CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 468 DE 08 DE MARÇO DE 2017

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Ano 3 | nº 468 08 de Março de 2017

ABRAFRIGO

Exportações totais de carne bovina tem forte queda em fevereiro, segundo ABRAFRIGO

Houve significativa redução nas compras por parte de alguns países europeus como Alemanha, Itália, Reino Unido e Holanda e ainda do Egito

Depois de um início promissor em janeiro, quando apresentaram um crescimento de 10% em volume e de 14% na receita em relação a 2016, as exportações totais de carne bovina in natura e processada apresentaram forte queda no mês de fevereiro devido à significativa redução nas compras por parte de alguns países europeus como Alemanha, Itália, Reino Unido e Holanda e ainda do Egito. Também contribuiu para a queda uma certa estabilização nas importações chinesas que vinham crescendo aceleradamente desde o início de 2016. Hong Kong diminuiu suas aquisições em 21%, mas em compensação a China Continental elevou suas compras em 66%, compensando uma pela outra. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados consolidados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da SECEX/DECEX. Em fevereiro, as vendas brasileiras do produto alcançaram a 99.764 toneladas e a receita obtida foi de US$ 395,3 milhões contra vendas de 122.852 toneladas e receita de US$ 475,8 milhões no mesmo mês de 2016. No acumulado do ano, as exportações já são 6% menores do que em 2016 na quantidade e apresentam queda de 4% na receita, atingindo a 207.091 toneladas e US$ 813 milhões, respectivamente. No total o Brasil comercializou sua carne bovina com 117 países, dos quais 52 aumentaram suas compras e 65 apresentaram diminuição. Neste início de ano ressalta-se a forte movimentação do produto brasileiro a partir do porto de Santos que, nos dois primeiros meses do ano, foi o responsável por 60% das exportações da carne bovina processada e in natura, contra 50% em 2016. Os portos de Itajaí e São Francisco do Sul em Santa Catarina foram os que mais perderam este tipo de carga, caindo de uma participação total de 28% em 2016 para 16% em 2017. Para a ABRAFRIGO, além de ser um mês mais curto, fevereiro apresentou uma queda de volume e receita atípica em 2017, prevendo-se uma recuperação dos embarques pelo menos aos níveis de 2016 para os próximos meses.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

NOTÍCIAS

Missão de Singapura inspeciona serviço veterinário, propriedades e frigoríficos

Auditoria destina-se à manutenção de mercado para carnes de aves, suínos e bovinos

Na próxima segunda-feira (13), uma missão veterinária de Singapura, começará a inspecionar plantas frigoríficas em Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul, além de propriedades e o serviço veterinário oficial brasileiro. O objetivo é avaliar o serviço veterinário oficial do Brasil, para a manutenção das exportações de carnes de aves, suínos e bovinos do Brasil àquele país. Os veterinários também visitarão o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Campinas, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, referência no diagnóstico da Influenza Aviária. Os auditores de Singapura irão verificar o controle das medidas implementadas pelo Brasil para o controle de doenças no rebanho nacional. Também irão conhecer o sistema de compartimentação de aves. Em 2015, o Brasil exportou o total de US$ 298,1 milhões em carnes para Singapura. Em 2016, os embarques totalizaram US$ 326,8 milhões.

MAPA

Agropecuária lidera queda no PIB de 2016

Recuo de 6,6% foi o pior da série histórica

O agropecuário foi o principal responsável pela queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro do ano passado. O setor apresentou recuo de 6,6% em 2016, seguido pela indústria, que caiu 3,8%, e pelos serviços (2,7%), ressaltando um fato que não ocorria desde 1996 – baixas nos três principais setores da economia. Apesar de o índice ficar abaixo da retração de 2015 (de 3,8%), no acumulado de 2015 e 2016 a queda é de 7,6% – confirmando a pior recessão desde 1930. Segundo números divulgados nesta terça-feira (07.03) pelo IBGE, porém, o quarto trimestre já dá sinais de recuperação, com desaceleração do recuo do PIB para 0,9% em relação ao terceiro trimestre. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, “o decréscimo da agropecuária em 2016 decorreu, principalmente, do desempenho da agricultura”. O setor rural vinha sendo um dos pilares de sustentação para que a queda do PIB não fosse ainda pior.

IBGE

A oferta de fêmeas para abate é crescente

Mercado do boi gordo parado. Poucas alterações foram registradas na abertura do mercado desta terça-feira

Oferta e demanda estão ajustadas, desta forma o mercado trava e as referências permaneceram estáveis na maioria das praças pesquisadas pela Scot Consultoria. O que se nota é a crescente oferta de fêmeas para abate, movimento que é natural para este período do ano devido ao descarte de matrizes. Porém, este incremento de oferta ainda não exerce um grande efeito no mercado a ponto de mudar o rumo das cotações. Mas, em curto prazo, pode ter algum impacto no mercado. Em São Paulo, mesmo com a referência da arroba estável, cotada em R$145,00/@, à vista, o mercado se mostra um pouco mais pressionado. Pagamentos acima da referência estão cada vez menos frequentes e algumas empresas ofertam até R$4,00 abaixo, porém há dificuldade para negociações neste patamar. O mercado atacadista de carne bovina com osso continua com demanda ruim.

SCOT CONSULTORIA

Desempenho externo das carnes na primeira semana de março

A primeira semana de março é uma das melhores receitas cambiais da história das exportações de carnes

Seriam, apenas, restos não contabilizados de fevereiro ou as exportações de carnes estão se firmando ainda mais em comparação aos meses anteriores e ao mesmo período de 2016? É cedo para uma resposta efetiva, mas o fato é que a primeira semana de março, com apenas três dias úteis, proporcionou aquela que, mesmo não sendo a maior, é uma das melhores receitas cambiais da história das exportações de carnes – US$88,644 milhões, pela média diária. Tal desempenho resulta não só de um aumento generalizado do volume, mas também de significativa recuperação de preços das carnes suína e de frango. Neste caso, apenas a carne bovina não obtém preço melhor que no mês anterior (redução de meio por cento no preço da tonelada exportada), pois a carne suína registra incremento próximo de 5%, enquanto a carne de frango tem preço 6,6% superior ao de fevereiro. De toda forma, as três registram expressiva melhora em relação a março de 2016 – a carne bovina, de 10,1%; a de frango, de 28,3% e a suína, de 39,3%. Porém, os volumes embarcados no decorrer do mês podem ser ainda mais expressivos. Basta projetar para a totalidade do mês (23 dias úteis) os resultados dos três primeiros dias de março. A carne suína sinaliza embarque de 117 mil toneladas – 106% a mais que em março/16 e 165% a mais que em fevereiro passado. A bovina, 148 mil toneladas – 34% a mais que há um ano e 87% a mais que no mês passado.  Por fim, a carne de frango projeta exportação total de, aproximadamente, 448 mil toneladas – 21% a mais que em março/16 e quase 50% a mais que em fevereiro passado. Como, nos três casos, os volumes projetados superam de forma significativa todos os recordes já registrados pelas carnes, é quase natural concluir que, efetivamente, há “restos do mês de Carnaval” nos números até aqui registrados. Mesmo assim, março deverá ser fechado com resultados auspiciosos para a exportação de carnes.

AGROLINK

Melhoria da relação de troca não anima compradores em Mato Grosso

A falta de força no mercado do boi gordo e as quedas nas cotações têm deixado o pecuarista cauteloso na hora de repor, causando lentidão no mercado de reposição em Mato Grosso

Ao mesmo tempo, a relação de troca melhorou e gerou mais poder de compra. Há um ano era possível adquirir 1,89 bezerro desmamado (6,0@) com a venda de um boi gordo de 16,5@. Atualmente a relação de troca está em 2,06, o que representa aumento de 9,3%. No mesmo período, todas as categorias de reposição tiveram desvalorizações. Destaque para as categorias mais jovens, com as maiores quedas. O preço do bezerro cedeu 14,4% e o do bezerro desmamado caiu 13,7%. O boi gordo apresentou queda de 5,7% no intervalo.

SCOT CONSULTORIA

Novo sistema de bonificação da produção de carne

Desenvolvida pelo Instituto CNA e Embrapa Gado de Corte, ferramenta permite a certificação da carne bovina durante as etapas da produção

Com o objetivo de garantir a produção de carne de qualidade, atestada pelas associações de raça, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) criou a “Plataforma de Qualidade – Carne Bonificada”. Esta ferramenta informatizada, desenvolvida pelo Instituto CNA em parceria com a Embrapa Gado de Corte, permite a certificação da carne bovina brasileira durante as etapas da produção. Ao se cadastrar na plataforma, os pecuaristas têm acesso aos Programas de Bonificação de Raças Bovinas. Neste primeiro módulo estão disponíveis seis programas de bonificação: Angus, Hereford, Braford, Charolês, Wagyu e Nelore. Os produtores serão bonificados pelas carcaças que atenderem aos requisitos de qualidade definidos pelas associações de raças parceiras. O lançamento da plataforma será nesta quarta, 8, em Campo Grande (MS), durante a realização do evento Dinâmica Agropecuária (Dinapec 2017), promovido pela Embrapa e pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). “Esta plataforma vai confirmar a qualidade da nossa carne e toda a cadeia da pecuária será beneficiada por investir em um produto cada vez melhor”, afirmou o Secretário-Executivo do Instituto CNA, André Sanches. Os interessados em participar dos programas de bonificação poderão obter mais informações em www.cnabrasil.org.br/rastreabilidade. Neste portal, o produtor tem acesso aos requisitos técnicos para aderir aos programas de bonificação, além da relação dos frigoríficos credenciados a cada programa.
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