CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 498 DE 20 DE ABRIL DE 2017

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Ano 3 | nº 49820 de Abril de 2017

NOTÍCIAS

Cotação da arroba em SP tem leve recuperação e com fôlego para novas altas no curto prazo

O cenário é de preço firmes para o boi gordo nesta semana. Impulsionado pela baixa disponibilidade de animais, os compradores estão elevando as ofertas de compra para conseguirem preencher as escalas de abate

“A conjuntura é mais para valorização do que para queda. Ainda não temos uma demanda ávida, mas a redução nas vendas com a pressão de baixa ocorrida nas últimas semanas gerou um cenário de estoques mais enxutos”, diz o consultor, Hyberville Neto, da Scot Consultoria. Do lado dos pecuaristas, ainda há do pouco interesse em negociar diante dos atuais patamares de preços. Em São Paulo as ofertas giram em torno de R$137,00 por arroba, já descontado o Funrural. Incremento de aproximadamente R$2,00 por arroba, considerando o pior momento dos preços nas últimas semanas. Apesar da recuperação ainda tímida, essa reação é importante à medida que mostra uma inversão de tendência no mercado do boi gordo. Segundo Neto, no curto prazo a expectativa é de melhora nos preços, com reajustes pequenos e gradativos. Contudo, o consultor alerta para as tendências de preço no decorrer de maio. “Passado os feriados – onde temos um período mais curto para vendas de boiadas, ao mesmo tempo favorável para o escoamento da produção -, acreditamos em um cenário de preços talvez menos firmes e, maior resistência às altas”, explica o consultor. As quedas acentuais nas cotações do boi gordo também reduziram o poder de compra dos pecuaristas. Segundo levantamento da Scot Consultoria, nos últimos 30 dias – considerando São Paulo como base – a arroba bovina perdeu 5,0% do seu valor, enquanto que o boi magro recuou 3,5% e o bezerro apenas 2,0%. “Hoje para adquirir um bezerro é preciso de 8,5 arrobas. Já no boi magro a relação é de 12,9 arrobas. Historicamente, esses valores estão acima da média, mas considerando os dois últimos anos a relação de troca tem melhorado”, diz Neto.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

JBS, Minerva e Marfrig retomam operações em unidades de abate

A Minerva irá retomar as atividades na sua unidade de abate de bovinos em Várzea Grande (MT) na próxima segunda-feira (24), mesmo dia em que a JBS volta a operar normalmente em seis unidades que estavam paradas por férias coletivas, confirmaram as assessorias de imprensa das companhias à CarneTec na quarta-feira (19)

Os funcionários da unidade de Várzea Grande da Minerva estavam em férias coletivas de 20 dias, desde o início de abril, para que a planta pudesse passar por manutenção. A redução de atividades pela Minerva ocorreu por volta da mesma época em que dez unidades da JBS também entraram em férias coletivas como consequência da queda na demanda por carnes após divulgação da Operação Carne Fraca. A investigação da Polícia Federal anunciada em 17 de março provocou embargos temporários de países compradores de carnes do Brasil. A JBS informou na quarta-feira que seis das dez unidades voltam a operar na segunda-feira (24). As outras quatro voltarão a operar em 2 de maio “em função de reformas, ajustes operacionais e modernização de equipamentos”. A Marfrig, que tinha dado férias coletivas para o segundo turno do setor de abate da planta em Tangará da Serra (MT) por dez dias, já normalizou as atividades nesta unidade, segundo informações da assessoria de imprensa da companhia.

CARNETEC

Mercado firme e mais movimentado para o boi gordo

Mercado do boi gordo mais movimentado. A recomposição de preços dos últimos dias gerou maior movimentação de vendas

O cenário de cotações em alta ocorre em resposta à operação mais lenta dos frigoríficos nas últimas semanas, com consequente redução das escalas de abate, enxugamento dos estoques e recuperação dos preços da carne, principalmente com osso. A recuperação dos preços da carne encorajou os frigoríficos de menor porte a ofertarem preços mais altos e, com isso, aumentarem a concorrência pelo gado disponível. Em decorrência do quadro de preços mais firmes para o boi, foi registrada alta na referência em metade das praças pesquisadas pela Scot Consultoria na última quarta-feira (19/4). Na outra metade os preços ficaram estáveis.

SCOT CONSULTORIA

Preços da carne bovina sobem no atacado

Alta de preços da carne bovina no atacado. Há menos carne no mercado.

Férias coletivas, feriados e uma dose de pecuaristas ainda resistentes em aceitar os preços atuais enxugaram os estoques de carne bovina e isso fez os preços subirem. A valorização acumulada nos últimos sete dias foi de 1,0%, em média, com forte influência dos cortes de traseiro neste movimento. Este cenário fez as margens das indústrias que fazem a desossa operarem em 27,6%, patamar mais de oito pontos percentuais acima da média histórica, rivalizando com os melhores resultados dos frigoríficos, que foram registrados em 2013. Mas a situação mais interessante sob a ótica destes agentes é a venda de carne com osso. O boi casado de animais castrados subiu 8,1% entre o começo do mês e a abertura desta semana. Isso trouxe a diferença entre a receita de uma operação de venda de carcaça, couro, sebo, miúdos e subprodutos, e o preço pago pela arroba aos mesmos patamares do pacote de negócios feitos com carne desossada. A diferença histórica entre estes dois indicadores é de cinco pontos percentuais. E a atratividade se dá pelo fato de a produção de carcaça ser operacionalmente mais “barata”, já que há uma operação a menos na indústria, a desossa das peças.

SCOT CONSULTORIA

Concorrência na indústria pode aliviar queda da @ em MT

Para Luciano Vacari, da Acrimat, fortalecimento dos frigoríficos regionais daria maior poder de barganha aos produtores

O grande movimento de fechamento de frigoríficos em Mato Grosso, acarretado pela deflagração da Operação Carne Fraca, tem causado diversos impactos negativos na cadeia produtiva do Estado. Atualmente, Mato Grosso tem sete plantas frigoríficas fora de operação, entre unidades em manutenção e em férias coletivas. De acordo com levantamento da Agrifatto, até o início do mês mais de 50 plantas frigoríficas estavam paralisadas em todo o País. Para o Diretor Executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, trata-se de uma estratégia comercial da indústria para pressionar a queda da arroba no Estado. “Os frigoríficos aproveitaram os desdobramentos da Carne Fraca para colocar o produtor contra a parede e forçar pagamentos abaixo da referência. Quem está pagando o preço de tudo o que aconteceu foi o produtor”. Nos últimos 30 dias, o preço do boi gordo recuou quase 5% no Estado, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No entanto, no mesmo período o preço da carne bovina no varejo demonstrou estabilidade e as exportações de carne cresceram. “Boa parte da indústria justifica os fechamentos alegando que a oferta está restrita, mas como isso pode acontecer em Mato Grosso, que tem o maior rebanho do País, estimado em 30 milhões de cabeças? ”, questiona Vacari. Com esse cenário, o executivo destaca a importância das pequenas e médias indústrias no mercado local para dar mais opções aos produtores. “Esses frigoríficos perderam espaço na última década, mas continuam sendo fundamentais em suas regiões. Com eles fortalecidos, o pecuarista aumenta o seu poder de barganha e tem mais opções para negociar sua boiada. Isso ajudaria a evitar essas grandes oscilações nas cotações”, avalia. Mesmo com um cenário desafiador, Luciano Vacari acredita que as pequenas e médias indústrias conseguiram aumentar sua participação de mercado neste ano. “A crise atual deve forçar o aprimoramento da indústria e esses frigoríficos se destacam pela qualidade no processamento de carne e entrega do produto final. Com isso, eles devem crescer tanto no mercado interno quanto no externo”, conclui.

Portal DBO

Polícia prende bandidos que levavam cinco vacas esquartejadas em picape no Rio Grande do Sul

Bando já era procurado pelas autoridades havia meses; prisão aconteceu graças à criação de força-tarefa

A Polícia Civil de São Lourenço do Sul (RS) conseguiu na madrugada de quarta-feira, dia 19, prender membros de uma quadrilha que realizava crimes de furto de gado (abigeato) em várias cidades gaúchas. Três homens da gangue, conhecida como “Grupo dos Seis”, foram presos em flagrante com uma picape Renault Duster com vacas mortas no interior. A prisão só foi feita porque as autoridades locais montaram, em 2016, uma força-tarefa de combate a crimes rurais. O “Grupo dos Seis” já era investigado havia meses. “Investigávamos uma quadrilha que vinha realizando furtos em várias cidades, entre elas Bagé, Pinheiro Machado, São Lourenço e várias outras ao redor de Pelotas. Essa quadrilha era conhecida como grupo dos seis. Sempre eram cinco ou seis bovinos. Seis é a lotação dentro de um veículo de passeio. Eles tiram os bancos e colocam as vacas”, conta o inspetor da polícia Patrício Antunes. O trabalho da força-tarefa permitiu que a polícia descobrisse uma atuação dos bandidos nesta quarta. Ao notarem a presença das autoridades, os bandidos abandonaram o veículo e correram para o mato, mas não conseguiram fugir por muito tempo. “Durante as buscas, descobrimos que outro comparsa deles viria de Pelotas para buscá-los. Fomos para o pedágio e conseguimos abordar uma S-10 com todos os elementos juntos. Eles foram presos com armas e foram autuados em flagrante. A Duster era furtada de uma loja em Pelotas”, completa Antunes. A carne roubada era vendida em estabelecimentos comerciais. A polícia segue com as investigações para saber o local de negociação.

CNA: agro deve se unir para resolver impasse do Funrural

Entidade propõe também que, no projeto da reforma da Previdência, os produtores rurais possam optar, como base de contribuição, entre o faturamento e a folha de pagamento

Reunidos na sede da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) em Brasília, dirigentes de federações estaduais discutiram, principalmente, os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade da cobrança do Funrural. A entidade defende uma união de todas as cadeias do setor para solucionar o impasse. Os dirigentes discutiram também a reforma da Previdência. Após o encontro, produziram uma nota com cinco pontos. São eles: 1 – A unidade de ação do Sistema CNA é fundamental para a proteção dos interesses permanentes do setor agropecuário. 2 – A CNA reconhece que a decisão do Supremo não beneficia todas as cadeias produtivas. Assim, a nossa unidade será usada para construir uma solução para os passivos gerados pela decisão do STF que seja favorável aos produtores e beneficie todas as cadeias produtivas. 3 – A CNA e todo o sistema endentem que, para resolver o problema, é necessário integrar todas as entidades que compõem o amplo universo de representação do agro, muito especialmente a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e as associações setoriais. 4 – Vamos também propor que, no projeto da reforma da Previdência Social, os produtores rurais possam optar, como base de contribuição, entre o faturamento e a folha de pagamento. 5 – Concluímos também que, dadas as incertezas econômicas e políticas, a melhor maneira de servir aos produtores e ao país é manter a nossa unidade de pensamento e de ação. Além da própria CNA, assinam o documento dirigentes de federações de 25 estados e do Distrito Federal.

CANAL RURAL

EMPRESAS

JBS retomará abates em seis frigoríficos em 24 de abril

De acordo com a companhia, os frigoríficos funcionarão a plena capacidade

A JBS informou hoje que retomará na próxima segunda-­feira os abates em seis dos dez frigoríficos de bovinos que estavam parados por meio de férias coletivas desde o início deste mês. De acordo com a companhia, os frigoríficos funcionarão a plena capacidade. As outras quatro unidades — localizadas em Lins (SP), Anastácio (MS), Naviraí (MS) e Diamantino (MT) — só voltarão a funcionar em 2 de maio. Segundo a JBS, as quatro unidades retomarão o funcionamento posteriormente por causa de “reformas, ajustes operacionais e de equipamentos”. A paralisação temporária das dez unidades de abate da JBS foi anunciada em 29 de março, na esteira da Operação Carne Fraga, deflagrada pela Polícia Federal em 17 de março. Na ocasião, a JBS informou que as férias coletivas de 20 dias — prorrogáveis por mais dez dias — nas unidades era “imprescindível” para ajustar o nível de estoques. Como a Carne Fraca provocou embargos de diversos países às carnes brasileiras, o estoque de carne se acumulou. Além disso, o consumo doméstico também chegou a se diminuir.

VALOR ECONÔMICO

ABS, de inseminação de bovinos, compra 100% da In Vitro

A ABS Global atua em genética bovina, serviços de reprodução e tecnologia de inseminação artificial em mais de 70 países

A multinacional americana ABS Global, do segmento de inseminação artificial em bovinos, comprou a participação de 49% que ainda não tinha na In Vitro Brasil (IVB) por R$ 45 milhões. Em fevereiro de 2015, o grupo Genus, que controla a ABS, pagou R$ 20 milhões pelos 51% adquiridos inicialmente. “Essa ação vai nos permitir ampliar ainda mais o que fizemos nesses primeiros dois anos de integração das empresas, quando consolidamos nossos valores de pioneirismo e inovação, oferecendo para o mercado mundial mais e melhores opções de melhoramento genético”, diz o Diretor da ABS no Brasil, Márcio Nery, em comunicado. A ABS Global atua em genética bovina, serviços de reprodução e tecnologia de inseminação artificial em mais de 70 países. A IVB é focada em produção de embriões bovinos por fertilização in vitro (FIV). Sediada no Brasil, a companhia opera em 17 países, incluindo Estados Unidos, Colômbia, México, Moçambique e Rússia. José Henrique Pontes, fundador da IVB, vai continuar dirigindo a IVB dentro da ABS.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Estados Unidos aumentam produção de carnes

Os Estados Unidos recompõem o rebanho, aumentam abates e elevam produção de carnes. No ano passado, a produção de carne vermelha (bovina, suína e de ovinos) somou 22,9 milhões de toneladas

Em um período em que o Brasil passa por certa desconfiança de parte do mercado consumidor mundial, os americanos prometem elevar ainda mais a produção de proteínas neste ano. O volume de 2016, que superou em 4% o de 2015, poderá crescer ainda mais em 2017, conforme dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os 814 frigoríficos do país abateram 30,6 milhões de animais, 6% mais do que em 2015. Os 13 maiores foram responsáveis por 58% desses abates. A produção de carne bovina, ao somar 11,5 milhões de toneladas, também superou em 6% a de 2015. Para este ano, a estimativa é que o volume supere os 12 milhões de toneladas. Já a produção de carne suína ficou em 11,4 milhões, com crescimento de 2%. Os anos anteriores foram marcados pela ocorrência de problemas sanitários no setor. Neste ano, a perspectiva é de mais crescimento, com a produção de carne suína podendo atingir 11,8 milhões de toneladas. O setor de avicultura, também com problemas sanitários regionalizados, obteve produção de 18,2 milhões de toneladas de carne de frango no ano passado. Neste ano, poderá somar 18,8 milhões.

FOLHA DE SP

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