CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 524 DE 30 DE MAIO DE 2017

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Ano 3 | nº 52430 de maio de 2017

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo sob pressão

Diante dos fatos envolvendo o JBS, que vieram à tona nesta última quinzena, e o período de final de safra (aumento da oferta de animais terminados), o mercado do boi segue pressionado e com muita especulação

De forma geral, na última segunda-feira (29/5), as empresas aguardavam fora do mercado para traçarem suas estratégias de compras. Com escalas alongadas e estoques elevados, não há estímulo para intensificarem as compras e dar firmeza no preço da arroba. Em São Paulo, as cotações fecharam em queda. A arroba ficou cotada em R$133,00, à vista, livre de Funrural. Está já é a sexta queda registrada na praça desde o início da segunda quinzena do mês, e o recuo já soma 3,6%. O mercado atacadista de carne bovina, mesmo diante de todo este cenário, não sofreu alteração. Isto tem garantido margens historicamente elevadas para as indústrias. Atualmente a margem para os frigoríficos que vendem a carne com osso está em 23,7%.

SCOT CONSULTORIA

Preço do boi a futuro cai 12,28% em cinco meses

Vários fatores permeiam esta desvalorização, dentre eles o envolvimento da JBS em escândalos com a Justiça brasileira

Nos últimos dias, o mercado do gado em Mato Grosso enfrentou um forte rebuliço. O envolvimento da maior compradora de bovinos do país em diversos problemas nacionais dificultou o estabelecimento de balizas, lançando desconfiança entre produtores e agentes de mercado quanto aos possíveis impactos da situação, o que inibiu as negociações. Com o mercado físico abalado, os contratos futuros do boi gordo na BM&F/Bovespa têm precificado este pessimismo, traçando um cenário obscuro para os próximos meses. O contrato do boi para out/17 em São Paulo, que chegou a ser negociado a R$ 173,00/@, já registra queda de 12,28% desde o início do ano. Nesta terça-feira, 23, o valor chegou a R$ 131,63/@, o menor já registrado. Vários fatores permeiam esta desvalorização, dentre eles: a demanda interna enfraquecida, a volta do Funrural (que já está descontado nestes preços) e o envolvimento da JBS em escândalos com a Justiça brasileira. Destacando apenas o último fato, nota-se que desde a divulgação deste imbróglio (18/05/17), a média diária de contratos negociados para outubro/17 quadruplicou, e a cotação deste contrato caiu 3,12% (R$ – 4,28/@) em apenas seis dias. Em Mato Grosso, as cotações do boi gordo a prazo chegaram a desvalorizar 1,42% na comparação entre os dias 26/05/2017 e 19/05/2017 e o preço voltou a patamares parecidos aos observados logo após a operação Carne Fraca. Vale ainda a ressalva de que os negócios à vista minguaram e a queda semanal deste indicador foi ainda maior (- 2,35%), atingindo o valor de R$ 121,81/@, menor cotação desde 27/10/14. Dito isto, nota-se que a “poeira” levantou mais uma vez (já é a terceira vez neste ano) para os pecuaristas de Mato Grosso e, até que a visão melhore, o indicado é esperar a “poeira” baixar. O preço do boi gordo e da vaca gorda obteve queda no comparativo semanal, de 1,27% e 1,81%, encerrando assim com R$ 123,43/@ e R$ 116,24/@, respectivamente.

Imea

Definida Comissão Organizadora do Endesa 2017

Evento reúne veterinários oficiais para verificar o saldo das ações relacionadas à defesa sanitária animal dos últimos dois anos no Brasil

Foi criada comissão organizadora do 5º Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal (Endesa), a ser realizado em dezembro, no Pará. O evento, que acontece a cada dois anos, visa divulgar estudos técnico-científicos do Mapa, de órgãos oficiais do governo e também do meio acadêmico voltados para a formação de políticas públicas de defesa agropecuária. A comissão foi criada por meio de portaria publicada sexta-feira (23), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “O Endesa congrega veterinários do serviço oficial, dos estados, da União e acadêmicos de medicina veterinária para discutir e prestar contas do que foi feito nos últimos dois anos, em termos de defesa sanitária animal no país. ”, diz o coordenador do setor de Animais Aquáticos do Departamento de Saúde Animal (DAS) do Mapa, Eduardo de Azevedo. O grupo vai planejar e coordenar as ações relacionadas ao evento, tais como infraestrutura, mobilização de participantes, definição da programação científica, estabelecimento do público-alvo, patrocínio e captação de recursos.

MAPA

Relação de troca boi gordo versus garrote piorou no Pará

Embora as chuvas das últimas semanas colaborem com a capacidade de suporte dos pastos, os compradores não tiveram interesse em repor o gado

Os últimos acontecimentos político-econômicos deixaram o mercado incerto e isso reduziu o ânimo para compra de reposição. Apesar da superioridade da oferta frente à demanda, a desvalorização de 1,7% do preço do boi gordo no Pará, acumulada desde o início do ano, deixou a relação de troca menos favorável. Em janeiro/17 era possível comprar 1,62 garrote (9,5@) com o preço da venda de um boi gordo de 16,5@ no estado, atualmente compra-se 1,59. Piora de 1,7% no poder de compra. O cenário atual do mercado impacta diretamente os preços do boi gordo, mas a expectativa de curto prazo é que o mercado de reposição também sinta esses reflexos, diante disso, não estão descartadas quedas.  

SCOT CONSULTORIA

Com dificuldade de escalas, JBS paga mais em algumas regiões

A preocupação dos produtores em entregar para a JBS favoreceu o alongamento das escalas dos concorrentes

Além da tradicional lentidão dos negócios na segunda-feira, a semana inicia com compradores e vendedores retraídos, seguindo comportamento dos últimos dias. Mas, a JBS que esteve até a última semana com postura de pressionar os preços, já se vê obrigada a pagar mais para completar suas escalas. Segundo analistas, não há razão, neste momento, para que as indústrias intensifiquem suas compras. A preocupação dos produtores em entregar para a JBS favoreceu o alongamento das escalas dos concorrentes que, na maioria dos casos, já tem programação completa até 5 a 7 de junho. Ao contrário dos demais, a JBS só fez suas escalas encurtarem nos últimos dias. A postura de só comprar no prazo deixou os produtores temerosos com a possibilidade de calote. Pecuaristas que já tinham animais programados entraram com pedido para retirar da escala. De acordo com o analista, José Vicente Ferraz, da Informa Economics FNP, no levantamento mais recente – realizado na semana passada -, as escalas de abate da JBS atendiam em média até 30 de maio. Somado a isso, os estoques das câmaras frias garantiriam abastecimento até 3 de junho. Em algumas regiões estratégicas, já há relatos da empresa ofertando acima da referência para adquirir animais. “O cenário não é generalizado, mas isso já ocorre em algumas regiões pela necessidade de recompor estoque”, diz o consultor, Gustavo Aguiar, da Scot Consultoria. Em São Paulo, alguns players chegaram a relatar oferta da JBS de até R$ 1/@ acima da semana passada, saindo dos R$ 138/@ para R$ 139/@ [sem desconto do Funrural]. Na média dos outros frigoríficos, as ofertas giram em torno de R$ 135/@ à vista, que livre de imposto significa R$ 132/@. “Mas, pela conjuntura de escalas médias e as informações de que a JBS continua com a postura de compra com 30 dias, a expectativa é de que a semana ainda seja de continuidade na pressão de baixa”, acrescenta Aguiar. Na ponta da cadeia, os produtores apostam nas boas condições da pastagem como estratégia de impulsionar os preços. De acordo com produtores, ainda é possível manter os animais no pasto por pelo menos 30 dias. Até lá, os pecuaristas esperam que o cenário de preços fique mais atrativo, especialmente, com a JBS sendo obrigada a pagar à vista para fechar negócio. Desde a divulgação da delação dos irmãos Batista, os preços do boi gordo cederam 3,3% em oito dias, considerando a referência em Araçatuba (SP). Na verdade, a JBS – que até aqui, controlou a pecuária nacional está tentando a qualquer custo manter suas margens positivas para garantir o pagamento da multa estipulada no acordo de leniência. Neste final de semana, a força-tarefa da Operação Greenfield, apresentou ao grupo J&F – controlador do JBS -, novo valor para a multa referente ao acordo de leniência, de 10,994 bilhões de reais, ligeiramente abaixo dos 11,2 bilhões de reais propostos até então. Esse valor, segundo o Ministério Público Federal (MPF), representa 6% do faturamento das empresas do grupo no ano passado e deve ser pago em prestações semestrais ao longo de 13 anos, com início em dezembro de 2017. O Grupo vem sendo investigado em cinco frentes: Lava Jato, operações Bullish, Greenfield, Carne Fraca e Cui bono, que apuram supostos crimes de pagamento de propina, desvio de recursos e fraudes na liberação de recursos públicos, entre outros delitos.

Notícias Agrícolas

Pecuaristas vivem incertezas e apreensão às portas do inverno

O setor de carnes termina o mês com muitas incertezas: preço do boi em queda, mudança no modelo de pagamento pela principal empresa compradora do setor e apreensão dos pecuaristas quanto à liquidez de algumas indústrias do setor

Tudo isso acontece na chegada do inverno, um período do ano dos mais difíceis para os pecuaristas, devido à queda na qualidade dos pastos. O setor começou o ano negociando a arroba de boi gordo a R$ 150. O valor atual, após o preço ter recuado para R$ 131 na semana passada, é de R$ 134. Vários fatores tumultuaram o setor de carnes neste ano. O primeiro foi a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, em 17 de março. Naquela data, toda a qualidade da carne brasileira foi posta em xeque. Os reflexos no exterior foram imediatos. Muitos países fecharam as portas para o Brasil, líder mundial na exportação de carnes bovina e de frango. Com exportações travadas e demanda interna fraca, os estoques de carne aumentaram, afetando os preços.

FOLHA DE SP

EMPRESAS

Acordo da J&F com MPF chega a impasse

A negociação do acordo de leniência do grupo J&F com o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF­DF) chegou a impasse e vai levar escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, que estava representando a empresa, a sair do caso. A comunicação deve ser feita hoje.

A leitura é de que a força­-tarefa liderada pelo procurador Anselmo Lopes não está seguindo parâmetros de acordos anteriores e nem os critérios do decreto que regulamenta a lei anticorrupção. Desde o início das conversas, o MPF­DF se mantém irredutível ao exigir quase R$ 11 bilhões em valor presente (houve redução de R$ 175 milhões e alongamento de prazo de dez para 13 anos). Como referência, acordo homologado pelo juiz Sergio Moro prevê que a Odebrecht, que admitiu pagamento de propina de R$ 2,6 bilhões, pague R$ 3,83 bilhões, em 23 anos. O acordo de leniência é fundamental para que a JBS e demais empresas do grupo J&F mantenham seus contratos comerciais e financeiros rodando. Até mesmo a venda de ativos, necessária para pagar a multa, depende dele. O decreto 8.420 tem uma lista de agravantes e atenuantes para cálculo da multa para as empresas que violam a lei anticorrupção, que pode variar de 0,1% a 20% do faturamento após impostos. Para aquelas que firmam acordo de leniência, a multa pode ser cortada em até dois terços. O MPF­DF divulgou que seu cálculo partiu de 20% do faturamento, diante da “gravidade dos delitos”, inclui abatimento de 2 pontos percentuais pela existência de programa de compliance no grupo J&F e pela comunicação “parcialmente” espontânea feita pela empresa, e o desconto de dois terços pelo acordo, chegando a 6% da receita de R$ 183 bilhões em 2016. Mas o decreto não diz que a gravidade da irregularidade cria o ponto de partida de 20%. Uma dose de 5 pontos percentuais, por exemplo, só seria devida se a empresa fosse reincidente. Outra dose de 1 a 4 pontos deveria ser aplicada somente se algum serviço público ou obra tivessem sido interrompidos, o que também não ocorreu. Esses dois pontos reduziriam a multa máxima de partida para 11% ­ sem contar os atenuantes. E o desconto de até dois terços seria aplicado nessa base. A força-­tarefa do MPF­DF alega que cada ato ilícito isolado poderia gerar uma aplicação da lei anticorrupção. E como há milhares de atos ilícitos em investigação, foi aplicado o máximo legal. Foi com base em leitura mais ou menos rigorosa dos itens do decreto que a J&F fez propostas que se iniciaram em R$ 700 milhões e foram a R$ 4 bilhões ­ todas rejeitadas. Os valores sempre foram calculados para o grupo, embora a lei fale em faturamento da “pessoa jurídica”, e não haja sinais de pagamentos irregulares por unidades estrangeiras do conglomerado. Na mesma linha, o MPF cobrava, na proposta inicial, pouco mais de R$ 11 bilhões também do “grupo”, sendo que há minoritários em diversas subsidiárias. Se tivessem aceitado essa proposta, os irmãos Batista teriam arcado, na prática, com pouco menos de R$ 5 bilhões (da JBS, a mais relevante, eles possuem 42%), embora pudesse haver ações indenizatórias de cobrança no futuro. Para tentar fechar o acordo, os Batista propuseram pagar R$ 8 bilhões na holding J&F. onde não há minoritários relevantes, mesmo sem amparo técnico no decreto. O MPF­DF manteve a exigência de R$ 11 bilhões. E agora quer que tudo da holding, o que na prática aumenta o impacto ante a proposta inicial.

VALOR ECONÔMICO

JBS corre contra o tempo para quitar R$ 18 bilhões em dívidas

Desde que a delação dos irmãos Batista veio a público, os analistas de mercado financeiro se calaram. A justificativa é que os indicadores da JBS teriam “virado pó”. Não é apenas o futuro da empresa que é considerado incerto

Pelo que foi narrado pelos próprios controladores, o passado tornou-se nebuloso, dado que ainda não é possível definir se os esquemas de corrupção distorceram os resultados anteriores. Mas há um dado concreto para todos: a JBS tem um buraco de R$ 8 bilhões para cobrir neste ano. Vencem, agora em 2017, R$ 18 bilhões em dívidas de curto prazo – quase um terço da dívida de R$ 58,4 bilhões do grupo, um montante considerado bastante elevado. A empresa tem a opção de usar o caixa, abastecido por R$ 10 bilhões, mas precisa correr contra o tempo para conseguir o restante. Mergulhada em seus próprios relatos de ilegalidades, prestando contas a órgãos reguladores no Brasil e nos Estados Unidos, negociando multas bilionárias e sofrendo pressão dos políticos que denunciou, dificilmente terá socorro de bancos, públicos ou privados, ou credibilidade para captar no mercado. Terá de recorrer a medidas emergenciais, afirmam analistas. Vencem, agora em 2017, R$ 18 bilhões em dívidas de curto prazo – quase um terço da dívida de R$ 58,4 bilhões do grupo, um montante considerado bastante elevado. A empresa tem a opção de usar o caixa, abastecido por R$ 10 bilhões, mas precisa correr contra o tempo para conseguir o restante. Mergulhada em seus próprios relatos de ilegalidades, prestando contas a órgãos reguladores no Brasil e nos Estados Unidos, negociando multas bilionárias e sofrendo pressão dos políticos que denunciou, dificilmente terá socorro de bancos, públicos ou privados, ou credibilidade para captar no mercado. Terá de recorrer a medidas emergenciais, afirmam analistas. Ciente do tamanho da encrenca, antes mesmo de a delação vir a público, a JBS montou uma estratégia para se resguardar. Parou de comprar bois à vista. A mudança desagradou aos pecuaristas, mas o pagamento a prazo para a gigantesca estrutura de abate da JBS segura no caixa R$ 1 bilhão por mês, aliviando a necessidade de capital de giro. O próximo passo, projetam consultores do setor, é o grupo começar a encolher. “A expectativa é que a JBS venda ativos, abrindo mão, num primeiro momento, de negócios que não são ligados à carne”, diz José Carlos Hausknecht, sócio da MB Agro Consultoria. Os analistas do JP Morgan, entre os poucos que se arriscaram a divulgar relatórios sobre a empresa, defendem outra ideia: a redução de compra de boi e da criação de aves e suínos. Acreditam que a empresa vá encolher e perder até 30% do mercado de carnes no Mercosul. No Brasil, toda estrutura tem 80 unidades de produção, 47 centros de distribuição, fora as 24 unidades de processamento de couro e três confinamentos. Em um e-mail enviado a clientes, os analistas do BTG Pactual também apontam preocupação com os R$ 8 bilhões a descoberto. Eles entendem, no entanto, que, como as linhas de curto prazo são formadas basicamente por crédito à exportação, lastreadas na produção, a dívida pode ser paga mais facilmente. No mercado financeiro, a projeção é que as ações da empresa na Bolsa paulista sigam com instabilidade. O papel, que chegou a R$ 12,46 em setembro de 2016, fez um mergulho na terça-feira pós-delação. Caiu assustadores 31%, para R$ 5,98. Depois, engatou movimentos de alta. No balanço da semana, a queda foi de 11,48% – o papel fechou a R$ 7,71 na sexta-feira. “Investidores com perspectiva de longo prazo já estão fora do papel, ele agora é especulativo”, diz Eduardo Roche, sócio da Canepa Gestora de Recursos. O movimento de alta da ação ao longo da semana, segundo relatos do mercado, teve duas razões. A primeira foi ficar claro que as multas e punições financeiras não vão recair exclusivamente sobre a JBS. A holding J&F assumiu a responsabilidade. O movimento também teria sido impulsionado pela ação de “gringos” com apetite ao risco. “Sinceramente, não sei o que eles estão vendo – ou não estão vendo”, diz Roche. Existe ainda o temor em relação a eventuais revisões dos balanços. A delação revela, por exemplo, que a empresa chegou a depositar de 1% a 3% do valor das exportações em offshores para pagar propinas. Surgem as dúvidas: Qual valor foi registrado? Foi inflado? Ajustaram ao desconto da propina? Também incomoda a revelação do pagamento de propina para liberação de recursos no BNDES. O dinheiro pode ser lícito, mas a forma como foi obtido envolveu corrupção. Ninguém consegue dimensionar as consequências. Os analistas do banco JP Morgan acreditam que a JBS vai perder 30% do mercado de carne no Mercosul e a receita da Seara, empresa do grupo que atua no mercado de aves, deve cair 15%. Nesse cenário, o frigorífico Minerva é o que está mais preparado em termos de caixa para abocanhar a parte do mercado que será deixada para trás pelo JBS, que agora precisa resolver sua situação financeira. A atividade dos frigoríficos é intensiva de capital e sua liquidez chega a ser mais importante do que até mesmo o tamanho da dívida da companhia. Segundo o JP Morgan, certamente a atividade de carne será a mais afetada. O JBS não tem uma atuação tão forte no ramo de aves. Isso significa que a BRF, que é a maior do País no setor, também vai se beneficiar, mas não tanto quanto a Minerva.

Estadão

Minoritários vão pressionar pela saída de Wesley Batista da JBS, diz fonte

Minoritários da JBS incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estão se articulando para pressionar pela saída de Wesley Batista do conselho de administração e da presidência-executiva da empresa, disse uma fonte a par das discussões.

Na sexta-feira, Joesley renunciou à presidência do conselho da JBS. Já Wesley deixou a vice-presidência, mas se manteve como membro do colegiado e presidente-executivo da maior produtora de carne bovina do mundo. Segundo a fonte, a permanência de Wesley é vista pelos minoritários como insustentável para a imagem da empresa. Por isso, esses acionistas pretendem apresentar um recurso na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para forçar a saída de Wesley. “Eles (a família Batista) são majoritários, mas a insistência pela saída do Wesley vai continuar”, disse à Reuters uma fonte próxima as discussões. Na mesma reunião de sexta-feira, o conselho por unanimidade elegeu José Batista Sobrinho, pai de Wesley e de Joesley, para a vice-presidência do colegiado da JBS. “O prejuízo de imagem é muito grande e isso traz perdas aos acionistas”, disse a fonte. Ele (Wesley) não pode ficar e a saída seria para mostrar que ali se tem uma gestão profissional”. Um dos caminhos estudados pelos minoritários foi um recurso na Justiça, mas prevaleceu a leitura de que a lei poderia permitir que Wesley permaneça na empresa. “É chegada a hora da CVM mostrar que é xerife e puxar o gatilho contra quem cometeu tantos erros”, disse a fonte. Em nota, a JBS afirmou que as mudanças no conselho na sexta-feira foram aprovadas por unanimidade pelos representantes dos acionistas da companhia.

Reuters

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