
Ano 5 | nº 1026 | 03 de julho de 2019
NOTÍCIAS
Exportação de carne bovina atinge 111,5 mil t em junho
As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 430,5 milhões em junho (19 dias úteis), com média diária de US$ 22,7 milhões
A quantidade total exportada pelo país chegou a 111,5 mil toneladas, com média diária de 5,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 3.860,70. Na comparação com maio, houve alta de 4,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 4,7% na quantidade média diária exportada e queda de 0,5% no preço. Na comparação com junho de 2018, houve ganho de 108,8% no valor médio diário, alta de 126,1% na quantidade média diária e recuo de 7,7% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Agência SAFRAS
Mercado do boi gordo ganhando força
Apesar do mercado ganhar mais definição às terças-feiras, em São Paulo, no fechamento de ontem (2/7) muitos frigoríficos permaneceram fora das compras
Na praça paulista, em média, as programações de abate atendem ao redor de sete dias, mas existem indústrias com boiadas escaladas por mais dias. Lembrando que o feriado estadual da próxima semana (9/7) alongou artificialmente as escalas. A oferta de gado não está regulada, contudo, aos poucos os animais de cocho têm aparecido e colaborado com a disponibilidade de gado para os frigoríficos. Vale destacar que para assegurar a oferta na entressafra muitas indústrias trabalham em sistema de parcerias com seus fornecedores de matéria-prima. Portanto, esse gado proveniente, principalmente, dos contratos a termo, tem ajudado a alongar as escalas em São Paulo. No restante do país, em metade das praças pesquisadas o preço do boi gordo subiu, com destaque para todos os estados do Centro-Oeste além de Minas Gerais, Tocantins e Rondônia. Nestas regiões a baixa disponibilidade de gado terminado tem dado impulso aos preços.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Indústria do Brasil recua em maio; ainda indica instabilidade
A produção da indústria brasileira recuou em maio e continuou mostrando instabilidade do setor pressionada por veículos automotores, em um reflexo da morosidade da economia do país
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na terça-feira que a produção industrial teve recuo de 0,2% em maio sobre o mês anterior, eliminando parte do ganho de 0,3% registrado em abril. O resultado representou o terceiro recuo mensal no ano. “A perda de força da indústria em 2019 tem a ver com a demanda doméstica, com 13 milhões de desempregados, perdas nas exportações em especial para Argentina, perda de confiança de empresários e consumidores”, explicou o Gerente da pesquisa, André Macedo. “Ora sobe e ora desce por conta desse dinamismo menor”, completou. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve alta de 7,1%, patamar mais elevado desde abril de 2018 (+9,2%) e acima da expectativa de 6,5%, mas um resultado que reflete uma base baixa anterior com a greve dos caminhoneiros em maio do ano passado. Entre as categorias, houve queda de 1,8% nos Bens de Consumo, com avanços em Bens Intermediários (1,3%) e Bens de Capital (0,5%). A principal influência negativa entre os 26 ramos pesquisados foi exercida por veículos automotores, reboques e carrocerias, cuja produção recuou 2,4%, devolvendo parte do avanço de 6,4% de abril. Também apresentaram perdas bebidas (-3,5%), couro, artigos para viagem e calçados (-7,1%), outros produtos químicos (-2,0%), produtos de metal (-2,3%), produtos de minerais não-metálicos (-2,1%) e produtos diversos (-5,8%). A economia brasileira vem encontrando dificuldades em imprimir um ritmo mais consistente, com as projeções para aumento do Produto Interno Bruto (PIB) sofrendo sucessivos cortes. A pesquisa Focus do Banco Central mais recente mostra que a expectativa é de um crescimento econômico de 0,85% em 2019, com a indústria expandindo 0,71%.
REUTERS
Ibovespa recua e retorna ao patamar de 100 mil pontos
O Ibovespa recuou na terça-feira, uma vez que o entusiasmo dos mercados com o acordo comercial entre Estados Unidos e China perdeu fôlego. O Ibovespa caiu 0,72%, a 100.605,17 pontos. O volume financeiro da sessão somou 17,5 bilhões de reais
No exterior, o otimismo da véspera em torno das discussões comerciais entre EUA e China arrefeceu, abrindo espaço para ajustes. O governo norte-americano também aumentou a pressão sobre a Europa em uma antiga disputa sobre subsídios a aeronaves, ameaçando com tarifas sobre 4 bilhões de dólares em produtos adicionais da UE. No Brasil, o mercado aguardava a leitura do parecer da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara. O relator da matéria, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), sinalizou que o texto não deve incluir as novas regras de aposentadoria de Estados e municípios, e que talvez o melhor caminho seja deixar a discussão para o plenário da Câmara. A BRF caiu 3,49%, com movimentos de realização de lucros, após a ação fechar com a maior alta desde julho de 2018 na véspera (+8,67%), em meio a expectativas positivas para a demanda externa com o surto de febre suína africana na China e fundamentos cíclicos positivos. A companhia também negou ter recebido ofertas por ativos no Oriente Médio.
REUTERS
Dólar sobe ante real com exterior e ruídos sobre Previdência
O dólar fechou em alta moderada contra o real nesta terça-feira, num dia marcado por expectativas sobre o andamento da reforma da Previdência em comissão na Câmara e ruídos sobre sua tramitação, com um cenário externo cauteloso como pano de fundo.
O dólar à vista subiu 0,30%, a 3,855 reais na venda. Na B3, o dólar futuro avançava 0,38%, para 3,8665 reais. O mercado oscilou ao longo do dia ao sabor do noticiário sobre a possibilidade de votação do relatório da reforma da Previdência na quarta-feira. Pela manhã, ruídos de que o PSL poderia se rebelar e retirar votos favoráveis à proposta azedaram o humor do mercado. No começo da tarde, porém, informações de que a votação do parecer ocorreria na quarta-feira reduziram o prêmio de risco. Posteriormente, contudo, o mercado voltou a tomar dólares, com relatos de saídas de estrangeiros do mercado local. Mas o mercado de câmbio doméstico demonstrou forte aderência aos movimentos do dólar no exterior. A moeda norte-americana ganhou força no Brasil na parte da tarde à medida que o índice também tomava fôlego, com analistas ainda repercutindo preocupações sobre a situação comercial dos Estados Unidos com China e União Europeia (UE), além de dados fracos da economia mundial.
REUTERS
EMPRESAS
JBS ainda faz compra indireta de gado criado em área embargada
A JBS continua comprando indiretamente gado que passou por área embargada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de acordo com reportagem conjunta publicada ontem pelo jornal The Guardian e pelo Repórter Brasil
A área foi embargada em novembro de 2010 devido ao desmatamento ilegal na região amazônica. O caso envolve uma fazenda do grupo Agro SB, do banqueiro Daniel Dantas. De acordo com a reportagem, uma área da fazenda Lagoa do Triunfo, em São Félix do Xingu (PA), está embargada pelo Ibama devido ao desmatamento ilegal. No entanto, o grupo segue criando gado nessa propriedade. A JBS não faz compras diretas de gado da fazenda Lagoa do Triunfo, mas de outra propriedade do grupo de Daniel Dantas. Segundo a reportagem, a JBS adquire bovinos da Fazenda Espírito Santo. O problema é que o grupo Agro SB transfere gado da Lagoa do Triunfo para a Espírito Santo. Em nota, a JBS, maior empresa de carnes do mundo, informou que “não adquire animais de fazendas envolvidas com desmatamento de florestas nativas, invasão de terras indígenas ou áreas de conservação ambiental, ou que estejam embargadas pelo Ibama”. No caso das compras indiretas, a JBS argumentou que “essa questão só será resolvida a partir de uma solução setorial e da participação dos órgãos governamentais para a sua implementação”. A empresa defende a criação de uma Guia de Trânsito Animal (GTA) Verde. Por meio desse procedimento, a emissão das guias que permitem o transporte dos animais – entre fazendas ou até o frigorífico – contaria com uma checagem automática na lista de áreas embargadas pelo Ibama. Com isso, a transferência de animais de áreas embargadas para áreas regulares seria inviabilizada, evitando casos como os ocorridos com a compra de gado das fazendas do grupo Agro SB. Procurada pelo The Guardian e pelo Repórter Brasil, a Agro SB informou que a fazenda Lagoa do Triunfo foi adquirida em fevereiro de 2008 e que, desde então, nunca desmatou a propriedade. “Isso quer dizer que toda a antropização da fazenda foi realizada antes de 22 de julho de 2008, marco legal do Código Florestal que definiu áreas consolidadas. Em outras palavras, aberturas de áreas feitas antes desta data podem ser exploradas comercialmente”, argumentou a empresa. O grupo também destacou que nem toda a área da fazenda Lagoa do Triunfo está embargada pelo Ibama. “Os embargos incidem sobre apenas 7% da fazenda, logo 93% da mesma não possui qualquer impedimento”, acrescentou. Ao todo, a fazenda tem 145 mil hectares.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Preço da carne de frango tende a aumentar por forte demanda internacional
A indústria de carne de frango brasileira espera que os preços continuem firmes ou até subam nos próximos meses, puxados pela forte demanda internacional, segundo analistas do Rabobank em relatório divulgado à imprensa na segunda-feira (1º).
O volume de exportações brasileiras de carne de frango cresce 3,6% nos cinco primeiros do ano, impulsionado principalmente pelas vendas à China. O país asiático tem elevado compras para atender à demanda doméstica por proteína animal num momento em que casos de peste suína africana afetam a produção desta carne na China. O Rabobank estima que a produção de carne suína na China deva cair pelo menos 25% em 2019. As compras de carne de frango brasileira pela China têm mais que compensado os impactos negativos de restrições nas importações por Arábia Saudita e União Europeia, segundo o Rabobank. “Nos próximos meses, há expectativa de que a China supere a Arábia Saudita como o destino principal das exportações brasileiras de frango, dada a elevada demanda chinesa por importações de proteína animal por causa da peste suína africana”, escreveram os analistas do Rabobank no relatório. Um aumento das exportações para a Índia e o Egito, países que recentemente abriram o mercado para o frango brasileiro, também é esperado pelo Rabobank. A elevada demanda por carne de frango brasileira resultou em um aumento de 27% nos preços do frango vivo no Brasil até maio. A indústria brasileira tem aproveitado a melhora nas margens para reduzir as dívidas em vez de elevar a produção, segundo o Rabobank.
CARNETEC
Mercado do frango fecha junho com preços menores
Em junho o mercado de frango perdeu força. No mês, o preço médio na granja ficou 4,6% menor que a média do mês anterior
No atacado, em igual comparação, o recuo foi de 0,5%. Atualmente a ave terminada nas granjas paulistas tem sido negociada, em média, por R$3,30 por quilo. No atacado, a carcaça está cotada, em média, em R$4,53 por quilo. Devido ao período do mês, a demanda deve retomar e o mercado começa a ganhar firmeza.
SCOT CONSULTORIA
Exportação de carne suína avança 84,4% em junho
Brasil enviou 55,7 mil toneladas de carne suína in natura para o mercado internacional no último mês
As exportações brasileiras de carne suína registraram aumento de 84,4% em junho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 1 de julho, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No total, o país enviou 55,7 mil toneladas de carne suína in natura para o mercado internacional durante os 19 dias úteis de junho ante 30,2 mil toneladas nos 21 dias úteis de igual mês do ano passado. Em valores, as exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 128,1 milhões no último mês, avanço de 118,23% ante as US$ 58,7 milhões registrados em igual momento do ano passado. A alta reflete a forte valorização do preço pago pela tonelada do produto, que passou de US$ 1.946,4 em junho do ano passado para US$ 2.301,8 em junho deste ano.
PORTAL DBO
Exportação de carne de frango avança 61,5% em junho
Preço médio pago pela tonelada do frango enviado ao mercado internacional em junho foi de US$ 1.624
As exportações brasileiras de carne e frango registraram alta de 61,5% em junho, segundo dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No total, o país enviou 357,7 mil toneladas de carne de frango in natura ao mercado internacional nos 19 dias úteis do último mês ante 221,5 mil toneladas nos 21 dias úteis de igual período do ano passado. Em valores, as exportações brasileiras de carne de frango registraram alta anual de 76,3% em junho, para US$ 581 milhões. O crescimento acompanha a alta no preço pago por tonelada do produto enviado ao mercado internacional em junho deste ano – US$ 1.624 ante US$ 1.488 no mesmo mês de 2018.
PORTAL DBO
INTERNACIONAL
Vietnã diz que terá vacina contra peste suína africana “em breve”; especialistas mostram ceticismo
O Vietnã disse na terça-feira que obteve sucesso inicial na criação de uma vacina contra a peste suína africana, que infectou fazendas em todo o país do sudeste asiático e provocou o abate de 10% de seu rebanho suíno
A peste suína africana — que se espalhou também para o Laos e a Coreia do Norte depois de ser detectada na China em agosto de 2018 — foi registrada pela primeira vez no Vietnã em fevereiro e se espalhou para fazendas em 61 das 63 províncias do país. Mais de 2,9 milhões de suínos foram abatidos no Vietnã, de uma população de 30 milhões de animais, disse na terça-feira o Ministro da Agricultura, Nguyen Xuan Cuong. “Acho que estamos no caminho certo e em breve teremos uma vacina”, disse Cuong, segundo a agência oficial de notícias do Vietnã (VNA). A vacina, desenvolvida na Universidade Nacional de Agricultura do Vietnã, foi testada em seu laboratório e em três fazendas no norte do Vietnã, informou a emissora estatal Vietnam Television (VTV) em uma reportagem separada na terça-feira. Especialistas em vacinas e peste suína africana, no entanto, estavam céticos sobre as alegações do progresso e disseram que muito mais pesquisas são necessárias para provar a viabilidade de qualquer vacina. “Precisamos de diferentes fases de testes clínicos, primeiro em um ambiente experimental com exposição controlada e, em seguida, um teste de campo com exposição natural ao vírus, e isso não pode ser um pequeno teste”, disse Dirk Pfeiffer, professor de epidemiologia veterinária na Universidade da cidade de Hong Kong.
REUTERS
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