CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 656 DE 12 DE DEZEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 656 12 de dezembro de 2017

NOTÍCIAS

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo critica ICMS menor para gado vivo em Tocantins

Segundo a entidade, Estado já opera com alta capacidade ociosa e estimular saída de gado vai gerar desemprego. ICMS para venda de gado vivo em Goiás caiu de 7% para 4%

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) criticou o governo de Tocantins por reduzir o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a venda de gado vivo para outros estados. A alíquota, antes de 7% passou a ser de 4%. “Compromete toda a cadeia produtiva ao elevar a ociosidade já bastante alta existente nos frigoríficos locais exatamente pela falta de matéria-prima”, disse o Presidente Executivo da associação, Péricles Salazar, em nota. Segundo a entidade, os frigoríficos de Tocantins têm capacidade de abater cerca de 2 milhões de cabeças por ano, mas a produção atual está pouco acima de 900 mil. Na avaliação da Abrafrigo, a redução do imposto tira competitividade da indústria do Estado e tende a gerar desemprego. “O incentivo a saída de gado vivo do Estado vai comprometer ainda mais o emprego e a geração de renda do Tocantins”, diz Salazar.

GLOBO RURAL/CONEXÃO TOCANTINS/SAFRAS&MERCADO/NORTEAGROPECUÁRIO

Abate cai e Abrafrigo critica redução do ICMS no Tocantins

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) criticou, no início desta semana, a medida adotada pelo Tocantins de reduzir a alíquota do ICMS para a venda de gado vivo a outros estados da Federação dos atuais 7% para 4%

“Como entidade, nós repudiamos a Lei nº 3.267 de autoria do Governo do Estado, e aprovada na Assembleia Legislativa do Tocantins em 18 de setembro passado, reduzindo o ICMS porque compromete toda a cadeia produtiva ao elevar a ociosidade já bastante alta existente nos frigoríficos locais exatamente pela falta de matéria-prima”, disse o Presidente Executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar, em nota divulgada na segunda-feira (11). Para ele, “essa atitude, além de gerar desemprego, retira ainda mais a competitividade do estado tanto no mercado interno como no externo e coloca em risco todo um setor que atualmente possui capacidade para realizar o abate de 2 milhões de cabeças anuais, e cuja produção anda próxima do abate de pouco acima de 900 mil cabeças, ou seja: mantém mais de 50% de ociosidade”, explicou. Segundo a Abrafrigo, em 2016 o Tocantins tinha realizado o abate de 938.668 animais até outubro e, no mesmo período de 2017, este abate alcançou somente 820.023 cabeças, numa redução de 12%. “O incentivo à saída de gado vivo do estado vai comprometer ainda mais o emprego e a geração de renda do Tocantins, o que é andar na contramão das necessidades de desenvolvimento”, finalizou Salazar.

CARNETEC/TV TERRAVIVA/PORTALBENÍCIO/ATITUDETO

NOTÍCIAS

Oferta reduzida colabora para preços firmes no mercado do boi gordo

De maneira geral, os compradores estão na retranca, esperando melhor definição do mercado do boi gordo

Entretanto, o que se verifica é a dificuldade na aquisição de boiadas de qualidade em estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais. No Norte de Minas Gerais, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$144,50, à vista, livre de Funrural, na última segunda-feira (11/12), uma alta de 3,2% desde o início de dezembro. No estado, as escalas de abate atendem de três a quatro dias e as ofertas de compra ocorrem acima da referência. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados ficou cotado em R$9,99/kg. A expectativa é de que o escoamento da carne bovina continue a fluir, o que deve colaborar para os preços firmes no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Preço do sebo subiu no Rio Grande do Sul

A procura por sebo bovino está alta, porém, a oferta tem sido suficiente para atender a demanda

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,25/kg. Na região os preços estão estáveis há treze dias. No entanto, no Rio Grande do Sul houve alta nos preços com a melhora da demanda. No estado, o produto está cotado, em média, em R$2,30/kg, aumento de 2,2% em uma semana. Para os próximos dias a tendência é de que a pressão de alta se mantenha no estado.

SCOT CONSULTORIA

PF investiga R$ 160 mi em propina paga por JBS para agilizar créditos tributários

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram na segunda-feira (11) uma operação que investiga o pagamento de cerca de R$ 160 milhões em propina pela JBS para agilizar a liberação de créditos tributários nos últimos 13 anos, segundo informações divulgadas pelo MPF

“As transações ocorriam por meio de firmas de fachada e a emissão de notas fiscais falsas. Estima-se que o total de créditos tributários liberados à JBS a partir do esquema chegue a R$ 2 bilhões ao longo do período”, informou o MPF em nota. A JBS disse em nota que “os valores recebidos se referem a créditos tributários legitimamente devidos à empresa”. Agentes da PF cumprem 14 mandados de busca e apreensão como parte da operação denominada Baixo Augusta, nas cidades de São Paulo, Caraguatatuba, Campos do Jordão, Cotia e Lins. A JBS e sua controladora J&F não são alvo dessa operação, conforme informaram as companhias. As investigações foram deflagradas com base em informações reveladas durante acordo de colaboração premiada firmado entre executivos do grupo JBS e o MPF neste ano. Até agora, foi identificada a participação de um auditor-fiscal da Receita Federal, um empresário, um contador e um advogado falecido em 2016, segundo o MPF. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos envolvidos e de seus familiares e em sedes de empresas. A Justiça Federal determinou o afastamento do auditor-fiscal envolvido e o bloqueio de bens de pessoas beneficiadas pelo esquema.

CARNETEC

Indústria da reciclagem animal movimenta R$ 7,9 bilhões por ano no país

A reciclagem de papel, garrafas pet e alumínio são atividades bastante conhecidas no Brasil. O que poucas pessoas imaginam é que existe uma indústria gigantesca de reciclagem animal. Esse mercado processa 12,4 milhões de toneladas de matéria crua, produz 5,3 milhões de toneladas de farinhas e gorduras e movimenta R$ 7,9 bilhões por ano no país

Os produtos da reciclagem animal são ingredientes para sabonete, detergente, cosméticos, pneus, ração animal, fertilizantes, biodiesel e uma infinidade de itens usados diariamente pela população. A atividade é responsável pela geração de 55 mil empregos diretos no Brasil. A reciclagem de resíduos animais é fundamental na agroindústria. Ela representa o começo e o fim da cadeia da carne, transformando em farinhas e gorduras de origem animal tudo o que não é utilizado como alimento. A atividade contribui fortemente para o saneamento do meio ambiente, reciclando carcaças, ossos, sangue e penas. O volume de coprodutos de origem animal reciclados anualmente pela indústria é suficiente para preencher todo o espaço livre de dois estádios do Maracanã. O processo é sustentável e limpo, ajuda a diminuir os impactos ambientais, evita a proliferação de doenças e permite o controle de bactérias e vírus. A atividade proporciona também a fixação de gases de efeito estufa, contribuindo para a redução da emissão de carbono da pecuária brasileira. Somente a decomposição da carcaça de uma vaca libera 1,2 toneladas de gás carbônico, em média. A reciclagem evita o apodrecimento de carcaças e resíduos animais a céu aberto. O Brasil ocupa a 12ª posição nas exportações de produtores de farinhas e gorduras de origem animal. As farinhas de carne e ossos, utilizadas para a fabricação de rações para animais, representam 86% das exportações. O principal destino é o Vietnã, seguido de Bangladesh e Chile. Juntos, os três países representam quase 70% do volume exportado pelo Brasil. Mesmo com as vantagens da Tarifa Externa Comum (TEC) e da proximidade de fronteiras, ainda não é significativa a participação dos demais países do Mercosul nas exportações do setor. O Brasil possui 334 indústrias que se dedicam à atividade. Desse total, 233 são graxarias, ou seja, indústrias associadas aos frigoríficos que reaproveitam os subprodutos de origem animal, e 111 são indústrias independentes, que não estão ligadas a frigoríficos e abatedouros, de acordo com o Sistema de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Correio Braziliense

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