
Ano 3 | nº 532| 09 de junho de 2017
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Abrafrigo: Operação Carne Fraca ainda se reflete nas exportações
O setor exportador de carne bovina ainda sente os efeitos da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em 17 de março deste ano, conforme a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), em nota
A entidade comenta que maio foi o quarto mês consecutivo de queda nas vendas externas da proteína animal, já que apenas em janeiro as exportações superam igual mês de 2016. Com base nos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a Abrafrigo aponta o embarque de 113,41 mil toneladas em maio deste ano, ante 126,27 mil toneladas em maio de 2016, queda de 10% na quantidade exportada. Em receita, a queda foi menor, de 5%, chegando a US$ 465,7 milhões, diante de US$ 490,7 milhões em 2016. A entidade ressalta, ainda, que embora boa parte dos 20 maiores importadores de carne bovina brasileira estejam aumentando suas compras a níveis próximos da normalidade e a China continue avançando, no total geral as exportações continuam em níveis inferiores aos de 2016. Assim, no acumulado dos cinco primeiros meses do ano as vendas alcançaram 533.670 toneladas (-10%) ante 591.753 em 2016. Nas receitas, a queda é de 6%: de US$ 2,257 bilhões em 2016 ante US$ 2,127 bilhões em 2017, informa a Abrafrigo. Por continente, a África reduziu suas compras de 117.136 toneladas em 2016 para 55.304 toneladas em 2017, “culpa principalmente do Egito, que vive uma crise de divisas”, explica a Abrafrigo na nota. A América do Sul reduziu de 40.657 toneladas para 26.506 toneladas, o que pode ser explicado pelo completo desaparecimento da Venezuela das estatísticas, país que já figurou entre os cinco maiores importadores brasileiros. Para a entidade, a Europa Ocidental continua com seus receios depois da Carne Fraca e reduziu suas compras de 48.304 toneladas para 39.956 toneladas, enquanto o Extremo Oriente caiu de 209.299 toneladas em 2016 para 200.940 toneladas em 2017, indicando que há muito trabalho a se fazer para reconquistar mercados.
Estadão Conteúdo/RevISTa dinheiro/isto é/dinheiro rural
Exportações de carne bovina continuam abaixo de 2016, diz Abrafrigo
Boa parcela deste resultado ainda é reflexo da operação “Carne Fraca”
Embora boa parte dos países integrantes dos 20 maiores importadores da carne bovina brasileira estejam elevando suas compras a níveis próximos da normalidade dos últimos anos, e a China continue avançando, no total geral as exportações do produto in natura e processada continuam com movimentação inferior às de 2016, ano em que também não cresceram. Boa parcela deste resultado ainda é reflexo da operação “Carne Fraca”, que mexeu com profundidade na imagem do produto brasileiro no exterior, demonstrando que a recuperação deverá ser mais lenta do que o setor esperava. É o quarto mês consecutivo de queda nas vendas externas, já que apenas em janeiro as exportações superam o mesmo mês de 2016. Os números finais de maio divulgados nesta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), através da Secex/Decex e compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), apontam uma comercialização de 113.414 toneladas em maio contra 126.275 toneladas em maio de 2016, queda de 10% no volume. Nas receitas a queda foi menor, de 5%, com alguma recuperação de preços, chegando a US$ 465,7 milhões contra US$ 490,7 milhões em 2016. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano as vendas alcançaram 533.670 toneladas (-10%) contra 591.753 em 2016. Nas receitas, a queda é de -6%: de US$ 2,257 bilhões em 2016 contra US$ 2,127 bilhões em 2017. Por continentes, a África reduziu suas compras de 117.136 toneladas em 2016 para 55.304 toneladas em 2017, culpa principalmente do Egito que vive uma crise de divisas. A América do Sul reduziu de 40.657 toneladas para 26.506 toneladas, o que pode ser explicado pelo completo desaparecimento da Venezuela das estatísticas, país que já figurou entre os cinco maiores importadores brasileiros. A Europa Ocidental continua com seus receios depois da “Carne Fraca” e reduziu suas compras de 48.304 toneladas para 39.956 toneladas, enquanto que o Extremo Oriente caiu de 209.299 toneladas em 2016 para 200.940 toneladas em 2017, indicando que há muito trabalho a se fazer para reconquistar mercados. A boa notícia é que o Leste europeu, capitaneado pela Rússia, que já foi o maior importador do produto brasileiro, aumentou suas compras de 57.224 toneladas em 2016 para 65.005 em 2017 nos cinco primeiros meses do ano. E que lentamente os Estados Unidos começam a se tornar importante nos números: a América do Norte saiu de uma importação de 14.080 toneladas em 2016 para 23.555 toneladas em no mesmo período de 2017, ou seja, mais 67%. O Oriente Médio, onde a Arábia Saudita aparece com bom crescimento, também ajudou: de 80.912 toneladas em 2016 subiu para 100.652 toneladas em 2017. Ou seja: o setor vai conviver com boas e más notícias durante algum tempo ainda.
Agrolink/notícias agrícolas/ Pagina Rural/PORTAL DO AGRONEGÓCIO
NOTÍCIAS
Final de safra em algumas praças e mercado firme em outras
Em algumas regiões o mercado está pressionado. A entrada do frio e a redução de chuvas indicam o final da safra e tornam este comportamento normal. Mas a pressão de baixa não é um cenário comum a todas as praças
O frigorífico JBS segue pagando os preços maiores na maioria das regiões em que atua, mas, diferente de outras épocas, isso não tem sido suficiente para puxar o mercado para cima, sustentando as cotações. Em São Paulo, a diferença entre o maior e o menor preço ofertado pelos compradores do estado é de R$3,00/@. Nos R$127,00/@, à vista, livre de Funrural, porém, não é fácil comprar. A situação do mercado de carne preocupa os pecuaristas, já que sem impulso do consumo, dificilmente os preços da arroba irão subir. Porém, isso não têm atrapalhado a indústria que, mesmo sem encontrar espaço para aumentar os preços de venda, têm mantido suas margens historicamente elevadas, já que arroba vem trabalhando com sucessivas quedas.
SCOT CONSULTORIA
Cepea: Média da arroba cai para menor patamar desde agosto de 2013
Os preços da arroba de boi gordo (Indicador ESALQ/BM&FBovespa, estado de São Paulo) continuam em queda, alcançando, na parcial de junho, a menor média real da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) desde agosto de 2013, de R$ 130,86
Conforme pesquisadores do Cepea, a queda nos valores da arroba é reflexo da associação entre diversos fatores, como a retenção de matrizes e o consequente aumento na produtividade, o menor consumo interno, devido às crises política e econômica no País, especulações referentes à operação Carne Fraca, que afastaram importadores do Brasil, e a volta da cobrança do Funrural. Além disso, fatos relacionados a uma das mais importantes indústrias do setor têm redirecionado a oferta de animais para outras empresas, que passam a ter maior poder de negociação. Nessa quarta-feira, 7, o Indicador fechou a R$ 129,94, queda de 2,05% nos últimos sete dias e o menor valor diário desde 1º de outubro de 2014 (R$ 129,60).
Cepea
Mapa e entidades debatem destinação de carcaças; GT vai formular proposta
Os últimos dados apontam que o setor tem 512 empresas, das quais 343 são graxarias e 169 FNPC. A atividade garante a retirada anual de mais de 12 milhões de toneladas de subprodutos de origem animal, em sua maioria, destinados à nutrição animal (rações)
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou na quinta-feira (8) que, em 90 dias, um Grupo de Trabalho (GT) formado por governo e setor deverá elaborar propostas para o direcionamento correto de carcaças de animais que morrem por causas rotineiras ou catastróficas. Portaria publicada no Diário Oficial da União criou GT com essa finalidade. O grupo será composto por integrantes do Departamento de Saúde Animal (DSA), da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa; Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa); Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra). Esse tratamento adequado ao material recolhido é um problema que afeta a maioria das propriedades rurais produtoras de suínos, aves e bovinos. A preocupação se deve especialmente à falta de uma regulamentação específica para a remoção e destinação que atenda aos aspectos sanitários, ambientais e econômicos. Segundo nota no site do Mapa, a Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC), tem atuado na avaliação de práticas e tecnologias apontadas como rotas tecnológicas: compostagem acelerada, biodigestão anaeróbia (decomposição de matéria orgânica que ocorre na ausência de oxigênio gerando o biogás), desidratação, incineração e reciclagem industrial de carcaças (rendering) para a produção de farinhas, gorduras, fertilizantes e outros coprodutos de valor agregado. A avaliação das rotas é realizada por meio do projeto Tecnologias para Destinação de Carcaças (TEC-DAM), que conta com a participação da Embrapa Gado de Leite (MG) e do Mapa. Graxarias. Ainda segundo a nota, a reciclagem animal é a atividade que processa as partes não comestíveis do abate, transformando-as em gorduras e farinhas de origem animal. O Brasil está entre os quatro maiores produtores de reciclados. Existem duas modalidades de reciclagem: aquela feita por empresas associadas aos frigoríficos, as graxarias, e as indústrias independentes, chamadas de fábricas de produtos não comestíveis (FNPC). Os últimos dados apontam que o setor tem 512 empresas, das quais 343 são graxarias e 169 FNPC. A atividade garante a retirada anual de mais de 12 milhões de toneladas de subprodutos de origem animal, em sua maioria, destinados à nutrição animal (rações). Sem a reciclagem, haveria elevado risco sanitário (propagação de doenças) e poluição ambiental.
CARNETEC
Incertezas para o boi gordo impactam mercado de reposição em Rondônia
A insegurança sentida pelos pecuaristas no mercado do boi gordo tem impactado os preços do mercado de reposição em Rondônia
Apesar de a queda mensal de 3,3% no preço do boi gordo (16,5@) ser maior do que a depreciação média de todas categorias de reposição no mesmo período, as consecutivas desvalorizações da reposição desde 2015 melhoraram a relação de troca para o invernista. Na comparação anual, os preços do garrote (9,5@), do bezerro (7,5@) e do bezerro desmama (6@) caíram 7,7%, 10,7% e 9,6%, respectivamente. Em contrapartida, nesse mesmo intervalo, o recuo no preço do boi gordo foi de 7,3%. Destaque para relação de troca com o garrote (9,5@). Em janeiro deste ano era comprado aproximadamente 1,5 animal com a venda de um boi gordo (16,5@). Atualmente compra-se 1,59, melhora de 5,8% no poder de compra.
SCOT CONSULTORIA
Pecuaristas de MT querem reduzir dependência da JBS
Sentem-se entre a cruz e a espada: ou vendem para a JBS à prazo, correndo o risco de não receber, ou para frigoríficos menores, que reduziram preço da @
Pecuaristas de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, começam a se mobilizar para montar uma cooperativa de carnes. A ideia é tentar reduzir a dependência que têm de compradores de bois na região, especialmente da JBS. A situação hoje está de um jeito que, ou eles vendem o boi gordo a prazo para a processadora dos irmãos Joesley e Wesley Batista, por cerca de R$ 130 a arroba, assumindo eventuais riscos de não receber, ou vendem para médios e pequenos frigoríficos, que estão se aproveitando da crise provocada pelas denúncias contra a JBS para derrubar o preço da arroba. “Não temos para onde correr”, queixa-se o pecuarista Rodrigo Agostini. Segundo ele, pesa ainda para a derrubada dos preços a proximidade da época de estiagem, que escasseia o pasto. “Com a chegada da seca, somos obrigados a tirar bois do pasto”, disse. Sabedores da sinuca em que se encontram os produtores, pequenos e médios frigoríficos estão oferecendo em torno de R$ 113,00 pela arroba do boi gordo para pagamento à vista. Para amenizar a situação, os pecuaristas estão propondo a mudança do objeto de uma cooperativa de peixes que já existe em Alta Floresta para uma cooperativa de carnes. Quando foi montada há uns quatro anos, o peixe era um produto atrativo no município. Com a perda da atratividade do produto, a cooperativa ficou praticamente inativa. Para o Coordenador do Centro de Estudo de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GVAgro), o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o momento é propício para os pecuaristas de Alta Floresta montarem a cooperativa de carne. Ele, que esteve em Alta Floresta na última sexta-feira (2), disse aos pecuaristas que para se montar uma cooperativa é preciso necessidade, viabilidade econômica, liderança e espírito cooperativo. Rodrigues foi presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), por dois mandatos (1985/1991), e da Organização Internacional de Cooperativas Agrícolas (de 1992 a 1997). Para Agostini, necessidade e viabilidade econômica existem. O que falta a eles é encontrar alguém que entenda de comprar boi e vender carne. Alguém que consiga colocar a carne em São Paulo, por exemplo, que é o maior mercado consumidor do País. “No caso de Alta Floresta, eles já têm uma cooperativa. É só alterar o estatuto porque o processo mental já está instalado”, ressaltou o ex-ministro Rodrigues. Ele acrescentou que por não ser pecuarista nem morador da região, poderá ajudar os produtores com o convencimento da tese. O cooperativismo, que antes agregava pequenos produtores em busca de escala, explica o ex-ministro, passou a agregar médios e grandes produtores. Segundo o coordenador da GVAgro, o cooperativismo passou muito à margem da pecuária de corte por conta do elevado número de abates de gado sem nota fiscal. “E em cooperativas não se pode ter caixa 2. Agora esse tema está menos complicado. Os grandes frigoríficos estão listados na bolsa e a fiscalização do governo sobre abates clandestinos se tornou maior”, disse Rodrigues. Consultor do mercado agropecuário, o pecuarista Élio Micheloni Jr. disse que, se for em frente, a cooperativa de Alta Floresta será a primeira do Brasil. Para ele, a cooperativa se insere em um setor muito difícil. “Tanto que não há uma cooperativa no Brasil no sentido amplo de comprar e vender boi”, observou, ressaltando não ser contra cooperativas, mas que gostaria de ver uma pessoa fazer a cooperativa funcionar. “Em Campo Mourão, no Paraná, segundo Micheloni Jr., existe uma cooperativa chamada Vaca Macia formada por um grupo de produtores que abate dentro de um padrão e a carne é distribuída só na região de Campo Mourão, Maringá. “Ali eles têm um de 1,5 milhão a 2 milhões de consumidores, mas é microrregião”, disse.
ESTADÃO CONTEÚDO
EMPRESAS
Aquisição do Mataboi pode ser cancelada
Fechada em dezembro de 2014, a aquisição do frigorífico Mataboi pela JBJ Agropecuária, controlada pelo empresário José Batista Júnior – também conhecido como Júnior Friboi – , poderá ser cancelada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
A possibilidade, até então desconhecida, veio à tona ontem, em nota divulgada pelo Cade. A compra do Mataboi, quarto maior frigorífico do Brasil, marcou a volta de Júnior Friboi à indústria de carne bovina. Primogênito do fundador da JBS, José Batista Sobrinho, o empresário que comanda a JBJ presidiu a própria JBS até 2005. Em setembro do ano passado, Júnior chegou a assumir o cargo de CEO da JBS por apenas um dia, período no qual o irmão Wesley Batista ficou afastado da função por decisão judicial. As partes envolvidas na compra do Mataboi foram multadas em R$ 664 mil por consumarem a aquisição sem o aval do órgão, prática que é conhecida como “gun jumping”. Embora a aquisição tenha sido feita em 22 de dezembro de 2014, o Cade informou que só foi notificado, “intempestivamente”, em 12 de dezembro de 2016. Portanto, a JBJ só notificou a aquisição após Júnior ter assumido a JBS interinamente. O ato de concentração envolvendo o Mataboi foi considerado “complexo” em 16 de março deste ano. A superintendência-geral do Cade concluiu o parecer sobre a operação, e o despacho com o envio para análise da operação no Tribunal do Cade será publicado hoje do “Diário Oficial da União”. Como o Tribunal tem até 330 dias para avaliar a operação, a decisão final será conhecida já neste ano. Dentre as questões levantadas no parecer está a relação de parentesco de Júnior Friboi com os controladores da JBS, bem como sua passagem pela empresa no último ano que indicaria “evidências de uma potencial atuação coordenada entre as empresas após a conclusão da operação”. Procurada, a JBS informou que Júnior não é sócio da empresa desde 2013 e que a JBJ é um “empreendimento exclusivamente dele”.
Valor Econômico
Rede de supermercados britânica recolhe carne enlatada da JBS
A rede de supermercados britânica Waitrose resolveu retirar produtos de carne enlatada da JBS das prateleiras nesta semana depois que o jornal The Guardian reportou que a carne poderia ter sido originada de fazenda no Pará suspeita de usar trabalho escravo
Segundo apuração conjunta do The Guardian e do site Repórter Brasil, a JBS teria comprado gado da fazenda Curuá, em Altamira (PA), propriedade de Antônio José Junqueira Vilela Filho e sua família, investigada por trabalho escravo, segundo documentos de um inquérito que apura o caso. A JBS disse por meio de nota que a fazenda mencionada pela reportagem nunca foi incluída na “lista suja” de trabalho escravo do Ministério do Trabalho e que assim que tomou conhecimento de irregularidades nas operações da fazenda, em 2016, “todas as compras de gado da família Ana Paula Junqueira foram imediatamente interrompidas”. “A JBS não adquire animais de fazendas envolvidas com trabalho escravo, desmatamento de florestas nativas, invasão de terras indígenas ou áreas de conservação ambiental”, disse a empresa. “Para garantir que toda matéria-prima é originada de forma responsável, desde 2010, a empresa desenvolveu um sistema para monitorar e verificar as condições das propriedades de todos os seus fornecedores. O sistema usa imagens de satélite, dados georreferenciados das fazendas e informações de órgãos governamentais para a análise diária de mais de 70 mil fornecedores de gado no Brasil”.
CARNETEC
JBS tenta evitar bloqueio de ganho cambial
Preocupada com pedido de bloqueio do ganho obtido em operações no mercado futuro de dólar, a JBS antecipou-se a eventual decisão liminar e posicionou-se sobre o caso ao juiz Tiago Bitencourt.
O bloqueio foi solicitado na segunda-feira pelos autores de ação popular contra a empresa, que corre na 5ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo. A JBS se defende da acusação de uso de informação privilegiada para lucrar no câmbio e na bolsa e diz que o bloqueio “compromete a capacidade de crédito da companhia” e a impede de fazer novos contratos que a protejam da variação cambial. Ontem, alegando envolvimento do grupo em corrupção, a Petrobras parou de fornecer gás à termelétrica Cuiabá, empresa do grupo J&F, que controla a JBS. A decisão foi vista como mais uma represália do governo Temer.
VALOR ECONÔMICO
Uma nova planta de produção de carnes começa a funcionar em breve e empresa está em busca de trabalhadores
A empresa Frigoli Alimentos Ltda acaba de anunciar que começa na próxima semana a contratar funcionários para operar um novo frigorífico
A planta é destinada à produção de carne bovina, na cidade de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, a 260 quilômetros de Porto Alegre. As informações são da prefeitura do município. Devem ser contratadas pela Frigoli, que possui sede em Mato Grosso do Sul e tem 15 anos de atuação no setor frigorífico, 120 pessoas para atuar na nova fábrica. A rede elétrica já foi ligada e os últimos ajustes são realizados no prédio para que possa entrar em funcionamento. No total foram investidos mais de R$ 1 milhão na construção da estrutura pela empresa. O município fez trabalhos de terraplanagem e adequação de estradas de acesso ao local. As vagas são para funções relacionadas à indústria da carne. Serão selecionados basicamente motoristas, guardas e pessoas para trabalhar na linha de produção. Quem tiver interesse em se candidatar a uma das vagas, basta enviar o currículo para a agência do FGTAS/SINE de Caçapava do Sul. O endereço é Rua General Osório, 880, Centro – CEP 96570-000. Mais informações no site do FGTAS/SINE.
AGROLINK
26 fazendas da Boi Gordo serão leiloadas
As propriedades, que fazem parte da massa falida do grupo, serão leiloadas individualmente e deságio chega a 70% sobre valor avaliado. Área são decorrentes da divisão das Fazendas Realeza Guaporé I e II, em Comodoro
No dia 26 de junho, 26 fazendas pertencentes à massa falida das Fazendas Reunidas Boi Gordo serão leiloadas e, de acordo com a organizadora do evento, a Lut Leilões, o deságio das propriedades sobre o preço avaliado pode chegar a 50% e 70%. As propriedades são decorrentes da divisão das Fazendas Realeza Guaporé I e II, localizadas em Comodoro (MT) e serão leiloadas individualmente. O leilão será realizado pelo leiloeiro Cezar Augusto Badolato Silva e pela gestora judicial Lut Leilões, de forma híbrida, presencial e online, no próximo dia 26 de junho a partir das 13h30min. Segundo eles, o procedimento de imissão de posse dos arrematantes é ágil. “Nos eilões anteriores, os arrematantes já tiveram suas respectivas imissões na posse autorizadas pelo Judiciário, reafirmando o compromisso de todo o grupo de trabalho envolvido em liberar os bens aos compradores”, diz a empresa, em nota. Os arrematantes podem pagar 20% do valor do lance, mais a comissão de 4,5% do leiloeiro em 24 horas após o leilão. O restante pode ser pago em até cinco prestações semestrais iguais e consecutivas corrigidas pelo índice de tabela prática do TJSP e acrescidas de juros simples de 1% ao mês. Fazendas serão leiloadas individualmente e preços podem ter deságio de 70%. Criada em 1988, a empresa Fazendas Reunidas Boi Gordo iniciou em 1996 processo de abertura de investimentos em animais. Era um sonho para investidores que receberiam, após 18 meses, o lucro da venda do boi engordado com promessas de 42% de rendimento via certificados de investimentos. Mais de 30 mil pessoas investiram neste modelo identificado como “pirâmide financeira”, que pagava contratos vencidos com recursos de novos investidores. Em 2001, a empresa pediu concordata, uma vez que o dinheiro investido passou a ser direcionado para outros negócios do empresário Paulo Roberto de Andrade, fundador da empresa. Com uma despesa a pagar maior que a receita, a Boi Gordo faliu em 2004.
INTERNACIONAL
Smithfield faz plano para diversificar seus negócios
O WH Group, controlador chinês da Smithfield Foods, planeja novas aquisições de operações de carne bovina e de aves nos Estados Unidos e na Europa, uma iniciativa que intensificaria a rivalidade com frigoríficos internacionais como a americana Tyson Foods e a brasileira JBS
A expansão permitiria à Smithfield, que tem sede nos EUA e é a maior produtora mundial de carne suína, se aproximar dessas concorrentes e também de outra brasileira, a BRF. Ken Sullivan, CEO da Smithfield, disse à Reuters estar interessado em diversificar a empresa com outros tipos de carnes para ampliar sua linha de produtos, embora não exista nenhum negócio iminente. “Somos uma empresa de alimentos”, afirmou ele. “Ninguém disse que somos estritamente uma empresa de carne suína. Ele não deu detalhes. Foi o diretor de relações com investidores do conglomerado chinês, Luis Chein, que disse que os “alvos” para a expansão estão nos EUA e na Europa. Chein também não quis adiantar prazos para essa expansão nos EUA nem dizer quanto dinheiro a Smithfield pretende gastar na empreitada. Mas o executivo afirmou que o momento é bom para entrar no negócio de carne bovina, porque em maio a China anunciou a retomada das importações do produto americano depois de ter proibido a maior parte das remessas dos EUA desde os incidentes com a doença da “vaca louca”, em 2003. O WH, que comprou a Smithfield por US$ 4,7 bilhões em 2013, ainda tem poder de fogo para novas aquisições. No fim de 2016, a empresa tinha em caixa e em contas bancárias US$ 1,4 bilhão, além de linhas de crédito bancário não usadas de US$ 2,72 bilhões. O interesse em aquisições também é reflexo de uma desestabilização mais ampla no setor agrícola, depois de os preços dos grãos, que estão em baixos patamares, terem desencadeado uma onda de fusões de empresas de agroquímicos e sementes pelo mundo. O baixo preço dos grãos e a forte demanda por carnes em geral ajudam a elevar as margens de lucro operacional dos produtores de carnes bovina, suína e de frango. A indústria de carnes também viu um dos grandes nomes do mercado, a JBS, também enfrentar problemas depois da Operação Carne Fraca no Brasil, na qual fiscais agropecuários são acusados de receber propinas para permitir a comercialização de alimentos em situação irregular. A JBS também anunciou na terça-feira passada a venda de ativos na América do Sul, o primeiro negócio do qual empresa se desfez depois que seus fundadores admitiram ter subornado políticos brasileiros em troca de favores. Contatada pela Reuters, a JBS informou na quarta-feira que suas principais operações nos EUA, incluindo a produtora de frangos Pilgrim’s Pride, não estão à venda. Qualquer aquisição de empresas de carnes bovina ou de aves representaria uma mudança de direção para a Smithfield, que vendeu sua unidade de bovinos para a JBS em 2008, por cerca de US$ 565 milhões, e uma participação no frigorífico de perus Butterball em 2010, por aproximadamente US$ 175 milhões. A mudança, no entanto, se encaixaria nos esforços atuais da empresa para atuar em todo o processo de produção, reduzindo sua dependência em relação a produtores externos, que atualmente fornecem carne bovina e de frango à Smithfield para a elaboração de produtos como salsichas. Chein disse que “o rumo certamente” é repetir em outros tipos de carnes o modelo de integração vertical de suas operações com carne suína. A Smithfield é dona da maior parte dos suínos que abate, assim como das instalações de processamento. “Para nós, o próximo passo para desenvolver nossos negócios é considerar outras fontes de proteína animal”, afirmou o executivo. No mercado bovino, o WH Group preferiria comprar ativos como abatedouros e unidades de processamento para se expandir, enquanto no segmento avícola a empresa vai estudar todos os tipos de operações na cadeia de abastecimento, segundo Chein. Ele acrescentou que o grupo enxerga grande espaço de crescimento para o consumo de carne bovina e de aves na China. Em 2016, havia 808 abatedouros nos EUA supervisionados pelo governo federal, cerca de 35% menos do que em 1990, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
VALOR ECONÔMICO
EUA: Exportações de carne bovina aumentam 13% em abril
As exportações de carnes vermelhas os Estados Unidos desaceleraram em abril com relação ao ritmo observado em março, mas ainda foram significativamente maiores em relação ao ano anterior, informou a Federação de Exportação de Carne de Estados Unidos (USMEF), citando as estatísticas do USDA
Os mercados asiáticos continuaram a impulsionar o crescimento das exportações de carne bovina, liderado por um aumento no produto refrigerado dos EUA ao Japão, disse a USMEF. O México foi o único mercado importante em que as exportações de carne bovina de abril diminuíram abaixo do ritmo do ano passado. No geral, as exportações de carne bovina dos EUA aumentaram em 13% em abril com relação ao ano anterior, para 99.786 toneladas. Em valor, as exportações de carne atingiram US$ 550,4 milhões, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. As exportações de abril representaram 13,6% da produção total de carne bovina dos EUA e apenas 10,6% dos cortes de músculos, representando uma proporção maior do total de produção do que no ano anterior.
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