Ano 7 | nº 1467| 16 de abril de 2021
ABRAFRIGO NA MÍDIA
ADIN da ABRAFRIGO sobre o FUNRURAL será julgada no mês de abril
Está marcado para 22 de abril de 2021 o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) nº 4395, cuja autora é a Associação Brasileira de Frigoríficos – ABRAFRIGO e que se encontra atualmente empatada com o placar de 5 x 5 no Supremo Tribunal Federal (STF), com o Ministro Dias Toffoli para voto de desempate
Em maio de 2018, o STF concluiu o julgamento do Recurso Extraordinário 718.874 (Tema 669), que tratou do Funrural, contribuição previdenciária que incide sobre a receita bruta da comercialização, pelo produtor rural pessoa física e empregador. O STF decidiu pela constitucionalidade da cobrança, revertendo decisões anteriores, de 2010 e 2011, mas não analisou a obrigação dos frigoríficos em reter e recolher o Funrural (sistemática da sub-rogação) em relação aos produtos que estes compram dos produtores. Agora o STF tem a oportunidade de encerrar essa discussão, que afeta todo o agronegócio brasileiro, num momento em que à indústria de abate de bovinos enfrenta grave crise financeira pela diminuição do consumo de carne bovina, provocada pela crise econômica e pelo elevado nível de desemprego no mercado interno, pela forte elevação do preço do boi gordo (principal item de custo da indústria frigorífica) como consequência da redução da oferta de animais para abate, devido ao aumento do descarte de matrizes dos últimos anos; impossibilidade de repasse de custos para os preços do mercado atacadista, resultando em margens negativas; aumentos de custos com adequações nas linhas de produção e implementação de protocolos para conter o avanço da covid; elevação do nível de capacidade ociosa no setor e aumento da demanda por animais para atender às exportações de carne bovina, impulsionado pela valorização da taxa de câmbio. Todos estes fatores deixam em dificuldades ainda maiores empresas de pequeno e médio porte que atuam predominantemente no mercado interno. Como consequência do atual quadro de crise, diversas unidades estão trabalhando com capacidade reduzida ou mesmo fechando suas portas temporária ou definitivamente. A ADIN 4395/2010 foi proposta em março de 2010 pela ABRAFRIGO e buscou tanto a declaração de inconstitucionalidade da exigência do FUNRURAL ao empregador rural pessoa física (produtores), como também a sub-rogação, que é o dever do adquirente (frigoríficos/cerealistas/cooperativas) em reter e recolher o tributo em questão.
VALOR ECONÔMICO/ESTADÃO CONTEÚDO/PORTAL DBO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/ISTO É DINHEIRO/AGROEMDIA/TERRA ECONOMIA/O GLOBO/MONEY TIMES/GLOBO RURAL/PECUARIA.COM.BR
NOTÍCIAS
Sinais de melhora na oferta de boiadas para abate em São Paulo
Nas praças paulistas, a melhora sutil nas ofertas de boiadas durante a semana permitiu alongamento nas programações de abate, que atendem, em média, 6 dias no estado. Com isso, os compradores estão testando preços abaixo da referência, mas sem sucesso nas compras
Diante desse cenário, a cotação boi gordo ficou estável na última quinta-feira (15/4) na comparação diária, em R$317,00/@, preço bruto e a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria. Para as fêmeas, as cotações ficaram em R$291,00/@ e R$306,00/@ para a vaca e novilha gordas, respectivamente, nas mesmas condições. Bovinos que atendem ao mercado externo foram negociados em até R$325,00/@, preço bruto e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: mesmo com aumento da oferta, preços não cedem
O volume de animais ofertado não cresceu a ponto de mudar drasticamente a curva de preços no mercado físico
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quinta-feira, 15. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços do boi gordo não caem de forma consistente apesar da melhor fluidez dos negócios durante a semana. “Os frigoríficos até tentaram exercer pressão, no entanto não houve grande aderência dos pecuaristas em realizar negociações a patamares mais baixos. De qualquer maneira o volume de animais ofertado não cresceu a ponto de mudar drasticamente a curva de preços”, diz. A expectativa ainda é de maior disponibilidade de boiadas durante o mês de maio, pois as pastagens já apresentam sinais de desgaste em muitos estados, reduzindo a capacidade de retenção. Do ponto de vista da demanda doméstica de carne bovina o saldo foi bastante positivo ao longo da primeira quinzena do mês, com um movimento de alta consistente no atacado, com destaque para o corte dianteiro e para a ponta de agulha. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 318 – R$ 319 a arroba. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305 a arroba. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 306 – R$ 307. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 313 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, os preços se acomodaram em um período que conta com menor apelo ao consumo. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,75 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
CEPEA: Relação de troca atual é a mais desfavorável da história ao terminador
Dados do Cepea mostram que a atual relação de troca de arrobas de boi gordo por bezerro é a mais desfavorável ao terminador, considerando-se toda a série histórica
Na média da parcial de abril (até o dia 13), o pecuarista terminador do estado de São Paulo precisa de 9,89 arrobas de boi gordo (Indicador CEPEA/B3) para comprar um animal de reposição em Mato Grosso do Sul (Indicador ESALQ/BM&FBovespa, nelore, de 8 a 12 meses), 5,72% a mais que em março e 5,74% acima do verificado em abril do ano passado. Trata-se, também, da maior quantidade já necessária de arrobas para aquisição de um animal de reposição. Levantamento do Cepea indica que os preços do boi e do bezerro são recordes e seguem em alta, mas os do animal de reposição sobem com mais intensidade que os do animal para abate. Com disso, muitos terminadores consultados pelo Cepea mostram cautela na compra de novos lotes de bezerro, mesmo diante dos elevados preços da arroba do boi gordo.
Cepea
Abate de bovinos cai em 60% e acende sinal de alerta no setor frigorífico de MS
A falta de boi no campo, o alto preço da arroba e a diminuição do consumo ocasionada pelo baixo poder de compra da população brasileira, tem obrigado os frigoríficos a diminuir drasticamente a quantidade de abates de bovinos em Mato Grosso do Sul
De acordo com o Presidente da Assocarnes (Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carnes de Mato Grosso do Sul), Sérgio Capucci, a situação é delicada, e caso o cenário não mude, poderá haver um grande fechamento em indústrias frigoríficas do estado. “Os abates para frigoríficos que não são exportadores caíram em até 60%, falta boi no campo, os preços são altos e o poder de compra do brasileiro diminui muito. Quem está na cadeia do meio, que são os frigoríficos, sofreram um grande impacto. Até os grandes que fazem exportações tiveram uma diminuição de 10%. Por enquanto o setor está se mantendo, mas não está longe de acontecer um grande fechamento”, relata. Em 2020, foram abatidos 3,2 milhões de cabeças de bovinos em Mato Grosso do Sul, o número pode parecer alto, mas de acordo como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), representa uma queda de 13,9% em relação a 2019. O estado foi o que teve a 2ª maior queda entre as 24 federações que tiveram variação negativa. Enquanto os volumes de abates atingem mínimas históricas a indústria frigorífica enfrenta ainda dificuldades em repassar para o consumidor final o aumento de custos gerado pela disparada da arroba do boi gordo, que em Mato Grosso do Sul já ultrapassa R$ 300. “São vários desestímulos, a seca no pasto já vem durando alguns anos, o milho está caríssimo, a produção do bezerro ficou cara, todos esses fatores aumentam o preço do boi vivo e a cadeia do meio é a que mais sofre. Não conseguimos repassar o aumento do boi para o consumidor final, se fosse repassar era pra carne estar muito mais cara”, reitera o Presidente da Assocarnes.
Campo Grande News
Audiência pública nesta sexta debate projeto que limita pausa térmica em frigoríficos
Além da proposta em tramitação na Câmara Federal, reunião virtual discutirá norma
Uma audiência pública virtual, às 11h desta sexta-feira (16/4), debaterá o projeto de Lei 2361/11, em tramitação na Câmara dos Deputados, que limita pausas de recuperação do frio aos trabalhadores de frigoríficos em temperaturas inferiores a 4ºC. A proposta altera o artigo 253 da CLT e está em discussão na Comissão de Trabalho da Câmara. O texto limita as pausas, também, a trabalhadores que movimentam mercadorias do ambiente frio para o quente, com variação de 10ºC entre os ambientes laborais. Outro foco da discussão, organizada pela Assembleia Legislativa de São Paulo e que terá transmissão on-line, são alterações na Norma Regulamentadora (NR) 36, que define requisitos mínimos de saúde e segurança no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes. A normativa está em revisão pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Participarão da audiência, além dos deputados, representantes de Ministério Público do Trabalho (MPT), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústria de SC, União Internacional das Associações de Trabalhadores da Alimentação Confederação Democrática da Alimentação, Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação e Federação Democrática dos Trabalhadores da Alimentação de SC. Em nota técnica divulgada em março, o MPT estimou que, caso o projeto de lei em tramitação na Câmara seja aprovado, as pausas térmicas se restringiriam a cerca de 5% dos trabalhadores do setor frigorífico, principal atingido pela mudança.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar fecha em queda de 0,75%, a R$ 5,6276
O dólar caiu a uma mínima em uma semana na quinta-feira, na terceira queda seguida e ditada pela fraqueza da divisa norte-americana no mundo, diante do maior apetite global por risco
O dólar à vista cedeu 0,75%, a 5,6276 reais na venda, menor patamar desde 8 de abril (5,5744 reais). No exterior, o dólar caía 0,5% e 1,6% ante divisas de risco assim como real, enquanto Wall Street cravou novos recordes e as commodities renovaram máximas em um mês. Investidores lá fora seguem animados com as perspectivas para a economia dos Estados Unidos, em meio a estímulos e aceleração da vacinação, com o otimismo reforçado por dados acima do esperado. Ivo Chermont, sócio e economista-chefe da Quantitas, avalia que o clima favorável a risco no exterior tem ajudado o real a se valorizar nos últimos dias, mas ressalva que a moeda brasileira ainda perde contra pares emergentes, sinal de que o câmbio segue com melhora limitada devido a problemas locais. O real perde 7,3% ante o peso mexicano em 2021, enquanto cai 10,9% frente ao rand sul-africano e recua até mesmo contra a lira turca (-0,4%), a moeda mais volátil entre as principais dos mercados emergentes. O mercado ainda está às voltas com o impasse do Orçamento de 2022, com investidores recebendo diariamente informações sobre novas propostas discutidas no governo para resolver o imbróglio –as quais até aqui têm desagradado a comunidade financeira. Analistas e o próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconhecem o peso da preocupação fiscal nos preços do dólar, que nos atuais patamares faz do real a moeda mais barata no mundo, segundo o Deutsche Bank.
REUTERS
Índice Ibovespa tem 4ª alta
A JBS ON valorizou-se 3,63%, para o recorde de fechamento de 34,51 reais. O Credit Suisse reiterou perspectiva “bullish” para a empresa, após encontro com o Presidente-Executivo da unidade norte-americana Pilgrim’s Pride, citando que ela pode ser uma surpresa positiva nos resultados de 2021, já que o aumento nos preços de aves parece mais do que compensar a alta dos grãos, garantindo níveis saudáveis de spreads
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira em meio a movimentos de realização de lucros. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,34%, a 120,700,67 pontos, engatando a quarta alta seguida. O volume financeiro no pregão somou 30,35 bilhões de reais. Wall Street colaborou, registrando novas máximas históricas de S&P 500 e Dow Jones, com dados macroeconômicos e corporativos reforçando a percepção de retomada da economia norte-americana. “O ponto mais importante de hoje é que saíram dados da economia norte-americana que reforçam a volta do crescimento”, avaliou o Diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, destacando ainda a queda nos rendimentos dos Treasuries. Esse cenário fez com que os ativos de todos emergentes se beneficiassem e pudemos ver os reflexos disso no Brasil, com risco país, juros e dólar caindo e bolsa subindo.
Além disso, Campos chamou a atenção para dados do setor de serviços que vieram positivos, que, somados aos dados recentes de atividade, corroboram a percepção de que o PIB do primeiro trimestre pode não ser tão ruim como se esperava. Na visão de participantes do mercado, porém, a robustez do mercado brasileiro segue restrita pela crise sanitária, além da cena política tensa e da situação fiscal periclitante. Para efeito de comparação, o S&P 500 acumula em 2021 valorização de 11%, enquanto o Ibovespa sobe apenas 1,41% e cai 6,28% quando considerado o desempenho em dólar.
REUTERS
Governo fixa meta de déficit primário de R$ 170,5 bi para 2022 e vê ao menos 11 anos de contas no vermelho
Em meio às incertezas que cercam as contas públicas neste ano, a equipe econômica definiu na quinta-feira uma meta de déficit primário de 170,474 bilhões de reais para o governo central em 2022, segundo projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado ao Congresso
O rombo anual –que será o nono consecutivo do governo central– é inferior ao déficit fixado como meta para este ano, de 247,1 bilhões de reais, cujo cumprimento já é posto em dúvida diante das pressões por gastos em meio à pandemia. No projeto da LDO, que estabelece os parâmetros para a preparação do Orçamento do ano seguinte, o governo indicou ainda déficits primários de 144,972 bilhões de reais em 2023 e de 102,204 bilhões de reais para 2024. Os saldos não incluem despesas com juros e se referem às contas do Tesouro, Previdência e Banco Central. O Secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que, em projeção “conservadora”, a expectativa é que o governo central volte a registrar superávits primários em 2026 ou 2027, mas que isso pode ser antecipado. Na prática, o PLDO prevê que o governo complete ao menos 11 anos consecutivos de rombos primários, um desequilíbrio que se vê desde 2014 e que têm contribuído para o crescimento da dívida pública. A LDO de 2021, aprovada pelo Congresso no fim do ano passado, previu déficits de 178,93 bilhões de reais para o governo central em 2022 e de 150,13 bilhões de reais para 2023, números agora revisados. A nova meta para o ano que vem levou em conta uma projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,2% para 2021 e de 2,5% para o ano que vem e também para 2023 e 2024 –parâmetros divulgados pela Secretaria de Política Econômica no mês passado. Para a relação dívida bruta/PIB, a projeção do governo é que chegue a 86,7% em 2022 (ante projeção anterior de 94,71%), 87,3% em 2023 (95,48% antes) e 88,1% em 2024.
REUTERS
IGP-10 desacelera alta a 1,58% em abril, diz FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou a alta a 1,58% em abril depois de subir 2,99% em março, com a queda nos preços das matérias-primas ajudando a aliviar a pressão geral no atacado
A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou na quinta-feira que o índice agora acumula alta de 9,16% no ano e de 31,74% em 12 meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, passou a subir no período 1,79%, de uma alta de 3,69% em março. O destaque ficou para a queda de 0,30% nos preços das Matérias-Primas Brutas, depois de alta de 3,03% no mês anterior. “Com este movimento, os demais estágios de processamento –bens intermediários (5,90% para 4,43%) e bens finais (2,22% para 1,71%) –registraram decréscimos em suas taxas de variação”, destacou André Braz, coordenador dos índices de preços. “A desaceleração da inflação ao produtor foi a principal contribuição para o recuo da taxa do IGP-10”, completou. Para o consumidor, ao contrário, a pressão ficou mais forte uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, passou a subir em abril 0,87%, de 0,71% no período anterior. O grupo Saúde e Cuidados Pessoais passou de uma alta de 0,27% em março para 0,78% em abril, influenciado principalmente pelo avanço de 1,36% do item artigos de higiene e cuidado pessoal. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, teve alta de 1,24% em abril, depois de avançar 1,96% em março.
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Volume de serviços prestados sobe 3,7% em fevereiro ante janeiro, aponta IBGE
Esta é a nona taxa positiva seguida; acumulado dos últimos 12 meses, porém, representa o resultado mais negativo da série histórica, com recuo de 8,6%
O volume de serviços prestados no País cresceu 3,7% em fevereiro em relação a janeiro. Após nove meses consecutivos de avanços, o setor enfim recuperou as perdas provocadas pela pandemia, e já opera em patamar 0,9% superior ao de fevereiro de 2020, antes que a crise sanitária se agravasse no Brasil, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados na quinta-feira, 15, pelo IBGE. O bom desempenho do setor de serviços surpreendeu analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma alta mediana de 1,30%. O crescimento em fevereiro foi resultado de avanços nas cinco atividades pesquisadas, mas teve um impulso maior da expansão do comércio eletrônico no País, apontou Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços no IBGE. A atividade de transportes, armazenagem e correios cresceu 4,4% em fevereiro ante janeiro. O subsetor de transporte terrestre avançou 5,5%, enquanto o de armazenamento, serviços auxiliares aos transportes e correio teve uma expansão de 4,4%, operando no patamar mais elevado da série histórica da pesquisa. “Foi pelo aumento do e-commerce. Pela necessidade de isolamento social, a adaptação que as empresas tiveram que fazer para colocar disponíveis seus produtos online, fez que essas empresas que atuam nessa parte de logística e de transporte de cargas elevassem a receita desde junho de 2020”, explicou Lobo, lembrando que pequenos varejistas aderiram a parcerias com grandes varejistas para vendas no formato marketplace, ampliando assim o alcance aos seus produtos. Na passagem de janeiro para fevereiro, os serviços prestados às famílias subiram 8,8%, puxados pelo subsetor de alojamento e alimentação (8,6%). Os demais avanços ocorreram nos serviços profissionais e administrativos (3,3%), outros serviços (4,7%) e informação e comunicação (0,1%).
O ESTADO DE SÃO PAULO
EMPRESAS
JBS vai investir R $ 1,7 bi em 7 unidades no Rio Grande do Sul até 2023
A JBS informou na quarta-feira que investirá 1,7 bilhão de reais até 2023 na expansão e melhorias de sete unidades de aves, suínos e alimentos preparados no Rio Grande do Sul, para atender mercados interno e externo
Mais cedo, o Presidente da JBS América do Sul e da Seara, Wesley Filho, fez o anúncio durante a reunião por videoconferência com o governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB), secretários e deputados estaduais. Segundo nota do governo gaúcho, 35% do aporte será destinado a plantas de aves dos municípios de Trindade do Sul, Passo Fundo, Caxias do Sul e Nova Bassano. Outros 32% vão para a unidade de suínos da cidade de Seberi. O governo afirmou que os 33% exigidos para as áreas de alimentos preparados em Bom Retiro do Sul, Seberi e Santa Cruz do Sul. Ao todo, a companhia está presente em 25 municípios gaúchos, com fábricas em 12. A JBS ainda afirmou que tem uma rede de 2,8 mil produtores integrados no Estado, para fornecimento de matéria-prima.
REUTERS
Minerva anuncia meta de zerar emissões líquidas de carbono até 2035
Empresa deverá investir R$ 1,5 bilhão em iniciativas para alcançar o objetivo
A meta é mais ambiciosa que a anunciada há três semanas pela JBS e também que o plano de intenções divulgado pela Marfrig. Parte central da estratégia da Minerva para alcançar o objetivo traçado é o monitoramento do desmatamento em sua cadeia de fornecimento e a erradicação do desmate ilegal até 2030. Para isso, a companhia avançará na rastreabilidade de todo o gado que abate no continente até 2030, incluindo os animais que passam por fornecedores indiretos – que vendem para as fazendas onde há a engorda final. Já para o desmate legal, a companhia não apresentou meta, diferentemente de suas concorrentes. “Reconhecemos a soberania dos países onde operamos. Cada país tem seu momento de maturidade”, justificou Taciano Custódio, Diretor de Sustentabilidade da Minerva Foods, em entrevista coletiva. O executivo mencionou que há diferenças entre os países em que a empresa atua e alguns países, como o Paraguai, não possui tantos instrumentos de verificação dos produtores como o Brasil, que divulga seus dados de desmatamento e tem listas de trabalho escravo e de áreas embargadas por infrações ambientais, por exemplo. No Brasil, a Minerva deve manter o rastreamento dos fornecedores diretos, que segundo a companhia já cobre 100% dos biomas em que atua. Até o fim deste ano, o monitoramento de fornecedores deverá ser concluído no Paraguai, e chegará a 100% na Colômbia em 2023, no Uruguai em 2025 e nos demais países até 2030. Para realizar o monitoramento, a Minerva integrará a ferramenta Visipec ao seu sistema de monitoramento geográfico para a Amazônia. O instrumento, desenvolvido pela Universidade de Wisconsin em parceria com a National Wildlife Federation (NWF), começou a ser testado pela companhia em meados do ano passado e permite uma avaliação de riscos relacionados às fazendas de fornecimento indireto. Segundo a companhia, os resultados preliminares do Visipec em 2020 mostram mais de 99% de conformidade para as fazendas indiretas de nível 1 identificadas pela ferramenta, de acordo com os critérios definidos pelo Grupo de Trabalho dos Fornecedores Indiretos. A empresa também fornecerá aos produtores a tecnologia geoespacial que utiliza para realizar monitoramento, por meio de um aplicativo de verificação de fornecedores desenvolvido pela Niceplanet Geotecnologia. A tecnologia estará disponível aos pecuaristas do Brasil até dezembro deste ano e até 2030 aos produtores dos demais países. Os fornecedores de gado da Minerva também receberão apoio para reduzirem suas emissões.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Produção mundial de carne de frango: em 2020, a menor expansão das últimas seis décadas
Recém-lançado, o Meat Market Review 2020 da FAO ressalta que, no ano passado, a produção avícola global se expandiu no ritmo mais lento já registrado nas últimas seis décadas
No ano foram produzidas perto de 133,3 milhões de toneladas de carne de frango, volume que, em relação a 2019, representou aumento de 1,3% – o menor índice de evolução anual registrado desde 1960. Ainda assim, o resultado obtido representou importante conquista frente ao ambiente desafiador que envolveu produção e comércio com a ocorrência da pandemia e o registro de casos de Influenza Aviária na Europa e na Ásia. A acessibilidade relativa da carne de frango e o ciclo de produção mais curto foram os dois fatores críticos que permitiram à carne de frango obter desempenho melhor que o das carnes bovina (que recuou perto de 1,5%, ficando em 71,4 milhões de toneladas) e suína (que recuou pelo segundo ano consecutivo, ficando aquém dos 110 milhões de toneladas). Os maiores aumentos na produção de carne de frango (considerado o volume adicional produzido) ocorreram na China, EUA e Brasil. Estima-se que, impulsionada pelo aumento de demanda gerado com a escassez e preços elevados de carne suína, a produção chinesa de carne de frango tenha aumentado mais de 5% – algo que só foi possível graças aos novos investimentos que fluíram para o setor a partir de 2019. Nos EUA ocorreu um aumento paralelo, mas marginal, no número de cabeças abatidas e no peso médio dessas aves. Mas o setor também foi beneficiado por um programa governamental de assistência específico da pandemia voltado para os produtores de commodities agropecuárias. No Brasil, a produção aumentou 1,6% e chegou a estimados 14,3 milhões de toneladas – apesar do aumento de custo dos insumos básicos e das interrupções de mercado, tanto internas como externas.
AGROLINK
BRF já importa milho da Argentina e do Paraguai, diz agência
Empresa afirma ter adotado a estratégia para contrabalançar a alta do custo do principal insumo da ração dos animais
A BRF, maior processadora de aves do país e dona das marcas Sadia e Perdigão, afirmou à agência de notícias Bloomberg que comprou recentemente carregamentos de milho da Argentina e do Paraguai, em uma medida que visa a controlar a alta no custo do principal insumo da ração dos animais. A empresa não informou o volume das importações. Ainda de acordo com a agência, além da BRF, outras cinco empresas querem importar o grão. Neste ano, o país aumentou as importações de milho em função da forte demanda chinesa, que fez os preços domésticos mais do que dobrarem no período. No Paraná, um dos principais Estados da atividade, a saca de 60 quilos está valendo, em média, R$ 89,97, segundo o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral). Na semana passada, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) solicitou ao governo brasileiro a prorrogação da isenção do imposto de importação de milho para países fora do Mercosul. A entidade diz que o objetivo é facilitar a compra do grão de outros grandes produtores mundiais, como os Estados Unidos.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Preços da carne bovina e do gado dos EUA estão subindo devido à demanda sazonal mais forte do que o normal
Os preços da carne bovina e do gado bovino estão experimentando uma tendência de alta à medida que a economia dos EUA emerge de uma pandemia de um ano, escreve Adam Russell do Texas A&M AgriLife Extension Service
A demanda sazonal de carne bovina aumenta historicamente na primavera, especialmente antes da temporada de grelhados, que inicia o Memorial Day, disse David Anderson, PhD, economista da AgriLife Extension, Bryan-College Station. Mas este ano, a demanda é maior, já que os americanos e a economia emergem de uma pandemia que já dura um ano. Anderson disse que a alta nos preços do boi gordo e no mercado atacadista reflete o clima econômico geral do país e do mundo. O ímpeto econômico está aumentando à medida que os americanos continuam ganhando confiança de que a pandemia de COVID-19 ocorre em grande parte em segundo plano. De acordo com o rastreador do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, quase 36,5% dos americanos receberam pelo menos uma dose de vacinação, enquanto 22% foram totalmente vacinados. À medida que essas porcentagens aumentam, Anderson disse que a demanda do consumidor provavelmente mudará para cortes de carne bovina de maior valor e continuará crescendo em um setor de restaurantes devastado pela pandemia. Anderson disse que os mercados de hotéis e restaurantes têm um longo caminho para a recuperação, mas as melhorias no setor de viagens devem ser encorajadoras. “Há muita demanda reprimida”, disse Anderson. “Há mais ímpeto de abertura e as pessoas querem sair ou ter encontros.” Anderson espera que a demanda por carne continue e que o apetite americano por carne bovina possa mudar de cortes de menor valor, como hambúrguer e lombo, para bifes e filés, especialmente com a chegada da temporada de grelhados. “A carne bovina é mais cara do que a carne suína ou de frango, e a demanda por certos cortes de carne bovina costuma ser um bom indicador de como a economia está se saindo”, disse ele. “O aumento da demanda e dos preços está relacionado a quanto dinheiro está no bolso das pessoas.”
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