que a questão contra a carne seja retirada”, afirmou na inauguração da Embrapa Territorial. De acordo com o ministro, a demanda russa pela liberação das exportações de pescado, trigo e carne bovina – principalmente picanha – para o Brasil é antiga e “factível”. “Pescado já está pronto para liberar, e a instrução normativa da picanha e do trigo devem sair amanhã”. Para ele, é normal que a Rússia aproveite o final de ano e o congelamento de seus portos, quando já importou tudo o que precisava, para colocar novamente essas questões em pauta. Na coletiva de inauguração da unidade, o ministro voltou a ressaltar a importância da Operação Carne Fraca para o setor. “Tinha muita coisa que não estávamos dando atenção e que iam piorar com o tempo”. Segundo ele, apesar da Carne Fraca, o país terminará com números maiores de exportações de carnes em volume e faturamento em 2017. Maggi também afirmou que o mercado de leite receberá intervenções do governo em 2018. “Estamos pensando em políticas para o futuro. Este ano não conseguimos, mas ano que vem teremos compras governamentais para repasse às escolas. Precisamos intervir ou a crise do leite vai permanecer ano que vem”. O Ministro ainda reforçou que o preço pago ao produtor não foi prejudicado apenas pelas importações, como as do Uruguai, já que estas representam apenas 1,5% do total consumido internamente. “O preço de quase todos os alimentos caiu”. Ele disse que, em conversa com o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles ressaltou a necessidade de reduzir custos internos para aumentar a competitividade do produto frente aos outros países do Mercosul. Queremos um mercado livre e aberto, mas com o custo que temos é impossível competir, então temos que dar condições aos produtores para isso”. Sobre as dívidas do Funrural, o Ministro disse que o setor ficará inviabilizado se tiver que pagar todo o valor (sem descontos de juros e multas), que seria de “no mínimo 30% de uma safra bruta”. “É uma confusão grande, mas temos a esperança do setor sair disso o menos machucado possível”. Mas, segundo ele, o que os produtores querem – que não ocorra cobrança retroativa -, não tem como ser aprovado no Congresso, apenas por uma modulação no Supremo Tribunal Federal (STF), que foi quem determinou que a cobrança era válida.
Portal DBO
MT: mais fêmeas no gancho em novembro
Aumento no volume de fêmeas abatidas no mês reflete o início do movimento de descarte
Nos últimos dias o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) divulgou os dados de abate de bovinos em Mato Grosso no mês de novembro. Em seu boletim semanal, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) destacou a queda de 1,3% no total de animais abatidos em relação ao mês anterior, outubro. De acordo com a publicação, o movimento foi causado, principalmente, pela diminuição de 7% do número de abate de machos. Em novembro, foram abatidos 208.222 machos ante os 301.350 de outubro. Em contrapartida, houve um aumento no abate de fêmeas, saindo de 143.080 de outubro para 158.340 de novembro. A maior parte desse montante estava em idade reprodutiva (acima de 24 meses), o que, segundo o Imea, marca o início do processo de descarte de fêmeas que não foram efetivas na estação de monta. Em comparação com novembro de 2016, a quantidade de fêmeas abatidas neste ano foi 11,14% maior. O Imea também destacou a queda nas exportações de carne de Mato Grosso no penúltimo mês do ano. Em novembro foram exportadas 25.940 toneladas de carne bovina in natura, 8,9% a menos do que o volume embarcado em outubro. A redução foi puxada, principalmente, pela baixa demanda dos principais compradores do Oriente Médio. Egito e Irã, diminuíram suas compras e 34,6% e 18%, respectivamente.
Imea
Ainda não há resultados sobre a inspeção de Hong Kong a frigoríficos
Segundo o Ministro, região está pensando em diminuir a quantidade de frigoríficos habilitados para exportação
O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, afirmou que ainda não há resultados concretos na inspeção de uma missão veterinária de Hong Kong que está no Brasil, mas que o governo trabalha para que eles mantenham o universo de frigoríficos credenciados. “Hong Kong está pensando em diminuir a quantidade de frigoríficos que fornecem para eles. Estamos neste momento negociando para permanecer com as mais de duas centenas (de unidades frigoríficas) que podem vender para aquele país”, disse o Ministro, após cerimônia de lançamento do Plano Agro+ Integridade, no Palácio do Planalto. A missão de Hong Kong chegou na segunda-feira, 11, ao Brasil para inspecionar frigoríficos produtores de carnes bovina, suína e de aves e deve ficar até quinta-feira. Serão auditados quatro frigoríficos no Estado de São Paulo e os técnicos deverão visitar o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), de Campinas, São Paulo. O objetivo da missão é entender melhor a inspeção sanitária brasileira e propor ao ministério uma lista inicial de empresas aptas a exportar. Segundo Blairo Maggi, a missão de Hong Kong deve voltar ao Brasil em agosto. O Ministro disse ainda que essas missões são naturais e fez questão de dizer que a Operação Carne Fraca já está “totalmente superada”.
ESTADÃO CONTEÚDO
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
Powered by Editora Ecocidade LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/
