Ano 3 | nº 497| 19 de Abril de 2017
NOTÍCIAS
Boi gordo: oferta reduzida e preços firmes
Apesar de algumas quedas pontuais o cenário é de preços firmes no mercado do boi gordo
A baixa oferta, resultado do pouco interesse dos pecuaristas em negociar diante dos atuais patamares de preços, dificulta o alongamento das escalas e colabora para os pagamentos maiores. Em São Paulo, por exemplo, a referência para a arroba do macho terminado ficou em R$137,00, à vista, já descontando o Funrural, nesta terça-feira (18/4), entretanto existem ofertas de compra em até R$1,00/@ acima da referência. No estado, as escalas de abate atendem em torno de três dias, tendo algumas indústrias mais “apertadas”. Essa baixa oferta de animais terminados, as férias coletivas, menor volume de animais abatidos e os feriados colaboram para a diminuição dos estoques de carne e permitem melhora nos preços da carne com osso, que apresentou alta de 3,5% em relação à semana anterior.
SCOT CONSULTORIA
Fechamento temporário de frigoríficos em MT reduz abates pela metade, dizem pecuaristas
A suspensão das atividades de quatro plantas frigoríficas da JBS S/A em Alta Floresta, Juína, Pedra Preta e Diamantino, há mais de 20 dias, fez com que os abates caíssem pelo menos pela metade, segundo os pecuaristas
De acordo com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), três plantas de outras empresas também suspenderam as atividades em Várzea Grande, Tangará da Serra e Matupá. Os abates foram suspensos após a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga fraude na produção e comercialização de carne e corrupção envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e produtores. A JBS, então, anunciou férias coletivas em quatro dos 11 frigoríficos que possui no estado a partir do dia 3 de abril. Na terça-feira (18), empresa confirmou a retomada das atividades na próxima segunda-feira (24). Ao G1, o pecuarista Raphael Nogueira, que trabalha no ramo há 20 anos em Castanheira, a 780 km de Cuiabá, afirmou que o fechamento da planta da JBS em Juína – que absorvia 80% da produção da região – fez com que o número de abates na região, que girava em torno de 800 unidades por dia, caísse para 200 abates diários logo após a operação ser deflagrada. “Nos primeiros sete dias após a operação, teve a queda gigantesca de abate. Na segunda semana, quando eles anunciaram a suspensão das atividades e as férias coletivas, a arroba caiu de 10% a 15% em toda a região”, disse. Conforme o produtor, a melhor opção para os produtores da região foi atender a uma planta em Tangará da Serra a 242 km da capital, porém com o preço da arroba abaixo do que era praticado desde o início do ano.
ACRIMAT: “Consumo da carne se mantém, mas arroba do boi despenca”
Na visão da entidade, o preço da carne é estável, mas indústria pressiona mercado, derrubando preço pago ao pecuarista
O preço da arroba do boi caiu 4,6% nos últimos 30 dias e comparando abril do passado com abril deste ano, a queda é de 10,6%, passando de R$ 136,8 para R$ 122,27, de acordo com índice do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea) para Cuiabá. A queda, porém, não decorre da demanda. Diferente do que era esperado, o consumo de carne em Mato Grosso não oscilou no último mês, mantendo o preço médio do quilograma estabilizado em R$ 21,10, com pequena variação de 0,4% entre março e abril, e as exportações registraram aumento de 8,4% nos embarques na comparação entre março de 2016 e de 2017. A desvalorização da arroba do boi gordo é consequência da paralisação de sete plantas frigoríficas no Estado. Estão suspensos os abates nas unidades do JBS em Juína, Alta Floresta, Pedra Preta e Diamantino, do Marfrig em Tangará da Serra, do Minerva em Várzea Grande e do Frialto de Matupá. Todas essas empresas alegaram que com Operação Carne Fraca, desencadeada pela Polícia Federal no dia 17 de março, e o fechamento temporário de alguns mercados externos, a indústria precisou readequar seus estoques e, por isso, concedeu férias coletivas. A decisão dos frigoríficos é vista pelo setor produtivo como uma estratégia de mercado para manipulação de preços. O Diretor-Executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, explica que esta manobra fica mais evidente ao comparar o movimento dos preços no campo com o varejo. “Mais uma vez, o pecuarista paga sozinho a conta e o consumidor final não sente os reflexos efetivos da queda no preço da arroba. A demanda interna se manteve e as exportações em março não foram prejudicadas com as oscilações de mercado. Mesmo assim, a arroba caiu mais de 10%”. O proprietário da casa de carnes Martins, em Cuiabá, João Batista Mendes Fortes, afirma que o consumo de carne aumentou 20% nos últimos 30 dias, o que considera uma raridade devido à Quaresma. “Geralmente o consumo cai neste período do ano, mas aqui as vendas cresceram. Acredito que o consumidor está preferindo comprar carne fresca a carne processada ou embalada”. Para o pecuarista, os números do mercado não batem com o valor oferecido pelo seu produto. Raphael Nogueira, de Castanheira, explica que na região os pecuaristas possuem poucas opções para venda e com a paralisação dos abates em Juína a situação se agravou ainda mais. “Hoje a melhor opção é Tangará da Serra e com isso o preço caiu bastante. A arroba do boi aqui já está R$ 121, R$ 4 a menos do que estavam pagando no começo dessa crise”.
ACRIMAT
Brasil e Rússia querem elevar para US$ 10 bilhões corrente de comércio agrícola em cinco anos
Hoje, as trocas entre os dois países no setor do agronegócio somam US$ 5 bilhões
Brasil e Rússia trabalham para que a corrente de comércio agrícola bilateral saia de US$ 5 bilhões para US$ 10 bilhões em cinco anos, disse o Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Ribeiro e Silva, nesta terça-feira (18), após participar da reunião do 4º Comitê Agrário Brasil-Rússia. Nesta quarta-feira (19), às 15h, o Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) terá audiência com o Vice-Ministro de Agricultura da Rússia, Evgueny Gromyko, para reforçar o desejo do governo brasileiro de expandir os negócios agrícolas com aquele país. O encontro entre os técnicos brasileiros e russos foi no Palácio do Itamaraty. O governo brasileiro expôs seu interesse em ampliar o mercado de carnes (bovina, suína e de frango) e de lácteos durante reunião do 4º Comitê Agrário Brasil-Rússia. Já a Rússia manifestou a intenção de exportar pescados, principalmente, o bacalhau. O Brasil já habilitou três estabelecimentos de pescados russos. Entretanto, a Rússia quer ampliar este número para mais 108 estabelecimentos pesqueiros. Além do comércio bilateral, os participantes discutiram a concessão do prelisting, quando as autoridades sanitárias do país indicam os estabelecimentos exportadores ao país importador. Também trataram de investimentos, cooperação científica e tecnológica e a participação em feiras e congressos para promoção dos produtos do agronegócio para o aumento do comércio bilateral. Além do Vice-Ministro russo Evgueny Gromyko, do Secretário-Executivo do Mapa, Eumar Novacki, e do Secretário Odilson Ribeiro e Silva, outras autoridades dos ministérios da Agricultura brasileiro e russo e do Ministério das Relações Exteriores participaram da reunião do 4º Comitê Agrário Brasil-Rússia. Pela primeira vez, especialistas da Apex, Embrapa e do setor privado estiveram no encontro. Nesta quarta (19), está agendado uma visita técnica dos participantes do encontro à Embrapa Cenargen (Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia), em Brasília. A próxima reunião entre os dois países será em 2018, na Rússia.
MAPA
Estudo da Farsul aponta desconto previdenciário sobre a folha de pagamento como mais indicado
O pagamento de Contribuição Previdenciária Rural (Funrural) é 49,9% maior do que a opção de recolhimento sobre a folha de pagamento. Na bovinocultura chega a 36,3%
Um levantamento realizado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul aponta que o pagamento de Contribuição Previdenciária Rural (Funrural) é 49,9% maior do que a opção de recolhimento sobre a folha de pagamento. Esse valor é superior no caso do milho e soja, podendo dobrar. Apenas o trigo, que está com preços em baixa, apresentou vantagem no percentual sobre a comercialização. O estudo, que será apresentado nesta quarta-feira (19) à CNA, pelo Vice-Presidente da Farsul, Gedeão Pereira, também não indica vantagem nas pecuárias de corte e de leite no formato sobre faturamento. Enquanto no leite a diferença é de 2,9%, na bovinocultura chega a 36,3%. O resultado está diretamente ligado ao fato da agricultura ser hoje uma atividade intensamente ligada em capital e não mais em mão-de-obra, revertendo o quadro dominante do século passado. Atualmente, o maquinário sofisticado e de alta tecnologia realiza o trabalho pesado, exigindo menos trabalho humano. A pesquisa aponta que a contribuição previdenciária baseada no faturamento significa pagar sobre o trabalho das máquinas ou ter uma visão antiga do cenário rural. A Farsul contesta judicialmente, desde 2010, a constitucionalidade da Contribuição Previdenciária Rural.
FARSUL
ITAL: seminário garante carne segura e pede melhor comunicação ao setor
Defesa dos alimentos produzidos e processados no Brasil marcou o Segundo Seminário ITAL – Sistema de Gestão da Segurança dos Alimentos (SGSA), em Campinas (SP)
A reação das autoridades, entidades e de toda a cadeia produtiva diante das consequências da Operação Carne Fraca foi um marco histórico no Brasil. Mas as indústrias e todos os elos que atuam com alimentos in natura e processados precisam ter uma comunicação mais vigorosa de defesa do setor. As duas constatações marcaram o dia de debates durante o “2º Seminário Sistema de Gestão da Segurança dos Alimentos (SGSA): Nossa Carne é Segura, Sim”, promovido em Campinas (SP) na terça-feira, pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em parceria com a empresa BR Quality. O objetivo foi gerar conteúdo e informação correta e segura para o público, em mais uma ação ligada ao “Projeto Brasil Processed Food 2020: A importância dos Alimentos Processados para a Sociedade”. Foram oito apresentações que trataram de mercado brasileiro e mundial das proteínas, qualidade da carne e de produtos processados, aditivos usados no processo industrial, microbiologia de produtos cárneos e certificação em segurança alimentar. A palestra inicial coube a Rui Vargas, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na Divisão de Suínos. Ele detalhou o estágio evolutivo da produção de carne de frango e suína no Brasil, elogiou as medidas tomadas por autoridades e entidades da classe no episódio das denúncias feitas pela Polícia Federal e destacou o fato de que a maior parte dos mercados internacionais já retirou embargos e bloqueios contra as carnes brasileiras. “Já exportamos mais de 70 milhões de toneladas de carne de frango e suína para o mundo todo nos últimos quarenta anos. Dominamos os processos, a tecnologia e a origem dos animais. A carne brasileira tem qualidade principalmente porque a cadeia cuida disto”, enfatizou Rui Vargas. A segunda palestra foi proferida pelo Diretor do ITAL, Luis Madi, que falou sobre a importância dos alimentos processados para a sociedade brasileira e todas as ações que marcam o projeto “Brasil Processed Food 2020”, criado para servir como instrumento capaz de proporcionar para a sociedade brasileira uma visão mais abrangente dessa indústria, por meio de dados técnicos e científicos em contraposição aos mitos, preconceitos e acusações arbitrárias que transitam livremente na atualidade, além de apresentar os desafios e as oportunidades para a indústria nas áreas regulatória, de comunicação, de fomento à pesquisa e desenvolvimento, e cooperação internacional. “A cadeia produtiva da carne é legítima e todas as atividades passam por planejamento, manejo e controle do rebanho. Desde o antes até o depois da porteira. Nosso setor vem incorporando inovações tecnológicas, sendo extremamente competitivo com outros países produtores e se destacando como principal fornecedor de alimentos no futuro próximo. A imagem da carne brasileira, que movimenta cerca de 40% do agronegócio do país, não pode ficar ao relento. Temos que encarar este desafio da comunicação e informar a todos, principalmente as novas gerações, usando a Ciência como plataforma básica”, afirmou Luis Madi. “Para conquistarmos mercados externos como conquistamos, não pudemos ser iguais a eles. Tivemos que ser melhores. Já visitei muitos frigoríficos no exterior e as plantas brasileiras exportadoras de carnes são superiores. Sem falar que em aves e suínos nós temos um sistema de integração que nos permite conhecer desde o animal até o produto final. Sabemos tudo: quem é o produtor, as rações usadas na alimentação, os medicamentos, tudo”, justificou Ana Lucia da Silva Corrêa Lemos, Pesquisadora e Diretora do Centro de Tecnologias de Carne (CTC) do ITAL. “É por isso mesmo que o consumidor tem o direito de ter tranquilidade no momento de comprar carnes, confiando plenamente que são produtos seguros, saudáveis e saborosos, para ele e toda família”, emendou Luis Madi. O “2º Seminário SGSA” ainda abordou outros temas, como aditivos, certificação, segurança dos alimentos, tendências e tecnologias.
BEEFWORLD
FPA vê saídas para dívida com o Funrural
Um dos caminhos é a medida provisória que trata do programa de recuperação fiscal (Refis)
O Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Deputado Nilson Leitão (PSDB), entende que há algumas saídas possíveis para resolver o problema da dívida de produtores com o Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural). Em decisão recente, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucional a cobrança. Segundo Nilson Leitão, um dos caminhos é a medida provisória 766, que trata do Refis – que é um programa de recuperação fiscal – para todos os tributos. A matéria é relatada pelo deputado Newton Cardoso Jr (PMDB-MG) – integrante da FPA – que, segundo Nilson Leitão, vai propor o abatimento de 90% da dívida e 100% dos juros e correções. Leitão também disse que o Palácio do Planalto se mostrou aberto a receber da FPA uma proposta que encaminhe uma solução para o problema. O presidente da FPA lembrou que, até a publicação do acórdão, devem se passar de 90 a 120 dias, o que dá uma certa tranquilidade em termos de prazo. As decisões do STF só passam a ter validade quando o acórdão é publicado. “Na pior das hipóteses, esperamos que o STF module a decisão não determinando a cobrança retroativa”, avaliou Nilson Leitão. Sobre a reforma trabalhista, o presidente da FPA defende a urgência na votação da matéria. Após a aprovação, Nilson Leitão pretende dar celeridade à apreciação do Projeto de Lei 6442 de 2016, de sua autoria, que trata do trabalho rural. Segundo Nilson Leitão, o projeto unifica todos os temas referentes ao trabalho no campo, observando suas peculiaridades e facilitando o conhecimento da lei por empregadores e trabalhadores rurais.
FPA
Em quatro anos, sistema integrado teve resultado similar ao de áreas de preservação permanente
ILPF armazena carbono igual mata nativa. Em apenas quatro anos agrícolas, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) foi capaz de acumular quantidades de carbono no solo similares ao estoque de áreas de mata nativa em equilíbrio
O dado é resultado de uma pesquisa desenvolvida na Embrapa Agrossilvipastoril (MT) que monitorou três diferentes sistemas de ILPF: uma área com sistema agropastoril (ILP) e duas com sistema agrossilvipastoril (ILPF), uma delas com renques de árvores espaçados em 50 metros e outra em 15 metros. Resultados mostraram que após dois anos de lavoura de feijão-caupi e milho e dois anos de pastagem com braquiária Piatã, dois dos sistemas produtivos apresentaram estoques de carbono, ou seja, de matéria orgânica, estatisticamente semelhante ao valor mensurado na mata nativa da Área de Preservação Permanente localizada próxima ao experimento. A mata foi utilizada como comparativo por se aproximar do ambiente natural da região. Nela, o estoque de carbono encontrado é de 75 toneladas por hectare (t/ha). O maior acúmulo ocorreu na ILPF com espaçamento de 50 metros, com 70,4 t/ha. Em seguida ficou a ILP, com 69,7 t/ha. Embora a área de ILPF com espaçamento de 15 metros não tenha alcançado estoque similar ao da mata, já possui valores bem próximos, com 65,5 t/ha. “A literatura científica mostra que, de forma geral, o tempo necessário para que haja mudanças usando sistemas mais conservacionistas é de oito a dez anos e demora em torno de 20 anos para recuperar esse solo. Aqui demoramos apenas quatro anos para alcançar valores similares ao do ambiente natural”, destaca o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Eduardo Matos. Ele ressalta ainda que a área avaliada foi desmatada em 1984 e revela um histórico de cerca de 30 anos com agricultura em cultivo tradicional e semeadura direta antes da implantação dos sistemas integrados. De acordo com Matos, a presença da braquiária no sistema produtivo ajuda a explicar a rapidez do processo de recuperação do estoque de carbono no solo: “A partir do momento em que o produtor faz a rotação de culturas, ele tem uma lavoura sendo adubada e na sequência, uma pastagem. Essa pastagem tem potencial de recuperar boa parte dos nutrientes adicionados ao solo e que a lavoura não conseguiu utilizar. O capim aparece com vigor e capacidade de produção muito maiores. Assim, obtém-se um volume de biomassa aportado muito maior, tanto na parte aérea da planta quanto em volume de raízes”. Outro fator percebido é que a presença de árvores no sistema produtivo contribui para aumentar o estoque de carbono. A interação dos componentes e o fato de a árvore possuir raízes ainda mais profundas que as braquiárias complementam o aporte de matéria orgânica. Porém, a presença de árvores em espaçamento mais estreito, reduzindo a entrada de luz, provoca o menor acúmulo de matéria orgânica. “A sombra é interessante? Sim. Mas deve haver um equilíbrio entre o excesso de sombra e a ausência dela”, destaca Matos. Acúmulo de carbono significa que o solo está com mais matéria orgânica. Essa condição contribui para a melhoria da estrutura do solo e de suas características físicas, químicas e microbiológicas. “A matéria orgânica está diretamente relacionada à capacidade de troca catiônica do solo (CTC). Se há mais matéria orgânica, ou maior CTC, a fertilidade do solo é maior, pois essa CTC irá reter mais nutrientes, disponibilizando-os para as plantas”, explica Eduardo Matos. Outro benefício do maior estoque de carbono no solo é o aumento da capacidade de retenção de água, resultando em maior disponibilidade hídrica para as plantas. De acordo com o pesquisador, um dos objetivos da continuidade das avaliações é encontrar o ponto de equilíbrio da integração lavoura-pecuária-floresta. Assim como ocorre com a vegetação nativa, é esperado que o sistema chegará a um estágio em que o acúmulo de carbono no solo será igual à taxa de decomposição dessa matéria orgânica, que é emitida em forma de CO2. “Assim como a mata tem um equilíbrio, todos os sistemas de produção tendem a se equilibrar. Quando eu mudo o sistema em um local, inicialmente ele muda toda a dinâmica de carbono. Após um tempo, há um novo equilíbrio”, afirma.
Embrapa Agrossilvipastoril
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