Ano 7 | nº 1466| 15 de abril de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: final de safra
Em São Paulo, os pastos mais secos e com menor suporte aos animais têm refletido em uma sutil melhora na oferta de gado e levado algumas indústrias frigoríficas a ofertarem em torno de R$5,00/@ a menos, porém, sem negócios concretizados
Desse modo, na última quarta-feira (14/4), nas praças paulistas, a cotação boi gordo se estabeleceu em R$317,00/@, preço bruto e a prazo. Quanto às fêmeas, os preços ficaram estáveis em R$291,00/@ e R$306,00/@ para a vaca e novilha gordas, respectivamente, nas mesmas condições. Bovinos para exportação foram negociados em até R$325,00/@, preço bruto e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Após sucessivas altas, preço do boi gordo registra queda em São Paulo
Alguns frigoríficos conseguiram um conforto em suas escalas de abate, e ensaiam um movimento de redução dos preços de compra
O mercado físico de boi gordo registrou preços mistos na quarta-feira, 14. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços caíram particularmente em São Paulo, os frigoríficos locais conseguiram uma frente confortável em suas escalas de abate, e ensaiam um movimento de redução dos preços de compra. “Já são evidenciadas negociações em patamares mais baixos no estado”, disse ele. No Centro-Norte, do país os preços estão acomodados, com exceção do Mato Grosso que ainda evidencia negociações acima da referência média. O regime irregular de chuvas gera desgaste nas pastagens, levando a uma menor capacidade de retenção em muitos estados. “Do ponto de vista da demanda o saldo da primeira quinzena de abril foi bastante positivo, com um bom resultado das vendas domésticas no período. As exportações também apresentam bom desempenho, sinalizando para uma postura ainda agressiva da China na aquisição de proteína de origem animal”. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 318 – R$ 319 a arroba, ante R$ 320 a arroba na terça-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, contra R$ 304 – R$ 305. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 306 – R$ 307, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, contra R$ 307. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços chegaram a R$ 313 a arroba, estáveis. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha passou de R$ 17,70 o quilo para R$ 17,75 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Cotação do boi gordo no Mato Grosso avança de 60% no primeiro trimestre de 2021
Apesar da redução no consumo de carne bovina, a baixa disponibilidade de animais está impulsionando os preços elevados no mercado. Os pecuaristas também estão optando por manter os animais no pasto até a realização de negócios mais atrativos, já que os custos de produção também estão em alta
De acordo com as informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a cotação da arroba do boi gordo ficou na média de R$ 296,01/@, acréscimo de 1,97% ante o mês de fev/21. Na última semana, o preço do boi gordo à vista apresentou alta de 0,80% e encerrou cotado a R$ 297/@. Já a vaca gorda à vista apresentou variação de 1,00% e ficou na média de R$ 286/@. Na última semana, a escala das indústrias frigoríficas ficou próxima dos 4,15 dias, acréscimo de 0,29 dia ante a semana passada. No entanto, esteve 0,86 dia abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Com a demanda pela carne bovina ainda tímida na ponta da cadeia, o equivalente físico (EF) do atacado fechou a última semana com decréscimo de 0,05% ante a semana passada. Desse modo, resultou no valor médio de R$ 252,27/@. Ainda de acordo com o Instituto, o rendimento da carcaça em todas as categorias dos bovinos registrou um aumento de produtividade em 2020. “Para se ter ideia, no comparativo com o ano de 2019, os avanços foram de 1,63% para o boi gordo; 2,40% para a vaca gorda; 12,56% para o novilho e de 3,89% para a novilha, os quais encerraram o ano com pesagem média de 21,14@, 14,87@, 19,27@ e 14,20@, respectivamente”, informou. Os maiores ganhos de rendimento foram dos animais mais jovens, como é o caso do novilho de quatro dentes, ou de 24 meses, também chamado de “boi China”.
IMEA
Com oferta restrita de animais terminados, frigoríficos decidem ficar fora das compras em Goiás
Segundo o Instituto para o Fortalecimento Agropecuário de Goiás (IFAG), as programações seguem em patamares curtos com a média em 6 dias úteis e as indústrias precisam ofertar preços maiores para preencher as escalas
O instituto informou que as referências para a arroba do boi gordo e da vaca registraram valorização de 0,26% e 0,61%, respectivamente. A média de preços está ao redor de R$292/@ para o boi gordo e a vaca gorda gira em torno de R$282/@. Em Caiapônia/GO preços ao redor de R$ 300,00/@, a prazo com 10 dias para pagar e com data para o abate em 22 de abril/21. Em Arenópolis/GO, foi registrado negócio para a vaca gorda a R$ 290,00/@ a prazo com 10 dias para pagar e com data para o abate para 23 de abril/21. O movimento de alta foi observado em todas as categorias bovinas, principalmente nos animais de reposição. “O pecuarista deve ficar atento aos fatores sociais e econômicos que possam influenciar o mercado do boi gordo para, assim, comercializar seu animal no momento mais propício, visando aumento de margem”, reportou o Ifag. A cotação para o nelore macho de 13 a 24 anos está precificado ao redor de R$ 3.434,33 por cabeça, enquanto a Nelore Fêmea de 13 a 24 anos está em torno de R$ 2.666,67 por cabeça. Já o valor do mestiço macho está ao redor de R$ 2.950,00 por cabeça e mestiço fêmea está em torno de R$ 2.403,33 por cabeça.
IFAG
Boi vs. bezerro: relação de troca é a pior para o terminador em 21 anos
De acordo com o Cepea, o pecuarista precisa do equivalente a 9,89 arrobas do boi gordo para comprar um animal de reposição
Embora o preço da arroba do boi gordo continue disparando, a forte alta dos preços dos animais de reposição – sobretudo dos bezerros – preocupa o confinador, informa o Cepea. Segundo o centro de estudos, a relação de troca de arrobas por bezerro de corte é a mais desfavorável ao terminador, “considerando-se toda a série histórica, iniciada em fevereiro de 2000 no caso do animal de reposição”, menciona o texto. Até o dia 13 de abril, o terminador do estado de São Paulo precisava desembolsar o equivalente a 9,89 arrobas de boi gordo para adquirir um animal de reposição (nelore de 8 a 12 meses) em Mato Grosso do Sul, ou 5,72% a mais do que no mês anterior e 5,74% acima do necessário em abril do ano passado. Os cálculos tomam por base os indicadores Cepea para essas categorias. “Essas 9,89 arrobas são a maior quantidade de toda a série Cepea; o recorde anterior era de maio de 2015, quando bateu nas 9,65 arrobas”, comenta o centro de estudos. Ainda conforme o Cepea, o indicador do boi gordo teve média de R$ 317,27 na parcial de abril, ou 2,56% mais ante março e 21,8% ante abril de 2020, em termos reais. Para o bezerro, o aumento é maior. A média de R$ 3.139,02 por cabeça é 8,43% acima de março e 30,6% em relação a abril do ano passado, recordes reais da série Cepea.
ESTADÃO CONTEÚDO
Qual a saída para os pequenos frigoríficos?
O efeito da falta de matéria-prima para os frigoríficos de bovinos trabalharem, sem a pressão altista que a baixa oferta proporciona, não tem poupado as exportadoras, mas deixa um rastro de preocupação maior em relação às indústrias com nenhuma ou pouca presença internacional
A dependência do mercado interno sem força de consumo, e piorando, não tem fechado a conta de muitas médias e pequenas empresa, que pagam mais caro pelo pouco animal pronto disponível. As margens estão muito apertadas. Para o Presidente do Sindicarnes Pará, Daniel Freire, a alternativa que se mostra positiva, ainda que demorada, é o Brasil correr atrás de novas habilitações em mercados importantes ou acelerar a lista de espera em mercados já compradores, como a China. “China, Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão, quanto mais melhor”, informa Freire, executivo do Frigorífico Mercúrio, principal exportador paraense. A paralisação de plantas, férias coletivas e outras medidas, como alternância dos dias de abate e compra menor de gado, só aumenta a capacidade ociosa dos frigoríficos. E ociosidade tem custo. O Presidente do Sindicarnes PA acredita que as unidades com inspeção estadual, que possibilita a venda apenas dentro do estado, estão com ociosidade bem superior àquelas com inspeção federal (SIF) com exportação, “não há dúvida”. Na média de todas, a ociosidade é superior a 50%.
Money Times
ECONOMIA
Dólar cai abaixo de R$5,70 em dia positivo no exterior
O dólar fechou em queda contra o real na quarta-feira, ao fim de um dia amplamente favorável a ativos de risco no exterior e com o mercado de olho em ingressos de recursos oriundos da venda de debêntures da Vale
O dólar à vista caiu 0,83%, a 5,6699 reais na venda. A sessão transcorreu sem novidades definitivas sobre a novela do Orçamento, mas ainda contou com notícias acerca das saídas buscadas pelo governo para acomodar gastos –na quarta, circulou informação de que o governo estuda rever a meta fiscal de 2021 para encaixar gastos com medidas econômicas contra a Covid-19. Sem ainda ter desatado o nó do Orçamento deste ano, o governo entrega na quinta-feira a LDO de 2022, que apresentará os parâmetros da peça orçamentária do ano que vem. O exterior deu a tônica nos negócios locais na quarta. O dólar caiu a uma mínima em quatro semanas frente a uma cesta de divisas, enquanto cedia entre 0,3% e 1,2% na comparação com as principais moedas de risco (grupo do qual faz parte o real). As ações globais bateram novos recordes, e as commodities saltavam 2,3%, para máximas em quase um mês. “Há sinais fortes de que aquela alta dos rendimentos dos Treasuries ficou para trás”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho. A taxa do Treasury de dez anos –referência global para investimentos– mostrava estabilidade na quarta-feira, em torno de 1,63%, bem distante da máxima em 14 meses próxima de 1,78% alcançada no fim de março. A escalada dos rendimentos eleva a atratividade do dólar e ajudou a valorizar a divisa norte-americana, que no exterior teve em março o melhor mês desde novembro de 2016.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com blue chips
O Ibovespa recuperou o patamar dos 120 mil pontos na quarta-feira, perdido há cerca de dois meses, em movimento apoiado no forte desempenho de ações blue chips, particularmente Vale, a despeito de incertezas no cenário político
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,94%, a 120.871,45 pontos, de acordo com dados preliminares, buscando consolidar o sinal positivo em 2021, com acréscimo de pouco mais de 1% até o momento. Na máxima da sessão, chegou a 120.871,45 pontos. O volume financeiro nesta quarta-feira somava 31,6 bilhões de reais, influenciado também pelos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro mais curto do índice.
REUTERS
Confiança do empresário cai pelo quarto mês seguido, diz CNI
Índice ficou em 53,7 pontos em abril, em uma escala de 0 a 100
Pelo quarto mês consecutivo, a confiança do empresariado industrial brasileiro apresenta queda, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei). De acordo com o levantamento divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi registrada uma queda de 0,7 ponto no índice relativo a abril de 2021, na comparação com março. Segundo a CNI, o Icei de abril ficou em 53,7 pontos. Em março, o índice estava em 54,4 pontos. Em abril de 2020, quando o índice refletia de forma mais intensa os efeitos da pandemia na indústria, o ICEI estava em 34,5 pontos. Apesar de ser o quarto mês seguido de queda na confiança empresarial, o índice se mantém acima dos 50 pontos – em uma escala de 100 pontos –, patamar que separa confiança e falta de confiança das empresas na economia brasileira. No acumulado do ano, a queda chega a 9,4 pontos, acrescenta a CNI. “Há uma visão mais negativa em relação ao momento atual. As expectativas dos empresários para os próximos seis meses até melhoraram moderadamente, mas recuperaram apenas parcialmente a piora do mês anterior”, informou, em nota, o Gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
AGÊNCIA BRASIL
EMPRESAS
JBS cria couro com nanotecnologia que inativa ação do coronavírus
A unidade de negócios de couros da JBS lançará um produto com nanotecnologia capaz de tornar inativa a ação do coronavírus causador da Covid-19, antecipou a companhia à Reuters na quarta-feira
Por motivos estratégicos, a JBS Couros disse que não divulgará detalhes comerciais, como a data em que o produto estará disponível para venda e o valor investido. O lançamento do produto com a chamada tecnologia V-Block será feito tanto nacionalmente quanto no exterior, ressaltou a empresa, que é a maior indústria de processamento de couros do mundo. A JBS disse que o novo couro passou por testes conduzidos no laboratório de biossegurança de nível 3 (NB3), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), e mostrou 99% de inativação do coronavírus em 30 minutos a partir do contato com partículas virais. “O couro recebe um aditivo de micropartículas de prata em seu revestimento, que possui ação antiviral e é indicado para superfícies que podem estar em constante exposição ao vírus, como móveis, assentos e volantes de veículos”, afirmou a companhia. Itens manipulados com frequência, como roupas, bolsas e carteiras, também podem ser fabricados a partir do couro com a nanotecnologia. “A aplicação da tecnologia agrega ainda mais valor ao nosso produto, ao auxiliar na preservação e resistência do material”, disse em nota o Presidente da JBS Couros, Guilherme Motta. Segundo a empresa, os testes foram feitos de acordo com a norma internacional ISO 21702, que estabelece os métodos mais adequados para detectar atividade antiviral em plásticos e superfícies não-porosas.
REUTERS
Doações da BRF para hospitais em SC reforçam combate à covid-19
A BRF segue realizando doações para contribuir com as ações de enfrentamento à covid-19 e seus efeitos na sociedade. O Hospital Salvatoriano Divino Salvador, de Videira (SC), recebeu apoio para viabilizar a compra, por exemplo, de EPIs específicos e medicação, informou a companhia na quarta-feira (14)
Em Caçador (SC), o Hospital Maicé pretende comprar dez bombas de infusão para auxílio aos pacientes que estão em recuperação da covid-19 com o recurso doado pela BRF. A doação faz parte de um conjunto de mais R$ 50 milhões anunciados pela BRF recentemente para auxiliar no combate à pandemia de covid-19. A iniciativa contempla ações em 15 estados brasileiros e em países onde a BRF possui unidades produtivas, centros de distribuição e escritórios corporativos. Em 2020, a BRF já havia direcionado R$ 50 milhões em doações, que ainda beneficiam a população de 175 municípios distribuídos pelo território nacional, além de países como Emirados Árabes, Kuwait, China, Turquia, Cingapura, Qatar, Arábia Saudita e Omã. Apenas no Brasil, foram 1.100 entidades sociais contempladas com ações da BRF, inclusive por meio de parceiros. De acordo com o Instituto BRF, ao todo, foram doados mais de 500 mil itens entre EPIs como máscaras, luvas e toucas para profissionais de saúde, além de álcool em gel, testes para diagnóstico da covid-19, termômetros e equipamentos hospitalares.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Exportação de carnes de frango e suína em 2021 pode superar estimativas, diz ABPA
As exportações brasileiras de carnes de frango, suína e de ovos em 2021 poderão superar as estimativas iniciais, disse o Diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luis Rua, no podcast da entidade Pauta ABPA divulgado na terça-feira
Os resultados das exportações desses produtos no primeiro trimestre de 2021 surpreenderam a ABPA, segundo o executivo. “A expectativa é de que a gente possa ter um ano de 2021 com ainda mais aumentos de exportações de carne de aves, suína e ovos”, disse Rua. “A gente vê, de alguma maneira, mercados importantes para nós retomando a atividade econômica”, disse ele, citando Arábia Saudita e China. Segundo Rua, essa retomada das atividades econômicas em importantes países importadores de carnes brasileiras, o avanço na vacinação e os dados de exportações no primeiro trimestre indicam “a possibilidade de uma superação do que a gente havia previsto inicialmente” em relação às exportações para 2021. No primeiro trimestre do ano, as exportações nacionais de carne suína tiveram alta de 21,86%, a 253,5 mil toneladas. Já as de carne de frango subiram 1,44%, a 1,036 milhão de toneladas. A ABPA estimou ao final do ano passado alta de 0,5% a 3,6% no volume total de exportações de carne de frango brasileira em 2021, e de 4,9% a 10% nos embarques de carne suína.
CARNETEC
Após queda, preço do suíno vivo e da carne se recupera em abril
Segundo o Cepea, o motivo é a maior demanda da indústria por animais para abate, depois que as baixas em março deixaram os preços mais atrativos
Os preços do suíno vivo e da carne no atacado se recuperaram em abril, após as quedas de março. O motivo é a maior demanda da indústria por animais para abate, depois que as baixas em março deixaram os preços mais atrativos, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em relatório. “Além disso, a demanda por carne no atacado também se aqueceu.” Ainda conforme o Cepea, outro fator que influenciou a maior demanda da indústria foi a menor oferta de carne no mercado doméstico, devido às fortes exportações. Segundo relatório parcial da Secex, a média diária de embarques está em 4,9 mil toneladas de carne suína in natura, aumento de 15,5% frente à de março. Nas praças paulistas os preços subiram de maneira abrupta. De 6 a 13 de abril, o animal se valorizou 25,3% na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), negociado a R$ 7,16/kg na terça-feira. No oeste catarinense, o animal se valorizou 12,3% de 6 a 13 de abril, indo para R$ 7/kg nesta terça. No Vale do Taquari (RS), a elevação foi de 8,1% no mesmo período, com o suíno cotado a R$ 6,81/kg no dia 13. Em relação à carne suína, além do aquecimento na demanda no início do mês, a queda de preços favoreceu também as vendas no varejo, permitindo o reajuste positivo de preços no atacado. “Para a carcaça as altas foram mais fortes, acompanhando a movimentação do (animal) vivo”, cita o Cepea. “No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi negociada a R$ 10,56/kg na terça-feira, expressivo avanço de 19,5% em relação à terça-feira anterior (6).”
ESTADÃO CONTEÚDO
MEIO AMBIENTE
Novas práticas podem reduzir emissões da pecuária em 50%
Um novo estudo realizado pela Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos, indicou que a indústria da pecuária bovina pode reduzir as emissões de gases de efeito de estufa (GEE) até 50% em certas regiões. As informações foram divulgadas pela revista Vida Rural de Portugal indicando que os Estados Unidos da América e o Brasil são as regiões que têm o maior potencial de redução
O estudo, “Reduzindo os impactos climáticos da produção de carne bovina: uma síntese das avaliações do ciclo de vida em sistemas de gestão e regiões globais”, foi publicado em 5 de abril na Global Change Biology. Globalmente, o gado produz cerca de 78% das emissões totais de GEE do gado. Ainda assim, existem muitas soluções de gestão conhecidas que, se adotadas de forma ampla, podem reduzir, mas não eliminar totalmente, a pegada climática da indústria da carne bovina, de acordo com a autora principal Daniela Cusack, professora assistente do Departamento de Ciência do Ecossistema e Sustentabilidade da CSU. “Nossa análise mostra que podemos melhorar a eficiência e a sustentabilidade da produção de carne bovina, o que reduziria significativamente o impacto climático da indústria”, disse Cusack, também pesquisador associado do Smithsonian Tropical Research Institute, no Panamá. “Mas, ao mesmo tempo, nunca alcançaremos as emissões líquidas zero sem mais inovação e estratégias além da gestão de terras e maior eficiência de crescimento. Há muito espaço, globalmente, para melhorias”, completa. “Meu país natal, o Brasil, tem mais de 52 milhões de hectares de pastagens degradadas – maiores do que o estado da Califórnia”, disse Amanda Cordeiro, coautora e estudante de pós-graduação da CSU. “Se pudermos almejar uma regeneração em larga escala de pastagens degradadas, implementação de sistemas silvo-agro-florestais e adoção de outras estratégias de manejo local diversificadas para a produção de gado, o Brasil pode diminuir drasticamente as emissões de carbono”, conclui.
AGROLINK
INTERNACIONAL
Exportações de carne bovina do Uruguai estão se recuperando
As exportações uruguaias de carne bovina se recuperaram no primeiro trimestre de 2021 quando comparadas ao mesmo período do ano anterior
A carne bovina – representou 79% do total exportado, US $ 545 milhões – e gerou US $ 436 milhões, valor que marca uma recuperação em relação a 2020. A tendência para este primeiro trimestre de 2021 tem sido de maior volume a preço menor, ele confirmou o INAC. A China, principal mercado de carne bovina e miúdos, apresentou aumento de 58%, movimentando US $ 295 milhões. Por sua vez, representa 53% de todos os negócios. A classificação do mercado continua com os destinos da América do Norte (Nafta) com 16% da receita (queda de 13%), onde o Canadá se destaca com uma queda de 32% na receita recebida. Em seguida vem a União Europeia com 14%, que mostra uma queda de 4% no volume exportado devido à pandemia Covid-19 e seus efeitos na mobilidade, embora continue sendo o mercado onde o Uruguai obtém preços mais elevados, intimamente associados aos negócios da cota 481 e da cota Hilton. Enquanto isso, Israel se consolida como o quarto destino, acima do Mercosul. Com base na exportação de todas as carnes, a geração de divisas atingiu US $ 545 milhões, valor 20% superior (US $ 90 milhões), em relação ao mesmo período do ano anterior. A tendência para este período é de maior volume a um preço menor. O INAC afirmou que, pelos números gerados em fevereiro passado, a oferta mostrou um volume maior de carnes nacionais e um volume menor de carnes importadas, principalmente do Brasil. De acordo com o INAC, o consumo total de proteínas registra um aumento de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse comportamento é explicado pelo aumento no consumo de carne bovina com 3,7% e carne de frango com 7,3%. Por sua vez, o consumo de carne suína e ovina registrou queda de 11,6% e 9%, respectivamente. A participação da carne importada no consumo total de proteína foi reduzida em 5 pontos, disse o INAC.
El País Digital
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122

