Ano 3 | nº 523| 29 de maio de 2017
ABRAFRIGO NA MÍDIA
CARNE FRACA”: Abrafrigo pede a Anvisa mudança na legislação sanitária para resolver problema da presença da salmonella nas carnes
A legislação atual, emanada tanto do Ministério da Agricultura, do Ministério da Saúde e da própria ANVISA é dúbia, subjetiva e contraditória
A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) encaminhou na terça-feira (24) ofício a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária solicitando “uma urgente e eficaz revisão da legislação sanitária vigente que possa estabelecer os padrões microbiológicos de alimentos para consumo humano, em especial a incoerência da questão da Salmonella”, cuja presença nas carnes levou a suspensão da produção e comercialização de alguns produtos de empresas em decorrência da Operação “Carne Fraca”, da Policia Federal. Segundo a entidade, que representa frigoríficos responsáveis por aproximadamente 50% da produção de carne bovina no mercado brasileiro, “a legislação atual, emanada tanto do Ministério da Agricultura, do Ministério da Saúde e da própria ANVISA é dúbia, subjetiva e contraditória”. Ela, ao mesmo tempo considera a presença da salmonela como infração legal que pode levar a multa de até R$ 500 mil, e também considera a presença de Salmonella spp. como possível e aceitável. “Este problema aflige a indústria de carnes há muitos anos. Notadamente aquelas empresas que se dedicam ao processamento industrial de embutidos tendo como matéria-prima carnes cruas como os fabricantes de hambúrgueres, almôndegas e outros produtos formatados cujos ingredientes incluem a carne de frango e a carne suína”, argumenta o Presidente Executivo da ABRAFRIGO, Péricles Salazar. “Como podemos usar matéria-prima cuja presença de salmonella não é proibida e obter um produto acabado sem salmonella?”, indaga ele. No seu ofício, a ABRAFRIGO pede em caráter urgente e definitivo, que “se busquem normas regulatórias que ofereçam segurança para o consumidor e se respeite o direito das empresas em trabalhar com parâmetros legais certos e definidos”.
CBN/JORNAL CAMPO ABERTO MS
“CARNE FRACA”: ABRAFRIGO pede a ANVISA mudança na legislação sanitária para resolver problema da presença da salmonella nas carnes
Segundo a entidade, que representa frigoríficos responsáveis por aproximadamente 50% da produção de carne bovina no mercado brasileiro
Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) encaminhou na terça-feira (24) ofício a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária solicitando “uma urgente e eficaz revisão da legislação sanitária vigente que possa estabelecer os padrões microbiológicos de alimentos para consumo humano, em especial a incoerência da questão da Salmonella”, cuja presença nas carnes levou a suspensão da produção e comercialização de alguns produtos de empresas em decorrência da Operação “Carne Fraca”, da Policia Federal. Segundo a entidade, que representa frigoríficos responsáveis por aproximadamente 50% da produção de carne bovina no mercado brasileiro, “a legislação atual, emanada tanto do Ministério da Agricultura, do Ministério da Saúde e da própria ANVISA é dúbia, subjetiva e contraditória”. Ela, ao mesmo tempo considera a presença da salmonela como infração legal que pode levar a multa de até R$ 500 mil, e também considera a presença de Salmonella spp. como possível e aceitável. “Este problema aflige a indústria de carnes há muitos anos. Notadamente aquelas empresas que se dedicam ao processamento industrial de embutidos tendo como matéria-prima carnes cruas como os fabricantes de hambúrgueres, almôndegas e outros produtos formatados cujos ingredientes incluem a carne de frango e a carne suína”, argumenta o Presidente Executivo da ABRAFRIGO, Péricles Salazar. “Como podemos usar matéria-prima cuja presença de salmonella não é proibida e obter um produto acabado sem salmonella?”, indaga ele. No seu ofício, a ABRAFRIGO pede em caráter urgente e definitivo, que “se busquem normas regulatórias que ofereçam segurança para o consumidor e se respeite o direito das empresas em trabalhar com parâmetros legais certos e definidos”.
Portal do Agronegócio/Página Rural
NOTÍCIAS
Escala longa e escoamento em baixa mantêm viés baixista no mercado do boi gordo
O mercado do boi gordo ainda sofre os reflexos das delações que ocorreram
A resistência dos pecuaristas em entregar os animais terminados para o JBS deu às outras indústrias a oportunidade de alongar as programações de abate, mesmo ofertando preços menores. Desde a divulgação da delação da diretoria do JBS, no dia 17/5, os preços cederam 3,3% em oito dias, considerando a referência em Araçatuba-SP. O cenário de baixa foi registrado na maioria das regiões pesquisadas pela Scot Consultoria. Vale ressaltar que o momento, segunda quinzena do mês, já impõe uma pressão de baixa no mercado, devido à menor demanda. Entretanto, é evidente o impacto que estes acontecimentos causaram no mercado do boi gordo. Na última sexta-feira (26/5), o volume de negócios reduzido refletiu a menor necessidade das empresas em adquirir matéria-prima. Com as escalas de abate alongadas e o lento escoamento da produção, não há razão para intensificar as compras. A desova de final da safra é mais um fator baixista no mercado, mas a entrada do próximo mês pode trazer uma melhora na demanda e limitar as desvalorizações no mercado do boi gordo.
SCOT CONSULTORIA
OIE declara Brasil como livre da pleuropneumonia contagiosa bovina
Certificado facilita negociações internacionais e abertura de mercados, diz Secretário de Defesa Agropecuária
O Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), por unanimidade, como país livre da pleuropneumonia contagiosa bovina (CBPP em inglês). A certificação foi entregue na quarta-feira (24) durante a reunião anual da OIE, em Paris. De acordo com a OIE, “a concessão reflete a transparência e a qualidade do serviço veterinário do país”. “A declaração da OIE agiliza a negociação de acordos sanitários com outros países, e, consequentemente, a abertura de mercados, porque o Brasil não precisará mais declarar que o rebanho não tem esta doença”, diz o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luis Rangel. Ele participou encontro junto com o representante do Brasil na OIE, o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques. A pleuropneumonia contagiosa bovina é uma doença de bovinos e búfalos causada por bactéria. Ataca os pulmões e a membrana (pleura) que reveste o tórax. Por ser altamente contagiosa, com taxa de mortalidade de até 50%, causa altas perdas econômicas. Para reduzir a infecção, existe vacinação com um tipo atenuado da bactéria. Não há casos de contágio em seres humanos nem risco à saúde pública. Na avaliação do Secretário, o reconhecimento da OIE é mais uma conquista da defesa sanitária animal. O próximo passo será declarar o Brasil como país livre da aftosa com vacinação, o que deve ocorrerem maio de 2018. O Secretário disse também que o Brasil já apresentou sua estratégia para retirada gradual da vacinação contra a aftosa. Mesmo com a vacina sendo um seguro tecnológico do rebanho, Rangel pondera que se o país for declarado livre da doença, é natural que seja planejada a retirada da imunização, o que reduzirá os custos de produção. Mas será uma transição feita com cuidado, assinala Rangel. “O plano foi muito bem elaborado, sendo um dos melhores dos últimos tempos, formulado com a participação de todos os setores da produção envolvidos, com muita segurança”, garante o secretário. No próximo dia 30 encerra o prazo para o setor privado enviar propostas sobre como deverá ser feita a retirada da vacinação.
MAPA
Mercado de reposição sem negócios
Diante de todo o tumulto causado pelos últimos escândalos políticos e econômicos, o mercado do boi gordo sofreu grande impacto e a conta sobrou, mais uma vez, para o pecuarista
Cautelosos com este cenário de baixa no mercado do boi gordo, os produtores se afastam das compras de reposição e os últimos dias foram de calmaria nas negociações. Quando há algum interesse, as ofertas de compra são abaixo da referência e nestes patamares os negócios não avançam. Na média geral de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, as referências fecharam em queda semanal de 0,5%. Desde o início do ano esta queda já soma 4,7% e não há indícios que apontam para a sustentação deste mercado no curto prazo. Com as recentes valorizações do dólar, as cotações para o milho podem ficar mais sustentadas e este fator, somado às atuais quedas nos preços da arroba, geram um cenário de piora nos resultados de confinamento, que até então eram positivos. Com isso a demanda por animais de categorias mais eradas, que vinha crescente, tende a diminuir e as cotações ficarem mais pressionadas. É momento de muita cautela para o pecuarista que pretende negociar animais de reposição, é extremante importante se atentar às oportunidades do mercado para conseguir bons resultados nos negócios.
SCOT CONSULTORIA
Frigoríficos regionais poderão comercializar carne de MT para o Brasil
Acrimat solicitou a certificação das indústrias de pequeno e médio porte para fortalecer e diversificar o setor da carne
Em 30 dias, as indústrias frigoríficas que possuem o selo do Serviço de Inspeção Sanitária Estadual (Sise) poderão aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa) por meio do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). O anúncio foi feito pelo Presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Idea-MT), Guilherme Nolasco, à diretoria da A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Há uma semana, a Acrimat protocolizou no Indea-MT um ofício solicitando celeridade neste processo de adesão ao Sisbi-Poa para garantir mais competitividade ao setor. Atualmente, 48,8% dos abates no Estado são realizados por um único grupo e 77% distribuído entre cinco empresas. De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), outras 42 empresas abateram 22,9% do total de 2015. O Presidente do Indea, Guilherme Nolasco, contou que na última semana os fiscais do Mapa auditaram o sistema do Indea e em até 30 dias todos os ajustes solicitados deverão cumpridos. “O processo de adesão do Serviço de Inspeção Estadual ao Serviço Federal está encaminhado e em breve as indústrias regionais poderão solicitar o selo federal e colocar seus produtos no mercado nacional. Vamos fortalecer o produtor e o empresário daqui e garantir aos consumidores de todo o país a qualidade da carne”, declarou Nolasco. O Diretor-Executivo da Acrimat, Luciano Vacari disse que a medida mostra sensibilidade do governo para a situação e o compromisso com o setor da pecuária. “Estamos acompanhando o esforço do Indea em atender esta demanda que vai beneficiar os pequenos e médios empresários e movimentar a cadeia produtora”. Levantamento do Imea aponta que em Mato Grosso, 90% dos bates é realizado por empresa que possuem Selo de Inspeção Federal e que os frigoríficos com Sise representou 8,16% dos abates total. Para O Vice-Presidente da Acrimat, Amarildo Merotti, a adesão vai fomentar toda a cadeia produtiva da carne. “Com a ampliação do mercado consumidor vai permitir que essas empresas de menor porte fortaleçam seus negócios, aumentando também demanda por animais para o pecuarista. E quem mais ganha com isso é o consumidor, que terá mais diversidade nas gondolas e com garantia de qualidade”, afirma o produtor. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, declarou que o Ministério pretende estimular a participação de mais grupos no mercado de carnes. De acordo com o jornal Diário do Comércio e da Indústria (DCI), o ministro afirmou que as empresas grandes e fortes são importantes, mas que é preciso que haja uma predominância de pequenos.
ACRIMAT
Com crise na JBS, governo estuda incentivos para pequenos frigoríficos
Ministro da Agricultura disse que já há um mapeamento de unidades desativadas no País com possibilidade de retomaras atividades
O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o governo estuda meios para estimular que grupos pequenos e médios ocupem espaços no mercado de carnes e reduzam a concentração no setor. Maggi explicou que seu ministério já mapeia plantas industriais que estão fechadas para uma possível reativação e criticou a crise gerada pela JBS após a delação dos sócios e executivos da companhia. “Sempre me preocupei, como ministro e produtor, com o tamanho que a JBS atingiu no Brasil e sempre fui um crítico do governo e do BNDES de ter proporcionado essa concentração. Vivemos um momento delicado, estamos fazendo um levantamento e vamos tentar estimular outros grupos a irem ao mercado”, afirmou Maggi no seminário “A Força do Campo”, organizado pelo banco Santander e pelo governo de Mato Grosso. Nos últimos anos, impulsionado pela política do governo federal, nas gestões Lula e Dilma, de criar grupos “campeões nacionais”, a concentração no setor de carnes aumentou consideravelmente. Os dois principais frigoríficos brasileiros, JBS e Marfrig, receberam um grande empurrão do BNDES para fazer aquisições de empresas menores e provocar uma consolidação no setor. A política sempre recebeu muitas críticas de especialistas, por dar condições desiguais de crescimento para alguns grupos escolhidos. Segurança. O ministro, que retornou na última terça-feira de uma missão ao Oriente Médio, admitiu que os compradores estão preocupados com concentração do mercado de carnes em mãos de poucas empresas, o que pode gerar problemas de segurança alimentar caso haja problemas como o ocorrido com a JBS. “O Brasil precisa reavaliar isso”. Já há problemas aparecendo com criadores de gado, que começam a temer vender seu produto para a JBS. O Ministro não disse, no entanto, como poderia ser feito o incentivo a outros grupos para entrarem no mercado. Maggi reafirmou, ainda, que houve perda de confiança de clientes com a carne brasileira, após a Operação Carne Fraca, e admitiu que outras investigações devem ocorrer. “A operação Carne Fraca continua e muito provavelmente teremos outras etapas. O ministério apoia a Polícia Federal e precisaremos estar muito atentos para não ter problemas de qualidade”. Segundo o ministro, com a crise recente e a dificuldade de o governo reagrupar a base no Congresso, “não há mais ambiente” para que o projeto de compra de terras por estrangeiros inicie tramitação, bem como “coloca em compasso de espera” a renegociação da dívida do Funrural dos produtores rurais.
O Estado de S.Paulo
EMPRESAS
Joesley renuncia à presidência do conselho de administração da JBS
Joesley Batista renunciou à presidência do conselho de administração da JBS. O executivo será substituído no cargo por Tarek Farahat, membro do colegiado desde 2013 e Presidente global de marketing e inovação da companhia desde 2015
O fundador do grupo JBS, José Batista Sobrinho, foi eleito para a vice-presidência do conselho. José Batista é pai de Joesley e Wesley Batista. Joesley também renunciou ao conselho da processadora de frangos americana Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS. Da mesma forma, Faraht será seu substituto no cargo. As ações da Pilgrim’s, segunda maior processadora de frangos dos Estados Unidos, acumulam queda de 9,2% no mês. Antes de assumir a posição na JBS, Farahat passou por 26 anos de experiência na Procter & Gamble (P&G), tendo ocupado cargos em várias regiões do mundo, como Oriente Médio, Europa e América Latina. De 2006 a 2012 foi presidente da P&G do Brasil. Em 2012, foi eleito presidente para América Latina e membro do conselho executivo da P&G mundial. O conselho da JBS também deliberou nesta sexta-feira a criação de um comitê de governança, que será encabeçado por Farahat. Conforme a empresa, o comitê “terá como objetivo implementar as melhores práticas globais em governança corporativa e compliance na companhia”. “Governança é minha maior prioridade, com foco em ganhar confiança do mercado e proteger as 235 mil famílias que fazem parte da JBS”, afirmou Farahat, em comunicado. “Há um grande trabalho a ser feito para reconstruir a confiança dos nossos ‘stakeholders’”, completou. Tem sido um mês tumultuado para Joesley, que está profundamente implicado em um escândalo de corrupção no Brasil, que levou a alegações de corrupção contra os três últimos presidentes brasileiros. A JBS também enfrenta múltiplas investigações sobre operações recentes no mercado de capitais.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Índia proíbe venda de gado para abate
O governo da Índia proibiu a venda de gado “improdutivo” em todo o seu território ou seja, animais que não dão leite e não são usados para procriação, que geralmente são vendidos para abate
No país, a vaca é considerada sagrada, e na maioria dos Estados já não é permitido criar ou vender gado para abate. Diferentemente das restrições anteriores, porém, essa medida se aplica também aos búfalos. Graças a esses animais, a Índia é hoje a maior exportadora de carne bovina do mundo depois do Brasil em toneladas de carne. Segundo o “Financial Times”, a medida deve devastar a economia baseada na exportação de carne no país, que hoje gera US$ 5 bilhões por ano. O jornal afirma que o país tem 190 milhões de cabeças de gado bovino e 108 milhões de búfalos.
VALOR ECONÔMICO
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