CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 547 DE 03 DE JULHO DE 2017

clipping

Ano 3 | nº 54703 de julho de 2017

 ABRAFRIGO

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Na última sexta-feira (30.06) a ABRAFRIGO reuniu-se (foto) com o Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dr. Paulo Rabello de Castro, o principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento, para tratar da mudança de configuração da estrutura da cadeia produtiva da pecuária de corte no setor industrial, ainda altamente concentrada em grandes empresas em alguns estados brasileiros. Para a ABRAFRIGO, esta estrutura “mudará seu perfil nos próximos anos, tendo os pequenos e médios frigoríficos papel preponderante neste novo mapa estrutural que se prevê e que vai demandar elevados investimentos em capital de giro e capital fixo para aquisições, ampliações e construção de novas plantas frigoríficas”.

NOTÍCIAS

Carne bovina: mercado não encontra espaço para altas no atacado

Houve queda de preços da carne bovina no atacado sem osso

Em junho, os comportamentos variaram de manutenção do mercado, como o que aconteceu na semana passada, a desvalorização. No fechamento semanal, os cortes tiveram queda de 0,6% em média. A queda foi puxada principalmente pelos cortes do dianteiro, com recuo de 1,1%. Desde o começo do mês a queda na média de todos os cortes analisados foi de 1,8%, sendo que os preços dos cortes do traseiro caíram em média 2,2%, enquanto que para os do dianteiro, a queda foi de 0,4%, o que mostra a preferência pelos cortes de menor valor agregado e, portanto, mais demandado em período de renda restrita com o atual. O filé mignon com cordão, por exemplo, caiu no período 3,8% em um mês e está cotado em R$29,63/kg. As indústrias, porém, em termos de margem de comercialização, têm passado boa parte do tempo sem grandes problemas. A margem de comercialização das indústrias que fazem a desossa (diferença entre o preço que o frigorífico paga pela arroba do boi gordo e a venda da carne sem osso, couro, sebo, miúdos e subprodutos) atualmente está em 36,3%, valor historicamente elevado. Este cenário é resultado da maior queda do boi gordo frente aos produtos vendidos. Em curto prazo fica a expectativa quanto à entrada do mês quando normalmente acontece uma maior procura do varejo para repor seus estoques.

SCOT CONSULTORIA

Queda no mercado de reposição

O cenário é de paradeira no mercado de animais para reposição. Na última semana, foi verificada maior pressão de baixa sobre as cotações

Na variação semanal, houve queda de 0,7% na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria. Destaque para a categoria fêmea de desmama (5@), Nelore, que teve desvalorização de 0,9%. Diante de um ano desafiador e ainda cheio de incertezas para o mercado do boi gordo, muitos pecuaristas estão com o pé atrás na hora de repor. Dessa forma, a oferta de animais de reposição está aumentando gradativamente, fato que somado a demanda enfraquecida pressionam cada vez mais as cotações. Vale ressaltar que neste ano, apesar do cenário pouco animador para o boi gordo, a relação de troca está mais favorável para o invernista. Tomando como base a praça de São Paulo, atualmente são necessárias 7,68 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro (6@). Há um ano atrás esta mesma relação era de 8,05 arrobas. Ou seja, melhora de 4,6% na comparação anual. Para o pecuarista que pretende repor seu rebanho, vale a pena se atentar a esta melhoria na relação de troca. Este cenário pode garantir resultados interessantes no futuro.

SCOT CONSULTORIA

Análise feita para atender UE não detectou salmonella que afeta saúde pública

Dado está em relatório enviado ao serviço de segurança alimentar do bloco europeu. Para cumprir exigências de mercado, serão contratados 300 veterinários. A presença da bactéria no frango era uma das alegações dos europeus

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em análises realizadas em frigoríficos, não encontrou em aves os dois tipos de salmonellas que podem afetar a saúde pública: a tifimurium e a enteritidis. A informação consta de relatório enviado, nesta sexta-feira (30), ao serviço de saúde e segurança alimentar da União Européia, o DG Sante. O relatório do Mapa é uma resposta a inconformidades apontadas pela missão europeia que veio ao Brasil no início de maio. O relatório informa ainda providências adotadas e o reforço no controle sanitário, para impedir a presença de salmonella nos cortes de frango exportados àquele mercado, explicou o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel. Quando técnicos europeus estiveram no Brasil insistiram na necessidade de os frigoríficos melhorarem a fiscalização dos produtos, com reforço nas equipes de fiscais. Para atender a essa exigência, o Mapa vai contratar emergencialmente, em até 60 dias, 300 médicos veterinários, que irão atuar junto aos auditores fiscais federais agropecuários (AFFAs) em plantas frigoríficas. Os novos contratados atenderão unidades que exportam para a União Europeia, nas atividades ante e post mortem, explicou o Secretário Luís Rangel. Também está em andamento junto ao Ministério do Planejamento, a solicitação para realizar concurso de mil fiscais para suprir a demanda dos próximos dez anos. A comunidade europeia é uma das prioridades por ser cliente antigo, que compra muito e que auxiliou o Brasil a aprimorar a defesa agropecuária com suas exigências. No segundo semestre, o Brasil vai enviar missões veterinárias a diversos países europeus, como Holanda, França, Irlanda, Alemanha e República Tcheca. Em 2016, países do bloco europeu compraram US$ 1,8 bilhão de carnes do Brasil e, neste ano, até maio, a importação atingiu US$ 648 milhões. As aves são o carro chefe entre os embarques. Nos primeiros cinco meses de 2017, somaram US$ 338 milhões, seguidas dos cortes bovinos, com US$ 221 milhões, perus, com US$ 83 milhões, e, suínos, com US$ 166 mil.

MAPA

Ao menos 51 países e a UE mantêm restrições à carne brasileira

Mais de três meses após a Polícia Federal iniciar a Operação Carne Fraca, ao menos 51 países, além da União Europeia (UE), ainda mantêm restrições à importação da carne brasileira, conforme levantamento feito pelo Ministério da Agricultura a pedido de “O Globo”.

Nove países bloqueiam totalmente as importações. A lista também mostra que 42 países e a União Europeia (UE) ainda restringem a entrada dos produtos brasileiros. São casos de suspensão parcial na compra de carnes e reforço nas inspeções antes de as mercadorias serem vendidas para os consumidores. Segundo o levantamento, outros 20 países aceitaram as medidas anunciadas pelo Brasil e abriram seus mercados. Com a credibilidade arranhada por sucessivas crises desde o início da operação — que investiga supostas fraudes na liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos —, o principal foco dos problemas está no mercado de carne bovina. Empresas exportadoras e pecuaristas tentam reconquistar a confiança dos compradores internacionais. Enquanto isso, as metas de expansão da participação brasileira no setor ficam em suspenso. O Brasil pretendia chegar a 10% de participação mundial do mercado de carnes (hoje, esse número é 7%) e buscava alcançar e ampliar a presença principalmente nos mercados de Japão, México e Coreia do Sul. Agora, o país administra crises, trabalha para reconstruir sua credibilidade e não perder compradores. “A expectativa de ampliar a participação vai para o saco, porque é muito difícil exportar a mesma coisa que foi no ano passado”, disse o analista da MB Agro Cesar de Castro. Brasil x EUA O reflexo da crise nas exportações de carnes bovinas pode ser visto nos dados da balança comercial, divulgados pelo Ministério da Indústria e Comércio Exterior. De janeiro e maio deste ano, o Brasil exportou US$ 1,75 bilhão em carne bovina congelada, fresca ou refrigerada, queda de 4,6% ante o mesmo período de 2016. O recuo é ainda maior no volume total exportado: 10% a menos que em 2016, no acumulado do ano. O balanço de junho deve ser divulgado na próxima semana. Mercados importantes como Rússia e China reforçaram as inspeções de produtos brasileiros. E, após passar a checar todos os carregamentos saídos do Brasil, os EUA identificaram “inconformidades sanitárias” em 11% dos produtos, segundo a Secretaria de Agricultura americana, o que levou à suspensão da compra da carne in natura brasileira. Para tentar convencer os americanos a voltarem a comprar carne fresca brasileira, o Ministério da Agricultura, Blairo Maggi, enviou ontem às autoridades dos EUA uma nota técnica com informações sobre o sistema de inspeção brasileiro e relatando as medidas adotadas para resolver o problema apontado pelos compradores. Maggi disse, também ontem, que o Brasil vetou a entrada de lotes de carne dos EUA. De 32 contêineres de carne fresca e miúdos, 20 foram devolvidos por motivos de rotulagem, rastreabilidade e certificação, explicou. O embargo seria anterior à suspensão da compra pelos americanos. “Significa que 62,5% do exportado pelos EUA para o Brasil tiveram que retornar àquele país. Vejam que, antes do comércio, vêm a segurança e proteção dos consumidores em ambos os países”, afirmou, acrescentando que os dois mercados precisam aprender a lidar entre si. Uma missão europeia também mostrou preocupação com o controle sanitário no Brasil. Em relatório divulgado ontem, o Ministério da Agricultura informa que análises em frigoríficos não encontraram em aves os dois tipos de salmonelas que podem afetar a saúde pública. O documento diz que houve reforço no controle sanitário. Segundo o ministério, serão contratados emergencialmente, em até 60 dias, 300 veterinários, que atuarão com auditores fiscais federais agropecuários nos frigoríficos. A Pasta também pediu ao Planejamento um concurso de mil fiscais para suprir a demanda dos próximos dez anos. A crise do setor aumentou após a delação dos executivos da JBS, maior exportadora de carne bovina do Brasil. A empresa reduziu os abates e, sem a possibilidade de os animais serem comprados na mesma proporção por outros frigoríficos, os pecuaristas viram os preços do boi desabarem. “É o pior momento para a pecuária”, disse o Vice-Presidente da Sociedade Rural Brasileira, Pedro Camargo Neto. Preocupada com a situação dos mercados internacionais e os impactos nas vendas, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu divulgou uma carta aberta endereçada a Maggi na qual reclama das “constantes agressões sofridas” pelo setor.

VALOR ECONÔMICO

Goiás também deve reduzir alíquota de ICMS na venda de boi vivo

O Governador de Goiás, Marconi Perillo, enviou à Assembleia Legislativa do Estado projeto de lei que pede a redução do ICMS para transporte de boi para abate, de 12% para 7%

A proposta concede crédito outorgado de 5% para o chamado boi em pé, a partir da publicação da lei, o que geraria uma alíquota total de 7% no transporte interestadual, segundo a secretaria da fazenda do Estado. O Governador atende a reivindicações das federações de agricultura e pecuária (Faeg) e da indústria (Fieg) do Estado e segue os passos de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Na justificativa, o governo explica que “atualmente o mercado goiano da indústria de abate e processamento de carne, devido à maior oferta de animais, não está absorvendo toda a matéria-prima disponível, garantindo excedente de gado bovino. Dada a relevância do segmento para a economia do Estado e a necessidade de gerar mais opções de comercialização do gado bovino para abate, tornou-se imperativo propiciar condições ao segmento da pecuária bovina de corte para competir nos grandes centros consumidores do país”. O primeiro Estado a anunciar a redução do ICMS para venda de boi vivo foi Mato Grosso do Sul, no dia 21 de junho. A medida, que entra em vigor no dia 1º de julho, reduz o imposto de 12% para 7% e é válida inicialmente por 90 dias. “Avaliamos que essa queda do imposto pago em transações interestaduais poderá aumentar a competitividade e reduzir os impactos do atual cenário econômico”, disse na ocasião o Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul), Mauricio Sato. Ontem, também atendendo ao apelo dos pecuaristas, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques, aceitou reduzir de 7% para 4% a alíquota do ICMS na mesma situação. De acordo com a assessoria de imprensa do governo mato-grossense, o decreto prevendo a redução do ICMS – que também deverá valer por três meses – será assinado pelo governador entre hoje e amanhã. As medidas têm por objetivo atenuar os impactos que a delação dos controladores da JBS teve sobre a pecuária desses Estados, que abrigam dos maiores rebanhos bovinos do país. A JBS reduziu o ritmo das operações após as delações e deixou de comprar gado à vista.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marca Perdigão já está livre de todas as travas

Depois de cinco anos, a marca Perdigão está livre de todas as restrições impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aprovar o surgimento da BRF, criada em 2011 com a união de Sadia com Perdigão.

A partir de hoje, a BRF pode relançar pratos prontos com a marca Perdigão. Nos próximos dias, as gôndolas dos supermercados devem receber o retorno da lasanha Perdigão, afirmou a Diretora de marcas da BRF, Cecília Mondino. Dessa vez, a empresa quer evitar os erros cometidos em 2015, quando venceu o prazo de suspensão da marca Perdigão nas categorias de presunto e linguiça defumada. Naquela ocasião, o retorno da Perdigão não significou a esperada evolução de sua participação de mercado, mas a canibalização com a Sadia, a marca ‘premium’ da BRF. Além disso, também não estancou a perda de participação para a Seara, da JBS. “Preparamos o retorno da Perdigão com a certeza de que íamos dar um grande salto em market share. Isso não aconteceu. Culpa de quem? Nossa. É hora de olhar para o espelho, e não pela janela”, afirmou o presidente do conselho de administração da BRF, Abilio Diniz, em entrevista ao Valor em janeiro. É depois de olhar no espelho, portanto, que a BRF relança a lasanha da Perdigão. No Brasil, o mercado de lasanhas prontas movimenta cerca de R$ 740 milhões anuais. Antes das restrições do Cade, a Perdigão detinha 25% dessa categoria. De acordo com a diretora de marcas da BRF, o aprendizado com os relançamentos anteriores fez a empresa ressaltar o diferencial entre Sadia e Perdigão. “A direção é ganhar espaço adicional, e não entrar nas lojas para substituir. Só vai vender Perdigão se vender Sadia [nas lojas]”. Também há diferenças de tamanhos e sabores entre as duas marcas. Enquanto a Perdigão é mais voltada para as famílias e explora o “apelo da indulgência”, a Sadia foca na “saudabilidade” – com 30% de sódio a menos. No caso das lasanhas, exemplificou Cecília Mondino, a diferença entre as duas marcas pode ser evidenciada pelo item de 1 quilo a ser lançado pela Perdigão e pelo lançamento da lasanha sabor frango com bacon. “A Sadia não tem frango com bacon e não tem de 1 quilo”, explicou Cecília. A executiva da BRF também ressaltou a diferença de preço entre as duas marcas da companhia. “Conseguimos ter Perdigão na média do mercado e fazendo volume, e Sadia fazendo [preço] premium”, disse ela. Na prática, a Perdigão quer se estabelecer como concorrente da Seara. Cecília não comentou, mas desta vez o ambiente concorrencial é mais favorável para a BRF devido ao momento delicado da JBS após a delação premiada dos irmãos Batista.

VALOR ECONÔMICO

Fachin nega recurso à JBS para vender operações à rival Minerva

O Ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou recurso para que a JBS desse prosseguimento à venda de operações da empresa em países do Mercosul para a rival Minerva

O negócio, avaliado em US$ 300 milhões e que havia sido anunciado no início de junho, fora suspenso por decisão da 10ª Vara Federal de Brasília há dez dias. A decisão de Fachin foi assinada nesta sexta-feira, um dia depois de os irmãos Joesley e Wesley Batista terem recorrido ao STF questionando a suspensão. No recurso, os donos da JBS afirmam que o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara, contrariou o Supremo ao não observar o acordo de delação premiada, no qual não estaria previsto esse tipo de proibição. A JBS é a maior processadora de proteína animal do mundo e enfrenta forte crise após os irmãos Batista terem admitido, em delação premiada, o pagamento de propina a políticos para obtenção de favores. Os termos da delação foram revelados pelo colunista do Globo, Lauro Jardim, em 17 de maio. Com a imagem manchada, a empresa enfrenta dificuldade de conseguir crédito para refinanciar sua dívida. Assim, iniciou um programa de vendas de ativos, com o qual pretende levantar R$ 6 bilhões, para honrar os compromissos com credores. Estão à venda a irlandesa MoyPark, a fatia na empresa de laticínios Vigor e fazendas de gado nos Estados Unidos. A venda das operações no Paraguai, Uruguai e na Argentina à Minerva — o segundo maior frigorífico de carne bovina do país, atrás da própria JBS — se insere nessa estratégia. O negócio foi anunciado antes mesmo de a JBS comunicar o mercado sobre seu programa de se desfazer de investimentos. Paralelamente, o grupo J&F, que controla a JBS, também negocia vender ativos, com objetivo de levantar recursos para pagar a multa de R$ 10,3 bilhões acertada com a Procuradoria-Geral da República na delação. Estão à venda a Alpargatas, dona das Havaianas, e a Eldorado.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Argentina dá novo passo para o retorno de sua carne bovina aos EUA

Enquanto os Estados Unidos suspenderam as importações de carne brasileira por questões sanitárias, o Serviço de Segurança e Inspeção de Alimentos (FSIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acaba de enviar um relatório à Argentina sobre a auditoria realizada pelo país em novembro passado

O informe do FSIS chegou no dia 12 de junho ao Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina e tem observações positivas de forma geral sobre seu sistema sanitário, frigoríficos e laboratórios de análises de riscos. Nas próximas semanas, o Senasa enviará uma resposta com comentários e a expectativa é que, depois disso, seja concretizada a abertura do mercado norte-americano para a carne bovina. Se não houver nenhuma demora, uma vez que chegar a contestação argentina ao FSIS, haverá uma publicação em sua página da internet que habilitará formalmente a entrada da carne argentina. “Ainda que tenhamos um prazo de 60 dias para responder, vamos responder em breve e com base nas observações e medidas corretivas, analisarão a abertura do mercado”, disse uma fonte oficial. Em 29 de junho de 2015, depois de pouco mais de 14 anos de ter fechado o mercado dos Estados Unidos para a carne fresca argentina, o país reabriu. Quando o Serviço de Inspeção de Sanidade Animal e Vegetal (APHIS) informou sobre a reabertura para a Argentina, pensou-se que os primeiros embarques poderiam ser realizados em um prazo de quatro meses. No entanto, passaram quase dois anos. Um fator que demorou o retorno foi que a Argentina não tinha o equipamento necessário para realizar as análises de inocuidade que os Estados Unidos pediam. O Presidente da Câmara de Indústria e Comércio de Carnes (Ciccra), Miguel Schiariti, disse que o mercado deve se abrir antes do final do ano. Para ele, a importância dos Estados Unidos está em não somente ser mais um mercado para a Argentina, mas sim, poderia levar à abertura de outros destinos, como México e Japão. Com relação ao Japão, com a última visita do presidente argentino, Mauricio Macri, a esse país, foi colocado em ação um programa de trabalho conjunto que deveria levar a um reconhecimento da Patagônia como livre de febre aftosa sem vacinação. Uma vez que se avance nessa linha, poderão começar a ser realizados embarques de carne bovina e de carne ovina dessa região. “Se houver avanços com os Estados Unidos, poderíamos estar recuperando a cota de 20.000 toneladas [que o país tinha antes do embargo]”, disse Schiariti.

El País Digital

EUA: venda à China será desafiadora

Segundo Federação de Exportação de Carne dos EUA, mercado pode render aos EUA US$ 1 bi por ano

As exportações de carne bovina dos Estados Unidos para a China podem alcançar US$ 1 bilhão ao ano na próxima década, disse Joel Haggard, vice-presidente sênior da Ásia/Pacífico da Federação de Exportação de Carne dos EUA. O potencial de crescimento surgiu depois da decisão da China de suspender um bloqueio às importações de origem norte-americana que durava 14 anos. O fim da proibição abriu portas para os produtores dos EUA em um mercado em constante crescimento. Atingir essa meta, entretanto, será desafiador. Entre os percalços, executivos apontaram a exigência imposta pela China de que todo o gado importado deve ter sua origem rastreada desde o nascimento até a entrada no país. Menos de 10% do gado norte-americano atualmente atende a esse requisito, disseram os empresários norte-americanos. A reabertura do mercado chinês à carne bovina dos EUA faz parte de um acordo comercial mais amplo anunciado em maio pela administração do presidente Donald Trump e por autoridades chinesas. Em 2003, a China suspendeu a importação de carne norte-americana alegando preocupações com a segurança alimentar após casos da doença da vaca louca no país. A proibição foi um duro golpe para a indústria norte-americana, que em 2002 forneceu 70% da carne bovina importada pela China. A decisão se mostrou ainda mais relevante nos anos seguintes, à medida que a crescente classe média chinesa tornou o país asiático o mercado de mais rápida expansão para a carne bovina. 

ESTADÃO CONTEÚDO

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