CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 467 DE 07 DE MARÇO DE 2017

abra

Ano 3 | nº 467 07 de Março de 2017

NOTÍCIAS

Brasil vai conhecer sistema de melhoramento de desempenho da pecuária dos EUA

Delegação do Mapa terá reunião com autoridades daquele país e visitará fazendas de gado

Uma missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) visita os Estados Unidos, entre 11 e 18 deste mês, para conhecer como funciona o sistema de segregação de gado criado com melhoradores de desempenho e o uso de tais produtos na pecuária daquele país. Além de reuniões com o FSIS (serviço de inspeção de produtos de origem animal americano), os técnicos brasileiros vão a fazendas que segregam o rebanho. Participarão da delegação o Secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, e técnicos dos departamentos de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) e de Fiscalização de Insumos Pecuários (DFIP) e da Coordenação de Produtos Veterinários e de Monitoramento Estratégico (rastreabilidade). No ano passado, lembrou Rangel, o Brasil deu um passo importante com o reconhecimento da equivalência com o modelo americano de inspeção e produção de carnes. Isso fortaleceu a confiança mútua na segurança sanitária e alimentar entre os dois países. A próxima etapa, acrescentou, é verificar se as tecnologias utilizadas nos EUA para a produção de carnes podem ser usadas no Brasil, obedecendo as exigências brasileiras e as dos mercados para os quais fornece carne bovina.

MAPA

Assocon discute perspectiva do custo de produção e lucro do confinamento para 2017

Preço do boi magro está mais favorável

A Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON) participa do evento técnico da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (COMIGO) nos dias 7 de março (Mineiros) e 8 de março (Itumbiara), com a palestra “Perspectivas do Custo de Produção e Lucro do Confinamento para 2017”. A Assocon destacará tópicos importantes para o avanço da pecuária no país, como: cenário de insumos, rentabilidade do produtor, reposição do boi magro, preço do boi gordo para o segundo semestre e oferta de gado e demanda de carne. Para Bruno Andrade, Gerente Técnico da Assocon e palestrante do evento, as perspectivas de custo e lucro do confinamento para este ano são positivas, considerando que o milho e outros insumos utilizados na nutrição animal estão mais baratos em relação ao ano passado, contribuindo para que o confinamento fique mais atrativo economicamente. “Além do mais, temos o cenário de reposição e de custos melhor. O preço do boi magro está mais favorável, facilitando a entrada de mais animais no confinamento. E o pecuarista, observando por essa ótica, percebe que é possível, sim, confinar um número maior de animais”, explica Andrade. Embora o custo de produção este ano esteja ligeiramente favorável em relação a 2016, o tema da palestra do Gerente Técnico da Assocon é essencial aos pecuaristas produzirem bovinos de qualidade em condições financeiras favoráveis. “Não deverá haver grandes valorizações de preço da arroba do boi gordo. Portanto, a única possibilidade é produzir uma arroba rentável, ou seja, produzir um boi que dê mais lucro. Isso é possível utilizando insumos e opções mais econômicas já que sabemos que este ano o mercado estará mais favorável em relação aos custos com matérias-primas”, conclui Bruno Andrade.

ASSOCON

Mercado do boi gordo andando de lado na maioria das regiões pesquisadas

Baixa movimentação no mercado do boi gordo

Aos poucos o pecuarista volta às negociações após o período de Carnaval, o que resulta em melhora gradual na oferta de animais terminados. Além disso, alguns frigoríficos estavam fora das compras na última segunda-feira (6/3), aguardando uma melhor colocação do mercado. Em São Paulo, as tentativas de compra até R$4,00/@ abaixo da referência são comuns. Por outro lado, os frigoríficos que possuem maior dificuldade em alongar as escalas pagam valores maiores. No estado a escala de abate gira em torno de cinco dias. No Pará, as chuvas dos últimos dias vêm atrapalhando os embarques dos animais terminados. Em Marabá-PA, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$123,50, à vista, alta semanal de 0,4%. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,32/kg, queda de 1,0% em relação à semana anterior.

SCOT CONSULTORIA

Sebo bovino: procura continua em baixa

Segundo levantamento, no Brasil Central a gordura animal está cotada em R$2,30/kg

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central a gordura animal está cotada em R$2,30/kg. Já no Rio Grande do Sul a cotação permanece em R$2,40/kg. Na comparação com o início do ano houve recuos de 11,5% e 7,7% no Brasil Central e no Rio Grande do Sul, respectivamente. A queda de preços do óleo de soja no primeiro bimestre de 2017 tem pressionado o mercado de sebo bovino, uma vez que a gordura animal é utilizada como fonte alternativa ao óleo de soja na produção de biodiesel. Para as próximas semanas a tendência é de que a demanda fraca mantenha a pressão de baixa no mercado.

SCOT CONSULTORIA

Recria/engorda tem cenário positivo em Mato Grosso

Maior desvalorização do bezerro em relação ao boi gordo tem melhorado situação dos invernistas e complicado a vida dos criadores

As constantes quedas na cotação do bezerro têm melhorado a situação dos invernistas em Mato Grosso. Em seu boletim semanal, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) destaca que em janeiro deste ano foi possível comprar 1,93 bezerro com a venda de um boi gordo de 17 @, sendo o maior valor desde dezembro de 2014. Apesar de ter se retraído em fevereiro/17, a relação de troca vem registrando uma trajetória de crescimento desde maio do ano passado. Esse cenário se dá pelo fato de que a desvalorização do bezerro tem sido maior do que a do boi gordo, o que deixa os pecuaristas que trabalham apenas com cria em situação complicada. Mercado futuro enfraquecido – O cenário de oferta crescente de animais terminados e demanda reprimida fez com que o preço da arroba caísse na comparação entre fevereiro de 2016 e 2017. Em MT, a queda foi de 4,1% e em São Paulo, 5,8%. Essas baixas têm reduzido o ímpeto dos agentes operadores na BM&F/ Bovespa. O preço da arroba registrado em janeiro é o maior para 2017 até o mês de agosto, o que mostra a descrença em relação ao futuro do setor. O Imea ainda ressalta que todas as cotações deste ano estão abaixo do que no mesmo período em 2016.

Imea

Cosalfa debate retirada da vacinação contra febre aftosa

Encontro, que reúne representantes de 12 países sul-americanos, acontece entre os dias 3 e 7 de abril na cidade de Pirenópolis, GO

O Estado de Goiás sediará a reunião anual da Comissão Sul-Americana de Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa), entre os dias 3 e 7 de abril, na cidade de Pirenópolis, a 130 km da capital Goiânia. No encontro, que reunirá representantes dos 12 países sul-americanos membros da entidade, além do Panamá, convidado da América Central, serão discutidas as alternativas para retirada da vacinação contra a febre aftosa. O movimento, que se iniciou com o Paraná em 2013, tem ganhado cada vez mais corpo entre os Estados da Federação, que têm se reunido com frequência para debater a questão. Ano passado, os encontros contaram com a presença de autoridades paranaenses, do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além do Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O setor parece disposto a encampar de vez a causa. No dia 25 de janeiro, representantes da cadeia produtiva do Brasil e exterior reuniram-se na sede da Famasul – Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul, para tratar sobre o fim da obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa. Presente no evento, Décio Coutinho, consultor em Defesa Agropecuária da CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, foi enfático ao discorrer sobre a questão. “A decisão de que a vacinação contra a febre aftosa deixará de ser obrigatória já está tomada. Resta saber quando e como será feito”. A reunião, que aconteceu na sede da Famasul – Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul, foi coordenada pelo GIEFA – Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa, e suas conclusões serão apresentadas na reunião da Cosalfa. Além de lideranças locais, estiveram presentes representantes da Bolívia e Paraguai. Segundo Coutinho, entidades da cadeia produtiva, como a CNA, a ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, e o próprio Sindan – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, financiaram um estudo que está sendo conduzido pela USP – Universidade de São Paulo, com o objetivo de fornecer subsídios ao Mapa para formulação de uma proposta para retirada da vacinação a ser discutida entre os Estados. Para Sebastião Guedes, Presidente do GIEFA e Vice-Presidente do CNPC – Conselho Nacional de Pecuária de Corte, há duas possibilidades viáveis: a retirada por Estados, em bloco, ou por faixa etária dos animais. Neste caso, os bezerros seriam vacinados aos 60 e 90 dias e depois de seis em seis meses até se completar o total de cinco doses (630 dias). “Nos animais que vão para o abate não há mais necessidade de vacinar após a quinta dose. Nas vacas leiteiras, de cria ou elite, touros e animais de custeio, bastaria vacinar apenas uma vez por ano após os dois anos de idade”, afirma. Na opinião de Guedes, não há justificativa epidemiológica para a manutenção da obrigatoriedade da vacinação. “O PANAFTOSA diz que após quatro anos sem focos pode-se prescindir da vacinação”, afirma o Vice-Presidente do CNPC, referindo-se ao Centro Panamericano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), referência no assunto. No Brasil, a doença não é registrada há mais de uma década. Estados importantes para a pecuária, como Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás não tem focos de febre aftosa há mais de vinte anos. “É um absurdo transferir milhões do bolso do produtor rural para um segmento industrial que fica comodamente sentado em cima de uma obrigatoriedade de vacinação que não se justifica”, afirma Guedes. Estima-se que o mercado veterinário de vacina contra febre aftosa movimente, por ano, R$ 470 milhões. No Brasil, apenas o Estado de Santa Catarina é considerado pela OIE – Organização Mundial de Saúde Animal, como área livre da doença sem vacinação, status alcançado em 2000.

AGROLINK

Mercado de reposição segue em baixa

Oferta superior à demanda e baixas expectativas em relação ao futuro do setor derrubaram as cotações

O mercado de reposição teve pouca movimentação na semana passada, semana de carnaval. Segundo a Scot Consultoria, o movimento médio das cotações foi de queda, porém em pequena magnitude. A queda semanal média, considerando todas as categorias avaliadas, foi de 0,2%. Porém, a conjuntura de oferta superior à demanda, aliada às baixas expectativas quanto ao mercado do boi gordo fizeram com que os estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo apresentassem queda de 1,1% e 0,8%, respectivamente. As categorias jovens foram as que apresentaram menor sustentação nas cotações. Considerando a média dos bezerros machos anelorados de todos estados pesquisados o recuo foi de 0,5%. Outro quesito que merece destaque é o maior desinteresse por novilhas de até dois anos, o que confirma a redução na atratividade da cria e evidencia o cenário desafiador para esse mercado em 2017.
Scot Consultoria

A carne bovina dos Estados Unidos está chegando ao Brasil

Primeiros containers chegam em março e abril

Em 2016, foi anunciada a abertura de mercado da carne bovina para países como Estados Unidos, Malásia e Vietnã. Além de exportarmos carne brasileira, no caso americano, o acordo possibilitou também a importação. Entre março e abril, chegarão os primeiros containers. As empresas brasileiras buscam importar cortes especiais para atender o varejo “premium”, ou seja, as lojas e boutiques de carnes gourmet. O que isso significa? Por um lado, que os consumidores estão cada vez mais exigentes em relação à qualidade, fazendo com que as empresas aumentem a oferta; possibilita uma maior variedade de opções no momento da escolha, que já inclui carnes importadas da Argentina e do Uruguai. Mas, a carne americana é melhor do que a nossa? Primeiro, não podemos generalizar. Há bois de primeira e de segunda tanto nos Estados Unidos, como no Brasil. Também ainda não temos a informação exata das características das carnes que serão importadas. Mas é fato que o Brasil possui carnes superiores a dos Estados Unidos, principalmente sob a ótica das carnes gourmet (aquelas vendidas em açougues/boutiques). Por quê? A maior parte da produção americana é realizada em confinamento, do nascimento ao abate. No Brasil prevalece o pasto e uma pequena parte é terminada em confinamento. Além dos aspectos nutricionais, a carne a pasto inclui um maior bem-estar animal, visto que o animal cresce livre no campo. Além do mais, enquanto aqui os hormônios são proibidos, lá é permitido. Então, eu não devo comer carne importada dos Estados Unidos? A escolha cabe a nós. É importante experimentar e conhecer. Mas, também é crucial considerarmos o trabalho dos pesquisadores, zootecnistas, veterinários, pecuaristas brasileiros e todos os outros agentes, que diariamente investem em uma produção mais sustentável nas fazendas para que chegue uma carne cada vez melhor as nossas mesas. Apresentamos cada vez mais iniciativas de destaque como a Carne Carbono Neutro, a Integração Lavoura, Pecuária e Floresta e até carne com o certificado Rainforest Alliance. Além disso, é crescente o número de marcas e de Associações de raças, como a Angus, Nelore, Senepol, que não só demandam uma carne de maior qualidade, como investem para que a produção seja a cada dia melhor. Não estou dizendo para não comer a carne americana, nem para revidarmos protecionismo. Novamente, ressalto que é importante experimentar e ter opções de escolha para variar os pratos. Mas, em minha monografia, quando estudei a percepção dos consumidores em Ohio, uma das imagens da carne bovina foi formada por “American”, mostrando como é forte a identidade que eles possuem em relação à carne. E quando perguntados sobre a produção, a imagem foi formada por atributos como “economia do país”, “geração de empregos”. Então, assim como eles possuem os selos “Local Food”, “Buy/Eat Local” para incentivar o consumo do “American Made”, por que não valorizamos também o que é nosso?

Juh Chini/BEEF WORLD

Produtores protestam contra roubo de gado no Rio Grande do Sul

Os animais foram mortos no parque de exposição da cidade de Caçapava do Sul, conhecida pela produção de ovinos

Produtores de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, fizeram um protesto na manhã de sábado, dia 4, contra a onda de roubo de gado e de ovinos na cidade. Cabeças e carcaças de animais mortos pelos criminosos foram expostas na praça da matriz, com cartazes cobrando as autoridades. Segundo representantes do setor, o crime ocorreu durante a madrugada no Parque de Exposição Elyseu Benfica. No local, foram carneadas 18 ovelhas e outras sete foram levadas vivas. O Prefeito Giovani Amestoy, que também é Secretário de Agropecuária, Indústria e Comércio, também participou do protesto, pedindo mais segurança no município.

CANAL RURAL

EMPRESAS

BRF não paga PLR e reduz a remuneração de executivos

Em meio à repercussão negativa do não pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR), o CEO global da BRF, Pedro Faria, optou por uma saída pouco usual

Em um vídeo que se alastrou pelo aplicativo WhatsApp, o executivo respondeu aos cerca de 110 mil trabalhadores da companhia que, segundo o próprio Faria, manifestaram indignação e frustração com a situação. “Quero que vocês saibam que eu assumo integralmente a responsabilidade por esse resultado”, disse. No ano passado, a BRF registrou o primeiro prejuízo anual da história ­ R$ 372 milhões ­, o que provocou o não pagamento de PLR e também se refletiu na remuneração dos principais executivos. A BRF pagou ao que denomina “pessoal chave da administração” R$ 51,5 milhões em 2016, menos da metade da previsão de R$ 104,6 milhões aprovada pelos acionistas na assembleia geral ordinária do ano passado. O valor efetivo da despesa mostra ainda que 2016 registrou a menor remuneração da gestão do empresário e investidor Abilio Diniz à frente do conselho de administração da BRF desde a assembleia de 2013, em conjunto com a Tarpon ­ o CEO Pedro Faria é um dos fundadores da gestora carioca. O montante só fica atrás de 2013, quando foram pagos R$ 54 milhões aos conselheiros e diretores da BRF. Mas a composição desse total não foi proposta pela administração de Abilio e Tarpon, mas pela gestão anterior. Aos funcionários, o CEO da BRF argumentou no vídeo que o PLR “não é uma obrigação” da companhia ou um “compromisso a mais” com os funcionários. “Simplesmente, simboliza que estamos todos juntos nessa jornada, que quando somos capazes de produzir resultados diferentes, eles merecem e devem ser divididos com todos. É para isso que o PLR existe”, afirmou Faria. Regulamentada pela lei 10.101, de 2000, a participação nos lucros e resultados não é obrigatória, mas definida por acordo ou convenção coletiva ­ e dependente das metas acordadas. Na resposta aos trabalhadores, o CEO da BRF também disse que o resultado da empresa no último ano foi afetado por fatores que a empresa não controla, como a crise econômica no Brasil e a disparada dos preços do milho ­ insumo da ração animal. Faria também defendeu os aportes feitos pela BRF no exterior. Desde 2013, a empresa investiu US$ 1,6 bilhão para se internacionalizar. “Tivemos a oportunidade de entrar em alguns mercados muito interessantes”, disse, enfatizando os efeitos dos aportes no longo prazo. Ele negou, também, que os investimentos tenham levado ao não pagamento o PLR. “Isso não significa que o dinheiro da companhia, que não pode ser usado para pagar o PLR, foi destinado a grandes investimentos. Significa que estamos plantando para o futuro resultados muito diferenciados”. Ontem, a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) criticou o não pagamento de PLR pela empresa. “Quem tem que pagar pelos erros da má gestão da empresa são os donos da BRF, que sempre tiveram altos lucros e resultados. E não os trabalhadores”, criticou o presidente da entidade, Artur Bueno. Procurada, a BRF reiterou a fala de Faria e informou “que sempre esteve e está disposta a dialogar com os sindicatos e entidades representativas na busca do que seja melhor para seus colaboradores, dentro das regras existentes e das possibilidades econômicas”.

VALOR ECONÔMICO

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

abrafrigo

Leave Comment