CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 428 DE 06 DE JANEIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 428 06 de janeiro de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportação de carne bovina do Brasil cai 1% em 2016, diz Abrafrigo

Em receita, as exportações recuaram 8 por cento, atingindo 5,34 bilhões de dólares, estimou a associação

Os embarques de carne bovina do Brasil, incluindo carne in natura e processada, recuaram 1 por cento em 2016, com quedas mais significativas nas vendas para Rússia e Venezuela, dois países com economias afetadas pela queda nas cotações do petróleo, informou nesta quinta-feira a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). A comercialização com o exterior atingiu 1,35 milhão de toneladas, ante 1,361 milhão de toneladas em 2015, informou a entidade, com dados compilados junto ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). No total, 62 países aumentaram suas aquisições do Brasil enquanto outros 90 países reduziram suas compras em relação a 2015, destacou a Abrafrigo. “É o segundo ano consecutivo de queda nas vendas depois do recorde de exportações de 2014, quando o país comercializou 1,575 milhão de toneladas”, destacou a associação, em nota. O recuo nos embarques ocorre “apesar das boas notícias do ano passado como a abertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura brasileira, volta da Arábia Saudita como compradora e o crescimento explosivo das importações do produto pela China”. A Abrafrigo disse que vê perspectivas otimistas para as exportações do setor em 2017, com a entrada mais forte em novos mercados, o retorno de antigos clientes e uma ação mais agressiva das empresas brasileiras, uma vez que o dólar ainda está em patamar de boa remuneração para os exportadores. A entidade disse que uma dezena de associados estão em processo de habilitação para vendas para a China, que figurou como principal comprador de carne bovina do Brasil, com 33 por cento dos embarques em 2016.

Reuters 

Receita com exportações de carne bovina caiu 8% em 2016, diz Abrafrigo

Para 2017, a Abrafrigo tem boas perspectivas com a venda de carne bovina para novos mercados, o retorno de antigos clientes e uma ação mais agressiva das empresas brasileiras

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) renderam US$ 5,34 bilhões no ano passado, o que representa uma queda de 8% frente aos US$ 5,8 bilhões de 2015, informou hoje Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Houve uma queda também em volume, de 1%, com 1,35 milhão de toneladas sendo vendidas ao exterior. Os resultados de 2016 representam o segundo ano consecutivo de queda, após o recorde de 2014, quando o país comercializou 1,58 milhão de toneladas e recebeu US$ 7,149 bilhões. Para 2017, a Abrafrigo tem boas perspectivas com a venda de carne bovina para novos mercados, o retorno de antigos clientes e uma ação mais agressiva das empresas brasileiras. “Outro fator a considerar para o crescimento das vendas é a ampliação do número de empresas que exportam para países como a China, que vem procurando ampliar o seu leque de fornecedores”, diz em comunicado. Conforme a Abrafrigo, a China ­ incluindo as vendas para Hong Kong e continental ­ foi o principal cliente do Brasil em 2016 com aquisições de 450 mil toneladas de carne, o que rendeu US$ 1,71 bilhão. O país asiático concentrou 33,3% das vendas brasileiras, contra uma participação de 26,6% em 2015. Em seguida, vieram Egito (176,85 mil toneladas e US$ 551,2 milhões) Rússia (138,78 mil toneladas e US$ 408,1 milhões) e Irã (96,19 mil toneladas e US$ 374,3 milhões).

VALOR ECONÔMICO 

Exportadores de carne bovina têm queda de 8% no faturamento em 2016

O faturamento da indústria brasileira com as exportações de carne bovina, considerando todos os produtos in natura e processados, caiu 8% em 2016 na comparação com 2015, segundo levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

A indústria faturou US$ 5,34 bilhões com exportações de carne bovina no ano passado, ante US$ 5,79 bilhões em 2015, informou a Abrafrigo na quinta-feira (5). Em volume, a queda foi de 1%, para 1,35 milhão de toneladas em 2016. A redução das exportações ocorre pelo segundo ano consecutivo, após o setor bater um recorde em 2014, com receita de US$ 7,2 bilhões. “Para 2017, a Abrafrigo vê com perspectivas otimistas as exportações do setor, seja pela entrada mais forte em novos mercados, o retorno de antigos clientes e uma ação mais agressiva das empresas brasileiras, uma vez que o dólar ainda está em patamar de boa remuneração para os exportadores”, informou a entidade em nota à imprensa. A associação, que representa principalmente os pequenos e médios frigoríficos, também espera que o número de empresas habilitadas a exportar para a China seja ampliado em 2017. “Somente a Abrafrigo possui mais de uma dezena de associados em processo de habilitação para vendas àquele país”. A China demandou 33,3% do total das exportações de carne bovina brasileira no ano passado, considerando os produtos importados diretamente ou via Hong Kong. O país asiático importou 449,9 mil toneladas do produto, equivalentes a US$ 1,709 bilhão em divisas para o Brasil.

CARNETEC

Exportador de carne bovina faturou 8% menos em 2016, diz Abrafrigo

Queda foi registrada menos com fatos positivos com a abertura dos Estados Unidos para o produto brasileiro. China foi o principal comprador da carne bovina brasileiras em 2016

As exportações brasileiras totais de carne bovina in natura e processada caíram no acumulado de 2016 em comparação com o ano anterior, em volume e em receita. Conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), foram embarcadas 1,350 milhão de toneladas, 1% menos ante as 1,361 milhão de toneladas em 2015. Em receita, o recuo foi de 8%, de US$ 5,795 bilhões para US$ 5,340 bilhões. “Apesar das boas notícias do ano passado, como a abertura do mercado dos Estados Unidos, volta da Arábia Saudita como compradora e o crescimento explosivo das importações do produto pela China, é o segundo ano consecutivo de queda (nas vendas externas)”, afirma a Abrafrigo em nota. Em 2014, as exportações foram recorde, com 1,575 milhão de toneladas e receita de US$ 7,149 bilhões. Para 2017, a associação se diz otimista, com novos mercados, retorno de antigos clientes e uma ação agressiva das empresas brasileiras, com o câmbio mais favorável. A entidade cita, ainda, a forte demanda chinesa e afirma que tem “mais de uma dezena” de associados em processo de habilitação para vendas ao país asiático.

GLOBO RURAL 

Exportação de carne in natura e processada recuaM 8% em receita

A Abrafrigo se diz otimista com novos mercados, retorno de antigos clientes e câmbio favorável

As exportações brasileiras totais de carne bovina in natura e processada caíram no acumulado de 2016 em comparação com o ano anterior, em volume e em receita. Conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), foram embarcadas 1,350 milhão de toneladas, 1% menos ante as 1,361 milhão de toneladas em 2015. Em receita, o recuo foi maior (8%), de US$ 5,795 bilhões para US$ 5,340 bilhões. “Apesar das boas notícias do ano passado, como a abertura do mercado dos Estados Unidos, volta da Arábia Saudita como compradora e o crescimento explosivo das importações do produto pela China, é o segundo ano consecutivo de queda (nas vendas externas)”, afirma a Abrafrigo em nota. Em 2014, as exportações foram recorde, com 1,575 milhão de toneladas e receita de US$ 7,149 bilhões. Para 2017, a associação se diz otimista, com novos mercados, retorno de antigos clientes e uma ação agressiva das empresas brasileiras, com o câmbio mais favorável. A entidade cita, ainda, a forte demanda chinesa e afirma que tem “mais de uma dezena” de associados em processo de habilitação para vendas ao país asiático. A China, incluindo Hong Kong, foi o principal cliente do Brasil de carne bovina em 2016, com 449.969 toneladas, que renderam US$ 1,709 bilhão. Com isso, o país asiático concentrou 33,3% das vendas brasileiras, em comparação com uma participação de 26,6% em 2015.

ESTADÃO CONTEÚDO

NOTÍCIAS

Carne sem osso inicia ano em queda

Mercado de carne bovina sem osso em queda no atacado. Apesar da crise econômica, a população tende a “gastar” mais no final do ano e isso acaba “carregando” dívidas para janeiro

Quando a isso se associa o pagamento dos impostos deste período, está completo o quadro de pouco estímulo para as vendas. E, especialmente em 2017, há toda a inércia dos meses de encolhimento da atividade econômica do país e de seus efeitos diretos para a população. No acumulado dos últimos sete dias a desvalorização dos cortes foi de 0,5%, em média. Em 2016, por exemplo, a carne começou sendo vendida por preços 1,65% maiores que os atuais. E, de lá para cá, se foram quase 7,0% de inflação. Mas, a queda mais forte veio da carne com osso, 4,5% em uma semana. Esse produto tem um prazo de estocagem menor, tornando os negócios entre varejistas e indústrias mais frequentes. Isso “passa para o atacado” um sentimento “mais imediato” do que está ocorrendo com o consumo. Em resumo, o cenário para o restante do mês começa a ser desenhado e não há indícios de melhora das vendas. Se a oferta de boiadas aumentar, principalmente em função do descarte de fêmeas que sairão da estação de monta e de boiadas que não foram confinadas em 2016, pode haver uma combinação baixista no mercado.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Lenta recuperação da economia pode limitar demanda

Em 2017, o principal desafio do setor pecuário brasileiro deve ser a demanda doméstica por carne bovina 

Conforme pesquisadores do Cepea, o lento ritmo de crescimento do Brasil projetado para este ano deve manter enfraquecido o poder de compra do consumidor. Esse cenário, combinado à expectativa de aumento da oferta, pode pressionar as cotações em todos os elos da cadeia ao longo de 2017. Caso os valores subam, o movimento deve ficar abaixo da inflação esperada para o ano, de 5,13%, de acordo com o Banco Central. Nesse contexto, a conta do produtor só fecha com aumento de produtividade.

Cepea/Esalq

Fraco escoamento da carne e estabilidade no mercado do boi gordo

Passado o início da semana, que foi marcado pela lentidão nos negócios, o mercado do boi gordo começa a ter maiores movimentações 

A diminuição das negociações no final do ano passado ainda é sentida por parte das indústrias frigoríficas, que tiveram suas escalas encurtadas. Entretanto, devido ao baixo escoamento, típico de início de ano, não há necessidade de intensificar as compras e os preços estão estáveis na grande maioria das regiões. Por outro lado, já se nota uma pressão de baixa nos estados onde as ofertas de boiadas estão maiores. Porém, há dificuldade para fechar negócios.

Nova movimentação foi registrada no mercado atacadista de carne bovina com osso. O boi casado de animais castrados está cotado em R$9,60/kg.

SCOT CONSULTORIA 

Ministério da Agricultura: novo concurso para fiscal agropecuário

Exige o nível superior e tem remuneração inicial de R$14.584, para carga de 40 horas semanais

O Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (Mapa) já informou que programa a abertura de um concurso, ainda este ano, para a carreira de auditor fiscal federal agropecuário, que exige o nível superior e tem remuneração inicial de R$14.584, para carga de 40 horas semanais. A expectativa é de que o pedido seja encaminhado para autorização do Ministério do Planejamento nas próximas semanas. O objetivo do Mapa é abrir o concurso em março, mas isso depende da autorização do Ministério do Planejamento. A oferta a ser solicitada não foi informada, porém o presidente do Sindicato Nacional dos Fiscais Agropecuários, Maurício Porto, acredita que serão liberadas 300 vagas, embora o número ideal fosse 900.

Folha Dirigida

Mercado do boi gordo começou 2017 com valorização em Dourados-MS

Na região o cenário é de oferta curta de boiadas, influenciado pelo início de ano, quando muitos pecuaristas ainda não voltaram aos negócios

Embora o consumo de carne esteja lento, as programações de abate curtas mantêm os preços firmes. Em 2017 já houve valorização e a arroba tem sido negociada por R$139,00, a prazo, valor 1,5% maior que no mesmo período de 2016. O cenário atual é de preços firmes. Contudo, para as próximas semanas a tendência é de um aumento gradativo na oferta, mas sem incremento significativo de consumo.

SCOT CONSULTORIA 

EMPRESAS 

Por US$ 1,5 bilhão, BRF pretende vender 20% de sua subsidiária OneFoods em IPO

A BRF estima que a OneFoods seja avaliada em US$ 6,5 bilhões 

A BRF pretende levantar cerca de US$ 1,5 bilhão com a venda de 20% da OneFoods, subsidiária voltada aos mercados muçulmanos, em uma oferta de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), informou ontem a agência Reuters, com base em duas fontes a par do assunto. Procurada, a BRF não comentou. De acordo com uma das fontes ouvidas pela agência, a BRF estima que a OneFoods seja avaliada em US$ 6,5 bilhões. O IPO da subsidiária, que fatura cerca de US$ 2 bilhões por ano, deve ocorrer entre o fim de março ou início de abril, a depender das condições dos mercados, segundo a Reuters. A BRF contratou os bancos de investimento Bank of America (BofA) e Morgan Stanley para assessorá­-la no IPO da OneFoods. O Citigroup também participa da operação. Em comunicado enviado anteontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia brasileira informou que “continua a analisar alternativas estratégicas para o negócio halal, que permitam a potencialização de sua expansão, seja nos mercados em que atua ou em novos mercados ainda não atendidos”. Na última quarta-­feira, a BRF também anunciou que a subsidiária, inicialmente denominada de Sadia Halal, entrou em operação nesta semana. Sediada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a OneFoods tem dez unidades, sendo oito fábricas no Brasil, uma unidade nos Emirados Árabes Unidos e outra na Malásia. A subsidiária tem 15 mil funcionários. De acordo com a BRF, a OneFoods tem 45% de participação no mercado de frango nos países do Oriente Médio ­ Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Omã. Nesses países, a subsidiária da empresa conta com estrutura própria de distribuição e marcas, dentre as quais a própria Sadia.

VALOR ECONÔMICO

Exportação da JBS na Argentina sobe 7% em 2016

A companhia brasileira está presente em mais de 20 países, com plataformas de produção ou escritórios comerciais 

A unidade da JBS na Argentina elevou em 7 por cento suas exportações de carnes e produtos processados em 2016 na comparação com 2015, com a companhia realizando investimentos no país após medidas menos restritivas a vendas externas terem sido adotadas pelo governo Mauricio Macri. A empresa, que recebeu em dezembro reconhecimento do governo da Argentina como maior exportadora da indústria frigorífica no país, informou ainda nesta quinta-feira que conta com a abertura de novos mercados para consolidar sua liderança na nação sul-americana. “Temos investido na região o equivalente a 40 milhões de dólares para aumentar a nossa capacidade de produção no país. Em relação aos processados, por exemplo, já tivemos uma ampliação na capacidade de produção de salsichas, nuggets e hambúrgueres”, afirmou o coordenador Regional para o Cone Sul da JBS e presidente da JBS Argentina, Gustavo Kahl, em nota. A brasileira JBS, maior produtora global de carnes, está presente na Argentina desde 2005 e é líder de mercado com uma planta frigorífica em Rosário, em Santa Fé, e um centro de distribuição em Buenos Aires. O executivo afirmou ainda que tem expectativa de abertura de novos mercados como os Estados Unidos –esperada para o primeiro trimestre deste ano–, e que vê uma recomposição do rebanho bovino, além de uma evolução da produtividade no país. A JBS Argentina tem capacidade de abate de 500 mil cabeças por ano em sua planta de Rosário e envia 30 por cento de sua produção de carne bovina in natura para China, Chile, Europa e Israel –que representam 90 por cento das exportações da empresa.

Reuters 

Frigol reduz abates e fatura menoS

A retração do consumo de carne bovina no país deve ter beirado 20% no último ano 

A apreciação do real frustrou o plano do paulista Frigol, um dos cinco maiores frigoríficos de carne bovina do país, de impulsionar as exportações e contornar o fraco consumo no mercado brasileiro. Diante disso, a companhia reduziu o ritmo dos abates de bovinos, derrubando o faturamento em 2016. “Em razão do contexto negativo, os números são positivos”, ponderou o Presidente do Frigol, Luciano Pascon, em entrevista ao Valor. Segundo ele, a retração do consumo de carne bovina no país deve ter beirado 20% no último ano, desempenho pior que o resultado reportado pela empresa. Em 2016, o Frigol teve faturamento bruto de R$ 1,3 bilhão, redução de 4,9% na comparação com os R$ 1,4 bilhão do ano anterior. Por sua vez, os abates de bovinos nos três frigoríficos da companhia diminuíram 10%, totalizando 406 mil cabeças. Embora tenha enfatizado o melhor desempenho em comparação ao tombo do setor no país, Pascon reconheceu que a redução nas vendas fez a companhia interromper o “ciclo consistente de crescimento de receita”, que vinha desde 2010. Além do óbvio impacto do fraco consumo no mercado doméstico, o Frigol também viu a rentabilidade da exportação, que era a principal aposta da companhia em 2016, deteriorar-­se devido à valorização do real ante a moeda americana. Sustentado por um dólar próximo de R$ 4,00, Pascon projetou, em entrevista concedida em janeiro do ano passado, que os embarques ao exterior representariam 30% do faturamento do Frigol. No entanto, o dólar se desvalorizou ao longo do ano, atingindo a mínima de R$ 3,10 no dia 25 de outubro ­ após a eleição de Donald Trump à presidência dos EUA, a moeda voltou a subir, fechando 2016 cotada a R$ 3,25. Ainda assim, num patamar inferior ao início do ano. Nesse ambiente, as exportações do Frigol representaram 20% do faturamento em 2016. Em dezembro, a fatia dos embarques ao exterior representou bem menos, 13%. “As exportações precisam de uma melhora muito significativa em rentabilidade”, admitiu Pascon. Pelos cálculos do executivo do Frigol, o dólar tem de estar perto dos R$ 3,50 para que a exportação compense. Caso contrário, comercializar no varejo brasileiro é mais rentável. Em alguma medida, foi o que a empresa fez no ano passado, mesmo com a recessão. Outros concorrentes, como a Minerva Foods ­ segunda maior exportadora de carne bovina do país ­, também ampliaram a fatia de vendas no mercado interno em detrimento da exportação. De acordo com o presidente do Frigol, os preços da carne bovina ­ sobretudo dos cortes para churrasco ­, subiram no mercado interno no último trimestre de 2016, o que ajudou o desempenho do frigorífico. Segundo Pascon, com a redução do abate de bovinos em todo o país, a carne ficou mais escassa e os preços subiram. “E houve consumidor que se dispôs a pagar mais”, afirmou o executivo, citando o consumo de carnes premium. Na avaliação de Pascon, as vendas de cortes premium e a estratégia de fidelidade no fornecimento de carnes para açougues de supermercados ­ a maior parte no interior de São Paulo ­, amenizou a queda da margem do Frigol. No ano passado, as vendas de carnes premium e dos itens comercializados nos açougues dos supermercados fidelizados representaram 12% da receita do Frigol, ante cerca de 5% em 2015. Mesmo assim, a margem Ebitda da empresa recuou de 8,2% para 6,5%. Para 2017, o Presidente do Frigol projeta um crescimento de 10% no faturamento, para R$ 1,5 bilhão. Mas ele ressalvou estar “cauteloso”. A expectativa de Pascon é que a maior oferta de boi gordo poderá contribuir para a redução do preço do animal em 2017, o que é positivo para os frigoríficos. Nesse processo, a queda tende a chegar aos preços da carne bovina, o que poderá estimular o consumo no Brasil.

VALOR ECONÔMICO

Frigorífico brasileiro Minerva vai expandir seus negócios na América do Sul

Com unidades no Paraguai, Uruguai e Colômbia, controladores da companhia planejam entrar no mercado argentino, considerado estratégico para a ampliação na região 

Um ano após firmar sociedade com o fundo da Arábia Saudita, o Saudi Agricultural and Livestock Investment (Salic), que fez um aporte de R$ 746 milhões por 20% do capital do grupo, o frigorífico Minerva planeja expandir seus negócios para a América do Sul. Com unidades no Paraguai, Uruguai e Colômbia, o próximo passo dos controladores da companhia será entrar no mercado argentino – considerado estratégico para expansão do grupo na região.

A companhia está avaliando ativos no país vizinho para se consolidar na América do Sul. Fernando Queiroz, Presidente do frigorífico, diz que a Argentina é um mercado importante no qual o Minerva pretende estar nos próximos meses. Queiroz não quis detalhar, contudo, se há negociações em andamento. Há, neste momento, conversas em curso entre o Minerva e o sócio Salic para a criação de uma joint venture para atuar no Oriente Médio. Essa nova companhia passaria a importar produtos industrializados – não apenas carne bovina, único produto abatido pelo Minerva – para vender na região. A joint venture está em fase de implementação e deve demorar ainda seis meses para ser estruturada. Aos poucos, o frigorífico brasileiro também quer deixar de ser uma empresa só com o foco industrial para ter uma atuação mais comercial. Para isso, o grupo comprou duas tradings pequenas – uma na Austrália e outra no Uruguai – para negociar carne de terceiros. Ao contrário dos grandes concorrentes, como JBS e Marfrig, o Minerva não tem o BNDES como sócio e teve um processo de expansão mais conservador. Dono da Friboi, o JBS, da família Batista, tem forte presença nos Estados Unidos, responsável pela maior receita do grupo. Já a Marfrig, por meio da sua divisão Keystone, é uma das maiores fornecedoras de carne de hambúrguer para o McDonalds. Fontes ouvidas pelo Estado afirmam que o fato de o Minerva comprar ativos de menor porte torna o grupo menos agressivo que os concorrentes. Em maio passado, o Minerva comprou, por R$ 205 milhões, a Frisa Frigorífico Rio Doce, que atua no Espírito Santo e na Bahia, onde o frigorífico não tinha presença. Segundo Queiroz, a aquisição desses ativos foi estratégica, uma vez que têm habilitação sanitária para exportar carne para importantes mercados. Tradicionalmente um setor alavancado, os frigoríficos podem ter nos próximos meses um horizonte menos adverso, com o aumento da demanda por parte da China e menor oferta de carne por causa da seca da Austrália, importante país exportador, disse Sandra Peres, analista da Coinvalores. O alongamento da dívida de curto prazo para longo prazo promovido pelo Minerva nos últimos meses, em parte com o aporte feito do novo sócio, coloca o grupo brasileiro em condições mais competitivas no mercado, segundo ela. No terceiro trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda da companhia estava em 3,2 vezes, ante 4,8 vez no mesmo período do ano passado. Com 70% de seu volume produzido voltado para exportação, o faturamento líquido em 2015 atingiu R$ 9,5 bilhões, crescimento de 19% sobre o ano anterior. Segundo Queiroz, o grupo não busca novo sócio. Os controladores, reunidos na empresa BDQ, têm juntos 27%, a BRF outros 12%, o Salic, 20%. O restante das participações está em circulação no mercado. Antes de fechar com o Minerva, o Salic chegou a olhar outros frigoríficos no País, mas a prioridade era fechar com um grupo que não abatia carne suína.

Em relatório, o BTG Pactual vê possibilidade de valorização das ações da companhia, uma vez que o cenário para o ciclo agropecuário é positivo.

ESTADÃO CONTEÚDO 

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