CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 663 DE 21 DE DEZEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 663 21 de dezembro de 2017

NOTÍCIAS

Oferta de animais no primeiro semestre de 2018 pode aumentar

Estoque não confinado e aumento no abate de fêmeas reforçam o cenário

Com os animais que ficaram fora do confinamento em 2017 e um descarte maior de fêmeas em função da queda no preço dos bezerros, expectativa é de oferta maior para o primeiro semestre de 2018. O mercado do boi gordo vive uma pressão negativa para a arroba em São Paulo, que teve sua terceira queda consecutiva e está estabelecida em R$146 à vista e livre de Funrural, segundo a Scot Consultoria. Hyberville Neto, analista de mercado da Scot Consultoria, disse que a segunda quinzena, tradicionalmente, tem uma menor movimentação, já que os frigoríficos já haviam adiantado suas programações, bem como o varejo. Os pecuaristas também diminuem a oferta neste período. As quedas registradas, contudo, foram de R$0,50, cada – demonstrando que, embora haja uma mudança, não há também um derretimento do mercado. Para os próximos dias, alguns frigoríficos podem aproveitar para garantir o início da programação de 2018, já que, do lado da oferta, as vendas podem demorar para voltar a ocorrer neste início. Contudo, o cenário, em geral, “deve ser parado, sem grandes alterações”, constata o analista. O início de 2018 também poderá ter uma concentração de oferta em meados de janeiro e fevereiro, já que o atraso das chuvas também deve atrasar a saída de bois. Ainda há animais a serem terminados em confinamento que também podem aparecer no início de ano. Esse fator pode ser amenizado por uma expectativa de uma melhor demanda em função da economia, mas o primeiro semestre tem, tipicamente, uma demanda mais fraca. Logo, Neto acredita que não seja um momento para aguardar preços expressivos. Ele destaca que os produtores, dependendo de suas necessidades, podem passar a considerar o mercado futuro, que gira em R$148/@ para maio/2018 atualmente. Do lado das exportações, os números têm sido positivos e a tendência é que em 2018 hajam maiores volumes do que os observados em 2017.

Notícias Agrícolas

Mercado do boi gordo menos sustentado

Aos poucos, o mercado do boi gordo vai perdendo a firmeza observada nas últimas semanas

Em São Paulo, o preço da arroba teve desvalorização na última quarta-feira (20/12), a terceira consecutiva. No estado, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$146,00, à vista, livre de Funrural. Queda de 0,7% desde o início da semana. Boa parte das indústrias já está com as programações de abate fechadas até o fim do ano. Vale ressaltar que há também empresas com escalas menores. Estas, por sua vez, mantêm os preços mais firmes. No mercado atacadista de carne bovina com osso, preços estáveis. O boi casado de animais castrados está cotado, em média, em R$9,93/kg, alta de 4,3% frente ao começo do mês.

SCOT CONSULTORIA

Novo regulamento de inspeção de produtos de origem animal modernizou regras de segurança

Decreto do Riispoa que vigorava até março havia sido publicado em 1952 pelo ex-presidente Getúlio Vargas

Decreto do novo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) foi assinado em março pelo presidente Michel Temer em cerimônia no Palácio do Planalto. O antigo RIISPOA, que vigorava até então, com 952 artigos, havia sido decretado pelo presidente Getúlio Vargas em 1952. A revisão do RIISPOA contempla a implantação de novas tecnologias, padronização de procedimentos técnicos e administrativos, maior harmonização com a legislação internacional, interação com outros órgãos públicos de fiscalização, ordenação didática das normas para facilitar a consulta e orientação e atualização de terminologias ortográfica e técnica. Foi compatibilizado com legislações, como o Código de Defesa do Consumidor e com o decreto que institui o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA). O Secretário-Executivo chamou a atenção para outra inovação, que incluiu especificidades e exigências próprias das pequenas agroindústrias. Blairo Maggi acrescentou que doenças que afetavam os animais, como zoonoses, no antigo RIISPOA, não estão mais presentes. Esse tipo de preocupação foi substituído por cuidados com patógenos, como a salmonella, que é um problema atual. A atualização do RIISPOA faz parte das ações do Plano Agro+, lançado no ano passado por Blairo Maggi para simplificar e modernizar o agronegócio. O novo regulamento também deixa bem clara a responsabilidade das empresas e do Estado na fiscalização sanitária dos produtos de origem animal. As novas normas englobam todos os tipos de carnes (bovinas, aves, suínos e conservas), leite, pescado, ovos e mel. “Os temas ligados ao meio ambiente, à sustentabilidade e ao bem-estar-animal são contemplados nas novas regras”, lembrou Novacki. “O regulamento exigiu um trabalho meticuloso, com o envolvimento de 150 servidores e 33 colaboradores, inclusive com a participação acadêmica, culminando com uma consulta pública, a qual recebeu mais de 3.600 propostas, finalizados em seus 542 artigos”.

MAPA

Valor da Produção Agropecuária é de R$ 539 bilhões em 2017

O desempenho das carnes bovina e de frango foi desfavorável, pois os preços ficaram abaixo do ano anterior

Com base nas informações de novembro e o ano praticamente encerrado, o Valor Bruto da Produção (VBP) está estimado em R$ 539 bilhões para 2017, situando-se 1,87% acima do valor de 2016, de R$ 529,2 bilhões. As lavouras alcançaram R$ 364,7 bilhões e a pecuária, R$ 174,4 bilhões. Enquanto as principais lavouras tiveram aumento de 4,97% no valor, devido ao bom resultado da safra de 2017, a pecuária teve redução de 4,1% no faturamento. O resultado se deve principalmente ao desempenho desfavorável das carnes bovina e de frango, cujos preços ficaram abaixo do ano anterior, observa o Coordenador-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques. “A redução do preço da carne bovina foi forte, passando de R$ 147,3 por arroba, em 2016, para R$138,2, em 2017. Na carne de frango o preço do quilo caiu de R$ 4,10 para R$ 3,64.” Os principais fatores de destaque neste ano foram os bons resultados da safra de grãos e os preços que se mantiveram abaixo do ano passado na maior parte dos produtos analisados. Tiveram melhores resultados o algodão, cujo valor da produção aumentou 72,9%, a cana de açúcar (28,4%), mandioca (87,9%) e uva (52,2%). Também apresentaram bom desempenho o milho, soja, laranja e arroz. Na pecuária, suínos e leite também tiveram ganho real de 9,7% e 9,9%, respectivamente. Um conjunto de produtos apresenta neste ano forte redução no faturamento. Destacam-se a banana (-25,9%), batata inglesa (-48%), cacau (-27,9%), café (-14%), cebola (-48%), feijão (-24,7%), mamona (-40,1%), trigo (-37,5%) e maçã (-22,1%). A redução de preços de alguns produtos teve impacto na redução da taxa de inflação de 2017, pois classificam-se no grupo de cereais leguminosas e oleaginosas que têm destacada participação no grupo alimentação. O resultado do VBP regional mostra, como em relatórios anteriores, que o maior valor continua sendo obtido no Sul (R$ 142,5 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$ 139,9 bilhões), Sudeste (R$ 137,1 bilhões), Nordeste (R$ 50,3 bilhões) e Norte (R$ 32,9 bilhões). Prognósticos para a próxima safra de grãos, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Ibge, dos últimos meses, indicam que a safra 2018 deverá ser menor do que a deste ano. A Conab indica redução de 4,7% e, o IBGE, de 9,2%. O declínio, deve-se principalmente a menor produção de milho e soja. De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises, as estimativas do VBP para 2018 também indicam redução de 6,9%, em relação a 2017. “Redução forte do valor está previsto nas lavouras (-10,8%) e de – 1,4% na pecuária”. Nesse setor da pecuária, observa Gasques, há previsões mais otimistas para carne bovina e frango.

Mapa

Brasil pode ter 5 milhões de cabeças confinadas em 2020

De acordo com Marcus Baruselli, da DSM, atividade deve retomar ritmo de crescimento de 6% a 8% nos próximos dois anos. Previsão de 2017 é de 4,2 mi de cabeças confinadas

Depois de uma dura queda em 2016, o confinamento deve retomar seu ritmo de crescimento habitual nos próximos anos. Para o Gerente de Confinamento da DSM, Marcus Baruselli, a expectativa é que o País tenha 5 milhões de cabeças confinadas em 2020. “O cenário voltou a ser favorável e atividade de manter uma média de 6 a 8% de crescimento nos dois próximos anos”, destacou. “Esse ritmo se manteve por nove anos e só foi quebrado no ano passado devido a alta nos preços dos insumos”, acrescentou. Os principais fatores de incentivo devem ser o preço do milho, que deve recuar no próximo ano com a expectativa de aumento da produção do grão; e a retomada da arroba no mercado futuro da Brasil Bolsa, Balcão (B3), antiga BM&F Bovespa. Outro aspecto preponderante é a necessidade de intensificar a produção em áreas menores. “A agricultura fez essa tarefa de dar um salto de qualidade com novas tecnologias e a pecuária ainda tem muito a melhorar nesse sentido”, analisou. Apesar da previsão positiva, 2018 também deve ser um ano de riscos. O principal deles é o fato de se tratar de um ano de eleição presidencial, o que o que pode gerar uma grande instabilidade em diversos setores da economia. “O mercado futuro será fundamental para que o produtor garanta sua margem e fuja de qualquer risco no mercado físico”, disse Baruselli. Em relação a 2017, a expectativa de Baruselli é que o confinamento no Brasil tenha 4,2 milhões de cabeças. Caso a projeção se confirme, a atividade crescerá 13,5% em relação as 3,7 milhões de cabeças confinadas em 2016. “O setor oscilou muito ao longo do ano, mas, na entrada do segundo semestre, a atividade voltou a ser atrativa e devemos fechar o ano com crescimento expressivo”, concluiu.

Portal DBO

EMPRESAS

JBS investe R$ 18 milhões para modernizar produção de charque em SP

A JBS inaugurou ontem novas instalações na unidade em Santana de Parnaíba (SP), que fabrica charque e carne seca

Com investimento de R$ 18 milhões, a planta passou por modernização das etapas de desossa, salga, secagem e tratamento de resíduos, e teve a sua estrutura ampliada para abrigar novas máquinas. Agora, diz a JBS, a capacidade produtiva da unidade passará de 1.000 toneladas para 1.600 toneladas por mês. “Com a reforma, a unidade de Santana do Parnaíba tornou-se a mais moderna na fabricação do charque no país, com os mais rígidos processos sanitários e de qualidade, além de se ter se tornado uma planta modelo no tratamento da água utilizada”, disse Renato Costa, presidente da JBS Carnes, em nota. A unidade recebeu um novo equipamento para o tratamento de resíduos que possibilita que a água utilizada no processo seja devolvida ao meio ambiente com mais de 97% de pureza, graças a novas placas eletrolíticas instaladas no tanque. A capacidade de tratamento também aumentou, acompanhando o incremento na produção.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Mais abates de vacas e novilhas sinalizam desaceleração na expansão do rebanho nos EUA

O rebanho bovino dos EUA está em modo de expansão desde 2015, com o número de animais em 1 de janeiro de 2015, 2016 e 2017 aumentando a uma taxa de 0,7%, 2,9% e 3,5%, respectivamente

No entanto, o ritmo de abate vacas de corte novilhas sugere que a taxa de expansão pode ter diminuído em 2017, previu o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O abate de vacas de corte até outubro de 2017 foi 11% maior do que no mesmo período de 2016. Dados preliminares dos abates de novembro também são bastante fortes e maior do que em novembro do ano passado. O abate de novilhas também viu um aumento de 12% até outubro de 2017, enquanto o abate de novilhos só aumentou cerca de 3%. Embora o número de animais em engorda, bem como a colocação de animais em confinamento, continue aumentando, os confinamentos parecem estar movendo o gado à medida que estão prontos para o mercado. As vendas de boi gordo em outubro foram 6% maiores que no mesmo período em 2016. Como as vendas permaneceram relativamente altas, a porcentagem de gado em engorda por mais de 120 dias foi inferior a 2016. O relatório mostra que os pesos médios foram de 375 quilos, 8 quilos a menos que em outubro de 2016. Os pesos das carcaças para novilhos e novilhas foram inferiores ao ano anterior em outubro e os dados preliminares apontam para uma situação similar em novembro. A produção do quarto trimestre de 2017 caiu em relação ao mês passado devido ao peso das carcaças mais leves e a um ritmo mais lento de abate até o fim do ano. A proporção de novilhas e vacas abatidas em relação ao abate total aumentou em relação ao ano passado, e novilhas e vacas são tipicamente menores e produzem menor peso de carcaça do que novilhos.

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