CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 611 DE 03 DE OUTUBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 611 03 de outubro de 2017

NOTÍCIAS

Pouca movimentação no mercado do boi gordo

Mercado parado. Muitas indústrias aguardam fora das compras para a definição dos preços da semana

A oferta de boiadas segue restrita por todo o país, exceto na região sul, onde sazonalmente neste período do ano há uma desova de animais, já que as pastagens de inverno dão lugar as lavouras. O fato é que mesmo com essa restrição de animais, o escoamento nas indústrias permanece lento e vem regulando o mercado, muitas vezes impedindo altas para a arroba. Com o início do mês, pagamento de salários e consequente aumento na renda da população, o consumo pode reagir e dar firmeza para as cotações. Mas, por enquanto, nada disso parece mexer com o mercado. Os preços da carne com osso permanecem estáveis desde o final da primeira quinzena de agosto. A carcaça de animais castrados está cotada em R$9,34/kg.

SCOT CONSULTORIA

Embarques de carne bovina recuam em setembro

111,9 mil toneladas de proteína in natura foram exportadas no mês, queda de 9% ante agosto.

Preço médio da carne exportada foi de US$ 4.211,80 a tonelada

As exportações de carne bovina in natura desaceleraram em setembro ante agosto, mas na comparação com setembro de 2016 houve incremento nos embarques, mostram dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). No total do mês, foram exportadas 111,9 mil toneladas, 9% menos que as 123,1 mil toneladas de agosto, mas 20,3% acima das 93,0 mil toneladas embarcadas em setembro do ano passado. A receita com as vendas externas do produto somou no mês passado US$ 471,4 milhões, 21,2% acima dos US$ 388,8 milhões obtidos em setembro/2016, mas 9,5% menos que os US$ 520,9 milhões faturados em agosto de 2017. O preço médio da carne bovina exportada nos 20 dias úteis de setembro foi de US$ 4.211,80 a tonelada, ante US$ 4.231,10/t em agosto/2017 e US$ 4.179,20/t em setembro/2016.  Nos nove primeiros meses de 2017, as vendas de carne bovina totalizaram 866,88 mil toneladas, ante 831,05 mil toneladas em igual período do ano passado (+4,3%). Já o faturamento ficou em US$ 3,622 bilhões este ano, ante os US$ 3,290 bilhões obtidos entre janeiro e setembro de 2016 (+10,09%).

ESTADÃO CONTEÚDO

Mapa intensifica ações para retirada da vacinação contra aftosa na Região Norte

Medidas visam fazer ajustes dos sistemas de gestão, pessoal e infraestrutura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está intensificando as reuniões com os estados da Região Norte do país para definir as medidas necessárias à retirada da vacinação contra a febre aftosa, a partir de 2019, e a decretação de país livre da doença sem vacinação, em 2023. As ações integram o Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). Segundo o Diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, nos dias 23 e 24 deste mês, será realizada, em Porto Velho, a primeira reunião com os estados de Rondônia, Acre e os vizinhos Amazonas e Mato Grosso, que compõem o bloco1 do PNEFA, além da Bolívia e Peru. “O bloco não engloba necessariamente o estado inteiro. Pode ser apenas parte dele. Por isso, foram incluídos os vizinhos”, explica. No bloco 2, a reunião será em Manaus, dias 7 e 8 de novembro. Integram este grupo os estados de Amazonas, Amapá, Pará e Roraima, além dos vizinhos Mato Grosso, Goiás e do Tocantins. Já o bloco 3 se reunirá dias 21 e 22 de novembro, em Natal. Integram o bloco Alagoas, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Piauí, além dos vizinhos Tocantins, Sergipe e Bahia. Os blocos 4 e 5 ficarão para 2018. Na semana passada, houve um encontro em Rondônia para definir as atribuições de cada estado e dos países fronteiriços. O Mapa tem realizado auditorias para detectar os pontos vulneráveis nas áreas de pessoal, gestão e infraestrutura de cada estado. O trabalho já foi feito no Acre e está sendo concluído em Rondônia. “Estive em Rondônia, a convite do governo do estado, e participe de reunião com setor privado e representante do governo do Peru. Há a perspectiva de Rondônia ser o primeiro estado brasileiro a retirar a vacinação contra a febre aftosa, porque faz parte do Bloco 1 do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa”, disse Marques. O objetivo da reunião foi mostrar a necessidade de todos os segmentos discutirem as ações para alcançar o reconhecimento de livre de aftosa sem vacinação. “De modo geral, Rondônia precisa aperfeiçoar seus sistemas de vigilância e fiscalização”, avaliou Marques. O estado tem um rebanho de cerca de 13,7 milhões de cabeças (13,6 milhões de bovinos e 6.148 de bubalinos).

MAPA

Em Juara-MT, preço da arroba volta aos patamares anteriores à delação da JBS e tem fôlego para novas altas nos próximos 30 dias

Mas pecuaristas da região de Juara-MT estão atentos à chegada do segundo giro de confinamento que pode coincidir com volta da oferta de animais a pasto a partir de novembro. Situação pode derrubar cotações

Luis Fernando Amado Comte, Vice-Presidente da Acrimat e pecuarista em Juara (MT), destaca que o cenário da pecuária na região é instável, mas com preços firmes que devem acompanhar todo o período de outubro. O período de seca atípica faz com que o pecuarista tenha dificuldade de escoar seus animais. Enquanto isso, os preços giram em torno de R$135/@ para o boi e R$126/@ para a vaca, com prazo de 30 dias para descontar o Funrural. Os produtores são dependentes da unidade do JBS localizada no município. Ele destaca que, hoje, a desconfiança do pecuarista em relação ao JBS é pequena, apesar do “alvoroço” que ocorreu quando a empresa mudou sua política de compra. Todos os compromissos assumidos foram quitados até então. A prisão de Wesley Batista levou a uma pausa de três dias na unidade do frigorífico, que agora retornou às compras normalmente, voltando aos patamares que vinham sendo praticados. Essa foi uma paralisação pontual, na qual outras indústrias aproveitaram da situação e tentaram praticar uma compra mais barata. De forma geral, ele visualiza que o mercado está se ajustando e confia em uma nova alta. A região é composta de 80% de animais a pasto e as chuvas ao final de setembro podem propiciar a entrada de animais no mercado a partir de agora. Com o segundo giro do confinamento, pode ocorrer um encontro dessa oferta com o boi a pasto, provocando uma pequena queda, que Comte acredita que não irá passar dos R$130/@. Em relação ao primeiro semestre, Comte diz que “não imaginava que iria conseguir viver um período desses como o de agora. Foi um ano bastante instável que teve uma grata surpresa”. Agora, o Vice-Presidente aponta que os pecuaristas vão conseguir absorver um pouco do que foi perdido no primeiro semestre.

Notícias Agrícolas

IBGE inicia novo Censo Agropecuário após dez anos

O último censo foi realizado há mais de dez anos e muitas informações estão defasadas, tanto referentes à produção agrícola, pecuária, como também da realidade social da população rural

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou, após de dez anos, o novo Censo Agropecuário. O processo começou nesta segunda-feira e a previsão é que vinte mil agentes rodem o Brasil juntando dados que devem servir de base para o desenvolvimento de políticas públicas e privadas a partir de 2019. De propriedade em propriedade, os agentes vão visitar mais de cinco milhões de propriedades rurais até fevereiro do ano que vem, em todo o Brasil. “O Censo é a principal e mais completa investigação estatística sobre a estrutura e para produção agropecuária do país. Ele é essencial para dimensionamento das áreas cultiváveis, para aplicação de implementos agrícolas, para a distribuição dos animais, da área plantada, para estudos de políticas públicas e investimento público e privado”, disse a Coordenadora Operacional do Censo no Distrito Federal, Mônica Lima. Para o trabalho, 20 mil agentes foram contratados. A participação do produtor é muito importante e os recenseadores podem ser identificados pelo colete, boné e crachá do IBGE. As informações passadas também são tratadas com sigilo, conforme informou o Coordenador Técnico do IBGE do Distrito Federal, João Alves de Lima. “A visita se faz em campo, onde nós batemos em cada porteira. Abordamos o produtor ou o seu representante no estabelecimento agropecuário e coletamos as informações que estão no questionário. A expectativa que a gente tem é de que o produtor nos receba bem, porque essas informações são muito importantes para a sociedade e, principalmente, para ele”, disse Lima. O produtor rural Leomar Cenci está na expectativa pela visita, pois acredita que as informações são importantes para os negócios do campo. “Acho que a agricultura vai crescendo com informações precisas, não apenas em tecnologia, mas na parte de mercado. Essas informações são extremamente importantes”, disse. O último censo foi realizado há mais de dez anos e muitas informações estão defasadas, tanto referentes à produção agrícola, pecuária, como também da realidade social da população rural. A previsão é que dados preliminares sejam divulgados no segundo semestre de 2018. “Com base nesse raio-x da agropecuária e da agricultura familiar, poderemos fazer uma avaliação dos impactos que estão acontecendo. Serve para fazer um belo estudo para o planejamento dessas políticas”, disse Everton Ferreira, Subsecretário da Secretaria de Agricultura Familiar.

CANAL RURAL

EMPRESAS

BRF terá impacto positivo de R$ 310 mi em resultado por adesão de débitos ao PERT

A BRF S.A. espera um impacto positivo de R$ 310 milhões no seu resultado antes de imposto de renda e contribuição social devido à adesão de débitos ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT), informou a companhia na segunda-feira (2)

O efeito no resultado financeiro será de R$ 220 milhões, segundo a companhia. O PERT foi instituído pelo governo federal em 31 de maio, concedendo às empresas e pessoas físicas condições especiais para a negociação de suas dívidas perante a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional vencidas até o dia 30 de abril de 2017. Os débitos da BRF incluídos no PERT somam R$ 455 milhões e são referentes a PIS, Cofins e CSLL inscritos em dívida ativa da União em decorrência de indeferimento pela Receita Federal de pedidos de compensação com créditos prêmio de IPI. Vinte por cento dos débitos da BRF inseridos no programa serão pagos em parcelas mensais até dezembro de 2017. O saldo remanescente será pago em 145 parcelas mensais, com as reduções previstas conforme medidas provisórias sobre o tema. A BRF deve divulgar os resultados referentes às operações no terceiro trimestre em 10 de novembro.

CARNETEC

Controladores da JBS sob pressão dos minoritários

A Associação dos Investidores Minoritários (Aidmin) abriu no início de agosto um pedido na Câmara de Arbitragem da B3 contra os controladores da JBS por conta de possíveis prejuízos causados aos acionistas pela administração liderada pelos irmãos Wesley e Joesley Batista

A ação corre sob sigilo, mas a companhia já teria inclusive apresentado suas contrarazões à arbitragem da bolsa. O Valor apurou que o pedido foi liderado por Aurélio Valporto, Vice-Presidente da associação de minoritários, em coautoria com a Aidmin. Procurado, Valporto não quis dar detalhes sobre a arbitragem. Mas nem por isso poupou críticas à JBS. “Tudo que existe de errado está reunido ali. Há acusações de insider trading, de manipulação de mercado e de que o conselho não representa o interesse da companhia, só dos controladores”, afirmou. A intenção inicial era a abertura de uma ação civil pública, mas a estrutura do acordo de leniência da J&F, holding controladora da JBS, impediu a medida. No decorrer da arbitragem, deve ser aberto um período de inclusão para outros minoritários na autoria, e a Aidmin quer o BNDES no processo. “Acho que o BNDES tem obrigação moral, como gestor de recursos do povo brasileiro, de se juntar na autoria da arbitragem”, disse Valporto. Principal minoritário da JBS, com participação de pouco mais de 21%, o banco de fomento também já iniciou uma arbitragem privada com a JBS antes da realização de uma assembleia de acionistas da companhia inicialmente marcada para 1º setembro. Na disputa, sustenta que os controladores não podem votar na assembleia sobre seus próprios futuros à frente da empresa. A assembleia só será realizada após a conclusão dessa arbitragem. Valporto também criticou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a B3 no que se refere a possíveis ações que poderiam ser tomadas contra a empresa. “É uma empresa do Novo Mercado que não respeita absolutamente nada”. Procurada, a JBS lembrou que o tema estava sendo tratado no âmbito da J&F, mas afirmou que sua posição sobre a arbitragem iniciada pelos minoritários é a mesma da arbitragem com o BNDES – ou seja, que depois que veio à tona o teor das delações dos Batista já apresentou um conjunto de medidas “com o objetivo de assegurar a adoção de melhores práticas de governança corporativa, o fortalecimento e aprimoramento de seus programas de compliance e a proteção dos interesses sociais, inclusive por meio da apuração de eventuais prejuízos que tenham sido causados à companhia”. Os irmãos continuam presos preventivamente em São Paulo acusados de uso de informações privilegiadas em operações financeiras.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Tarifa do Japão leva à redução das exportações de carne congelada dos EUA em 26%

As exportações americanas de carne congelada para o Japão caíram em mais de um quarto em agosto com relação ao ano anterior depois que Tóquio impôs uma tarifa em julho

O governo japonês impôs uma tarifa de emergência devido a um influxo de carne congelada nos Estados Unidos, de 38,5% para 50%, para proteger os produtores domésticos. As importações japonesas de carne bovina congelada dos EUA foram de 4.317 toneladas (agosto), queda de 26% com relação ao ano anterior. “Este é um declínio acentuado, mas é importante notar que a média de julho a agosto foi de 9.816 toneladas por mês, quase exatamente o mesmo que um ano atrás”, disse Joe Schuele, porta-voz da Federação de Exportação de Carne dos EUA. “Então, é possível que algum declínio de agosto tenha sido devido a um produto adicional sendo encomendado antes do aumento da tarifa de importação. As remessas liberadas nos próximos meses nos darão uma ideia melhor do impacto real”. Schuele também observou que as importações japonesas de carnes resfriadas em agosto dos EUA foram de 13.721 toneladas, um aumento de 54% com relação ao ano anterior.

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