CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 430 DE 10 DE JANEIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 430 10 de janeiro de 2017

NOTÍCIAS

Aos poucos, os pecuaristas estão voltando para as negociações no mercado do boi gordo

Os pecuaristas estão voltando aos poucos para as negociações e o mercado do boi gordo está “morno” neste início de ano

A oferta de boiadas restrita gera dificuldade de compras. Dessa forma, há dificuldade por parte dos frigoríficos de alongarem suas escalas e isso dita o ritmo do mercado do boi gordo. Apesar dessa dificuldade de compra de matéria-prima, o escoamento da carne é lento neste início de ano e não gera necessidade de intensificar as compras. Isso garante estabilidade nos preços da arroba do boi gordo na maior parte das praças pesquisadas pela Scot Consultoria. O mercado atacadista de carne bovina com osso está estável, com o boi casado de animais castrados cotado em R$9,60/kg.

SCOT CONSULTORIA

exportações brasileiras de couro registram alta em 2016, diz Cicb

O país cresceu em área comercializada, totalizando 193,9 milhões de metros quadrados exportados, o que significa 3,8% a mais do que em 2015. Já em valores, o movimento foi outro: o montante exportado foi de US$ 2,033 bilhões, com queda de 10,3% 

O balanço das exportações brasileiras de couro em 2016 reflete aquela que foi a palavra-chave da indústria durante todo o ano: superação. Mesmo com reveses na economia nacional e no mercado externo, o país cresceu em área comercializada, totalizando 193,9 milhões de metros quadrados exportados, o que significa 3,8% a mais do que em 2015. Já em valores, o movimento foi outro: o montante exportado foi de US$ 2,033 bilhões, com queda de 10,3%. A análise é da Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (Cicb), com informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). É unânime na indústria de couros a avaliação de que 2016 foi um ano muito difícil, em especial em função da queda dos preços no mercado internacional, da diminuição do consumo na China (principal cliente do Brasil), além da instabilidade política brasileira e da flutuação cambial. Estes fatores, explica o Presidente Executivo do Cicb, José Fernando Belo, criaram um ambiente desfavorável à exportação, o que, para o Brasil, tem impacto muito negativo em função de o país vender mais de 70% de sua produção ao mercado externo (77 países ao todo compraram o couro brasileiro em 2016). “Foi um ano de muito trabalho, com extensa ação internacional para que pudéssemos chegar a estes números”, afirma Bello. Ele cita que houve atividades intensivas dos empresários em feiras, visitas a clientes e missões empresariais durante todo o ano para a abertura de novos mercados e captação de pedidos para a manutenção das plantas em bom fluxo de produção. Sobre o ranking por tipo de couro exportado, há destaque expressivo para os couros semiacabados e acabados no resultado final de 2016: crescimento em área de 54,3% e 8,7%, respectivamente. Trata-se de um dado positivo em função dos objetivos de ascensão da participação dos couros de maior valor agregado do Brasil no mercado externo. Por seu turno, a venda de couros no estágio wet blue, com menor valor agregado, caiu 1,7%. Outro dado interessante a destacar é a avaliação sobre as exportações desconsiderando o couro salgado e a raspa de wet blue (excedente a partir do couro): mostram que o país cresceu 8,4% em metragem, reduzindo sua queda em valores para 8,5%. Para 2017, a previsão das vendas de couros compreende um crescimento de 5% em área, de acordo com Bello.

Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) 

Embrapa publica inventário de recursos genéticos animais

O objetivo principal do livro é aumentar o conhecimento de pecuaristas, professores, pesquisadores e estudantes, entre outros segmentos da sociedade, sobre as raças localmente adaptadas, ressaltando a sua importância para a história da pecuária brasileira

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresenta à sociedade brasileira o Inventário de Recursos Genéticos Animais. A publicação, editada pelas pesquisadoras da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Maria do Socorro Maués e Patrícia Ianella traz informações sobre os animais que fazem parte do programa de conservação da Empresa de norte a sul do Brasil. O livro é resultado do trabalho que a Embrapa desenvolve em prol da conservação de recursos genéticos animais desde a década de 1980 e reúne, pela primeira vez numa obra impressa, dados sobre os animais que fazem parte desse programa, com a participação de 26 autores e dois colaboradores, representando 12 unidades de pesquisa da Embrapa. Ao longo de mais de 100 páginas, encontram-se informações detalhadas sobre animais de interesse zootécnico, incluindo os mais utilizados na agropecuária, como bovinos, caprinos, suínos, bubalinos, equinos e ovinos, além de peixes, abelhas, muçuãs (pequena espécie sul-americana de tartaruga de água doce) e caititus, conhecidos popularmente como porcos do mato. Os dados permitem mapear a ocorrência no Brasil, a partir de referências à quantidade, comportamento e características específicas de cada uma das raças. A Embrapa investe na conservação de recursos genéticos animais desde 1983. O objetivo é preservar raças de animais domésticos de interesse para a pecuária, conhecidas como localmente adaptadas, pois se desenvolveram no Brasil a partir de animais trazidos pelos colonizadores logo após o descobrimento. São, portanto, verdadeiros tesouros genéticos, pois possuem características de rusticidade e adaptabilidade adquiridas ao longo dos séculos, com grande potencial de uso em programas de melhoramento genético, a partir de cruzamentos com raças comerciais. A conservação de raças localmente adaptadas é uma das prioridades da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Para evitar a perda desse material genético, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia coordena ações de conservação in situ (no local de origem dos animais) e ex situ in vivo (quando os animais são criados fora do habitat no qual a raça se desenvolveu), em parceria com outras unidades da Embrapa em todas as regiões brasileiras, além de universidades, empresas estaduais de pesquisa, associações de criadores e produtores particulares.  Sêmen, embriões e DNA são conservados em criobancos, congelados em nitrogênio líquido a temperaturas abaixo de zero, que mantêm a integridade biológica do material genético conservado a longo prazo. O Banco Genético da Embrapa é um espaço moderno e tecnológico, inaugurado em 2014, e apresenta as condições ideais de segurança para a salvaguarda de todo esse material genético.

EMBRAPA

Lei de Defesa Sanitária Animal altera taxas de emissão de GTA no Mato Grosso

Lei nº 10.486/2016 não altera os valores das taxas para emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) para a bovinocultura

Mudanças na legislação da Defesa Sanitária Animal em Mato Grosso foram sancionadas pelo governador Pedro Taques. A Lei nº 10.486/2016 não altera os valores das taxas para emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) para a bovinocultura, entretanto as taxas de expedição para os setores da avicultura e piscicultura foram reavaliadas e passam a ser compatíveis com os serviços prestados e equiparadas aos valores cobrados em outros Estados. A Lei nº 10.486 referente à Defesa Sanitária Animal em Mato Grosso foi sancionada pelo governador Pedro Taques no final de 2016, tendo sua publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 29 de dezembro. A nova legislação vem em substituição da Lei nº 7.138, de 13 de julho de 1999. Entre os pontos alterados está à inclusão da emissão do e-GTA (GTA eletrônico), ao qual o produtor pode se cadastrar junto ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e emitir a guia para abate de bovinos direto da propriedade rural, o que não existia na legislação anterior. A nova lei não altera os valores das taxas para a emissão do GTA para a bovinocultura. De acordo com a diretora técnica do Indea, Daniella Bueno, a mudança neste caso é quanto a estratificação da cobrança. “A nova legislação não sofreu grandes mudanças nos valores em média das taxas de emissão de GTA para bovinos, contudo as taxas de expedição para a avicultura e piscicultura, foram reavaliadas, passando a ser compatíveis com os serviços prestados, e equiparadas aos valores cobrados em outros Estados”, explica Bueno.
Na avaliação do Presidente do Indea, Guilherme Nolasco, a Lei nº 10.486 garante a autarquia modernidade em suas atribuições. Ele ressalta que a “nova legislação corrige distorções e cobranças abusivas, ajustando procedimentos e eleva o patamar de nossas atribuições em consonância a diretrizes internacionais”. A revisão da valorização da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF-MT) quanto às infrações sanitárias, aos cadastramentos de eventos agropecuários e estabelecimentos que comercializam produtos agropecuários, foi outro ponto alterado pela Lei nº 10.486. A nova legislação ainda propõe uma “espécie” de anistia para a atualização cadastral dos estoques de bovinos. A partir da próxima etapa da vacinação em maio, que será de mamando a caducando, os produtores deverão declarar todo o seu rebanho e não sofrerão sanções pecuniárias por diferença de saldo constante na propriedade em relação ao declarado no sistema informatizado do Indea.

Olhar Direto 

Oferta para reposição supera demanda

As categorias jovens foram as que apresentaram menor sustentação nas cotações

A conjuntura do mercado de reposição na primeira semana de 2017 não diferiu do cenário verificado no decorrer de 2016: mais oferta que demanda. As categorias jovens foram as que apresentaram menor sustentação nas cotações. Considerando a média dos bezerros machos anelorados, o recuo semanal foi de 0,6%. Analisando o preço médio do bezerro desmamado anelorado (6@) nos doze estados pesquisados para a categoria, a cotação da primeira semana de 2017 (R$1.064,17/cabeça) é 10 % menor que a verificada no mesmo momento de 2016 (R$1.182,50/cabeça). Tal queda se torna ainda mais brusca quando analisamos os preços corrigidos pela inflação. Junto ao aumento dos custos de produção no decorrer dos últimos doze meses, fica evidente que o cenário para a cria deve ser mais desafiador em 2017.

PORTAL DBO 

EMPRESAS 

Conselho da Minerva aprova compra de Frisa Frigorífico Rio Doce

O valor da aquisição chega à R$ 205 milhões

O conselho de administração da Minerva aprovou a compra do Frisa Frigorífico Rio Doce por cerca de 205 milhões de reais, segundo comunicado divulgado na segunda-feira. O valor será acrescido do capital de giro, que no final do ano passado era de R$ 45 milhões. O preço de aquisição será parcelado, com 50 por cento do montante pago na data de fechamento da operação e o restante em três parcelas anuais consecutivas, sendo uma de 10 por cento e as outras duas de 20 por cento cada. A transação ainda está sujeita à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade). Após concluída, a Minerva terá capacidade total de abate de cerca de 19 mil cabeças por dia em 9 Estados no Brasil e também no Uruguai, Paraguai e Colômbia, conforme o documento. Com seis unidades frigoríficas no Brasil localizadas em Colatina (ES), Nanuque (MG), Teixeira de Freitas (BA) e Niterói (RJ), a Frisa exportou no ano passado 33 por cento do volume total negociado. A receita líquida em 2015 atingiu 942 milhões de reais, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de 43 milhões. “A aquisição da Frisa constitui excelente oportunidade estratégica e representa mais um passo na consolidação do setor no Brasil e na América do Sul”, informou a Minerva em comunicado ao mercado, lembrando que algumas unidades da empresa possuem certificação para exportar para China e Estados Unidos. Às 10:28, as ações da Minerva subiam 0,11 por cento, enquanto o Ibovespa mostrava valorização de 2,12 por cento.

Reuters

INTERNACIONAL

Austrália: Classificação do MSA continua crescendo, apesar dos menores abates

O programa Meat Standards Australia (MSA), que visa melhorar a qualidade de consumo da carne, continuou crescendo em 2015-16, com mais de 3,1 milhões de animais apresentados para a classificação do MSA durante o último ano financeiro 

Embora o número total de bovinos classificados seja um pouco inferior ao do exercício anterior devido ao declínio dramático nos abates durante a segunda metade desse ano fiscal (janeiro-junho), o número de animais classificados pelo MSA como uma proporção dos abates totais aumentou para um recorde de 38%. De acordo com novos dados de 2015-16 divulgados como parte do Relatório Anual de Resultados do MSA, o programa também distribuiu um adicional de A$ 153 milhões (US$ 111,77 milhões) em receitas ao produtor graças aos premiums pagos pelos animais credenciados e cumprindo os padrões do MSA, com mais de 3.000 produtores de bovinos e ovinos a mais se tornando registrados no programa. Durante os últimos cinco anos, o programa MSA expandiu em 230%, de 134 milhões de cabeças classificadas em 2010-11 de acordo com os incentivos comerciais, como mostrado pelo amento nos premiums pelos animais jovens, que aumentou de 15 centavos (11 centavos de dólar) por quilo para 24 centavos (17,5 centavos de dólar) por quilo, além dos premiums no varejo, de A$ 1,73 (US$ 1,26) por quilo em 2015-16. O gerente geral para consulta dos produtores e adoção do programa do Meat and Livestock Australia (MLA), Michael Crowley, disse que o forte desempenho do programa era encorajador, onde aumentou sua participação nos abates nacionais em 4%, apesar do declínio dos abates nacionalmente. “Baseado no peso médio das carcaças de gado MSA em 2015-16, os produtores de carne bovina do programa potencialmente receberam um adicional de A$ 66 (US$ 48,2) por cabeça para animais jovens não em confinamento que cumpriam com as especificações do MSA”, disse ele. Mais de 2000 produtores receberam educação MSA durante o ano, através de quase 50 workshops ou sessões de informação envolvendo MSA e 2367 produtores concluíram o treinamento online do MSA. O MSA foi desenvolvido pela indústria australiana de carne vermelha para melhorar a consistência da qualidade ao consumo da carne bovina e ovina. O sistema baseia-se em mais de 700.000 testes de sabor por 100.000 consumidores de nove países e leva em consideração todos os fatores que afetam a qualidade ao consumo dos 169 cortes e combinações de cozimento dentro de uma carcaça.

Beef Central

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