CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 466 DE 06 DE MARÇO DE 2017

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Ano 3 | nº 466 06 de Março de 2017

NOTÍCIAS

Preço da carne com osso registra melhora

Reação foi a primeira do ano, após oito semanas de quedas consecutivas. Boi gordo também se recupera

Após oito semanas de queda, o preço da carne bovina com osso apresentou reação neste início de mês. O movimento positivo ainda é tímido, sendo a alta de 0,5% em relação à última semana, segundo levantamento da Scot Consultoria. De acordo com a analista Isabella Camargo, o aumento é reflexo da aproximação do pagamento do salário do trabalhador, o que dá um pouco de ânimo ao mercado, somado à redução dos estoques dos frigoríficos. “Muitas indústrias trabalham com capacidade ociosa, abatendo 300, 400 cabeças quando poderiam abater 700”, diz. Do lado da demanda, a situação continua morna, segundo ela, sem fugir do patamar normal registrado em início de mês. Em um ano, fazendo a média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, em São Paulo, a queda no preço da carne bovina com osso foi de 4,01%. No caso dos cortes mais nobres essa diferença é ainda maior, segundo a analista. No mesmo período, o preço da alcatra caiu 7%; do contrafilé, 7% e do filé mignon, 18%. Boi gordo – Já de acordo com nota da Scot Consultoria, publicada nesta sexta-feira, 3, após o período de carnaval, as negociações no mercado do boi gordo vão sendo retomadas de forma gradual. Aparentemente, a pressão baixista perdeu força e já é possível notar preços mais firmes em algumas regiões. Isso pode ser explicado pela dificuldade de aquisição de boiadas por parte das empresas, seja por resistência dos produtores ou até mesmo pelas condições climáticas que dificultam o transporte das boiadas onde há excesso de chuvas, caso da região de Paragominas, PA. Em São Paulo, SP, a referência para o boi gordo ficou estável na última quinta-feira, 2, posicionada em R$145,00/@, à vista. Há empresas que ofertam R$1,00/@ acima do que ofertavam antes do feriado, o que mostra que a pressão baixista deu uma pequena “folga” no Estado. No médio prazo, Isabella não acredita em aumento de preços, uma vez que a oferta de fêmeas deve aumentar.

Portal DBO

Com aumento de oferta e baixa demanda, preço do bezerro pode cair 20,0% em 2017

Os criadores devem enfrentar um ano difícil. As dúvidas relacionadas ao mercado do boi gordo e a tendência baixista para a reposição estão entre os principais fatores de dificuldade em 2017

Considerando as médias de todas as categorias e estados analisados pela Scot consultoria, o mercado de reposição apresentou queda de 0,7% na última semana. Na comparação anual o recuo é 1,8%. Segundo projeções do administrador da Fazenda 3R, no Mato Grosso do Sul, Rogério Rosalin, o preço do bezerro deve encerrar 2017 com retração de 20,0% em relação ao ano passado. “Hoje se fala em bezerro a R$1.000,00 na região do Figueirão (MS), no passado se vendia o mesmo bezerro até R$1.500,00. No caso das bezerras fala se hoje no valor de R$700,00 e ano passado era R$1.200,00 a cabeça”, diz Rosalin. O administrador lembra que os criadores de bezerro têm um custo elevado para manutenção da vacada. Em sua propriedade a produção de um bezerro custa em média R$400,00. Por isso, a expectativa é de que, “na maioria dos casos, a atividade fechará no vermelho”. As quedas nos preços dos animais de reposição são impulsionadas pelo aumento na disponibilidade de animais. Nos últimos anos o movimento de retenção de matrizes elevou a produção bezerros. Somado a isso, a queda no consumo per capita de carne bovina enfraqueceu a cotação do boi gordo e os pecuaristas agora tem pouca intenção em repor o rebanho. Assim, mesmo com a reposição mais barata neste ano a procura por esse tipo de animal ainda é pequena, visto que as quedas da arroba terminada são mais acentuadas. A arroba do boi gordo, no Centro-Sul do país, recuou em média 4,2% em 2017, ao passo que a queda do bezerro anelorado foi de 1,4% desde o início do ano. “Esse é o problema, a economia está retraída em todos os setores, o mercado de reposição está muito parado, não se tem mais comprador de bezerro como antes, os grandes estão se organizando e fazendo o ciclo completo”, acrescenta Rosalin. Para ele 2017 será um ano desafiador à atividade. Há poucas expectativas positivas de retomada da demanda e os criadores devem buscar o diferencial em novos nichos de mercado. Como consequência desse cenário os criadores poderão reduzir os investimentos neste ano, gerando menor produção no ciclo, diz acreditar Rosalin. No curto prazo, fica a expectativa quanto ao comportamento da demanda e do mercado do boi gordo, que são fatores determinantes para compor o cenário da reposição.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Boi/Cepea: Preço do boi segue firme; bezerro e vaca se desvalorizam

Os preços da arroba continuam firmes no mercado de boi gordo

Os preços da arroba continuam firmes no mercado de boi gordo. Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto parte dos frigoríficos ainda tem escalas mais longas, outras unidades têm necessidade de aquisição e, com isso, ofertam preços mais elevados. Na quinta-feira, 2, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) fechou a R$ 144,64, ligeira queda de 0,1% frente à quinta anterior. Quanto aos preços do bezerro e da vaca, estão em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo agentes consultados, o enfraquecimento dos valores da reposição está atrelado ao baixo ritmo de negociação desses animais nas últimas semanas. A desvalorização do bezerro, por sua vez, vem estimulando o crescimento no abate de fêmeas. Com isso, observa-se maior oferta de vaca em muitas praças, resultando em quedas nos preços dessa categoria.

Cepea

Desempenho externo das carnes em fevereiro de 2017

O mês mais curto afetou diretamente os embarques de carnes de fevereiro de 2017. Mas vale ressaltar que o preço da tonelada continua em alta no mercado internacional

O mês mais curto (18 dias úteis, contra 22 dias úteis em janeiro passado e 19 dias úteis em fevereiro de 2016) afetou diretamente os embarques de carnes de fevereiro de 2017. Tanto que o volume global exportado recuou mais de 9% em relação ao mês anterior e 1,5% em relação a fevereiro de 2016. Neste último caso, porém, o resultado negativo foi determinado apenas pela carne bovina (-20%), pois os embarques de carne suína permaneceram estáveis (+0,65%), enquanto os de carne de frango aumentaram 4,5%. Felizmente, porém, os preços não estão atrelados ao número de dias do mês e, sim, às condições de oferta e procura. E, aqui, o mercado mostrou-se favorável às carnes brasileiras, visto que obtiveram correção de preço em relação ao mês anterior (incremento de 1,6% para as carnes suína e bovina; e de quase 3,5% para a carne de frango). Mas, em relação a fevereiro de 2016, enquanto o aumento foi expressivo para as carnes suína e de frango (+31,8% e +23%, respectivamente), acabaram limitados para a carne bovina (+5%).

AGROLINK

preço do boi gordo recua em fevereiro com demanda lenta no país, diz Agência Safras

A pecuária de corte manteve um quadro de pressão nas cotações ao longo de fevereiro, influenciada pelo lento escoamento da carne bovina no mercado interno, diante da forte recessão econômica registrada no Brasil

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, muitos pecuaristas ficaram relutantes em negociar seus animais por conta da fraca procura. Já alguns frigoríficos decidiram conceder férias coletivas, na tentativa de normalizar os estoques de carne no mercado interno. “A tendência, para o curto prazo, é de que não haja mudanças neste cenário”, afirma. Nas exportações, ainda que o resultado obtido em fevereiro tenha sido melhor frente ao primeiro mês do ano, o desempenho se mostrou inferior ao observado no mesmo mês do ano passado. De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 326 milhões em fevereiro (18 dias úteis), com média diária de US$ 18,1 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 79,3 mil toneladas, com média diária de 4,4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.111,40. Na comparação com janeiro, houve ganho de 13% no valor médio diário da exportação, alta de 11,2% na quantidade média diária exportada e valorização de 1,6% no preço médio. Na comparação com fevereiro de 2016, houve queda de 11,3% no valor médio diário, baixa de 15,6% na quantidade média diária e valorização de 5,1% no preço médio. A análise de Safras & Mercado apontou que os preços da arroba do boi gordo, para pagamento a prazo, apresentaram queda em praticamente todos os estados ao longo de fevereiro. A média de preços da arroba a prazo no Brasil recuou de R$ 138,37 para R$ 136,64. Em São Paulo a arroba do boi gordo recuou de R$ 149,00 para R$ 147,00, em Goiás (base Goiânia) de R$ 134,00 para R$ 129,00 e em Minas Gerais (base Uberaba) de R$ 141,00 para R$ 137,00. No norte do Paraná a arroba caiu de R$ 149,00 para R$ 147,00 no prazo, na Bahia de R$ 140,00 para R$ 137,00, no Tocantins (base Araguaina) de R$ 127,00 para R$ 125,00, em Mato Grosso do Sul (base Campo Grande) de R$ 137,00 para R$ 136,00, em Rondônia (base Cacoal) de R$ 126,00 para R$ 125,00, em Mato Grosso (base Cuiabá) de R$ 130,00 para R$ 128,00 e no Pará (base Redenção) de R$ 126,00 para R$ 124,00. No Rio Grande do Sul (base Missões), por outro lado, o quilo vivo subiu de R$ 4,90 para R$ 4,95.

Agência Safras

Exportações de carnes caem, mas permanecem acima de 2016

O preço da tonelada de carne bovina continua em alta no mercado internacional

Os embarques de carne ‘in natura’ pelo Brasil caíram em fevereiro. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a quantidade exportada e o total faturado com os embarques de carne bovina, suína e de frango foram menores na comparação com janeiro deste ano. Em volume, o maior recuo ocorreu na carne suína, com 19% a menos embarcado no mês passado, na comparação com janeiro. Mas, vale ressaltar que fevereiro possui menos dias úteis, o que favorece o ritmo menor dos embarques. Já na comparação anual o único setor que apresentou queda foi a carne bovina. E o preço médio pago pela tonelada, por sua vez, continua em alta desde o início do ano. As vendas externas de carne bovina ‘in natura’ apresentaram leve recuo em fevereiro frente ao primeiro mês do ano. Foram exportadas 79,28 mil toneladas, 9% abaixo das 87,1 mil toneladas embarcadas em janeiro último e 20,3% a menos ante as 99,45 mil toneladas de fevereiro do ano passado. A receita totalizou US$ 325,963 milhões, 16,30% menor há um ano e 7,5% ante dos US$ 352,5 milhões de janeiro/17. “Com a redução dos abates de bovinos, que ficou ainda mais nítido com os fechamentos de capacidade em fevereiro, é natural que as exportações também trabalhem em níveis abaixo do ano passado”, afirma analise da Radar Investimentos. Mas, vale ressaltar que o preço da tonelada continua em alta no mercado internacional. Em fevereiro, alcançou US$ 4.111,40 contra os US$ 4.044,70 de janeiro.

Notícias Agrícolas

Brasil exporta 79,3 mil toneladas de carne bovina in natura em fevereiro

Receita cambial alcançou US$ 326 milhões

O Brasil exportou nos 18 dias úteis de fevereiro 79,3 mil toneladas de carne bovina in natura, alcançando uma receita cambial de US$ 326 milhões. Com exportações no valor de US$ 30,4 bilhões e importações de US$ 23,1 bilhões, a balança comercial brasileira registrou um superávit recorde de US$ 7,3 bilhões no primeiro bimestre do 2017, melhor resultado para o período desde o início da série histórica, em 1989. Os dados foram divulgados na quinta-feira, dia 2, pelo Ministério da Indústria, Comércio exterior e Serviços (MDIC), em Brasília. Nos primeiros dois meses de 2017, as exportações registraram um aumento de 20,5%, com crescimento das vendas de produtos básicos (38,1%), semimanufaturados (13,2%) e manufaturados (5,3%). As importações tiveram um crescimento de 9,2% com aumento dos gastos com bens intermediários (19,5%), e diminuição das compras de bens de capital (-28,5%) e bens de consumo (-1,5%). Abrão Neto, Secretário do MDIC, afirmou que o aumento da importação de bens intermediários é um sinal de retomada do crescimento da economia. “Houve um aumento consistente nas importações, sobretudo de insumos usados para produção agrícola e para produção industrial de alguns setores como eletroeletrônico, aviação, indústria química e indústria de equipamentos mecânicos, além de combustíveis e lubrificantes. Então, de certa forma, entendemos este terceiro crescimento mensal no total das importações e o crescimento de bens intermediários como um sinal importante de reaquecimento da economia brasileira”, analisou. No segundo mês de 2017 o superávit comercial também foi recorde, chegando a US$ 4,6 bilhões. O melhor saldo anterior havia sido registrado em fevereiro de 2016 (US$ 3 bilhões). Em fevereiro, as vendas externas somaram US$ 15,5 bilhões, com crescimento de 22,4% em relação a 2016, e as importações totalizaram US$ 10,9 bilhões, o que representa um aumento de 11,8%. “As taxas de crescimento tanto nas exportações quanto nas importações foram as maiores desde 2011 e nós tivemos em fevereiro o terceiro mês consecutivo de aumento das importações, o que não acontecia desde agosto de 2013”, destacou Abrão Neto. Segundo o secretário de Comércio Exterior, nos próximos meses as compras externas devem continuar crescendo. “Nossa expectativa para 2017 é de aumento tanto das importações quanto das exportações” acrescentou. No acumulado do ano, houve crescimento das exportações brasileiras para quase todos os principais destinos, com destaque para a China (crescimento de 78,9%), Estados Unidos (+15,3%) e Argentina (18,4%). No mês de fevereiro, China (US$ 3,576 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,896 bilhão), Argentina (US$ 1,271 bilhão), Países Baixos (US$ 691 milhões) e Chile (US$ 445 milhões) foram os principais compradores de produtos brasileiros. No último mês, aumentaram as vendas para Ásia (42,7%) e cresceram as remessas para Mercosul (22,6%), Oriente Médio (22,6%) e Oceania (22,2%).

MDIC

PIB do agronegócio subiu 4,4% de janeiro a novembro de 2016, diz Cepea

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro teve alta de 0,05% em novembro do ano passado ante o mês imediatamente anterior, acumulando crescimento de 4,39% na parcial de 2016.

Os dados fazem parte de um estudo realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). O ramo agrícola apresentou crescimento de 0,18% na comparação com outubro de 2015, acumulando alta de 5,6% nos 11 meses de 2016. O maior crescimento foi verificado para o conjunto de atividades do segmento primário, de 0,46% em novembro e de 10,32% no ano, favorecida pelas elevações reais de preços, acima dos 50% na comparação com 2015, principalmente da mandioca, milho e feijão. Por outro lado, o grupo de insumos registrou queda de 0,17% no mês e acumulou alta de 3,03% no ano. No ramo da pecuária, os dados do Cepea apontam queda de 0,25% em novembro, mas crescimento de 1,8% de janeiro a novembro. No mês, apenas o segmento de insumos deste ramo apresentou crescimento, de 0,26%, enquanto a indústria teve a maior baixa, de 0,98%. No acumulado do ano, as altas são de 3,98% para insumos, de 2,08% para as atividades do segmento primário da pecuária, de 0,25% para a indústria e de 0,93% para serviços.

CEPEA

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