CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 429 DE 09 DE JANEIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 429 09 de janeiro de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportadores de carne bovina têm queda de 8% no faturamento em 2016

Mas a associação, que representa principalmente os pequenos e médios frigoríficos, também espera que o número de empresas habilitadas a exportar para a China seja ampliado em 2017 

O faturamento da indústria brasileira com as exportações de carne bovina, considerando todos os produtos in natura e processados, caiu 8% em 2016 na comparação com 2015, segundo levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A indústria faturou US$ 5,34 bilhões com exportações de carne bovina no ano passado, ante US$ 5,79 bilhões em 2015, informou a Abrafrigo. Em volume, a queda foi de 1%, para 1,35 milhão de toneladas em 2016. A redução das exportações ocorre pelo segundo ano consecutivo, após o setor bater um recorde em 2014, com receita de US$ 7,2 bilhões. A Abrafrigo vê com perspectivas otimistas as exportações do setor, seja pela entrada mais forte em novos mercados, o retorno de antigos clientes e uma ação mais agressiva das empresas brasileiras, uma vez que o dólar ainda está em patamar de boa remuneração para os exportadores”, informou a entidade. A associação, que representa principalmente os pequenos e médios frigoríficos, também espera que o número de empresas habilitadas a exportar para a China seja ampliado em 2017. “Somente a Abrafrigo possui mais de uma dezena de associados em processo de habilitação para vendas àquele país”.  A China demandou 33,3% do total das exportações de carne bovina brasileira no ano passado, considerando os produtos importados diretamente ou via Hong Kong. O país asiático importou 449,9 mil toneladas do produto, equivalentes a US$ 1,709 bilhão em divisas para o Brasil.

Carnetec 

NOTÍCIAS 

Vendas ruins no varejo de carne bovina

No varejo, em cada estado levantado, um comportamento diferente. Em São Paulo, mercado estável, queda de 0,75% no Paraná, alta de 1,55% em Minas Gerais e de 0,6% no Rio de Janeiro

Essa “falta de padrão” pode vir da variação dos estoques. Varejistas mais ajustados à situação de demanda conseguem elevar os preços dos cortes. Mas, de forma geral, as vendas e a reposição de estoques estão lentas. O comportamento das cotações no atacado indica isso. Os varejistas de São Paulo, porém, estão mais ajustados que os frigoríficos, já que estes conseguiram, ao menos, começar o ano com preços de venda superiores aos do início de 2016, em 2,5%. Mas, ainda assim, sofreram com uma perda real de receita de quase 4,5%.

SCOT CONSULTORIA

Pesquisa avalia emissão e sequestro de gases pela pecuária

Realizada por pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), pesquisa avalia a emissão e sequestro de carbono pela pecuária, na Fazenda Ressaca, em Cáceres (MT)

A hipótese dos pesquisadores é de que o manejo adequado na pastagem e na produção de soja e milho, seja benéfico ao meio ambiente, uma vez que o sequestro deve sobressair ao volume de gases gerados. Os primeiros resultados oficiais da pesquisa serão divulgados em fevereiro. De acordo com Cassiano Cremon, pesquisador e coordenador do projeto que estuda emissão e características do carbono, as propriedades rurais da região alta do Pantanal têm possibilidade de gerar renda, com verba de outros países. “O Protocolo de Quioto prevê que os países incapazes de sequestrar gases prejudiciais à atmosfera deverão pagar os que desenvolverem essa habilidade. Trabalhamos sob a suspeita de que a agricultura praticada nessa região, inclusive a pastagem, carrega grande potencial de se apresentar como exímia sequestradora, o que poderá gerar receita para a propriedade nos mercados de carbono mundo afora”, pontua Cremon. Para o diretor da Fazenda Ressaca, Ilson Corrêa, que trabalha com pecuária na região há cerca de três décadas, os resultados servirão para apresentar o real papel das propriedades rurais no desempenho do meio ambiente. “Abrimos as porteiras da Fazenda, seguros de que os números serão positivos. O bom manejo entre as culturas e a quantidade de folhagens, certamente, contribuem para um sequestro de carbono superior à emissão, tornando a conta positiva à agropecuária local”, destaca Corrêa. Na mesma linha de raciocínio, Cremon explica o déficit de países como a China e dos Estados Unidos, que terão uma conta ambiental salgada. “No Brasil acreditávamos que a Amazônia seria parcela dessa salvação, mas descobrimos que a floresta ao Norte do País emite quase a mesma quantidade de gases que sequestra. No entanto, alguns estudos apontam para a vantagem da agropecuária já implantada e bem manejada, que pode sequestrar muito mais gases do que emitir, devido aos microorganismos presentes na pastagem”, detalha o pesquisador da Unemat. Para os estudos, o time de pesquisadores coletará solo de talhões dedicados à soja e ao milho para silagem, culturas consideradas sequestradoras potenciais de Carbono, principalmente quando cultivadas por plantio direto. Também retirarão solo dos espaços destinados à pastagem, mata nativa e pastagem com morte súbita.

O Documento

Ano confuso para a bovinocultura

“Faltou gado, mas sobrou carne” em Mato Grosso 

É assim que o setor resume a bovinocultura de corte em 2016 e essa realidade como frisa ditou a movimentação das cotações do boi gordo no Estado. Os analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) destacam que entender melhor o cenário do “faltou gado, mas sobrou carne” basta olhar a relação oferta/demanda”, exclamam. Primeiramente, visualiza-se a oferta, que, com um processo de retenção das fêmeas em andamento, registrou acréscimo de 2,18% no comparativo com 2015 (acumulado de janeiro a novembro), abatendo 4,39 milhões de animais em 2016 (segundo menor volume dos últimos seis anos). Tal fato, isolado, caracteriza uma oferta “escassa” e pressionaria os preços para cima. No entanto, a demanda não colaborou para a evolução das cotações do boi gordo em 2016, e, tanto internamente quanto no mercado externo, as vendas foram decepcionantes para Mato Grosso. No mercado interno, o índice elaborado na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE revela que o volume de vendas nos hipermercados brasileiros em 2016 foi o pior desde 2011, enquanto isso, as exportações de carne bovina mato-grossense registraram os piores volumes e receita desde 2012. “Desta forma, o fruto desta relação foi um preço do boi gordo variando positivamente apenas 1,15%(menor variação dos últimos quatro anos) no comparativo anual, estabelecendo-se em R$ 131,51/@”. Ainda conforme explicam os analistas, em 2016, o mercado do boi gordo em Mato Grosso começou a sinalizar uma possível reversão do ciclo pecuário, registrando aumento no abate de bovinos no comparativo anual. “Contudo, no acumulado de janeiro a novembro de 2016 foi contabilizado o segundo menor volume de abate dos últimos seis anos, o que poderia ter proporcionado elevações nas cotações do boi gordo, se não fosse a demanda retraída diante da recessão econômica. Para 2017, esperam-se mais aumentos na oferta de animais, bem como uma recuperação gradual na demanda e, assim, a intensidade dessa relação oferta e demanda é quem vai ditar o mercado”. Outro destaque é o valor médio das carcaças dos bovinos abatidos. No Brasil foi de 247,06 kg/cabeça e em Mato Grosso 263,85 kg, valores recordes históricos, e podem demonstrar uma tecnificação da produção local, com animais vez mais pesados enviados à linha de abate.

Diário de Cuiabá

Demanda por carne enfraquece e impõe pressão de baixa sobre a arroba em algumas regiões

O mercado do boi gordo ganhou mais definição, à medida que a semana foi avançando, embora não haja um padrão de comportamento comum a todas as praças 

Porém, o que mais se vê é que, à medida que o escoamento dos estoques foi “travando”, o fundamento demanda foi assumindo o “controle” do mercado e as tentativas de compra de boiadas abaixo da referência começaram a ganhar força. É claro que, com o volume atual de boiadas disponíveis para abate, não está fácil alongar as escalas mediante ofertas de compra menores. Essa é a realidade de todo o país. Em São Paulo, por exemplo, há quem oferte até R$148,00/@, a prazo, R$3,00/@ abaixo da referência. Neste patamar, o mercado trava. O cenário, de forma geral, é muito semelhante àquele observado nos meses finais de 2016. A pressão de baixa mais intensa ocorre no Norte de Minas Gerais. Não há nem sinal dos R$153,00/@, a prazo que eram referência há uma semana. Os compradores testam o mercado em R$145,00/@, nas mesmas condições. Por fim, no mercado atacadista de carne bovina, depois da queda de 4,2% ocorrida para boi casado nos últimos dias, a semana termina com cenário estável, embora não haja nenhum estímulo novo para melhora de consumo.

SCOT CONSULTORIA

Reposição: mais oferta que demanda

A conjuntura do mercado de reposição na primeira semana de 2017 não diferiu do cenário verificado no decorrer de 2016: mais oferta que demanda

As categorias jovens foram as que apresentam menor sustentação nas cotações. Considerando a média dos bezerros machos anelorados, o recuo semanal foi de 0,6%. Analisando o preço médio do bezerro desmamado anelorado (6@) nos doze estados pesquisados para a categoria, a cotação da primeira semana de 2017 (R$1.064,17/cabeça) é 10,0% menor que a verificada no mesmo momento de 2016 (R$1.182,50/cabeça). Tal queda se torna ainda mais brusca quando analisamos os preços corrigidos pela inflação. Junto ao aumento dos custos de produção no decorrer dos últimos doze meses, fica evidente que o cenário para a cria deve ser mais desafiador em 2017.

SCOT CONSULTORIA 

EMPRESAS

Conselho da Minerva aprova aquisição na Argentina

O Conselho de Administração da Minerva Foods aprovou a aquisição das ações de uma sociedade não operacional na Argentina em reunião realizada no último dia 27 de dezembro, segundo ata enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

A sociedade adquirida “passará a ser a subsidiária e veículo de investimento da companhia na Argentina”, segundo informações da ata da reunião divulgada na quinta-feira (5). O Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, tem declarado o interesse da empresa em expandir negócios na América do Sul, inclusive na Argentina, desde 2015. No final de 2016, a Minerva anunciou a compra do frigorífico Frisa no Brasil, ampliando as operações de abate para os estados do Espírito Santo e Bahia. Atualmente, a Minerva já possui unidades produtivas no Brasil, Uruguai, Colômbia e Paraguai.

CARNETEC

Indústria de carnes do Brasil precisa se adaptar às preocupações financeiras e de saúde, diz Canadean

A contração da economia do Brasil nos últimos anos está direcionando os consumidores em direção a produtos mais acessíveis, o que se reflete em suas escolhas por carne, de acordo com companhia que avalia os comportamentos dos consumidores, Canadean

O último relatório da companhia afirma que, devido à grande importância do setor de carne no país, os brasileiros se tornaram compradores cada vez mais experientes e estão cada vez mais conscientes de quais produtos de carne constituem um bom valor para seu dinheiro.

Maiores tamanhos de embalagens, porções familiares, ofertas do tipo “compre um e leve um grátis” e ofertas nas lojas são atraentes para os consumidores que procuram o melhor valor. Outros atributos, como cortes melhores, incomuns ou interessantes de carne também são importantes para os consumidores e elevam o valor percebido do produto. Esta tendência de compras por valor é refletida em um levantamento do Canadean feito em abril de 2015, que mostra que 86% dos brasileiros regularmente ou ocasionalmente compram produtos alimentícios com descontos. Além disso, 50% afirmam que são menos influenciados para comprar marcas líderes de alimentos e mais propensos a escolher opções mais baratas em comparação com cinco anos atrás. Javier Gonzalez, analista do Canadean, explica: “Os consumidores brasileiros são muito exigentes quanto à qualidade dos produtos de carne e, por isso, oferecer cortes de carne de boa qualidade ou inovadores a preços razoáveis será fundamental para os processadores que desejam continuar atraentes. De fato, essa estratégia é particularmente interessante agora, devido ao fato de a fidelidade à marca estar mais baixa do que nunca”. A Korin é um bom exemplo de uma empresa que capitalizou a demanda brasileira por produtos econômicos com carnes embaladas de alta qualidade, comercializadas a um preço competitivo. Os produtos Korin são orgânicos, isentos de antibióticos e não contêm nem produtos químicos nem conservantes, elevando a percepção do valor de seus produtos a um preço econômico. Além de considerações de preço, o valor nutricional dos produtos está se tornando cada vez mais importante. Baixo teor de gordura, baixo teor de sódio, baixos carboidratos e carnes ricas em proteína são todos fatores atraentes para os consumidores à procura de um estilo de vida mais saudável. Isso é apoiado pela pesquisa do Canadean publicada em abril de 2015, em que 61% das pessoas com mais de 55 anos no Brasil estavam preocupadas com a saúde do coração e 49% com diabetes. “O envelhecimento da população brasileira tornará vital que os processadores lancem produtos de carne mais saudáveis que atendam às necessidades nutricionais dos consumidores maduros”.

Canadean\ BeefPoint

ECONOMIA 

Safra menor fez exportações do campo caírem 4% em 2016

As exportações do agronegócio brasileiro geraram uma receita de US$ 85 bilhões no ano passado, 4% menos que em 2015, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura

Com esse resultado, a fatia do setor nas exportações totais do país caiu para 45,9% em 2016 ante 46,2% no ano anterior. Os números mostram outro dado negativo. As importações brasileiras do agronegócio cresceram 4,2% em 2016, para US$ 13,6 bilhões, o que levou a um saldo de US$ 71,307 bilhões, 5,11% inferior ao superávit registrado em 2015. O diretor de Acesso a Mercados e Competitividade do Ministério da Agricultura, João Rossi, observou que o setor até se beneficiou de uma alta nas exportações no primeiro semestre de 2016, impulsionado pelo câmbio favorável. Mas as quebras nas colheitas de milho e soja no ciclo 2015/16 ­ que reduziram sobretudo a oferta do cereal no mercado ­ afetaram o resultado da balança agropecuária no segundo semestre, comprometendo parte dos ganhos obtidos nos primeiros seis meses. “Mas não dá para dizer que essa é uma tendência. Em 2017 vamos recuperar as exportações”, disse. Em 2016, a China foi o destino de 24,5% das exportações do agronegócio brasileiro. A fatia subiu em relação ao ano anterior, quando o país asiático respondeu por 24,1% das vendas do agronegócio nacional. Considerando apenas o último mês de 2016, a queda na receita com as exportações foi ainda maior, de 11%, para US$ 6,1 bilhões, segundo o ministério. Já as compras de produtos agrícolas no exterior cresceram 52% na comparação com o mesmo intervalo de 2016, para US$ 1,3 bilhão. Com o resultado, o saldo no mês ficou em US$ 4,7 bilhões, com queda de 20% sobre dezembro de 2015. “Um dos principais motivos que explicam a queda das exportações em dezembro foi a redução das vendas externas de milho. O volume embarcado foi de 1 milhão de toneladas, menor volume dos últimos cinco anos”, destacou a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério em nota. Os embarques do cereal caíram 83,4%, de US$ 1,04 bilhão em dezembro de 2015 para US$ 172 milhões no mesmo mês de 2016. As vendas do “complexo soja” (inclui grão, farelo e óleo) continuaram caindo em dezembro e totalizaram US$ 704 milhões, 10% a menos que o visto no mesmo intervalo do ano anterior. As exportações de carnes também diminuíram em dezembro, confirmando tendência vista praticamente durante todo o ano. No mês, as vendas externas caíram 5,4% para US$ 1,1 bilhão. Enquanto as receitas externas da carne bovina recuaram 16% para US$ 440 milhões, as de carne de frango diminuíram 5%, para US$ 567 milhões. A única exceção foi a carne suína, cujas exportações cresceram 33% para US$ 108 milhões. Outro produto bastante exportado pelo Brasil que amargou queda em dezembro foi o café. A receita com as vendas externas do grão recuou 20% sobre igual mês de 2015, para US$ 601 milhões. Já os embarques de açúcar e etanol confirmaram a sequência de altas ao longo de 2016 e fecharam dezembro com expansão de 20%, para US$ 1,15 bilhão. Só as vendas de açúcar subiram 33%, para US$ 1,11 bilhão no mês passado.

VALOR ECONÔMICO 

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