CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 816 DE 15 DE AGOSTO DE 2018

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Ano 4 | nº 816 | 15 de agosto de 2018

NOTÍCIAS

REFIS DO FUNRURAL TEM NOVO PRAZO DE ADESÃO: 31 DE DEZEMBRO DE 2018

Emenda articulada pelo deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) garante mais tempo para aprovação de projeto que extingue passivo

A Comissão Especial destinada a analisar a Medida Provisória 842/2018 aprovou, nesta quarta-feira (14), o relatório da proposta que altera a Lei nº 13.340, de 28 de setembro de 2016, para conceder rebate para liquidação de operações de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, e revoga dispositivos da Lei nº 13.606, de 9 de janeiro de 2018. O relator da MP, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) acolheu a proposta do deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS), estendendo o prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), de 30 de outubro para 31 de dezembro de 2018. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos plenários de Câmara e Senado antes de seguir à sanção presidencial. A emenda original de Jerônimo jogava o prazo de adesão para o final de 2019. No entanto, o Palácio do Planalto impediu o acordo firmado na semana passada. “O governo trabalhou para fixar 30 de novembro. Mas prevaleceu a emenda de minha autoria, que estabelece 31 de dezembro. Ou seja, ganhamos dois meses a mais de prazo. Isso é muito importante, já que fecha um ano de decadência da dívida e ainda nos dá a possiblidade de aprovação do projeto que extingue esse passivo bilionário”, explicou o parlamentar. Jerônimo é autor do PL 9252/2017, que acaba com a cobrança retroativa do Funrural, criando regras futuras para o desconto da contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural.

ASSESSORIA Jerônimo Goergen

Oferta restrita de boiadas mantém mercado do boi em alta

Passado o Dia dos Pais, o ímpeto de compra por parte das indústrias diminuiu, somado a isso, o cenário de proximidade com a segunda quinzena do mês, época na qual sazonalmente o poder de compra do consumidor cai, garante aos frigoríficos a estratégia de compras mais “comedidas”.

Já refletindo menor demanda por parte das indústrias, o mercado atacadista de carne bovina com osso recuou. O boi casado de animais castrados está cotado, em média, em R$9,39/kg, queda de 0,3% na comparação com a segunda-feira (14/08). Mas apesar da menor demanda, a oferta restrita de boiadas sustenta as cotações da arroba. Em São Paulo, as escalas de abates dos frigoríficos atendem em média quatro dias. A disponibilidade de boiadas no estado está restrita, e a estratégia para compor os estoques de alguns frigoríficos com escalas menores tem sido a originação de boiadas de estados vizinhos.

SCOT CONSULTORIA

Exportador de boi vivo teme Turquia

A crise cambial na Turquia preocupa os pecuaristas brasileiros, sobretudo depois que o país se transformou, neste ano, no destino de 80% das exportações de bovinos vivos do Brasil

De janeiro a julho, as vendas de animais ao mercado turco renderam US$ 240,9 milhões e colaboraram para o recorde dos embarques totais, que alcançaram US$ 301,1 milhões no período e de longe já superaram o resultado de todo o ano passado (US$ 276 milhões). O alerta é maior no Rio Grande do Sul, já que 100% das exportações que saem do Estado têm como destino a Turquia. Como em outras regiões brasileiras, as vendas de bois vivos ao exterior, embora representem proporcionalmente um volume muito pequeno – e mesmo diante da oposição de ambientalistas e organizações preocupadas com o bem-estar dos animais -, se tornou uma opção de renda em momentos de queda das compras para abate pelos frigoríficos. O Economista-Chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, confirma que, apesar de absorverem apenas 1% da oferta de gado para abate no Estado (de cerca de 1,9 milhão de cabeças em 2017), as vendas de animais vivos para a Turquia são uma “arma” nas negociações com frigoríficos. Por isso, uma eventual suspensão das vendas por conta da crise econômica turca poderia causar “impacto negativo” aos produtores. Segundo Luz, além de sinalizar e ajudar a sustentar os preços internos, as exportações chegam a render 60% a mais para os pecuaristas gaúchos do que as vendas domésticas. No fim de 2017, enquanto na entrega para a indústria local o quilo estava cotado a R$ 4,77, no porto de Rio Grande ele alcançava R$ 7,67, relata. https://www.valor.com.br/agro/5736203/exportador-de-boi-vivo-teme-turquia

VALOR ECONÔMICO

Aftosa: PR envia pedido para antecipar retirada da vacinação

Estado quer parar a imunização em 2019 para obter o novo status sanitário em 2021

Na última segunda-feira, 13, a governadora do Paraná, Cida Borghetti, encaminhou ofício ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pedindo a suspensão da vacinação contra a doença em maio de 2019. Desta forma, o novo status sanitário do Paraná seria reconhecido na Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, em maio de 2021. No documento, a governadora ratificou o compromisso de implementar as ações e metas previstas no Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa) do Mapa. Esse plano dividiu o Brasil em cinco blocos regionais para a retirada gradual da vacina, sendo que o Paraná integra o Bloco V, com o Rio Grande do Sul, Santa Catarina (que já é área livre de febre aftosa sem vacinação), Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. De acordo com o cronograma do Mapa, esse bloco só será reconhecido livre da doença sem vacinação em 2023. Porém, o Paraná acredita que tem condições de obter o reconhecimento antes. “É preciso avançar nesta discussão tão importante”, destacou a governadora. Auditoria realizada pelo Mapa, em janeiro, considerou boas as condições gerais da defesa agropecuária do Estado, considerando os programas, estrutura, capacidades técnica, financeira e administrativa do serviço de vigilância da sanidade agropecuária. Uma nova vistoria, específica do programa de febre aftosa, deve ser realizada ainda este ano.

Portal DBO

Confinamento deve ser menor no Mato Grosso

O total de animais confinados este ano em Mato Grosso deve ser 1,82% menor quando comparado a 2017, estima o segundo levantamento de intenções feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)

Em relação ao número divulgado anteriormente pela entidade, as 681,49 mil cabeças representam queda de 3,70%. Os produtores da proteína estão desestimulados pela estagnação no preço do boi gordo nos últimos meses e pelo aumento registrados nas cotações dos insumos. No mercado futuro, a situação dos preços não é muito diferente. O contrato do boi gordo na B3 com vencimento para outubro de 2018, usado como referência pelos confinadores, registrou poucas variações este ano, ficando na casa dos R$ 150 por arroba. A diferença entre os picos de máximo e mínimo era de R$ 7,05 por arroba na divulgação do relatório, enquanto que o contrato futuro de outubro de 2017 teve amplitude de R$ 30,66 por arroba no ano passado. Na tentativa de contornar o crescimento dos custos, principalmente do farelo de soja, os pecuaristas estão buscando utilizar os subprodutos do algodão na formulação da ração, visto que estes registraram quedas no comparativo anual. “Ainda assim, as margens da atividade estão apertadas, e os produtores que não utilizaram nenhum mecanismo de proteção de preço podem ficar com a rentabilidade comprometida”, alerta o Imea, em nota. Dentre todos os insumos apenas a torta de algodão registrou desvalorização no comparativo anual, partindo de R$ 477,51 por tonelada para R$ 433,00 por tonelada. Enquanto isso, outros componentes de ração animal, como o farelo de soja e o milho tiveram altas de 43,05% e 55,47%, respectivamente.

Canal Rural

ECONOMIA

Dólar passa por correção com alívio externo e cai ante real

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira em queda ante o real, num movimento de correção sintonizado com o exterior e após dois pregões de forte nervosismo diante da situação turca

O dólar recuou 0,78 por cento, a 3,8669 reais na venda, depois de subir 0,86 por cento na véspera e acumular ganhos de mais de 4 por cento na semana passada. Na mínima do dia, a moeda marcou 3,8593 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de cerca de 0,40 por cento. “Ainda que a retórica (entre Estados Unidos e Turquia) continue de agressão, os bastidores já operam para tentar solucionar diplomaticamente o problema”, escreveu o Economista-Chefe da gestora Infinity, Jason Vieira. Na véspera, o Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, reuniu-se com o embaixador da Turquia nos Estados Unidos para discutir a detenção do pastor norte-americano Andrew Brunson, informou a Casa Branca. O Presidente Donald Trump está frustrado pelo fato de a Turquia não ter libertado Brunson, segundo a Casa Branca, que pressiona Ancara a libertá-lo após dois anos de detenção. Ajudou a aliviar os mercados o anúncio do banco central turco, ao se comprometer a fornecer liquidez, e também do Ministro das Finanças do país, Berat Albayrak, de que vai realizar uma teleconferência com investidores na quinta-feira, sua primeira desde que assumiu o cargo há quase dois meses.

Redação Reuters

Brasil eleva previsão de valor da produção agropecuária em 2018 para R$563,5 bi

O Ministério da Agricultura elevou na terça-feira sua estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) do Brasil em 2018 para 563,5 bilhões de reais, ante 562,4 bilhões na previsão de julho, com as culturas do algodão e da soja mantendo firmeza no total apurado

Apesar do aumento, o VBP de 2018 ainda é 2,2 por cento menor que o apurado no ano de 2017. O VBP da soja, principal produto do agronegócio do país, foi agora estimado em aproximadamente 137,9 bilhões de reais, ante 137 bilhões de reais no mês passado. Já o valor da produção de algodão foi visto em 33 bilhões de reais, versus 31,8 bilhões de reais em julho. O VBP da agricultura foi estimado em 383,8 bilhões de reais, enquanto o da pecuária em 179,7 bilhões de reais.

Redação Reuters

Ibovespa avança com trégua no mercado global; Bradespar PN sobe mais de 7%

O Ibovespa fechou em alta pelo segundo pregão seguido nesta terça-feira, favorecido pela trégua no cenário externo após recente turbulência desencadeada pela Turquia, com as ações da holding Bradespar capitaneando os ganhos

O principal índice de ações da bolsa paulista subiu 1,43 por cento, a 78.602,11 pontos. O volume financeiro somou 9,5 bilhões de reais. De acordo com profissionais da área de renda variável, a ausência de novidades relevantes no cenário eleitoral reforçou o foco no noticiário corporativo, assim como deixou o Ibovespa mais sensível a movimentos no mercado internacional. Para o gestor Joaquim Kokudai, sócio na JPP Capital, o desempenho da bolsa paulista nesta sessão esteve relacionado à diminuição da aversão a risco, com o mercado se acalmando em relação à Turquia. Nos últimos dias, o tombo da lira turca tendo como pano de fundo problemas econômicos e desavenças da Turquia com os Estados Unidos alarmou agentes financeiros quanto a um eventual efeito cascata, particularmente nas moedas. Na terça-feira, estrategistas do Credit Suisse publicaram relatório estimando que o contágio em outros países deve ser pequeno, apesar do movimento nas divisas de mercados emergentes ter sinalizado o contrário. Operadores também citaram influência no pregão dos vencimentos das opções sobre o Ibovespa e do índice futuro que acontecem quarta-feira.

Redação Reuters

Serviços no Brasil saltam 6,6% em junho, acima do esperado e melhor desempenho desde 2011

O setor de serviços do Brasil surpreendeu em junho e subiu muito mais que o esperado, revertendo por completo as perdas causadas pela greve dos caminhoneiros, mas com resultado ainda insuficiente para mostrar recuperação mais forte

A atividade saltou 6,6 por cento em junho quando comparada com maio, melhor desempenho mensal da série histórica iniciada em 2011, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. Em maio, o setor havia registrado contração de 5 por cento, em número revisado da queda de 3,8 por cento reportada antes. Sobre junho de 2017, houve alta de 0,9 por cento nos serviços. “A greve dos caminhoneiros criou um distúrbio no transporte brasileiro e desarticulou a economia brasileira”, afirmou o Gerente da Pesquisa, Rodrigo Lobo, as destacar o forte vaivém nas atividades. Segundo o IBGE, em junho o destaque ficou para o segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com salto de 15,7 por cento sobre maio, quando houve retração de 10,6 por cento. Segundo Lobo, esses serviços representam cerca de um terço da pesquisa total. Os demais resultados positivos em junho vieram dos ramos de serviços de Informação e comunicação (+2,5 por cento), de Outros serviços (+3,9 por cento) e de Serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,4 por cento). Na outra ponta, os Serviços prestados às famílias recuaram 2,5 por cento e assinalaram a segunda taxa negativa seguida, acumulando perda de 3,8 por cento, segundo o IBGE. Apesar do desempenho forte em junho, o setor de serviços fechou o segundo trimestre com queda de 0,3 por cento sobre o período anterior, segunda taxa negativa seguida. Entre janeiro e março, quando comparado com o quarto trimestre de 2017, a queda foi de 0,5 por cento.

Redação Reuters

EMPRESAS

Marfrig: Prejuízo sobe 122% no segundo trimestre, para R$ 582 milhões

A Marfrig registrou prejuízo líquido de R$ 582 milhões no segundo trimestre de 2018, em alta de 122% sobre o prejuízo líquido de R$ 262 milhões no segundo trimestre de 2017, segundo demonstração de resultados divulgada pela companhia na noite da terça-feira

Segundo a empresa, o resultado foi influenciado pelo impacto de 16% da apreciação cambial sobre os juros e dívida, em cerca de R$ 100 milhões, e pelo ainda elevado patamar da despesa financeira, que será reduzido com a finalização do processo de venda da Keystone. A receita líquida da companhia no segundo trimestre foi de R$ 5,1 bilhões, em alta de 135% ante os R$ 2,1 bilhões no segundo trimestre do ano anterior. A empresa teve prejuízo operacional de R$ 284 milhões no segundo trimestre de 2018, ante um lucro operacional de R$ 25 milhões um ano antes. A despesa financeira da companhia alcançou R$ 442 milhões no segundo trimestre deste ano, em alta de 7% sobre os R$ 412 milhões do segundo trimestre de 2017. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em terreno negativo de R$ 185 milhões no segundo trimestre de 2018, revertendo o resultado positivo de R$ 86 milhões, do segundo trimestre de 2017.

VALOR ECONÔMICO

JBS reverte resultado e fecha 2ºtri com prejuízo impactada por câmbio

O grupo de alimentos JBS fechou o segundo trimestre com prejuízo consolidado de cerca de 827 milhões de reais, revertendo resultado positivo de um ano antes em meio a impacto bilionário de variação cambial sobre o resultado financeiro da companhia

Na controladora do grupo, o prejuízo do trimestre somou 911 milhões de reais. A companhia afirmou que retirando o impacto cambial, teve um lucro líquido de 3 bilhões de reais de abril a junho. Segundo o balanço da JBS, a despesa financeira líquida no segundo trimestre foi de 4,7 bilhões de reais. O grupo, maior processador de carne bovina do mundo, apurou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 4,24 bilhões de reais entre abril e junho, aumento de 12,8 por cento na comparação anual. A melhora operacional foi puxada por unidades de carne bovina nos Estados Unidos e no Brasil, enquanto na área de produtos processados Seara o Ebitda despencou 36,3 por cento de um ano para o outro, para 226,7 milhões de reais. Outro peso sobre o resultado operacional foi a norte-americana Pilgrim’s Pride, que teve queda de 37 por cento no Ebitda do período. A JBS afirmou que a Seara registrou um impacto de 113 milhões de reais, decorrente da greve dos caminhoneiros, que gerou “descartes e menor produtividade do plantel de animais, bem como aumento de custos industriais e logísticos”. Além disso, a unidade teve queda de 19 por cento nas exportações, também afetada pelo fechamento do mercado russo para carne suína do Brasil. A JBS afirmou que espera que o preço do milho continue elevado nos próximos meses, “indicando assim uma necessidade de novos ajustes nos preços de venda”. O comentário é semelhante ao divulgado pela rival BRF, que na semana passada afirmou que manterá política de “adequação de preços” de processados no terceiro trimestre. A companhia terminou junho com liquidez de 20,3 bilhões de reais, cinco vezes acima do endividamento de curto prazo. A dívida líquida somou 50,45 bilhões de reais, praticamente no mesmo nível de um ano antes. Mas a relação da dívida líquida sobre o Ebitda da companhia recuou de 4,16 para 3,47 vezes em reais. Em dólares, a relação passou de 4,07 para 2,98 vezes.

Redação Reuters

BRF faz aporte na Argentina para quitar dívidas de curto prazo

A BRF fez um aporte de US$ 88 milhões nas operações na Argentina para quitar dívidas de “curtíssimo prazo” de suas controladas no país

A capitalização na Argentina foi aprovada pelo conselho de administração da BRF em 9 de agosto. A ata da reunião do colegiado foi protocolada hoje na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da capitalização total aprovada, US$ 34 milhões foram destinados à Quickfood, que reúne operações de hambúrguer. Outros US$ 40 milhões foram aportados na Avex, de carne de frango, e US$ 14 milhões na Campo Austral, de carne suína. As operações da BRF na Argentina estão à venda como parte dos esforços do CEO Pedro Parente para angariar R$ 5 bilhões e reduzir o endividamento da companhia.

VALOR ECONÔMICO

Apuração do BNDES sobre JBS termina sem identificar “fato rerelevante”

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou em suas demonstrações financeiras que concluiu no dia 5 de junho uma Comissão de Apuração Interna (CAI) que investigou operações realizadas com a JBS “sem identificar qualquer fato relevante”

A investigação foi determinada pela ex-presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, depois que foi deflagrada a Operação Bullish, que analisou supostos ilícitos no relacionamento da JBS com empregados da BNDESPar, braço de participações da instituição. Segundo o banco, em novembro de 2017 o conselho de administração e a direção decidiram fazer uma investigação independente das operações com o J&F, holding da família Batista que controla a JBS. O trabalho foi feito por um escritório de advocacia, que analisou operações específicas, e que não teve o nome divulgado. “Os trabalhos de apuração externa estão em andamento e, até a presente data, não foi reportado à administração pela contratada nenhum fato específico eventualmente encontrado, sendo assim, não existem elementos para avaliar qual será o desfecho das investigações, bem como os potenciais efeitos sobre as demonstrações financeiras do BNDES”, afirma o banco. O BNDES lembrou que após as operações Greenfield, Sépsis, Cui Bono (braço da Lava Jato) e Carne Fraca, a J&F Investimentos S.A., fez acordo de colaboração premiada com na qual admitiu condutas ilícitas. E que o acordo prevê pagamento de multa e ressarcimento de no mínimo R$ 10,3 bilhões em um prazo de 25 anos, e desse total caberá ao BNDES R$ 1,75 bilhão.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Embarques de frango seguem decepcionantes

Pelos números da SECEX/MDIC que apontou, para a segunda semana de agosto (cinco dias úteis), houve embarque de, aproximadamente, 36.961 toneladas do produto, volume que corresponde a uma média diária de 7.392 toneladas

Ou seja: proporcionalmente, exportou-se maior volume na primeira semana do mês (três dias úteis), pois foram 26.765 toneladas, média diária de 8.922 toneladas. Somados esses dois resultados tem-se, para os oito primeiros dias úteis do mês (de um total de 23 dias úteis em agosto), apenas 63.726 toneladas de carne de frango in natura, volume que corresponde a uma média diária de 7.966 toneladas, 60% menos que as 19.923 toneladas/dia de julho passado e 52% menos que as 16.640 toneladas/dia de agosto de 2017. É também, aparentemente, o pior resultado dos últimos 15 anos. De toda forma, projetados para a totalidade de agosto, os embarques dos oito primeiros dias do mês sugerem exportações totais da ordem de 183,2 mil toneladas, resultado que configura redução de mais de 50% tanto sobre o mês anterior (438,3 mil toneladas de carne de frango in natura), como sobre o mesmo mês de 2017 (382,5 mil toneladas em agosto de 2017).

AGROLINK

INTERNACIONAL

USDA eleva perspectiva de produção de carne em 2018

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aumentou sua previsão para a produção total de carne em 2018, já que a maior produção de frangos mais do que compensa as quedas na carne bovina, suína e de peru, disse a agência em seu último relatório de Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Mundial (WASDE)

O declínio na produção de carne bovina reflete, em grande parte, um ritmo mais lento de comercialização no terceiro trimestre. O abate de vacas é elevado, mas dados recentes de peso de carcaça e uma proporção maior de vacas no mix de abate levaram a uma redução nos pesos esperados de carcaça durante o segundo semestre do ano, disse o USDA. Para 2018, as previsões de importações de carne bovina no segundo trimestre foram reduzidas nos dados de comércio de junho; as projeções para os outros trimestres e para 2019 permanecem inalteradas. As previsões de exportação de carne bovina aumentaram para 2018 e 2019 sobre expectativas de demanda global forte e contínua.

MeatingPlace.com

Argentina: nova tipificação se concentrará na qualidade

Primeiro de janeiro de 2019 é a data provisória em que as mudanças no sistema oficial de classificação e tipificação de carcaça vai começar a funcionar na Argentina; e depois avançaremos com a qualidade da carne

A resolução, já apresentada pelo Ministério do Agronegócio ao Conselho da Carne, define os parâmetros objetivos que regem o comércio de carne bovina e gados. Isso permitirá ter dados reais e consistentes do gado abatido e, com base neles, o mercado poderá recompensá-los ou puni-los, via preço, como ocorre nas fazendas de criação de gado do mundo. “O sistema atual, em vigor há 45 anos, é visual e subjetivo, sem variáveis específicas que orientam, como a idade do animal, nem as diretrizes de qualidade da carne. Em contraste, os principais mercados, como os EUA e na Austrália, usam medidas de qualidade da carcaça e da carne. E a maioria dos importadores é governada por esses parâmetros. No país, dos setores público e privado, vimos a necessidade de modernizar a tipificação, mas não pudemos usar esses modelos, tivemos que adaptá-los aos nossos biotipos e abordagens produtivas”, afirmou Consolación Otaño, Diretor de Estudos Econômicos do Ministério. Com esse objetivo, a Agroindústria desenvolveu um plano de trabalho, com a participação do INTA e das câmaras que agrupam os frigoríficos, para definir um sistema ajustado aos abates nacionais. “Nós medimos um conjunto de variáveis em uma amostra de 4.382 animais, em 23 frigoríficos, de diferentes províncias, cobrindo assim uma ampla gama de origens e biótipos”, disse o especialista, detalhando que 52% da fazenda era anglo-indiana, 42% britânicos e 6% overo. Os dados coletados, continuou ele, “estão sendo avaliados estatisticamente pelo INTA para definir parâmetros e intervalos. Os pontos finais estão sendo dados e já existem algumas diretrizes estabelecidas.”

Valor Carne/BEEFPOINT

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