CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 662 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 662 20 de dezembro de 2017

NOTÍCIAS

Boi gordo: movimento de alta da arroba chega ao limite

Os preços do boi gordo voltaram a subir em algumas praças de comercialização e produção na terça-feira

O movimento de alta nos preços já é mais comedido, aparentemente tendo chegado ao seu limite. As escalas, de maneira geral, ainda estão nos mesmos patamares, atendendo em torno de uma semana de abate. Porém, há indústrias que já estão com boiadas programadas para serem abatidas em janeiro.  Estas, por sua vez, tentam negociar a preços abaixo da referência. Os estoques para o atendimento das festas de final de ano estão cada vez mais próximos de serem consolidados. Segundo a XP Investimentos, houve uma drástica redução no volume negociado (normal para o período). Com a programação de abate quase completa para 2017, alguns frigoríficos se retraíram nesta terça-feira. Para o curto prazo, fica a expectativa de como as indústrias vão se comportar para originarem matéria-prima para o início do ano que vem. Vale frisar que as negociações são menores no período de final de ano, e isso pode exercer impacto sobre a oferta de animais e alterar as cotações no mercado do boi gordo.

CANAL RURAL

Mercado do boi gordo mais “equilibrado”

Após as valorizações verificadas nas últimas semanas, o cenário vigente é de maior equilíbrio entre oferta e demanda

As escalas, de maneira geral, ainda estão nos mesmos patamares, atendendo em torno de uma semana de abate. Para o curto prazo, fica a expectativa de como as indústrias vão se comportar para originarem matéria-prima para o início do ano que vem. Porém, há indústrias que já estão com boiadas programadas para serem abatidas em janeiro. Estas, por sua vez, tentam negociar a preços abaixo da referência. Os estoques para o atendimento das festas de final de ano estão cada vez mais próximos de serem consolidados. Para o curto prazo, fica a expectativa de como as indústrias vão se comportar para originarem matéria-prima para o início do ano que vem. Vale frisar que sazonalmente as negociações são menores no período de final de ano, e isso pode exercer impacto sobre a oferta de animais e alterar as cotações no mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de carne bovina in natura deverá fechar dezembro em alta

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, até a terceira semana de dezembro o Brasil exportou 61,4 mil toneladas de carne bovina in natura, com faturamento total de US$264,9 milhões

A média diária exportada foi de 5,6 mil toneladas. As expectativas são boas e caso este ritmo continue, o país deverá exportar 111,58 mil toneladas no acumulado de dezembro, o que representaria uma alta de 27,9% em relação ao mesmo período do ano passado e seria o maior volume para este mês desde 1997. Caso esse resultado seja alcançado, o país deverá exportar 11,3% mais carne bovina in natura em 2017, frente ao acumulado de 2016.

SCOT CONSULTORIA

OIE aporta 108.000 euros na Apta

Investimento visa transformar laboratório de viroses de bovídeos em referência na América do Sul

O laboratório de viroses de bovídeos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura de São Paulo, recebeu o aporte de 108 mil euros da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês), para desenvolvimento do “twinning project”, que visa transformar a unidade em referência na América do Sul para a virose que provoca a doença conhecida como “língua azul”. Infecciosa, essa doença geralmente é fatal para os animais, mas não é transmitida ao homem. Os bovinos infectados normalmente não apresentam sinais clínicos, por isso a importância das análises laboratoriais. Os laboratórios-referência da OIE têm o objetivo de explorar todos os problemas relacionados à enfermidade. Além disso, desenvolvem projetos de pesquisa e fornecem assistência científica e técnica em temas relacionados ao diagnóstico e controle da doença. “Ser reconhecido pela OIE como referência permitirá que o IB trabalhe de forma mais próxima com outros países da América do Sul, como Chile, Paraguai e Bolívia, entre outros”, afirma a pesquisadora Edviges Maristela Pituco, do IB.

ESTADÃO CONTEÚDO

Mais de 600 cabeças de gado são furtadas em fazenda durante a noite

640 cabeças de gado640 cabeças de gado foram furtadas durante a noite do domingo (17) na fazenda Guanandy, localizado próximo a região de Vista Alegre em Ponta Porã e região do Copo

Segundo o proprietário, os animais possuem a marca T e G e divisa nas duas orelhas. A suspeita é a de que o gado foi levado a pé e possivelmente embarcado em algum lugar próximo. Parte dos animais que estavam em fazendas vizinhas foram encontrados. O DOF (Departamento de Operações de Fronteira) faz diligências para encontrar os autores. Quem tive informações pode entrar em contato com o Departamento pelo 0800 647 6300 ou pelo (67) 3410-4800.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

EMPRESAS

JBS prevê alta de 22% em suas exportações de carne bovina in natura do Brasil em 2018

O ano foi tumultuado para a JBS e o setor como um todo

A empresa de alimentos JBS prevê alta de 22 por cento em suas exportações de carne bovina in natura do Brasil em 2018, ajudada pelo crescimento de vendas em mercados como China, Egito e Chile, afirmou nesta terça-feira o Presidente da unidade de carnes da companhia no país, Renato Costa. “Para o Chile, (a exportação da JBS) deve crescer 40 a 50 por cento”, afirmou o executivo à Reuters durante inauguração da renovação de unidade de produção de charque da companhia em Santana de Parnaíba (SP). Ele destacou, contudo, que o crescimento para a China também seguirá importante, com previsão de alta de 30 por cento, para cerca de 170 mil toneladas por ano. O prognóstico da JBS supera a expectativa do setor para os embarques do país, de alta de quase 10 por cento, que contempla também processados e a retomada de exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos, entre outros fatores. “Nós fechamos nosso orçamento e trabalhamos com o que temos”, afirmou Costa ao justificar sua estimativa, que não prevê reaberturas ou novos mercados. De olho nesse crescimento dos embarques e na expectativa de alguma melhora no mercado doméstico, apoiada na previsão de crescimento da economia e menor desemprego, a divisão de carnes da JBS no país também trabalha com um cenário de recuperação no ritmo de abates. Segundo Costa, o volume de abate no próximo ano deve voltar para uma média de 30 mil cabeças por dia ante média de 25 mil esperada para 2017. O ano foi tumultuado para a JBS e o setor como um todo, com a lista de adversidades incluindo a operação Carne Fraca da Polícia Federal, delações de executivos da companhia envolvendo o presidente Michel Temer e prisão dos principais executivos controladores da empresa, além de embargos de Rússia e Estados Unidos. Em encontro com analistas e investidores no começo do mês, o Executivo-Chefe global de operações da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que a unidade de carnes foi a mais impactada pelos últimos acontecimentos envolvendo a companhia, mas ressaltou que a empresa vai recuperar a participação que tinha tanto no mercado brasileiro como nas exportações. As operações com bovinos no Brasil, tiveram baixa de quase 79 por cento no Ebitda no terceiro trimestre, com a receita recuando 24 por cento. A companhia diz que tem focado nos canais e cortes mais rentáveis, valorizando o mix de produtos, o que proporcionou um aumento de 11,7 por cento no preço médio de venda da carne in natura. Para este mês, em razão do aquecimento de demanda com as festas de fim de ano, a JBS calcula uma alta de 12 por cento no faturamento da divisão de carnes no Brasil ante dezembro de 2016. A JBS inaugurou na terça-feira novas instalações de sua unidade em Santana de Parnaíba, com investimentos de 18 milhões de reais que serviram para ampliar a capacidade de produção de 1.000 toneladas para 1.600 toneladas por mês. As mudanças na planta incluem a modernização de processos a fim de melhorar produtividade, bem como novo maquinário para redução de impacto ambiental. Além do mercado doméstico, a fábrica também atende a contratos de exportação de charque com Angola e Cuba.

REUTERS

Maus resultados e incertezas pressionam novo CEO da BRF

Com pouco mais de uma semana no cargo de CEO da BRF, maior exportadora mundial de carne de frango, José Aurélio Drummond Jr. já pode ter uma prévia do desafio que aceitou

Em meio à conturbada relação entre os principais sócios e à falta de confiança dos investidores, as ações da BRF atingiram no meio do pregão de ontem o menor valor em cinco anos, mas se recuperam um pouco e encerraram a sessão no menor nível desde março. A desvalorização das ações que tanto aflige os fundos de pensão Petros e Previ, os dois maiores acionistas da companhia, não foi estancada sequer com a indicação do novo CEO, diferentemente do que muitos analistas e acionistas imaginavam. Desde 22 de novembro, quando Drummond foi aprovado pelo conselho de administração da BRF – a posse do executivo ocorreu em 11 de dezembro -, as ações caíram 13,6%, o que fez a companhia perder R$ 4,6 bilhões em valor de mercado na B3, para R$ 28,9 bilhões. No ano, o desempenho negativo chama atenção. A dona da Sadia e Perdigão já caiu mais do que a rival JBS, mergulhada em uma crise de grandes proporções depois da delação premiada dos irmãos Batista. No acumulado de 2017, as ações da BRF caíram 26,2%, o que retirou R$ 10,3 bilhões do valor de mercado da companhia. Os papéis da JBS, por sua vez, caíram 20,3%. A empresa dos Batista perdeu R$ 7,9 bilhões em valor de mercado, encerrando o pregão de ontem avaliada em R$ 24,7 bilhões. Com esse desempenho, as duas empresas se distanciaram do Ibovespa, que já se valorizou mais de 20% este ano. Procurada pelo Valor, a Petros informou que “não se pronuncia sobre questões internas das empresas investidas, mas ressalta que está insatisfeita com os resultados até então apresentados pela BRF e com o desempenho dos preços das ações”. A Previ não quis comentar. Juntos, os dois fundos de pensão têm 22,1% do capital da empresa. Os dois fundos se opuseram à indicação de Drummond ao cargo de CEO, mas o Presidente do Conselho de Administração da BRF, Abilio Diniz, venceu a queda de braço. Mas Abilio ainda não conseguiu convencer os investidores. Em relatório de 7 de dezembro, assinado pelos analistas Thiago Duarte e Vito Ferreira, o BTG Pactual avaliou que o movimento de venda dos papéis da BRF reflete a decepção dos investidores com a falta de clareza sobre a estratégia da companhia, que piorou depois da indicação “não consensual” do novo CEO. Procurada, a BRF não comentou. Ao Valor, uma fonte próxima à BRF também demonstrou desconforto com a decisão de Drummond de seguir como membro do conselho de administração da empresa mesmo depois de se tornar CEO. O argumento é que, em maior ou menor medida, o executivo é parte interessada em todas as decisões do conselho. Mesmo que ele se exima de votar em assuntos de interesse da diretoria, o acúmulo de funções pode denotar falta de governança. Para essa mesma fonte, a permanência de Drummond pode ser entendida à luz do jogo político na BRF. “Abilio quer manter a maioria no conselho”, argumentou. Procurado pela reportagem, o empresário não quis comentar. Apesar disso, a aposta é que aos poucos Drummond possa mostrar seu trabalho, dando sequência à reestruturação da BRF. “No dia a dia, ele já mudou a clima de pessimismo na empresa”, disse a fonte.

VALOR ECONÔMICO

Masterboi e Grupo Adir em parceria inédita pela qualidade da carne

O frigorífico Masterboi decidiu adotar um novo parâmetro de qualidade para os abates dos bovinos em suas plantas

Em uma primeira etapa do processo, desenvolverá um Programa de Qualidade de Carne Bovina Nelore. O objetivo é ajudar os fornecedores a melhorar a qualidade do rebanho regional diminuindo a idade de abate para uma faixa entre 18 e 20 meses, com ganho de peso e aumento do rendimento das carcaças. Algo nunca antes realizado no Brasil. O trabalho será realizado em conjunto com o Grupo Adir, que possui propriedades em Nova Crixás (GO) e Ribeirão Preto (SP), e há 57 anos se dedica ao melhoramento genético da raça Nelore a pasto. Neste início de projeto, os abates ocorrerão normalmente e serão remunerados conforme o preço de mercado. A segunda fase envolverá o fornecimento somente de animais fechados na genética ADIR. A partir dessa fase os produtores receberão bônus financeiro pela qualidade da carcaça. “O Brasil é hoje, um grande produtor de carcaças, mas precisa alcançar a excelência na produção de carnes. Há um público que exige produtos de qualidade superior e acreditamos que a parceria com o Grupo Adir nos ajudará a atender essa demanda”, afirma Amaro Rodero, Diretor do grupo Masterboi. Rodero aposta nos pecuaristas e afirma que o Grupo Adir demonstrou que com abates técnicos e seleção genética é possível produzir a carne que os consumidores desejam. “É possível desenvolver um bom animal e ser remunerado pela excelência produzida”, complementa. O Frigorífico Masterboi abate 500 mil cabeças por ano e para que todos os animais estejam enquadrados no futuro programa, dois milhões de vacas serão inseminadas com genética ADIR. “Sem dúvida, esse será o maior programa de melhoramento genético visto no Brasil, e consequentemente com a valorização financeira dos animais ocorrendo no gancho”, acredita Paulo Leonel, Diretor do Grupo Adir. “O mais interessante dessa proposta é que ela estreita a relação entre indústria e pecuaristas, porque realmente valoriza a qualidade do produto diferenciado. Bem diferente do que vemos por aí, onde, na verdade, os pecuaristas são penalizados quando não fornecem dentro dos parâmetros dos programas”, observa Leonel.

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