CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 634 DE 09 DE NOVEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 634 09 de novembro de 2017

 NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado futuro indica valorização da arroba nos próximos 3 meses

O mercado físico do boi gordo ficou com preços estáveis na quarta-feira, dia 8

Segundo a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos de uma maneira geral estão esperando um movimento de alta mais consistente da carne bovina. A oferta de animais terminados permanece restrita, o que aumenta a propensão de reajustes no curto e no médio prazo. O mercado atacadista também teve preços estáveis. A perspectiva é por preços mais altos no último bimestre do ano, período que marca o ápice da demanda de carne bovina no país. No entanto, a concorrência em relação às demais proteínas de origem animal permanece acirrada. No mercado futuro, as expectativas para a pecuária são boas.  Os contratos da B3, antiga BM&F Bovespa, apontam para valorizações da arroba nos próximos três meses. Para o fim de novembro, o contrato precifica uma arroba de R$ 141,70, à vista, em São Paulo, livre de (Fundo de Assistência do Trabalhador Rural) Funrural. No contrato de dezembro indica um valor de R$ 145 e no contrato seguinte R$ 146,30. Isto representa quase R$ 5 por arroba a mais que a referência vigente da Scot Consultoria, o que indica que correções deverão ocorrer em curto prazo, na bolsa ou no mercado físico. Boi gordo no mercado físico (R$ por arroba):

Araçatuba (SP): 137,00

Belo Horizonte (MG): 134,00

Goiânia (GO): 128,00

Dourados (MS): 131,00

Mato Grosso: 124,00-127,00

Marabá (PA): 128,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,30 (kg)

Paraná (noroeste): 137,00

Tocantins (norte): 130,00

CANAL RURAL

Mercado aponta para estabilidade a recuperação gradual nas referências

Mercado estável na maior parte das praças pecuárias, mas com valorizações em algumas regiões, nesta quarta-feira (8/11)

Destacam-se locais onde o confinamento não é tão expressivo, como o Pará, por exemplo. Nestas condições, a oferta está naturalmente mais apertada. As expectativas para o mercado futuro, segundo os contratos da B3 (ao redor do meio dia de 8/11), apontavam para valorizações da arroba nos próximos meses. No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços ficaram estáveis. No atacado de carne sem osso, houve valorização semanal de 1,0%.

SCOT CONSULTORIA

Redução da contribuição para o Funrural preocupa, diz Rachid

A redução da contribuição social dos produtores rurais com o Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural) gera “enorme preocupação”, segundo o Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid

Após audiência pública sobre projeto de lei que prevê o fim da desoneração da folha de pagamentos para a maioria dos setores atualmente beneficiados, o Secretário comentou a decisão tomada terça-feira (7) por deputados e senadores com jornalistas, e disse que “a conta não fecha”. A redução da contribuição faz parte da medida provisória da renegociação de dívidas de produtores rurais com a Previdência, a MP do Refis Rural. Segundo o texto aprovado, a alíquota do Funrural passará de 2% para 1,2%. Com as mudanças feitas pela relatora da MP, deputada Tereza Cristina (PSB-MS), o benefício será estendido às pessoas jurídicas. O percentual será reduzido de 2,5% para 1,2%. Segundo Tereza Cristina, os produtores rurais não vão deixar de pagar os débitos, e o farão com os valores corrigidos pela taxa básica de juros (Selic). Dentre as 745 emendas sugeridas pelos parlamentares, a relatora também alterou o trecho da MP que determinava o pagamento mínimo de 4% da dívida nos quatro primeiros meses, diminuindo o valor para 1%. “A gente viu que com 4% seria muito pequena a adesão dos produtores neste momento”, explicou. “Deram o benefício praticamente integral. Mas vem cá, o trabalhador rural ao chegar ao final da sua vida ele vai bater na Previdência e ele vai ter o direito de pleitear o benefício igual aos outros trabalhadores. A conta não fecha”, alertou Rachid. “Encaminhamos uma proposta de um programa de regularização tributária, programa que permitia um alongamento da dívida e não permitia o perdão das dívidas. Infelizmente isso foi alterado durante o processo legislativo”, acrescentou Rachid.

AGÊNCIA BRASIL

Poucos negócios no mercado de reposição mantêm preços andado de lado

Pouca movimentação mantém o mercado de reposição morno

O período de vacinação contra a Febre Aftosa faz com que os leilões reduzam suas atividades e isso diminui ainda mais a liquidez do mercado, que já estava baixa antes da vacinação. Outro fator que colabora com a lentidão do mercado é a capacidade de suporte das pastagens. É fato que nas últimas semanas as chuvas chegaram na maior parte do país, mas ainda não foram suficientes para recuperar as pastagens. Com isso, ainda não há estímulo para os compradores se lançarem com mais afinco às compras. Diante dessa conjuntura, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria a cotação ficou estável nesta semana. No curto prazo, as pastagens tendem a se recuperar e isso deve aumentar a demanda.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de couro segue em alta em 2017

A demanda pelo produto acabado segue em baixa no mercado interno. Porém, do lado da exportação os embarques estão em níveis superiores aos de 2016

No acumulado deste ano (de janeiro a outubro), o Brasil embarcou 380,9 mil toneladas de couro, alta de 2,8% na comparação com o mesmo período de 2016. Entretanto, também influenciado pelo câmbio, o faturamento teve queda de 4,8%, considerando o mesmo período em questão. Na última semana os preços do couro verde permaneceram estáveis, tanto no Brasil Central quanto no Rio Grande do Sul. No Brasil Central o produto está cotado em R$1,60/kg, considerando o produto de primeira linha. Já no Rio Grande do Sul o couro verde comum está em R$1,75/kg. Para o curto prazo a expectativa é de que a demanda em baixa mantenha o mercado frouxo.

SCOT CONSULTORIA

Aftosa: SP adota nova programação para retirar vacinação em 2021

O Estado de São Paulo adotará em 2018 uma nova programação para vacinar o rebanho contra a febre aftosa. O objetivo, disse o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, em nota, é uniformizar o sistema com o calendário adotado pelos demais Estados da federação, a fim de retirar a vacinação em 2021.

Conforme o comunicado, todo o rebanho paulista será vacinado em maio de 2018, para que em novembro daquele ano tenha início a imunização apenas do rebanho com até 24 meses, concluindo a adaptação ao novo calendário. “Assim, não haverá problema no trânsito dos animais e de status vacinal entre os Estados, com uma barreira imunológica para a retirada da vacinação”, explicou o Coordenador de Defesa Agropecuária (CDA), Fernando Gomes Buchala. Até 30 de novembro de 2017, deverão ser vacinados todos os bovídeos (bovinos e bubalinos) do rebanho paulista de 11 milhões de cabeças. Os animais vacinados em maio, que na época tinham até 24 meses, também devem ser vacinados. A retirada da vacinação contra a febre aftosa está prevista no Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, do Ministério da Agricultura. Para São Paulo, que pertence ao grupo IV, juntamente com os estados da Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins, a previsão é em 2021.

Estadão

Mapa é notificado sobre suspensão Russa

Ministério afirma que estabelecimentos suspensos deverão prestar esclarecimentos ao Dipoa

Pouco mais de três dias após o anúncio da suspensão de importação de carne bovina de seis frigoríficos brasileiros por parte da Rússia, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirma ter recebido o comunicado oficial das autoridades daquele país nesta quarta-feira, 8 de novembro. De acordo com o Mapa, o documento foi encaminhado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), para que seja dada ciência aos estabelecimentos envolvidos para avaliação. O ministério também afirma que os estabelecimentos autuados deverão prestar esclarecimentos ao DIPOA que irá analisar e adotar as providências necessárias

Portal DBO

Relatório da MP do Funrural é aprovado

Documento agora deve ir para o plenário da Câmara dos Deputados e depois para o Senado

A Comissão Mista da Medida Provisória 793/2017 do Senado Federal, aprovou nesta terça-feira, 7 de novembro, relatório de autoria da deputada federal Tereza Cristina (sem partido/MS), Vice-Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), sobre a MP do Funrural. Por 17 votos a favor e 3 contra o relatório agora deve ir ao plenário da Câmara dos Deputados e depois para o Senado. O texto recebeu alterações durante a discussão. Com as mudanças, a adesão ao Fundo passa a ser feita com entrada de 2,5% do valor a ser pago, com pagamento mensal de 0,8%, calculado sobre o faturamento bruto de 2016. Produtores rurais pessoas jurídicas também poderão optar pelo pagamento da contribuição em folha já a partir de 2018. Para o deputado Nilson Leitão (PSDB/MT), Presidente da FPA, a briga na Comissão foi justamente para majorar a entrada para quem aderir ao Programa, que saiu de 1% e foi para 2,5%, mas essa porcentagem para o produtor rural que deve R$ 80 milhões, às vezes, é muito dinheiro. “São empresas familiares, regionais, que ficam com essa dívida acumulada. Então é claro que é muito dinheiro para isso e é isso que estamos brigando e vamos brigar em plenário. Defendemos que a entrada seja menor para não inviabilizar o setor”. O deputado complementou que não adianta falar que o governo deixa de arrecadar e colocar o setor em uma situação insustentável. Após o termino da votação, a relatora Tereza Cristina ressaltou que não é uma renúncia fiscal, pois a sociedade é quem ganha com a aprovação dessa medida. “É um dinheiro que será revertido para o emprego. A redução da produção gera inflação automaticamente. Hoje, o Brasil tem inflação negativa graças ao setor de alimentos. Nós estamos, na verdade, olhando para o futuro e lutando para manter o setor ativo em sua produção e sua participação também na balança comercial de exportação, que o agronegócio é quem carrega os bons resultados disso”, destacou a deputada.

FPA

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