CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 633 DE 08 DE NOVEMBRO DE 2017

clipping

Ano 3 | nº 633 08 de novembro de 2017

NOTÍCIAS

Venda fraca de carne tira o apetite dos frigoríficos em pagar mais

Com a venda da carne abaixo do esperado para as últimas semanas, os frigoríficos não têm tido apetite para pagar preços acima da referência em boa parte das praças pecuárias. Em São Paulo, apesar do feriado da última quinta-feira, as escalas tiveram pequenas alterações e estão, em média, ao redor de 4,45x dias úteis.

Radar Investimentos

O cenário na maior parte do país pecuário é de estabilidade nas cotações

Diante do equilíbrio entre a pouca oferta e o lento escoamento da carne bovina, o cenário na maior parte do país pecuário foi de estabilidade nas cotações

Porém, no fechamento desta terça-feira (7/11), nas praças que registraram mudanças, houve maior quantidade de ajustes positivos do que negativos. Isso indica que a pressão de baixa vigente no final de outubro, não está tendo o vigor que tinha. Esse pequeno fôlego pode ser explicado pelo enxugamento dos estoques das indústrias, provocado pela redução da compra de boiadas durante o feriado prolongado da semana passada. Vale destacar que estamos na semana do pagamento de salários e, se o consumo melhorar nessa primeira quinzena do mês, os frigoríficos poderão recompor os estoques e com isso dar firmeza às cotações no mercado.

SCOT CONSULTORIA

CNA quer fim do imposto de exportação do couro Wet Blue

O Imposto de Exportação incidente sobre o couro wet blue alinha-se com políticas retrógradas de reserva de mercado

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou à Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) a imediata eliminação do Imposto de Exportação incidente sobre o couro wet blue. O imposto penaliza a bovinocultura brasileira desde dezembro de 2000, quando foi instituído com alíquota de 9% sob o falso argumento de que as exportações do couro wet blue prejudicavam a competitividade do calçado brasileiro no mercado internacional. Buscava-se, assim, instituir injusta reserva de mercado para a compra do couro brasileiro, visando favorecer a indústria calçadista. Medidas de cunho nacionalista como o Imposto de Exportação incidente sobre o couro wet blue, instituídas com o objetivo de promover competitividade de setores menos eficientes, são grandes responsáveis pelo anacrônico subdesenvolvimento econômico brasileiro. O Imposto de Exportação incidente sobre o couro wet blue alinha-se com políticas retrógradas de reserva de mercado, como as de exigências de conteúdo local, que foram incapazes de estimular a eficiência e a competitividade dos setores favorecidos, razão pela qual tais políticas vêm sendo reformuladas pelo governo. Nem mesmo como medida protecionista com vistas a conferir vantagem competitiva artificial à indústria calçadista nacional, o Imposto de Exportação incidente sobre o couro wet blue obteve êxito. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC) mostram que este setor vem perdendo cada vez mais participação no comércio internacional. Nesses últimos anos, grande parte do material utilizado na produção de calçados migrou para o sintético, sendo que, atualmente, menos de 20% da produção brasileira de calçados utiliza o couro como material predominante. As exportações de calçados de couros, por sua vez, representam apenas 13,8% do total de calçados exportados, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Por outro lado, as vendas externas de couro wet blue continuaram crescendo nesses 17 anos de vigência do Imposto de Exportação, tendo em vista a incapacidade da indústria nacional de absorver o excedente de couros que resulta do grande dinamismo da pecuária brasileira. Tal resultado ilustra claramente o fracasso da taxação das exportações do couro wet blue como política de agregação de valor ao segmento coureiro-calçadista nacional. No entanto, se o imposto não promoveu competitividade à indústria calçadista e agregar valor às exportações de couros, foi eficaz para desvalorizar o preço do produto no mercado interno, conta que está sendo paga pelos pecuaristas há 17 anos. Nesse período, a participação do preço do couro verde no valor do boi gordo caiu de 12% para menos de 2%, com reflexos na receita do pecuarista com a venda de bovinos para abate.

CNA – CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL

Aumentam exportações de bovinos vivos do Brasil

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em outubro o Brasil exportou 57,9 mil cabeças de bovinos vivos, com faturamento total de US$42,19 milhões

Em relação a setembro a alta foi de 195,4%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 63,2%. No acumulado de 2017, foram exportadas 306,5 mil cabeças, alta de 35,3% em relação a 2016. Entre os países importadores estão: Líbano, Egito, Turquia e Iraque, sendo que a Turquia é hoje o principal comprador do Brasil. Em outubro, 42,8% do total embarcado, foi exportado para o país.

SCOT CONSULTORIA

Aftosa: Angus se manifesta contra retirada da vacina no momento

Segundo associação, momento econômico do país pode prejudicar viabilização de verbas para o programa

A Associação Brasileira de Angus se diz contrária à ideia de parar de vacinar o rebanho brasileiro contra a febre aftosa. Em comunicado divulgado nesta terça-feira, 7, a entidade afirma que entende que a suspensão da imunização seria “um ótimo caminho se houvesse condições de realizar o processo sem risco” ao rebanho bovino. “Contudo, frente ao atual cenário político e econômico nacional, a associação manifesta-se contrária à iniciativa”, afirma. A associação cita uma série de motivos para assumir esta posição. Uma das razões apontadas é a crise econômica e a falta de recursos públicos para investimentos básicos, como saúde e segurança pública. “Desta forma, é difícil acreditar que haverá suplementação de verba para viabilizar todo o controle necessário para garantir o cumprimento das regras de trânsito de animais”, diz. A associação acrescenta que a vacinação não tem impedido que a carne brasileira atinja os mais diversos mercados nos cinco continentes. A associação cita também complicações na dinâmica do mercado pecuário brasileiro. O plano do Ministério da Agricultura prevê a retirada da vacinação de forma escalonada e por regiões. “Tal processo dificultará a circulação dos bovinos exatamente em um período em que a raça angus está se disseminando pelo Brasil com trânsito de terneiros e reprodutores”, diz.

Angus/DBO

Acordo com oposição viabiliza votação da MP do funrural para esta quarta-feira, veja as mudanças

Oposição fica a favor do governo e negocia mudanças na MP 793 com a relatora Tereza Cristina, para aprovação do relatório a ser votado pela comissão mista nesta quarta-feira (08)

Para que a votação da Medida Provisória que trata de mudanças no Funrural e permite a renegociação da dívida pudesse prosseguir na comissão mista, após parlamentares da oposição pedirem vistas do relatório, a deputada Tereza Cristina fez concessões e atendeu algumas demandas de parlamentares do PT, que quem diria, ficou a favor do governo. Em entrevista à jornalistas, a relatora explicou quais foram as mudanças sugeridas que viabilizaram votação e aprovação do relatório na sessão desta quarta-feira (08).

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Juntas, grandes produtoras de carne e leite poluem mais que a Alemanha

Por trás das caras inocentes do bife no almoço e do leite no café da manhã está uma cadeia produtiva responsável por uma boa parcela das emissões de gases causadores das mudanças climáticas

Apenas três produtoras de carne -JBS, Cargill e Tyson- emitiram mais gases-estufa em 2016 do que toda a França e quase tanto quanto algumas das maiores companhias de petróleo, segundo um novo estudo lançado no início das principais negociações climáticas da ONU em Bonn, Alemanha -o maior emissor de carbono da Europa. Ainda assim, o país emite menos do que as 20 maiores empresas de carne e laticínios do mundo. A maior delas é a brasileira JBS. A criação de gado no Brasil está intimamente ligada ao desmatamento e às emissões de carbono, já que 65% da área desmatada na Amazônia é ocupada por pastagens, conforme os dados do Imazon, ONG que monitora desmatamento. “Além da grande área utilizada para a produção de gado, boa parte da área utilizada para agricultura é também destinada à produção de grãos para ração animal”, ressalta Cristiane Mazzetti, especialista do Greenpeace sobre Amazônia e desmatamento. Para ela, a solução para diminuir o impacto da atividade no clima passa pelo rastreamento e pelo controle das cadeias produtivas. O autor do estudo, porém, lembra que as emissões da JBS ultrapassam o território brasileiro, com uma produção global. E o problema estaria justamente aí. Devlin Kuyek, da ONG Grain, defende priorizar um modelo de negócio local como saída para o setor. “As grandes empresas globais estão altamente subsidiadas em um punhado de países onde esses produtos já são super consumidos. Eles exportam seus excedentes em produtos processados e menos saudáveis para o resto do mundo, erodindo milhões de pequenos agricultores que poderiam garantir a segurança alimentar dos seus povos.” As emissões do setor de carne e laticínios são calculadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental da ONU para Mudanças Climáticas), junto a emissões relacionadas a um grupo maior -agricultura, florestas e mudança do uso da terra. Apenas o setor da pecuária pode ser responsabilizado por 15% das emissões de gases-estufa do mundo. “Se fosse um país, seria o 7º maior emissor”, compara Kuyek. Procurada para comentar o estudo, a Associação Brasileira de Frigoríficos preferiu não responder. Para chegar aos números do ranking, a pesquisa usa a estimativa da FAO (Organização da ONU para Agricultura e Alimentação) sobre as emissões da produção de carne em cada região do mundo e a multiplica pela quantidade de carne e laticínios produzida anualmente no mundo.

FOLHA DE SP

EMPRESAS

JBS economiza R$ 1 bi com regularização tributária, mas vê impacto negativo de R$ 2,3 bi no lucro

A JBS S.A. deverá ter um impacto de R$ 2,3 bilhões no lucro líquido do terceiro trimestre como resultado da adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT), que permitirá quitar R$ 4,2 bilhões em débitos de INSS, PIS, Cofins e IR/CSLL

A processadora de carnes terá uma economia total de R$ 1,1 bilhão com a adesão ao programa, que prevê reduções de juros, multas e parcelamento de débitos, informou a empresa em comunicado na terça-feira (07). Vinte por cento do valor bruto dos débitos de R$ 4,2 bilhões da empresa serão pagos em parcelas mensais até dezembro de 2017, totalizando R$ 1,1 bilhão. Os débitos com a Receita Federal serão quitados à vista com a utilização de créditos tributários, totalizando R$ 1,6 bilhão. Já os débitos de competência da Procuradoria Geral da Fazenda serão quitados em 145 parcelas mensais e sucessivas a partir de janeiro de 2018, totalizando R$ 1,5 bilhão. “Para estes débitos, o valor parcelado considera reduções de 80% dos juros de mora, 50% das multas de mora e de ofício e 100% dos encargos legais”, informou a JBS. Os valores parcelados sofrerão atualização pela taxa de juros Selic. O governo federal criou o PERT em maio deste ano por meio de medida provisória, concedendo condições especiais para a negociação de dívidas vencidas até o dia 30 de abril de 2017 perante a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A BRF já anunciou no início de outubro sua adesão ao programa, com expectativa de um impacto positivo de R$ 310 milhões no seu resultado antes de imposto de renda e contribuição social. O efeito no resultado financeiro será de R$ 220 milhões, segundo a companhia.

CARNETEC

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