Ano 3 | nº 465 | 03 de Março de 2017
NOTÍCIAS
Depois de oito semanas de queda no atacado de carne bovina sem osso, houve alta de 0,5% no início de março
O movimento de baixa da carne bovina no atacado sem osso, depois de dois meses, chegou ao fim nesta semana. Foi a primeira alta imposta pelos frigoríficos aos preços da carne em 2017
A redução na entrega de boiadas, em função da época do ano, acabou diminuindo os estoques, mesmo que a melhora da demanda ainda não dê motivos suficientes para comemorar. Além disso, a proximidade com o pagamento de salários sempre gera uma expectativa de crescimento das vendas. Tudo isso somado acabou criando condições às valorizações. A carne de dianteiro, “mais barata”, vendida, em média, por 42,0% menos que os cortes de traseiro, foi o que puxou o mercado. Estes itens tiveram reajustes de 0,73%, contra 0,17% para os de maior valor agregado. Apesar da melhora dos preços, estes ainda são 1,35% menores que os de um mês atrás e estão 4,0% menores que há um ano, em valores nominais. Se este mercado é fortemente dependente da economia, já que a elasticidade renda é elevada, a boa notícia é que a inflação (IPCA) esperada pelo mercado até o final do ano voltou a cair pela oitava semana seguida e ficou em 4,36%, segundo o boletim Focus. De forma complementar, a produção industrial teve um pequeno reajuste, e agora é esperado crescimento de 1,09% para este indicador. Isso cria expectativa de geração de empregos e, consequentemente, melhora na renda da população.
Scot Consultoria
Índice de preços de alimentos da FAO sobe ao maior valor em dois anos
As carnes tiveram elevação de 1,1% ante janeiro, sendo que a carne de bovinos e ovinos subiu mais que a de aves e suínos
O índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) ficou em 175,5 pontos em fevereiro, 0,5% mais que o indicador revisado de janeiro e 17,2% mais que no mesmo mês de 2016. Dessa forma, o índice que representa uma cesta de produtos comercializados em todo o mundo chegou ao maior valor desde fevereiro de 2015. As carnes tiveram elevação de 1,1% ante janeiro, sendo que a carne de bovinos e ovinos subiu mais que a de aves e suínos. A FAO destaca, porém, que o indicador das carnes leva em conta uma combinação entre preços previstos e observados porque os valores reais praticados não foram conseguidos até a publicação do índice geral hoje.
VALOR ECONÔMICO
Mercado do boi gordo tem trégua na pressão
Em São Paulo, a referência está estável, posicionada em R$ 145,00/@, à vista
Após o período de carnaval, as negociações vão sendo retomadas de forma gradual e o mercado caminha de forma lenta. Aparentemente, a pressão baixista perdeu força e já é possível notar preços mais firmes em algumas regiões. Isso pode ser explicado pela dificuldade de aquisição de boiadas por parte das empresas, seja por resistência dos produtores ou até mesmo pelas condições climáticas que dificultam o transporte das boiadas onde há excesso de chuvas, caso da região de Paragominas-PA. Em São Paulo a referência está estável, posicionada em R$ 145,00/@, à vista. Há empresas que ofertam R$ 1,00/@ acima do que ofertavam antes do feriado, o que mostra que a pressão baixista deu uma pequena “folga” no estado. O consumo não reagiu como o esperado e a carne bovina com osso caiu no atacado. O boi casado de animais castrados está cotado em R$ 9,32/kg.
Scot Consultoria
Exportação dos setores de boi, frango e suínos cai em fevereiro
Desvalorização do dólar está entre fatores que reduziram embarques em relação ao mesmo mês do ano passado, tanto em volume quanto em faturamento
A desvalorização do dólar ante o real ante fevereiro, entre outros fatores de mercado, afetou negativamente as exportações brasileiras de carne in natura no mês passado. De acordo com dados divulgados na quinta-feira, dia 2, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a quantidade exportada e o total faturado com os embarques de carne bovina, suína e de frango foram menores na comparação com janeiro. Em relação a fevereiro de 2016, as vendas externas de carne bovina caíram tanto em volume quanto em faturamento. Já as exportações de carne de frango foram maiores nos dois quesitos, assim como as de carne suína, na comparação anual. Em carne bovina in natura foram exportadas 79,28 mil toneladas, 20,3% a menos ante as 99,45 mil toneladas de fevereiro do ano passado e 9% abaixo das 87,1 mil toneladas embarcadas em janeiro último. A receita somou US$ 325,963 milhões, 16,3% menor do que os US$ 389,45 milhões obtidos em fevereiro de 2016 e queda de 7,5% ante os US$ 352,5 milhões de janeiro. O preço médio pago pela tonelada, por sua vez, subiu 5,1% ante fevereiro de 2016, para US$ 4.111,40, e ficou 1,6% maior em relação à média de US$ 4.044,70/tonelada de janeiro. Os embarques de carne de frango in natura somaram 301 mil toneladas, 4,51% a mais ante fevereiro de 2016, quando foram embarcadas 288 mil toneladas. Na comparação com janeiro, quando foram exportadas 325,4 mil toneladas, a queda foi de 7,5%. O faturamento atingiu US$ 501,9 milhões, 29% acima dos US$ 390,225 milhões registrados em igual período de 2016 e queda de 4,31% em relação a receita de US$ 524,527 milhões de janeiro. O preço médio da tonelada embarcada, de US$ 1.667,70, ficou 3,5% acima ante o registrado no mês passado e 23,1% maior em comparação com igual mês de 2016. Já as vendas externas de carne suína in natura totalizaram 44,1 mil toneladas, 0,52% acima das 43,84 mil toneladas embarcadas em fevereiro de 2016 e recuaram 19% ante as 54,5 mil toneladas de janeiro. A receita somou US$ 102,5 milhões, alta de 36,6% ante o registrado em igual mês do ano passado, mas queda de 17,8% ante janeiro. No mês passado, o preço médio da tonelada ficou em US$ 2.324, alta de 1,6% ante janeiro e de 31,8% ante fevereiro de 2016. Nos dois primeiros meses de 2017, as vendas de carne bovina totalizaram 166,433 mil toneladas, ante 177,48 mil toneladas em igual período do ano passado (-6,22%). Já o faturamento ficou em US$ 678,458 milhões este ano, valor 2,31% menor que os US$ 694,50 milhões obtidos entre janeiro e fevereiro de 2016. Sobre as vendas externas de carne de frango in natura, houve alta de 9% no volume acumulado até fevereiro, no comparativo anual, para 626,359 mil t (ante 574,39 mil toneladas). Em faturamento, o avanço foi de 32%, de US$ 776,93 milhões para US$ 1,026 bilhão. Também no acumulado do ano, as exportações de carne suína in natura avançaram 53%, atingindo US$ 227,232 milhões ante US$ 148,1 milhões em 2016. Em volume, o avanço foi de 19%, passando de 82,98 mil toneladas para 98,65 mil toneladas.
ESTADÃO CONTEÚDO
FEIRAS & EVENTOS
RS: couro terá agenda intensa na 41ª Fimec, em Novo Hamburgo
O Brasil possui uma das mais fortes indústrias do couro no mundo
É natural, portanto, que a feira onde todos os agentes deste grande mercado se reúnem no país seja um ponto de partida para negócios, relacionamento e diversas outras atividades, com o apoio e a realização do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (Cicb). Isso tudo ocorrerá em breve, entre os dias 14 e 16 de março, quando acontece a 41ª edição da Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes, em Novo Hamburgo (RS). O Cicb elaborou uma agenda completa que inclui rodadas de negócios, recepção a importadores estrangeiros e curtumes nacionais, visitas técnicas e momentos de confraternização, como a celebração dos 60 anos da entidade, no primeiro dia da Fimec. “A participação do Cicb na feira em 2017 terá uma dinâmica muito intensa, com foco na promoção comercial para as indústrias do país, além de marcar de forma muito especial nosso 60º aniversário”, destaca o Presidente Executivo do Cicb, José Fernando Bello. Projeto Couro – Negócios e Tecnologia na Fimec 2017. Este é um projeto realizado em parceria com Abicalçados, Assintecal, Abrameq, Abqtic e Instituto Senai de Tecnologia em Couro e Meio Ambiente. Por meio do projeto, um grupo de profissionais de grandes curtumes de todo o Brasil chega à Fimec, a convite de Fenac, para uma agenda de pautas mesclando negócios e relacionamento. A programação do grupo contempla rodadas de negócios com indústrias calçadistas (dia 15, a partir das 9h30, na feira, compondo as atividades do projeto FF Exchange), visitas ao curtume piloto IST Senai (todos os dias da feira, pela manhã, em Estância Velha, em atividade aberta também a outros públicos), visitas guiadas a indústrias químicas e de máquinas expositoras da Fimec (na parte da manhã, durante toda a feira) e um café da manhã com indústrias químicas (dia 15, a partir das 8h, na feira). Um grupo de quatro importadores de couro vindos da Rússia, Índia e Cazaquistão chega à Fimec a convite da Apex-Brasil e do Brazilian Leather, integrando o chamado Projeto Comprador, onde cumpre-se uma agenda com visitas técnicas (nos três dias da feira, pela manhã) e rodadas de negócios com curtumes brasileiros (à tarde, no dia 15, na Fimec). Esse grupo terá também a companhia de oito compradores da Colômbia que desembarcam na feira em comitiva individual. Todos os importadores são emissários de grandes indústrias de calçados, móveis e vestuário de seus países. Neste ano, o Prêmio Lançamentos Fimec ganha ainda mais projeção internacional, pois os couros vencedores serão expostos na Aplf Leather, maior feira de couros e peles do mundo, que ocorre em Hong Kong. As amostras dos artigos ganhadores contarão com uma ficha técnica e ficarão no espaço do Brazilian Leather (projeto de incentivo às exportações de couro do Brasil realizado pelo Cicb e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil). A entrega da premiação ocorre no dia 14, a partir das 20h, no restaurante Panorâmico, da Fenac.
Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (Cicb)
Indea capacita veterinários sobre controle de brucelose e tuberculose
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 7 de março
O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) abriu inscrição para o treinamento do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) para médicos veterinários autônomos. A capacitação será realizada no dia 9 de março, na Superintendência Federal de Agricultura no Estado de Mato Grosso (SFA-MT/Mapa), em Várzea Grande, no estado. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 7 de março. Como fazer? Para participar do treinamento é necessário preencher a ficha de inscrição e encaminhá-la para o e-mail pecebt_ccda@indea.mt.gov.br. O curso só será realizado se atingir o número mínimo de 15 participantes. Caso o número de inscritos esteja abaixo do mínimo, o treinamento será adiado. A inscrição será confirmada via e-mail e enviada também até o dia 7. Ao passar pela capacitação, o profissional poderá atuar no PNCEBT e ainda obter autorização para realizar a vacinação de brucelose. O treinamento irá abordar a legislação vigente dos programas estadual e federal de sanidade animal, diretrizes do programa, conduta ética dos médicos veterinários, entre outros temas. Os participantes receberão certificado de participação no término do evento. O treinamento é realizado pelo Indea e conta com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso (CRMV-MT). Evento: Treinamento para médico veterinário autônomo para atuar no PNCEBT Data: 09/03/2017 Horário: das 8h às 18h Local: Superintendência Federal de Agricultura (SFA-MT), Alameda Dr. Aníbal Molina, s/n, Bairro Ponte Nova, Várzea Grande – MT
INDEA
INTERNACIONAL
Pastoreio de gado feito por drone pode virar crime nos EUA
Animais se estressam com a aproximação do objeto. Câmara do estado americano de Utah quer transformar a atividade em crime
Moda que cresce a cada dia, os drones se tornaram “inimigos” das vacas nos Estados Unidos. Muitos fazendeiros passaram a tentar o pastoreio utilizando o objeto, mas a ideia não é das melhores, causando transtornos à saúde dos animais. Os voos rasantes e barulhentos dos drones estressam as vacas, e isso já não é nenhum segredo. A situação pode fazer com que uma boiada estoure apenas por medo do “brinquedo”. Assim, a Câmara de Utah, nos Estados Unidos, votou de forma unanime a favor da criação de uma lei que torne o assédio animal com aeronaves não tripuladas um crime. A informação é do site The Daily Beast. Caso a medida passe no Senado, será a primeira lei específica para proteger os animais da ameaça por controle remoto, que está com preço cada dia mais acessível. Um dos idealizadores da lei, Scott Chew, é um fazendeiro dos Estados Unidos e demonstra preocupação com o tema. Para ele, a utilização de forma maliciosa do objeto pode causar sérios problemas. “Há relatos também de cavalos que se assustaram com um drone se chocando contra à cerca da fazenda. Essa ‘caçada’ estressa as vacas, que não precisam correr muito e podem até morrer caso tentem atravessar uma cerca ou outra estrutura”, aponta Chew. A ideia é que a punição chegue a um ano de prisão e uma multa superior a R$ 7,5 mil. Até o momento, o Departamento de Agricultura de Utah não recebeu muitas denúncias porque não existe uma forma oficial de denunciar aquilo que ainda não é um crime. “Uma vaca que acabou de ter um filhote pode se perder caso consiga quebrar a cerca no desespero. O filhote pode ficar ‘órfão’ e perdido”, completa Chew.
The Daily Beast
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