CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1025 DE 02 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1025 | 02 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Preços do boi gordo sobem até R$ 0,50 nesta segunda, dia 1º

Na semana passada, os frigoríficos conseguiram alongar um pouco as escalas de abate

Em função disso, na segunda, dia 1º, muitas indústrias não abriram ofertas de compra. Mesmo assim, os preços subiram R$ 0,50 no norte de Tocantins e no sul de Goiás. Segundo analistas, vale destacar que na Bahia, apesar da estabilidade, o volume de compras esta semana deve ser menor em função do feriado desta terça, dia 2 — Independência da Bahia. “No estado, as escalas estão enxutas”.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: oferta reduzida e aumento na demanda devem sustentar preços

A oferta de boiadas não está abundante e há expectativa de melhora no consumo de carne nos próximos dias, informa a Scot Consultoria

“A associação desses fatores deve manter os preços da arroba do boi firmes no mercado interno”, projeta. Atualmente, na média das 32 praças acompanhadas pela empresa, a cotação do boi gordo está em R$ 134,41 por arroba, alta de 1,1% na comparação com o início do ano. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o quilo da carcaça de machos castrados vale R$ 9,89, valorização de 0,5% frente ao fechamento de sexta, dia 28.

SCOT CONSULTORIA

Ações de processadoras de carne disparam na esteira de acordo Mercosul-UE

As ações das processadoras brasileiras de carnes avançaram acentuadamente na segunda-feira, com perspectivas de exportações mais fortes à União Europeia depois do acordo comercial atingido na semana passada com o Mercosul

A JBS, maior produtora de carnes do mundo, avançou 5,5%, enquanto sua rival BRF, maior exportadora mundial de frango, saltava 8,7%. A Marfrig, que negocia fusão com a BRF, subiu 3%. Pelo acordo anunciado na sexta-feira, os europeus reduzirão as tarifas a uma série de commodities agrícolas do Mercosul, incluindo carnes (bovinas, suínas e de aves), açúcar, queijo e mel, de acordo com os termos detalhados pela UE. A UE aceitou diminuir as barreiras impostas a 82% das importações agrícolas oriundas do Mercosul num período de transição de 10 anos, disse Bruxelas, adicionando que a UE também ofereceu acordos parciais, incluindo cotas para produtos agrícolas mais sensíveis. Para a carne bovina, Bruxelas disse que o acordo permitirá que a UE importe 99 mil toneladas por ano do Mercosul, com uma tarifa de 7,5%. O acordo também permite a importação sem taxas de 180 mil toneladas de carnes de aves do Mercosul, além de 25 mil toneladas de carne suína com tarifa de 83 euros por tonelada, segundo os termos do pacto, que será implementado em fases. A UE e o Mercosul formam juntos um mercado de 780 milhões de pessoas e um quarto do produto interno bruto (PIB) global, disse o Ministério da Agricultura na semana passada. No ano passado, as exportações brasileiras à UE somaram cerca de 42 bilhões de dólares, quase um quinto das exportações totais do país, segundo a pasta.

REUTERS

UE publica documento sobre princípios do acordo com o Mercosul

A União Europeia (UE) publicou na segunda-feira um documento sobre princípios do acordo com o Mercosul, no qual lista cotas nos dois blocos, períodos de liberalização em geral dos produtos agrícolas, industriais, serviços e outras condições no comércio.

Segundo Bruxelas, o Mercosul vai eliminar gradualmente as tarifas de importação em 93% das linhas tarifárias para exportações agrícolas da UE. Já a UE vai liberalizar 82% das importações agrícolas, com o restante submetido a cotas (volume quantitativo) envolvendo produtos mais sensíveis.

  • Carne bovina: cota de 99 mil toneladas com carcaça, subdivida em 55% carne fresca e 45% carne congelada com tarifa intracota de 7,5% e eliminação no caso da carne da Cota Hilton ao longo de seis anos.
  • Frango: 180 mil toneladas com carcaça, livre de tarifas, subdivido em 50% com osso e 50% sem osso
  • Carne suína: 25 mil toneladas com tarifa de 83 euros por tonelada,
  • Queijo: 30 mil toneladas livre de tarifa.
  • Leite em pó: 10 mil toneladas livre de tarifa.
  • Leite (infant fórmula): 5 mil toneladas livre de tarifa.

Valor Econômico

ECONOMIA

Previsão para crescimento do PIB em 2019 cai pela 18ª vez seguida

Boletim Focus, que compila previsões dos economistas, mostra que a perspectiva de expansão caiu 0,02 ponto percentual e foi a 0,85%

Economistas passaram a ver mais afrouxamento monetário neste ano e no próximo, em meio a estimativas cada vez mais fracas para o crescimento do Brasil, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira. O levantamento semanal apontou que o mercado passa a ver taxa básica de juros Selic a 5,50% em 2019. Atualmente a Selic está no piso histórico de 6,5 por cento. A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou de 0,87% para 0,85%. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,13%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,20%. Apesar de o mercado ter previsto um PIB abaixo de 2% ainda em abril, o Banco Central só diminuiu sua previsão oficial desse patamar na última quinta-feira (27). Agora, o BC prevê um crescimento de 0,8%, mais alinhado com o que tem sido visto no Focus. No relatório desta segunda, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 0,72% para 0,71%. Há um mês, estava em 1,49%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual a quatro semanas antes. Quanto à inflação, o ajuste também foi para baixo, com a alta do IPCA calculada a 3,80% em 2019 e 3,91% em 2020, respectivamente de 3,82% e 3,95% no levantamento anterior. O relatório de mercado Focus mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,80, igual ao visto um mês atrás.

Para o próximo ano, a projeção para o câmbio também permaneceu em R$ 3,80, igual ao verificado quatro pesquisas atrás.

REUTERS

Dólar fica perto da estabilidade em dia de força da moeda no exterior

O dólar zerou a queda de mais cedo e fechou quase estável ante o real na segunda-feira, com investidores aumentando a demanda conforme a moeda norte-americana ampliava os ganhos no exterior, no dia em que o Plano Real completou 25 anos

Lá fora, o dólar .DXY começou a acelerar a alta no início da tarde, período em que a cotação aqui também passou a ganhar tração. O dólar à vista BRBY fechou com variação positiva de 0,06%, a 3,8434 reais na venda. O índice do dólar no exterior .DXY ganhava 0,7%, nas máximas em duas semanas. O mercado foi dominado ao longo do dia pela notícia de que EUA e China concordaram em retomar negociações comerciais. Mas investidores seguiram com dúvidas sobre as chances de um acordo efetivo. “Devido à leitura de que o risco de nova escalada da guerra comercial permanece elevado, não esperamos que ativos emergentes reduzam de maneira expressiva a diferença de performance em relação a outras classes”, disseram estrategistas do Goldman Sachs. Na mínima do pregão, o dólar caiu 0,80%, a 3,8103 reais. “Fique comprado em real por enquanto”, recomendam estrategistas do Citi, que, mesmo assim, ainda demonstram certo ceticismo com a possibilidade de votação da reforma da Previdência em plenário da Câmara dos Deputados ainda em julho. “Ainda que a Casa aprove a reforma, qualquer força do real terá vida curta, devido à perspectiva de cortes de juros”, finalizaram. Cortes de juros reduzem o estímulo à compra de renda fixa brasileira, o que pode se traduzir em menor fluxo cambial e, portanto, diminuição da oferta de dólar, o que tende a elevar o preço da moeda.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta após retomada das discussões EUA-China

O Ibovespa fechou no azul na segunda-feira, sustentado por ações de empresas de proteína e da Vale, em meio ao viés positivo de praças acionárias no exterior após Estados Unidos e China concordarem em retomar discussões comerciais

O Ibovespa subiu 0,37%, a 101.339,68 pontos. O volume financeiro da sessão somou 14,79 bilhões de reais. Na máxima, o Ibovespa subiu a 102.431,61 pontos, encostando no recorde intradia, mas arrefeceu os ganhos conforme as ações de bancos e da Petrobras perderam força. Os governos norte-americano e chinês concordaram no sábado em retomar discussões comerciais, com os EUA suspendendo a imposição de novas tarifas sobre exportações chinesas. “O avanço é bem recebido e traz alívio às tensões globais, o que deve dar sustentação aos mercados no curto prazo”, disse a XP Investimentos. No Brasil, as atenções continuam voltadas à comissão especial da Câmara dos Deputados, que pode votar esta semana o parecer do relator da proposta da reforma da Previdência. O mercado também repercutiu a pesquisa semanal Focus do Banco Central, mostrando que economistas passaram a ver mais afrouxamento monetário neste ano e no próximo, em meio a estimativas cada vez mais fracas para o crescimento da economia. O Ministério da Economia divulgou superávit comercial de 5 bilhões de dólares em junho. JBS e BRF subiram 5,5% e 8,67%, respectivamente, em meio a notícias de que as mortes de animais com gripe suína na China podem ser o dobro do número oficial. O acordo preliminar de livre comércio entre Mercosul e a União Europeia (UE) na sexta-feira, também manteve o otimismo para o setor. No caso da BRF, repercutiram ainda a reportagem do jornal Valor Econômico de que a empresa recebeu oferta por ativos no Oriente Médio. MARFRIG ON subiu 3%.

REUTERS

EMPRESAS

BRF nega ter recebido ofertas por ativos no Oriente Médio

A BRF negou na segunda-feira ter recebido ofertas por alguns de seus ativos no Oriente Médio

Em resposta a uma solicitação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a exportadora de carne de aves afirmou que avalia alternativas para seus investimentos no Oriente Médio, que podem envolver a formação de parcerias, “incluindo, a venda de participações minoritárias a parceiros estratégicos”. No entanto, a companhia acrescentou que “não recebeu, até o momento, qualquer oferta de aquisição de participação nos ativos detidos pela companhia na região”. Mais cedo, o jornal Valor Econômico publicou, citando duas fontes, que a BRF recebeu uma oferta da ordem de 350 milhões de dólares por ativos no Oriente Médio.

REUTERS

BRF vende R$750 mi em debêntures

A BRF encerrou oferta pública referente à 1ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária e com esforços restritos, na qual foram subscritas 750 mil papéis, totalizando 750 milhões de reais, conforme comunicado ao mercado na segunda-feira

Do total da oferta, 70.000 debêntures têm prazo de vencimento de 3 anos e 680.000 debêntures de 7 anos. “Essa transação está aderente à estratégia de alongamento do perfil de endividamento da companhia, diversificando suas fontes de financiamento e otimizando a relação prazo / custo de seus instrumentos de dívida”, disse a BRF no documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

REUTERS

JBS tem rentabilidade acima de 115% do capital investido

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tinha, no fim de junho, um retorno superior a 115% do capital investido em JBS. O número considera o valor de mercado das ações detidas pelo banco na companhia, que somavam quase R$ 14 bilhões em 28 de junho, mais retornos de R$ 5,1 bilhões

Desses números, é preciso descontar, porém, os investimentos de R$ 8,1 bilhões feitos pelo banco nessa empresa de proteína animal entre 2007 e 2009. Chega-se, assim, a um resultado potencial para o BNDES, no fim do mês passado, de R$ 9,3 bilhões. Com base nessas contas, a Taxa Interna de Retorno (TIR) para o BNDES em JBS fica em 9,3% ao ano, acima de um investimento hipotético feito no Ibovespa, principal índice da B3, no mesmo período. Neste caso, o retorno seria de 3,35% ao ano. Os dados mostram que o BNDES teve um retorno positivo em JBS, empresa que se tornou um tema sensível para o banco depois da Operação Bullish, em 2016, que investigou possíveis irregularidades do BNDES nos aportes feitos na empresa dos irmãos Batista. Daí que os números sobre o retorno do banco nos investimentos feitos em JBS soam como música para os técnicos do BNDES, que ainda estão às voltas com defesas técnicas no TCU e defesas jurídicas na Justiça Federal, em Brasília, onde tramita o processo da Bullish. Eliane Lustosa, Diretora da área de privatizações do BNDES, foi uma das principais responsáveis por explicar, nos últimos anos, as operações de mercado feitas pelo banco em JBS ao TCU e outros órgãos de controle. Recentemente, o BNDES sofreu pressão de venda das ações da JBS, uma vez que os papéis subiram no mercado. Mesmo assim, o banco não vendeu. A análise da carteira de ações em empresas abertas do BNDES em cinco anos demonstra que JBS garantiu ao banco uma TIR de 20,86% ao ano. A taxa significou um ganho econômico de R$ 6,2 bilhões ao banco no período.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Desempenho do frango vivo em junho e no primeiro semestre de 2019

A cotação média dos primeiros seis meses de 2019 supera (em mais de 15%) o valor médio dos 12 meses de 2018

Em junho, após quatro meses sucessivos de altas que chegaram a propiciar valorização de quase 25% em relação ao preço inicial de 2019, o frango vivo negociado no interior paulista enfrentou baixa próxima de 5% comparativamente ao mês anterior, sendo negociado por, em média, R$3,43/kg. Esse valor, na verdade, foi apenas um referencial em boa parte do mês, visto que, devido aos excedentes, muitos dos negócios efetivados no período sofreram deságio em relação à cotação de mercado divulgada.  Independentemente, porém, dos fracos resultados de junho (fechado, ainda, com vendas a preços abaixo do referencial – o que sinaliza mais dificuldades em julho, mês de férias escolares e, portanto, sem a merenda tradicional), o semestre foi completado com o melhor resultado de todos os tempos. Ou seja, pelo menos nominalmente, alcançou-se no período um valor médio que supera todos os semestres anteriores – tanto o primeiro como o segundo do ano. A marca registrada – R$3,26/kg – se encontra apenas 6% acima do que foi alcançado no segundo semestre de 2016. Como, de lá para cá, a inflação oficial acumulada anda próxima dos 10%, fica claro que o desempenho atual não chega a representar grande avanço. A cotação média dos primeiros seis meses de 2019 supera (em mais de 15%) o valor médio dos 12 meses de 2018.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Mortes de animais com gripe suína na China podem ser o dobro do número oficial

Até metade dos suínos reprodutores da China morreu de peste suína africana ou foi sacrificada devido à disseminação da doença, o dobro do que mostram os números oficiais, de acordo com estimativas de quatro fontes que abastecem grandes produtores

Embora outras estimativas sejam mais conservadoras, a queda no número de suínos para reprodução deve deixar um grande buraco na oferta da carne favorita do país, pressionando para cima os preços dos alimentos e devastando os meios de subsistência em uma economia rural que inclui 40 milhões de suinocultores. “Algo como 50% das porcas está morta”, disse o veterinário Edgar Wayne Johnson, que passou 14 anos na China e fundou a Enable Agricultural Technology Consulting, uma empresa de serviços agrícolas com sede em Pequim e clientes em todo o país. Três outros executivos em produtoras de vacinas e aditivos para rações e genética também estimaram perdas de entre 40% e 50%, com base na queda das vendas dos produtos de suas empresas e em seu conhecimento direto sobre a extensão da doença mortal sobre animais pelas fazendas do país. A peste suína africana, que não possui cura ou vacina, mata quase todos os porcos infectados e não afeta seres humanos. Desde que a China reportou o primeiro caso em agosto passado, o vírus se espalhou para todas as províncias e para além das fronteiras do país, apesar das medidas tomadas pelo governo chinês para conter seu avanço. O vírus é semelhante a uma cepa encontrada nos últimos anos na Rússia, Georgia e Estônia. O governo relatou 137 surtos da doença até agora, mas muitos não são informados, principalmente e mais recentemente nas províncias ao sul do país, como Guangdong, Guangxi e Hunan, segundo quatro criadores e uma autoridade entrevistada pela Reuters.

REUTERS

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