CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 612 DE 04 DE OUTUBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 612 04 de outubro de 2017

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo andando de lado

Mercado do boi gordo com poucas variações

Há pouca oferta, porém a demanda em ritmo lento não gera maior intensificação de compras por parte das indústrias. Diante disso há um certo equilíbrio entre demanda e oferta, e as cotações andam de lado. Em São Paulo, os preços para o animal terminado estão estáveis desde o dia 21/9. A arroba do boi gordo está cotada em R$141,50, à vista, livre de Funrural. No estado as escalas atendem, em média, cinco dias de abate. O mercado atacadista de carne bovina com osso não registrou nenhuma alteração frente ao último levantamento. O boi casado de animais castrados está cotado em R$9,34/kg. Com a entrada de salários da população neste início do mês e o feriado prolongado na próxima semana, o consumo pode reagir e conferir sustentação ao mercado.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: alta no preço da arroba pode ser retomada neste início de mês

O mercado físico do boi gordo ficou com preços estáveis nesta terça-feira, dia 3

Segundo a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos têm adotado uma postura comedida no decorrer da semana. Há pouca oferta, porém a demanda em ritmo lento não gera maior intensificação de compras por parte das indústrias. Diante disso há um certo equilíbrio nas cotações. A expectativa é que com a entrada de salários da população neste início do mês e o feriado prolongado na próxima semana, o consumo aumente, conferindo sustentação ao mercado nesse período. No mercado atacadista os preços também permaneceram estáveis. A reposição entre atacado e varejo permanece lenta, mas com expectativa de volumes de negócios mais significativos nos próximos dias.

Boi gordo no mercado físico (R$ por arroba)

Araçatuba (SP): 141,50

Belo Horizonte (MG): 137,00

Goiânia (GO): 133,00

Dourados (MS): 137,00

Mato Grosso: 123,00 – 130,00

Marabá (PA): 128,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,20 (kg)

Paraná (noroeste): 138,50

Tocantins (norte): 127,00

CANAL RURAL

Relação de troca para a reposição teve melhora em Tocantins

Melhora na relação de troca para todas as categorias de reposição no estado

As seguidas desvalorizações dos bovinos de reposição, que se arrastam desde o início do ano, somadas à recente recuperação da cotação do boi gordo, possibilitaram melhores oportunidades de negócios para o recriador e invernista. Desde janeiro deste ano, em média, o preço de todos os animais de reposição cedeu 4,8%, frente a 0,1% do boi gordo. Diante desse cenário, a troca ficou mais favorável, principalmente com o bezerro de 7,5@. No começo do ano comprava-se 1,74 cabeça com a venda de um boi gordo de 16,5@, atualmente compra-se 1,86. Melhora de 6,8%. Apesar da relação de troca com reposição estar mais vantajosa, vale destacar que a falta de chuvas e a baixa capacidade de suporte das pastagens é um fator limitante que demanda atenção.

SCOT CONSULTORIA

Mapa aprova Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa

Meta é tornar o país livre da doença sem vacinação a partir de 2023. Portaria alterou a formação de blocos para facilitar controle das fronteiras. Blocos de Estados foram reorganizados

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aprovou versão definitiva do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), por meio da Portaria nº 116, publicada na segunda-feira (02), no Diário Oficial da União. O conjunto de normas traz as ações que serão desenvolvidas nos próximos dez anos para o Brasil tornar-se área livre da doença sem vacinação a partir de 2023. A mudança incluída na versão final foi a reorganização dos Blocos de Estados de números 4 e 5. Antes o bloco 4 englobava 11 Estados: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. O 5 tinha apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Agora, os estados do bloco 4 são: SP, MG, RJ, ES, BA, SE, GO, TO e o DF. E o bloco 5 passa a incorporar o Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mantendo o RS e SC. A alteração foi para ampliar a proteção do Brasil nas fronteiras com a Argentina, Uruguai e Paraguai. Para atingir o status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação, o PNEFA determina critérios técnicos, estratégicos, geográficos e estruturais, que resultaram no agrupamento das unidades da Federação em cinco blocos. Esse agrupamento visa facilitar o processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação de forma regionalizada, com início em 2019 e conclusão em 2023, quando todo país deverá alcançar a condição de livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O documento final do PNEFA foi elaborado com sugestões de todos os segmentos envolvidos na pecuária bovina, em debates realizados durante todo o primeiro semestre de 2017. “O objetivo principal é criar e manter condições para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação”, explica o coordenador geral de Sanidade Animal do Mapa, Heitor Medeiros. O PNEFA também é voltado para o fortalecimento da vigilância de doenças vesiculares (estomatite, rinotraqueíte, língua azul entre outras). O plano está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), que visa a erradicação da doença na América do Sul. Para a elaboração do Plano foram definidas ações, agrupadas da seguinte forma: interação entre os segmentos envolvidos no programa de prevenção da febre aftosa; ampliação da capacidade dos serviços veterinários; fortalecimento do sistema de vigilância em saúde animal; transição de zona livre de febre aftosa com vacinação para sem vacinação no país. Na avaliação de Medeiros, os próximos desafios do PNEFA são a gestão do Plano, reuniões e articulação dos blocos, regulamentação e normatização, reforço de orçamento, auditorias nos estados e novas análises de riscos, entre outros pontos.

MAPA

Certificado valoriza pecuária do Pantanal

O centenário gado pantaneiro é famoso por descolar sua imagem do desmatamento, em contraste com a fama que ganhou a produção na Amazônia

A tradicional pecuária do Pantanal mato-grossense conquista agora novo diferencial – um protocolo de certificação de que é efetivamente sustentável. A iniciativa reúne produtores com práticas de rastreamento da cadeia, de não uso de produtos químicos no solo, de utilização de pastagens nativas, de proteção dos recursos hídricos e recuperação de áreas degradadas, entre outros quesitos. “O nosso é um gado que come 12 tipos de gramíneas que tem no Pantanal e come a mesma comida que os animais selvagens herbívoros daqui”, diz Leonardo Leite de Barros, Presidente da ABPO. “Claro, a carne tem que ter sabor e suculência. Não adianta vender carne sustentável e ser ruim.” A iniciativa, divulgada ontem em São Paulo, foi costurada pela ONG WWF com a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO), entidade criada por um grupo de pecuaristas pantaneiros em 2001. A associação tem atualmente 15 produtores e um rebanho de 80 mil animais com certificação orgânica e sustentável. O abate semanal gira em torno a 200 animais. A iniciativa tem certificação do Instituto Biodinâmico (IBD) e a Korin como principal distribuidora no mercado nacional. Trata-se do primeiro protocolo do gênero no país, atesta o WWF. “O gado existe há 250 anos no Pantanal, considerado o bioma mais preservado do Brasil”, diz Júlio Cesar Sampaio, Coordenador do programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil. Estudo recente da ONG mostrou que 82% da planície pantaneira está preservada e se atribui boa parte deste desempenho à pecuária regional. No planalto do Pantanal, contudo, a pressão da soja ameaça e traça outro cenário. “Para trabalharmos com a conservação do Pantanal, queríamos ver as cadeias que estavam por lá. Vimos que não há desmatamento em grande parte das fazendas e existe manejo adequado das pastagens naturais”, segue Sampaio. O WWF atua na região há 15 anos. O primeiro passo na venda da carne sustentável do Pantanal foi dado em 2015, quando a Korin começou a testar o mercado vendendo cinco toneladas mensais, conta o Diretor-Geral Reginaldo Morikawa. A previsão do empresário é de aumentar consideravelmente a venda de carne orgânica e sustentável nos próximos dois anos. Os produtores que aderirem ao Protocolo, depositado na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, poderão utilizar uma ferramenta desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O software tem indicadores que avaliam o grau de sustentabilidade da produção. “Agora estamos afinando a ferramenta. Vai haver ganho diferencial para quem produzir desta forma”, diz Jorge Antonio Ferreira de Lara, Chefe da Embrapa Pantanal. “Precisamos de um modelo de vanguarda.” Na produção sustentável, todos os animais têm identificação individual. O sistema registra ano de nascimento, raça, fazenda, tipo de nutrição e outros parâmetros. “É um protocolo exigente”, diz Matheus Witzler, auditor de campo do IBD, empresa conhecida pela certificação de produtos agrícolas, principalmente orgânicos.

VALOR ECONÔMICO

MT registra queda nos custos de produção no primeiro trimestre do ano

Custo menor: O Imea divulgou os custos de produção da bovinocultura de corte referentes aos sistemas cria, recria/engorda e ciclo completo para o 2° trimestre/17

Nos três sistemas, houve queda nos custos de produção em relação ao 1° trimestre/17. No que tange ao custo total, observa-se que na recria/engorda a redução foi mais expressiva, de 2,0% no comparativo trimestral, sendo o gasto por arroba de R$ 147,52. De modo geral, a maior parte dos itens barateou, e os de maiores pesos na recria/engorda, isto é, aquisição de animais e suplementação, as quedas foram de 3,2% e 2,7%, nessa ordem, devido ao esfriamento no mercado de reposição neste período e a abundante oferta de grãos refletindo num custo por arroba mais em conta. Ainda que este resultado seja benéfico ao produtor, ressalta-se que fatores políticos e econômicos ocorridos no período pressionaram o preço da arroba, como a operação Carne Fraca e a volta do Funrural, deixando os produtores em uma situação delicada.

  • Pela segunda semana consecutiva os preços da arroba do boi gordo e da vaca gorda recuaram no comparativo semanal, com quedas de 0,92% e 0,90%, respectivamente, sendo cotados a R$ 130,32/@ e R$ 122,36/@.
  • O preço do bezerro de ano atingiu o maior valor do ano, cotado em média a R$ 1144,64/cab. A recuperação no preço da arroba nas últimas semanas possibilitou incrementos nos preços de animais de reposição.
  • A escala de abate continuou subindo e registrou nesta semana 5,66 dias, em virtude de um leve aumento na oferta de animais.
  • O contrato futuro na BM&F para out/17 registrou considerável valorização de 3,08% em comparação com a última semana, registrando R$ 142,78/@.

HORA DE REPOR: Com a chegada das chuvas no Estado, os produtores começam a repor o seu rebanho para aproveitar a oferta de pastagem durante as águas. Diante disso, um dos indicadores que podem ser utilizados pelos produtores para analisar seu poder de compra é a relação e troca entre a receita gerada com a venda de um boi gordo e o dispêndio na aquisição de um bezerro. Nesse sentido, em set/17 este indicador alcançou seu maior valor em um ano, ficando em 1,99 cab/cab, valor 6,3% maior em relação a set/16, quando era possível comprar bezerro. Isso aconteceu devido à maior desvalorização no preço do bezerro, que no período de set/16 a set/17 caiu 6,9% enquanto a arroba recuou 1,0%. Portanto, este momento é propício para o produtor comprar seus animais para engordá-los, contudo, ressalta-se que as previsões de chuvas para o início desta safra estão abaixo do padrão, o que pode afetar a lotação cab/ha.

Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

Crescem os custos de produção do confinamento

Segundo Indicador da FMVZ-USP, aumentos no preço do milho e da energia elétrica foram determinantes. Para a propriedade grande de São Paulo, o custo total por arroba ficou em R$ 132,45

Setembro foi de aumento nos custos de produção para os confinamentos de São Paulo e Goiás, mostra o Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica da USP. “Os custos das diárias-boi (CDB) aumentaram 3,26%, 2,95% e 2,98% para os confinamentos de São Paulo médio (CSPm – 3.000 animais/ano), grande (CSPg – 27.000 animais/ano) e de Goiás (CGO – 16.500 animais/ano), respectivamente”. O CDB para fazendas médias de SP ficou em R$ 7,93, o de unidades grandes fechou o mês em R$ R$ 7,67 e o de Goiás em R$ 6,91. Para o Estado de Goiás, a propriedade representativa registrou, pelo segundo mês consecutivo, aumento dos custos de produção, comportamento diferente das unidades de São Paulo, que tiveram elevação somente neste mês de setembro. O aumento da tarifa de energia elétrica em 11% é um dos fatores que contribuíram para a alta nos custos em São Paulo. “Nos dois Estados, o preço do milho grão subiu novamente, registrando crescimento médio de 11%. Consequentemente, os preços dos subprodutos do milho também se elevaram, aumentando os valores das dietas para todas as propriedades estudadas”, indica o boletim mensal. Em setembro, os custos totais (CT) por arroba para os confinamentos de São Paulo médio (CSPm), grande (CSPg) e de Goiás (CGO), foram de R$ 134,44, R$ 132,45 e R$ 128,94, respectivamente. “Portanto, valores superiores ao custo total de produção garantem o lucro econômico aos confinadores”. Acesse o boletim completo em:  Para desenvolver o Índice, o pesquisador Gustavo Sartorello entrevistou 10 confinadores de São Paulo e nove de Goiás para, então, criar três propriedades confinadoras representativas: duas em SP (média e grande capacidade) e uma em GO (para detalhes técnicos, veja tabela abaixo). “Criei essas fazendas com características reais. Por exemplo, quais maquinários são usados, a potência, número de funcionários, mas não é uma média das propriedades”. Todos os meses, o Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal faz o levantamento de preços de insumos para atualizar os dados do indicador, que tem periodicidade mensal. “Minhas bases são Pirassununga, SP, e Acreúna, GO. Meus fornecedores são voltados para essas regiões. Tudo que está incluído na atividade, como palanque para cerca, arame liso, polpa cítrica, cordoalha, cocho, para tudo nós pesquisamos valores em pelo menos três empresas”, explica. A FMVZ-USP também tem uma planilha de cálculo de custos de produção do confinamento (Entenda melhor o método e o indicador aqui). Quem quiser ter acesso à ferramenta e ao indicador pode acessar o site do LAE (http://paineira.usp.br/lae) ou mandar e-mail para lae-indicadores@usp.br ou gsartorello@gmail.com pedindo para receber o modelo de cálculo de custos e o boletim. Fornecedores que quiserem colaborar com o levantamento de preços de insumos também podem se cadastrar pelos e-mails acima.

Portal DBO/FMVZ-USP

EMPRESAS

Ex-presidente do BNDES defende investimento na JBS; minoritários abrem arbitragem

O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da JBS na terça-feira (3) que o investimento realizado na JBS rendeu lucros para o banco, e foi feito sem uso de dinheiro público, por meio da BNDESPar, braço do banco dedicado à atuação no mercado de capitais

“A BNDESPar nunca dependeu de um centavo de recursos do Tesouro Nacional, ela tem recursos próprios. E ela sempre operou estritamente em termos de mercado, em condições de mercado, a taxas de mercado”, disse Coutinho, conforme informações divulgadas pela TV Senado. O BNDESPar tem cerca de 21% de participação na JBS e o investimento do banco na companhia já foi alvo de investigação pela Polícia Federal mais cedo neste ano. O atual Presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, tem defendido a saída da família Batista das posições de liderança da JBS, após os controladores da processadora de carnes admitirem em maio um esquema de corrupção envolvendo pagamento de propina a políticos. Os irmãos Batista também vão enfrentar um processo de arbitragem aberto por acionistas minoritários que buscam ressarcimento por danos relacionados ao pagamento de propina a políticos, segundo informações de jornais brasileiros na terça-feira (3). A Associação dos Investidores Minoritários (Aidmin), autora do processo aberto na Câmara de Arbitragem do Mercado da B3 (ex-Bovespa) em 16 de agosto, alega que os irmãos Joesley e Wesley Batista abusaram do seu poder de controle na JBS, segundo informações dos jornais O Globo e O Estado de São Paulo. A indenização aos minoritários pode chegar a R$ 1 bilhão, considerando os valores descritos no processo como pagamento de propina. Os alvos do processo de arbitragem são os irmãos Batista e outras companhias controladas por eles, como a FB Participações (por meio da qual os irmãos detêm 42,16% da JBS), o Banco Original, a J&F (controladora da JBS), outros cinco veículos de investimento e a própria JBS, segundo O Estado de São Paulo. Os controladores da JBS não quiseram se pronunciar sobre o tema porque o processo de arbitragem ocorre sob sigilo. O advogado dos acionistas minoritários da JBS, Márcio Lobo, criticou a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na CPI na terça-feira, e também a atuação do Ministério Público Federal de distribuir recursos levantados no acordo de leniência da J&F para grandes investidores da JBS, como o BNDES e fundos de pensão, sem garantir o mesmo para os minoritários.

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