CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 625 DE 25 DE OUTUBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 625 25 de outubro de 2017

 NOTÍCIAS

Preço médio da carne bovina no varejo cresce frente aos meses anteriores

Queda de 1,0% nos preços da carne bovina em São Paulo, de 1,5% no Paraná, estabilidade em Minas Gerais e queda de 1,6% no Rio de Janeiro, na última semana

Apesar das quedas, nos açougues e supermercados paulistas, ao contrário do que acontece no atacado, o preço médio nas três primeiras semanas de outubro é 1,6% maior que o de setembro e 2,3% que o de agosto. Está claro que os varejistas têm ajustado, ao máximo, suas compras à situação atual de demanda. Isso representa vendas mais lentas dos frigoríficos e menor interesse por boiadas, limitando as valorizações.

SCOT CONSULTORIA

Decreto que centraliza inspeção animal pode sair na semana que vem

O Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (Dipoa), José Luís Vargas, disse hoje que o decreto que o governo prepara para centralizar o sistema de inspeção animal em Brasília poderá ser publicado na próxima semana

A publicação vem sendo prometida há quase três meses pelo Ministro Blairo Maggi, como parte de um pacote de medidas para melhorar a fiscalização agropecuária no país depois da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março com foco em casos de corrupção entre fiscais agropecuários e funcionários de frigoríficos. “O Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, já informou ao Ministro Blairo que o decreto sobre a verticalização da inspeção animal está para sair até a próxima semana”, disse Vargas em audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara para discutir o sistema de defesa agropecuária nacional. Conforme já informou ao Valor o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, Luís Eduardo Rangel, o decreto deverá instituir o chamado sistema de “comando e controle” para a área de inspeção animal e acabar com a excessiva hierarquia que existe hoje na tomada de decisões nessa seara. Na prática, a medida centraliza na sede do ministério, em Brasília, todas as ordens de serviço de fiscalização federal para frigoríficos e outras fábricas de alimentos de origem animal — como laticínios, por exemplo. Com isso, o Dipoa passará a ter controle sobre os fiscais que atuam nos frigoríficos. Hoje, esse papel é das superintendências estaduais do ministério, principais alvos da Carne Fraca. Entre as demais mudanças no sistema de fiscalização previstas pelo ministério e que também ainda não saíram do papel estão uma Medida Provisória ou projeto de lei para criação de uma nova SDA com autonomia financeira, orçamentária e administrativa. A medida vem sendo considerada uma tentativa de ”terceirização” pelo Sindicato Nacional dos Auditores Federais Agropecuários (Anffa Sindical). A criação de um fundo abastecido com a cobrança de taxas por serviços de defesa, como emissão de certificados sanitários e fitossanitários, exames de laboratório e registro de plantas industriais, e que teria potencial para arrecadar cerca de R$ 1 bilhão por ano, também continua nos planos.

VALOR ECONÔMICO

Desempenho externo das carnes na terceira semana de outubro

Essa queda só não tem a participação da carne bovina. Se alcançadas, as 123,2 mil/t ora projetadas representarão, além de um aumento de cerca de 48% sobre outubro de 2016, o maior volume de produto in natura já registrado na história das exportações brasileiras de carne bovina

Na terceira semana de outubro (15 a 21, cinco dias uteis), as carnes registraram o pior desempenho das três primeiras semanas de outubro. Assim, transcorridos 14 dos 21 dias úteis do mês, a receita cambial obtida se encontra, pela média diária, 2% aquém da que foi registrada no mês passado. Essa queda só não tem a participação da carne bovina, cujo desempenho até aqui (82,1 mil/t) projeta para a totalidade do mês exportações da ordem de 123,2 mil/t, 10% a mais que o registrado em setembro último (perto de 112 mil/t). Em outras palavras, a carne suína, por ora com 34,6 mil/t, tende a ficar próxima das 52 mil/t, contra 52,5 mil/t no mês anterior. E a carne de frango (227,1 mil/t em 14 dias) tende a superar ligeiramente as 340 mil/t, o que, se ocorrer, significará redução de 4% em relação a setembro/17. Já na comparação com outubro de 2016, a carne suína tende a uma redução (-2,63%), pois então foram embarcadas 53,2 mil/t. E embora o resultado projetado para a carne de frango corresponda a um aumento anual de mais de 23%, isso só irá ocorrer porque, há um ano, foi registrado o menor volume em mais de 30 meses. Em síntese, pois, apenas a carne bovina tende a um aumento efetivo nos embarques. E se alcançadas, as 123,2 mil/t ora projetadas representarão, além de um aumento de cerca de 48% sobre outubro de 2016, o maior volume de produto in natura já registrado na história das exportações brasileiras de carne bovina.

AGROLINK

Mercado do boi gordo especulado e com oferta de compra abaixo da referência

Apesar do anúncio da volta às compras dos frigoríficos do JBS, em Mato Grosso do Sul, o mercado do boi gordo continua especulado

Os compradores abriram a última terça-feira (24/10) oferecendo preços abaixo da referência vigente no mercado e, consequentemente, nada compraram. Estão apalpando o mercado.

Em São Paulo, as programações de abate atendem em torno cinco dias e, com a demanda nada animadora, a procura por boiadas está estável. Mesmo com o feriado de finados, na próxima semana, os frigoríficos aparentemente não estão preocupados em ter carne para um esperado aumento de demanda.

SCOT CONSULTORIA

Relação de troca mais favorável para o pecuarista em Goiás

As cotações tiveram valorização de 0,2% no balanço mensal

Nos últimos dias, a oferta mais equilibrada à demanda permitiu que o mercado de reposição permanecesse firme. Alguns negócios fracionados e mais pontuais estão acontecendo, mas nada que tenha força suficiente para balizar as cotações da maioria das categorias, que no balanço mensal tiveram valorização de 0,2%. Porém, o que chama atenção no estado é a quase inexistente oferta de animais entre 24 e 30 meses. Frente a isso, a pequena ponta vendedora, que ainda possui oferta dessa categoria, testa preços mais altos. Apesar do marasmo observado nas últimas semanas, analisando desde o início do segundo semestre é possível notar que a relação de troca ficou mais vantajosa para o pecuarista. De julho até meados de outubro, a arroba do boi gordo subiu 15,4% e os preços das categorias de reposição, que, por fundamentos de mercado, acompanham o movimento do boi gordo, tiveram alta de 7,4%, em média. Frente a esse cenário, quando comparado com o início do segundo semestre, o momento é favorável para recriadores e invernistas. Em média, o poder de compra melhorou 7,5% para todas categorias de reposição. Mas, para o curto prazo, é importante ponderar os negócios e aguardar uma melhor definição para o mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Demanda aquecida no mercado de sebo bovino

No sentido contrário ao do couro verde, o mercado do sebo segue com demanda aquecida

O preço vigente do sebo bovino ainda está abaixo do verificado no mesmo período do ano anterior, mas pelo menos a procura cada vez maior pelo produto mantém o mercado firme. No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,20/kg, segundo levantamento da Scot Consultoria. Alta de 15,8% desde o início do segundo semestre. Entretanto, na comparação anual o produto caiu 13,7%. No Rio Grande do Sul o sebo está cotado, em média, em R$2,20/kg. Valorização de 2,3% frente à última semana. Para o curto prazo a expectativa é de que a demanda siga firme, mantendo o mercado aquecido.

SCOT CONSULTORIA

Abates de bovinos caem quase 13% em MT com queda na produção de frigoríficos em setembro

Os abates de bovinos em Mato Grosso, estado com maior rebanho do país, caíram 12,8% em setembro na comparação com agosto, refletindo redução na atividade frigorífica no estado, segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

A utilização frigorífica no estado caiu para 53,7% em setembro, depois de atingir 57% em agosto, quando MT registrou o maior número de abates desde novembro de 2013. A indústria frigorífica de Mato Grosso registrou níveis de ociosidade superiores a 59% nos últimos dois anos, e as atuais porcentagens registradas sinalizam “reversão do ciclo pecuário”, com aumento na oferta de gado para abate, segundo avaliação do Imea. A diferença entre o preço do boi gordo e a carcaça casada voltou aos patamares de média histórica em setembro, para 5,82%, depois de atingir o quarto maior valor da história em agosto (14,73%). “Bastou um período mais extenso de dificuldade na compra de bovinos para a diferença entre estes preços voltar ao normal, com o pecuarista vislumbrando uma boa recuperação na cotação do seu produto”, disse o Imea em relatório.

CARNETEC

EMPRESAS

JBS retoma abates, mas temor continua no setor pecuário
Após uma semana tumultuada pela suspensão das atividades em todo o Estado, e acordo entre governo e companhia, a JBS volta a operar suas sete plantas frigoríficas de bovinos no Estado

O retorno trouxe alívio a trabalhadores da empresa, mas não acabou com as incertezas do setor pecuário de Mato Grosso do Sul. De acordo com Jonatan Barbosa, Presidente da Associação de Criadores de MS (Acrissul), o clima de instabilidade continua e ainda é cedo para avaliar quais são os efeitos. “O mercado está instável. A JBS vai reabrir esse abate, mas nós não temos nenhum sinal se será positivo, de como vão ficar as escalas, como vai ficar o preço. Ainda não tem nada claro”, destacou. A expectativa é que os próximos dias sejam de readequação de todo o setor frigorífico no Estado, sendo ou não da JBS. Entre as preocupações do setor, a principal está relacionada ao preço do gado. A paralisação dos abates, em resposta às ações judiciais que bloquearam R$730 milhões nas contas da companhia durou, na prática, menos de uma semana. Porém, foi o suficiente para impactar nos preços. De acordo com a Famasul, entre os dias 16 e 17, quando a JBS anunciou a suspensão, o boi gordo estava cotado a R$133,83, 1,77% a menos que em comparação à primeira quinzena do mês e 3,60% inferior ao mesmo preço cotado no mesmo período do ano passado (R$ 135,70). O preço é à vista e livre do Funrural. Uma semana depois, o prejuízo foi maior. Dados da Scot Consultoria apontaram que, ontem (23/10), o boi gordo no Estado estava cotado a R$130,00, em média, variando de entre R$132,00 (cotação em Dourados) e R$129,00 (Três Lagoas). Já a prazo, o valor médio era de R$132,00. “A redução no preço da arroba foi de R$9,00 em uma semana. Estão especulando que, para amanhã [hoje, 24/10], a JBS pretende pagar R$133,00 a prazo para o boi e R$129,00 para a vaca. Agora, nós temos que aguardar e ver como se comportará o mercado”, disse.

CORREIO DO ESTADO

Ação contra JBS está suspensa por 120 dias e Sefaz fará auditoria em dívida

Dois frigoríficos estão bloqueados, além de outras áreas em Campo Grande

O novo acordo da JBS com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS) e o governo do Estado, que foi assinado nesta terça-feira (24), suspende por 120 dias a ação movida contra a empresa. Segundo o advogado que representa os parlamentares, Luiz Henrique Volpe, o prazo é para que uma nova auditoria seja feita nos débitos do grupo com a administração estadual. “A empresa contesta o valor de R$ 730 milhões que está sendo cobrado. Esse prazo é para que a Secretaria de Fazenda e a empresa apurem o valor devido. Se não houver o pagamento ou parcelamento, seguindo critérios legais, volta com a ação”, destacou Volpe. O novo acordo deve garantir o emprego dos 15 mil funcionários diretos e 60 mil indiretos, além de manter as operações de abate normalmente. Em contrapartida aos compromissos da empresa, os deputados que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da JBS e o Presidente da Casa de Leis, Junior Mochi, concordaram em bloquear apenas dois frigoríficos da empresa em Campo Grande e não oito unidades no Estado. De acordo com a ALMS, além dos frigoríficos a empresa também deve ficar com áreas bloqueadas. Os locais podem ser usados pela JBS, mas não podem ser vendidos ou arrendados. Ao todo, são R$ 756 milhões em valor contábil dos imóveis, sendo dois frigoríficos e três matrículas de terreno localizados ao fundo do Aeroporto Internacional de Campo Grande, que somam 391 hectares, além das edificações. No dia 5 de outubro, a Justiça Estadual bloqueou oito investimentos do grupo J&F através dos frigoríficos JBS. As unidades bloqueadas na época foram quatro em Campo Grande, uma em Ponta Porã, duas em Naviraí e uma Anastácio. Essas propriedades estão em nome da J&F, JBS S.A e Agropecuária Friboi Ltda. O grupo chegou a paralisar os abates e comprar por uma semana, retomando hoje (24). Na tentativa de barrar a ação popular que está sendo movida paralelamente aos atos da CPI, o advogado Luiz Henrique disse que ingressou com um agravo de instrumento pedindo para o juiz avaliar ação, pois ela tem o mesmo objetivo que o processo dos parlamentares. “Tem uma sobreposição de atividade. Eu nunca conversei com a pessoa que ingressou com a ação popular. O que a assembleia fez foi questionar uma sobreposição, pois tem dois pedidos com o mesmo objeto. O recurso foi ingressado na ação popular, mas ainda não foi julgado. Estamos aguardando o julgamento”, destacou.

CORREIO DO ESTADO

INTERNACIONAL

Macri celebra alta de 30% nas exportações de carne na Argentina

O Presidente da Argentina, Mauricio Macri, se reuniu nesta segunda-feira com produtores de carne bovina do país e celebrar o avanço das exportações do setor

Segundo dados da chamada Mesa das Carnes, um grupo que reúne sindicatos de produtores, das indústrias, frigoríficos e outros atividades ligadas à pecuária do país, a exportação de carne bovina cresceu 30% nos últimos 12 meses. Já a alta no consumo interno do produto no país foi de 6%. Foi a quarta vez que o presidente se reuniu com representantes da Mesa das Carnes, informou o grupo em comunicado. “Com esses dados, confirmamos que esse setor tem a capacidade para abastecer em quantidade e qualidade, tanto o consumo interno como o externo, enquanto o preço para o consumidor ficou sete pontos percentuais abaixo da inflação”, indicou a entidade na nota.

Exame

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